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Elian Gallardo apresenta os conceitos do Calendário EGM 2026

O Calendário EGM 2026 começa no alto em todos os sentidos. Idealizado e dirigido por Elian Gallardo, o projeto estreia com o tema Mountain, que inaugura a narrativa do ano apostando em altitude, contemplação e construção simbólica de carreira. Mais do que marcar datas, o calendário propõe um manifesto visual sobre tempo, corpo e posicionamento no mercado da moda.


Elian Gallardo apresenta os conceitos do Calendário EGM 2026
Photo Disclosure Press

Fotografado em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, o primeiro capítulo do calendário transforma a paisagem natural em parte ativa da narrativa. Montanhas, floresta, rios, o clima serrano e a presença de um trailer compõem um cenário que ultrapassa a função estética e dialoga diretamente com os conceitos de ascensão, resistência e trajetória profissional.


“Campos do Jordão reúne tudo o que o conceito pede: altitude, silêncio, força e contemplação. A natureza participa da imagem”, afirma Elian.

O ensaio traz referências ao imaginário cinematográfico do filme O Segredo de Brokeback Mountain, evocando liberdade, introspecção e a conexão entre corpo e paisagem. Em cena, os modelos Otávio Gimenes, eleito Muso do Verão, e Luiz Ferrer, boxer e modelo, representam corpos que comunicam potência, disciplina e presença, valores centrais da Elian Gallardo Model.


Reconhecido por descobrir e projetar talentos, Elian Gallardo assina a direção criativa e a fotografia do calendário, reforçando sua marca autoral ao construir narrativas visuais com alcance nacional e internacional.


“O Calendário EGM 2026 não é sobre datas. É sobre tempo, força e posicionamento. Janeiro nasce em altitude porque carreira se constrói no topo, não no conforto”, resume.
Elian Gallardo apresenta os conceitos do Calendário EGM 2026
Photo Disclosure Press

Mais do que um projeto editorial, o calendário também carrega um aspecto autobiográfico. A ideia de viver em um trailer, cercado pela natureza e pelas montanhas, sempre fez parte do imaginário do fotógrafo, um desejo de liberdade, essência e desaceleração que agora se materializa em imagem.


“Esse projeto une um sonho pessoal, uma necessidade real do mercado e um resgate criativo que estava adormecido”, explica.

O Calendário EGM 2026 surge como resposta à perda de espaço da imagem autoral na era digital acelerada. Elian propõe resgatar o impacto dos grandes calendários e editoriais produzidos entre o fim dos anos 1980, os anos 1990 e o início dos anos 2000, quando a fotografia tinha tempo, conceito e permanência.


“Houve uma época em que a imagem tinha impacto e profundidade. Isso se perdeu. Eu quis trazer de volta, mas com uma nova roupagem”, afirma.

O projeto dialoga com referências icônicas como os calendários da Pirelli, editoriais da V Magazine e antigos calendários olímpicos, além da influência direta de fotógrafos como Bruce Weber, Mario Testino e Steven Klein. Campanhas históricas da Abercrombie and Fitch e os grandes shows da Victoria’s Secret também ajudaram a moldar o olhar estético do diretor.


“Eles não retratavam apenas beleza. Criavam identidade, atitude e personagens. Era isso que eu queria reviver”, diz.

Outro ponto central do calendário está na curadoria dos modelos. Segundo Elian, a escolha vai muito além de padrão estético.


“A seleção é profundamente estratégica e sensível. Não busco perfeição. Busco presença, atitude, verdade e coragem. O corpo é linguagem, é extensão da alma. Ele provoca, comunica e cria conexão”, explica.

O Calendário EGM 2026 mistura nomes já consolidados com new faces, mantendo a proposta de renovação constante do mercado. Cada mês funciona como um capítulo independente, com conceitos próprios. Em média, de dois a quatro modelos participam de cada tema, em produções que exigem diárias completas de oito a doze horas, especialmente em locações externas.


“O improviso só acontece depois que tudo foi pensado. Há um trabalho intenso de estudo de conceito, leitura corporal e entendimento do momento de carreira de cada modelo”, detalha.

Em formato virtual, o calendário se apresenta como uma vitrine contemporânea que resgata a força editorial de uma era marcada pela permanência da imagem, agora reinterpretada com olhar atual, autoral e estratégico.


“O Calendário EGM 2026 é memória em movimento. Um manifesto visual que honra o passado, provoca o presente e constrói o futuro”, finaliza Elian Gallardo.

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