Phellipe Marques integra elenco de “Dom de Iludir”, nova série da Netflix com Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costa
Ator paraense interpreta um policial civil na produção dirigida por Mauro Mendonça Filho, que mistura melodrama e suspense em uma trama ambientada na elite carioca; estreia está prevista para 2026

Depois de integrar uma produção internacional, Phellipe Marques volta suas atenções para uma história brasileira. Aos 48 anos, o ator paraense está no elenco de “Dom de Iludir”, nova série da Netflix, que reúne Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costa como protagonistas.
A plataforma revelou oficialmente a produção neste mês. “Dom de Iludir” tem estreia prevista para ainda em 2026, mas, até o momento, a Netflix não anunciou o dia e o mês de lançamento.
Na série, Phellipe interpreta um policial civil e passa a dividir o universo de uma trama construída em torno de relações familiares, aparências, segredos e jogos de poder. O novo trabalho chega em um momento importante da trajetória do ator, que recentemente também participou de “Man on Fire”, produção internacional da Netflix gravada no México.

Uma história em que ninguém parece ser exatamente o que mostra
Com direção geral de Mauro Mendonça Filho, “Dom de Iludir” mistura melodrama e suspense e tem como ponto de partida uma família da elite do Rio de Janeiro.
Marieta Severo vive Lúcia Rossetti, uma colecionadora de obras de arte que mantém uma relação turbulenta com a filha Maíra, personagem de Alice Wegmann. A chegada de Irina, interpretada por Nanda Costa, interfere nessa dinâmica e abre caminho para uma sucessão de mistérios, conflitos e reviravoltas.
Além das três protagonistas, o elenco reúne José de Abreu, Felipe Camargo, Luciana Paes, Laila Garin, Heloisa Jorge, Yanna Lavigne, Giovanna de Jesus, Rosanna Viegas, Allan Souza Lima, Rui Ricardo Diaz, Jonas Bloch, José Mata, Thiago Justino, Hamilton Dias e Laura Vick.
Para Phellipe, fazer parte de um elenco com nomes de diferentes gerações do audiovisual brasileiro também ampliou a experiência dentro do projeto.

“Sobre ‘Dom de Iludir’, ainda não posso revelar muita coisa. Mas posso dizer que, quando recebi a notícia de que havia sido selecionado, percebi uma diferença. ‘Man on Fire’ ainda nem havia estreado, mas o fato de aquela produção já fazer parte do meu currículo parecia dar um peso diferente ao meu trabalho e à maneira como eu era visto profissionalmente”, conta.
Phellipe vive policial civil na trama
Ainda cercado pelo sigilo que acompanha a produção, o ator não pode antecipar detalhes sobre a participação de seu personagem. Ele revela, porém, que a experiência nos bastidores foi marcada pelo contato com profissionais que admira e pela direção de Mauro Mendonça Filho.

“Também tive a oportunidade de conhecer e conviver com profissionais com trajetórias muito importantes. Trabalhei com Vera Ferreira, Aramis Trindade e conheci o Iran, o Iran Meu Nego, com quem construí uma amizade. Foi uma experiência muito rica”, afirma.
A relação com a direção também ficou marcada para o ator.
“Ser dirigido pelo Mauro Mendonça Filho foi especialmente importante. Ele consegue ser carismático e rigoroso ao mesmo tempo. Eu sentia a responsabilidade e a exigência que aquele trabalho carregava, mas, ao mesmo tempo, me sentia acolhido pela direção e pela produção. Para um ator, essa combinação é muito valiosa”, diz Phellipe.
Do teatro em Belém ao streaming
Embora “Dom de Iludir” represente uma nova vitrine para seu trabalho, a trajetória de Phellipe começou longe das grandes produções de streaming. Em Belém, ele construiu parte importante de sua formação no teatro e permaneceu por mais de uma década no espetáculo “Cabanos — Uma Viagem no Tempo”, no qual interpretava Eduardo Angelim, um dos líderes da Cabanagem.

Anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro para investir na carreira artística e chegou a trabalhar como motorista de aplicativo enquanto buscava espaço no audiovisual. O caminho ganhou outra dimensão com a aprovação para “Man on Fire”, série internacional protagonizada por Yahya Abdul-Mateen II e que também conta com Alice Braga no elenco.
Agora, “Dom de Iludir” coloca o ator novamente diante de uma produção de grande alcance, desta vez mergulhado em uma história essencialmente brasileira.
A série é produzida pela Conspiração para a Netflix, com produção associada da Amaia. A criação é de Diane Maia e Mirna Nogueira, que também assina como roteirista-chefe. Além de Mauro Mendonça Filho na direção geral, Gabriela Amaral Almeida e Daniela Carvalho integram a direção.
A atmosfera da produção também ganhou uma assinatura brasileira na música. Liniker gravou especialmente para a série uma nova versão de “Dom de Iludir”, composição de Caetano Veloso que dá nome à obra.
Para Phellipe, entrar nesse universo representa mais do que acrescentar um título ao currículo. Depois de anos construindo a carreira entre teatro, testes e produções menores, “Dom de Iludir” chega como a possibilidade de mostrar seu trabalho ao lado de alguns dos nomes mais reconhecidos da dramaturgia brasileira.
“Quando a oportunidade surgir, eu quero estar pronto”, resume o ator sobre a fase que vive.


































