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- Dra. Kaísa Justo e a construção silenciosa de uma autoridade que não segue tendências: cria permanência
'LEGACY' COVER EDITION - DECEMBER 2025 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ @demmacedo / Vídeo: @olivervideomaker_ / Beauty: @g.make.hair / Styling: @callmebylacerda / Studio: @nasulstudio Existe uma diferença clara entre quem ocupa espaço e quem constrói permanência. A Dra. Kaísa Justo pertence ao segundo grupo. Sua trajetória na medicina, iniciada ainda nos anos 1990, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cidade onde nasceu, não foi moldada pela pressa dos resultados imediatos nem pelo apelo de padrões preestabelecidos. Foi construída com tempo, rigor técnico e um olhar que atravessa a medicina e alcança a arte, a estética e a sensibilidade humana. Cirurgiã plástica por escolha consciente, Kaísa carrega uma assinatura rara no mercado contemporâneo: precisão cirúrgica aliada a uma leitura profunda da individualidade. Para ela, a cirurgia plástica não é sobre transformar corpos, mas sobre revelar versões mais alinhadas de quem a pessoa já é. Um pensamento que se opõe à lógica industrializada da estética atual. Beleza não é perfeição. É autenticidade, diz ela. Antes de ser cirurgiã, Kaísa foi criadora. Ainda criança, encontrou nas atividades manuais um território de expressão e foco. Costura, artesanato, macramê, crochê, renda nordestina dentre outros. O hiperfoco que hoje se traduz em excelência técnica começou ali. Seu primeiro sonho foi a moda. Chegou a conquistar uma bolsa de estudos em Milão, interrompida pela falta de recursos familiares. A medicina entrou depois, mas nunca apagou essa formação sensível. A adaptação à faculdade não foi simples. Foi no retorno ao curso que Kaísa encontrou uma referência decisiva, a cirurgiã pediátrica e professora Yvelise de Verney. Mais do que técnica, ela apresentou um modelo de conduta médica e humana. Com ela, Kaísa entrou precocemente no centro cirúrgico e aprendeu que a medicina também se constrói pela ética e pelo olhar atento ao outro. A afinidade com a cirurgia foi imediata, embora a especialidade ainda fosse incerta. Kaísa chegou a se dedicar à cirurgia pediátrica, mas a convivência com o sofrimento infantil, somada à maternidade, tornou esse caminho emocionalmente inviável. Foi nesse ponto que surgiu outro nome essencial em sua trajetória. Durante a residência médica, o cirurgião Oscar Leite teve papel decisivo ao reconhecer que seu talento estava na Cirurgia Plástica. Foi ele quem sustentou essa transição, reforçando que ali existe medicina em sua forma mais complexa, onde técnica, reconstrução e responsabilidade caminham juntas. Essa base tornou-se diferencial. Kaísa compreendeu que dominar a técnica não bastava. Era preciso desenvolver um olhar estético capaz de perceber nuances que não cabem em protocolos rígidos. Cada corpo e cada rosto como uma obra única. Sua sensibilidade visual transformou-se em método. Um olhar treinado para observar gestos, escutar desejos subjetivos e traduzir expressões como “quero algo delicado” ou “natural” em decisões cirúrgicas precisas. Operar, para ela, é olhar e executar com a mesma atenção. Em um mercado orientado por tendências e resultados altamente visuais, Kaísa escolheu a contramão. Sua prática clínica se apoia em três pilares: Personalização, Ética e Longevidade. Isso significa, muitas vezes, dizer não, desconstruir referências externas e educar pacientes sobre proporção, limites e envelhecimento saudável. Ela não acredita em copiar rostos ou fabricar corpos genéricos. A cirurgia, em sua visão, deve envelhecer bem, respeitar a anatomia e preservar a identidade. O maior elogio, segundo ela, é quando ninguém percebe que houve uma cirurgia, apenas nota-se que algo está mais harmônico, mais confiante, mais verdadeiro. Essa postura exige maturidade, algo que apenas o tempo de carreira ensina. Ser mulher na medicina já impõe desafios estruturais. Ser mulher, médica e autista exige ainda mais consciência de si. Durante anos, Kaísa acreditou que precisaria se moldar, até compreender que autoridade nasce da autenticidade. O autismo, vivido por muito tempo em silêncio, hoje integra sua narrativa com responsabilidade. Não como vitimismo, mas como conscientização. Uma condição que impõe limites reais, mas também potencializa foco, análise profunda e atenção aos detalhes. Depois de décadas de atuação, Kaísa construiu um legado sólido. O futuro, para ela, não é ruptura, é aprofundamento. Expandir esse legado significa inspirar uma medicina mais humana, transmitir valores às próximas gerações, inclusive ao filho que seguiu a mesma carreira, e reafirmar que excelência técnica pode coexistir com sensibilidade, ética e feminilidade. Ela não deseja ser lembrada apenas pelos resultados estéticos, mas pelo impacto emocional e identitário que promoveu. Uma cirurgiã que devolveu não apenas formas, mas confiança e alinhamento interno. É a partir dessa visão que se constrói a conversa a seguir. Nesta entrevista, a Dra. Kaísa Justo fala sobre estética, identidade, moda, responsabilidade médica e o legado de uma carreira pensada para atravessar o tempo. Sua trajetória na Cirurgia Plástica é marcada por precisão técnica, mas também por uma estética muito clara. Em que momento você percebeu que sua sensibilidade visual, algo que vai além da medicina, seria um diferencial real na forma como você constrói resultados e se comunica com suas pacientes? A percepção de que minha sensibilidade visual seria um diferencial veio de forma gradual, mas se tornou muito clara quando compreendi que a cirurgia plástica vai muito além de corrigir ou transformar. Ela é sobre harmonia, equilíbrio e sobre expressar quem a paciente realmente é. Durante minha formação, percebi que cada corpo e cada rosto carregam traços únicos, quase como uma obra de arte esperando para ser valorizada. A medicina nos ensina anatomia, proporções e medidas, mas foi a minha sensibilidade artística que me permitiu enxergar nuances que não estão nas tabelas. Isso ficou evidente quando notei que minhas pacientes voltavam não apenas satisfeitas com o resultado físico, mas com a sensação de terem sido vistas e respeitadas em sua individualidade. O verdadeiro ponto de virada aconteceu quando percebi o impacto emocional de resultados personalizados. Eu não estava seguindo padrões, mas criando estratégias estéticas que respeitavam histórias e identidades. Entendi que beleza não é perfeição, é autenticidade. E que operar é alinhar técnica e arte. Você costuma dizer que a Cirurgia Plástica não é sobre transformar corpos, mas sobre revelar versões mais alinhadas de quem a pessoa já é. Como essa filosofia influencia suas decisões clínicas e a maneira como você conduz cada caso, especialmente em um mercado cada vez mais padronizado? Essa filosofia guia todo o meu trabalho. Em um mercado cada vez mais padronizado, manter esse posicionamento é um compromisso ético com a individualidade, a autoestima e a saúde das pacientes. Desde a primeira consulta, evito seguir modismos ou referências externas. Meu papel é entender quem aquela mulher é, como ela se enxerga e o que na aparência dela não reflete essa percepção. A cirurgia passa a ser uma ferramenta de alinhamento, não de descaracterização. Evito intervenções exageradas e priorizo resultados que envelheçam bem, respeitem a anatomia e preservem identidade. Muitas vezes isso significa educar, recusar pedidos ou desconstruir expectativas irreais. A beleza verdadeira está na singularidade, e meu trabalho é proteger isso. Ao longo da sua carreira, você construiu autoridade médica sem abrir mão da sua identidade pessoal. Como foi o processo de entender que imagem, posicionamento e narrativa também são ferramentas estratégicas, especialmente para uma mulher médica em um espaço historicamente rígido? Esse entendimento foi profundo e pessoal. Como mulher, médica e autista, precisei lidar com expectativas muito rígidas sobre comportamento e imagem. No início, achei que precisava me adaptar completamente. Com o tempo, entendi que a verdadeira autoridade nasce da autenticidade. Meu autismo me trouxe foco, sensibilidade estética, atenção aos detalhes e escuta profunda. Aceitar isso como parte da minha identidade foi libertador. Imagem, para mim, não é aparência, é mensagem. Desde a forma como me visto até o design da clínica e o tom da comunicação, tudo reflete quem sou como profissional. Minha narrativa nunca foi construída como estratégia vazia, mas como extensão da minha essência. Ao assumir minha singularidade, minha autoridade se fortaleceu. Existe uma linha muito tênue entre desejo estético e responsabilidade médica. Como você equilibra a pressão por resultados altamente visuais com a ética, o cuidado e a longevidade dos resultados que você defende como profissional? Esse equilíbrio acontece quando saúde, ética e harmonia estão acima de qualquer demanda estética imediata. Meu compromisso é educar, orientar e, quando necessário, dizer não. Não trabalho para atender tendências, mas para criar resultados que respeitem o corpo, a individualidade e o tempo. Recuso procedimentos que comprometam a integridade da paciente. Resultados duradouros e naturais sempre serão mais valiosos do que impactos passageiros. Sua clínica reflete um olhar cuidadoso para experiência, detalhe e atmosfera. Você enxerga o espaço físico, o atendimento e até a comunicação como extensões do seu trabalho cirúrgico? O que é inegociável para você quando o assunto é experiência da paciente? Sem dúvida. Minha clínica é uma extensão da minha filosofia de cuidado. Cada detalhe foi pensado para transmitir acolhimento, calma e sofisticação. O ambiente precisa fazer a paciente se sentir segura desde o primeiro momento. O lago com peixes simboliza tranquilidade e desaceleração. O inegociável é o acolhimento. A paciente precisa se sentir respeitada e protegida em todas as etapas. Você é uma mulher que ocupa múltiplos papéis, médica, empreendedora, líder e referência estética. Em quais momentos dessa jornada você precisou se reposicionar, não tecnicamente, mas emocionalmente, para sustentar o crescimento sem se perder de si mesma? Houve muitos momentos de reposicionamento emocional. Como mulher, mãe, médica e autista, precisei abandonar a ideia de perfeição. No início, tentei me encaixar em padrões que não respeitavam minha natureza, o que gerava exaustão. O crescimento veio quando abracei minha singularidade e entendi que estar inteira é mais importante do que estar disponível o tempo todo. Respeitar meus limites, aprender a dizer não e cuidar da minha energia emocional foi essencial para crescer de forma sustentável. Falando agora de Moda, algo que poucas pessoas sabem, mas que faz parte da sua história desde cedo. Você costura desde muito jovem e já chegou a confeccionar um vestido de paetê, lantejoula por lantejoula. O que a moda te ensinou sobre paciência, construção e olhar para o detalhe que hoje você leva para a cirurgia plástica? A costura moldou profundamente quem eu sou. Confeccionar aquele vestido, lantejoula por lantejoula, me ensinou que não existem atalhos quando se busca excelência. A moda me ensinou paciência, respeito ao processo e atenção absoluta aos detalhes. Na cirurgia, é exatamente assim. São os pequenos ajustes que constroem resultados extraordinários. Criar algo sob medida é respeitar identidade, seja em um vestido ou em um corpo. Assim como na alta-costura, onde nada é realmente sob medida sem escuta e observação profunda, seus procedimentos também parecem partir de um entendimento individual do corpo. Você se vê mais próxima de uma lógica artesanal do que industrial quando pensa no seu trabalho? Completamente. Meu trabalho é artesanal. Cada paciente é única e cada procedimento nasce da escuta, da observação e do respeito à individualidade. Não acredito em soluções prontas ou produção em escala. A cirurgia plástica, para mim, é construção cuidadosa, como a alta-costura. Com uma trajetória construída ao longo de décadas na medicina e na cirurgia plástica, você já consolidou um legado sólido, reconhecido e consistente. Ao olhar para o futuro, como você deseja expandir e aprofundar esse legado, não apenas como cirurgiã plástica, mas como mulher que transformou sensibilidade estética, excelência técnica e visão estratégica em uma marca pessoal respeitada, autoral e profundamente feminina? Meu desejo é expandir esse legado inspirando uma medicina mais humana, ética e personalizada. Quero transmitir essa visão às próximas gerações, inclusive ao meu filho, que seguiu a mesma carreira. Quero ser lembrada por ter unido técnica, sensibilidade e identidade feminina de forma autêntica, criando resultados que vão além da estética e tocam a autoestima e a essência das pessoas. E, por último, mas não menos importante, qual é a sua voz? O que você gostaria de gritar para o mundo se tivesse a oportunidade? Minha voz celebra a singularidade. Como pessoa autista, acredito profundamente na neurodiversidade e na beleza que existe nas diferenças. Se eu pudesse gritar algo, seria: honre quem você é por inteiro. Corpo, mente, história e identidade. A verdadeira beleza está na autenticidade.
- Bianca Zuber: O rosto como identidade, a estética como consciência
“BEAUTY” COVER EDITION - DECEMBER 2025 ISSUE Photos: Karina Rocha / Hair: Jeff Moslinger / Make: Jhon Oliver Bianca Zuber não construiu sua trajetória a partir da pressa nem da tendência. Formada em Odontologia em 2013, iniciou sua carreira no caminho mais tradicional da profissão, onde técnica, precisão e previsibilidade costumam definir o ritmo. Ainda assim, desde o início, seu olhar ultrapassava o limite funcional. Não eram apenas dentes que chamavam sua atenção, mas o rosto como um todo e aquilo que ele comunica antes mesmo de qualquer palavra. A estética facial sempre esteve presente como linguagem. Em 2014, ao realizar seu primeiro curso na área, essa inclinação ganhou profundidade e direção. O interesse se transformou em escolha consciente. Em 2016, a abertura da primeira clínica, em Campo Largo, marcou o início de uma prática que unia conhecimento técnico, observação cuidadosa e um entendimento cada vez mais claro de que trabalhar com rostos exige mais do que domínio de procedimentos. Exige leitura humana. Ao longo dos anos, sua atuação se direcionou quase integralmente à harmonização facial, até se tornar seu foco absoluto. Não por ruptura com a odontologia, mas por coerência. Para Bianca, harmonizar nunca significou transformar. Seu trabalho é guiado pela naturalidade, pela elegância e pela valorização da beleza individual. O resultado ideal não chama atenção para o procedimento, mas para a presença. Não apaga traços, revela identidade. Em 2024, a abertura da clínica em Curitiba ampliou esse projeto. Hoje, Bianca Zuber conduz duas clínicas totalmente dedicadas à harmonização facial, em Campo Largo e Curitiba, espaços pensados para acolher, cuidar e respeitar a essência de cada paciente. Mais do que expansão, esse movimento traduz uma construção sólida, ética e consistente. Nesta entrevista, Bianca fala sobre o rosto como território de identidade, sobre ética em um mundo saturado de padrões irreais, sobre maternidade, autoridade feminina e a responsabilidade silenciosa de quem trabalha diretamente com a imagem e a autoestima das pessoas. Confira entrevista completa: 1. A harmonização facial costuma ser associada à estética, mas você enxerga o rosto como território de identidade. O que ele revela além da aparência? Eu nunca enxerguei o rosto apenas como estética. O rosto é território de identidade. Ele carrega história, cansaço, força, alegrias e dores que não cabem em palavras. Antes de qualquer agulha, eu observo: como essa pessoa ocupa o próprio espaço, como ela se expressa, onde o tempo passou com mais peso. O rosto revela quem a pessoa é, e, muitas vezes, quem ela deixou de se permitir ser. 2. Em um mundo dominado por filtros e padrões irreais, qual é hoje a maior responsabilidade ética de quem trabalha com o rosto humano? Num mundo dominado por filtros e padrões irreais, a maior responsabilidade ética de quem trabalha com o rosto humano é não apagar pessoas. É não transformar insegurança em dependência, nem desejo em excesso. Meu papel não é criar versões irreais, mas devolver verdade, proporção e coerência. É lembrar, todos os dias, que beleza não é padronização, é presença. 3. Existe uma linha tênue entre valorizar e descaracterizar. Como você reconhece esse limite e o que te faz, em alguns casos, dizer não? A linha entre valorizar e descaracterizar existe, e ela é muito clara para quem escuta de verdade. Eu reconheço esse limite quando percebo que a expectativa não vem do espelho, mas da comparação. Quando o pedido não nasce do incômodo pessoal, e sim da tentativa de se encaixar. Dizer não é um ato de respeito com a paciente e com a minha própria ética. 4. Em que momento a técnica deixa de ser protocolo e passa a ser sensibilidade? A técnica deixa de ser protocolo no momento em que eu entendo que nenhum rosto é igual ao outro, nem por fora, nem por dentro. A sensibilidade não nasce em cursos, ela nasce na escuta, na observação silenciosa, nos erros que ensinam mais do que os acertos. Hoje, minha mão trabalha junto com minha intuição, e isso só veio com o tempo, com a vivência e com a coragem de não ser automática. 5. A maternidade mudou algo no seu olhar profissional? A maternidade mudou tudo. Mudou meu olhar sobre o tempo, sobre o corpo e sobre o cuidado. Depois de ser mãe, eu entendi que cada mulher chega até mim carregando muito mais do que uma queixa estética. Ela carrega responsabilidades, cansaço, renúncias. Isso me tornou mais humana, mais paciente e mais consciente do impacto que meu trabalho tem na autoestima e na vida de cada uma. 6. Como construir autoridade feminina em uma área atravessada por expectativas estéticas tão rígidas? Construir autoridade nesse cenário exige consistência, posicionamento e verdade. Eu não precisei gritar para ser ouvida, nem me masculinizar para ser respeitada. Construí minha identidade com estudo, resultados, postura e limites claros. Respeito não vem da rigidez, vem da coerência entre o que você faz, o que você fala e o que você aceita. 7. Se a harmonização não fosse sobre estética, mas sobre presença, o que você gostaria que suas pacientes levassem com elas? Se a harmonização não fosse sobre estética, mas sobre presença, eu gostaria que minhas pacientes levassem leveza. Que se olhassem com mais gentileza. Que se sentissem seguras para existir sem se esconder. Que saíssem do meu consultório não só mais bonitas, mas mais confiantes, mais donas de si, mais inteiras. 8. E por último mas não menos importante: qual é a sua voz? O que você gostaria de gritar para a humanidade se tivesse a oportunidade? A minha voz é a da verdade silenciosa. Se eu pudesse gritar algo para o mundo, eu diria: você não precisa se transformar para ser suficiente. Você só precisa se reconhecer.
- Paola Gabardo fecha o ano de 2025 com muito sucesso em sua vida pessoal e profissional!
Uma mulher de múltiplos talentos. Paola Gabardo é modelo, miss internacional, assessora jurídica e Dj! Photographer: @mariizi.fotografia / Studio: @mammuestudio / Makeup: @andermachadooo / Hair: @brunolisant / PR & Management: @gio.prates Paola começou sua carreira como modelo, representando o Brasil no concurso Miss Internacional em 2009. Mas sua paixão pela música a levou a se tornar uma DJ de sucesso, tocando em eventos renomados como o Café de La Musique em Jurerê Internacional e a Playboy Mansion Party. Seu estilo musical é uma mistura de House, Deep e Tech, com toques sutis de vocais Dentre inúmeros eventos realizados ao longo do ano, Paola foi gentilmente convidada para tocar no evento da RED BULL TETRIS. Photo Disclosure By Press Sendo figura presente e importante nos eventos da Red Bull, atuando como DJ e participando ativamente de ativações da marca, conectando esporte e música. Modelo da marca Água Viva, ela se destaca ao evidenciar seus atributos físicos e um corpo impecável. Reflexo do autocuidado diário com o corpo e também com a mente. Mens sana in corpore sano. Muito bem casada, Paola exala energia positiva, felicidade e amor inabaláveis, reflexo do seu atual momento. Com marido apaixonado e muito atencioso, Paola tem vivido dias de princesa. Tem sido assim desde seu casamento, digno de conto de fadas no Castelo do Batel em Curitiba. Photo Disclosure By Press Photo Disclosure By Press Recém voltados de viagem internacional, o casal demonstra muita sintonia e conexão, além de amizade, cumplicidade e união. O que faz toda diferença num matrimônio. Photo Disclosure By Press Em sua mansão, uma Obra de Arte com muitas cores e folhas de ouro, se destaca por sua beleza retratada pela talentosa artista plástica Ale Baggio. Presente entregue a poucos dias e que tem chamado muito atenção de seus seguidores e convidados que frequentam sua casa. 2026 já está com agenda repleta de compromissos e muita esperança de um ano próspero e promissor.
- O maior risco de 2026 não é a economia é a mentalidade das marcas, alerta Alê Vazz
Photos Disclosure Press Ignorar tendências como exaustão do consumidor, inteligência artificial em escala e o novo teste do propósito corporativo pode colocar empresas em rota de obsolescência já em 2026. A análise é do Estrategista de Legado Alê Vazz, brasileiro radicado em Londres, que atua com CEOs e fundadores na construção de estratégias de longo prazo. Segundo Vazz, o maior risco para o próximo ano não está no crescimento econômico ou na competitividade, mas na mentalidade que insiste em repetir padrões antigos em um cenário que mudou radicalmente. “O perigo de 2026 não é crescer menos. É continuar jogando o jogo errado”, afirma. Relatórios internacionais já apontam 2026 como um ponto de inflexão para o mercado global, impulsionado pela combinação de fatores como burnout do consumidor, a ascensão da chamada “joyconomy”, o teste real de propósito, o avanço da inteligência artificial e a pressão crescente por impacto social e ambiental. Para o estrategista, o “mais do mesmo” pode se tornar um risco estratégico nos próximos meses. Cinco forças que vão definir sobrevivência ou obsolescência corporativa em 2026 Vazz destaca marcos que já estão moldando decisões nas grandes corporações: • Exaustão do consumidor e a economia dos pequenos prazeres: o cansaço generalizado exige experiências com menos ruído e mais significado. • Propósito sob teste: narrativas vazias serão facilmente identificadas e penalizadas. • IA em escala: eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser obrigação – o risco agora é a marca indiferenciável. • ESG como piso mínimo: não mais vantagem competitiva, mas critério básico para sobrevivência. • Busca por significância: talentos, investidores e consumidores exigem coerência e impacto real. O estrategista alerta que marcas que chegam em 2026 operando com lógica de 2016 já começam o ano atrasadas. “Não é sobre aparecer mais. É sobre continuar relevante quando o barulho acabar”, pontua. Legado: o novo eixo estratégico Para Vazz, pensar em legado e não apenas em propósito será o divisor de águas entre marcas que permanecem e as que desaparecem. “Legado é o teste máximo do propósito. É perguntar se, daqui a 20 anos, teremos orgulho ou vergonha do que construímos.” Ele aponta que empresas líderes já estão se movimentando: do uso estratégico de IA para liberar capacidade de pensamento de longo prazo, aos planos reais de sucessão e decisões que sacrificam ganhos imediatos para proteger o futuro. O que CEOs e fundadores precisam fazer agora Entre as ações urgentes destacadas pelo especialista estão: • definir o impacto desejado para a próxima década; • alinhar narrativa, produto e operação; • colocar sucessão no centro da estratégia; • usar IA para fortalecer identidade, não padronizar; • revisar decisões sob a lente do longo prazo. Sobre o especialista Alê Vazz é Estrategista de Legado, com base em Londres, especializado em orientar CEOs e fundadores brasileiros na construção de impacto duradouro. Com atuação internacional e experiência em branding e posicionamento, conecta tendências globais a decisões práticas, ajudando líderes a transformar sucesso em significância. Reconhecido por sua abordagem centrada em permanência, trabalha com empresas interessadas em deixar um legado que resista a ciclos econômicos e modismos de mercado.
- Renovando Luxo prepara abertura de loja física em São Paulo e consolida expansão após mais de uma década no mercado de second hand premium
Photos Disclosure By Press O mercado de second hand de luxo vive um crescimento acelerado no Brasil, impulsionado por consumidores mais conscientes, pela busca por peças icônicas e pela profissionalização do setor. Nesse cenário, a Renovando Luxo, empresa comandada pela empresaria e influenciadora Kamilla Agacci Boing, inaugura sua primeira loja física em São Paulo, marcando um passo decisivo em sua trajetória de mais de dez anos. A história da marca começou de forma simples e orgânica. Kamilla, ainda no início da carreira, decidiu desapegar de algumas peças pessoais em grupos de Facebook. Para ela, não fazia sentido manter um armário repleto de itens de alto valor sem uso. O sucesso dos primeiros desapegos chamou a atenção de amigas, que passaram a pedir que ela intermediasse peças delas também. A partir desse movimento surgiu o DNA da Renovando Luxo, baseado em curadoria cuidadosa, valorização da história de cada item e um olhar apurado para o consumo inteligente. Com o tempo, a empresa cresceu de maneira estruturada até se tornar uma referência no segmento. Hoje possui sede no Sul do país e uma base sólida de consumidoras que valorizam autenticidade, procedência e luxo consciente. E prepara abertura da loja em São Paulo representando um novo capítulo nesse processo de expansão. O crescimento da Renovando Luxo ocorre em um contexto extremamente favorável. De acordo com estudo da Deep Market Insights, o mercado brasileiro de revenda de luxo movimentou 751 milhões de dólares em 2024, com projeção de alcançar mais de 3 bilhões de dólares até 2033. O crescimento anual projetado é de aproximadamente 16,9 por cento. A expansão acompanha o movimento do setor de luxo como um todo no país. Segundo pesquisa do E-commerce Brasil, o mercado brasileiro de luxo registrou faturamento de 98 bilhões de reais em 2024, mantendo média de crescimento anual de 12 por cento. Um relatório da Bain & Company também aponta que moda e itens pessoais são os segmentos mais fortes desse mercado entre consumidores de maior poder aquisitivo no Brasil. A chegada da marca a São Paulo reflete diretamente essa ascensão. Kamilla afirma que sempre quis levar a Renovando Luxo para uma cidade onde a moda tem força e onde o consumo de luxo é vivido com autenticidade, em um ambiente propício ao crescimento do second hand com propósito. Ela destaca que São Paulo acolheu a marca antes mesmo da inauguração, com captações diárias e uma curadoria intensa sendo realizada peça por peça. A empresária explica que o novo espaço foi projetado para ser mais do que uma loja. O objetivo é criar uma experiência que celebre histórias, valorize uma curadoria real e mostre que luxo também é consciência, longevidade e cuidado. Com o contato direto com o público paulistano, Kamilla percebeu tendências claras. A mulher de São Paulo é prática, informada e tem clareza sobre o que procura. Ela busca clássicos como Hermès, Chanel e Dior, além de peças marcantes que elevam o look com naturalidade. Outro ponto observado é a maturidade das consumidoras locais em relação ao mercado de second hand. Elas valorizam procedência e reconhecem o trabalho de curadoria, fatores essenciais para o crescimento sustentável do setor. A nova fase posiciona a Renovando Luxo como uma das líderes naturais do segmento no Brasil. A marca une operação digital robusta, sede estruturada no Sul e agora presença física no maior polo de consumo de moda e luxo da América Latina. Com mais de uma década transformando desapegos em novas histórias, Kamilla Agacci Boing celebra o momento e mira novos horizontes. Ela afirma que começou desapegando de algumas peças pelo Facebook e que ver o amadurecimento do negócio é motivo de orgulho. A entrada em São Paulo simboliza, para ela, o início de um ciclo ainda mais promissor.
- DLK: a marca fitness brasileira que transformou roupa em ferramenta de potência e empreendedorismo feminino
Photos Disclosure By Press Num mercado inundado por tendências rápidas e coleções descartáveis, a DLK consolidou um caminho pouco comum no universo da moda fitness: cresceu nacionalmente ao construir uma marca ancorada em valores e numa narrativa emocional que conversa diretamente com a mulher brasileira em movimento. A empresa, fundada por Arianny Vianna, não se apresenta apenas como uma produtora de roupas para treino, mas como uma marca que interpreta comportamento, energia e identidade. A proposta central parte de um conceito que se tornou quase um manifesto: vestir movimento não é vestir academia; é vestir vida. Para a DLK, a experiência da cliente começa antes do exercício, no espelho, na relação com o próprio corpo e na intenção que orienta o dia. Essa perspectiva emocional, quase espiritual, se tornou um dos diferenciais competitivos da marca, que enxerga a roupa como catalisador de foco, autoconfiança e pertencimento. Essa visão, no entanto, não se traduz em discurso motivacional, mas em estratégia empresarial. Enquanto boa parte do mercado opera guiado pelo fluxo frenético das tendências, a DLK estrutura seu processo criativo a partir de valores permanentes: autenticidade, longevidade estética e performance com significado. A lógica é simples, mas rara, no setor: criar menos ruído e mais identidade. Ao priorizar coleções que conversam entre si e constroem uma linguagem própria, a marca passou a se diferenciar não apenas pelo produto, mas pela consistência. Esse posicionamento ajudou a atrair atenção de nomes de grande influência no mercado brasileiro, com quem a DLK já realizou projetos e ativações ao longo dos últimos anos. Deborah Secco, Lorena Improta, Erika Schneider, Virgínia Fonseca, Mel Maia e outras personalidades já cruzaram o caminho da marca, contribuindo para expandir sua presença e reforçar sua identidade no cenário nacional. Outro ponto que impulsionou o crescimento da empresa foi a compreensão de que a mulher que treina demanda mais do que tecnologia têxtil. Ela busca estado emocional, conforto real e uma estética que eleva a percepção sobre si mesma. A DLK transformou essa necessidade em método: da modelagem ao estudo das cores, tudo é pensado para sustentar a rotina de mulheres que conciliam trabalho, vida pessoal, cansaço e autocuidado. A marca também projeta sua atuação para além do produto. Ao assumir que influencia comportamento, autoestima e práticas de bem-estar, a DLK se posiciona como agente ativa de uma cultura que valoriza movimento, saúde e confiança. Em um país empreendedor por natureza, onde o corpo e o ritmo fazem parte do cotidiano, a marca ocupou um espaço simbólico de conectar moda fitness a potência emocional e narrativa de vida. Hoje, ao alcançar reconhecimento nacional, a empresa passa a lidar com um novo tipo de responsabilidade: a de liderar com propósito e manter a essência que a diferenciou desde o início. Não é sobre seguir tendências, mas sobre sustentar uma linguagem própria capaz de atravessar o tempo e continuar representando a mulher brasileira em sua complexidade.
- Cau Saad representa o Brasil em imersão da BYD na China e reforça compromisso com mobilidade, bem-estar e sustentabilidade
Photos Disclosure Press A influenciadora digital e especialista em saúde e fitness Cau Saad representou o Brasil em uma imersão especial promovida pela montadora BYD na China. A ação fez parte do movimento global da marca, que vem reforçando sua presença no mercado e ampliando iniciativas voltadas à mobilidade elétrica, tecnologia e sustentabilidade. Antes da viagem, Cau já havia participado de ativações com a BYD, na Itália e no Brasil neste ano, fortalecendo a relação com a montadora e alinhando sua imagem a valores como consciência ambiental, qualidade de vida e futuro sustentável. “Foi emocionante representar o Brasil nessa imersão da BYD na China. Acredito que mobilidade, saúde e consciência ambiental andam juntas. Minha missão sempre foi promover bem-estar e qualidade de vida, e me senti honrada em levar essa mensagem também para o universo da mobilidade elétrica e da sustentabilidade”, afirmou Cau Saad. Durante a imersão, Cau participou de visitas à sede global da BYD, acompanhou apresentações sobre inovação e desenvolvimento tecnológico, testou veículos elétricos e integrou debates sobre o futuro da mobilidade sustentável no mundo. Com forte presença digital e um público que valoriza saúde, estilo de vida ativo e responsabilidade socioambiental, Cau Saad reforça o papel da BYD de aproximar a mobilidade elétrica de pessoas reais e inspirar escolhas mais conscientes e sustentáveis.
- JUJU SALIMENI — UM NATAL DE LUZ, AFETO E BELEZA
'CHRISTMAS' EDITION COVER - GLOBAL ISSUE Photos: @hallysonbysmarck / Curation: @reinalldodecarvalho / Decoration: @on.decor.oficial / Table Styling: @suamesasuasvontades / Artist’s Publicist: @kaiocezzar_ / Designer Cover and Editor-In-Chief: @directorhooks Nesta edição especial de Natal, a Hooks Magazine abre as portas da casa de Juju Salimeni para revelar não apenas sua decoração deslumbrante, mas também a essência de uma celebração que, para ela, vai muito além do brilho das luzes. Fotografada em frente à sua imponente árvore na sala de estar, Juju nos convida a entrar em um Natal que é, ao mesmo tempo, estético, emocional e profundamente humano. A mansão localizada em Alphaville, Barueri, agora cenário do nosso editorial, está inteiramente preparada para receber a família da apresentadora e empresária. E, como Juju faz questão de reforçar, decorar a casa é apenas a superfície de algo mais profundo: “Eu espero um Natal de muito amor, alegria e união. Muitas vezes, a gente esquece a verdadeira essência do Natal. A data é sobre compartilhar amor e refletir o que você pode fazer diferente para tornar a vida do outro melhor e a sua também.” Em um momento em que o mundo busca resgatar significados e reencontros, Juju traz um lembrete poderoso: o Natal é feito de gestos, de generosidade e de pequenas luzes que acendemos dentro de nós. “É uma data também para espalhar palavras positivas, perdoar e ser solidário. Desejo que todos tenham um Natal inesquecível” , completa. E inesquecível também é a decoração criada exclusivamente para ela pelo renomado decorador Reinaldo de Carvalho . O tema escolhido — Jardim de Borboletas — parece traduzir perfeitamente o momento atual da apresentadora: transformação, delicadeza e renascimento. A árvore, com mais de três metros de altura, é o grande espetáculo da sala. São cerca de 250 bolas em tamanhos e tons variados, galhos e ornamentos na paleta rosa, luzes em branco quente e detalhes que fazem o olhar dançar por cada centímetro. O destaque fica por conta de um urso rosa e das borboletas que pousam entre os galhos, como se fossem mensageiras de um novo ciclo. A composição ainda se expande pela casa: arranjos sofisticados na mesa de centro, uma guirlanda imponente e luzes decorando a fachada, criando um clima acolhedor e mágico logo na chegada. Juju recebe o Natal com intenção, beleza e propósito, exatamente como vive cada uma de suas fases. Ao posar para a Hooks Magazine em frente à árvore que simboliza sua história, seus afetos e suas esperanças para o futuro, ela se torna o reflexo perfeito do que desejamos celebrar nesta edição: momentos que iluminam, pessoas que inspiram e histórias que transformam.
- BEKA — A FORÇA QUE RECONDUZ O AFRO HOUSE ÀS SUAS ORIGENS
'MUSIC' COVER EDITION - DECEMBER 2025 ISSUE Photographer Indi Nunez / Sylist: vescah / Hair stylist: Kakau Existem artistas que criam música e existem aqueles que criam movimento. BEKA, DJ e music producer, pertence ao segundo grupo. Ao longo de sua trajetória, ela transformou o Afro House em ponte, rito e reencontro. É por isso que se torna agora o rosto da edição MUSIC da Hooks Magazine: símbolo de uma geração que honra as raízes enquanto projeta o futuro com sofisticação, espiritualidade e potência cultural. Logo no início da entrevista, BEKA deixou claro que sua jornada nunca foi apenas sobre batidas, mas sobre pertencimento. “Sempre me senti profundamente ligada à cena sul-africana pela força espiritual e ancestral do som” , contou. Essa conexão não foi planejada, floresceu naturalmente, como se a música reconhecesse nela uma guardiã de sua origem. Das colaborações com Lizwi, Soul Madondo, Natasha MD e a DJ e produtora Charley Dixon ao encontro recente com o coletivo African Movers, tudo nasce de trocas sinceras que atravessam fronteiras, geografias e ritmos. BEKA enxerga cada parceria como um templo criativo onde diferentes ancestralidades coexistem. “Esses projetos são construídos com muita escuta e respeito” , afirma. “O som nasce do encontro, nunca da sobreposição.” Sua abordagem ecoa como um lembrete de que colaboração, quando feita com consciência, é também um ato político: preservar identidades enquanto se cria algo novo. Seu processo criativo vai muito além da mesa de mixagem. Antes de qualquer beat, existe conversa, troca espiritual, alinhamento de intenções. É desse mergulho profundo que emergem faixas que funcionam na pista, mas também dentro de cada ouvinte. “Falamos de vida, espiritualidade, ancestralidade e intenções. Só depois a música toma forma” , explica. E quando o processo envolve uma energia coletiva tão vibrante quanto a dos African Movers, a criação ganha uma camada extra de força e significado. Não é exagero dizer que BEKA se tornou um elo essencial entre a expansão global do Afro House e suas raízes africanas. Ela entende que o gênero só cresce de forma legítima quando sua origem é respeitada. “Trabalhar com artistas e coletivos sul-africanos é reconhecer onde tudo começou e construir o futuro com responsabilidade cultural.” Em tempos de apropriação e diluição estética, sua postura se torna quase revolucionária. E o que vem a seguir? BEKA não desacelera. Está preparando novos lançamentos, novas colaborações e experiências ao vivo que prometem expandir ainda mais sua narrativa sonora, ancestral, contemporânea e profundamente conectada à terra que inspirou tudo. Sua missão é clara: amplificar vozes, histórias e ritmos que carregam verdade. Confira entrevista exclusiva: 1. Como surgiu sua conexão com artistas da África do Sul? Essa conexão nasceu de forma muito orgânica. Sempre me senti profundamente ligada à cena sul-africana pela força espiritual e ancestral do som. As colaborações com Lizwi, Soul Madondo, Natasha MD, a DJ e produtora Charley Dixon, e agora também com o coletivo African Movers, surgiram desse reconhecimento mútuo e de uma troca artística verdadeira que atravessa fronteiras. 2. Como você equilibra colaboração e respeito cultural nesses trabalhos? Esses projetos são construídos com muita escuta e respeito. Cada artista e coletivo traz sua identidade, sua história e sua energia. Meu papel é criar um espaço onde todas essas potências coexistem. Com Lizwi, Soul Madondo, Natasha MD, Charley Dixon e os African Movers, o som nasce do encontro, nunca da sobreposição. 3. Como é o processo criativo nessas colaborações internacionais? O processo começa muito antes do estúdio. Falamos de vida, espiritualidade, ancestralidade e intenções. Só depois a música toma forma. Trabalhar com artistas e coletivos como os African Movers amplia ainda mais essa troca, porque existe uma energia coletiva muito forte que guia a criação. 4. Que mensagem esses lançamentos carregam? São faixas que falam de cura, pertencimento e força coletiva. Queremos que a música funcione tanto na pista quanto internamente. Cada colaboração carrega uma verdade — seja na voz, no ritmo ou na energia compartilhada. 5. Como essas parcerias influenciam o Afro House global? Essas parcerias reforçam a importância de manter a raiz do Afro House viva enquanto ele cresce globalmente. Trabalhar com artistas e coletivos sul-africanos, como os African Movers, é reconhecer onde tudo começou e construir o futuro com responsabilidade cultural. 6. O que vem por aí? Mais lançamentos com artistas e coletivos, novos projetos colaborativos e experiências ao vivo. Meu foco é aprofundar essas conexões e levar essa narrativa sonora — potente, ancestral e contemporânea — para novos palcos e públicos ao redor do mundo.
- Dra. Denise Torejane: quando a medicina encontra estética, sensibilidade e propósito
'HEALTH' COVER EDITION - DECEMBER 2025 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ @demmacedo / Beauty: @g.make.hair / Video: @olivervideomaker_ / Styling: @callmebylacerda / Studio: @openestudio Há médicos que operam corpos. Há médicos que transformam vidas. E há médicos como a Dra. Denise Torejane, que faz as duas coisas com a mesma precisão com que escolhe suas técnicas cirúrgicas e também seus gestos. Entre bisturis, luzes frias de centro cirúrgico e prontuários minuciosos, ela construiu algo raro: um universo onde ciência, acolhimento e estética caminham lado a lado. Fundadora da DT Cirurgia Plástica, especialista em contorno corporal e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica desde 2010, Denise tornou técnica e sensibilidade duas forças que não se anulam, mas que se fortalecem mutuamente. Sua abordagem é rigorosa, minuciosa, fundamentada em evidências, mas também calorosa e humana. Não por acaso, muitas pacientes a chamam de fada madrinha. Não pela fantasia do impossível, mas pela capacidade real de restaurar autoestima com segurança, delicadeza e verdade. Em um setor que movimentou mais de dois milhões de procedimentos no Brasil segundo o ISAPS, Denise poderia ter escolhido o caminho da automatização. Mas fez o oposto. A DT Cirurgia Plástica funciona como um ecossistema de cuidado completo: bioimpedância, termografia, tecnologias de preparo, laser, fisioterapia avançada, nutricionista e enfermeiras especializadas que acompanham cada etapa de forma individual. A estratégia não é tendência. É filosofia. “Segurança, performance e acolhimento fazem parte de tudo o que oferecemos” , explica. “A paciente não recebe apenas uma cirurgia. Ela recebe estrutura, orientação, presença.” O modelo inclui o selo “Cuidado 360 no pós operatório” , que acompanha o momento em que a paciente sai da sala de cirurgia até o retorno ao cotidiano. É medicina funcional aplicada à cirurgia plástica. É tecnologia a serviço de uma recuperação mais rápida, mais confortável, mais humana. Embora sempre tenha sido dedicada e perfeccionista, Denise afirma que a maternidade reconfigurou seu olhar. “Hoje entro na sala de cirurgia com o mesmo conhecimento de sempre, mas com uma nova bagagem” , diz. “A maternidade me ensinou que cada paciente chega com uma história, um medo, um sonho.” Essa compreensão é o que dá corpo ao seu método. É ela quem sustenta um ritmo de consulta que escuta mais do que define. Que acolhe mais do que impõe. Que entende que autoestima é uma construção emocional antes de ser uma construção estética. Entre os procedimentos mais procurados está o Mommy Makeover, não apenas pela promessa de redefinir contornos, mas pela devolução de algo mais profundo: a sensação de pertencimento ao próprio corpo. “Após a maternidade, muitas mulheres se veem com mudanças importantes, incômodos e baixa autoestima” , explica Denise. Com protocolos avançados, combinações cirúrgicas seguras e tecnologias de suporte, o Mommy Makeover devolve naturalidade ao abdome, elegância às mamas e definição às silhuetas. Para muitas, é o marco de um novo início. Ao cuidar de mulheres que desejam se sentir melhor em seus corpos, Denise também vive, na própria pele, a importância da estética como símbolo de respeito consigo mesma. Ela gosta de moda. Gosta de se vestir bem. Gosta da comunicação silenciosa que uma boa escolha transmite. Para ela, vestir-se é autocuidado. É mensagem. É postura. E talvez por isso a clínica tenha uma estética tão refinada quanto sua prática médica. Porque a forma também comunica. E Denise compreende isso com profundidade. Não como vaidade, mas como intenção. Há algo de poético no fato de ser chamada de fada madrinha. O título nasce da percepção que muitas pacientes têm ao vivenciar seu cuidado: ela não entrega somente resultado. Entrega segurança. Entrega verdade. Entrega presença. Técnica e acolhimento juntos, como ela diz, são a chave para recuperar autoestima com segurança. A filosofia da DT Cirurgia Plástica não termina no resultado. A cirurgia é o início, não o fim. O corpo precisa de manutenção, de atenção, de respeito. Muitas vezes, precisa de reencontro. E é isso que Denise devolve: uma porta de entrada para um novo capítulo na vida da mulher. Após mergulharmos em sua história e filosofia profissional, convidamos a Dra. Denise para compartilhar, com autenticidade e profundidade, os bastidores da mulher e da médica por trás da DT Cirurgia Plástica. 1. A medicina sempre esteve presente na sua trajetória. Em que momento você percebeu que a cirurgia plástica seria sua forma de transformar vidas? Desde a infância houve um despertar para a medicina. Entrei na faculdade muito cedo, com 17 anos, e desde então me encantei pela possibilidade de intervir e ajudar pessoas a encontrar novos caminhos, seja pela saúde ou pelos aconselhamentos. O universo da cirurgia plástica chamou minha atenção pela visão global do individuo, pela análise das tridimensionalidades e proporcionalidades. Ao escutar cada história de vida percebi que a verdadeira transformação acontecia de dentro para fora. Havia um florescimento da autoestima e da autoconfiança que tornava os resultados estéticos ainda mais belos. 2. Você é reconhecida pela precisão técnica e atenção aos detalhes. Como essas características moldam seu estilo cirúrgico e os resultados que entrega? Os detalhes sempre marcaram minhas escolhas. Desde o sombreamento elegante em uma obra de arte até a melodia complexa da musica clássica. Transfiro essa sensibilidade para a metodologia única que aplico em minhas cirurgias, sempre com foco na harmonia e na naturalidade. 3. A maternidade é uma experiência transformadora, e não foi diferente para você. De que forma ela redefiniu sua sensibilidade e seu olhar para o cuidado das pacientes? A maternidade abriu portas para um olhar mais empático sobre as transformações que a gestação causa e sobre todo o acolhimento que cada paciente merece. Ela trouxe leveza, compreensão e um cuidado mais atento às dores e histórias de cada mulher. 4. Hoje sua clínica adota um modelo de planejamento cirúrgico avançado. O que significa, na prática, oferecer uma jornada integrada antes, durante e depois da cirurgia? Passar por uma cirurgia requer planejamento, e levamos esse conceito para dentro da clínica e para a mentalidade das pacientes. São muitas histórias de superação. Mulheres que deixaram o autocuidado em segundo plano, priorizando família e carreira. O primeiro passo é entender que existe uma equipe multidisciplinar priorizando sua saúde. Nutricionista, enfermeira e fisioterapia atuam em protocolos desenhados comigo para garantir segurança e resultados consistentes. 5. A DT Cirurgia Plástica reúne uma equipe multidisciplinar. Por que essa abordagem é tão importante para a segurança e a experiência das pacientes? A saúde de cada paciente é prioridade absoluta para nós. Realizamos suplementações e tratamentos que potencializam o metabolismo. Com parâmetros baseados na cirurgia plástica funcional, o corpo responde de forma mais leve aos procedimentos, oferecendo mais segurança e bem-estar. 6. Você utiliza tecnologias como bioimpedância, termografia e laser para personalizar tratamentos. Como a tecnologia potencializa e não substitui o olhar humano? "Conheça todas as teorias e domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana", como diz Carl Jung. Essa citação norteia minha conduta com as pacientes. O olhar humano sempre será único. As tecnologias potencializam esse olhar, funcionando como ferramentas úteis para a personalização de cada tratamento. 7. O cuidado 360 da sua clínica ganhou destaque pela estrutura inovadora de suporte no pós operatório. Quais impactos essa metodologia traz para a recuperação? Cada paciente traz inseguranças e histórias de superação. Por isso, o projeto é construído para que cada mulher se sinta única e abraçada. Com uma equipe alinhada e especializada, a experiência no pós operatório se torna mais leve, segura e acolhedora. 8. O Mommy Makeover tem sido cada vez mais procurado. O que você observa emocionalmente e fisicamente nas mulheres que buscam esse procedimento após a maternidade? A maternidade é maravilhosa, mas pode carregar cicatrizes físicas e emocionais. Muitas mães procuram uma solução segura para resgatar sua autoestima. Utilizamos uma metodologia segura para associar procedimentos e entregar resultados consistentes com mudanças reais. Sentir-se confiante diante do espelho é uma das sensações mais marcantes que elas relatam. 9. Pacientes de outros países também procuram sua clínica. Como vocês adaptam protocolos para garantir uma recuperação eficiente e segura para quem tem pouco tempo no Brasil? Com o aumento da procura de pacientes que vivem no exterior, criamos protocolos focados em recovery. Personalizamos tudo de acordo com o período de permanência no Brasil e ajustamos fisioterapia avançada, nutrição funcional e cuidados de enfermagem intensivos. Além disso, mantemos acompanhamento e orientações com acesso direto à equipe mesmo a distancia, garantindo segurança e tranquilidade. 10. Muitas pacientes passaram a chama-la de fada madrinha. O que esse apelido representa para você e para a forma como conduz o cuidado dentro da DT Cirurgia Plástica? Acredito que seja uma forma carinhosa de expressar gratidão por terem vivenciado uma experiência de transformação verdadeira. Representa o reconhecimento de que cada mulher conseguiu se reconectar com sua essência. 11. Qual foi o momento mais marcante da sua carreira, aquele que reafirmou que você estava exatamente na área certa? Receber filhas, amigas ou familiares de pacientes que passaram pelo processo anteriormente é o maior voto de confiança que posso receber. Revela que meu trabalho foi construído em bases solidas e que tocou vidas de forma genuína. Saber que mulheres confiam seus entes queridos ao meu cuidado reafirma que estou no caminho certo. 12. A moda dialoga com corpo, identidade e autoestima. Como seu olhar para estética e proporção conversa com seu gosto pessoal pela moda e influencia a forma como orienta suas pacientes? A moda é uma forma de se expressar e ser percebido. Acredito que a beleza verdadeira transcende modismos. O belo sempre será atemporal. É nessa busca que norteio cada curva desenhada nas pacientes, sempre focando em elegância e naturalidade. 13. E, por último mas não menos importante: o que você gostaria de "gritar" para o mundo se tivesse a oportunidade? Quando você se coloca em primeiro lugar, está dizendo ao universo que merece o melhor que ele pode oferecer.
- Richard Harary: o visionário brasileiro que transformou a maternidade em experiência e criou a MacroBaby, referência mundial em Orlando
Photo Disclosure Press Richard Harary é um daqueles empresários que traduzem, na prática, o quanto visão, propósito e coragem podem transformar sonhos em realidade, mesmo em um mercado tão competitivo quanto o dos Estados Unidos. Muito antes de se tornar referência no varejo infantil americano, Richard já carregava dentro de si a motivação que guiaria todo o seu futuro: oferecer às famílias, especialmente às mães, uma experiência acolhedora, completa e inesquecível. Quando sua filha estava para nascer, ele percebeu uma lacuna clara: famílias, principalmente brasileiras, enfrentavam enormes dificuldades para montar um enxoval com orientação qualificada, variedade real de produtos e um atendimento humano, capaz de entender suas necessidades e ansiedades. Foi dessa sensibilidade e desse olhar afiado para oportunidades que nasceu a MacroBaby, hoje reconhecida como a maior loja física especializada em produtos para bebês dos Estados Unidos. Photo Disclosure Press Instalada em Orlando, a MacroBaby rapidamente se tornou o que muitos chamam de “o parque temático das mamães”. A ideia de Richard nunca foi apenas vender produtos, mas criar um ambiente capaz de transformar o enxoval em uma experiência completa. A loja oferece consultores especializados, testadores de produtos, maternidade de bonecas, sessões de ultrassom, personalização de peças e diversos serviços que tornam cada visita única. Com liderança visionária e atenção aos detalhes, Richard Harary construiu uma marca que conquistou tanto o público americano quanto milhares de famílias brasileiras que viajam todos os anos à Flórida. Hoje, a MacroBaby é referência internacional, oferecendo desde itens básicos como fraldas até carrinhos de última geração, com atendimento em português, inglês e espanhol sempre com o compromisso de ajudar pais e mães a iniciarem a maternidade com confiança, carinho e a melhor estrutura possível. A trajetória de Richard é, acima de tudo, a história de um empresário brasileiro bem-sucedido que não apenas conquistou os Estados Unidos, mas criou um conceito inovador que impacta famílias do mundo inteiro.
- VERSEVOID - A MARCA QUE TRANSFORMA MEMÓRIA AFETIVA EM ESTÉTICA AUTORAL
A Versevoid nasceu em 2017 como um brechó criado por Bruna Soares, movido pela paixão por moda sustentável e estética vintage. As peças únicas chamavam atenção, mas impossibilitavam a recompra. Quando Bruna e Vitor Amaral começaram a produzir camisetas, perceberam que ali havia algo maior que uma renda extra. Surgia uma comunidade fiel, que reconhecia de imediato o estilo Versevoid e transformou Bruna na versedona das redes. Photo: Marcelo Camacho A marca sempre se guiou por música, cinema e memória afetiva. Essa combinação se tornou o DNA das estampas: um universo que parece um filme indie com sua música favorita tocando ao fundo. As camisetas de turnê reforçaram essa ligação emocional. São lançamentos aguardados e usados em momentos importantes, guardados como lembranças afetivas. O processo artesanal de serigrafia é um dos pilares da marca. Cada peça é produzida manualmente para garantir qualidade e durabilidade, permitindo inclusive que clientes personalizem cores e tornem o produto ainda mais pessoal. A estética Versevoid é reconhecida pelos traços vintage, inspirados em pôsteres antigos, zines dos anos oitenta, noventa e dois mil e paletas nostálgicas. Nada é exagerado, tudo é pensado exclusivamente para o tecido. Photo: Marcelo Camacho Com o crescimento, o catálogo passou a incluir modelagens próprias, ecobags, moletons e acessórios. As referências do casal seguem alimentando a criatividade. São músicas, filmes e mais de cem shows que marcaram suas vidas e que acabam convertidos em estampas que o público vê como fan merch autêntico. O relacionamento com os clientes é parte essencial da marca. A troca constante de referências funciona como pesquisa viva e inspiração direta para novas coleções e projetos. Para o futuro, a Versevoid planeja ampliar esse universo com editoriais, zines, cápsulas temáticas e mais produtos autorais. Photo: Bruna Therolly A marca que começou como um brechó agora se consolida como uma comunidade criativa. Para muitos, a Versevoid é mais do que uma loja. É aquele amigo que compartilha músicas, filmes e estampas que carregam história. Confira entrevista com a fundadora: 1. A Versevoid nasceu como um brechó e evoluiu até se tornar uma marca com estética própria. Em que momento vocês perceberam que havia algo maior ali, algo que poderia ultrapassar a ideia inicial de renda extra? Com as peças de brechó percebemos que nossa curadoria e estética agradavam, porém por serem peças únicas não havia como ter recompra, e muitos clientes ficavam frustrados em não conseguir comprar, foi então que com as camisetas conseguimos além de atrair um público maior, criar uma comunidade e fidelizar. Photo: Marcelo Camacho 2. A música, o cinema e a memória afetiva são pilares claros na identidade da marca. Como esses elementos se transformam, na prática, em estampas e produtos com tanta personalidade? Por muito tempo nosso principal material de inspiração foi "Se eu gosto, eles (os clientes) vão gostar também" e dá certo, hoje o contrário também acontece "Se eles gostam, a gente vai gostar também" e aí tudo que fazemos é traduzir para nossa estética aquilo que já é gosto pessoal. Photo: Bruna Therolly 3. A produção manual em serigrafia é um diferencial importante da Versevoid. Por que manter um processo tão artesanal em um mercado que caminha cada vez mais para a produção rápida e industrial? Como nossas estampas carregam muita memória afetiva e identidade, é primordial que a qualidade delas seja a melhor possível, e a serigrafia é o melhor método do mercado, que pode ser artesanal para menor escala como a nossa, mas grandes marcas utilizam também com máquinas automatizadas. O principal aspecto é a durabilidade, serigrafia dura pra sempre, diferente de métodos mais novos que dependem de quantidade de lavagens para manter a mesma qualidade inicial e nós queremos que nossas peças, de fato, tenham vida longa. Photo: Bruna Therolly 4. Os clientes costumam identificar rapidamente um “estilo Versevoid”. O que vocês acham que define essa estética e como ela evoluiu desde o início da marca? Como o vintage permeia muito nosso trabalho, os anos garimpando peças de brechó moldou meu senso estético, então creio que esse estilo vem basicamente de uma era pré internet plena, sempre penso os designs para apenas uma mídia: o tecido, as referências passam por pôsteres antigos (muitas vezes também feitos com serigrafia) ou zines feitos nos anos 80/90/00, as paletas são definidas sem ser minimalista, mas também sem proporções ou cores exageradas. Eu costumo dizer que nostalgia é meu negócio, porque descobri que mais pessoas são como eu, rs, então tudo que for feito vai ter um toque vintage, retrô. Photo: Marcelo Camacho 5. As camisetas de turnê se tornaram itens muito esperados pelos consumidores. Como vocês enxergam essa relação emocional das pessoas com as peças e de que forma isso influencia a criação de novos produtos? A gente acha o máximo que as pessoas esperem lançarmos algo para usarem naquele momento especial e depois guardarem com maior carinho, então tentamos ao máximo traduzir a estética do artista/banda com as informações da turnê, bem como as camisetas antigamente que eram até vendidas pelos próprios artistas e hoje em dia são relíquias no mercado vintage. Photo: Ivan Flopes 6. Hoje a Versevoid é vista quase como um amigo que apresenta referências, músicas e filmes. Como vocês cultivam essa proximidade com o público e qual o impacto dessa troca criativa no futuro da marca? Funciona como uma retroalimentação, gosto de notar como os clientes nos mantêm atuais e relevantes. Percebemos altas de interesse por temas através deles, é praticamente nossa base de pesquisa e Coolhunting . Da mesma forma, muitos comentam que passaram a conhecer certos artistas por nossa causa. Para o futuro da marca, essa troca deve se refletir em mais coleções de artistas, mais produtos com a nossa marca e em projetos que ampliem esse universo; editoriais, zines, cápsulas temáticas e peças que traduzam diretamente o que observamos nessa conversa contínua com o público. Photo: Ivan Flopes Photo: Marcelo Camacho












