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- LIA HERRMANN: da assinatura individual à construção de uma marca, uma trajetória entre arquitetura, empreendedorismo e propósito
Architecture Cover Edition - October 2026 Issue Photo: Vinícius Schmitt - @vsfotogram / Beauty: @bossa.hairspa / Stylist: @tatys.s78 Entre a interpretação das necessidades de seus clientes e a construção de uma empresa com identidade própria, Lia Herrmann encontrou novas formas de exercer sua autoria. Uma casa pode revelar muito sobre quem vive nela, mas nem sempre seus moradores sabem traduzir isso em um projeto. Há hábitos difíceis de explicar, necessidades que só aparecem na rotina e desejos que não cabem em referências visuais salvas para uma reunião. É nesse intervalo entre o que o cliente pede e o que realmente precisa que começa o trabalho de Lia Herrmann. Antes de desenhar, Lia escuta. Quer saber como as pessoas vivem, o que gostam de fazer em casa, o que falta em sua rotina e o que as incomoda nos espaços que habitam. Uma conversa sobre estética pode acabar revelando uma necessidade bastante específica: ter uma mesa onde todos possam se reunir, receber amigos ou acompanhar as crianças enquanto alguém prepara uma refeição. Para ela, são essas descobertas que dão sentido às decisões do projeto. Sua assinatura não está em repetir uma fórmula estética. Lia tem referências e um olhar próprio, mas procura organizar as informações de cada cliente de maneira que o resultado também pertença a quem vai viver naquele espaço. É um exercício de equilíbrio entre a identidade de quem projeta e a de quem habita. Essa relação entre autoria e construção também atravessa sua história profissional. Quando o escritório da construtora onde trabalhava fechou, Lia precisou conquistar os próprios clientes. Começou atendendo em casa e em cafés, sem ter tudo pronto. Queria fazer o trabalho acontecer e sentia responsabilidade pelas pessoas que confiavam nela. A experiência trouxe aprendizados que iam além da arquitetura. Para manter o negócio, precisou aprender a vender, precificar, organizar processos, administrar as finanças e liderar pessoas. Com o tempo, percebeu que não poderia continuar concentrando todas as etapas em si mesma. O crescimento exigia uma equipe e uma estrutura capazes de dar sustentação ao trabalho. Em 2022, o escritório passou a se chamar Studio Zaliah. A mudança refletia o desejo de construir uma empresa com identidade própria, capaz de representar também as pessoas que trabalhavam ao seu lado. O novo nome foi apenas o começo de uma transformação que envolveu rever processos, alinhar a equipe e compartilhar responsabilidades. Aprender a delegar também significou aprender a confiar. Lia precisou abrir espaço para que outras pessoas crescessem e participassem da construção do escritório. Hoje, sente orgulho quando os clientes reconhecem o cuidado e a qualidade do trabalho realizado pela equipe. Para ela, esse reconhecimento mostra que aquilo em que acredita está sendo construído por mais pessoas. A maternidade trouxe outra perspectiva para suas escolhas. Desde a chegada de Helena, Lia passou a olhar com mais atenção para a maneira como distribui o tempo e para o espaço que o trabalho ocupa em sua vida. Estar presente para a filha, cuidar do casamento, da saúde e da fé também faz parte do que considera uma vida bem-sucedida. Uma agenda cheia pode representar uma conquista, mas não é suficiente para definir sucesso. A vontade de crescer permanece. Lia continua fazendo planos e desejando realizar projetos importantes, mas hoje considera também a vida que quer ter enquanto trabalha para alcançá-los. O desafio está em conciliar suas ambições com as relações e experiências que dão sentido aos dias. Com o crescimento do escritório, a responsabilidade de Lia também ganhou outra dimensão. No início, era preciso conquistar clientes e encontrar sustentação para o próprio trabalho. Hoje, ela também precisa compartilhar responsabilidades e construir uma estrutura que permita ao negócio crescer. Lia começou aprendendo a reconhecer, por trás dos pedidos de seus clientes, aquilo que realmente faria diferença em seus espaços. Ao construir o Studio Zaliah, precisou ampliar essa percepção para o próprio negócio. Sua história mostra como uma visão pode ganhar espaço para crescer quando passa a ser construída também por outras pessoas. Em uma conversa sobre arquitetura, liderança e escolhas, Lia Herrmann revela o que mudou em sua maneira de criar, empreender e compreender o próprio sucesso. 1. Quando o escritório da construtora onde você trabalhava fechou, você precisou conquistar seus próprios clientes, chegando a atender em casa e em cafés. Olhando para aquele início e para a empresa que construiu desde então, qual foi a mudança mais importante na sua maneira de enxergar a própria profissão e o que era necessário para transformá-la em um negócio? A mudança mais importante foi entender que ser uma boa arquiteta era só uma parte do que eu precisava para ter uma empresa. Eu amava criar, pensar nos espaços e ver um projeto acontecer, mas precisei aprender a vender meu trabalho, cobrar por ele, organizar processos, liderar pessoas e cuidar do financeiro. Quando o escritório da construtora fechou, eu fui fazendo o que estava ao meu alcance. Atendia em casa, em cafés, onde fosse possível. Eu não tinha tudo pronto, mas tinha muita vontade de fazer dar certo e responsabilidade com quem confiava em mim. Com o tempo, entendi que não dava para tudo depender do meu esforço individual. Precisava construir uma equipe, aprender a delegar e criar uma estrutura que sustentasse o crescimento. Essa foi uma virada muito grande: começar a me enxergar também como empresária e assumir as decisões que vinham com isso. 2. Seus projetos partem de histórias, hábitos e expectativas muito particulares. Como você traduz a identidade de um cliente em arquitetura sem perder sua própria assinatura criativa? Existe algum projeto que tenha ampliado sua maneira de entender essa relação? Eu sempre digo que, antes de desenhar, preciso ouvir. Quero entender como aquela pessoa vive, o que ela gosta de fazer em casa, o que faz falta na rotina e até o que incomoda no espaço onde ela mora hoje. Muitas vezes, o que vai fazer diferença no projeto aparece numa conversa simples. Minha assinatura está na forma como organizo essas informações e transformo tudo em um espaço bonito, acolhedor e que funcione. Tenho minhas referências e meu olhar, claro, mas quero que o cliente entre no ambiente e se reconheça ali. Os projetos de casas para famílias me ensinam muito sobre isso. Às vezes, a gente começa conversando sobre estética e descobre que o maior desejo é ter uma mesa onde todos possam sentar juntos, receber os amigos ou acompanhar os filhos enquanto prepara uma refeição. São essas descobertas que dão sentido às escolhas do projeto. Depois que me tornei mãe, passei a perceber algumas dessas necessidades com ainda mais sensibilidade. 3. Em 2022, seu escritório passou a se chamar Studio Zaliah, deixando para trás uma marca diretamente associada ao seu nome. O que motivou essa mudança e o que foi necessário para construir uma identidade empresarial capaz de se sustentar para além da imagem da fundadora? A mudança veio do desejo de construir uma empresa com uma identidade própria e espaço para crescer. A minha história continua muito presente no Studio Zaliah, mas eu queria que a marca também representasse as pessoas que estavam construindo aquilo comigo. Para isso, mudar o nome era só o começo. Foi preciso amadurecer nossa forma de trabalhar, organizar processos, alinhar a equipe e ter mais clareza sobre a experiência que queríamos entregar ao cliente. E isso exige uma mudança minha também. Aprender a dividir responsabilidades, confiar e abrir espaço para outras pessoas crescerem. Tenho muito orgulho quando vejo um cliente reconhecer o cuidado e a qualidade do escritório no trabalho da equipe. É perceber que aquilo em que acredito está sendo construído por mais pessoas. 4. A fé também se expressa na sua atuação, especialmente no cuidado com mulheres e jovens. Como essa experiência influencia a maneira como você escuta e orienta outras pessoas, e o que essas relações revelam a você sobre si mesma? A minha fé faz parte de quem eu sou, então ela está presente na forma como trabalho, lidero e cuido das pessoas. Como pastora, convivendo especialmente com mulheres e jovens, eu aprendo o tempo todo que a gente conhece muito pouco de alguém quando olha só para o que essa pessoa mostra. Isso me ensina a ouvir com mais calma e a ter cuidado antes de dar uma opinião. Nem sempre a pessoa precisa de uma resposta imediata. Às vezes, ela precisa conseguir falar, ser acolhida e perceber que não está sozinha. Essas relações também me mostram os meus limites. Eu tenho vontade de ajudar, resolver, cuidar de todo mundo, mas também preciso de cuidado. Também tenho dúvidas, me canso e preciso de Deus. Estar nesse lugar de liderança me lembra da responsabilidade que tenho com as pessoas e da importância de continuar aprendendo. 5. Ao olhar para a mulher que iniciou essa trajetória e para quem você é hoje, existe alguma conquista que antes parecia indispensável, mas que deixou de ocupar o mesmo lugar na sua definição de sucesso? O que mudou nessa percepção ao longo dos anos? No começo, conquistar clientes, ter um escritório e ver meu trabalho reconhecido ocupava um espaço muito grande para mim. Eu estava construindo tudo e queria perceber que estava avançando. Continuo tendo sonhos grandes e gosto muito do que faço. Mas hoje penso mais em como quero viver enquanto realizo esses sonhos. Uma agenda cheia pode ser uma conquista, mas eu também preciso conseguir estar presente com a minha família, cuidar da minha saúde e ter tempo para viver minha fé. maternidade trouxe isso de uma forma muito concreta. Eu quero crescer e construir coisas importantes, mas também quero acompanhar a Helena crescendo e estar presente no meu casamento. Minha definição de sucesso passou a incluir essas escolhas. Hoje, uma conquista profissional precisa fazer sentido dentro da vida que eu desejo ter. 6. Para encerrar, se você pudesse falar ao mundo inteiro e tivesse a certeza de que sua mensagem seria ouvida, o que diria? Existe algo em que acredita profundamente e que gostaria de ver mais pessoas compreenderem? Eu diria: não espere ter tudo resolvido para começar. Muitas vezes, a gente olha para a vida dos outros e acha que só a nossa tem medo, dificuldade e dias em que parece que nada vai dar certo. Mas existe muita coisa por trás de cada história que a gente não vê. Eu acredito profundamente em Deus e no cuidado dele, inclusive nos períodos em que eu não entendia o que estava acontecendo. Minha fé me deu força para continuar muitas vezes, e eu gostaria que mais pessoas conhecessem esse amor. Também diria para cuidarem das pessoas que estão por perto. Sonhem, trabalhem, construam, mas prestem atenção em quem está dividindo a vida com vocês. Eu quero realizar muita coisa ainda, mas quero que as pessoas que caminham comigo se sintam amadas durante essa caminhada. Adquira sua revista impressa com LIA HERRMANN clicando abaixo. Envio Global:
- ARTEMISI : THE HOLY MATTER
A engenharia do sagrado Em sua coleção para a SPFW N61, Mayari Jubini aproxima misticismo, tecnologia e trabalho artesanal. Para compreender a linguagem da Artemisi, é preciso olhar também para a formação cultural que antecede suas criações. Lembro da primeira vez que vi a Artemisi. Minha identificação com o trabalho de Mayari Jubini ganhou outra dimensão quando a ouvi falar sobre repertório cultural. Reconheci uma curiosidade que também me move: a vontade de transitar entre universos diferentes e perceber o que acontece quando eles se encontram. Dostoiévski e Stanley Kubrick pertencem a linguagens distintas, mas podem participar da formação de um mesmo olhar. O que me chamou a atenção não foi a variedade das referências em si, mas a possibilidade de transformá-las em uma maneira própria de ver. O repertório não se mede pela quantidade de obras que conhecemos, mas pelo que fazemos com elas. Uma leitura pode alterar nossa percepção de personagens; um filme pode permanecer na memória pela atmosfera, pelo ritmo ou pela maneira como constrói uma narrativa. Essas experiências se cruzam, ganham novos significados e, com o tempo, passam a influenciar nossas escolhas. Na criação, essa bagagem se torna particularmente interessante quando já não precisa ser citada para estar presente. Essa perspectiva ajuda a compreender a Artemisi para além da aparência de suas peças. Em entrevista publicada pela Hooks Magazine em 2025, Mayari falou sobre revisitar experiências que a marcaram e transformá-las na estética da marca. Em The Holy Matter, essa relação entre imaginário e criação encontra expressão em uma coleção que não depende apenas dos símbolos escolhidos, mas também da maneira como formas, materiais e volumes constroem uma atmosfera própria. Apresentada na São Paulo Fashion Week N61, em outubro de 2026, a coleção reuniu 27 looks orientados por referências à alquimia, ao misticismo e à engenharia manual. Corsets esculturais, vestidos bordados, plumas, pedrarias, máscaras e acessórios que remetem a halos compõem um universo em que o angelical e o profano convivem. O efeito nasce tanto dos elementos simbólicos quanto do contraste entre estruturas rígidas e superfícies ornamentadas, que alteram a silhueta e afastam o corpo de sua representação cotidiana. As máscaras merecem atenção particular. Ao ocultarem os rostos, deslocam o olhar para a postura, o contorno do corpo e a composição de cada look. O acessório deixa de funcionar apenas como complemento e passa a participar da construção de uma figura. Há algo de ritualístico nessa escolha: a identidade individual recua, enquanto a roupa e seus elementos assumem maior presença. A imagem não depende de um rosto para produzir significado; é construída pela relação entre corpo, matéria e forma. A realização dessas imagens exigiu uma escala expressiva de trabalho. Segundo os dados divulgados sobre a coleção, foram mais de 20 mil horas de trabalho manual e aproximadamente 700 mil cristais e pedrarias. Algumas peças ultrapassaram 100 mil aplicações, enquanto determinadas criações exigiram até 1.200 horas de execução. A impressão 3D também aparece em vestidos e acessórios, ampliando as possibilidades construtivas da marca. O look de abertura oferece um exemplo concreto dessa pesquisa. Para alcançar o acabamento cromado desejado, foram necessários meses de testes. Depois da impressão, a estrutura ainda passa por etapas de preparação, lixamento, polimento e pintura manual. A tecnologia permite desenvolver a forma, mas não entrega o resultado acabado. É preciso encontrar soluções para a superfície, testar materiais e ajustar o processo até que o objeto corresponda à intenção visual. Essa combinação não se resume à presença simultânea de técnicas modernas e artesanais. Cada procedimento precisa cumprir uma função dentro da criação. A impressão 3D viabiliza determinadas estruturas; os cristais acrescentam densidade e textura; o acabamento define como a superfície reage à luz. O trabalho está em coordenar essas escolhas para que a complexidade dos materiais não se sobreponha à proposta da peça. Quando o vestuário se aproxima da escultura, a relação com o corpo também exige atenção. Peso, sustentação e mobilidade integram o desenvolvimento de estruturas que desafiam a modelagem convencional. Nem toda criação de passarela precisa ser pensada para o cotidiano, mas a experimentação formal continua dependendo de soluções concretas para o corpo que veste cada peça. A liberdade de forma não dispensa o conhecimento técnico; torna seu papel ainda mais evidente. É nesse ponto que a discussão sobre repertório encontra a materialidade da coleção. Conhecer literatura, cinema e outras formas de expressão pode ampliar as possibilidades de associação, mas não determina o resultado. Entre uma referência cultural e uma peça de roupa existe um percurso de interpretação, escolhas e execução. Na Artemisi, esse percurso precisa responder tanto ao imaginário místico de The Holy Matter quanto às exigências concretas de sua construção. Minha identificação com Mayari vai além do impacto visual do desfile. Interessa-me a possibilidade de uma criadora alimentar seu trabalho com experiências que ultrapassam os limites da própria profissão e encontrar maneiras de levá-las para aquilo que faz. Não é a referência isolada que torna uma criação particular, mas a maneira como ela é assimilada e transformada. Em The Holy Matter, o resultado está diante de nós: estruturas tridimensionais, superfícies trabalhadas à mão e imagens que transitam entre o sagrado e o profano. Por trás delas, há uma pesquisa que envolve tanto a formação do olhar quanto a descoberta dos meios necessários para concretizá-lo. Na Artemisi, o repertório não funciona como legenda para as peças. Ele aparece nas decisões que as tornam possíveis.
- VITÓRIA GUARIZO: A ARTE DE RECOMEÇAR E O LEGADO DE UMA NOVA HISTÓRIA
LEGACY COVER EDITION - OCTOBER 2026 ISSUE Photography: Caio Oviedo @caiooviedo / Photography Assistant: Murilo Stabile @mukastabile / Styling: Isabela Coimbra @isabelacoimbra_ / Video: Julia Emanuele @juliaa.emanuele / Studio: Dois 8 @dois.8 Aos 28 anos, Vitória Guarizo vive uma fase de reconstrução, amadurecimento e novos começos. Artista e figura pública, ela direciona sua trajetória para a atuação, prepara seu primeiro grande projeto no cinema e desenvolve um reality show que promete revelar uma perspectiva mais íntima de sua vida. Na capa LEGACY da Hooks Magazine, Vitória representa a capacidade de transformar experiências em aprendizado e continuar sonhando, mesmo quando o caminho exige recomeços. Sua trajetória é marcada por transformações que ultrapassam a vida profissional. Hoje, Vitória reconhece que amadurecer também significa rever prioridades, valorizar os vínculos verdadeiros e aprender a estabelecer limites. A família, os amigos e as pessoas que permaneceram ao seu lado ganharam ainda mais importância, enquanto a necessidade de corresponder às expectativas externas deu lugar a escolhas mais conscientes. “Amadurecer foi justamente isso: parar de tentar caber em todos os lugares e começar a escolher, com mais consciência, aquilo que faz sentido para a mulher que eu sou hoje”, revela. Entre as prioridades dessa nova fase está a carreira como atriz. Estudante de artes cênicas desde a infância, Vitória considera a atuação parte essencial de sua identidade. Agora, ela se prepara para seu primeiro grande projeto no cinema, uma comédia brasileira dirigida por Eva Pereira. Embora ainda não possa revelar muitos detalhes sobre a produção, a artista destaca o acolhimento recebido e a oportunidade de crescer profissionalmente. “Quero construir uma carreira consistente, interpretar personagens que me desafiem e contar histórias que permaneçam nas pessoas”, afirma. Quando questionada sobre suas maiores ambições, Vitória responde sem hesitar: “Vou ser ambiciosa e bem óbvia: eu quero um Oscar. Sonhar grande nunca me assustou”. A declaração traduz sua disposição para construir uma trajetória artística que vá além da imagem pública, com dedicação, estudo e personagens que permitam explorar novas possibilidades. Para ela, o cinema representa não apenas uma conquista profissional, mas a oportunidade de transformar uma paixão antiga em um caminho cada vez mais concreto. Essa vontade de apresentar outras dimensões de sua personalidade também está no centro de Vitória Guarizo: Sem Filtro, reality show em preparação que pretende acompanhar sua rotina, carreira, família e os acontecimentos que marcaram sua história. O projeto nasce do desejo de mostrar a mulher que existe por trás da figura pública, revelando as mudanças que o tempo trouxe e as perspectivas que hoje orientam suas escolhas. Vitória acredita que existe uma distância significativa entre a mulher que o público conheceu aos 21 anos e aquela que se tornou quase uma década depois. Ao revisitar o passado com mais maturidade, deseja apresentar uma história que não se limite aos acontecimentos já conhecidos, mas que também revele tudo o que veio depois. “Não para apagar ou reescrever o que aconteceu, mas para finalmente responder a uma pergunta que ficou aberta durante todos esses anos: o que aconteceu depois?”, explica. Um dos capítulos mais difíceis de sua trajetória envolve um período de intensa exposição pública, marcado por acusações que Vitória afirma não ter cometido. Segundo relata, a situação trouxe consequências pessoais e profissionais profundas e exigiu um processo de reconstrução que ultrapassou a recuperação de sua imagem pública. “Reconstruir a minha vida foi, antes de tudo, reconstruir a mim mesma”, afirma. Durante muito tempo, conta, sentiu a necessidade de explicar sua história e convencer as pessoas sobre quem realmente era. Com o amadurecimento, compreendeu que não poderia viver permanentemente tentando responder às interpretações alheias. Escolheu, então, continuar estudando, trabalhando e desenvolvendo novos projetos, direcionando sua energia para o futuro que deseja construir. “Aprendi que reputações podem ser abaladas, pessoas podem criar versões sobre você, mas ninguém pode determinar quem você será depois disso”, declara. Essa reflexão acompanha uma mudança importante em sua maneira de compreender a própria trajetória. Vitória não pretende apagar o passado, mas impedir que ele defina todos os capítulos seguintes. Sua prioridade agora é ser reconhecida pelo trabalho, pela arte e pelas possibilidades que deseja explorar, sem permanecer limitada a uma única narrativa sobre sua vida. Como mulher trans, artista e figura pública, ela também deseja ocupar novos espaços com liberdade para existir além dos rótulos. Seu objetivo é construir uma carreira na qual sua identidade faça parte de sua história, mas não determine os limites de suas conquistas. Para Vitória, o legado que deseja deixar não está associado à perfeição, mas à possibilidade de mudar, aprender e continuar acreditando nos próprios sonhos. “Eu não quero ser um exemplo de perfeição para ninguém. Sou um ser humano, cheia de falhas, já errei, já acertei, já precisei recomeçar muitas vezes. E talvez seja justamente aí que esteja a mensagem que eu quero deixar”, afirma. Aos 28 anos, Vitória compreende que uma trajetória não precisa ser impecável para ser significativa. É possível mudar de direção, enfrentar períodos difíceis e descobrir novas possibilidades sem permitir que as experiências negativas determinem o futuro. Essa perspectiva também orienta suas ambições profissionais e a maneira como deseja se apresentar ao público nesta nova fase. Ao falar sobre o legado que pretende construir, deixa uma mensagem que resume sua visão de mundo: “Quero que as pessoas olhem para a minha trajetória e entendam que não é preciso ter uma vida perfeita para continuar acreditando nos próprios sonhos”. Na edição LEGACY da Hooks Magazine, Vitória Guarizo representa uma história ainda em movimento. Entre os novos desafios no cinema, a expectativa em torno de seu reality show e a busca por uma carreira consistente, ela demonstra que amadurecer também significa reconhecer a própria capacidade de recomeçar. Mais do que ser lembrada pelos acontecimentos que marcaram seu passado, Vitória deseja construir uma trajetória reconhecida por suas escolhas, seu trabalho e sua determinação. Seu legado ainda está sendo escrito, e talvez sua maior conquista, neste momento, seja justamente recuperar a liberdade de imaginar o futuro sem permitir que o passado determine até onde pode chegar. Porque, para Vitória, a vida é muito maior do que os nossos piores dias. E a próxima história ainda pode ser a mais importante de todas. Confira agora entrevista exclusiva: 1. Aos 28 anos, você vive uma fase de reconstrução e amadurecimento. O que mais mudou na mulher que você é hoje? Acho que o que mais mudou em mim foi a minha visão de mundo e, principalmente, os meus valores. Aos 28 anos, eu entendo muito melhor o que merece espaço na minha vida. Hoje eu valorizo o que me faz bem, o que me acrescenta e, acima de tudo, as pessoas que realmente caminham comigo. Minha família, meus amigos, os vínculos verdadeiros. Também aprendi uma coisa que, para mim, representa muito amadurecimento: dizer não. Aprendi a impor limites sem me sentir culpada por isso e a entender que nem tudo precisa permanecer na nossa vida só porque um dia fez parte dela. Acho que amadurecer foi justamente isso: parar de tentar caber em todos os lugares e começar a escolher, com mais consciência, aquilo que faz sentido para a mulher que eu sou hoje. 2. Você está se preparando para seu primeiro grande projeto no cinema. Como tem sido essa preparação e o que espera conquistar como atriz? Eu estudo artes cênicas desde muito pequena, desde que me entendo por gente. Então, para mim, atuar nunca foi simplesmente uma escolha profissional. É algo que sempre fez parte de quem eu sou. Eu realmente sinto que nasci para ser atriz. Essa preparação tem sido muito especial. Tive a honra de ser acolhida logo de cara pela diretora Eva Pereira, em uma comédia brasileira maravilhosa. Ainda não posso revelar muitos detalhes sobre o projeto, mas posso dizer que tenho me sentido extremamente acolhida e, ao mesmo tempo, desafiada a crescer como artista. Estou vivendo tudo isso com muita entrega, estudo e respeito pelo ofício. Quero construir uma carreira consistente, interpretar personagens que me desafiem e contar histórias que permaneçam nas pessoas. E o que eu quero conquistar? Vou ser ambiciosa e bem óbvia: eu quero um Oscar. Sonhar grande nunca me assustou. Mas, mais do que chegar até lá, quero construir uma trajetória que faça esse sonho ter sentido. 3. O reality show Vitória Guarizo: Sem Filtro promete mostrar seu lado mais íntimo. O que o público vai descobrir sobre você que ainda não conhece? Eu posso adiantar que as pessoas vão se surpreender. Acho que o público conhece muitas versões minhas, mas não necessariamente conhece a mulher que existe por trás de tudo aquilo que já viu ou ouviu sobre mim. Existe uma distância enorme entre a Vitória que as pessoas conheceram aos 21 anos e a mulher que eu sou hoje. Foram quase dez anos de experiências, escolhas, erros, acertos, amadurecimento e histórias que nunca foram contadas por completo. E essa é uma das coisas mais bonitas dessa nova fase do Vitória Guarizo: Sem Filtro: revisitar o passado com os olhos que eu tenho hoje. Não para apagar ou reescrever o que aconteceu, mas para finalmente responder a uma pergunta que ficou aberta durante todos esses anos: o que aconteceu depois? O público vai conhecer bastidores, novas perspectivas e lados meus que talvez não espere encontrar. Algumas coisas vão emocionar, outras provavelmente vão surpreender bastante. Mas, acima de tudo, quero que as pessoas conheçam a Vitória de hoje sem filtro, só que, dessa vez, com a maturidade de quem finalmente sabe quem é. 4. Após enfrentar um período difícil de exposição pública, como foi reconstruir sua vida e sua imagem? O que você aprendeu com essa experiência? Reconstruir a minha vida foi, antes de tudo, reconstruir a mim mesma. Durante muito tempo, eu achei que precisava convencer as pessoas sobre quem eu era, explicar a minha história, responder a tudo. Até entender que a minha verdade não precisava ser provada todos os dias. Foi um período muito difícil, mas também foi o período que revelou uma força em mim que eu ainda não conhecia. Eu poderia ter permitido que aquele momento definisse o restante da minha história. Escolhi fazer o contrário. Continuei estudando, trabalhando, sonhando e construindo novos projetos. Transformei a dor em movimento. Hoje, quando olho para trás, percebo que a maior reconstrução não foi da minha imagem pública. Foi da relação que eu tenho comigo mesma. Aprendi que reputações podem ser abaladas, pessoas podem criar versões sobre você, mas ninguém pode determinar quem você será depois disso. E talvez essa seja a mensagem que eu mais queira deixar: a nossa pior fase não precisa ser o capítulo final. Às vezes, ela é justamente o começo da versão mais forte, consciente e verdadeira de nós mesmas. Eu não quero ser lembrada pelo que tentaram fazer de mim. Quero ser lembrada por tudo o que eu escolhi construir depois. 5. Como mulher trans, artista e figura pública, que legado deseja construir nesta nova fase da sua carreira e da sua vida? Eu não quero ser um exemplo de perfeição para ninguém. Sou um ser humano, cheia de falhas, já errei, já acertei, já precisei recomeçar muitas vezes. E talvez seja justamente aí que esteja a mensagem que eu quero deixar. Quero que as pessoas olhem para a minha trajetória e entendam que não é preciso ter uma vida perfeita para continuar acreditando nos próprios sonhos. Você pode se perder, mudar de direção, cair, se reconstruir e ainda assim chegar a lugares que um dia pareciam impossíveis. Como mulher trans, artista e figura pública, quero ocupar os espaços que sempre sonhei ocupar, mas quero fazer isso sendo livre para existir além dos rótulos. Quero ser reconhecida pelo meu trabalho, pela minha arte, pela mulher que me tornei e por tudo que ainda tenho para construir. Se existir um legado que eu gostaria de deixar, é esse: continuem sonhando. Não deixem que um momento difícil, um erro ou a opinião de alguém determine até onde vocês podem chegar. A vida é muito maior do que os nossos piores dias. Ela é maravilhosa, imprevisível e ainda tem muito para oferecer. Eu continuo acreditando nisso. E, principalmente, continuo acreditando nos meus sonhos.
- CARLA SILVA: ENTRE A MODA, O CARNAVAL E A ARTE DE CONSTRUIR A PRÓPRIA HISTÓRIA
STARS COVER EDITION - OCTOBER 2026 ISSUE Photos: @picsmarioficial / Make : @bycarolfranca / Style: @ericksonramoss / Advisor: @kaiocezzar_ Empreendedora, mãe de três meninas e Musa do Carnaval de São Paulo, Carla Silva transforma sua paixão pela moda em oportunidades de negócio e encontra na própria imagem uma plataforma para ampliar seus horizontes. Aos 36 anos, a gaúcha natural de Canoas vive uma fase de expansão profissional, conciliando a administração da Recloset, sua loja de roupas, a maternidade e os preparativos para o Carnaval de 2027. A relação de Carla com a moda começou pelo interesse em estilo e imagem pessoal, mas ganhou novos significados quando ela decidiu empreender. À frente da Recloset, busca valorizar a individualidade feminina por meio de uma curadoria de peças e de um atendimento próximo às clientes. Para ela, vestir-se bem vai além de acompanhar tendências: trata-se de expressar personalidade e fortalecer a autoestima. “Não quero simplesmente vender uma roupa. Quero que a mulher vista aquilo e se sinta maravilhosa. Porque tendência passa, mas confiança fica”, afirma. A rotina empresarial, entretanto, envolve muito mais do que a paixão pela moda. Entre decisões comerciais, planejamento e trabalho nos bastidores, Carla também se dedica à criação de Melissa, Ágatha e Maya. Conciliar essas responsabilidades exige organização e determinação, características que ela considera fundamentais para continuar avançando em seus projetos. O Carnaval de São Paulo representa outra dimensão importante de sua trajetória. Após começar na Colorado do Brás, Carla segue sua jornada na Barroca Zona Sul, encontrando no samba uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. A experiência amplia sua visibilidade e permite estabelecer novas conexões, mas também exige preparação, disciplina e investimento. “Quero aproveitar essa visibilidade para mostrar que existe uma empresária por trás da fantasia”, destaca. Para Carla, sensualidade, maternidade e empreendedorismo não são identidades incompatíveis. Ela acredita que uma mulher pode ocupar diferentes espaços, explorar sua personalidade e construir uma carreira sem precisar se limitar a um único papel. Essa visão também orienta sua presença nas redes sociais, onde compartilha looks, viagens, treinos, bastidores do Carnaval e momentos reais da rotina familiar e profissional. “Não quero criar uma personagem para a internet. Quero crescer sendo quem eu sou”, explica. Ao mostrar tanto os momentos de glamour quanto os desafios cotidianos, Carla procura estabelecer uma conexão autêntica com o público. As plataformas digitais também se tornaram ferramentas estratégicas para divulgar a Recloset, fortalecer sua marca pessoal e ampliar as possibilidades de parcerias comerciais. Seus planos para os próximos anos refletem uma ambição que vai além da moda e do Carnaval. Carla deseja expandir seus negócios, trabalhar com grandes marcas e explorar oportunidades na comunicação e na televisão. Ao mesmo tempo, concentra esforços na preparação para viver um Carnaval inesquecível em 2027. Mais do que ampliar sua visibilidade, ela quer consolidar uma trajetória reconhecida por suas realizações. Não deseja ser lembrada apenas pela aparência ou por uma fantasia marcante, mas também pela capacidade de empreender, reinventar-se e transformar oportunidades em projetos concretos. Na STARS Edition da Hooks Magazine, Carla Silva representa uma mulher que constrói sua história entre diferentes universos, sem abrir mão da própria essência. Empresária, mãe, influenciadora e musa, ela segue explorando novos caminhos e mostrando que a imagem pode abrir portas, mas é o trabalho, a visão e a determinação que ajudam a construir o que vem depois. Confira entrevista exclusiva: 1. Como nasceu o desejo de empreender e quais foram os principais desafios para transformar sua visão em um negócio próprio? Sempre gostei de moda, de me vestir bem e de trabalhar com a minha imagem. Mas chegou um momento em que eu quis ir além, ter algo meu, construir um negócio de verdade. A Recloset representa muito isso. Empreender não é só escolher roupa bonita e postar no Instagram. Tem muita responsabilidade, decisões difíceis e trabalho nos bastidores. Acompanho tendências, estudo moda, escolho aquilo que empodera mulheres e transforma a autoestima. E ainda preciso conciliar tudo isso com a maternidade. Sou mãe de três filhos! Mas sou daquelas que, quando coloca uma coisa na cabeça, corre atrás até acontecer. 2. Como você define a identidade da Recloset e o que considera essencial para diferenciar sua marca e conquistar a confiança das clientes? Eu acredito que moda tem muito mais a ver com personalidade do que com etiqueta. A Recloset tem essa proposta de valorizar o estilo de cada mulher, com uma escolha cuidadosa das peças e um atendimento próximo. Gosto de participar, dar opinião, mostrar combinações e criar essa conexão com as clientes. Não quero simplesmente vender uma roupa. Quero que a mulher vista aquilo e se sinta maravilhosa. Porque tendência passa, mas confiança fica. E confiança é o que faz uma mulher voltar. 3. De que forma a experiência como Musa do Carnaval de São Paulo contribui para sua carreira, sua imagem profissional e as oportunidades que surgem em sua trajetória? O Carnaval abriu muitas portas para mim. Comecei na Colorado do Brás e agora estou na Barroca Zona Sul, ao lado de mulheres que admiro, como a Juju Salimeni. É uma vitrine enorme, mas também exige preparação, disciplina e investimento. Gosto de ousar, de chamar atenção, não vou negar! Só que quero aproveitar essa visibilidade para mostrar que existe uma empresária por trás da fantasia. E que nós mulheres podemos ser várias, ter personalidade, ocupar lugares, mostrar a sensualidade, ser empreendedora, ser mãe, e ao mesmo ousar. Gosto de desafios, sou movida a novidade e por isso abracei o Carnaval. A beleza pode até abrir portas, mas é preciso ter conteúdo e saber aproveitar as oportunidades para continuar crescendo. 4. Como utiliza as plataformas digitais para fortalecer sua marca pessoal, ampliar suas oportunidades profissionais e criar uma conexão verdadeira com o público? Eu mostro minha vida como ela é. Tem os looks, as viagens, os trabalhos, os treinos, os bastidores do Carnaval, mas também tem a correria de ser mãe de três filhos e cuidar dos negócios. Tem humor, tem dia a dia, tem perrengue, meu conteúdo não tem filtro. Nem todo dia é glamour, e não tenho por que fingir que é. Acho que as pessoas gostam dessa mistura. Sou vaidosa, gosto de sensualidade, mas também trabalho muito. E hoje as redes são uma ferramenta importantíssima para mim, tanto para divulgar a Recloset quanto para fechar parcerias, inspirar outras mulheres e abrir novos caminhos. Não quero criar uma personagem para a internet. Quero crescer sendo quem eu sou. 5. Olhando para sua trajetória como mulher, mãe e empreendedora, quais são seus principais objetivos profissionais para os próximos anos? Quero ver a Recloset crescer, ampliar meus negócios e conquistar cada vez mais espaço na moda, na beleza e no entretenimento. Também quero fazer um Carnaval inesquecível em 2027, porque estou me dedicando muito para isso. Mas não quero ficar limitada a um único mercado. Tenho vontade de desenvolver novos projetos, trabalhar com grandes marcas e explorar oportunidades na comunicação e na televisão. Sou mãe, empresária, influenciadora e musa, mas ainda tenho muita coisa para realizar. Não quero ser conhecida apenas pelo meu corpo ou por uma fantasia bonita. Quero ser reconhecida também pelo que sou capaz de construir, pela minha capacidade de reinventar e inspirar mulheres. Adquira sua revista impressa clicando abaixo, envio global:
- Pagamento sem maquininha e proteção jurídica: nova plataforma de gestão chega para revolucionar o mercado da beleza
Photos by Leandro Torres: @leandrotorres.oficial Desenvolvida como braço tecnológico do Sistema Autentis, metodologia criada por Rafaela de la Lastra, a plataforma chega com a ambição de ser a mais completa, simples e eficiente para donos de espaços de beleza. E nessa Black Friday terá como condição única o cadastro ilimitado de profissionais. Uma nova plataforma desenvolvida especificamente para donos de espaços de beleza e profissionais locatários chega ao mercado com uma proposta ambiciosa: reunir em um único sistema recursos de gestão que hoje podem exigir diferentes ferramentas de forma ultra simples e eficiente. A tecnologia é a nova frente do Sistema Autentis, uma metodologia inovadora que promete eliminar a comissão e até dobrar o lucro de espaços de beleza e foi criada por Rafaela de la Lastra, especialista em gestão, dona de salão e cabeleireira em atuação plena há mais de 27 anos. Depois de levar o método a mais de 300 espaços de beleza no Brasil e no exterior, Rafaela decidiu transformar parte da experiência acumulada ao longo desses anos em uma plataforma própria. Mas a ideia não era simplesmente digitalizar o que já existia. A plataforma começou a ser construída a partir de uma pergunta mais ampla: o que a tecnologia poderia fazer não apenas para facilitar a gestão, mas também para ajudar o dono a estruturar melhor e proteger o próprio negócio? “Quando pensamos na plataforma, não olhamos apenas para agenda, estoque ou financeiro. Queríamos entender como a tecnologia poderia simplificar a operação, reduzir custos e também contribuir para uma estrutura mais segura para o dono do espaço, inclusive diante de questões trabalhistas e fiscais”, conta Rafaela. O resultado foi uma plataforma dividida em cinco frentes: gestão do espaço, dos profissionais, dos clientes, do estoque e gestão pessoal. A última é uma das apostas mais inusitadas da tecnologia. Além de administrar o negócio, o usuário, dono ou profissional, pode organizar a própria vida financeira, acompanhando receitas, despesas e compromissos pessoais dentro da plataforma. E a chegada da tecnologia será acompanhada por uma condição especial de Black Friday. Entre os benefícios preparados exclusivamente para a campanha estará o cadastro ilimitado de profissionais, além de uma condição de acesso que, segundo Rafaela, foi pensada para tornar o Sistema Autentis especialmente acessível diante do volume de recursos que entrega. “A gente quis aproveitar esse lançamento para criar uma condição realmente fora da curva. Quem entrar pela Black Friday terá benefícios que não fazem parte da condição regular da plataforma. Um deles é poder cadastrar profissionais de forma ilimitada. E ainda tem outras condições que vamos revelar no lançamento”, adianta Rafaela. Donos de espaços de beleza interessados em receber antecipadamente os detalhes da condição de Black Friday e acompanhar o lançamento da plataforma já podem se cadastrar na página oficial da campanha https://rafaeladelalastra.com.br/autentis-black/?utm_source=hooks_magazine&utm_medium=artigo&utm_campaign=autentis_black_nov26&utm_content=nota Entre as novidades que serão apresentadas no lançamento está justamente um dos pontos mais disruptivos dessa tecnologia, que é como a plataforma de gestão pode contribuir para tornar a operação de um espaço de beleza mais protegida do ponto de vista trabalhista e fiscal. A resposta começa antes mesmo da criação da plataforma. Isso porque a tecnologia herdou uma lógica que já fazia parte do Sistema Autentis desde a construção da metodologia. Ao longo dos anos, Rafaela e uma equipe formada por profissionais de gestão, direito, contabilidade, recursos humanos e outras áreas desenvolveram o método pensando não apenas em tornar a administração mais eficiente, mas também em reduzir despesas, organizar responsabilidades e diminuir exposições que podem surgir na relação entre o espaço e os profissionais. Quando chegou o momento de desenvolver a plataforma, portanto, essas preocupações também precisavam aparecer na tecnologia. “A plataforma não nasceu separada da metodologia. Se durante anos nós construímos uma estrutura pensando em como o dono pode ter uma operação mais enxuta, organizada e protegida, a tecnologia precisava ajudar essa estrutura a acontecer na prática. Não faria sentido ter um contrato dizendo uma coisa e uma operação funcionando de outra maneira”, explica Rafaela. Um dos exemplos está na separação entre a operação financeira do espaço e a dos profissionais. No modelo do Sistema Autentis, de forma pioneira e inusitada, cada locatário atua como um negócio independente e recebe diretamente pelos próprios serviços em sua própria maquininha. Os recebimentos são registrados na plataforma, mas cada profissional acessa um ambiente individual, com visão restrita à própria gestão, sem acesso aos dados dos demais locatários ou à gestão do espaço. Já o dono do espaço conta com uma visão ampla da operação, podendo acompanhar em um único ambiente as informações necessárias para administrar o negócio como um todo. Essa distinção, segundo Rafaela, não é apenas financeira. Ela faz parte de uma estrutura pensada para deixar mais claras as responsabilidades de cada negócio e contribuir para a redução de exposições trabalhistas e fiscais, preocupação que ganha ainda mais peso diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária, objetivando a redução de impostos. Como essa estrutura funciona na prática e quais cuidados donos de espaços precisam ter diante do novo cenário tributário serão alguns dos pontos explicados por Rafaela durante o lançamento, que você pode se inscrever clicando aqui: https://rafaeladelalastra.com.br/autentis-black/?utm_source=hooks_magazine&utm_medium=artigo&utm_campaign=autentis_black_nov26&utm_content=nota A mesma lógica usada para pensar proteção e organização também orientou outro objetivo da plataforma: reduzir a quantidade de ferramentas necessárias para administrar o negócio sem criar, em troca, um sistema difícil de usar. Isso porque, para alcançar uma gestão mais completa, donos de espaços de beleza podem acabar distribuindo a operação entre diferentes plataformas, planilhas e controles. Além de aumentar o número de ferramentas que precisam ser acompanhadas, essa fragmentação também pode significar mais assinaturas e, consequentemente, mais custos. A proposta da nova plataforma foi seguir o caminho inverso: concentrar diferentes necessidades dentro de um mesmo ambiente e fazer com que essa amplitude não se traduzisse em complexidade. “Não adianta dizer que uma plataforma é completa se o dono precisa passar horas para utilizar ou se continua dependendo de outras ferramentas para fechar a gestão. Desde o início, nosso desafio foi justamente esse: entregar muito e exigir o mínimo de quem usa”, afirma Rafaela. É a partir dessa combinação que o Sistema Autentis sustenta uma de suas apostas mais ambiciosas. Segundo Rafaela, a plataforma chega com a proposta de ser a mais completa do mercado para donos de espaços de beleza e profissionais, sendo ao mesmo tempo a mais simples de operar. A busca por eliminar etapas aparece também em funcionalidades que chegam até o momento do pagamento. Por meio da integração com operadoras financeiras, a plataforma permite que o próprio celular do profissional seja utilizado para receber pagamentos, sem a necessidade de uma maquininha física. Para Rafaela, o recurso que já está em operação ajuda a traduzir a lógica que orientou todo o desenvolvimento: tecnologia só faz sentido quando retira etapas da rotina, em vez de acrescentar novas. “Quando falamos em eficiência, é disso que estamos falando. Não é colocar cem funções dentro de um sistema para dizer que ele é completo. É olhar para aquilo que toma tempo, gera custo ou cria dificuldade e perguntar como podemos tornar mais simples e mais rápido”, explica. Mas talvez a principal diferença esteja menos em uma funcionalidade específica e mais na estrutura que existe por trás de todas elas. A plataforma não substitui a metodologia do Sistema Autentis, ela foi criada para fazê-la funcionar de maneira ainda mais integrada, automatizada e simples no dia a dia. É essa união que, segundo Rafaela, coloca o Sistema Autentis em uma posição inédita. A empresária afirma que ele é hoje o único sistema de gestão para espaços de beleza no mundo a reunir uma metodologia própria e uma plataforma desenvolvida especificamente para trabalhar de forma integrada a ela, sem caixa único, de forma descentralizada e pensada também para os profissionais. “Existem sim plataformas que ajudam a executar tarefas. O que nós construímos parte de outro lugar. Primeiro nós desenvolvemos uma metodologia para resolver problemas reais da gestão de espaços de beleza. Agora temos uma tecnologia construída para ajudar essa metodologia a acontecer na prática. É a união dessas duas coisas que torna o Sistema Autentis único”, afirma. E é justamente essa nova fase que será apresentada no lançamento de Black Friday, quando Rafaela também revelará as demais condições preparadas para quem entrar no Sistema Autentis durante a campanha. As inscrições para receber as informações antecipadas da Black Friday já estão abertas na página oficial da campanha https://rafaeladelalastra.com.br/autentis-black/?utm_source=hooks_magazine&utm_medium=artigo&utm_campaign=autentis_black_nov26&utm_content=nota Mas, para Rafaela, o lançamento representa algo maior do que acrescentar uma plataforma ao Sistema Autentis. “Nosso objetivo nunca foi criar simplesmente mais uma plataforma. Foi usar tecnologia para tornar mais simples, acessível e eficiente uma estrutura de gestão que levou anos para ser construída. Tudo para o dono conseguir administrar melhor, economizar muito tempo na operação e tomar decisões com total clareza e segurança, e agora nossos alunos confirmam, a tecnologia cumpriu seu papel!”, conclui Rafaela.
- SODIÊ DOCES: IMPÉRIO DE DOÇURA
Por Giovanna Prates Photos Disclosure Press De um pequeno espaço de 20 m² a uma das maiores redes de confeitaria do país, uma história de superação, visão empreendedora e amor pela família. A trajetória de Cleusa Maria da Silva, fundadora da Sodiê Doces, é uma inspiração para o empreendedorismo brasileiro. De origem humilde, trabalhou como boia-fria, cortadora de cana-de-açúcar e empregada doméstica antes de encontrar na confeitaria a oportunidade de transformar sua vida. Em 1997, na cidade de Salto, interior de São Paulo, iniciou um pequeno negócio que se tornaria uma marca de grande reconhecimento nacional e internacional. O nome Sodiê carrega a essência de sua história pessoal: nasceu da união dos nomes de seus filhos, Sofia e Diego, demonstrando a importância da família em sua vida e na construção de seu legado. Ao lado da mãe, Cleusa transformou dificuldades em oportunidades e construiu uma trajetória marcada pela coragem, perseverança e capacidade de inovar. Seu filho Diego também ocupa um lugar importante nessa história. À frente de projetos de expansão e desenvolvimento de novos negócios, destacou-se especialmente na criação da Sodiê Salgados, ampliando a atuação da família no setor de alimentação e contribuindo para a continuidade de um empreendimento construído com dedicação e visão de futuro. Hoje, a Sodiê Doces conta com mais de 400 lojas no Brasil e no exterior e um portfólio com mais de 80 sabores de bolos, entre receitas tradicionais, opções especiais, bolos caseiros, versões zero açúcar e novidades que acompanham as tendências do mercado. A marca expandiu sua atuação muito além dos bolos, oferecendo salgados, docinhos tradicionais e finos, bombons, chocolates premium, balas de coco e o prático Kit Festa, que reúne produtos para tornar as comemorações ainda mais especiais. Seu portfólio também acompanha novas preferências dos consumidores, com lançamentos como o Bolo Morango do Amor e o Morango Cravejado, além de opções diferenciadas, como bolos com whey protein e bebidas disponíveis em unidades que oferecem essas alternativas. Essa diversidade demonstra a capacidade da empresa de inovar sem perder sua essência: proporcionar sabor, qualidade e momentos felizes. Mais do que uma rede de confeitaria, a Sodiê tornou-se uma marca presente em aniversários, encontros familiares e celebrações que fazem parte da memória afetiva de seus clientes. Cleusa e Diego representam duas gerações de empreendedorismo, unidas pela força da família e pela construção de um legado. Ela, pela coragem de começar e pela visão que transformou um pequeno negócio em uma grande rede; ele, pela contribuição à expansão e pela busca de novas oportunidades para a empresa.
- The Power of Non-Negotiables: How Keeping Small Promises to Yourself Builds a Stronger Mind
Entrepreneur Brock Holyoak shares a philosophy of discipline, self-trust, and intentional living that challenges the way we think about personal growth Credits: Tucano Media What if the secret to building a stronger mind wasn't a dramatic life transformation, but the small promises we make to ourselves every day? Going to bed on time. Getting up when the alarm rings. Making it to the gym even when motivation is nowhere to be found. These seemingly ordinary decisions might not look like life-changing moments, but according to entrepreneur Brock Holyoak, they form the foundation of something much bigger: self-confidence. "How to build self-confidence: start keeping the promises you make to yourself," Holyoak stated. "Little wins, stacked day after day, until you actually trust yourself again." It's a simple idea with a challenging premise: confidence isn't necessarily something we wait to feel before taking action. It can be something we develop by consistently following through. Beyond Motivation: The Non-Negotiable Mindset For Holyoak, the concept of "non-negotiables" centers on establishing personal standards that remain in place regardless of circumstances, distractions, or temporary motivation. Through his Blue Collar Built philosophy, he introduces a structured approach to daily discipline, outlined in a framework called The Non-Negotiable Log: 24 Hours of Execution. Rather than offering another conventional to-do list, the framework organizes daily commitments around physical well-being, financial progress, mental resilience, and personal accountability. Its message is clear: meaningful change requires more than good intentions. It requires consistent execution. Credits: Tucano Media The physical component emphasizes movement, early rising, and mindful eating. The financial component encourages focused work, identifying opportunities, and taking calculated risks. The mental component challenges individuals to confront uncomfortable decisions, manage chaos, and evaluate their own behavior. Together, these principles reflect an approach to personal development in which progress is measured not only by major accomplishments but also by the standards maintained along the way. Why Small Wins Matter One of the most relatable aspects of Holyoak's philosophy is the connection he draws between physical fitness and self-belief. "Fitness is the easiest needle to move. Because you can SEE the results. You see them and it's proof you can commit. That proof becomes confidence," he wrote. The gym, in this context, becomes more than a place to improve physical appearance. It becomes an environment where commitment produces tangible evidence of progress.Completing a workout, improving endurance, or maintaining a routine can reinforce the belief that personal promises are worth keeping. That perspective extends beyond fitness. Whether the goal is building a business, developing healthier habits, or navigating a difficult transition, the underlying principle remains the same: consistency can help turn intentions into actions. Importantly, a non-negotiable mindset doesn't have to mean adopting someone else's schedule or pursuing perfection. Its broader relevance lies in identifying the commitments that genuinely matter and developing the discipline to honor them. Living With Intention, Not Regret Discipline, however, is only part of the equation. Another recurring theme in Holyoak's message is intentional living. "Act with intent. That's it. That's the whole standard," he shared in his Instagram post. For Holyoak, the emphasis is not simply on staying busy or accomplishing more tasks. It's about approaching decisions with purpose. In a separate reflection, he describes two possible versions of a life: one filled with risks, failures, victories, heartbreak, and experiences; the other marked by questions about what might have happened if those opportunities had been pursued. The contrast introduces a deeper dimension to his philosophy. Building a strong mind isn't just about enduring discomfort or maintaining a demanding routine. It's also about developing the courage to participate fully in one's own life. The Strength of Showing Up In a culture fascinated by instant transformations, productivity hacks, and overnight success stories, Holyoak's approach offers a different perspective: lasting personal growth may begin with ordinary decisions repeated consistently. His Non-Negotiable Log closes each day with a personal inspection, encouraging individuals to identify strengths, recognize weaknesses, and take responsibility for their progress. It's a reminder that discipline isn't limited to what happens when everything goes according to plan. It also involves recognizing when we fall short and deciding what to do differently tomorrow. Ultimately, the power of non-negotiables may have less to do with rigid routines than with the relationship we build with ourselves. Because every promise kept is another opportunity to strengthen that relationship. And perhaps the first step toward a stronger mind isn't making a bigger promise. It's keeping the next one.
- Coco Bambu Revellion 2027 - UMA VIRADA DE ANO EM GRANDE ESTILO
Coco Bambu Curitiba celebra a chegada de 2027 com gastronomia e sofisticação FESTA REVEILLON - ANO NOVO NO COCO BAMBU - FESTA TEMÁTICA AQUARIUM 2027 - ATRAÇÃO JORGE HENRI COM MÚSICA AO VIVO DE 20H ÀS 1H - INGRESSOS A PARTIR DE R$400,00 (NO PIX) OU R$440,00 EM ATÉ 3X (COM $200,00 EM CONSUMAÇÃO), NÚMERO PARA CONTATO 4199538-2716 - CRIANÇAS ATÉ 5 ANOS, NÃO PAGAM. DE 6 À 11 ANOS, PAGAM APENAS 50% DO VALOR DA ENTRADA SENDO 50% DA CONSUMAÇÃO. A PARTIR DE 11 ANOS VALOR INTEGRAL A chegada de um novo ano merece uma celebração à altura. Em Curitiba, o Coco Bambu surge como cenário para uma noite especial, reunindo gastronomia de excelência, música boa e um ambiente que convida a brindar a vida e renovar as esperanças. Referência nacional no segmento gastronômico, a marca combina sabor, hospitalidade e uma atmosfera acolhedora, criando o cenário ideal para celebrar ao lado de familiares e amigos. FESTA REVEILLON - ANO NOVO NO COCO BAMBU CURITIBA - FESTA TEMÁTICA AQUARIUM 2027 - ATRAÇÃO MARCELA E BANDA, MÚSICA AO VIVO DE 20H ÀS 1H. INGRESSOS A PARTIR DE R$420,00 (NO PIX) R$440,00 EM ATÉ 3X (COM $200,00 EM CONSUMAÇÃO), PARA CONTATO 4199538-2716. CRIANÇAS ATÉ 5 ANOS, NÃO PAGAM. DE 6 À 11 ANOS, PAGAM APENAS 50% DO VALOR DA ENTRADA SENDO 50% DA CONSUMAÇÃO. 11 ANOS VALOR INTEGRAL. Entre encontros especiais, brindes e expectativas para o novo ciclo, o Réveillon Coco Bambu Curitiba promete ser uma oportunidade de celebrar conquistas, compartilhar bons momentos e dar as boas-vindas a 2027 com elegância e boas energias. Porque começar um novo ano cercado de boas companhias, experiências memoráveis e excelentes sabores é, sem dúvida, uma maneira especial de celebrar a vida.
- ALYCE ASSUNÇÃO: Do Pantanal à discussão internacional sobre o futuro da estética
HEALTH COVER EDITION - OCTOBER 2026 ISSUE Photo: @demmacedo / Beauty: @dariobion / Video: @olivervideomaker_ / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Studio: @openstudio A trajetória da Dra. Alyce Assunção começa em Poconé, no Mato Grosso, em meio à paisagem do Pantanal, e chega hoje a um cenário internacional de discussão sobre o futuro da estética. Biomédica, empresária e fundadora do AFA Instituto, em Cuiabá, ela construiu sua carreira entre a prática clínica, a formação internacional e a busca por conhecimento que a levou a diferentes países, entre eles a Coreia do Sul. É nesse percurso que se desenvolve seu interesse pela regeneração: compreender o que acontece com os tecidos antes que uma transformação se torne visível. A perspectiva está no centro de O Código da Regeneração, tema que leva ao debate internacional e que propõe olhar para além do procedimento, considerando os processos biológicos envolvidos na resposta do organismo. A experiência na Coreia do Sul ocupa um lugar particular nessa formação. Ao conhecer profissionais como o Dr. Kwon Hanjin e visitar clínicas locais, Alyce encontrou uma abordagem que despertou seu interesse pela qualidade da pele e pela continuidade dos cuidados. A experiência ampliou seu olhar sobre uma área em que a busca por correções imediatas costuma dividir espaço com questões menos visíveis, mas determinantes para a avaliação de cada paciente. Essa perspectiva exige compreender que procedimentos semelhantes podem produzir respostas diferentes. A tecnologia é parte do tratamento, mas sua indicação depende das características do tecido, das condições individuais e dos objetivos possíveis em cada caso. Para Alyce, esse entendimento começa antes da escolha do equipamento ou da técnica. É na avaliação que se definem não apenas as possibilidades de intervenção, mas também os limites que precisam ser apresentados ao paciente. A mesma cautela orienta suas decisões empresariais. À frente do AFA Instituto, em Cuiabá, ela precisa avaliar novidades que chegam ao mercado, distinguir oportunidades comerciais de avanços sustentados por evidências e decidir o que faz sentido incorporar à prática clínica. Em um setor marcado pela velocidade dos lançamentos, saber recusar uma tendência também faz parte da construção de uma instituição. A confiança, nesse contexto, depende tanto da qualidade do que se oferece quanto da clareza com que se explicam os limites de cada tratamento. É nesse ponto que O Código da Regeneração encontra sua principal questão: até que ponto compreender os processos biológicos pode contribuir para decisões estéticas mais bem fundamentadas? O tema envolve aspectos como o metabolismo, a comunicação celular e a remodelação dos tecidos, mas também exige rigor para diferenciar mecanismos conhecidos, hipóteses em investigação e conclusões que a ciência ainda não permite estabelecer. A discussão ganha relevância justamente quando o vocabulário científico passa a circular em um mercado que nem sempre oferece o mesmo cuidado com as evidências. No AMWC Dubai, Alyce leva esse interesse a um ambiente internacional de discussão profissional. Sua participação representa uma oportunidade de compartilhar a perspectiva que vem desenvolvendo no Brasil e colocá-la em diálogo com outras experiências. Mais do que a presença em um evento de projeção internacional, importa o conteúdo que ela pretende defender: a necessidade de aproximar a prática estética de uma compreensão mais criteriosa dos processos envolvidos nos resultados. A distância entre Poconé e Dubai ajuda a dimensionar o percurso, mas não explica sozinha o que o sustenta. Alyce mantém na origem uma referência que ultrapassa a memória afetiva. A convivência com os ciclos do Pantanal, a relação com a comunidade e a imagem da onça, símbolo da região, aparecem em sua maneira de interpretar escolhas e mudanças. Adaptar-se a novos ambientes, sem perder a própria identidade, é uma ideia que atravessa tanto sua história pessoal quanto a forma como enxerga a profissão. Há também uma estrutura familiar por trás das viagens, dos cursos e dos compromissos que acompanham sua carreira. O apoio do marido e dos filhos aparece em seu relato como parte concreta dessa construção, marcada por ausências, ajustes e decisões compartilhadas. É uma dimensão que raramente ocupa o centro da narrativa profissional, mas ajuda a compreender o que torna possível sustentar projetos de longo prazo. Entre a prática clínica, a gestão do AFA Instituto e a formação internacional, Alyce vem construindo sua atuação em torno de uma pergunta que permanece aberta à investigação: como compreender melhor a resposta dos tecidos e transformar esse conhecimento em decisões mais responsáveis? A questão não se resolve com uma técnica isolada nem com promessas de resultados universais. Depende de avaliação individual, conhecimento atualizado e disposição para reconhecer o que se sabe, o que ainda precisa ser estudado e o que não deve ser prometido. Na conversa a seguir, Alyce fala sobre as referências que moldaram sua trajetória, os critérios que orientam suas decisões e os compromissos pessoais que permanecem presentes à medida que seu trabalho alcança novos espaços. 1. Você nasceu em Poconé, no Pantanal, e hoje seu trabalho alcança outros países. Ao longo dessa trajetória, muita coisa mudou. O que a vida lhe ensinou desde aquela época que ainda pesa nas suas decisões, mesmo diante de oportunidades que poderiam levá-la por outros caminhos? “O Pantanal me ensinou a respeitar o tempo das coisas. Lá, tudo depende do ciclo da água, da seca e da cheia. Ninguém apressa a natureza, e quem tenta sempre perde. Levo isso para a minha profissão: o corpo também tem o seu tempo, e eu não prometo atalhos. Também aprendi que a gente não esquece de onde veio. Cresci numa cidade pequena, onde as pessoas se conhecem pelo nome e a palavra dada vale muito. Hoje, mesmo quando surgem oportunidades grandes, eu me pergunto se aquilo combina com quem eu sou. Se não combina, não é para mim, por mais brilhante que pareça. E tem a onça, que é o símbolo da minha terra. Ela sobrevive porque se adapta ao ambiente sem perder a sua força. Acho que é isso que eu tento fazer: me adaptar a cada novo lugar sem deixar de ser a mulher que saiu de Poconé.” 2. Sua formação inclui experiências em diferentes países, entre eles a Coreia do Sul. Conhecer outras culturas também significa entrar em contato com maneiras diferentes de pensar e exercer uma profissão. O que encontrou nessa experiência que levou de volta para a sua prática e que talvez não tivesse descoberto se tivesse permanecido apenas no Brasil? “Na Coreia do Sul, eu vi uma outra relação com a pele. Lá, o cuidado começa cedo e é diário. A pele não é tratada só quando aparece um problema: ela é cuidada para continuar saudável. O foco está na qualidade da pele, no brilho, na textura, e não só em corrigir ou preencher. Isso mudou a minha forma de olhar o paciente. Eu passei a pensar menos em ‘o que eu preciso corrigir’ e mais em ‘como eu deixo esse tecido saudável’. Também me impressionaram a disciplina e a precisão técnica dos profissionais coreanos, incluindo o Dr. Kwon Hanjin, e das clínicas que visitei. Os Estados Unidos me deram a base da anatomia, mas foi a Coreia que me mostrou que a beleza mais duradoura é a da pele saudável. Esse olhar é a base do que eu faço hoje no AFA Instituto.” 3. Em O Código da Regeneração, você chama a atenção para algo que nem sempre recebe o mesmo destaque que o resultado estético: a saúde dos tecidos e os processos biológicos envolvidos em cada tratamento. Na prática, como esse entendimento muda a avaliação de um paciente e as decisões tomadas a partir dela? E como conduzir essa conversa quando a expectativa de quem procura o consultório nem sempre corresponde ao tempo de resposta do organismo? “O aparelho entrega o estímulo, mas quem determina a resposta é o tecido. Dois pacientes podem fazer o mesmo laser, com os mesmos parâmetros, e ter resultados muito diferentes. A diferença pode estar nas condições da pele, na capacidade de reparação e em fatores que influenciam a produção de colágeno. Por isso, a minha avaliação vai além do espelho. Eu olho para a nutrição, para a ingestão de proteína, para a velocidade do emagrecimento e para sinais que podem indicar alterações no organismo. Hoje, muitos pacientes emagrecem rápido, e isso também pode levar à perda de massa magra. A produção de colágeno depende de vários fatores, entre eles uma nutrição adequada. Às vezes, a primeira etapa não é o procedimento, mas avaliar o que precisa ser cuidado antes dele. Sobre a expectativa, eu prefiro ser honesta desde a primeira consulta. Explico que a resposta do tecido acontece ao longo do tempo e que os resultados dependem de cada organismo e do tratamento indicado. Quando o paciente entende o processo, consegue avaliar melhor o que é possível esperar. Para mim, um resultado responsável vale mais do que uma promessa rápida.” 4. À frente do AFA Instituto, suas responsabilidades vão além do atendimento clínico. Empreender também exige decidir o que vale a pena expandir, quais oportunidades aceitar e quais limites preservar. Você já precisou recusar algo que parecia promissor porque não fazia sentido para a profissional ou para a empresa que desejava construir? “Sim, e mais de uma vez. Empreender na estética é conviver com muitas ofertas: o aparelho da moda, o produto que promete tudo, o procedimento que todo mundo quer fazer. Nem tudo que dá dinheiro rápido constrói uma marca sólida. O meu critério é simples: eu só coloco no AFA Instituto o que eu colocaria em mim ou na minha família, e o que tem fundamento científico. Dizer não também é uma forma de cuidar do paciente e da equipe. Cada recusa protege a confiança que as pessoas têm no nosso trabalho, e essa confiança é o maior patrimônio que uma clínica pode ter.” 5. A participação no AMWC Dubai coloca seu trabalho em contato com profissionais e discussões de alcance internacional. Nesse cenário, o que você gostaria de ver debatido com mais seriedade sobre os rumos da estética? Há alguma ideia que ainda encontra resistência no setor, mas que considera fundamental para a evolução da área? “Eu gostaria de ver mais honestidade científica. A estética evolui muito rápido, e muitas vezes o marketing chega antes da evidência. Na minha palestra, eu faço questão de mostrar o que já está comprovado, o que ainda está em estudo e o que ainda não sabemos. Falar ‘ainda não temos esse dado’ não diminui o profissional. Pelo contrário, aumenta a confiança. A ideia que ainda encontra resistência é a de que a estética não começa no procedimento. Ela começa na saúde do tecido, na nutrição e no metabolismo do paciente. Ainda existe uma cultura muito forte de volume, de preencher. Eu acredito numa estética que constrói qualidade de pele, que respeita a biologia e que entrega resultados naturais e duradouros.” 6. Para terminar, quero sair um pouco do campo profissional. Quem acompanha sua trajetória conhece a biomédica, a empresária e os projetos que você desenvolve. Mas existe uma parte de você que raramente aparece quando o assunto é trabalho? O que gostaria que as pessoas conhecessem sobre a mulher por trás de tudo isso? “Por trás da biomédica e da empresária, existe uma mulher de família. Meu marido e meus filhos são a minha base. Cada viagem, cada curso fora do país e cada palco tem um custo em casa, e eles entenderam cada ausência e dividiram cada sonho comigo. Nada disso seria possível sem eles. Também existe a menina do Pantanal, que ainda se emociona com a natureza e com as coisas simples. Eu gostaria que as pessoas soubessem que eu também tenho dúvidas, cansaço e medo, como qualquer mulher que tenta conciliar tudo. A diferença é que eu escolhi não deixar o medo decidir por mim. Se uma mulher do interior pode chegar a um palco em Dubai, outras mulheres também podem chegar aonde sonham.”
- AMIRA KALAF : O luxo de viver por inteiro
BUSINESS COVER EDITION - OCTOBER 2026 ISSUE Photos: Anna Ramos - @annaramosfotografia - Makeup/Hair: @gustavosouzabeauty - Styling: @tatimedeirosnegro @eliasballamino - Studio: @estudionove7 Quando tento imaginar alguém capaz de atravessar tantas expectativas que nos são impostas, tudo aquilo que dizem que devemos fazer, quem devemos ser e até como a vida deveria soar, penso em Amira Kalaf. Não porque ela esteja fora dessas exigências, mas porque existe, em sua maneira de viver, uma liberdade que não parece depender da aprovação de ninguém. Amira tem personalidade para sustentar os próprios gostos e leveza para não transformar cada escolha em uma questão de princípio. Gosta de moda, é vaidosa, tem humor e fala daquilo que ama com um entusiasmo que contagia. Não parece interessada em representar uma versão cuidadosamente editada de si mesma. Há algo de generoso em sua maneira de se mostrar, como se compartilhar a vida fosse também dividir com outras mulheres um pouco da alegria que encontra nela. Essa história começou há mais de dez anos, quando, formada em Direito, Amira passou a compartilhar a rotina no Snapchat sem imaginar que aquilo se tornaria sua profissão. Não havia uma carreira planejada à espera de acontecer. O público cresceu, as oportunidades apareceram e, pouco a pouco, o que fazia por prazer ganhou espaço profissional. Hoje, esse caminho inclui também o empreendedorismo, mas conserva uma característica importante de sua origem: o envolvimento pessoal com aquilo que faz. As mulheres que acompanham Amira, as Amiretes, como ela as chama carinhosamente, fazem parte dessa caminhada. Ao longo dos anos, sua presença nas redes deixou de ser apenas uma maneira de dividir interesses e passou a integrar sua vida profissional. Há algo especial em uma relação que acompanha tantas mudanças e continua ligada à pessoa que estava ali no começo. Amira cresceu diante do público, mas não trata essa história como se ela pertencesse somente a si. Com a criação da Amira Kalaf, sua marca de joias, veio a oportunidade de levar seu nome para um projeto próprio. É um passo importante em sua vida profissional, que exige um olhar diferente daquele dedicado à produção de conteúdo: não basta compartilhar uma preferência, é preciso dar forma a uma ideia e desenvolver um negócio. A marca representa essa iniciativa e amplia o espaço que Amira conquistou, agora também como empresária. Mas seria pouco contar sua história apenas pelo trabalho. Amira é mãe e esposa, e existe uma vida inteira para além da mulher que o público acompanha. A família, os compromissos e os projetos coexistem com a vaidade, os interesses pessoais e a vontade de continuar descobrindo coisas novas. Ela não precisa apagar nenhum desses lados para que os outros sejam levados a sério. Talvez seja justamente essa convivência, sem a obrigação de caber em uma definição única, que torne seu jeito de viver tão próprio. A fé também tem lugar nessa história. Amira recorre às suas convicções quando enfrenta dificuldades e procura seguir adiante sem permitir que as frustrações ocupem tudo. Essa confiança se soma ao entusiasmo com que fala dos projetos, das pessoas importantes em sua vida e daquilo que lhe dá prazer. Não é preciso imaginar uma vida perfeita para reconhecer essa disposição. O que chama a atenção é a vontade de continuar, de experimentar e de se entregar ao que escolhe fazer. Há conquistas que merecem ser celebradas: uma carreira que nasceu de maneira inesperada, uma comunidade que cresceu ao seu redor e uma marca própria. Mas o que torna Amira tão interessante não cabe nessa lista. Está na mulher que atravessa tudo isso com humor, vaidade, afeto e uma paixão muito própria pela vida. Sua presença tem calor. Seu entusiasmo não parece uma obrigação profissional. E sua história ganha força justamente porque, enquanto tantas coisas mudaram, ela continua encontrando prazer naquilo que faz. Na conversa com a Hooks Magazine, Amira fala sobre as escolhas que acompanham sua vida, os valores que carrega e aquilo que aprendeu ao longo do caminho. Sem fórmulas prontas, sem a pretensão de oferecer respostas para todas as mulheres. Apenas com o jeito direto, bem-humorado e cheio de vida que faz parte de quem ela é. 1. Você se formou em Direito, mas acabou seguindo outro caminho profissional. Há mais de dez anos, quando começou a compartilhar sua rotina no Snapchat, imaginava que aquilo poderia se tornar uma profissão ou essa possibilidade foi surgindo aos poucos, conforme mais pessoas começaram a acompanhar você? Eu nem imaginava que pudesse seguir como minha profissão. Na verdade, confesso que até hoje tenho um pouco de dificuldade em tratar tudo como uma PJ. Isso, para mim, é tão prazeroso, e faço tudo com tanta paixão que não consigo enxergar como trabalho. 2. Depois de tantos anos compartilhando sua vida com o público, imagino que sua relação com as redes tenha mudado bastante. Existe algo que você mostrava naturalmente no começo e que hoje prefere guardar só para você? O que mudou na sua maneira de lidar com essa exposição? Nada mudou. Continuo sendo a mesma e compartilhando tudo o que amo fazer e o que acredito que irá agregar à vida das minhas seguidoras, minhas Amiretes! Eu sou muito real, e elas sabem disso. Elas sentem isso. Acredito que, por isso, nossa conexão seja tão forte. Continuo a mesma da época do Snapchat, mas em uma versão melhorada, (risos). 3. Você tem uma frase que traduz muito do seu jeito de viver: “Aqui se come. Aqui se bebe. Aqui se malha.” Gosto de como ela mostra que disciplina e prazer podem caminhar juntos. Como você encontrou esse equilíbrio sem transformar o cuidado consigo mesma em mais uma obrigação? Sou apaixonada pela vida e amo viver intensamente. O agora! O hoje! Faço o que me dá prazer, mas sempre busco o equilíbrio. Passar a enxergar a rotina de forma diferente é o segredo. Não vejo treinar e se alimentar de forma saudável como obrigação. O poder de cuidar do nosso corpo está em nossas mãos. Tem prazer maior do que esse? E o vinho vem como recompensa. Ele vem para cuidar da mente. Você é mãe, esposa, empresária, cuida da casa e de todos. Tem prazer maior do que chegar ao fim do dia, tomar aquele banho premium e se deliciar com sua taça de vinho no momento da sua skincare? Ou melhor, vitamina V! É assim que eu e minhas Amiretes a chamamos! Mas não tem segredo. Para ter o corpo dos sonhos, tem que malhar. Bebo minha vitamina V todos os dias e, no dia seguinte, estou na minha suadeira. É a rotina que me dá prazer e que escolhi viver. Assim eu amo. Assim eu vivo. 4. Você já contou que antes tirava as joias para viver e hoje escolhe joias feitas para viver com você. Essa mudança de perspectiva me chamou a atenção porque traz as peças para a vida cotidiana, em vez de reservá-las para ocasiões especiais. Como essa ideia deu origem à Amira Kalaf? E o que você gostaria de transmitir a quem escolhe uma peça da sua marca? Ouro é energia. O que você veste tem poder, tem essência, tem significado. Quando a gente passa a enxergar o real valor de uma joia, tudo muda. E isso não é sobre valor material. Joia guardada é energia parada. A vida precisa fluir. O ouro precisa viver com você. Quando minhas seguidoras adquirem uma joia Amira Kalaf, elas sabem o poder daquilo que estão trazendo para perto delas. São joias que se tornam amuletos de força, amor-próprio, proteção e fé. É algo inexplicável. Só quem usa sabe do que estou falando. 5. A forma como vc se veste tbm chama muito a atenção e acredito ate ser uma forma de se conectar de forma real com suas seguidoras que é sobre o que vc sempre fala que vai da Shein à Chanel. Que usa peças baratinhas com grandes marcas. Acredito que não é qq pessoa que consiga sustentar isso. Conta mais sobre como monta seus looks? O look é sobre postura, não sobre marca. Invisto, sim, em bolsas e sapatos de marcas renomadas porque realmente sou apaixonada. Mas, ao mesmo tempo, amo brincar com a modinha do fast fashion. Na maioria dos dias, estou usando look da Shein com minha bolsa Chanel e um sapato Prada. Esse hi-lo me conquista demais. E essa é a verdadeira graça na hora de se vestir. Porque elegância não é sobre preço. Postura está longe de ser quanto você pagou. Quando estamos seguras de quem somos e quando nossa energia e autoestima estão elevadas, qualquer roupa vai nos valorizar. No final de tudo, não é sobre roupas e muito menos sobre preço. 6. Você fala bastante sobre amor, fé e gratidão. Mas também existem fases difíceis, frustrações e momentos em que as coisas não acontecem como esperamos. Quando você passa por um período assim, o que ajuda a seguir em frente e a manter a confiança naquilo em que acredita? Nossa energia é o que temos de mais poderoso. Eu não deixo a minha nunca baixar. Problemas todos nós temos. O que muda é a forma como os enxergamos. Reclamar resolve? Não. Ficar triste acaba com ele? Também não. Então, vibrar positivamente, mesmo em situações desafiadoras, nos ajuda a enfrentar essas situações de forma mais leve. Se algo deu errado, era para ser assim. Minha maneira de pensar segue nesse sentido. Algo não aconteceu como eu queria? Era para ser assim. Eu simplesmente vivo a vida! Eu sinto a vida, acho que é isso. Adquira a revista impressa clicando abaixo, envio global:
- Yeda Duarte: quando a técnica encontra a identidade
BEAUTY COVER EDITION - OCTOBER 2026 ISSUE Photos: Carol Andrade - @carol.andrade_____ Yeda Duarte construiu seu nome na odontologia estética a partir de uma combinação que nem sempre é simples de alcançar: precisão e sensibilidade. Seu olhar para os sorrisos nasceu de uma maneira muito particular de observar aquilo que já existe. Para Yeda, um bom resultado não precisa chamar atenção para o procedimento. Precisa fazer sentido para a pessoa que vai conviver com ele. Essa percepção foi ganhando forma no consultório. O trabalho com resinas compostas feitas à mão livre exige domínio técnico, mas também atenção aos detalhes. Cada sorriso tem suas próprias proporções, características e particularidades. Quando a intenção é preservar a identidade de quem está na cadeira, não há espaço para uma fórmula capaz de produzir o mesmo resultado em todos. Foi nesse exercício diário que sua técnica ganhou consistência. Aprimorar o que poderia ser melhorado sem apagar aquilo que já fazia parte daquele rosto passou a orientar suas escolhas. Com o tempo, aquilo que havia sido construído na clínica começou a ultrapassar o consultório. Anos de estudo, experiência e aperfeiçoamento passaram a ser compartilhados com outros profissionais por meio de cursos, métodos e novos projetos. A Handmade nasceu desse movimento e ampliou o alcance de um trabalho que, até então, estava concentrado principalmente na prática clínica. A odontologia, porém, não ficou para trás. Continuou sendo a base a partir da qual outras frentes começaram a surgir. O ensino trouxe novos desafios, o empreendedorismo abriu novos caminhos e sua atuação passou a alcançar também mulheres interessadas em construir e desenvolver seus próprios negócios. Aos poucos, essas experiências passaram a ocupar diferentes espaços dentro de sua carreira. Yeda continuou na odontologia e na formação de profissionais, ao mesmo tempo em que desenvolveu projetos ligados ao empreendedorismo e ao desenvolvimento feminino. São frentes distintas, mas que nasceram de uma mesma história profissional. Essa ampliação acompanha uma carreira marcada por estudo, prática e uma busca constante por aperfeiçoamento. Mais do que reunir diferentes funções, Yeda foi construindo uma atuação em que experiência clínica e conhecimento compartilhado passaram a caminhar juntos. O reconhecimento também acompanhou esse movimento. Vieram projetos educacionais, iniciativas voltadas ao empreendedorismo e homenagens que registraram uma atuação que já havia ultrapassado os limites do consultório. Hoje, seu nome está associado não apenas à odontologia estética, mas também a uma forma mais ampla de pensar trabalho, conhecimento e construção profissional. É sobre esse percurso, as escolhas que fizeram sua carreira chegar até aqui e os caminhos que ainda pretende seguir que Yeda Duarte conversa com a Hooks Magazine. 1. Seu trabalho ficou muito ligado à naturalidade, mas naturalidade é justamente uma das coisas mais difíceis de alcançar. Em que momento você percebeu que, para chegar a um resultado mais leve, precisava dominar ainda mais a técnica? Eu acredito que a naturalidade é uma das maiores expressões do domínio técnico. No início da minha trajetória, como muitos profissionais, eu também associava um resultado bonito a dentes muito brancos, perfeitamente alinhados e simétricos. Mas, com o tempo, fui entendendo que a verdadeira beleza está justamente nos detalhes que tornam cada sorriso único. A natureza não é perfeitamente simétrica, e talvez seja isso que a torne tão bonita. Foi quando comecei a estudar ainda mais profundamente a anatomia, a luz, as texturas e o comportamento dos materiais que percebi que, quanto mais conhecimento eu adquiria, menos precisava evidenciar a minha intervenção. Hoje, meu maior objetivo é que as pessoas admirem um sorriso sem necessariamente perceberem que ele foi transformado. E, para mim, chegar a esse nível de sutileza exige muito mais técnica do que simplesmente produzir dentes bonitos. 2. A sua técnica nasceu muito da sua própria mão, do seu olhar e da forma como você entende cada sorriso. Como foi transformar tudo isso em um método e ensinar outras pessoas sem perder a identidade que sempre esteve por trás do seu trabalho? Acredito que esse tenha sido um dos processos mais desafiadores e, ao mesmo tempo, mais bonitos da minha trajetória. Durante muito tempo, a minha maneira de trabalhar era algo extremamente intuitivo. Eu sabia o que queria construir, conseguia visualizar o resultado e minhas mãos simplesmente acompanhavam esse raciocínio. Mas ensinar exigiu que eu transformasse essa sensibilidade em conhecimento que pudesse ser compreendido e reproduzido. Precisei estudar ainda mais aquilo que eu mesma fazia, entender cada movimento, cada escolha e cada detalhe da minha técnica. E existe algo muito interessante nisso: ensinar também me tornou uma profissional melhor. Mas sempre tive uma preocupação muito grande em não formar profissionais que simplesmente reproduzissem os meus sorrisos. Quero que meus alunos desenvolvam seu próprio olhar, sua própria identidade e sua sensibilidade artística. Porque acredito que a técnica pode ser ensinada, mas a identidade precisa ser construída. E talvez esse seja um dos maiores propósitos do meu trabalho como professora: entregar conhecimento suficiente para que outras mãos também possam criar algo extraordinário. 3. Quando você começou a ensinar, seu trabalho passou a chegar muito além dos seus próprios pacientes. Milhares de profissionais passaram a aprender com aquilo que você construiu. Isso mudou a maneira como você passou a enxergar a responsabilidade de ensinar? Completamente. Quando estamos dentro do consultório, temos a responsabilidade de transformar a vida daquele paciente que está à nossa frente. Mas, quando começamos a ensinar, percebemos que o nosso conhecimento passa a alcançar pessoas que talvez nunca conheceremos pessoalmente. E isso é muito maior do que ensinar uma técnica. Hoje, quando vejo um aluno evoluindo, conquistando reconhecimento, melhorando seus resultados e até transformando sua realidade financeira através da profissão, sinto que o meu trabalho ganhou uma dimensão que eu jamais poderia imaginar no início. Sempre enxerguei a educação como uma responsabilidade muito grande. Não quero apenas ensinar alguém a fazer lentes em resina. Quero ensinar a pensar, a desenvolver senso crítico, a respeitar a individualidade de cada paciente e a buscar excelência mesmo nos detalhes que ninguém percebe. Existe uma diferença muito grande entre transmitir informação e verdadeiramente formar um profissional. E eu quero que o conhecimento que compartilho continue gerando resultados muito além da minha própria atuação clínica. 4. Você fala muito sobre crescer sem perder a essência. Em algum momento, porém, crescer exige escolhas difíceis e nem sempre existe uma resposta óbvia. Qual foi a decisão que mais exigiu de você nesse processo? Acredito que uma das decisões mais difíceis foi entender que, para crescer, eu precisaria aprender a não estar presente em tudo. Sou uma pessoa muito detalhista. Gosto de acompanhar os processos, de cuidar da experiência dos meus pacientes, dos meus alunos e de tudo aquilo que leva o meu nome. Durante muito tempo, acreditei que, para garantir a excelência, precisava estar à frente de cada detalhe. Mas chega um momento em que isso deixa de ser uma qualidade e começa a se tornar uma limitação. Construir uma equipe, delegar responsabilidades e confiar em outras pessoas exigiu de mim um amadurecimento muito grande, não apenas como empresária, mas também como mulher. Hoje entendo que crescer não significa fazer mais coisas, mas aprender a direcionar melhor a nossa energia para aquilo que realmente importa. Continuo sendo extremamente exigente com a qualidade do que entregamos, mas compreendi que a excelência também pode existir através de outras pessoas, desde que elas compartilhem dos mesmos valores. Talvez a maior dificuldade de crescer seja justamente essa: aprender a abrir mão do controle sem abrir mão da essência. 5. Em algum momento, você percebeu que estava construindo algo que ia além do seu próprio nome? O que fez você entender que aquilo poderia continuar tendo valor mesmo sem depender da sua presença em cada detalhe? Acredito que essa percepção começou a ficar mais clara quando passei a enxergar os resultados do meu trabalho acontecendo através de outras pessoas. Quando vejo um aluno aplicando aquilo que aprendeu comigo, construindo sua própria trajetória e transformando a vida dos seus pacientes, percebo que o conhecimento já não pertence apenas a mim. E, no universo empresarial, essa percepção também foi muito importante. Hoje estou vivendo uma fase muito especial, com a construção de um novo espaço que representa não apenas a expansão da minha atuação clínica, mas também um projeto muito maior de educação, experiência e desenvolvimento profissional. Quero construir algo que tenha identidade, valores e propósito suficientes para continuar crescendo independentemente da minha presença em cada detalhe. Porque, no fim, acredito que o verdadeiro legado não está apenas naquilo que conseguimos construir com as nossas próprias mãos, mas principalmente naquilo que continua florescendo através das pessoas que tocamos ao longo do caminho. 6. Você já escreveu que delicadeza e força nunca foram opostos. Hoje, olhando para tudo o que construiu, o que a delicadeza mudou na maneira como você lidera, faz escolhas e entende a própria ambição? Durante muito tempo, fomos ensinadas a acreditar que, para ocupar determinados espaços, uma mulher precisava endurecer. Que liderar exigia uma postura mais rígida, que ambição precisava ser acompanhada de agressividade e que sensibilidade poderia ser interpretada como fraqueza. Mas eu nunca me identifiquei com essa ideia. Sempre fui uma mulher que gosta de beleza, de detalhes, de cuidar, de acolher. E, ao mesmo tempo, sempre tive sonhos muito grandes, uma personalidade determinada e uma vontade enorme de construir. Com o tempo, entendi que não precisava escolher entre essas duas versões de mim. A delicadeza me ensinou a olhar para as pessoas com mais atenção, a compreender que existem histórias por trás de cada paciente, de cada aluno e de cada pessoa que trabalha comigo. E isso também influencia a maneira como lidero e tomo decisões. Hoje, minha ambição não está relacionada apenas ao tamanho daquilo que posso construir, mas à qualidade, ao significado e ao impacto que tudo isso pode ter. Quero crescer, quero realizar projetos grandes, quero continuar conquistando espaços. Mas não quero que nenhuma dessas conquistas me afaste da mulher que sou. Porque, para mim, a verdadeira força não está em deixar de ser delicada. Está em descobrir que podemos ser extremamente fortes sem perder a sensibilidade. Compre sua edição impressa clicando abaixo, envio global:
- Roberta Budel: quando a transformação começa pelo cuidado
FASHION COVER EDITION - OCTOBER 2026 ISSUE Photo: @demmacedo / Beauty: @dariobion / Video: @olivervideomaker_ / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Studio: @openstudio Na história de Roberta Budel, a estética não começa no espelho. Começa no cuidado. Essa origem ajuda a entender por que, em seu trabalho, transformar não significa necessariamente mudar, mas encontrar maneiras de valorizar aquilo que já existe. Antes da RB Clinic, havia a enfermagem. Foi nessa primeira escolha profissional que Roberta desenvolveu uma forma de olhar para o outro que levaria consigo para a estética: cada pessoa chega com expectativas, experiências e uma relação particular com a própria imagem. Essa percepção permanece presente em sua maneira de trabalhar. Mais do que acompanhar tendências ou buscar resultados padronizados, interessa a Roberta entender o que faz sentido para cada paciente. É um trabalho que exige conhecimento técnico, atenção aos detalhes e discernimento para reconhecer que nem toda possibilidade precisa se transformar em uma intervenção. A formação sempre ocupou um lugar importante nesse percurso. Em uma área que avança continuamente, entre pesquisas, tecnologias e novas abordagens, continuar estudando faz parte da responsabilidade profissional. A curiosidade pela ciência e pelo que ainda pode ser descoberto acompanha uma carreira construída sobre a busca por conhecimento. Com o crescimento da RB Clinic, Roberta também precisou ampliar sua atuação. Aos desafios da prática clínica somaram-se as decisões sobre gestão, equipe, processos e posicionamento. Construir uma empresa trouxe uma nova perspectiva: já não bastava cuidar bem de cada atendimento. Era preciso criar uma estrutura capaz de traduzir esses mesmos princípios na experiência de quem chega à clínica. A equipe cresceu, a organização ganhou forma e a marca passou a ter uma identidade própria, sem deixar de carregar as referências de sua fundadora. Nesse processo, Roberta também precisou aprender a delegar, dividir responsabilidades e enxergar o negócio para além da rotina de atendimentos. A experiência adquirida na prática continua sendo fundamental, mas passou a conviver com outras competências, da liderança à visão de longo prazo. Crescer deixou de ser apenas uma questão de aperfeiçoamento técnico e passou a envolver também as pessoas, as escolhas e a estrutura que sustenta o que foi construído. Hoje, seus interesses alcançam temas como longevidade, regeneração e inovação, além dos desafios de conduzir uma empresa em constante desenvolvimento. São frentes diferentes, mas conectadas por uma mesma curiosidade: entender o que está mudando e o que pode fazer sentido para o futuro da RB Clinic. Olhando para essa história, existe um fio que conecta a profissional que começou na enfermagem à empresária que construiu a própria clínica. As responsabilidades mudaram, os conhecimentos se ampliaram e o trabalho ganhou novas dimensões. O cuidado, porém, permaneceu. Talvez seja esse o sentido mais particular do refinamento para Roberta: olhar com atenção, reconhecer o que pode ser aprimorado e fazer escolhas com precisão, sem perder de vista aquilo que torna cada pessoa única. A RB Clinic segue crescendo, assim como os horizontes de sua fundadora. E, embora os caminhos tenham mudado desde os primeiros anos na enfermagem, existe algo daquela escolha inicial que continua presente em tudo o que veio depois. É a partir desse lugar que Roberta fala sobre as decisões que a trouxeram até aqui, os princípios que orientam seu trabalho e aquilo que ainda deseja construir. 1. Sua formação começou na enfermagem, uma profissão profundamente ligada ao cuidado. O que essa escolha deixou em você e quais daqueles aprendizados ainda atravessam a profissional e empresária que você se tornou? A enfermagem me ensinou que, antes de qualquer procedimento, existe uma pessoa. Existe uma história, uma insegurança, uma expectativa e, muitas vezes, uma confiança enorme depositada naquele profissional. Esse olhar para o ser humano permanece muito presente em tudo o que faço. A enfermagem também me ensinou responsabilidade, precisão, disciplina e, principalmente, que conhecimento nunca é opcional quando lidamos com vidas. Levo isso para a estética até hoje. Para mim, estética não é apenas sobre aparência; é sobre segurança, naturalidade, autoestima e respeito pela individualidade. Como empresária, esses mesmos princípios ganharam uma dimensão maior. Hoje, eu não cuido apenas de pacientes: cuido de uma equipe, de uma experiência, de uma marca e de tudo aquilo que construímos dentro da RB Clinic. O cuidado continua sendo a essência, apenas ampliou o seu alcance. 2. A estética pode facilmente caminhar para a padronização, mas você defende o respeito à identidade de cada paciente. Para você, onde está o limite entre transformar e descaracterizar alguém? E como esse princípio orienta suas decisões? Acredito que o limite está justamente quando o procedimento deixa de valorizar quem aquela pessoa é e começa a tentar transformá-la em outra pessoa. Eu não acredito em uma estética de reprodução. Não quero que todas as pacientes tenham o mesmo rosto, o mesmo contorno ou a mesma expressão. Cada rosto tem uma história, uma estrutura e uma identidade. Meu objetivo é potencializar características, equilibrar proporções e devolver aquilo que muitas vezes o tempo, o emagrecimento ou outros fatores modificaram, sem apagar a essência. Antes de pensar em uma seringa, em um equipamento ou em uma técnica, eu penso: o que essa pessoa precisa para continuar sendo ela, apenas na sua melhor versão? Essa pergunta orienta muitas das minhas decisões. 3. A RB Clinic cresceu e passou a representar muito mais do que o seu trabalho. Em que momento você percebeu que estava construindo uma marca com identidade própria, capaz de existir para além do seu nome? Acho que percebi isso quando entendi que as pessoas não chegavam à RB Clinic apenas procurando por mim. Elas chegavam procurando uma experiência, um padrão de atendimento, uma forma de fazer estética e uma sensação que já associavam à marca. No início, a RB Clinic era muito ligada à minha trajetória pessoal. Com o tempo, fomos construindo valores, processos, equipe, identidade visual e, principalmente, uma cultura. Hoje, eu vejo a RB Clinic como uma extensão dos meus valores, mas não limitada à minha pessoa. Isso é muito especial para mim. Porque construir uma marca forte é justamente fazer com que ela consiga carregar uma essência mesmo quando você não está em cada detalhe. 4. Com o crescimento da RB Clinic, você também precisou assumir outros papéis, como gestão, liderança, desenvolvimento de equipe e posicionamento. O que mais transformou sua maneira de enxergar o próprio trabalho depois que você passou a ocupar esses lugares? Eu precisei entender que crescer não significa fazer tudo sozinha. Talvez essa tenha sido uma das maiores mudanças na minha trajetória. Quando você é profissional, muitas vezes o resultado depende diretamente das suas mãos. Quando se torna líder, o resultado passa a depender também da sua capacidade de formar pessoas, delegar, comunicar, tomar decisões e criar uma cultura. Aprendi que liderança não é estar acima da equipe; é criar condições para que as pessoas possam crescer junto com você. Também passei a enxergar o meu trabalho de uma forma mais estratégica. Hoje penso não apenas no procedimento que vou realizar, mas na experiência completa, na jornada do paciente, na sustentabilidade do negócio e no futuro da marca. 5. Você fala muito sobre conhecimento, atualização e evolução. Mesmo depois de tudo o que já construiu, o que ainda desperta sua curiosidade? O que você sente que ainda quer aprender, experimentar ou realizar? Eu ainda me sinto muito curiosa. E talvez essa seja uma das características que mais me movem. A estética está em constante transformação. Novas tecnologias, novos estudos, novos protocolos, genética, longevidade, bioestimulação, regeneração… tudo isso me desperta muito interesse. Gosto de entender não apenas o que uma tecnologia faz, mas por que ela funciona, para quem faz sentido e como podemos utilizá-la de maneira cada vez mais segura e individualizada. Mas existe também uma curiosidade que vai além da técnica. Quero continuar aprendendo sobre gestão, liderança, comportamento, inovação e construção de marcas. E ainda tenho muitos sonhos. Quero ampliar a RB Clinic, formar profissionais, compartilhar conhecimento e levar o meu método e a minha visão para outros lugares. Acredito que evolução é não se acomodar com aquilo que já deu certo. 6. Quando você olha para tudo o que construiu até aqui, o que gostaria que permanecesse na memória das pessoas quando pensassem em você e na RB Clinic? Eu gostaria que permanecesse a sensação de que fizemos tudo com verdade. Que a RB Clinic foi construída com conhecimento, dedicação, cuidado e coragem para fazer diferente. Que cada paciente que passou por aqui se sentiu vista, respeitada e cuidada como uma pessoa, e não como um procedimento. E, pessoalmente, gostaria que lembrassem de mim como alguém que não teve medo de sonhar grande, mas que nunca perdeu a essência no caminho. Se um dia alguém olhar para a minha trajetória e pensar que é possível construir uma carreira de sucesso sem abrir mão de valores, de família, de cuidado e de propósito, acredito que já terá valido a pena. Porque, no final, mais importante do que aquilo que construímos é aquilo que deixamos nas pessoas depois que passamos pela vida delas.












