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- Cau Saad representa o Brasil em imersão da BYD na China e reforça compromisso com mobilidade, bem-estar e sustentabilidade
Photos Disclosure Press A influenciadora digital e especialista em saúde e fitness Cau Saad representou o Brasil em uma imersão especial promovida pela montadora BYD na China. A ação fez parte do movimento global da marca, que vem reforçando sua presença no mercado e ampliando iniciativas voltadas à mobilidade elétrica, tecnologia e sustentabilidade. Antes da viagem, Cau já havia participado de ativações com a BYD, na Itália e no Brasil neste ano, fortalecendo a relação com a montadora e alinhando sua imagem a valores como consciência ambiental, qualidade de vida e futuro sustentável. “Foi emocionante representar o Brasil nessa imersão da BYD na China. Acredito que mobilidade, saúde e consciência ambiental andam juntas. Minha missão sempre foi promover bem-estar e qualidade de vida, e me senti honrada em levar essa mensagem também para o universo da mobilidade elétrica e da sustentabilidade”, afirmou Cau Saad. Durante a imersão, Cau participou de visitas à sede global da BYD, acompanhou apresentações sobre inovação e desenvolvimento tecnológico, testou veículos elétricos e integrou debates sobre o futuro da mobilidade sustentável no mundo. Com forte presença digital e um público que valoriza saúde, estilo de vida ativo e responsabilidade socioambiental, Cau Saad reforça o papel da BYD de aproximar a mobilidade elétrica de pessoas reais e inspirar escolhas mais conscientes e sustentáveis.
- JUJU SALIMENI — UM NATAL DE LUZ, AFETO E BELEZA
'CHRISTMAS' EDITION COVER - GLOBAL ISSUE Photos: @hallysonbysmarck / Curation: @reinalldodecarvalho / Decoration: @on.decor.oficial / Table Styling: @suamesasuasvontades / Artist’s Publicist: @kaiocezzar_ / Designer Cover and Editor-In-Chief: @directorhooks Nesta edição especial de Natal, a Hooks Magazine abre as portas da casa de Juju Salimeni para revelar não apenas sua decoração deslumbrante, mas também a essência de uma celebração que, para ela, vai muito além do brilho das luzes. Fotografada em frente à sua imponente árvore na sala de estar, Juju nos convida a entrar em um Natal que é, ao mesmo tempo, estético, emocional e profundamente humano. A mansão localizada em Alphaville, Barueri, agora cenário do nosso editorial, está inteiramente preparada para receber a família da apresentadora e empresária. E, como Juju faz questão de reforçar, decorar a casa é apenas a superfície de algo mais profundo: “Eu espero um Natal de muito amor, alegria e união. Muitas vezes, a gente esquece a verdadeira essência do Natal. A data é sobre compartilhar amor e refletir o que você pode fazer diferente para tornar a vida do outro melhor e a sua também.” Em um momento em que o mundo busca resgatar significados e reencontros, Juju traz um lembrete poderoso: o Natal é feito de gestos, de generosidade e de pequenas luzes que acendemos dentro de nós. “É uma data também para espalhar palavras positivas, perdoar e ser solidário. Desejo que todos tenham um Natal inesquecível” , completa. E inesquecível também é a decoração criada exclusivamente para ela pelo renomado decorador Reinaldo de Carvalho . O tema escolhido — Jardim de Borboletas — parece traduzir perfeitamente o momento atual da apresentadora: transformação, delicadeza e renascimento. A árvore, com mais de três metros de altura, é o grande espetáculo da sala. São cerca de 250 bolas em tamanhos e tons variados, galhos e ornamentos na paleta rosa, luzes em branco quente e detalhes que fazem o olhar dançar por cada centímetro. O destaque fica por conta de um urso rosa e das borboletas que pousam entre os galhos, como se fossem mensageiras de um novo ciclo. A composição ainda se expande pela casa: arranjos sofisticados na mesa de centro, uma guirlanda imponente e luzes decorando a fachada, criando um clima acolhedor e mágico logo na chegada. Juju recebe o Natal com intenção, beleza e propósito, exatamente como vive cada uma de suas fases. Ao posar para a Hooks Magazine em frente à árvore que simboliza sua história, seus afetos e suas esperanças para o futuro, ela se torna o reflexo perfeito do que desejamos celebrar nesta edição: momentos que iluminam, pessoas que inspiram e histórias que transformam.
- BEKA — A FORÇA QUE RECONDUZ O AFRO HOUSE ÀS SUAS ORIGENS
'MUSIC' COVER EDITION - DECEMBER 2025 ISSUE Photographer Indi Nunez / Sylist: vescah / Hair stylist: Kakau Existem artistas que criam música e existem aqueles que criam movimento. BEKA, DJ e music producer, pertence ao segundo grupo. Ao longo de sua trajetória, ela transformou o Afro House em ponte, rito e reencontro. É por isso que se torna agora o rosto da edição MUSIC da Hooks Magazine: símbolo de uma geração que honra as raízes enquanto projeta o futuro com sofisticação, espiritualidade e potência cultural. Logo no início da entrevista, BEKA deixou claro que sua jornada nunca foi apenas sobre batidas, mas sobre pertencimento. “Sempre me senti profundamente ligada à cena sul-africana pela força espiritual e ancestral do som” , contou. Essa conexão não foi planejada, floresceu naturalmente, como se a música reconhecesse nela uma guardiã de sua origem. Das colaborações com Lizwi, Soul Madondo, Natasha MD e a DJ e produtora Charley Dixon ao encontro recente com o coletivo African Movers, tudo nasce de trocas sinceras que atravessam fronteiras, geografias e ritmos. BEKA enxerga cada parceria como um templo criativo onde diferentes ancestralidades coexistem. “Esses projetos são construídos com muita escuta e respeito” , afirma. “O som nasce do encontro, nunca da sobreposição.” Sua abordagem ecoa como um lembrete de que colaboração, quando feita com consciência, é também um ato político: preservar identidades enquanto se cria algo novo. Seu processo criativo vai muito além da mesa de mixagem. Antes de qualquer beat, existe conversa, troca espiritual, alinhamento de intenções. É desse mergulho profundo que emergem faixas que funcionam na pista, mas também dentro de cada ouvinte. “Falamos de vida, espiritualidade, ancestralidade e intenções. Só depois a música toma forma” , explica. E quando o processo envolve uma energia coletiva tão vibrante quanto a dos African Movers, a criação ganha uma camada extra de força e significado. Não é exagero dizer que BEKA se tornou um elo essencial entre a expansão global do Afro House e suas raízes africanas. Ela entende que o gênero só cresce de forma legítima quando sua origem é respeitada. “Trabalhar com artistas e coletivos sul-africanos é reconhecer onde tudo começou e construir o futuro com responsabilidade cultural.” Em tempos de apropriação e diluição estética, sua postura se torna quase revolucionária. E o que vem a seguir? BEKA não desacelera. Está preparando novos lançamentos, novas colaborações e experiências ao vivo que prometem expandir ainda mais sua narrativa sonora, ancestral, contemporânea e profundamente conectada à terra que inspirou tudo. Sua missão é clara: amplificar vozes, histórias e ritmos que carregam verdade. Confira entrevista exclusiva: 1. Como surgiu sua conexão com artistas da África do Sul? Essa conexão nasceu de forma muito orgânica. Sempre me senti profundamente ligada à cena sul-africana pela força espiritual e ancestral do som. As colaborações com Lizwi, Soul Madondo, Natasha MD, a DJ e produtora Charley Dixon, e agora também com o coletivo African Movers, surgiram desse reconhecimento mútuo e de uma troca artística verdadeira que atravessa fronteiras. 2. Como você equilibra colaboração e respeito cultural nesses trabalhos? Esses projetos são construídos com muita escuta e respeito. Cada artista e coletivo traz sua identidade, sua história e sua energia. Meu papel é criar um espaço onde todas essas potências coexistem. Com Lizwi, Soul Madondo, Natasha MD, Charley Dixon e os African Movers, o som nasce do encontro, nunca da sobreposição. 3. Como é o processo criativo nessas colaborações internacionais? O processo começa muito antes do estúdio. Falamos de vida, espiritualidade, ancestralidade e intenções. Só depois a música toma forma. Trabalhar com artistas e coletivos como os African Movers amplia ainda mais essa troca, porque existe uma energia coletiva muito forte que guia a criação. 4. Que mensagem esses lançamentos carregam? São faixas que falam de cura, pertencimento e força coletiva. Queremos que a música funcione tanto na pista quanto internamente. Cada colaboração carrega uma verdade — seja na voz, no ritmo ou na energia compartilhada. 5. Como essas parcerias influenciam o Afro House global? Essas parcerias reforçam a importância de manter a raiz do Afro House viva enquanto ele cresce globalmente. Trabalhar com artistas e coletivos sul-africanos, como os African Movers, é reconhecer onde tudo começou e construir o futuro com responsabilidade cultural. 6. O que vem por aí? Mais lançamentos com artistas e coletivos, novos projetos colaborativos e experiências ao vivo. Meu foco é aprofundar essas conexões e levar essa narrativa sonora — potente, ancestral e contemporânea — para novos palcos e públicos ao redor do mundo.
- Dra. Denise Torejane: quando a medicina encontra estética, sensibilidade e propósito
'HEALTH' COVER EDITION - DECEMBER 2025 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ @demmacedo / Beauty: @g.make.hair / Video: @olivervideomaker_ / Styling: @callmebylacerda / Studio: @openestudio Há médicos que operam corpos. Há médicos que transformam vidas. E há médicos como a Dra. Denise Torejane, que faz as duas coisas com a mesma precisão com que escolhe suas técnicas cirúrgicas e também seus gestos. Entre bisturis, luzes frias de centro cirúrgico e prontuários minuciosos, ela construiu algo raro: um universo onde ciência, acolhimento e estética caminham lado a lado. Fundadora da DT Cirurgia Plástica, especialista em contorno corporal e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica desde 2010, Denise tornou técnica e sensibilidade duas forças que não se anulam, mas que se fortalecem mutuamente. Sua abordagem é rigorosa, minuciosa, fundamentada em evidências, mas também calorosa e humana. Não por acaso, muitas pacientes a chamam de fada madrinha. Não pela fantasia do impossível, mas pela capacidade real de restaurar autoestima com segurança, delicadeza e verdade. Em um setor que movimentou mais de dois milhões de procedimentos no Brasil segundo o ISAPS, Denise poderia ter escolhido o caminho da automatização. Mas fez o oposto. A DT Cirurgia Plástica funciona como um ecossistema de cuidado completo: bioimpedância, termografia, tecnologias de preparo, laser, fisioterapia avançada, nutricionista e enfermeiras especializadas que acompanham cada etapa de forma individual. A estratégia não é tendência. É filosofia. “Segurança, performance e acolhimento fazem parte de tudo o que oferecemos” , explica. “A paciente não recebe apenas uma cirurgia. Ela recebe estrutura, orientação, presença.” O modelo inclui o selo “Cuidado 360 no pós operatório” , que acompanha o momento em que a paciente sai da sala de cirurgia até o retorno ao cotidiano. É medicina funcional aplicada à cirurgia plástica. É tecnologia a serviço de uma recuperação mais rápida, mais confortável, mais humana. Embora sempre tenha sido dedicada e perfeccionista, Denise afirma que a maternidade reconfigurou seu olhar. “Hoje entro na sala de cirurgia com o mesmo conhecimento de sempre, mas com uma nova bagagem” , diz. “A maternidade me ensinou que cada paciente chega com uma história, um medo, um sonho.” Essa compreensão é o que dá corpo ao seu método. É ela quem sustenta um ritmo de consulta que escuta mais do que define. Que acolhe mais do que impõe. Que entende que autoestima é uma construção emocional antes de ser uma construção estética. Entre os procedimentos mais procurados está o Mommy Makeover, não apenas pela promessa de redefinir contornos, mas pela devolução de algo mais profundo: a sensação de pertencimento ao próprio corpo. “Após a maternidade, muitas mulheres se veem com mudanças importantes, incômodos e baixa autoestima” , explica Denise. Com protocolos avançados, combinações cirúrgicas seguras e tecnologias de suporte, o Mommy Makeover devolve naturalidade ao abdome, elegância às mamas e definição às silhuetas. Para muitas, é o marco de um novo início. Ao cuidar de mulheres que desejam se sentir melhor em seus corpos, Denise também vive, na própria pele, a importância da estética como símbolo de respeito consigo mesma. Ela gosta de moda. Gosta de se vestir bem. Gosta da comunicação silenciosa que uma boa escolha transmite. Para ela, vestir-se é autocuidado. É mensagem. É postura. E talvez por isso a clínica tenha uma estética tão refinada quanto sua prática médica. Porque a forma também comunica. E Denise compreende isso com profundidade. Não como vaidade, mas como intenção. Há algo de poético no fato de ser chamada de fada madrinha. O título nasce da percepção que muitas pacientes têm ao vivenciar seu cuidado: ela não entrega somente resultado. Entrega segurança. Entrega verdade. Entrega presença. Técnica e acolhimento juntos, como ela diz, são a chave para recuperar autoestima com segurança. A filosofia da DT Cirurgia Plástica não termina no resultado. A cirurgia é o início, não o fim. O corpo precisa de manutenção, de atenção, de respeito. Muitas vezes, precisa de reencontro. E é isso que Denise devolve: uma porta de entrada para um novo capítulo na vida da mulher. Após mergulharmos em sua história e filosofia profissional, convidamos a Dra. Denise para compartilhar, com autenticidade e profundidade, os bastidores da mulher e da médica por trás da DT Cirurgia Plástica. 1. A medicina sempre esteve presente na sua trajetória. Em que momento você percebeu que a cirurgia plástica seria sua forma de transformar vidas? Desde a infância houve um despertar para a medicina. Entrei na faculdade muito cedo, com 17 anos, e desde então me encantei pela possibilidade de intervir e ajudar pessoas a encontrar novos caminhos, seja pela saúde ou pelos aconselhamentos. O universo da cirurgia plástica chamou minha atenção pela visão global do individuo, pela análise das tridimensionalidades e proporcionalidades. Ao escutar cada história de vida percebi que a verdadeira transformação acontecia de dentro para fora. Havia um florescimento da autoestima e da autoconfiança que tornava os resultados estéticos ainda mais belos. 2. Você é reconhecida pela precisão técnica e atenção aos detalhes. Como essas características moldam seu estilo cirúrgico e os resultados que entrega? Os detalhes sempre marcaram minhas escolhas. Desde o sombreamento elegante em uma obra de arte até a melodia complexa da musica clássica. Transfiro essa sensibilidade para a metodologia única que aplico em minhas cirurgias, sempre com foco na harmonia e na naturalidade. 3. A maternidade é uma experiência transformadora, e não foi diferente para você. De que forma ela redefiniu sua sensibilidade e seu olhar para o cuidado das pacientes? A maternidade abriu portas para um olhar mais empático sobre as transformações que a gestação causa e sobre todo o acolhimento que cada paciente merece. Ela trouxe leveza, compreensão e um cuidado mais atento às dores e histórias de cada mulher. 4. Hoje sua clínica adota um modelo de planejamento cirúrgico avançado. O que significa, na prática, oferecer uma jornada integrada antes, durante e depois da cirurgia? Passar por uma cirurgia requer planejamento, e levamos esse conceito para dentro da clínica e para a mentalidade das pacientes. São muitas histórias de superação. Mulheres que deixaram o autocuidado em segundo plano, priorizando família e carreira. O primeiro passo é entender que existe uma equipe multidisciplinar priorizando sua saúde. Nutricionista, enfermeira e fisioterapia atuam em protocolos desenhados comigo para garantir segurança e resultados consistentes. 5. A DT Cirurgia Plástica reúne uma equipe multidisciplinar. Por que essa abordagem é tão importante para a segurança e a experiência das pacientes? A saúde de cada paciente é prioridade absoluta para nós. Realizamos suplementações e tratamentos que potencializam o metabolismo. Com parâmetros baseados na cirurgia plástica funcional, o corpo responde de forma mais leve aos procedimentos, oferecendo mais segurança e bem-estar. 6. Você utiliza tecnologias como bioimpedância, termografia e laser para personalizar tratamentos. Como a tecnologia potencializa e não substitui o olhar humano? "Conheça todas as teorias e domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana", como diz Carl Jung. Essa citação norteia minha conduta com as pacientes. O olhar humano sempre será único. As tecnologias potencializam esse olhar, funcionando como ferramentas úteis para a personalização de cada tratamento. 7. O cuidado 360 da sua clínica ganhou destaque pela estrutura inovadora de suporte no pós operatório. Quais impactos essa metodologia traz para a recuperação? Cada paciente traz inseguranças e histórias de superação. Por isso, o projeto é construído para que cada mulher se sinta única e abraçada. Com uma equipe alinhada e especializada, a experiência no pós operatório se torna mais leve, segura e acolhedora. 8. O Mommy Makeover tem sido cada vez mais procurado. O que você observa emocionalmente e fisicamente nas mulheres que buscam esse procedimento após a maternidade? A maternidade é maravilhosa, mas pode carregar cicatrizes físicas e emocionais. Muitas mães procuram uma solução segura para resgatar sua autoestima. Utilizamos uma metodologia segura para associar procedimentos e entregar resultados consistentes com mudanças reais. Sentir-se confiante diante do espelho é uma das sensações mais marcantes que elas relatam. 9. Pacientes de outros países também procuram sua clínica. Como vocês adaptam protocolos para garantir uma recuperação eficiente e segura para quem tem pouco tempo no Brasil? Com o aumento da procura de pacientes que vivem no exterior, criamos protocolos focados em recovery. Personalizamos tudo de acordo com o período de permanência no Brasil e ajustamos fisioterapia avançada, nutrição funcional e cuidados de enfermagem intensivos. Além disso, mantemos acompanhamento e orientações com acesso direto à equipe mesmo a distancia, garantindo segurança e tranquilidade. 10. Muitas pacientes passaram a chama-la de fada madrinha. O que esse apelido representa para você e para a forma como conduz o cuidado dentro da DT Cirurgia Plástica? Acredito que seja uma forma carinhosa de expressar gratidão por terem vivenciado uma experiência de transformação verdadeira. Representa o reconhecimento de que cada mulher conseguiu se reconectar com sua essência. 11. Qual foi o momento mais marcante da sua carreira, aquele que reafirmou que você estava exatamente na área certa? Receber filhas, amigas ou familiares de pacientes que passaram pelo processo anteriormente é o maior voto de confiança que posso receber. Revela que meu trabalho foi construído em bases solidas e que tocou vidas de forma genuína. Saber que mulheres confiam seus entes queridos ao meu cuidado reafirma que estou no caminho certo. 12. A moda dialoga com corpo, identidade e autoestima. Como seu olhar para estética e proporção conversa com seu gosto pessoal pela moda e influencia a forma como orienta suas pacientes? A moda é uma forma de se expressar e ser percebido. Acredito que a beleza verdadeira transcende modismos. O belo sempre será atemporal. É nessa busca que norteio cada curva desenhada nas pacientes, sempre focando em elegância e naturalidade. 13. E, por último mas não menos importante: o que você gostaria de "gritar" para o mundo se tivesse a oportunidade? Quando você se coloca em primeiro lugar, está dizendo ao universo que merece o melhor que ele pode oferecer.
- Richard Harary: o visionário brasileiro que transformou a maternidade em experiência e criou a MacroBaby, referência mundial em Orlando
Photo Disclosure Press Richard Harary é um daqueles empresários que traduzem, na prática, o quanto visão, propósito e coragem podem transformar sonhos em realidade, mesmo em um mercado tão competitivo quanto o dos Estados Unidos. Muito antes de se tornar referência no varejo infantil americano, Richard já carregava dentro de si a motivação que guiaria todo o seu futuro: oferecer às famílias, especialmente às mães, uma experiência acolhedora, completa e inesquecível. Quando sua filha estava para nascer, ele percebeu uma lacuna clara: famílias, principalmente brasileiras, enfrentavam enormes dificuldades para montar um enxoval com orientação qualificada, variedade real de produtos e um atendimento humano, capaz de entender suas necessidades e ansiedades. Foi dessa sensibilidade e desse olhar afiado para oportunidades que nasceu a MacroBaby, hoje reconhecida como a maior loja física especializada em produtos para bebês dos Estados Unidos. Photo Disclosure Press Instalada em Orlando, a MacroBaby rapidamente se tornou o que muitos chamam de “o parque temático das mamães”. A ideia de Richard nunca foi apenas vender produtos, mas criar um ambiente capaz de transformar o enxoval em uma experiência completa. A loja oferece consultores especializados, testadores de produtos, maternidade de bonecas, sessões de ultrassom, personalização de peças e diversos serviços que tornam cada visita única. Com liderança visionária e atenção aos detalhes, Richard Harary construiu uma marca que conquistou tanto o público americano quanto milhares de famílias brasileiras que viajam todos os anos à Flórida. Hoje, a MacroBaby é referência internacional, oferecendo desde itens básicos como fraldas até carrinhos de última geração, com atendimento em português, inglês e espanhol sempre com o compromisso de ajudar pais e mães a iniciarem a maternidade com confiança, carinho e a melhor estrutura possível. A trajetória de Richard é, acima de tudo, a história de um empresário brasileiro bem-sucedido que não apenas conquistou os Estados Unidos, mas criou um conceito inovador que impacta famílias do mundo inteiro.
- VERSEVOID - A MARCA QUE TRANSFORMA MEMÓRIA AFETIVA EM ESTÉTICA AUTORAL
A Versevoid nasceu em 2017 como um brechó criado por Bruna Soares, movido pela paixão por moda sustentável e estética vintage. As peças únicas chamavam atenção, mas impossibilitavam a recompra. Quando Bruna e Vitor Amaral começaram a produzir camisetas, perceberam que ali havia algo maior que uma renda extra. Surgia uma comunidade fiel, que reconhecia de imediato o estilo Versevoid e transformou Bruna na versedona das redes. Photo: Marcelo Camacho A marca sempre se guiou por música, cinema e memória afetiva. Essa combinação se tornou o DNA das estampas: um universo que parece um filme indie com sua música favorita tocando ao fundo. As camisetas de turnê reforçaram essa ligação emocional. São lançamentos aguardados e usados em momentos importantes, guardados como lembranças afetivas. O processo artesanal de serigrafia é um dos pilares da marca. Cada peça é produzida manualmente para garantir qualidade e durabilidade, permitindo inclusive que clientes personalizem cores e tornem o produto ainda mais pessoal. A estética Versevoid é reconhecida pelos traços vintage, inspirados em pôsteres antigos, zines dos anos oitenta, noventa e dois mil e paletas nostálgicas. Nada é exagerado, tudo é pensado exclusivamente para o tecido. Photo: Marcelo Camacho Com o crescimento, o catálogo passou a incluir modelagens próprias, ecobags, moletons e acessórios. As referências do casal seguem alimentando a criatividade. São músicas, filmes e mais de cem shows que marcaram suas vidas e que acabam convertidos em estampas que o público vê como fan merch autêntico. O relacionamento com os clientes é parte essencial da marca. A troca constante de referências funciona como pesquisa viva e inspiração direta para novas coleções e projetos. Para o futuro, a Versevoid planeja ampliar esse universo com editoriais, zines, cápsulas temáticas e mais produtos autorais. Photo: Bruna Therolly A marca que começou como um brechó agora se consolida como uma comunidade criativa. Para muitos, a Versevoid é mais do que uma loja. É aquele amigo que compartilha músicas, filmes e estampas que carregam história. Confira entrevista com a fundadora: 1. A Versevoid nasceu como um brechó e evoluiu até se tornar uma marca com estética própria. Em que momento vocês perceberam que havia algo maior ali, algo que poderia ultrapassar a ideia inicial de renda extra? Com as peças de brechó percebemos que nossa curadoria e estética agradavam, porém por serem peças únicas não havia como ter recompra, e muitos clientes ficavam frustrados em não conseguir comprar, foi então que com as camisetas conseguimos além de atrair um público maior, criar uma comunidade e fidelizar. Photo: Marcelo Camacho 2. A música, o cinema e a memória afetiva são pilares claros na identidade da marca. Como esses elementos se transformam, na prática, em estampas e produtos com tanta personalidade? Por muito tempo nosso principal material de inspiração foi "Se eu gosto, eles (os clientes) vão gostar também" e dá certo, hoje o contrário também acontece "Se eles gostam, a gente vai gostar também" e aí tudo que fazemos é traduzir para nossa estética aquilo que já é gosto pessoal. Photo: Bruna Therolly 3. A produção manual em serigrafia é um diferencial importante da Versevoid. Por que manter um processo tão artesanal em um mercado que caminha cada vez mais para a produção rápida e industrial? Como nossas estampas carregam muita memória afetiva e identidade, é primordial que a qualidade delas seja a melhor possível, e a serigrafia é o melhor método do mercado, que pode ser artesanal para menor escala como a nossa, mas grandes marcas utilizam também com máquinas automatizadas. O principal aspecto é a durabilidade, serigrafia dura pra sempre, diferente de métodos mais novos que dependem de quantidade de lavagens para manter a mesma qualidade inicial e nós queremos que nossas peças, de fato, tenham vida longa. Photo: Bruna Therolly 4. Os clientes costumam identificar rapidamente um “estilo Versevoid”. O que vocês acham que define essa estética e como ela evoluiu desde o início da marca? Como o vintage permeia muito nosso trabalho, os anos garimpando peças de brechó moldou meu senso estético, então creio que esse estilo vem basicamente de uma era pré internet plena, sempre penso os designs para apenas uma mídia: o tecido, as referências passam por pôsteres antigos (muitas vezes também feitos com serigrafia) ou zines feitos nos anos 80/90/00, as paletas são definidas sem ser minimalista, mas também sem proporções ou cores exageradas. Eu costumo dizer que nostalgia é meu negócio, porque descobri que mais pessoas são como eu, rs, então tudo que for feito vai ter um toque vintage, retrô. Photo: Marcelo Camacho 5. As camisetas de turnê se tornaram itens muito esperados pelos consumidores. Como vocês enxergam essa relação emocional das pessoas com as peças e de que forma isso influencia a criação de novos produtos? A gente acha o máximo que as pessoas esperem lançarmos algo para usarem naquele momento especial e depois guardarem com maior carinho, então tentamos ao máximo traduzir a estética do artista/banda com as informações da turnê, bem como as camisetas antigamente que eram até vendidas pelos próprios artistas e hoje em dia são relíquias no mercado vintage. Photo: Ivan Flopes 6. Hoje a Versevoid é vista quase como um amigo que apresenta referências, músicas e filmes. Como vocês cultivam essa proximidade com o público e qual o impacto dessa troca criativa no futuro da marca? Funciona como uma retroalimentação, gosto de notar como os clientes nos mantêm atuais e relevantes. Percebemos altas de interesse por temas através deles, é praticamente nossa base de pesquisa e Coolhunting . Da mesma forma, muitos comentam que passaram a conhecer certos artistas por nossa causa. Para o futuro da marca, essa troca deve se refletir em mais coleções de artistas, mais produtos com a nossa marca e em projetos que ampliem esse universo; editoriais, zines, cápsulas temáticas e peças que traduzam diretamente o que observamos nessa conversa contínua com o público. Photo: Ivan Flopes Photo: Marcelo Camacho
- Eloaynne Santos e o ATOS: como um espaço de beleza se tornou um estudo sobre experiência, propósito e gestão feminina
'BUSINESS' EDITION COVER - DECEMBER 2025 ISSUE Photos: @tristhar.produções Na edição BUSINESS da Hooks Magazine, apresentamos Eloaynne Santos, empresária responsável pela criação do ATOS, um centro de beleza localizado em Cuiabá, no centro-oeste brasileiro, que vem chamando atenção pela forma como integra estética, bem-estar e experiência sensorial em um único ambiente. A estrutura que desenvolveu ajuda a ilustrar uma tendência global: consumidores buscando serviços de beleza que ofereçam não apenas resultados técnicos, mas um ambiente que una acolhimento, identidade e propósito. A trajetória de Eloaynne não começa no empreendimento em si, mas em sua vivência pessoal com temas como autocuidado, religiosidade, reconstrução emocional e maternidade. Essa combinação se tornou a base conceitual do ATOS. Segundo ela, o objetivo inicial não era criar mais um salão de beleza, mas um espaço onde diferentes dimensões da vida feminina pudessem ser reconhecidas e tratadas com a mesma relevância. A escolha do nome reforça essa intenção, remetendo à ideia de ações que marcam mudanças e inauguram novos ciclos. O design do espaço se inspira em elementos contemporâneos de estética mediterrânea, com paleta neutra, iluminação suave e formas orgânicas. Para além da estética, esse ambiente funciona como uma extensão da proposta da marca: proporcionar uma experiência mais lenta, sensorial e orientada à introspecção. A intenção é que clientes encontrem ali uma pausa na rotina urbana e um atendimento menos mecânico, baseado em escuta e orientação personalizada. Um dos pontos que diferencia o ATOS é a amplitude de serviços reunidos em um único local. Cabelo, estética facial, spa, maquiagem, podologia e loja compõem um ecossistema planejado para funcionar de forma integrada. Embora setups multifuncionais não sejam novidade no mercado de beleza mundial, Eloaynne estruturou cada área para operar com identidade própria sem perder coesão visual ou conceitual. Do ponto de vista de gestão, isso permite ampliar receita, otimizar circulação de clientes e fortalecer a marca como destino completo na categoria. Outro aspecto que reforça a proposta do espaço é o Pequenos Atos, área infantil criada com base na vivência da empresária como mãe. O ambiente conta com monitora, identificação individual de cada criança e sistema de alerta para a responsável, permitindo que mulheres com filhos pequenos usufruam dos serviços sem interrupções constantes. O modelo responde a uma demanda recorrente no setor: a dificuldade de conciliar autocuidado e maternidade. Para o público internacional, esse tipo de estrutura evidencia um movimento crescente na indústria de beauty & wellness, que busca formatos mais inclusivos e acessíveis. Ao falar sobre a criação do ATOS, Eloaynne descreve o projeto como uma forma de reconectar mulheres a uma percepção mais ampla de beleza, incorporando elementos de saúde emocional, espiritualidade e rotina prática. Ainda que sua abordagem tenha forte carga pessoal, o resultado se encaixa em discussões contemporâneas sobre bem-estar, mercado de serviços e o papel do design de experiência na fidelização de clientes. A presença de Eloaynne na edição BUSINESS representa um estudo de caso sobre como empreendedoras da nova geração têm reformulado o setor de beleza em mercados emergentes. Em vez de focar exclusivamente em expansão ou luxo, sua estratégia se apoia em propósito, sensorialidade, gestão orientada à experiência do usuário e compreensão das necessidades reais do público que atende. Para além do impacto local, o ATOS se insere em uma pauta global: a de que espaços de beleza podem funcionar como hubs de cuidado integral, combinando técnica, ambiente, identidade e funcionalidade. Confira entrevista exclusiva com Eloaynne Santos: O que motivou você a criar o ATOS e de onde surgiu a inspiração para desenvolver esse conceito de beleza completa e sensorial em Cuiabá? A criação do ATOS nasceu de um profundo desejo de entregar mais do que serviços de beleza: eu queria proporcionar experiência, propósito e presença. Sempre acreditei que a beleza verdadeira é um encontro entre o externo e o interno entre cuidado, identidade e reencontro. E foi justamente esse entendimento que me impulsionou. A inspiração veio da minha própria jornada. Vivi processos, desafios e renascimentos que me mostraram que cada mulher carrega um chamado, uma força e uma história única. Eu queria criar um espaço que honrasse isso. O nome ATOS não é apenas uma marca, ele carrega a ideia de movimento, destino e transformação atos que escrevem capítulos, viradas e novos começos. Em Cuiabá, eu sentia a ausência de um lugar que unisse beleza, sensorialidade e propósito. Um ambiente onde a mulher pudesse ser cuidada por completo: corpo, mente e fé. Então decidi criar o que não existia. Um espaço onde cada detalhe, textura, aroma, iluminação e atendimento conduzissem a uma experiência premium e significativa. O ATOS é a materialização daquilo que acredito: beleza que toca, cura e transforma. A estética grega contemporânea é o fio condutor do ambiente. Como essa referência ao Mediterrâneo influencia a experiência das clientes desde o momento em que entram no espaço? A estética grega contemporânea é mais do que uma escolha visual no ATOS ela é uma linguagem. Quando pensei no Mediterrâneo, pensei em essência, luz natural, arquitetura que respira, texturas que acolhem e a sensação de que o tempo desacelera. Essa atmosfera é exatamente o que eu queria entregar às mulheres que entram no nosso espaço. No ATOS, cada detalhe inspirado na Grécia tem um propósito sensorial. As formas orgânicas remetem ao fluxo da água e trazem leveza; a paleta neutra e terrosa transmite paz; o toque do branco com dourado representa pureza e realeza; e os elementos rústicos fazem com que cada cliente se sinta em um templo moderno dedicado ao autocuidado. Assim que elas atravessam a porta, já percebem que estão entrando em um lugar que não se parece com nada ao redor. Um ambiente que é, ao mesmo tempo, minimalista e acolhedor, sofisticado e com intenção. Essa estética prepara os sentidos, expande a respiração e convida a mulher a viver um momento dela com ela. Você fala muito sobre “atos” atos de beleza, de cuidado e de bem-estar. Como essa filosofia se traduz, na prática, em cada serviço oferecido no ATOS? Para mim, ‘atos’ não são apenas gestos: são movimentos intencionais que constroem quem somos. Essa filosofia está presente em cada detalhe do ATOS, porque acredito que beleza, cuidado e bem-estar são decisões diárias, quase espirituais, que transformam a mulher de dentro para fora. Na prática, isso significa que nenhum serviço aqui é apenas técnico. Tudo começa com presença. Escutamos a cliente, entendemos seu momento, suas dores, seus desejos. Cada atendimento é moldado para que ela viva um ato de servir e não apenas de serviços. Estamos aqui para servi-las. ATOS reúne múltiplas áreas cabelo, estética, spa, podologia, maquiagem e loja. Como foi o processo de integrar tudo isso mantendo propósito, fluidez e uma identidade única? Integrar tantas áreas dentro do ATOS nunca foi apenas sobre reunir serviços foi sobre construir um universo. Desde o início, eu sabia que cada departamento precisava conversar entre si, por tanto cada um tem um significado e são nomeados. Compartilhar propósito e transmitir a mesma sensação: a de uma experiência completa, fluida e profundamente intencional. O processo começou pelo propósito. Antes de decidir layout, profissionais ou cardápios de serviços, eu defini aquilo que não poderia ser negociado: excelência, sensorialidade, acolhimento e fé. A partir desses pilares, cada área foi moldada para que tivesse vida própria, mas respirasse o mesmo DNA. O Espaço Kids com monitora é um grande diferencial no estado. O que levou você a incluir essa proposta e como ela transforma a experiência das mães em busca de autocuidado? Como mãe, eu vivi na pele o desafio de conciliar autocuidado com rotina, prazos e filha pequena. Muitas vezes, a mulher abdica dela mesma porque não tem com quem deixar a criança ou porque não quer expor o filho a ambientes sem estrutura. E eu sabia que o ATOS não poderia ser apenas bonito ele precisava ser funcional, real, humano. Por isso nasceu o Pequenos Atos (Espaço Kids) com monitora: de uma necessidade verdadeira, minha e de tantas mães que conheço. Eu quis criar um ambiente seguro, acolhedor e lúdico, onde as crianças pudessem brincar, aprender e sentir-se bem, enquanto suas mães vivem um momento só delas, cada mãe recebe um monitor e cada criança um número, caso alguma criança precise da presença da mãe esse monitor irá vibrar e a mae pode ir até a sala. Algo totalmente diferente e inovador jamais visto em outro ambiente como este. O Espaço Kids não é apenas um diferencial: é um ato de respeito e cuidado especial com às mães É entender que beleza e bem-estar também passam pela liberdade emocional de ser cuidada sem preocupações. No ATOS, a mulher não se divide ela se integra. E isso muda tudo. Para você, o que significa inaugurar uma “nova era” de beleza em Cuiabá? Qual é o impacto que deseja gerar na vida das mulheres que passam pelo ATOS? Quando digo que o ATOS inaugura uma nova era de beleza em Cuiabá, não estou falando apenas de estrutura, serviços ou estética. Estou falando de consciência. De um novo olhar sobre o que é ser cuidada, honrada e valorizada. Para mim, essa nova era representa um movimento: o movimento de devolver à mulher aquilo que sempre foi dela dignidade, pertencimento, identidade e voz. No ATOS, a beleza não é tratada como vaidade, e sim como uma linguagem de amor próprio, de saúde emocional e de reencontro consigo mesma. O impacto que desejo gerar vai muito além de transformar o visual. Quero que cada mulher saia daqui se sentindo mais forte, mais alinhada com quem ela é, mais segura de suas escolhas e mais consciente do seu valor. Quero que ela encontre um espaço onde possa respirar fundo e lembrar que é merecedora de cuidado, descanso, propósito e beleza em todas as áreas da vida. O ATOS é sobre isso: elevar mulheres, curar histórias, fortalecer identidades e criar experiências que marcam. Se eu puder, através deste espaço, despertar em cada mulher um ato de amor por si mesma, então eu já terei inaugurado a nova era que eu sonhei, o meu propósito!
- Dra. Andrea Bowers: a advogada brasileira que se tornou referência na imigração nos Estados Unidos
Photos Disclosure Press Licenciada no Brasil e nos Estados Unidos, a Dra. Andrea Bowers, sócia do Andrade & Bowers Law Firm, figura hoje entre as profissionais mais respeitadas na área de imigração, reconhecimento que inclui sua nomeação como Top 10 Immigration Trial Lawyer nos EUA. Sua atuação se destaca pela combinação entre rigor técnico, visão estratégica e um comprometimento incomum com cada cliente marca que acompanha toda a sua trajetória. Formada em 2007 pela UNIJORGE (BA), Andrea construiu uma sólida carreira no direito empresarial no Brasil, período que inclui sua passagem por um dos maiores escritórios do estado, o MMC&Zariff, antes de inaugurar sua própria banca. A experiência robusta no ambiente corporativo seria o alicerce para a expansão internacional que viria na década seguinte. A mudança de chave acontece quando conquista o LL.M. em Direito Empresarial na Universidade do Texas em Austin, instituição que figura entre as 15 melhores escolas de direito dos Estados Unidos. No mesmo ano, alcança um feito raríssimo entre advogados estrangeiros: é aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Texas, comprovando domínio jurídico em duas jurisdições. Membro da Texas Bar e palestrante da AILA (American Immigration Lawyers Association), Dra. Andrea reúne fluência em português, inglês e espanhol, o que lhe permite atuar de forma direta e pessoal em casos de imigrantes de diferentes origens. Hoje, como sócia do Andrade & Bowers Law Firm, ela lidera a área de imigração do escritório, conduzindo processos complexos de defesas em cortes migratórias a petições de alta especialização além de auxiliar famílias e profissionais na conquista do sonho americano. Sua atuação é marcada por precisão técnica, ética e resultados consistentes, consolidando seu nome entre as vozes mais qualificadas do tema na comunidade jurídica internacional.
- Adidas Originals x Artemisi: quando o futuro ganha forma no presente
Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Há encontros criativos que não apenas materializam produtos, mas inauguram atmosferas. A parceria entre adidas Originals e Artemisi nasce exatamente nesse lugar entre o sensível e o tecnológico, onde moda deixa de ser superfície e passa a agir como manifesto. No dia 5 de dezembro, chega ao mercado brasileiro uma colaboração que ultrapassa o território do sneaker e adentra o campo simbólico do que significa criar no Brasil com vocabulário global. De um lado, a força histórica de adidas Originals, guardiã de códigos que moldaram culturas esportivas e urbanas. Do outro, a visão incandescente de Mayari Jubini, diretora criativa da Artemisi, cuja leitura de futuro não se ancora em clichês futuristas, mas em uma biologia imaginada, uma engenharia emocional, um corpo que se reinventa ao se fundir com a máquina. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Na collab, essa dualidade assume forma na releitura da silhueta Taekwondo. O clássico é reposicionado em direção a um novo horizonte, onde tridimensionalidade, efeitos metalizados e técnicas emergentes constroem uma sensação de armadura leve, elegante e viva. O tênis ganha linhas estruturais que evocam proteção e movimento, como se cada curva guardasse um segredo do tempo que ainda não chegou. A criação conduzida por Mayari nasce de um repertório marcado por biomecânica, pós-humanismo e fusões entre natureza e tecnologia temas que há anos pavimentam o imaginário da Artemisi e que agora encontram, na adidas Originals, a plataforma ideal para expansão. Segundo ela, o prata que percorre relevos e desenhos simboliza essa anatomia híbrida. Não é um brilho decorativo, mas um código: a metáfora de um corpo que existe entre mundos, humano e metálico, orgânico e engenheirado. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Se há poesia no conceito, há precisão quase cirúrgica na execução. A equipe da adidas dedicou-se a testes até chegar ao processo que tornaria possível transformar a visão estética da Artemisi em matéria. A solução veio por meio do HF Welding, técnica que une materiais sem cola ou costura e utiliza ondas de alta frequência para criar volumes tridimensionais impecáveis. O resultado é uma construção que respeita ergonomia e conforto sem renunciar à complexidade que define a marca brasileira. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Essa interseção entre rigor técnico e sensibilidade artística tornou a colaboração histórica. Jessica Silva, Gerente Sênior de Lifestyle na adidas Brasil, reforça o significado desse momento para o país. O encontro com Artemisi não é apenas sobre moda, mas sobre reconhecer a capacidade criativa de uma geração brasileira que dialoga com o mundo sem perder seu DNA. É sobre ocupar espaços que antes pareciam distantes. Para Mayari, a collab representa mais do que um lançamento: é um gesto simbólico. A primeira parceria da adidas Originals com uma marca brasileira de high fashion nasce justamente de uma estética que não se curva às lógicas tradicionais do luxo, mas que propõe outra temporalidade, outro ritmo, outra delicadeza. É a validação de um trabalho artesanal de precisão absoluta, que transborda dos tecidos para os materiais rígidos, das técnicas manuais para a impressão 3D, da moda para a arte. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Essa narrativa ganha corpo na campanha, dirigida pela própria Mayari e fotografada pela dupla Mar+Vin. Jade Picon protagoniza imagens que misturam força e fragilidade num mesmo frame. As peças emblemáticas da Artemisi corsets esculturais, superfícies metálicas e texturas tridimensionais convivem com itens adidas criados especialmente para o shooting, resultando em uma visualidade que parece suspensa entre o real e o imaginado. A presença de um totem exclusivo, criado manualmente para a campanha e para a instalação na loja conceito, aprofunda esse discurso. A peça transita entre sólido e líquido, refletindo a transição de um futuro em constante mutação. O tênis chega ao mercado por R$ 1.199,99, em numerações do 34 ao 42, nas lojas e plataformas oficiais da marca. Muito mais do que um produto, ele representa um capítulo na narrativa da moda brasileira um capítulo que fala sobre coragem criativa, sobre assumir o risco da inovação e sobre o poder da colaboração como ferramenta para construir o novo. A adidas Originals segue fiel à sua herança enquanto amplia a conversa com a cultura contemporânea. A Artemisi reafirma seu lugar como uma das marcas brasileiras mais potentes no cenário global, combinando maestria artesanal, pesquisa tecnológica e um olhar que desafia limites. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Neste encontro, o futuro não é uma promessa. É presença. É matéria. É movimento. É Brasil. Deixo vocês agora com a mente genial e inspiradora por trás dessa criação, Porta-voz da ARTEMISI: Mayari Jubini - designer e diretora-criativa. 1. A collab parte de uma fusão entre biomecânica, pós humanismo e engenharia. Quando você pensa nesse “corpo híbrido” que guia a estética da Artemisi, que tipo de futuro você imagina estar ajudando a construir e o que esse futuro diz sobre a forma como queremos vestir força e sensibilidade ao mesmo tempo? Quando penso nesse “corpo híbrido”, imagino um futuro em que a relação entre o humano e a tecnologia deixa de ser separada e passa a coexistir como uma única forma. É um corpo que expande suas possibilidades – não um corpo substituído pela máquina, mas um corpo que dialoga com ela. Esse imaginário sempre esteve nas minhas pesquisas, e é nele que eu encontro maneiras de traduzir força, sensibilidade e proteção de uma forma não óbvia. A biomecânica, o pós-humanismo e a engenharia aparecem na Artemisi como símbolos desse futuro possível: linhas estruturais que lembram armaduras, relevos que evocam movimento, superfícies metálicas que têm ao mesmo tempo rigidez e delicadeza. Para mim, falar de futuro é falar dessas dualidades. A moda tem esse poder de transformar conceitos em corpo. E, nesse caso, o que apresentamos é quase uma nova anatomia, um híbrido que representa as infinitas possibilidades desse futuro que estamos construindo. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin 2. Este é o primeiro tênis da Artemisi e, ao mesmo tempo, a primeira collab da Adidas Originals com uma marca brasileira de high fashion. O que existiu nos bastidores desse encontro que você acredita que só uma marca com DNA brasileiro poderia entregar? Acredito que uma marca brasileira como Artemisi consegue entregar uma combinação muito particular de profundidade técnica e sensibilidade estética, trabalhamos com inovação e técnicas high fashion de um jeito muito especial e único. A Adidas nos procurou justamente por reconhecer esse diferencial – a maneira como a Artemisi trabalha o high fashion com precisão técnica, pesquisa conceitual e uma visão de futuro muito própria, mas também por enxergar algo que é profundamente brasileiro: essa capacidade de reinventar, de experimentar, de transformar materiais em looks icônicos. Nos bastidores, houve muita troca e diálogo, nós trouxemos nosso repertório de técnicas, pesquisa sobre futurismo e processos artesanais. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin 3. O Taekwondo Mei W carrega tridimensionalidade, relevo e metalização, mas ainda preserva leveza e ergonomia. Como foi transformar um símbolo técnico esportivo em uma peça de moda que conversa tanto com movimento quanto com escultura? A silhueta do Taekwondo já chegou definida na collab, e o desafio era justamente apresentar de um jeito que dialogasse com a linguagem da Artemisi. Trabalhamos com técnicas para criar relevos tridimensionais, com aspecto metálico que é tão característico da marca, mas sem comprometer a leveza original do modelo. Esse equilíbrio entre tecnologia e estética foi essencial: o tênis precisava ser uma peça de moda, mas também precisava se mover com o corpo. A Artemisi cria roupas que ultrapassam o território da vestimenta e entram no campo da arte. Com o Taekwondo, fizemos isso dentro de um tênis: transformamos o movimento esportivo em escultura, e transformamos a escultura em movimento. 4. A campanha reúne fotografia, direção criativa, casting e até um totem artístico desenvolvido especialmente para o projeto. Em que momento você percebeu que essa collab ultrapassaria o território do produto e se tornaria quase um manifesto visual sobre a convergência entre moda, arte e tecnologia? A própria essência da Artemisi já transita entre moda, arte e engenharia, então, quando entendemos a potência dessa parceria com a Adidas, ficou claro que a narrativa precisava ir além do produto. A campanha, que também assinei a direção criativa, surgiu desse entendimento, desde a fotografia, o casting, as escolhas das cores, a integração entre peças da Artemisi e Adidas, tudo foi pensado como um ecossistema visual. E a escultura (totem), que desenvolvi especialmente para o projeto, materializa essa convergência: ele representa o sólido se transformando em líquido, o metálico ganhando movimento, o corpo dialogando com a tecnologia. Nesse momento, ficou evidente que estávamos criando não só um tênis, mas uma arte. Um manifesto sobre como moda, arte e tecnologia podem coexistir e expandir a cultura. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi 5. O HF Welding permitiu criar formas precisas sem cola ou costura, quase como se o tênis fosse “crescido” em vez de montado. De que maneira essa tecnologia ecoa com o seu processo criativo, sempre tão ligado à experimentação de materiais e à ideia de engenharia poética? Essa tecnologia conversa diretamente com o que eu construo na Artemisi. Sempre busco formas de materializar conceitos que estão além do tempo sem recorrer ao óbvio, nisso conseguimos criar superfícies tridimensionais com precisão.Essa tecnologia nos permitiu imprimir no tênis a mesma linguagem que usamos em peças impressas em 3D, em metais, em construções manuais complexas. Foi a ponte perfeita entre a técnica da Adidas e a experimentação estética da Artemisi. 6. Você já colocou o Brasil em editoriais internacionais e em corpos icônicos ao redor do mundo. Agora, com uma collab global da Adidas, o que você sente que esta parceria simboliza para o cenário da moda brasileira, e, sobretudo, para a nova geração de criadores que enxerga a moda como linguagem, não apenas como produto? Essa parceria prova que o Brasil produz alta moda com técnicas inovadoras, visão contemporânea e força conceitual para dialogar globalmente. Então, ver uma collab como essa acontecer mostra que existe espaço para essa moda autoral, profunda e inovadora dentro do mercado internacional. Espero que essa parceria inspire outros criadores a acreditarem no próprio ponto de vista, a investirem em pesquisa, a explorarem técnicas e narrativas que vão além do convencional. Porque é isso que estamos mostrando aqui: quando há verdade estética, profundidade e inovação, o mundo presta atenção.
- Heloisa Guimarães: presença, precisão e o renascimento de uma mulher que transforma seus próprios ciclos
‘ITALY’ EDITION COVER - DECEMBER 2025 ISSUE Photo: @renatomoretti_ / Production: @bieljobs A edição ITALY da Hooks Magazine apresenta Heloisa Guimarães em uma capa que traduz o espírito da moda italiana. A imagem revela sensualidade precisa, elegância gráfica e uma estética que valoriza a força do corpo, a forma e a atitude. Fotografada em estúdio, Heloisa surge com impacto e serenidade ao mesmo tempo. A atmosfera é construída pela direção de arte, pela luz e pela postura. A foto evidencia a mulher que existe por trás da imagem. Em sua entrevista, Heloisa compartilha um momento especial. Este mês ela comemora seu aniversário em St. Moritz, um destino que carrega simbolismos profundos. “O Natal traz aquela energia de pausa, de olhar pra trás e agradecer, e a neve já anuncia o novo, o recomeço” , conta. Cercada por silêncio, frio e montanhas brancas, ela sente que está exatamente no lugar em que deveria estar. Depois disso, segue para Courchevel para celebrar o aniversário de uma amiga. Para Heloisa, essas viagens de esqui representam leveza, conexão e reencontro consigo mesma. “O esporte é meu reset mental” , afirma. Em meio a uma rotina cheia de projetos, compromissos e viagens, é no esforço físico que ela encontra clareza e liberdade. Yoga, pilates e o corpo como centro emocional Mesmo vivendo entre cidades, aeroportos e agendas intensas, Heloisa mantém uma disciplina diária sólida. São duas horas de yoga e pilates que se tornam seu fio terra, sua base emocional e física. “Se eu não cuidar da minha base, tudo desmorona” , revela. Ela enxerga esse hábito como um ritual de autoconsciência. É o momento em que desperta o corpo, organiza pensamentos e se prepara para o ritmo forte de sua vida em Milão. Milão e o estilo de vida que provoca e inspira Morando em Milão, Heloisa encontrou uma cidade que desafia e inspira. Ela conta que a estética milanesa encanta pela precisão e pelo movimento contínuo. Pessoas que acordam cedo, trabalham muito, cuidam da saúde e se vestem com elegância prática. Nada é teatral. Cada escolha da cidade tem propósito e ritmo. Esse estilo de vida influenciou sua forma de pensar e agir. “Aqui é permitido sonhar grande e também esperado trabalhar duro por isso” , diz. Milão a fez abraçar ambição com refinamento e velocidade com propósito. Raízes italianas como estrutura emocional Com descendência italiana e passaporte europeu, Heloisa carrega suas raízes como um espaço de pertencimento afetivo. Mesmo sendo brasileira de alma, sente que sua estrutura tem muito da Itália. Essa combinação lhe dá segurança e coragem para explorar o mundo. “Me ensinou que posso construir minha vida em qualquer lugar” , afirma. Moda consciente, afeto e o valor do artesanal Heloisa fala de sustentabilidade de forma prática e sensível. Separar o lixo é uma obrigação na Itália, mas o que ela considera essencial é outra coisa. Ela gosta de doar roupas e acredita na continuidade das histórias que cada peça carrega. “Sustentabilidade é usar o mundo sem exaurir o mundo. É estilo com responsabilidade.” Ela também tem uma conexão afetiva com o trabalho artesanal. Sua mãe faz fuxico, e Heloisa adora comprar crochês feitos por senhorinhas de sua cidade natal. Para ela, unir peças de luxo com itens feitos por mãos reais cria um estilo que tem alma. Confira agora entrevista exclusiva com Heloisa Guimarães: Este mês você comemora seu aniversário em meio a viagens especiais. Como é celebrar essa data em St. Moritz, unindo Natal, neve e um lugar tão marcante para você? Celebrar meu aniversário em St. Moritz é quase simbólico. O Natal traz aquela energia de pausa, de olhar pra trás e agradecer, e a neve já anuncia o novo, o recomeço. Eu sempre fui muito movida por ciclos. Estar ali, cercada de montanhas brancas, é como se o universo dissesse: “você está exatamente onde deveria estar”. É uma comemoração íntima, mesmo com o mundo ao redor — e eu amo isso. ⸻ Logo em seguida, você parte para Courchevel para o aniversário de uma amiga. O que essas duas viagens de esqui representam na sua vida e por que os esportes têm um papel tão forte no seu dia a dia? Essas viagens representam leveza e conexão. Depois de um ano intenso, estar com pessoas que eu amo, em lugares que me fazem bem, é quase terapêutico. E o esporte… ele me lembra quem eu sou quando tiro todas as camadas. Esquiando, treinando, suando — ali não existe rótulo, profissão, aparência ou identidade pública. Só eu, presente e viva. O esporte é meu reset mental, meu lugar de liberdade. ⸻ Você mantém uma rotina intensa de yoga e pilates, praticando duas horas por dia. Como essa disciplina influencia seu bem-estar e sua energia para encarar uma vida corrida em Milão? Yoga e pilates são meu fio-terra. Minha vida tem ritmo forte — trabalho, viagens, amigos, estudos, projetos. Então, se eu não cuidar da minha base, tudo desmorona. Essas duas horas não são luxo — são sobrevivência emocional. Quando eu treino, eu acordo minha força física, clareio minha cabeça e me reencontro. É o meu ritual para poder lidar com o mundo sem perder de vista quem eu sou. ⸻ Por falar em Milão, como é viver em uma cidade tão dinâmica, ligada ao design e cheia de inspirações? O que mais te encanta no estilo de vida milanês? Milão não deixa ninguém acomodar. A cidade cutuca, desafia, provoca. Todo mundo está criando, projetando, apostando em algo — inclusive você. O que mais me encanta é a estética do movimento: o milanês acorda cedo, trabalha muito, se cuida, se veste bem e tem uma elegância prática, nada teatral. Não existe ostentação exagerada, existe precisão — e eu admiro isso. Ao contrário do estereótipo, o milanês não janta tarde. A gente janta cedo porque os restaurantes fecham cedo. A cidade é intensa, mas funcional. Tudo tem ritmo. Viver em Milão me fez abraçar essa dinâmica: ambição com refinamento, velocidade com propósito. Aqui é permitido sonhar grande — e esperado trabalhar duro por isso. E eu me sinto muito em casa nesse equilíbrio. ⸻ Você também tem uma forte conexão com suas raízes italianas e até o passaporte italiano. De que forma essa descendência impacta quem você é hoje e suas escolhas pelo mundo? Minha descendência italiana sempre foi um porto invisível. Eu amo viajar, amo o mundo, mas nunca me sinto totalmente deslocada porque existe um lugar onde meu sobrenome, meu rosto e meu jeito fazem sentido. Essa raiz me deu coragem. Me ensinou que eu posso construir minha vida em qualquer lugar, que pertencimento pode ser múltiplo. Hoje, eu me sinto brasileira de alma e italiana de estrutura — e não quero ter que escolher. ⸻ Sua consciência ambiental aparece em hábitos muito concretos, como separar o lixo e abandonar absorventes descartáveis. O que despertou essa mudança e como você enxerga seu papel em práticas mais sustentáveis? Separar o lixo na Itália é lei — então é o básico. O que carrego como escolha pessoal é outra coisa: eu gosto de doar minhas roupas. Já fiz muitas doações na minha cidade, para pessoas próximas. Eu acredito no repasse. Se uma roupa fez parte da minha história, ela pode continuar vivendo na história de outra pessoa. Muita gente ainda acha que sustentabilidade é coisa de “hippie de crochê”. Eu não vejo assim. Pra mim, sustentabilidade é inteligência: é usar o mundo sem exaurir o mundo. É estilo com responsabilidade. E eu também tenho um lado afetivo com moda artesanal. Minha mãe costura com fuxico, e isso sempre fez parte da minha vida. Quando volto pra minha cidade natal, eu adoro comprar peças feitas por vovozinhas que fazem crochê. Moda feita por mãos reais tem alma — e misturar isso com peças de luxo é, pra mim, o auge do estilo.
- Jaque Nohatto: um olhar que transforma mundo, imagem e presença
'PARIS' EDITION COVER - DECEMBER 2025 ISSUE Photographer: @Joaocassioph / Beauty: @thiagopioli / Styling: @jessa_albuquerque A edição PARIS da Hooks Magazine chega com um nome que traduz elegância silenciosa, força estética e uma sensibilidade rara para enxergar o mundo: Jaque Nohatto. Na capa, ela não apenas posa. Ela interpreta. Ela comunica. Ela entrega exatamente o que Paris exige de suas musas: autenticidade, presença e uma visão de estilo que nasce muito antes da escolha do look. Desde pequena, Jaque descobriu na moda uma forma de sentir e de se expressar. Cores, texturas e combinações despertavam nela mais do que curiosidade estética; revelavam um entendimento precoce de que vestir é comunicar. Hoje, essa percepção amadureceu e se tornou assinatura. Seus looks transitam entre o clássico e o sensual com naturalidade, sempre alinhados ao humor, ao momento e à intenção. Jaque gosta de peças que falam antes dela, escolhas que equilibram simplicidade e força, como uma calça bem estruturada, um top limpo, acessórios de impacto ou o inevitável tubinho midi acompanhado por um par de Christian Louboutin. Para ela, elegância é sempre o ponto de partida e o destino. O mundo também ajudou a moldar sua narrativa estética. Entre todas as viagens, a Ásia ocupa um lugar especial. Xangai, em particular, marcou sua memória de forma vívida: um cenário que parece filme, uma cultura pautada por respeito e educação e uma sensação de segurança que transforma a experiência. A cidade vibra com moda durante o dia e brilha ainda mais à noite, um contraste que dialoga com a personalidade de Jaque: intensidade e contemplação no mesmo corpo. Essa mesma sensibilidade aparece na fotografia, uma de suas paixões mais profundas. Jaque observa o que passa despercebido para muitos. Ama detalhes, luzes, pequenos gestos e as histórias silenciosas que surgem de texturas e enquadramentos. Também se encanta por registrar pessoas, suas expressões genuínas e a maneira única como ocupam cada espaço. E, claro, lugares. Para ela, cada cenário guarda alma própria. Talvez por isso seu sonho seja fotografar no Lago de Como. Imagina a luz suave refletindo na água, vilas históricas ao fundo e uma elegância natural que transforma qualquer clique em cinema. Unir moda, fotografia e viagens não é um esforço calculado; é um fluxo natural que traduz seu estilo de vida. Moda expressa quem ela é, fotografia revela como ela vê o mundo e as viagens ampliam essa visão. Quando tudo se encontra, surge uma narrativa que transborda identidade. Em cada look alinhado ao cenário, em cada imagem que captura a essência de um destino, em cada experiência que se transforma em memória e estética. Confira entrevista exclusiva: Quando começou sua paixão pela moda e como ela aparece nas suas escolhas do dia a dia? Minha paixão pela moda começou desde pequena eu me encantava por cores, texturas e pela maneira como a roupa consegue transformar a forma como a gente se sente. Com o tempo, fui entendendo que moda não é só sobre vestir, é sobre comunicar, expressar e até proteger quem somos. Hoje, isso aparece nas minhas escolhas do dia a dia de várias formas: penso nas roupas como extensão do meu humor, adapto meus looks ao que quero transmitir e busco peças que unam estilo com conforto. Gosto de transmitir seriedade a uma pegada mais clássica, mas ao mesmo tempo uma pitada de sensual. Qual viagem te marcou mais até hoje e o que tornou essa experiência tão especial? A viagem que mais me marcou foi conhecer a Ásia. Fiquei apaixonada pela educação das pessoas, pela cultura e o respeito com o próximo, sem falar da segurança que transmite. Xangai foi uma das cidades mais lindas que conheci, me sentia em um filme, a cidade moda durante o dia e a noite mais ainda, parece um sonho. O que mais te encanta na fotografia: registrar detalhes, pessoas ou lugares? O que mais me encanta na fotografia é a possibilidade de capturar aquilo que muitas vezes passa despercebido. Gosto de registrar detalhes, pequenos gestos, luzes, texturas, porque eles contam histórias silenciosas. Mas também me fascina fotografar pessoas: expressões verdadeiras, emoções espontâneas e a forma única como cada indivíduo ocupa o espaço. E, claro, lugares têm sua magia, cada cenário carrega atmosfera, memória e identidade. No fundo, o que realmente me encanta é que a fotografia transforma instantes comuns em algo eterno, seja um detalhe, uma pessoa ou um lugar. Qual peça, estilo ou combinação você sente que traduz melhor a sua personalidade? A peça que mais traduz a minha personalidade é aquela que combina conforto com presença, algo que fala por mim antes mesmo de eu abrir a boca. Gosto de looks que unem simplicidade e força: uma calça bem estruturada, uma blusa limpa e atemporal e um acessório marcante que traz identidade, ou até mesmo um vestido tubinho mid com um sapato Christian Louboutin clássico que transmita sensualidade e elegância. Sempre busco pela elegância. Esse equilíbrio entre minimalismo e toque pessoal reflete exatamente quem eu sou: prática, autêntica e sempre atenta aos detalhes que fazem diferença. Se pudesse escolher qualquer lugar do mundo para fazer um ensaio fotográfico dos sonhos, qual seria? Se eu pudesse escolher qualquer lugar do mundo para um ensaio fotográfico dos sonhos, seria no Lago de Como, na Itália. O cenário tem uma elegância natural que mistura charme europeu, vilas históricas e uma luz suave que torna cada foto cinematográfica. Imagino poses à beira da água, entre jardins clássicos e casas em tons pastéis, ou em um barco cortando o lago ao entardecer. O Lago de Como transmite romantismo, sofisticação e aquela sensação de beleza calma que transforma qualquer ensaio em arte. Como você consegue unir moda, fotos e viagens em um estilo de vida que realmente faz sentido pra você? Eu consigo unir moda, fotografia e viagens porque, para mim, essas três coisas contam a mesma história, só mudam as formas. A moda expressa quem eu sou, a fotografia registra como eu vejo o mundo e as viagens ampliam minha visão, trazendo inspiração nova a cada lugar que conheço. Quando junto tudo isso, nasce um estilo de vida que flui naturalmente: escolho looks que combinam com cada cenário, busco capturar detalhes que traduzem a essência dos lugares e transformo cada experiência em memória, arte e identidade. No fim, não é sobre estar sempre viajando ou sempre fotografando, é sobre viver de um jeito que me inspira e que reflete minha autenticidade em cada imagem, cada escolha e cada destino.
- Mari Abdalla: a influenciadora que transforma estilo em assinatura
Photo Disclosure By Press No último fim de semana, durante um casamento que reuniu convidados influentes, um dos nomes mais comentados foi o de Mari Abdalla. Não apenas pelo vestido escolhido, mas pela construção completa de um look que rapidamente se tornou referência de elegância. Mari não apenas se vestiu — ela aconteceu. A influenciadora surgiu com um vestido vermelho de presença absoluta: intenso, sofisticado e marcante. A produção, por si só, já revelava sua estética refinada. Mas foi a escolha das joias — peças de esmeralda da @andreamuradjewelery — que transformou o visual. O verde iluminou o colo, acendeu o olhar e criou um contraste cinematográfico com o vermelho. Nada competia; tudo se harmonizava. Photo Disclosure By Press A clutch dourada da desap-egodanega e o cabelo alinhado reforçaram uma estética precisa, equilibrada e intencional, características que se tornaram assinatura de Mari Abdalla. Para ela, acessórios não existem para brilhar sozinhos, mas para ressaltar a melhor versão da mulher que os usa. Referência em composições elegantes, Mari leva esse olhar apurado também para sua consultoria. Seu método parte da ideia de que estilo não está apenas na roupa certa, mas no detalhe certo — aquele que transforma presença em identidade. É nesse encontro que o look deixa de ser apenas “arrumado” e se torna memorável. Entre influências, escolhas e sensibilidade, Mari Abdalla segue mostrando que elegância é sobre detalhe — e que ela domina essa linguagem com precisão.












