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Pesquisa inédita revela que homens de 35 anos lideram procura por transplante capilar

há 2 horas
4 min de leitura

Levantamento mostra que 90% dos pacientes são homens e aponta busca cada vez mais precoce pelo procedimento; especialistas explicam como calvície, autoestima, redes sociais e momentos de recomeço ajudam a entender essa mudança


A imagem do homem que espera a calvície avançar durante anos para só então procurar um transplante capilar começa a mudar. Um levantamento realizado pelo Instituto Dr. Vlassios Marangos Junior revela que 35 anos é a idade mais frequente entre os pacientes que procuram o procedimento. O público atendido varia de 28 a 55 anos e 90% dos pacientes são homens.


Pesquisa inédita revela que homens de 35 anos lideram procura por transplante capilar
Dr. Vlassios Marangos

Os números ajudam a revelar uma transformação que vai além da estética. Segundo a clínica, os homens estão chegando mais cedo aos consultórios e demonstrando maior preocupação não apenas com a perda dos fios, mas com o impacto que ela pode provocar na autoestima, na percepção de juventude e na própria imagem.


“Hoje, o homem não espera necessariamente que a calvície avance para começar a buscar uma solução. Existe uma preocupação maior em preservar a imagem e a autoestima, e isso faz com que a procura aconteça mais cedo”, explica o médico especialista em transplante capilar Dr. Vlassios Marangos Junior.

Para a psicóloga, neuropsicóloga e psicanalista Cristiane Belmonte, diretora da Belmonte Saúde, o cabelo ocupa um lugar simbólico importante na construção da imagem masculina. E perceber sua perda justamente entre os 30 e 40 anos pode significar, para alguns homens, um primeiro confronto mais evidente com o envelhecimento.


Pesquisa inédita revela que homens de 35 anos lideram procura por transplante capilar
Psicóloga Cristiane Belmonte
“Existe algo quase simbólico no cabelo masculino. Ele carrega décadas de associação cultural com força, virilidade e juventude. Por isso, quando os fios começam a rarear entre os 30 e 40 anos, muitos homens não estão só perdendo cabelo, estão encarando, pela primeira vez, um sinal visível de que o tempo está passando”, explica Cristiane.

Redes sociais também colocaram os homens diante do espelho


O levantamento coincide com um período de maior exposição da imagem masculina. Reuniões por vídeo, redes profissionais, aplicativos de relacionamento e plataformas como Instagram e TikTok fizeram com que o rosto passasse a ser observado com uma frequência que não existia há alguns anos.


Se durante décadas a pressão estética foi discutida principalmente a partir da experiência feminina, ela também passou a ocupar espaço no universo masculino.


“As redes sociais colocaram o homem numa vitrine que antes era quase exclusiva do universo feminino. Hoje ele também posta, também é visto, também é comparado, o tempo todo”, afirma Cristiane. “A cobrança masculina com a aparência sempre existiu, mas ficava muito restrita à boa forma física. Hoje ela avança para pele, cabelo e expressão facial.”

Entre os pacientes atendidos pelo Instituto Dr. Vlassios Marangos Junior aparecem empresários, executivos, médicos e influenciadores, profissionais cuja imagem muitas vezes também integra a forma como se apresentam publicamente.


Divórcio, novo relacionamento e promoção podem despertar vontade de mudar


Outro comportamento percebido nos atendimentos chama atenção: a procura pelo transplante pode coincidir com períodos de transformação na vida pessoal ou profissional.


Casamento, divórcio, início de um relacionamento, promoção no trabalho e aumento da exposição profissional aparecem entre as situações relatadas por pacientes. São momentos em que a pessoa pode sentir necessidade de alinhar a imagem a uma nova etapa da própria vida.


“Divórcio, um novo amor, casamento ou uma promoção são marcos que colocam o homem numa posição de reinvenção. Ele está reconstruindo uma versão de si mesmo, e o corpo entra nesse processo”, explica Cristiane.

A psicóloga observa que, depois de um divórcio, por exemplo, pode surgir o desejo de recuperar características associadas a uma fase em que o homem se percebia mais jovem, desejado ou seguro. “Não é necessariamente uma vaidade superficial. Pode fazer parte do processo de reconstrução de identidade que esses recomeços pedem”, acrescenta.

Nem toda queda de cabelo termina em transplante


Apesar do perfil apontado pela pesquisa, ter 35 anos e apresentar calvície não significa automaticamente ter indicação cirúrgica. A causa da queda, o estágio de evolução, a qualidade da área doadora e a expectativa em relação ao resultado precisam ser avaliados individualmente.


Além da alopecia androgenética, o Instituto recebe casos relacionados a estresse, emagrecimento, pós-Covid, medicamentos e outros tipos de alopecia, além de pacientes interessados em corrigir transplantes anteriores.


“Não existe uma idade única que determine quando uma pessoa deve fazer o transplante. O mais importante é entender o motivo da queda e avaliar se o procedimento realmente é indicado para aquele paciente”, explica Vlassios.
Clínica Vlassios Marangos
Clínica Vlassios Marangos

Nos casos em que a cirurgia ainda não é indicada, tratamentos clínicos podem ser utilizados para tentar controlar a queda e preservar os fios existentes. Entre as opções oferecidas pelo Instituto estão Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP), Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e tratamentos com exossomos, definidos de acordo com a avaliação médica.


Quando cuidar da aparência deixa de ser apenas autocuidado?


A procura mais precoce também traz outra discussão: em que momento a vontade de melhorar a aparência é saudável e quando ela começa a ser comandada pela comparação ou por uma insatisfação que nenhum procedimento consegue resolver?


Para Cristiane, a resposta passa menos pelo procedimento escolhido e mais pela expectativa depositada nele.


“Cuidar da aparência de forma saudável nasce do autocuidado. A pessoa investe, se sente bem e segue vivendo normalmente mesmo que o resultado não seja perfeito. Já a insatisfação excessiva costuma vir carregada de ansiedade e da expectativa de que aquele procedimento vai resolver algo muito maior do que a estética em si”, explica.

Comparar-se constantemente com outros homens ou com fotografias de uma versão mais jovem de si mesmo, realizar sucessivos procedimentos sem satisfação e acreditar que uma mudança estética resolverá automaticamente problemas amorosos ou de autoestima são sinais que merecem atenção.


“Quando a expectativa chega nesse ponto, vale muito a pena um acompanhamento psicológico paralelo a qualquer decisão estética, para entender o que realmente está pedindo cuidado por trás disso”, conclui Cristiane.
Clínica Vlassios Marangos
Clínica Vlassios Marangos

O dado de que os 35 anos concentram a maior procura, portanto, conta uma história que não se limita à calvície. Ele ajuda a mostrar uma geração de homens que passou a olhar mais cedo para a própria aparência, mas que também está mais exposta à comparação. Entre querer recuperar os fios e tentar recuperar uma versão de si mesmo, entender a motivação pode ser tão importante quanto escolher o tratamento.


Instituto Dr. Vlassios Marangos Junior
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4249, Jardim Paulista, São Paulo – SP, CEP 01401-002
Instagram: @dr.vlassiosmarangos

Belmonte Saúde
Diretora: Cristiane Belmonte, psicóloga, neuropsicóloga e psicanalista, CRP 06/46937
Instagram: @belmontesaude
Telefone: (11) 5562-6583
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