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- Caroline Mendes: a construção de uma marca global além da moda
‘DUBAI’ EDITION COVER - APRIL 2026 ISSUE Photographer: Ph Euzebio - @pheuzebio / Makeup: Cauê Marques - @cauefmarques Dubai é uma cidade onde o futuro se desenha em tempo real. É nesse cenário dinâmico que Caroline Mendes vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória. Estrela da capa da edição Dubai da Hooks Magazine, ela representa muito mais do que beleza e presença. Sua história fala sobre estratégia, reinvenção e visão de longo prazo. Diferente da maioria das modelos, Caroline iniciou sua carreira internacional aos 26 anos. Antes disso, formou-se em Publicidade e Marketing, com planos de seguir na área. A moda surgiu mais tarde, mas quando surgiu, ela decidiu apostar com seriedade. Seu primeiro destino foi a Índia, onde viveu por um ano e enfrentou desafios intensos que exigiram adaptação rápida e maturidade. A experiência internacional se expandiu por países como Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, China e Egito. Cada cultura trouxe aprendizados que foram além da profissão. Foram vivências que moldaram sua forma de enxergar o mundo, as pessoas e o próprio mercado. Hoje, é em Dubai que Caroline encontra maior estabilidade e reconhecimento profissional, em um ambiente onde seu perfil ganhou força e abriu novas oportunidades. Ao longo dos anos, algo começou a mudar em sua percepção de carreira. Caroline entendeu que sua trajetória como modelo poderia se transformar em algo maior. Mais do que representar marcas, ela queria construir a sua própria. Esse foi o ponto de virada. O digital se tornou um aliado estratégico nesse processo. Para ela, as redes sociais não são apenas vitrine, mas um espaço de construção. É onde testa ideias, compartilha experiências e fortalece seu posicionamento. Seu objetivo é claro. Construir uma presença que vá além da moda e se expanda para comunicação, negócios e projetos autorais. A vivência internacional teve papel fundamental nesse reposicionamento. O contato com diferentes culturas mostrou a importância da imagem, da linguagem e do comportamento na construção de conexão. Também reforçou valores pessoais, como a liberdade de expressão e a importância da identidade. Hoje, Caroline traduz essa bagagem em uma presença digital mais consciente, que combina estética com conteúdo e propósito. Esse novo momento também exige um olhar mais estratégico sobre si mesma. Durante anos, ela foi a imagem de campanhas. Agora, assume o papel de mente criativa por trás da própria marca. Une sua experiência prática na moda com sua formação acadêmica para construir uma carreira multiplataforma, que inclui redes sociais, futuros projetos em televisão, livros e palestras. Nas redes, Caroline compartilha muito mais do que o lado glamouroso da profissão. Mostra bastidores, desafios, mudanças culturais e crescimento pessoal. Seu conteúdo busca inspirar, mas também informar e preparar. Ela quer mostrar que é possível construir uma carreira internacional com disciplina, planejamento e visão. Foi justamente a falta de direcionamento no início da sua jornada que a motivou a criar um novo projeto voltado para iniciantes na carreira de modelo. Ao perceber que muitas pessoas não sabem por onde começar, decidiu transformar sua experiência em método. A proposta vai além de ensinar os primeiros passos. O foco está em mostrar a carreira como um negócio, com estrutura, estratégia e visão de longo prazo. Estampar esta capa representa mais do que um reconhecimento estético. Para Caroline, é um símbolo de maturidade e transição. Um reflexo de anos de dedicação, desafios e evolução constante. É também o marco de uma fase em que se sente mais segura sobre quem é e sobre o caminho que está construindo. Hoje, ela não pensa apenas em trabalhos como modelo. Pensa em posicionamento, marca pessoal e futuro. Esta capa não é apenas uma conquista. É o início de um novo capítulo, mais estratégico, mais consciente e com alcance global. Confira entrevista exclusiva com Caroline: Carol, você construiu uma carreira sólida como modelo internacional. Em que momento percebeu que era hora de se reinventar e olhar para o digital e para novos caminhos na comunicação e nos negócios? Percebi que era hora de me reinventar quando entendi que minha trajetória como modelo internacional poderia se transformar em uma plataforma de comunicação e negócios muito mais ampla. Mesmo viajando o mundo, sempre tive como objetivo construir uma marca pessoal sólida no Brasil não apenas como modelo, mas como comunicadora e empreendedora. O digital entrou nesse processo como um aliado estratégico: é o canal onde consigo testar ideias, me aproximar do público, validar narrativas e fortalecer meu posicionamento. Hoje, uso as redes para amplificar tudo o que vivi e aprendi, mas meu olhar vai além: estou construindo uma carreira que também possa estar em programas de TV, em livros, em palestras e em projetos próprios. O digital é a porta de entrada, não o limite. Você teve uma experiência intensa no exterior. Como essa vivência internacional influencia hoje a forma como você se posiciona como comunicadora, empreendedora e presença digital? Minhas experiências em países asiáticos e árabes transformaram profundamente a forma como enxergo pessoas, cultura e mercado. Conviver com realidades tão diferentes me mostrou o quanto imagem, linguagem e comportamento são fundamentais para criar conexão seja presencialmente ou no digital. Ver de perto a evolução da moda feminina em contextos mais conservadores reforçou em mim o valor da liberdade de expressão, algo que trago muito forte para o meu posicionamento como mulher, comunicadora e empresária. Hoje, uso essa bagagem internacional para construir uma presença digital mais consistente e responsável, que não fala apenas de estética, mas de história, identidade e visão de futuro. A internet, para mim, é um espaço onde eu traduzo essa vivência global em conteúdo, relacionamento e oportunidades de negócio. Você está passando por um reposicionamento importante. Como tem sido esse processo de transformar sua imagem de modelo em uma marca pessoal como comunicadora, empreendedora e referência no digital? Tem sido um processo muito estratégico e, ao mesmo tempo, de muito autoconhecimento. Como modelo, durante anos eu representei a mensagem de outras marcas; agora, meu foco é construir a minha própria marca, com voz, opinião e projetos autorais. Trago toda a disciplina, postura e entendimento de imagem que desenvolvi nas passarelas, mas hoje isso está a serviço do meu posicionamento como comunicadora e empreendedora. O digital é uma vitrine importante dessa nova fase: é onde eu mostro bastidores, compartilho reflexões, testo formatos, conto histórias e aproximo as pessoas da minha visão. Minha formação em Publicidade e Marketing sempre fez parte de quem eu sou, e agora ela ganha ainda mais força nesse reposicionamento. Estou unindo a experiência internacional na moda, a base técnica em comunicação e a presença digital estratégica para construir uma marca pessoal que seja multiplataforma: das redes sociais a um futuro programa de TV, de projetos de negócios a livros e palestras. Não sou apenas a imagem de uma campanha; estou me consolidando como mente criativa, estrategista e comunicadora por trás de tudo isso. Hoje, vemos você muito mais presente nas redes. O que você quer comunicar através do seu conteúdo no Instagram, TikTok e YouTube? Hoje, as redes sociais são uma extensão do meu trabalho e da minha vida. Através do meu conteúdo no Instagram, TikTok e YouTube, quero mostrar não só o lado glamouroso da carreira internacional, mas também a realidade, os bastidores, as viagens, as culturas que conheço e o crescimento pessoal e profissional que essa vida me proporcionou. Quero comunicar inspiração, disciplina e expansão de horizontes. Mostrar que é possível sair do Brasil, conquistar espaço no mundo, construir uma carreira, uma imagem e também uma mentalidade internacional. Além disso, quero cada vez mais compartilhar conhecimento, experiências e aprendizados que possam ajudar outras pessoas que sonham em trabalhar com moda, viajar ou construir uma carreira internacional. Seu curso “Como iniciar na carreira de modelo” nasce com um propósito claro. Qual foi a principal dor que você identificou nos iniciantes e que te motivou a criar esse projeto? A principal dor que identifiquei nos iniciantes foi a falta de informação correta e de direcionamento. Muitas pessoas querem começar na carreira de modelo, mas não sabem por onde começar, em quem confiar, como montar material, como falar com agências, como funcionam viagens, contratos, dinheiro, ou até mesmo como se comportar profissionalmente. No início da minha trajetória, eu precisei aprender tudo na prática: errei, acertei, viajei sozinha, passei por situações difíceis e fui entendendo o mercado quase na base da tentativa e erro. Isso me deu muita experiência, mas também me mostrou o quanto esse caminho poderia ser menos confuso e menos doloroso se eu tivesse tido acesso à orientação certa. Foi a partir desse olhar que nasceu a ideia do projeto, ainda não divulgaremos o nome mas é algo que terá uma visão empreendedora sobre um problema real do mercado. Meu objetivo com esse projeto é oferecer clareza, metodologia e estratégia. Mais do que explicar “como ser modelo”, eu quero ajudar as pessoas a enxergarem a carreira como um negócio, com estrutura, profissionalismo e visão de longo prazo. O curso mostra a realidade da profissão, os bastidores, os desafios e, principalmente, os passos concretos para construir uma trajetória sólida, inclusive em nível internacional. É a forma que encontrei de transformar a minha experiência em uma ferramenta de comunicação e desenvolvimento para uma nova geração de modelos. Essa capa de revista marca um novo capítulo na sua trajetória. O que esse momento representa para você, tanto profissional quanto pessoalmente? Essa capa representa um momento de transição e maturidade na minha trajetória. Profissionalmente, é como se fosse uma confirmação de muitos anos de trabalho, viagens, desafios, aprendizados e persistência dentro da carreira internacional. Não é apenas uma foto bonita, mas tudo o que existe por trás dela: disciplina, renúncias, adaptação a culturas diferentes e crescimento constante. Pessoalmente, representa uma fase em que me sinto mais segura sobre quem eu sou, sobre as minhas escolhas e sobre o caminho que estou construindo. Hoje eu não penso apenas em trabalhos como modelo, mas em marca pessoal, negócios, posicionamento e futuro. Então essa capa acaba simbolizando não só uma conquista, mas o início de uma nova fase mais estratégica, mais madura e com uma visão de longo prazo. Compre a revista impressa da edição clicando abaixo. Envio Global:
- Inteligência artificial já muda o jogo nas empresas e expõe líderes despreparados
A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar um divisor de águas na forma como empresas operam, tomam decisões e escalam produtividade. Para o especialista Claudio Teixeira, o momento atual não é apenas mais um ciclo tecnológico, mas uma transformação estrutural comparável à chegada da eletricidade nas indústrias. Photos Disclosure “A comparação mais honesta é com a eletricidade. Quando ela chegou nas fábricas, as empresas simplesmente trocaram o vapor pela tomada e demoraram anos para perceber que podiam redesenhar tudo do zero. É exatamente isso que está acontecendo agora com a IA”, afirma. Apesar da internet também ser uma referência importante, Claudio chama atenção para um fator determinante: a velocidade de adoção. “A eletricidade levou cerca de 40 anos para ser adotada em massa, a internet levou 15. O ChatGPT atingiu 100 milhões de usuários em dois meses. É outra escala, outro ritmo de transformação.” Da promessa à prática: onde a IA já impacta resultados A adoção da IA já é visível em áreas-chave das empresas, com impacto direto em eficiência e produtividade. “Atendimento ao cliente está sendo virado de cabeça para baixo. No desenvolvimento de software, profissionais usando copilotos estão entregando de 30% a 40% mais rápido. Marketing, jurídico e análise de contratos também já operam com apoio de IA no dia a dia.” Segundo ele, qualquer função baseada em leitura, síntese e produção de conteúdo já pode ser potencializada com ferramentas disponíveis hoje. Decisão mais rápida — e mais arriscada Se por um lado a IA acelera processos, por outro exige um novo nível de maturidade das lideranças. “O maior impacto está na velocidade de síntese. Um briefing que antes levava uma semana para ser estruturado por três analistas, hoje pode chegar pronto antes da reunião.” O risco está na confiança excessiva. “O modelo é convincente mesmo quando está errado. O líder que não desenvolve senso crítico corre o risco de tomar decisões equivocadas com muita confiança.” Os erros que estão travando a adoção Apesar do avanço, muitas empresas ainda tropeçam na implementação. “O erro mais comum é comprar ferramenta sem saber qual problema quer resolver. Aí vira vitrine.” Outro ponto crítico é a cultura organizacional. “Se o time acha que vai ser substituído, ele adota no papel, mas sabota na prática.” A base de dados também entra no radar. “IA em cima de dado ruim só acelera a bagunça.” Os riscos que líderes não podem ignorar Entre os principais riscos estratégicos, três se destacam: • Alucinação da IA, quando o modelo inventa informações com alta confiança • Vazamento de dados, especialmente com uso indevido de ferramentas públicas • Ilusão de produtividade, quando volume de conteúdo é confundido com resultado “Gerar mais output não significa gerar mais valor. Empresas que medem sucesso apenas por volume vão ter dificuldade de sustentar o investimento.” Quem vai liderar e quem vai ficar para trás Para Claudio, a vantagem competitiva não estará na tecnologia em si, mas na forma como ela é aplicada. “Todo mundo vai ter acesso às mesmas ferramentas. O que diferencia líderes de seguidores é clareza de problema, cultura de experimentação com responsabilidade e investimento nas pessoas.” Ele também destaca que a adaptação não é só das empresas. “Os profissionais precisam acompanhar esse movimento. Quem não se atualiza corre o risco de ficar irrelevante em pouco tempo.”
- DESconstrução: Quando a moda deixa de ser padrão e passa a ser encontro
Models: REAL WOMEN / Photography: @demmacedo @andersonmmacedo_ / Media: @anaterra.oli / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @diegobbueno / PR: @hooks.magazine @directorhooks @evelyoliveira / Studio: @nasulstudio / Support: @caetano3353 @karladelreimacedo_ @vilareencontrotiradentes / Looks: BAZAAR @institutohuman_org / Partnership: @likxy.br @eucamilamn / @prefsp / @smads_sp Em um cenário em que a moda ainda sustenta, muitas vezes de forma silenciosa, estruturas de exclusão, o Projeto DESconstrução emerge não apenas como proposta estética, mas como gesto político e sensível de ruptura. Mais do que questionar padrões, ele tensiona narrativas, desloca centros e reconfigura o olhar. Idealizado por Anderson Macedo, o projeto nasce de uma inquietação legítima diante da padronização da beleza, não apenas como imagem, mas como construção histórica, social e simbólica. Desde 2017, sua intenção se mantém precisa: ampliar o campo de visão, expandir o acesso e reposicionar os corpos e histórias que, por tanto tempo, foram mantidos à margem. Ao longo de sua trajetória, o DESconstrução se consolida como um manifesto visual que atravessa moda, arte e representatividade. Se, em seus primeiros movimentos, encontrou eco em artistas e influenciadores, com o tempo o projeto se aprofundou e, nesse processo, revelou novas urgências. Aproximar-se de realidades historicamente invisibilizadas não foi um desvio de rota, mas um desdobramento natural de sua essência. Nesta edição especial, realizada em parceria com o Programa Social de Moradia Transitória Vila Reencontro Tiradentes, o projeto se insere em um território atravessado por vulnerabilidade social, mas também por potência, resistência e reconstrução. Aqui, as imagens não operam como fuga da realidade, mas como ferramenta de reposicionamento dentro dela. O que se revela não é uma transformação superficial, mas um deslocamento interno. Um instante em que o espelho deixa de refletir ausência e passa a afirmar presença. Um momento em que essas mulheres se reconhecem a partir de um lugar que, por muito tempo, lhes foi negado: o centro. A presença de Ana Terra adiciona densidade a essa construção. Ao acompanhar o ensaio e conduzir diálogos com as participantes, sua escuta ativa estabelece uma ponte entre imagem e narrativa, entre estética e vivência. O resultado não é apenas visual, é relacional, é humano, atravessado por troca. Mais do que um ensaio, DESconstrução se afirma como território de encontro. Entre moda e verdade. Entre imagem e identidade. Entre o olhar externo e o reconhecimento íntimo. É a partir desse espaço que se inicia a conversa com seu idealizador. O projeto DESconstrução nasce de uma inquietação e de um encontro com realidades muito específicas. Como aconteceu essa aproximação com a moradia transitória e em que momento você percebeu que essas histórias precisavam se transformar em imagem? Conheci a Vila Transitória por meio de uma ação social em parceria com o Instituto Human. O que encontrei ali não foram apenas histórias de vulnerabilidade, mas narrativas de força, reconstrução e desejo de futuro. Havia uma potência latente e foi nesse momento que entendi que a moda e a imagem poderiam atuar como ferramentas de amplificação desse olhar. Não como solução, mas como possibilidade de reposicionamento de como essas mulheres se enxergam e são vistas. O nome DESconstrução carrega uma ideia potente. O que, na prática, está sendo desconstruído através dessas mulheres, dessas imagens e das narrativas construídas ao longo do projeto? O que buscamos desconstruir é, antes de tudo, a ideia restrita de quem pertence à moda. Durante muito tempo, ela foi apresentada como um território limitado, tanto na forma como é comunicada quanto em quem ocupa esse espaço. O projeto tensiona essa lógica. A cada ensaio, a cada encontro, o que vemos é uma mudança de postura, presença e percepção. As pessoas passam a se reconhecer dentro da imagem, não como exceção, mas como parte legítima dela. E isso transforma. Esta edição se insere em um contexto de vulnerabilidade, mas também de potência feminina. Como construir um olhar que não romantize essas vivências e, ao mesmo tempo, revele a força que existe nelas? Esse é um cuidado constante. Trabalhamos com uma equipe que entende profundamente a responsabilidade do projeto. Antes de qualquer direção estética, existe escuta, existe estudo. Cada pessoa é compreendida em sua individualidade, e a construção do ensaio parte dessa essência. A moda entra como linguagem, não como imposição. O objetivo nunca é suavizar a realidade, mas criar uma imagem que dialogue com ela de forma honesta e respeitosa. Trabalhar com pessoas fora do circuito tradicional da moda desloca o processo criativo. O que esse projeto exigiu de você como fotógrafo e diretor criativo, em termos de linguagem, escuta e construção estética? Exigiu presença. Mais do que técnica, esse projeto pede disponibilidade para ouvir, observar e adaptar. Cada ensaio traz uma dinâmica própria, e isso desloca qualquer fórmula pronta. A linguagem se constrói no encontro. A estética nasce da relação. Como diretor, meu papel é conduzir esse processo com sensibilidade, garantindo que a imagem final não seja apenas bonita, mas verdadeira. Existe uma linha tênue entre representar e expor. Durante o DESconstrução, como você construiu um ambiente de confiança para que essas mulheres se sentissem, de fato, vistas e não apenas retratadas? A confiança é construída no processo. Desde o primeiro contato até o momento do ensaio, tudo é feito com cuidado, transparência e respeito. Não existe distinção na forma como tratamos as pessoas. A experiência de set, direção e entrega é a mesma para todos. Isso cria um ambiente onde elas não estão sendo observadas, mas participando ativamente da construção da própria imagem. E isso faz toda a diferença. O projeto afirma que todos estão na moda e que a arte está em todos. Depois dessa experiência, o que essa ideia passou a significar para você na prática? Existe algum momento ou encontro que tenha redefinido essa percepção? Essa ideia sempre esteve presente na minha trajetória, mas o projeto aprofundou esse entendimento. Venho de um contexto familiar que já trazia essa sensibilidade, com uma mãe assistente social e um irmão envolvido em ações comunitárias. Sempre estive próximo de diferentes realidades. O DESconstrução materializa isso. Ele transforma um pensamento em prática. E, ao longo do caminho, cada encontro reforça que a beleza não está em um padrão, mas na singularidade de cada história.
- Evelyn Regly assume como Head de Social Commerce da Embelleze e impulsiona estratégia de crescimento digital
Photo by Yuri Teixeira A Embelleze anuncia um movimento estratégico para ampliar sua presença no universo digital. A influenciadora e empresária Evelyn Regly assume oficialmente o cargo de Head de Social Commerce da companhia. A nomeação reforça uma parceria de mais de uma década entre a criadora de conteúdo e a marca e marca o início de um novo ciclo focado em performance, conversão e expansão nas plataformas sociais. Em sua nova função, Evelyn liderará as estratégias que conectam produção de conteúdo e vendas no ambiente digital, com foco em dois pilares prioritários: Embelleze Digital, divisão voltada ao desenvolvimento de produtos exclusivos para o e commerce e marketplaces, e o programa oficial de afiliados da marca. O objetivo da Embelleze é consolidar uma estrutura integrada entre influência, comunidade e conversão, ampliando sua atuação em social commerce, segmento que vem registrando crescimento consistente no Brasil e no mundo. Photo by Yuri Teixeira Segundo projeções de mercado divulgadas no último ano, o social commerce no Brasil movimentou cerca de US$ 4,16 bilhões em 2025, após um ciclo de expansão acelerada, com crescimento anual na casa dos dois dígitos. O formato, impulsionado pela alta penetração de redes sociais e pela consolidação das compras via dispositivos móveis, vem se estabelecendo como um dos principais canais de comercialização digital no país. Dados recentes indicam que mais da metade dos brasileiros, 55 por cento, já utiliza redes sociais como canal de compras, com 51 por cento dos consumidores mais propensos a adquirir um produto ao ver amigos ou influenciadores recomendando itens nas plataformas digitais. “Já começaremos essa nova etapa e vou estar junto com a Embelleze para revolucionar a área de vendas pelas redes sociais. Vou usar tudo que eu aprendi em todos esses anos e aplicaremos de forma prática para colocar a Embelleze como um dos principais sellers dos marketplaces até 2027”, afirma Evelyn Regly. Para Jomar Beltrame, presidente da Embelleze, o movimento reforça o compromisso da companhia com inovação no digital. “No digital precisamos nos renovar todos os dias e a presença da Evelyn nesse novo ciclo da Embelleze é fundamental.” De influenciadora a liderança estratégica A relação entre Evelyn e a Embelleze começou em 2017, quando a criadora de conteúdo se tornou embaixadora de Maxton, marca de coloração da empresa. Ao longo dos anos, Evelyn foi imagem de várias tonalidades da linha e atualmente estampa a coloração Maxton Marrom Caramelo 7.37, atualmente a coloração mais vendida nos canais digitais da companhia. Photo by Yuri Teixeira Desde o ano passado, Evelyn também atua como porta voz oficial da Embelleze, participando de campanhas publicitárias e institucionais. Foi a embaixadora da campanha nacional Embelleze Transforma Sua Vida, com inserções online e offline, incluindo presença em programas da TV aberta. A nomeação para Head de Social Commerce representa uma evolução natural da parceria e sinaliza a aposta da Embelleze em um modelo cada vez mais integrado entre creator economy e estratégia corporativa, acompanhando tendências globais de integração entre influência digital e performance comercial. Com a nova estrutura, a Embelleze aposta na combinação entre autoridade digital, comunidade engajada e inteligência comercial para acelerar sua presença nos marketplaces e fortalecer seu posicionamento como referência em vendas no ambiente social até 2027.
- Estrutura societária pouco conhecida pode gerar economia de milhões e atrair investidores no Brasil
Em um cenário de alta carga tributária e margens cada vez mais pressionadas, empresários brasileiros têm buscado alternativas legais para melhorar a eficiência financeira de novos projetos. Uma dessas soluções, ainda pouco explorada fora de nichos específicos, é a Sociedade em Conta de Participação (SCP), modelo previsto no Código Civil que vem ganhando espaço como ferramenta de planejamento tributário e proteção patrimonial. Utilizada principalmente em setores como construção civil, hotelaria e projetos de capital intensivo, a SCP permite estruturar novos empreendimentos com um regime tributário diferente do adotado pela empresa principal, o que pode gerar economias relevantes. Photo Disclosure Press “O que muita gente ainda não percebeu é que a estrutura jurídica de um projeto pode impactar diretamente o resultado financeiro. A SCP, quando bem aplicada, permite uma eficiência tributária completamente dentro da lei, sem qualquer tipo de artifício”, explica Willian Almeida, advogado e consultor empresarial. Como funciona na prática Na SCP, existe a figura do sócio ostensivo, responsável pela operação e pela relação com o mercado, e os sócios participantes, que entram como investidores, com responsabilidade limitada ao capital aportado. Esse modelo permite que investidores participem de projetos específicos sem exposição direta a riscos operacionais ou fiscais. Além disso, a legislação brasileira autoriza que a SCP adote um regime tributário próprio, independente do regime da empresa principal. Na prática, isso significa que uma companhia obrigada ao lucro real pode estruturar um novo projeto via SCP no lucro presumido. A diferença pode ser significativa. Em determinados casos, a carga tributária pode cair de cerca de 10,2% sobre a receita para aproximadamente 6,7%, gerando uma economia que, em projetos de grande porte, pode chegar à casa dos milhões de reais por ano. Photo Disclosure Press “Estamos falando de uma ferramenta legítima, prevista na legislação, que pode representar uma economia de até R$ 3 milhões em um único projeto. Isso muda completamente a viabilidade financeira de muitos negócios”, afirma Eduardo Dias, especialista tributário. Proteção patrimonial e atração de investidores Outro ponto que tem chamado atenção é a proteção oferecida ao investidor. Na SCP, o sócio participante não responde por obrigações da empresa perante terceiros, o que limita sua exposição ao valor investido. Além disso, sua participação pode ocorrer de forma mais discreta, sem necessidade de integrar formalmente o quadro societário. Esse formato tem sido especialmente utilizado em startups e projetos imobiliários. Photo Disclosure Press “O investidor consegue participar dos resultados sem assumir riscos operacionais diretos e, ao mesmo tempo, mantém flexibilidade para entrar e sair do projeto. Isso torna a estrutura muito mais atrativa”, destaca Willian Almeida. Validação jurídica e limites Apesar das vantagens, especialistas alertam que a estrutura exige rigor técnico. Decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o CARF, já reconheceram a legitimidade da SCP como instrumento de planejamento tributário, desde que exista propósito econômico real e contabilidade segregada. Por outro lado, falhas na estruturação podem levar à desconsideração do modelo pela Receita Federal. Photo Disclosure Press “A SCP não pode ser usada de forma artificial. É fundamental que exista substância econômica, documentação adequada e separação contábil clara. Quando isso não acontece, o risco fiscal aumenta consideravelmente”, ressalta Eduardo Dias. Aplicações que vão além da construção civil Embora tradicionalmente associada ao mercado imobiliário, a SCP tem sido aplicada em diferentes setores, incluindo hotelaria, energia e tecnologia. No setor hoteleiro, por exemplo, estruturas semelhantes são utilizadas em sistemas de pool, onde investidores recebem rendimentos sem participar diretamente da operação. Já no ecossistema de inovação, a SCP tem surgido como alternativa para investidores que desejam aportar capital sem entrar formalmente no quadro societário. Uma ferramenta antiga para um novo cenário econômico Apesar de prevista há décadas na legislação brasileira, a Sociedade em Conta de Participação ganha relevância em um momento em que eficiência tributária e proteção patrimonial se tornam prioridades estratégicas. Para especialistas, o desconhecimento ainda é o principal obstáculo. “Muitos empresários deixam dinheiro na mesa simplesmente por não conhecerem as possibilidades que a legislação permite. A SCP é uma dessas ferramentas que, quando bem utilizada, pode fazer uma diferença enorme no resultado final de um projeto”, conclui Willian Almeida.
- Entre o glamour e a vida no campo: Nicole Bahls revela sua essência na capa Celebrity da Hooks Magazine
'CELEBRITY' EDITION COVER - GLOBAL ISSUE Photos: @vinnynunes_ / Beauty: @filip.fiore / Publicist: @kaiocezzar_ Entre paisagens verdes, animais que viraram celebridades nas redes sociais e uma rotina que mistura simplicidade, humor e espiritualidade, Nicole Bahls estrela a capa da edição Celebrity da Hooks Magazine. Conhecida do grande público pela televisão e por sua presença marcante na internet, Nicole construiu uma nova narrativa para sua imagem: a de uma mulher que encontrou no campo não apenas um refúgio, mas também uma forma genuína de se conectar com milhões de pessoas. Hoje, seu sítio em Itaboraí é quase um personagem próprio dentro do universo digital da influenciadora. Entre galinhas, vacas, cabras e histórias divertidas com seus animais, Nicole revela uma faceta que conquistou o público justamente por parecer tão verdadeira. Segundo ela, tudo começou de maneira espontânea, sem planejamento estratégico ou intenção de transformar a rotina em conteúdo. “Foi algo muito natural. Eu comecei a mostrar minha rotina no sítio porque realmente amo aquela vida: cuidar dos animais, plantar, acordar cedo. Quando percebi, as pessoas estavam gostando. Acho que o público gosta de verdade, de ver uma rotina simples, com amor pelos animais e pela natureza. O que parece um personagem continua sendo minha vida real”, conta. Embora muitos seguidores imaginem que a rotina rural tenha se transformado em um grande empreendimento, Nicole explica que sua relação com a produção no sítio é muito mais afetiva do que comercial. No local há produção de ovos e leite, mas tudo é voltado apenas para consumo próprio e para compartilhar com pessoas próximas. “Sempre tive um olhar empreendedor, mas hoje estou mais voltada para minhas ações publicitárias, TV e internet. Não penso em vender ovos nem leite. É só para consumo e dividir com minhas vizinhas e filhos. Eu amo dividir os frutos que dão em casa. Me lembra muito minha infância, quando minha avó fazia pamonha e compartilhava com as vizinhas. Minha mãe sempre foi uma mulher muito generosa, acho que herdei isso delas.” Se há algo que transformou o sítio em um fenômeno nas redes sociais são seus moradores ilustres. Entre vacas, cabras, galinhas e outras espécies, cada animal parece ter uma personalidade própria — e Nicole transforma essas características em histórias divertidas que viralizam entre seus seguidores. Um dos personagens mais famosos da fazenda é o peru batizado de Juliano Floss, que frequentemente aparece em vídeos e publicações da influenciadora. Para Nicole, esse toque de humor surge de forma natural. “Eu sempre gostei de humor e de brincar com as situações do dia a dia. Cada animal tem uma personalidade, então eu acabo criando histórias, dando nomes divertidos e o público entra nessa brincadeira comigo. Acho que isso aproxima muito as pessoas da vida no campo. E pra morar comigo tem que ser artistas que eu ame muito, porque minha casa é sagrada pra mim.” Além da vida no campo, Nicole continua mantendo uma forte ligação com a televisão. Recentemente, o público acompanhou sua participação no quadro Dança dos Famosos, exibido dentro do programa Domingão com Huck. A experiência trouxe novos estímulos e despertou ainda mais o desejo de explorar outras possibilidades artísticas. “Participar do Dança dos Famosos despertou ainda mais em mim a vontade de me desafiar artisticamente. Tenho muita vontade de explorar o humor, fazer personagens e quem sabe ser uma futura apresentadora. Gosto de comunicação e de entreter as pessoas, então quero continuar abrindo novos caminhos na TV.” Mais do que um cenário para vídeos e fotos, o sítio representa hoje um capítulo essencial da história de Nicole Bahls. Com capela, heliponto e mais de 80 animais, o espaço mistura natureza, luxo e espiritualidade, refletindo uma trajetória construída com muito trabalho e dedicação. “O sítio é meu refúgio e meu equilíbrio. É onde eu me conecto com Deus, com a natureza e comigo mesma. Ali eu encontro paz, mas também construí algo que virou parte da minha história com o público. As pessoas acompanham essa rotina e se sentem próximas de mim através disso. Ele representa minha trajetória pessoal e profissional, minhas conquistas e minha essência — fruto de muito trabalho e de renúncias também.” Na capa Celebrity da Hooks Magazine, Nicole Bahls revela que sua maior força está justamente na autenticidade. Entre o glamour das capas de revista e a simplicidade da vida no campo, ela mostra que é possível construir uma imagem pública poderosa sem abrir mão da própria essência. Confira entrevista exclusiva: 1. Nicole, seu sítio em Itaboraí se tornou quase um personagem nas suas redes sociais. Em que momento você percebeu que a vida no campo poderia virar também um conteúdo tão forte e querido pelo público? Foi algo muito natural. Eu comecei a mostrar minha rotina no sítio porque realmente amo aquela vida: cuidar dos animais, plantar, acordar cedo. Quando percebi, as pessoas estavam gostando. Acho que o público gosta de verdade, de ver uma rotina simples, com amor pelos animais e pela natureza. O que parece um personagem continua sendo minha vida real rs. 2. Você transformou o sítio em algo que vai além do lazer, com produção de ovos e leite. Como nasceu essa visão empreendedora de transformar a rotina rural também em negócio? Sempre tive um olhar empreendedor. Mas hoje voltada para minhas ações publicitárias, tv e internet. Não penso em vender ovos, nem leite, é só pra consumo e dividir com minhas vizinhas e filhos. Eu amo dividir os frutos que dão em casa. Me lembra muito minha infância, quando minha avó fazia pamonha, compartilhava com as vizinhas, minha mãe sempre foi uma mulher muito generosa, acho que herdei isso delas. 3. Entre vacas, cabras, galinhas e até um peru chamado “Juliano Floss”, seus animais viralizam na internet. De onde vem essa criatividade para humanizar essa rotina do campo e aproximar ainda mais o público? Eu sempre gostei de humor e de brincar com as situações do dia a dia. Cada animal tem uma personalidade, então eu acabo criando histórias, dando nomes divertidos e o público entra nessa brincadeira comigo. Acho que isso aproxima muito as pessoas da vida no campo. E pra morar comigo tem que ser artistas que eu ame muito , porque minha casa é sagrada pra mim . 4. Depois da sua participação no Dança dos Famosos no Domingão com Huck, você comentou sobre o desejo de explorar mais o humor e até atuar em novelas. Que novos caminhos na TV você gostaria de conquistar nos próximos anos? Participar do Dança dos Famosos no Domingão com Huck despertou ainda mais em mim a vontade de me desafiar artisticamente. Tenho muita vontade de explorar o humor, fazer personagens e quem sabe ser uma futura apresentadora. Gosto de comunicação e de entreter as pessoas, então quero continuar abrindo novos caminhos na TV. 5. Seu sítio mistura natureza, luxo e espiritualidade, com capela, heliponto e mais de 80 animais. O que esse refúgio representa hoje para você, tanto na sua vida pessoal quanto na sua imagem pública? O sítio é meu refúgio e meu equilíbrio. É onde eu me conecto com Deus, com a natureza e comigo mesma. Ali eu encontro paz, mas também construí algo que virou parte da minha história com o público. As pessoas acompanham essa rotina e se sentem próximas de mim através disso. Ele representa minha tragetoria pessoal e profissional. Minhas conquistas, minha essência, fruto de muito trabalho e de renúncias também.
- A Ciência de Escutar o Invisível: Como a fisioterapeuta e pesquisadora Carina Bezerra amplia a forma como a área da saúde compreende o zumbido
Photo: @andersonmmacedo_ @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @eduardomurari - @diegobbueno / Studio: @openstudio / Existem carreiras que seguem caminhos previsíveis dentro de uma profissão. E existem aquelas que começam com uma inquietação silenciosa, quase impossível de ignorar. No caso da fisioterapeuta e pesquisadora Carina Bezerra, tudo parece ter começado com uma recusa íntima em aceitar respostas prontas. Ainda no início da formação, havia uma sensação clara de que repetir caminhos já completamente explorados não seria suficiente. A curiosidade intelectual parecia empurrá-la na direção oposta, para perguntas que ainda não haviam sido totalmente formuladas. Esse impulso a levou ao estudo das disfunções temporomandibulares, um campo que conecta musculatura, dor e função mandibular. Foi nesse território clínico que uma pergunta inesperada começou a surgir. Se músculos e articulações da face podem influenciar tantas funções do corpo, por que não poderiam também influenciar algo aparentemente distante, como o zumbido? Hoje essa pergunta parece natural dentro da literatura científica. Mas quando ela começou a explorá-la, o território ainda era difuso e pouco investigado. Com o tempo, aquela curiosidade inicial deixaria de ser apenas uma intuição clínica e passaria a se transformar em pesquisa. Um de seus primeiros estudos sobre a relação entre estruturas musculoesqueléticas e o zumbido ajudou a ampliar a discussão sobre o chamado zumbido somatossensorial, campo que investiga como diferentes sistemas do corpo podem influenciar a percepção do zumbido. A repercussão daquele estudo ultrapassou o ambiente acadêmico de forma inesperada. O trabalho acabou sendo citado pelo The New York Times, levando uma investigação conduzida por uma fisioterapeuta brasileira a circular em um dos maiores jornais do mundo. Para ela, no entanto, o impacto mais profundo da pesquisa não se mede apenas pela visibilidade. Ele aparece no consultório. Ao longo de mais de duas décadas atendendo pacientes com zumbido, uma realidade passou a se repetir com frequência inquietante. Muitas pessoas chegam após uma longa jornada em busca de respostas, carregando exames, diagnósticos e uma frase que ouviram inúmeras vezes ao longo do caminho. A de que o zumbido não tem tratamento. Foi ouvindo essas histórias que sua investigação deixou de ser apenas científica e passou a assumir uma dimensão profundamente humana. A própria pesquisadora gosta de se descrever por meio de uma metáfora curiosa. A da cabra-montesa, animal conhecido pela precisão com que escolhe cada passo e pela capacidade de avançar por terrenos onde poucos se aventuram. Hoje, a trajetória de Carina Bezerra atravessa três frentes que se alimentam mutuamente. A clínica, onde pacientes buscam alívio para um sintoma frequentemente negligenciado. A ciência, que procura compreender melhor os mecanismos que o sustentam. E a educação, por meio da qual ela forma profissionais e compartilha conhecimento sobre um tema que ainda desafia muitas certezas da medicina. Se durante muito tempo o zumbido foi tratado como um território sem respostas, sua trajetória aponta para outra possibilidade. A de que compreender certos sintomas exige algo que a ciência e a medicina nem sempre exercitam com tempo suficiente. Escuta. Escutar o corpo. Escutar o paciente. Escutar aquilo que existe além do ruído. Depois de construir uma trajetória sólida entre clínica, ciência e formação de profissionais, Carina Bezerra tornou-se uma das vozes mais consistentes na investigação do zumbido dentro da área da saúde. Conversamos com a pesquisadora sobre ciência, escuta e os caminhos que ainda precisam ser explorados. Sua trajetória como fisioterapeuta pioneira na área de zumbido atravessa mais de duas décadas entre pesquisa científica, prática clínica e formação de profissionais. Em algum momento dessa jornada você percebeu que estava construindo um novo modo de compreender o zumbido dentro da área da saúde? Desde muito cedo na minha formação eu tinha um receio muito claro: o de cair naquilo que gosto de chamar de melancolia intelectual, o território do “mais do mesmo”. Eu não queria me tornar uma profissional de um livro só. Essa inquietação surgiu ainda no final da graduação, quando fui escolher o tema do meu trabalho de conclusão de curso. Procurei algo que flertasse com meu interesse clínico, mas que ao mesmo tempo explorasse um território pouco percorrido pelos meus colegas. Foi assim que comecei a estudar a atuação do fisioterapeuta nas disfunções temporomandibulares. Pouco tempo depois, o zumbido entrou na minha vida de forma inesperada. E rapidamente me encantei com a ideia de pesquisar dentro desta área. Havia sido criado um fio condutor na minha cabeça entre a via somatossensorial (muscular) e a via auditiva (zumbido), mesmo sem eu nunca ter lido nenhum artigo na literatura científica. O verdadeiro ponto de virada aconteceu em 2008, quando publiquei o primeiro artigo científico sobre zumbido escrito por um fisioterapeuta. Naquele momento percebi que estávamos abrindo um novo campo de discussão sobre como esse sintoma poderia ser compreendido, avaliado e tratado. A repercussão foi muito maior do que eu imaginava. O estudo acabou sendo citado pelo The New York Times, e ali ficou claro para mim que aquele caminho de investigação tinha potencial para ampliar a forma como o zumbido vinha sendo abordado dentro da área da saúde. Isso tudo foi um bom despertar. Um grande turning point. Seu trabalho ajudou a consolidar o conceito de zumbido somatossensorial, conectando sistemas do corpo que por muito tempo foram estudados de maneira isolada. O que essa descoberta revelou para você sobre os limites de uma medicina excessivamente fragmentada e sobre a importância de olhar o corpo humano de forma mais integrada? Quando iniciei minhas pesquisas, entrei em contato com o trabalho do médico neurologista Robert Levine, que havia levantado a hipótese de uma interação entre a via somatossensorial e o zumbido. Aquilo foi revelador para mim, porque mostrou que essa conexão entre sistemas nunca esteve ausente. Ela sempre existiu. O que faltava era percepção clínica para reconhecê-la. O verdadeiro problema não era a ausência de conhecimento, mas a sua desidratação dentro da prática clínica. Porque ciência que permanece confinada ao papel sofre um processo silencioso de fossilização. Costumo explicar o surgimento do zumbido usando a metáfora de um copo. A base desse copo geralmente é a perda auditiva ou alguma alteração na via auditiva. Mas o nível do líquido vai subindo à medida que diferentes fatores se acumulam. Influências musculares, emocionais e sistêmicas podem aumentar esse nível até que o copo transborde e o zumbido se torne perceptível para o paciente. Essa perspectiva me revelou algo importante: reduzir o paciente com zumbido a uma única estrutura anatômica é um tipo de miopia clínica. O corpo humano não funciona em compartimentos isolados. Ele opera como uma rede viva de interdependências fisiológicas. Muitas pessoas que convivem com zumbido descrevem uma jornada marcada por frustração, incerteza e, muitas vezes, pela sensação de invisibilidade dentro do próprio sistema de saúde. Ao longo da sua carreira, houve encontros ou histórias de pacientes que transformaram profundamente a forma como você passou a compreender esse sofrimento? Ao longo desses anos aprendi que o zumbido pode assumir muitas faces. Desde pacientes dominados por pensamentos catastróficos até aqueles que convivem com o sintoma sem sofrimento algum. Todos eles ensinam algo e deixam sua marca. São mais de duas décadas atendendo cerca de cinquenta pacientes com zumbido por semana. Crianças, adultos, idosos. Histórias muito diferentes atravessando o mesmo sintoma. Já me emocionei profundamente ouvindo relatos complexos. Já celebrei com entusiasmo os casos de remissão completa. Mas existe algo que ainda me inquieta profundamente: a frequência com que esses pacientes chegam ao consultório carregando a mesma frase que ouviram repetidas vezes ao longo do caminho, a de que o zumbido não tem nenhum tratamento. Esse tipo de afirmação cria algo silencioso dentro da medicina: uma forma de invisibilidade clínica. O zumbido talvez seja um dos sintomas que mais sofrem com o reducionismo clínico dentro da medicina. Uma das bandeiras que levanto com mais convicção é justamente combater esse estreitamento conceitual. O zumbido não pode continuar aprisionado em um pensamento monotemático, e muito menos em um pressuposto falacioso. Além da pesquisa e da prática clínica, você também se tornou uma educadora ao formar profissionais e compartilhar conhecimento. Em que momento percebeu que seu trabalho também significava construir uma comunidade de profissionais com expertise em zumbido capazes de olhar para o sintoma com mais profundidade, escuta e sensibilidade? Essa percepção surgiu de duas experiências muito marcantes. A primeira foi começar a ouvir os resultados clínicos dos meus alunos e perceber que muitos de seus pacientes também estavam alcançando a remissão completa do zumbido. Naquele momento ficou claro para mim que o conhecimento havia deixado de ser algo concentrado e começava a se tornar algo vivo, em expansão. A segunda transformação aconteceu quando passamos a discutir casos clínicos em um verdadeiro diálogo entre pares. Aos poucos deixei de me ver como a única fisioterapeuta navegando nesse território e comecei a reconhecer uma geração de profissionais profundamente comprometidos com o cuidado desses pacientes. Durante muito tempo caminhei praticamente sozinha nesse território. Hoje vejo algo que me emociona: um ecossistema crescente de clínicos investigando o zumbido com mais profundidade, mais escuta e mais sensibilidade humana. E é esse ecossistema que eu quero preservar. A espinha dorsal da minha missão é simples: ampliar, ano após ano, o número de pacientes que conseguem alcançar a remissão do zumbido. E isso só acontece quando o conhecimento e as conquistas deixam de ser patrimônio individual e passam a circular entre profissionais preparados para enxergar o paciente para além do sintoma. A construção de uma carreira científica raramente segue um caminho linear. Ao investigar um tema que durante muito tempo recebeu pouca atenção dentro da área da saúde, houve momentos de dúvida, resistência ou até isolamento intelectual? O que sustentou sua decisão de continuar? Depois de tantos anos dedicados à pesquisa, ao cuidado com pacientes e à formação de novos profissionais, qual você sente que é hoje a sua voz dentro desse campo? Uma analogia que eu costumo fazer com a minha personalidade, e que sempre me agradou, é a da cabra-montesa. Não apenas pela persistência, pela precisão ao escolher cada passo ou pela capacidade de sobreviver em ambientes hostis, mas principalmente por uma característica muito particular: ela vai exatamente onde quase ninguém vai. E eu escolhi um território que muitos profissionais preferem evitar. E para percorrer esse território eu sabia que não bastava curiosidade. Era preciso resistência. O zumbido é um pouco assim. Um território clínico complexo e frequentemente negligenciado. Durante muito tempo, a resposta mais comum oferecida aos pacientes foi simplesmente que não havia muito a fazer. Isso cria um tipo silencioso de abandono dentro da própria área da saúde. Eu senti que precisava subir esta montanha. E foi o encontro com tantos pacientes desamparados que sustentou minha decisão de continuar. Pacientes que não sofriam apenas com um sintoma, mas com a sensação de não serem compreendidos. Foi ali que percebi que desistir desse campo seria a escolha mais fácil, mas não necessariamente a mais responsável. Curiosamente, eu costumo dizer que não fui eu quem escolheu o zumbido. De certa forma, foi ele que me escolheu. As coisas que são nossas acabam achando a gente. Toda a minha vida profissional acabou orbitando esse tema: minha prática clínica, pesquisas, a formação de profissionais e também a educação que compartilho nas redes sociais. Há ainda dois fatos curiosos nessa história. Eu mesma tive um episódio de zumbido há cerca de dez anos, que depois entrou em remissão completa. E minha filha se chama Melissa, um nome de origem grega que significa abelha. Gosto de pensar nisso como um símbolo involuntário de algo que constrói, pouco a pouco. Hoje sinto que minha voz dentro desse campo não está em apenas um lugar. Ela existe na interseção entre clínica, ciência e educação. Para transformar a vida de um paciente no consultório, preciso do estudo e da pesquisa bem conduzida. Para ensinar outros profissionais, preciso da pesquisa e da experiência clínica. E nas redes sociais procuro cumprir um papel igualmente importante: disseminar informação básica, clara e responsável. Porque no zumbido, muitas vezes, o tratamento começa antes de qualquer intervenção. Ele começa quando o paciente finalmente recebe informação correta. Se pudesse amplificar uma única mensagem para o mundo sobre o zumbido e sobre a forma como lidamos com esse sofrimento, qual gostaria que fosse realmente ouvida e compreendida? Se eu pudesse amplificar uma única mensagem sobre o zumbido para o mundo, seria esta: zumbido tem tratamento. Tratar o zumbido não significa apenas alcançar a remissão total do sintoma. Na prática clínica existem muitos tons de cinza entre o sofrimento intenso e o silêncio absoluto. Reduzir o volume do zumbido é tratar. Torná-lo intermitente é tratar. Diminuir o sofrimento do paciente também é tratar. O zumbido é um sintoma exigente. Ele exige muito de quem sofre, mas também de nós, profissionais de saúde. Por isso, pacientes precisam buscar profissionais com experiência real no tema. E aos profissionais de saúde deixo um apelo. Poucas frases são tão devastadoras para um paciente quanto ouvir que “zumbido não tem tratamento”. Quando não soubermos conduzir um caso, encaminhar é um ato de responsabilidade e respeito. Porque na área da saúde, retirar a esperança de um paciente nunca pode ser mais fácil do que buscar caminhos para ajudá-lo.
- Vitória Guarizo: a voz da diversidade que estrela a edição STARS da Hooks Magazine
‘STARS’ EDITION COVER - MARCH 2026 ISSUE Photography: @johnnymoraesph / Creative Direction: @vitoriaguarizo / Art Direction: @gagumsilvestre / Set Design: @raphaelguaceroni / Set Design Assistants: @cosmicnath, @maadjr, @raffffff000000 / Beauty: @barbtwoo / Photo Assistant: @_vininiv / Styling: @m4theusguedes / Backstage: @ilumi.nath / Art Object: @cauastevaux Alternative Cover Criadora de conteúdo, ativista e empreendedora social, Vitória Guarizo , também conhecida como Vicki Demito, é a capa da nova edição STARS da Hooks Magazine , destacando uma trajetória marcada pela defesa da diversidade, pela criação de oportunidades e pela ampliação de narrativas sobre identidade e inclusão. Com uma presença crescente nas redes sociais e em projetos de impacto social, Vitória transformou sua própria história em uma plataforma de diálogo e inspiração. Sua atuação busca ampliar debates sobre cidadania, representatividade e acesso ao mercado de trabalho para pessoas trans. À frente do Selo Vitória , iniciativa que fundou, ela desenvolve projetos que conectam talentos trans a oportunidades reais de trabalho, educação e desenvolvimento pessoal, além de promover eventos e ações sociais voltadas à autonomia e à dignidade da comunidade. Segundo Vitória, a percepção de que sua voz poderia impactar outras pessoas surgiu de forma natural ao longo de sua trajetória. “Como uma mulher trans presente nas redes e em espaços públicos, percebi que compartilhar minha história não impactava apenas a minha vida, mas também inspirava outras pessoas”, afirma. “Muitas vezes recebo mensagens de pessoas dizendo que se sentiram mais fortes ou confiantes ao ver alguém vivendo sua verdade com autenticidade.” Esse retorno do público reforçou sua decisão de utilizar a visibilidade digital como instrumento de transformação social. O Selo Vitória nasceu justamente da necessidade de criar pontes concretas entre talento e oportunidade. Para a ativista, um dos maiores desafios foi estruturar o projeto de forma profissional e sustentável, mostrando às empresas que a diversidade pode fortalecer ambientes de trabalho e estimular inovação. “O Selo Vitória nasceu de um sonho muito simples, mas muito poderoso: criar pontes reais entre talentos trans e oportunidades no mercado”, explica. “Ver pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade conquistando espaço ou recuperando a autoestima é algo que me emociona profundamente.” Para Vitória, o setor empresarial e a indústria criativa possuem um papel fundamental na construção de um mercado de trabalho mais inclusivo. A presença de diversidade em ambientes profissionais, campanhas publicitárias e produções audiovisuais contribui para transformar percepções e ampliar possibilidades. “As empresas têm um papel essencial nessa transformação. Quando vemos mais diversidade no audiovisual, na publicidade e nas lideranças, isso ajuda a mudar percepções e ampliar horizontes para toda a sociedade.” Paralelamente à sua atuação social, Vitória também investe em sua formação artística. Atualmente, ela estuda atuação na Academia Internacional de Cinema , aprofundando sua pesquisa em interpretação e narrativa audiovisual. Para ela, a arte é uma ferramenta poderosa para construir empatia e contar histórias que ainda precisam ganhar espaço. “A arte tem a capacidade de conectar pessoas com realidades diferentes das suas. O audiovisual e o teatro ajudam a construir novas narrativas sobre identidade, diversidade e humanidade.” Transitanto entre projetos sociais, comunicação digital e o universo artístico, Vitória acredita que essas plataformas se complementam na missão de gerar impacto. “As redes sociais permitem um diálogo direto com o público, enquanto o audiovisual amplia esse alcance por meio da arte e da narrativa. Quando essas linguagens se encontram, conseguimos gerar não apenas visibilidade, mas também impacto emocional e social.” O futuro, segundo ela, inclui a expansão do Selo Vitória , com novas parcerias empresariais, programas de formação e oportunidades para talentos trans em diferentes áreas. Entre os planos também está levar a iniciativa para outros países e criar conexões internacionais de colaboração. No campo artístico, Vitória pretende continuar explorando o audiovisual e participar de projetos que tragam mais representatividade e sensibilidade para o debate sobre identidade e diversidade. Entrevista: 1. Sua trajetória combina ativismo, empreendedorismo social e presença digital. Em que momento você percebeu que sua voz poderia se transformar também em uma ferramenta de transformação coletiva? Acho que esse entendimento veio de forma muito natural ao longo da minha própria trajetória. Como uma mulher trans que sempre esteve presente nas redes e em espaços públicos, percebi que compartilhar a minha história não impactava apenas a minha vida, mas também inspirava outras pessoas. Muitas vezes recebo mensagens de pessoas dizendo que se sentiram mais fortes ou mais confiantes ao ver alguém vivendo sua verdade com autenticidade. Foi aí que entendi que a minha voz poderia ir além da expressão pessoal e se tornar também uma ferramenta de transformação coletiva. 2. O Selo Vitória nasce com a proposta de conectar talentos trans a oportunidades reais. Quais foram os maiores desafios para estruturar esse projeto e quais impactos já te emocionaram mais ao longo do caminho? O Selo Vitória nasceu de um sonho muito simples, mas muito poderoso: criar pontes reais entre talentos trans e oportunidades no mercado. Um dos maiores desafios foi justamente estruturar esse projeto de forma profissional e sustentável, mostrando para empresas que inclusão não é apenas uma pauta social, mas também uma oportunidade de inovação e diversidade dentro das equipes. O projeto foi idealizado por uma grande amiga minha, Fada. Ao longo do caminho, algumas histórias me emocionaram muito. Ver pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade conquistando espaço, sendo valorizadas ou simplesmente recuperando a autoestima é algo que me toca profundamente. Esses momentos reforçam que estamos no caminho certo. 3. A empregabilidade ainda é um dos grandes desafios enfrentados pela comunidade trans. Na sua visão, qual é o papel das empresas e da indústria criativa na construção de um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo? As empresas têm um papel fundamental nessa transformação. A inclusão verdadeira começa quando as oportunidades são abertas de forma concreta, não apenas no discurso. A indústria criativa, em especial, tem uma força enorme porque trabalha com narrativas, representações e imaginários coletivos. Quando vemos mais diversidade nos ambientes de trabalho, na publicidade, no audiovisual e nas lideranças, isso ajuda a mudar percepções e ampliar horizontes para toda a sociedade. 4. Além da atuação social, você também investe na formação artística e estuda atuação na Academia Internacional de Cinema. Como a arte e a interpretação podem contribuir para ampliar narrativas e mudar percepções sobre identidade e diversidade? A arte tem uma capacidade única de gerar empatia. Quando interpretamos uma história ou assistimos a uma narrativa bem construída, conseguimos nos conectar com realidades que muitas vezes são diferentes das nossas. Estudar atuação na Academia Internacional de Cinema tem sido uma experiência muito enriquecedora para mim, porque amplia minhas ferramentas de comunicação e expressão. Acredito que o audiovisual e o teatro têm um papel muito importante na construção de novas narrativas sobre identidade, diversidade e humanidade, permitindo que histórias mais plurais sejam contadas e reconhecidas. 5. Você transita entre projetos sociais, comunicação digital e agora também o audiovisual. De que forma essas diferentes plataformas se complementam na sua missão de gerar impacto e visibilidade? Para mim, essas plataformas se complementam de maneira muito natural. As redes sociais me permitem dialogar diretamente com o público e compartilhar reflexões, experiências e iniciativas sociais. Já o audiovisual e a atuação ampliam esse alcance por meio da arte e da narrativa. Quando essas linguagens se encontram, conseguimos gerar não apenas visibilidade, mas também impacto emocional e social. É uma forma de comunicar ideias, inspirar pessoas e abrir novas conversas sobre inclusão e diversidade. 6. Ao olhar para o futuro, quais são os próximos passos do Selo Vitória e quais histórias ou projetos você ainda sonha em levar para o público, seja no campo social, digital ou artístico? O Selo Vitória ainda tem muitos caminhos pela frente. Queremos ampliar as parcerias com empresas, criar mais programas de formação e abrir novas oportunidades para talentos trans em diferentes áreas. Também sonho em levar o projeto para outros países e construir pontes internacionais de colaboração e impacto social. No campo artístico, desejo continuar explorando o audiovisual e contar histórias que tragam mais representatividade e sensibilidade para o debate sobre identidade e diversidade. Acredito que quando unimos arte, propósito e diálogo, conseguimos construir transformações reais e duradouras.
- Estilista Charles Hermann assina vestido de debutante em festa avaliada em mais de R$ 1,5 milhão
Photo Disclosure Press O estilista Charles Hermann, da Victoria Alta Costura, foi o nome escolhido para criar o vestido da debutante Maria Antônia Araújo, filha de Tarcila Araújo, 46, e Ricardo Araújo, 51, que celebrou seus 15 anos em grande estilo em uma festa luxuosa realizada na Na Casa Giardino. O evento, que reuniu familiares e convidados em uma noite marcada por sofisticação e emoção, teve produção grandiosa e foi avaliado em mais de R$ 1,5 milhão. Para a ocasião, Charles desenvolveu um vestido exclusivo pensado especialmente para refletir a personalidade da aniversariante. O modelo, que chamou atenção pela elegância e riqueza de detalhes, foi um dos pontos altos da noite. Photo Disclosure Press “Criamos um vestido com o DNA da Maria Antônia. A ideia foi traduzir a essência dela em cada detalhe, desde a escolha do tecido até o desenho final. Foi um processo muito especial”, destacou o estilista. A celebração também contou com uma atração musical de peso: a dupla Matheus & Kauan, que comandou o show da noite e animou os convidados com seus grandes sucessos. Photo Disclosure Press Entre decoração sofisticada, produção impecável e momentos emocionantes, a festa entrou para a memória dos convidados como uma das celebrações mais marcantes da temporada. O vestido assinado por Charles Hermann, por sua vez, reafirma o talento do estilista à frente da Victoria Alta Costura na criação de peças únicas para ocasiões especiais. A assessoria e organização da celebração ficaram a cargo de Andrea Nabeta, responsável por coordenar os detalhes do evento. Photo Disclosure Press Photo Disclosure Press
- Na contramão das estatísticas, 58% dos cargos de liderança da DLK Modas são ocupados por mulheres
Photo Disclosure Pesquisas apontam que as mulheres ganham, em média, 19,4% a menos que os homens e ocupam apenas 35% dos cargos de liderança em todo Brasil. Apesar dos avanços no mercado de trabalho, a desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste. O 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial de 2024 revelou que as mulheres ganham, em média, 19,4% a menos que os homens. Um levantamento da Diversitera, empresa especializada em promover diversidade, equidade e inclusão (DEI) dentro das organizações, revelou que apenas 35% dos cargos de liderança (gerência executiva, diretoria e C-level) são ocupados por mulheres, enquanto elas representam 70% das funções operacionais, como recepção e limpeza. Mas algumas empresas apostam na diversidade e equidade. 60% do quadro de funcionários da DLK Modas é formado por mulheres. 58% dos cargos de liderança são ocupados por elas. As mulheres estão no centro das decisões que movem a marca. Na DLK, a promoção e valorização da mulher não aparecem somente em datas comemorativas. Está nas ideias, nas criações, nas decisões estratégicas, no cuidado com cada detalhe das coleções e na energia que move o cotidiano da marca. Mulheres estão presentes onde a direção é definida e onde as próximas conquistas começam a ser construídas. "Celebramos todas que se movimentam com coragem, visão e disciplina, porque cada passo dado por uma mulher abre caminho para muitas outras! "DLK é potência feminina em movimento", afirma a empresa.
- Dr. Adjaldes Ribeiro de Moraes Júnior: excelência em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia
'HEALTH' EDITION COVER - MARCH 2026 ISSUE Photos: Elisa Mancuzo As doenças do coração continuam sendo um alerta no Brasil. Elas respondem por uma média de 30% dos óbitos ocorridos somente em território nacional. Contudo, quando se aponta os tratamentos mais eficazes, o Dr. Adjaldes Ribeiro de Moraes Júnior se destaca como referência. Excelência no assunto e trabalhando em duas frentes amplas (Tecnologia Endovascular Avançada e Medicina Regenerativa), sua história é abordada nesta matéria, ele estando a frente de um instituto e contando ainda com uma aliança familiar importantíssima em seus propósitos. O sucesso profissional e a fundação do INSTITUTO MJR, um centro de excelência em saúde que alia tecnologia de ponta e humanização, não podem ser dissociados do apoio incondicional e da parceria com sua esposa, Dra. Naiza Alves Correa Krobel de Moraes. Parceria Pessoal e Profissional: o encontro com Naiza, uma profissional brilhante (Ginecologista especialista em Ecografia Vascular e Fertilidade), ocorreu durante um período crucial de sua formação em São Paulo (Residência em Cirurgia Geral no HSPM). Este relacionamento floresceu em uma vida conjugal e familiar que serve de alicerce fundamental. Sustentação na Jornada : a dedicação necessária para alcançar a excelência em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia exige longas horas e sacrifícios. O sucesso nesta jornada, culminando na liderança do INSTITUTO MJR, é compartilhado e mantido pelo apoio mútuo e pela compreensão de quem também trilha uma carreira exigente na medicina. Motivação e Propósito: a família que ambos construíram, com os filhos Pedro e Beatriz, é a maior bênção e a força motriz que impulsiona seus projetos. O fato de descrever os filhos como "presentes de Deus em uma vida abençoada e compartilhada ao lado da minha linda esposa" ressalta que o seu sucesso não é apenas profissional, mas um projeto de vida holístico e conjunto. O Dr. Adjaldes Ribeiro de Moraes Júnior personifica a fusão de uma ambição de infância concretizada, excelência técnica e uma liderança empresarial em saúde. Contudo, ele faz questão de enfatizar que a realização plena é construída e compartilhada com a Dra. Naiza, cujo apoio é a base para que ele possa prosperar tanto na clínica quanto em casa. Saiba mais sobre os dois profissionais acessando seus perfis no Instagram: @dr.moraesjr @dra.naiza Compre sua revista impressa da edição HEALTH, enviada globalmente pela gráfica internacional MagCloud, clicando abaixo:











