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Kelly Key and Family

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Ariadna Arantes: a primeira mulher trans a participar de um BBB, em exclusiva para Hooks Magazine.


Créditos:


Photo: @glauberbassi

Stylist: @lidicorpas

Studio: @wmood_oficial

Design: @capitaoganchu



Ariadna Arantes é maquiadora, modelo e influenciadora digital nascida no Rio de Janeiro - RJ. A bela ganhou maior visibilidade ao participar da 11ª edição do programa Big Brother Brasil, onde foi a primeira participante trans na história do reality show.



Após deixar o programa, ela voltou para a Itália (sua segunda pátria, como gosta de chamar) pois morou lá por mais de 17 anos. Atualmente vive no Brasil, e é uma grande influencer digital acumulando já mais de 1M de seguidores no Instagram, e também fez parte do programa No Limite, também apresentado na rede Globo.


Ariadna é a uma grande voz ativa e extremamente necessária na comunidade LGBTQIA+ pois está constantemente se unindo à causas pela vida e cidadania das pessoas trans. Infelizmente, pelo 12º ano consecutivo, o Brasil é país que mais mata transexuais no mundo. Isso mostra o quão difícil é ser trans na nossa sociedade. Ariadna sofreu diversos episódios de transfobia e carrega com ela uma grande força que a credencia a transmitir a mensagem de empoderamento.



Imagine a seguinte situação: quando outras pessoas descrevem você, elas sempre usam os termos errados. A sua vida toda você viveu isso e, apesar da certeza de que aqueles termos estão errados, algumas vezes você nem mesmo sabe quais são as palavras certas.


Vivemos em um momento em que ter voz é realmente uma oportunidade de mudar as coisas, quebrar padrões e libertar toda uma geração de pessoas que sofrem injustamente.




Gostaria de agradecer por pessoas como Ariadna, que realmente mudam as coisas! Que lutam por uma causa e que por sensibilidade e empatia salvam e transformam vidas.



Deixo aqui uma frase dita pela mesma:



"Independente se sua luta é legítima. E isso fala das pessoas. É o que acontece comigo. Mas pra mim a luta tem que continuar. Se não por mim pelas próximas que estão por vir".


Não deixe de ler a entrevista. Que possamos nos apegar a exemplos de atitude como esse!




1- Você é uma mulher incrível, esbanja beleza, carisma e talento! Foi a primeira integrante transexual de um reality show em rede nacional, o que agregou uma grande carga em suas costas, afinal, nem tudo são flores. Para chegar até aqui, você teve de percorrer um longo caminho de desconstrução da sociedade em relação a visibilidade Trans e transfobia. Conte-nos um pouco mais sobre sua história. Não foi fácil. Todos esses anos me sentindo sozinha e sem o apoio e nadando contra a maré. Infelizmente vivemos em um país hipocritamente preconceituoso. E hoje quando você se posiciona e grita pelas causas, você se encontra entre a cruz e a espada. De um lado as pessoas que se identificam com suas jornadas, vivências e dores, do outro o lado econômico, aquele que tudo controla. Porque nós não podemos nos posicionar tanto, as grandes empresas não querem contratar alguém militante em tempo integral para ser a imagem né? Independente se sua luta e legítima. E isso fala as pessoas. E o que acontece comigo. Mas pra mim a luta tem que continuar. Se não por mim pelas próximas que estão por vir. 2- Como você se sentiu ao participar do BBB? E o que ele significou para você? Senti um mix de emoções, na época pensei: meus problemas acabaram. Financeiramente eu vou me estabilizar. E não foi bem assim né? Mas significou muito. Vivi muitas coisas lindas. O BBB me proporcionou conhecer meus ídolos, viajar o país inteiro, ser notícia internacional. É gratificante sabe?

3-Você está sempre na luta pela vida e cidadania das pessoas Trans, Infelizmente o Brasil continua no posto de país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Ter alguém como você com tamanha visibilidade e influência como exemplo é algo que realmente faz a diferença! Como você se sente diante de tamanha responsabilidade? Por um lado ser referência é motivo de orgulho né? Caramba minha jornada e referência pra milhares de pessoas e eu sou grata por essa missão. Mas também é cansativo. Como todos eu estou passível de erros e acertos. E a todo tempo sinto uma cobrança de que eu não posso errar. Hoje não sou a única que levanta essa bandeira. Mas infelizmente do meio artístico e influenciador, sou a que mais da a cara a tapa. As outras se limitam até pelo fato das agências por trás, os trabalhos. E isso de uma certa forma me prejudica. Mas não consigo ser eu se não me entregar de corpo e alma algo que defendo. Pra mim hoje, motivo de representatividade e orgulho são as mulheres trans na política Como Erika Hilton Erica Mulanguinho, Tabattha Pimenta e dentre outras né? O brasil foi o país que elegeu mais mulheres trans no mundo. E isso sim é motivo de orgulho pra mim. 4- Além do BBB você também marcou presença em No Limite, reality apresentado pela Globo, teria algum outro reality que gostaria de participar? Eu amo vivências e experiências né? Sou geminiana ascendente em leão e lua em leão (risos) toparia sim. Mas infelizmente no nosso país, ainda existe preconceito demais. A globo sempre foi um meio d comunicação aberto pra mim. Até a rede TV já me deu voz algumas vezes .

Já as outras não posso dizer o mesmo… oportunidade mesmo só a globo me deu.

5-Você está sempre em movimento, quais são os seus projetos e expectativas para esse ano de 2022? O que você espera conquistar? Espero de coração que seja um ano de adaptação e mudanças. Eu estou pensando seriamente em me candidatar na política. Ainda esse ano. Acho que já passou da hora de militar no conforto do lar e fazer algo. Sou muito intensa. Espero ser eleita né? Ainda não tem nada definido. Mas tenho sim essa vontade de fazer algo pela minha classe LGBTQIAP+ e pelas mulheres trans, intersexo e mulheres cis ( pretas grávidas idosas etc… ) tenho muitas ideias e projetos que acho que seriam ótimos ter apoio das pessoas para termos uma sociedade melhor e igualitária 6-E por último, mas não menos importante: qual é a sua voz? O que você gostaria de gritar para o mundo se tivesse oportunidade?


Minha voz é daquela ainda machucada e sangrando que sofre os rótulos da sociedade, que tem a voz muitas das vezes calada ou diminuída. Nós existimos. Estamos aqui. Nos respeitem. E somos resistência. E vamos conseguir




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