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Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

há 23 minutos
7 min de leitura

Livre para amar, desejar e ser desejada, Thaís Carla celebra uma nova fase de sensualidade, descoberta e liberdade, aprendendo a viver o amor — em todas as suas formas — a partir de uma nova versão de si mesma


STARS COVER EDITION - SEPTEMBER 2026 ISSUE

Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade
Photo: Ronan de Jesus Nascimento - @ronnanascimento / Beauty: @paulolimabeauty / Styling: @tovivant

Há momentos em que uma mulher não precisa recomeçar. Precisa apenas florescer. É desse lugar que surge Thaís Carla na nova edição Stars da Hooks Magazine: uma mulher que atravessa uma fase de descobertas, liberdade, sensualidade e, sobretudo, de uma relação mais profunda com o amor.


“Estou me sentindo amada como nunca me senti antes.” A frase resume um momento que, para Thaís, vai muito além do amor romântico. É sobre reconhecer o afeto em diferentes lugares e, principalmente, perceber que o amor próprio pode transformar a maneira como recebemos tudo aquilo que vem de fora.


Para esta edição, Thaís é apresentada como uma Afrodite contemporânea. Não aquela construída a partir do olhar de quem observa, mas uma mulher que compreende que sua beleza, seu desejo, sua sensualidade e seu poder de atração pertencem, antes de tudo, a ela mesma.


“Eu me sinto uma Afrodite. Não porque alguém me escolheu, mas porque finalmente me permito viver o amor, o desejo e a beleza com liberdade”, afirma.
Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

Existe uma leveza particular na forma como Thaís fala sobre a fase que está vivendo. Ela não descreve esse momento como uma transformação definitiva, tampouco como uma ruptura com quem foi. Existe, em suas palavras, a compreensão de que uma pessoa pode mudar sem precisar apagar suas versões anteriores.


“Estou conhecendo pessoas, conhecendo sentimentos e, principalmente, conhecendo uma mulher em mim que talvez eu ainda não tivesse tido a oportunidade de viver.”

Essa descoberta parece ser uma das forças que conduzem seu presente. Depois de anos assumindo responsabilidades, construindo uma carreira, sendo mãe e ocupando um espaço importante no debate sobre representação e gordofobia, Thaís se permite experimentar novamente a curiosidade.


Ela fala sobre ter novas primeiras vezes, sobre poder se surpreender, mudar de ideia e descobrir novos lugares dentro de si.

“É bonito perceber que eu ainda estou me descobrindo.”

Há algo quase adolescente nessa sensação — a expectativa diante do desconhecido, o prazer de conhecer novas pessoas, a possibilidade de se apaixonar pela vida. Mas existe também a maturidade de quem aprendeu a estabelecer limites e a reconhecer aquilo que deseja.


Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

Essa combinação entre curiosidade e consciência é uma das características mais marcantes da Thaís que encontramos nesta edição.


Sua sensualidade também aparece sob uma perspectiva diferente. Durante muito tempo, corpos gordos foram associados, dentro dos padrões tradicionais de representação, à necessidade de correção, contenção ou justificativa. Thaís ajudou a questionar esse imaginário ao defender publicamente que pessoas gordas têm direito à dignidade, ao respeito, à acessibilidade, ao amor e ao desejo.


Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

Hoje, essa defesa continua existindo, mas se encontra com uma dimensão ainda mais pessoal.

“Eu nunca precisei emagrecer para ser desejável. Eu fui uma mulher gorda, sensual, desejada, potente e dona de mim, e nenhuma mudança no meu corpo apaga essa história.”

A frase estabelece uma distinção importante. Mudanças individuais não precisam ser interpretadas como uma rejeição da própria trajetória. O corpo pode passar por diferentes fases sem que isso determine o valor da pessoa ou invalide uma luta coletiva.

“O meu corpo não precisa de justificativa para ocupar espaço, sentir prazer, ser fotografado ou admirado. Eu não peço permissão para existir. Eu existo por inteiro.”

É justamente nessa liberdade que a imagem de Afrodite ganha força.


As fotografias que acompanham esta edição trabalham com o branco, a água, as transparências, as flores, a pele e a delicadeza. A estética cria uma atmosfera quase mitológica, mas a mulher no centro dela permanece absolutamente contemporânea.


Não há uma tentativa de transformar Thaís em uma personagem inalcançável. Pelo contrário. A imagem funciona porque existe naturalidade em sua presença.


Ela não está tentando provar que é sensual.


Ela simplesmente é.


Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

E talvez essa seja uma das maiores mudanças em sua relação com a própria imagem: a sensualidade deixa de ser uma declaração para se tornar uma experiência.


“Hoje eu olho para o espelho querendo saber o que eu sinto, não o que esperam que eu sinta.”

Essa frase também poderia definir o espírito desta nova fase.

Olhar para si antes de olhar para as expectativas externas.

Desejar sem culpa.

Ser desejada sem pedir desculpas.

Mudar sem precisar explicar.

Viver sem transformar cada experiência em uma promessa de futuro.


Thaís fala sobre o amor com uma amplitude que ultrapassa qualquer narrativa romântica. Quando questionada sobre o que mais representa a mulher que é hoje, entre beleza, prazer, desejo, amor e poder de atração, ela escolhe o amor.


Mas o amor, para ela, está em toda parte.


Está nas filhas, na mulher que construiu, no corpo em todas as suas fases, na vida que ainda deseja viver e na capacidade de permanecer conectada consigo mesma.

“Meu maior poder de atração vem de estar conectada comigo mesma.”
É uma resposta que desloca a ideia tradicional de magnetismo. A atração não nasce apenas da aparência, da aprovação ou do desejo de outra pessoa. Ela nasce da relação que alguém constrói consigo.

Talvez seja por isso que esta Thaís pareça tão diferente sem precisar ser outra.


Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

Ela continua sendo a mulher que defendeu corpos fora do padrão. Continua sendo mãe, artista e uma figura pública que aprendeu a ocupar espaços que durante muito tempo não foram oferecidos a mulheres como ela.


Mas agora existe também uma liberdade para viver aquilo que ela sempre defendeu.

“Minha luta não mudou. O que mudou é que hoje eu também me permito viver tudo aquilo que sempre defendi.”

Essa talvez seja a essência da nova Afrodite.


Uma mulher que não precisa escolher entre força e delicadeza, entre posicionamento e sensualidade, entre transformação e permanência. Uma mulher que pode defender uma ideia coletivamente e, ao mesmo tempo, permitir que sua própria vida seja complexa, contraditória e em constante movimento.


Thaís não parece interessada em descobrir agora qual será o final dessa história.


Ela quer descobrir quantas versões ainda existem dentro dela.

“Quantas versões de mim ainda existem quando eu me permito viver sem medo.”

É essa pergunta que permanece depois das fotografias, da entrevista e das palavras.


Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

Porque talvez florescer seja justamente isso: não chegar a uma versão definitiva de si mesma, mas finalmente compreender que não existe obrigação de chegar.


Nesta edição Stars, Thaís Carla não aparece como uma mulher que começou novamente.

Ela aparece como uma mulher que se permitiu viver.

E, ao fazer isso, descobriu que o amor pode estar em toda parte — inclusive naquele lugar onde tudo começa: dentro dela.


Entrevista exclusiva com Thaís Carla:


1. Você definiu este momento dizendo: “Estou me sentindo amada como nunca me senti antes”. O que mudou dentro de você para que hoje consiga receber, reconhecer e viver o amor de uma maneira tão diferente?


Acho que primeiro eu aprendi a me amar de um jeito diferente. Hoje eu me escuto mais, respeito os meus desejos, os meus limites e não tenho medo de me escolher. Sou mãe, sou mulher, tenho uma vida inteira acontecendo, mas entendi que eu também preciso ser prioridade para mim. Estou me sentindo amada como nunca porque, antes de qualquer coisa, estou me amando de uma forma que nunca tinha experimentado.
Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

2. A nossa capa apresenta você como uma espécie de Afrodite contemporânea: uma mulher livre para desejar, ser desejada e experimentar a própria sensualidade. Quando você percebeu que não precisava mais enxergar o seu corpo a partir do olhar dos outros, mas a partir do seu próprio desejo?


Eu passei muitos anos mostrando para outras mulheres que elas poderiam amar seus corpos. Em algum momento, percebi que precisava continuar fazendo isso também por mim. Meu corpo mudou, minha vida mudou, mas a minha sensualidade nunca dependeu de um número na balança. Hoje eu olho para o espelho querendo saber o que eu sinto, não o que esperam que eu sinta. Para mim, ser essa Afrodite é isso: pertencer ao meu próprio corpo.

3. Existe alguma coisa que essa nova versão de Thaís descobriu sobre si mesma que surpreendeu você?


Descobri que ainda tenho muitas primeiras vezes para viver. Às vezes, quando a gente vira mãe, trabalha muito e assume tantas responsabilidades, parece que precisa ter todas as respostas. Eu descobri que posso continuar me surpreendendo, me apaixonando pela vida, mudando de ideia e conhecendo novos lugares dentro de mim. É bonito perceber que eu ainda estou me descobrindo.
Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

4. Durante muito tempo, mulheres gordas foram colocadas diante de uma ideia de que seus corpos deveriam ser corrigidos, escondidos ou justificados para serem considerados desejáveis. Hoje, você aparece justamente ocupando esse lugar de magnetismo e desejo. O que significa, para você, reivindicar esse espaço sem pedir permissão?


Eu nunca precisei emagrecer para ser desejável. Eu fui uma mulher gorda, sensual, desejada, potente e dona de mim, e nenhuma mudança no meu corpo apaga essa história. O que vivo hoje é uma nova fase, não uma correção de quem eu fui. O meu corpo não precisa de justificativa para ocupar espaço, sentir prazer, ser fotografado ou admirado. Eu não peço permissão para existir. Eu existo por inteiro.
Thaís Carla: A nova Afrodite. Uma fase de magnetismo, feminilidade, beleza, desejo e liberdade

5. Se Afrodite simboliza beleza, prazer, desejo, amor e poder de atração, qual dessas palavras representa mais profundamente a mulher que você é hoje — e o que você ainda deseja descobrir sobre essa nova fase da sua vida?


Amor. Mas não apenas o amor romântico. O amor pelas minhas filhas, pela mulher que construí, pelo meu corpo em todas as suas fases e pela vida que ainda quero viver. Hoje eu entendo que o meu maior poder de atração vem de estar conectada comigo mesma. E talvez seja isso que eu mais queira descobrir daqui para frente: quantas versões de mim ainda existem quando eu me permito viver sem medo.

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