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699 resultados encontrados para "London Fashion Week"

  • Mayari Jubini: A Revolução da Moda Entre o Artesanal e o Futurismo com a Artemisi

    Week — que renderam à Artemisi prêmios como "Runway of the Year" e "Beauty of the Year" . Enquanto o fast fashion massifica, Mayari prova que há espaço para o feito à mão com alma tecnológica acreditava esteticamente — que é a estética que eu trabalho hoje — uma fusão entre o futuro, o high fashion Em um mundo onde o fast fashion domina, sua proposta artesanal e altamente tecnológica caminha na contramão O fast fashion, com sua lógica de repetição e velocidade, terá que se reinventar.

  • NIAP: Moda com Raízes na Baixada e Olhar para o Mundo

    Photos: Angelo Pontes - @angelopontess A moda tem o poder de contar histórias. No caso da NIAP Casual Company, criada em 2021 por William Estevão da Costa Martins, 27 anos, cada peça nasce de uma vivência real, carregada de autenticidade e de um diálogo direto com as ruas da Baixada Fluminense. Em pouco tempo, a marca expandiu sua presença no mercado e consolidou-se como voz singular dentro do streetwear nacional (BR). A identidade da NIAP está enraizada no cotidiano da Baixada, mas sua linguagem alcança fronteiras muito além do Rio de Janeiro. William explica que a base criativa da marca vem da convivência em uma região onde pulsa um dos maiores eventos de arte urbana do mundo. Esse ambiente inspirador deu origem a uma moda que reflete as ruas, os encontros nas praças e a energia resiliente de quem transforma adversidades em expressão. Essa essência local, somada ao crescimento global do streetwear, abriu espaço para que a NIAP se conectasse com um público diverso, encontrando um ponto de equilíbrio entre tendências internacionais e autenticidade regional. É nessa atmosfera que surge "Vislumbre" , segunda parte da coleção Keep it Casual . Inspirada em um período de incerteza e imprecisão, a coleção traduz sentimentos universais em estampas e cortes que falam tanto de dúvida quanto de esperança. A estampa hazy  revela a névoa de indecisões, enquanto a ghost  traz à tona a visão turva do futuro. Mas, em meio à incerteza, há sempre uma mensagem de confiança e resiliência, representando a rotina carioca de quem acorda cedo para trabalhar, mas não deixa de buscar propósito e identidade. A ousadia da NIAP está em tratar temas que muitas marcas evitam. A marca fala de sentimentos, dúvidas e realidades com naturalidade, sem filtros polidos. Essa coragem aparece nas estampas intensas e narrativas autênticas. Já a sutileza está no caimento funcional das peças, que se adaptam a diferentes contextos. É um jogo de contrastes: cortes regulares e discretos, como nas camisetas, funcionam como telas para reflexos subjetivos, enquanto peças como a camisa Unauthorized  trazem mensagens mais diretas, equilibradas por silhuetas elaboradas. O desafio da NIAP sempre foi transformar filosofia em produto tangível. Competindo com gigantes nacionais e internacionais, a marca encontrou força na autenticidade e na construção de uma comunidade. Hoje, aproximadamente 90% do processo produtivo permanece na Baixada Fluminense, gerando oportunidades para costureiras, modelistas, fotógrafos e modelos locais. Essa escolha não é apenas estratégica, mas também política e social: dar visibilidade ao talento de uma região muitas vezes marcada pelo preconceito. Confira entrevista com William Estevão da Costa Martins, 27 anos. Criador da NIAP Casual Company: 1 - A NIAP nasceu na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, mas já expandiu sua presença no cenário da moda. Como a marca traduz essa identidade local para dialogar com um público mais amplo?   A NIAP não apenas nasceu na Baixada, mas tem nela sua base criativa e essência. Crescemos em um bairro que sedia o maior evento anual de arte urbana da América Latina, possivelmente do mundo, o que nos proporcionou uma base criativa sólida e autêntica. O público contemporâneo está cada vez mais receptivo a marcas como a NIAP, que traduzem vivências reais em produtos tangíveis. Trazemos uma interpretação do que vivemos e do que a Baixada Fluminense tem para expressar através das nossas peças. O crescimento global do streetwear tem facilitado essa comunicação entre a marca e um público mais diversificado. Nossa estratégia é manter-nos conectados às tendências enquanto preservamos nossa identidade regional. Trabalhamos na interseção de dois mundos: observamos atentamente o que as crianças nas praças da Baixada usam e o que está se tornando tendência globalmente. É nessa conexão que encontramos nossa linguagem universal, permitindo que nossa autenticidade local dialogue com um público cada vez mais amplo.   2. Sobre a inspiração da coleção vislumbre: Como vocês transformaram essa ideia universal em peças que carregam também a energia e a autenticidade do Rio?   A coleção Vislumbre, de fato, nasce desse estado de incerteza, e a tradução dessa vivência universal foi a nossa maior missão. Nós a representamos visualmente nas estampas, como a estampa 'hazy' que traz um pouco dessa incerteza e dúvida para onde iremos, o que faremos, mas ao mesmo tempo tem uma mensagem de confiança para permanecermos andamos de acordo com nosso estilo apesar das dúvidas, a estampa 'ghost' veio para reforçar a ideia de indecisão, aquela visão embaçada do nosso futuro e do nosso propósito. Apesar da incerteza, a coleção também carrega uma forte mensagem de esperança e atitude. A nossa ideia era conectar com a realidade do Rio de Janeiro que vivemos no dia a dia: a resiliência de quem acorda para trabalhar e, ao mesmo tempo, busca encontrar seu próprio caminho e propósito.Essa dualidade foi traduzida não só nas estampas, mas também na modelagem das peças, que trazem um conforto para o cotidiano. Um moletom com caimento confortável ou uma calça que se encaixa em qualquer momento expressam o desejo de ser fora do padrão. No fim, Vislumbre vem para pegar um sentimento universal e contá-lo de forma autêntica e regional. É a beleza de encontrar a nossa própria jornada, inspirada na resiliência e na força de quem vive na Baixada Fluminense.   3. O conceito da coleção mistura ousadia e sutileza. Como esse equilíbrio se conecta às tendências globais de moda e, ao mesmo tempo, mantém a assinatura única da NIAP?   A NIAP se propõe a abordar temas que muitas marcas evitam, comunicando-se com o cotidiano das pessoas não apenas através de peças confortáveis para uso diário, mas também por meio de sentimentos e histórias contadas sem filtros emocionais. Nossa ousadia se manifesta tanto na narrativa autêntica e sem receio de ser 'menos polida', quanto nas estampas que traduzem essas ideias. Ao mesmo tempo, trabalhamos a sutileza em nossas criações. Nossas estampas sugerem emoções em vez de explicitá-las, aproximando quem as vê de forma mais íntima. A sutileza também está presente no caimento das peças funcionais, que proporcionam conforto tanto para um show de rap quanto para ocasiões mais formais. As tendências globais da moda atual valorizam histórias verdadeiras e raízes autênticas. Quanto mais real uma marca consegue se mostrar, mais próxima do público ela estará. O mercado está saturado do 'perfeito' e do 'fabricado'. Peças com caimentos confortáveis e funcionalidade para o dia a dia representam uma tendência mundial, assim como o minimalismo em evolução – que hoje não se trata mais da ausência de elementos, mas sim de toques personalizados de expressão. É exatamente nesse ponto que nos posicionamos: criamos peças que parecem simples à primeira vista, mas que, observadas de perto, revelam texturas e estampas com camadas de expressão e profundidade. Acreditamos que, além das tendências passageiras, o estilo está diretamente conectado à identidade. Sem diminuir a importância das tendências, é nossa narrativa autêntica que confere à NIAP sua assinatura única.   4. Desde sua fundação em 2021, a NIAP tem crescido de forma consistente. Quais foram os maiores desafios e conquistas ao se posicionar em um mercado que hoje é cada vez mais globalizado?   Os desafios são múltiplos, mas destaco a concorrência com marcas gigantes dos mercados nacional e internacional desde nossa fundação em 2021. Essa realidade nos impulsionou a desenvolver uma identidade cada vez mais forte e autêntica para nos diferenciarmos. Compreendi que, para competir com o marketing das grandes marcas, precisávamos criar algo genuíno e pessoal, construindo uma comunidade que busca, além de roupas, uma história com a qual se identificar. Isso nos apresentou outro desafio significativo: traduzir nossa filosofia em produtos tangíveis. O desafio não está apenas em conceber boas ideias, mas em materializá-las em peças de alta qualidade. Nosso foco sempre foi oferecer excelência e durabilidade em cada coleção, e percebemos uma evolução constante nesse aspecto. Entre nossas maiores conquistas, destaco a concentração de praticamente todo nosso processo produtivo na Baixada Fluminense, gerando oportunidades para costureiras, modelistas, fotógrafos e modelos locais. Aproximadamente 90% de nossa equipe está baseada na região, e pretendemos manter essa estrutura, pois acreditamos no talento e na capacidade dos profissionais locais, que frequentemente enfrentam barreiras devido ao preconceito e à falta de visibilidade associados à Baixada. Não podemos deixar de mencionar a construção de nossa comunidade como uma conquista fundamental. Temos crescido consistentemente e sido bem recebidos por um público que, mesmo distante geograficamente da Baixada Fluminense, conecta-se com a filosofia da NIAP. Nosso objetivo permanece: criar uma comunicação universal sem perder nossa essência e autenticidade.   5. Vislumbre trabalha com a ideia de clarões e reflexos, revelando de forma imprecisa o que ainda está por vir. Como essa dualidade entre mostrar e sugerir foi explorada nos cortes, tecidos e silhuetas da coleção?   Na coleção Vislumbre, exploramos essa dualidade entre mostrar e sugerir através de escolhas estratégicas nos cortes, tecidos e silhuetas. Para as camisetas, optamos por modelagens mais regulares e contidas, distanciando-nos propositalmente das tendências oversized e boxy que dominam o mercado atual. Essa escolha criou um contraste intencional: peças com cortes mais discretos e convencionais que servem como tela para estampas que evocam sentimentos e interpretações subjetivas. Trabalhamos com uma abordagem inversa em nossa camisa Unauthorized, onde a estampa comunica uma mensagem mais direta e explícita, enquanto investimos em um corte mais elaborado e uma silhueta que carrega mais fortemente nossa assinatura estética. Nossa ideia de design é manter o compromisso com peças funcionais e bem estruturadas, mas que simultaneamente sugerem uma identidade fluida, não rígidamente definida.

  • Débora Vitti: Conquistando o Mundo com Elegância - A História em Londres

    'LONDON' EDITION COVER - NOVEMBER ISSUE Model: Débora Vitti - @deboraavitti Photos: Manoel Max - @manoelmaxfoto Director: Matheus Lopes - @mathlopes Temos o prazer de apresentar nossa convidada especial para a edição 'LONDON

  • "DEconstruction": Exclusive Editorial with Brazilian Icon Cariúcha in Partnership with Hooks Magazine International

    Conceptualized by photographer Anderson Macedo, this project aims to create fashion and art content and through diversity and democratic beauty, showing through major media personalities that “EVERYONE IS IN FASHION penhamaia, @pontok - Marketing Director Hooks: @mathlopes - Editor In Chief Hooks: @directorhooks - Fashion Director Hooks: @evelyoliveira #cariucha #hooks #hooksmagazine #magazine #fashion #editorial

  • ISMEIOW: O PODER DE ILUMINAR O PRÓPRIO DESTINO

    'STARS' COVER EDITION - GLOBAL ISSUE Photo: @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Assistant: @eubillieb / Studio: @nasulstudio / Support: @sparapane_costumes Existem artistas que performam. E existem artistas que transbordam. Ismeiow , persona criada por Ismael, nascido em Anápolis, Goiás (Brasil), pertence à segunda categoria. Antes de ser um nome reconhecido na internet, ele foi o menino que arriscava os primeiros pontos de costura na máquina da mãe. Ainda criança, pintava rostos em festas e eventos comemorativos, juntando cada centavo como quem coleciona possibilidades. “Sempre senti que algo maior estava por vir” , lembra. Determinou-se cedo: aos 16 anos inaugurou seu primeiro canal, onde falava sobre maquiagem, costura e customização. Era menos sobre ensinar e mais sobre libertar a si mesmo e aos outros. Com o tempo, o público percebeu que ali não havia só habilidade técnica, mas um mundo sendo criado diante da câmera. O que começou tímido tornou-se uma comunidade de cerca de 7 milhões de seguidores e colaborações com grandes marcas como Disney, Opera, EBAC e outras. Ismeiow não nasceu de um dia para o outro. Ela foi lapidada na fricção entre desejo e coragem . Tivemos a oportunidade de conversar com Ismael e conhecer a mente por trás da genialidade que transborda. Vem com a gente. 1.⁠ ⁠Ismeiow nasce do encontro entre arte, identidade e performance. Quando você se transforma, o que muda primeiro: a forma como você se enxerga ou a forma como o mundo te vê? “Quando eu me transformo em Ismeiow, o que muda primeiro é o olhar o meu sobre mim. Antes do mundo me ver diferente, eu já estou me enxergando de outro jeito. É como se eu ligasse uma luz que sempre esteve ali, só que mais colorida, mais livre. Depois disso, o mundo não tem escolha a não ser ver também.” 2.⁠ ⁠Halloween é licença poética para criar outras realidades. Qual foi o personagem ou conceito mais desafiador que você já trouxe à vida e o que ele revelou sobre você? “A Yzma, sem sombra de dúvidas, foi um desafio pessoal. No dia do Baile da Sephora, eu tinha um desfile do SPFW para comparecer. Tomei chuva, corri de salto, entrei no carro de um estranho, perdi meu celular tudo isso pintada de roxo e ainda assim compareci ao evento. A Yzma me mostrou, mesmo que de forma indireta, que eu consigo fazer tudo que me predisponho.” 3.⁠ ⁠Você não apenas cria você possibilita criação. Fundar a Ismeiow Vídeo em 2022 foi um movimento ambicioso. Qual é o maior mito sobre ser criador de conteúdo no Brasil que você gostaria de derrubar? “Fundar a Ismeiow Vídeo foi sobre autonomia: criar meu próprio destino. Eu fui abençoado com uma equipe incrível de editores, e daí vem a Ismeiow Vídeo. De lá pra cá, milhares de vídeos editados para todas as plataformas do YouTube a serviços de streaming. O maior mito sobre ser criador que eu gostaria de derrubar? Acho que nenhum, sendo sincero. Só quero continuar trabalhando e fazendo o que eu gosto. Essa parte mais disruptiva, deixo para outros colegas criadores.” 4.⁠ ⁠A estética drag exige coragem e autocontrole: do pincel ao palco. Existe algum ritual antes de se transformar em Ismeiow? “Não sei se seria exatamente um ritual, mas eu sempre raspo a sobrancelha e logo em seguida tomo um banho bem longo. Me ajuda a relaxar.” 5.⁠ ⁠Se você pudesse deixar uma mensagem para jovens artistas que têm talento, mas ainda não encontraram coragem para se expor, qual seria sua verdade mais radical? “Ninguém vai te autorizar a ser quem você é. Esperar coragem é esperar demais. Faz mesmo com medo, faz tremendo, faz errando, porque a arte não nasce da perfeição, nasce da tentativa. Se você sente vontade, isso já é o começo.” 6.⁠ ⁠E por último: qual é a sua voz? O que você gostaria de gritar para o mundo se tivesse a oportunidade? “A minha voz é um lembrete de que o improvável também pode ser lindo. Não existe um jeito certo de existir, existe o seu. E, no meu caso, ele brilha, usa peruca e às vezes assusta um pouco.”

  • Winona: Arte, Resistência e Moda com Propósito

    Photo: Thamires Seus - @submergir Em meio ao turbilhão de 2021, quando o mundo parecia ter parado, nasceu a Winona, uma marca que carrega em seu DNA a fusão entre arte, moda e resistência. Criada por Victória Vacari de Brum, em Pelotas-RS, a Winona surgiu de um reencontro pessoal com a arte durante a pandemia, transformando ilustrações em peças de roupa que expressam memórias, cultura e ideais. Photo: Maria - @_dudaboninii O início foi tímido, quase despretensioso. Enquanto a faculdade de odontologia estava em pausa, Victória se entregou ao desenho, um hábito que cultivava desde a infância. A ideia de estampar suas criações em camisetas surgiu como um experimento, incentivado por amigos que viam potencial naquelas peças. Em agosto de 2021, a primeira coleção foi lançada, e embora o sucesso não tenha sido imediato, cada venda representava um passo rumo a algo maior. A decisão de aprender serigrafia e dominar o processo de produção têxtil trouxe à marca um toque artesanal e apaixonado, consolidando sua identidade ao longo dos meses. Photo: Maria - @_dudaboninii A virada de chave veio com a Ringer Tee, peça de corte retrô inspirada nos anos 70, que se tornou a assinatura da marca. Victória conta que o fascínio pelo estilo vintage foi despertado por uma camiseta do Pink Floyd, e dali nasceu o desejo de resgatar o passado para dialogar com o presente. “Com o tempo, notei que estava criando algo que, por si só, já remetia à identidade da Winona – sem precisar do nosso nome estampado, apenas pelo recorte e pelas golas coloridas”, diz ela. Mas nem tudo foi linear. Em 2023, a Winona enfrentou seu maior desafio: a perda do perfil no Instagram, seu principal canal de comunicação. O baque foi profundo, e Victória chegou a cogitar desistir. No entanto, o que manteve a marca viva foi o reconhecimento de que a Winona era mais do que um negócio – era um pedaço de sua essência, um espaço de expressão artística. Com o apoio da comunidade e amigos, o perfil foi reerguido, e o episódio trouxe uma nova perspectiva: “Hoje, tenho certeza de que só consegui recomeçar porque a Winona é muito mais do que uma marca; é um espaço de expressão artística e de ideais.” Essa visão se reflete no futuro da Winona, especialmente com o lançamento de uma coleção inspirada na América Latina, com foco no Brasil. Para Victória, a moda é também uma forma de resistência, e esta nova coleção busca valorizar o cinema, a música e a cultura nacional. “Quero valorizar o nosso cinema e a nossa música, que há décadas resistem. Teremos peças inspiradas em gêneros como MPB, bossa nova e samba, além de uma homenagem ao filme Ainda Estou Aqui , de Walter Salles”, revela. Photo: Maria - @_dudaboninii Mais do que vestir, a Winona provoca. A marca acredita que moda é política e utiliza suas criações para fomentar discussões sobre identidade, cultura e ideais. “Busco provocar reflexões e diálogos trazendo essas pautas para o perfil da marca e reforçando que vestir uma camiseta vai muito além de um estilo – é um ato de expressão.” Olhando para o futuro, a Winona segue comprometida em explorar o novo sem perder a conexão com o passado. Victória planeja colaborações que dialoguem com a essência da marca e reforcem seu papel como um elo entre arte, moda e resistência. A história da Winona está apenas começando, mas seu impacto já se faz sentir, um detalhe vintage de cada vez. Victoria Vacari, CEO Entrevista com a fundadora da marca, Victória Vacari de Brum: 1. Como foi o momento em que você percebeu que um hobby poderia se transformar em um negócio? Sempre fui muito interessada por arte – fiz aulas de ilustração quando criança e, durante a pandemia, enquanto estava completamente isolada com meus pais na Amazônia, em Rondônia, voltei a criar. Comecei a compartilhar minhas ilustrações com amigos, e, para minha surpresa, eles demonstraram interesse em comprá-las. Foi nesse momento que percebi que aquilo poderia ser mais do que um hobby – havia ali uma oportunidade real de transformar minha arte em um negócio. Photo: Maria - @_dudaboninii 2. A Ringer Tee se tornou a assinatura da marca. O que te inspirou a apostar nesse corte retrô e como acredita que essa peça conecta o público à essência da Winona? As primeiras peças que criei foram inspiradas em bandas dos anos 70 – a primeira camiseta da Winona, por exemplo, foi baseada em um merch do Pink Floyd, uma Ringer Tee de um show nos EUA. Isso despertou meu interesse pelo contexto da moda daquela época, e percebi que poderia resgatar esse estilo e conectá-lo a outros universos, como o cinema e a música pop atual. Com o tempo, notei que estava criando algo que, por si só, já remetia à identidade da Winona – sem precisar do nosso nome estampado, apenas pelo recorte e pelas golas coloridas. 3. Em 2023, a marca enfrentou a perda do perfil no Instagram, um momento crucial. O que te motivou a persistir e o que aprendeu com essa experiência? Para ser honesta, não fui uma pessoa muito forte durante esse período. Minha maior motivação veio quando percebi que não tinha perdido apenas um perfil ou um trabalho, mas uma parte de mim – a parte que levou anos para eu me reconectar: minha arte. Hoje, tenho certeza de que só consegui recomeçar porque a Winona é muito mais do que uma marca; é um espaço de expressão artística e de ideais. E esse retorno só foi possível porque tive o apoio de amigos e da comunidade, que, mesmo sem o perfil, continuou me enviando mensagens e comprando no site. Esse carinho me mostrou que a Winona já era maior do que qualquer rede social. Photo: Thamires Seus - @submergir 4. A nova coleção tem a América Latina, especialmente o Brasil, como tema central. O que te levou a escolher essa inspiração e como a cultura nacional será representada nas peças? Como mencionei anteriormente, as primeiras coleções da Winona tinham forte influência de bandas e do cinema, o que, inevitavelmente, fazia com que a cultura internacional estivesse mais presente. No entanto, diante do contexto atual – especialmente com o ressurgimento de políticas extremistas – senti a necessidade de criar uma coleção que honrasse a nossa cultura. Quero valorizar o nosso cinema e a nossa música, que há décadas resistem. Nesta coleção, traremos peças inspiradas nos gêneros que moldaram a identidade musical do Brasil, como MPB, bossa nova e samba. Além disso, teremos uma peça especial inspirada no filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, celebrando os mais de 126 anos do cinema nacional, que, só agora, começa a receber o reconhecimento que sempre mereceu fora do país. Gustavo P. Macedo 5. Você menciona que moda também é política. De que forma a Winona busca provocar reflexões e dialogar com questões culturais e sociais por meio de suas criações? Nos últimos anos, vimos um aumento na visibilidade de discursos de ódio, e meu propósito com a Winona sempre foi usar o alcance da marca para mostrar que a moda vai além da estética – ela também é uma forma de expressar não apenas a identidade, mas os ideais de cada pessoa. Busco provocar reflexões e diálogos trazendo essas pautas para o perfil da marca, incentivando discussões e novos olhares sobre essas questões. Além disso, faço questão de mostrar o porquê de cada peça que vendemos, reforçando que vestir uma camiseta vai muito além de um estilo – é um ato de expressão. Nossas peças carregam um contexto político e um ideal por trás, dando voz a mensagens que precisam ser ditas. Photo: Thamires Seus - @submergir 6. Olhando para o futuro, quais são os próximos passos da Winona? Existem novos projetos ou colaborações que podemos esperar? Nosso objetivo é continuar acompanhando as tendências da atualidade, mas sempre resgatando o que já foi moda um dia – especialmente quando há uma essência e um significado por trás. Acredito que revisitar o trabalho de grandes artistas que usaram a música, o cinema e a arte como formas de expressão, e trazer essa inspiração para as nossas coleções, também é um ato político. Queremos conciliar a moda contemporânea com referências retrô, aprofundando cada vez mais essa identidade e deixando nossa marca no mundo. Photo: Maria - @_dudaboninii

  • Gucci FW22 + Adidas Originals/ #MFW22

    refazer a realidade, foi a ideia usada pelo @alessandro_michele para a coleção FW22 da @gucci na Milão Fashion Week. mirror to remake reality, was the idea used by @alessandro_michele for @gucci's FW22 collection at Milan Fashion Week. with the collaboration of @adidasoriginals presented today on the catwalk, a combination of classic fashion

  • Pyde Studio: A Moda como Expressão de Singularidade e Propósito

    No cenário atual, onde o fast fashion domina, a Pyde Studio desafia o status quo ao oferecer peças carregadas identidade e autenticidade, desafiando a constante produção de roupas sem propósito que o mercado fast fashion

  • Best Looks of AMA's 2021

    Fotos reprodução Instagram Ama’s #fashion #hooksmagazine

  • Carol Chafauzer: Reinventando-se na Moda e nos Esportes Radicais

    'FASHION' COVER - JUNE 24 ISSUE Photos: @photzmuller - Stylists: @igorgarrcia / @bymelzani - Make and ’s advisor: @kaiocezzar_ - Design Director Hooks: @mathlopes Carol Chafauzer é a estrela da edição FASHION Carol está cheia de novos projetos, todos focados em esportes radicais e novidades no mundo fashion. 33 anos, sinto que estou na minha melhor fase e decidi voltar a fotografar e me conectar com o mundo fashion Hooks Magazine tem orgulho de ter Carol Chafauzer na capa da edição FASHION, trazendo um olhar fresco

  • SHUI: O Streetwear que Se Transforma como a Força da Água

    Photo Disclosure SHUI Em um cenário de moda onde tudo parece mais do mesmo, a SHUI aparece como um respiro. Criada em 2020 por Ronaldo Pan Ye, a marca não nasceu de um plano de negócios ambicioso, mas sim de um momento difícil — em meio à pandemia, quando tudo parecia desmoronar. O que era caos virou força. E dessa força, nasceu uma marca com propósito, estilo e uma filosofia de vida. O poder da água Photo Disclosure SHUI SHUI vem do mandarim e significa “água”. A inspiração veio de uma frase que Ronaldo ouviu ainda na infância, em um filme de Bruce Lee: “ Be like water, my friend. ”  Seja como a água — que se adapta, muda de forma e resiste. Essa é a base de tudo o que a marca representa. “ Se você coloca a água num copo, ela vira o copo. Se você bebe, ela vira você. É assim que vejo a SHUI: uma marca que se adapta, que muda, mas que nunca perde sua essência ”, diz Ronaldo. Essa ideia vai muito além das roupas. Ela está presente na forma como a marca cria, se posiciona e se reinventa. Hoje, a SHUI é um movimento — feito para quem quer fugir do comum e usar a moda como forma de expressão. Photo Luma B - @lumabeninc No começo, a SHUI era formada por Ronaldo, seu pai e três costureiros, em um espaço de apenas 100m². Com muito esforço e criatividade, a marca cresceu. Hoje, tem um espaço dez vezes maior e envolve mais de 300 pessoas direta e indiretamente. E mesmo com esse crescimento, Ronaldo faz questão de manter o clima de família e o propósito original. “ A gente não está só costurando roupas. Estamos costurando uma história juntos ”, conta ele. Photo Luma B - @lumabeninc A SHUI une referências da cultura asiática com o streetwear urbano. São peças que fogem do óbvio, com cortes diferentes, modelagens criativas e um olhar apurado para o design. A marca tem linhas mais minimalistas, como a S.ESS, e outras mais ousadas — sempre com a proposta de transformar o básico em algo único. “Não vendemos só roupas. Vendemos atitude, estilo de vida e uma forma diferente de ver o mundo”, diz Ronaldo. Confira entrevista exclusiva com o fundador Ronaldo Pan Ye: Photo Disclosure SHUI 1. A SHUI nasceu em um momento de crise, mas se tornou um símbolo de superação. Como foi transformar a adversidade em um movimento de moda e identidade? A SHUI nasceu no meio do caos. Era um momento em que tudo parecia desmoronar — pessoalmente, financeiramente e emocionalmente. E foi ali que eu percebi que ou me deixava levar, ou transformava aquela dor em energia e arte. A SHUI é a resposta a tudo que disseram que não ia dar certo. Cada coleção foi uma carta de superação, cada peça um lembrete de que a gente pode se reinventar. Sempre com o olhar positivo, entendi que a crise não nos quebrou — nos moldou. Insatisfeito com o modo de se vestir convencional, preestabelecido pela sociedade, aproveitei o momento para preencher essa necessidade do mercado, trazendo inovação e referências asiáticas. Unindo minhas forças como influenciador no TikTok e Instagram, somando mais de 500 mil seguidores, levantei essa bandeira para levar o movimento adiante. 2. O conceito de “ser como a água” é o coração da SHUI. Como essa filosofia influencia não apenas as coleções, mas as decisões criativas e estratégicas da marca? “Ser como a água” é mais do que uma frase ou filosofia de vida — é uma forma de existir. A água pode fluir ou colidir, se adapta em qualquer circunstância, mas nunca perde sua essência. É essa filosofia que aplicamos desde as roupas até a cultura de liderança. Se o mercado ou as tendências mudam, a gente se adapta. Se a cultura pede algo novo, absorvemos e transformamos. E é isso que a SHUI representa: um movimento, um estilo de vida e uma forma de pensar. A flexibilidade e a adaptação estão traduzidas de forma implícita nos nossos designs e recortes contemporâneos — mostrando que é possível sair do convencional sem perder a força. Photo Disclosure SHUI 3. Você cresceu em meio à luta dos seus pais e aprendeu com a resiliência do comércio de rua. Como essas raízes ainda se refletem no que a SHUI é hoje? Minha origem são as raízes da minha resiliência. Crescer no comércio de rua me ensinou sobre esforço real — sobre dar valor a cada venda, cada cliente, cada detalhe. Meus pais são minha referência de persistência. Eles não tinham tempo para sonhar alto, mas me deram tudo para que eu pudesse sonhar por eles. Mesmo sem formação acadêmica, dinheiro ou uma qualidade de vida que hoje seria considerada minimamente saudável, se esforçavam ao máximo para sustentar a família — e sempre me inseriram nesse meio como uma forma de aprendizado. Hoje, eu sei como é desde fazer um carreto debaixo do sol ardente da tarde até desenvolver uma landing page para uma campanha de tráfego. Por tudo que vivi desde a infância no comércio de rua, entendo que cada desafio de hoje é apenas mais uma etapa rumo ao meu objetivo. Photo Disclosure SHUI 4. A SHUI se posiciona contra a mesmice do vestuário nacional. O que, na sua visão, falta na moda brasileira atual, e como vocês estão preenchendo esse vazio? Falta ousadia e conhecimento. A moda brasileira ainda se prende a fórmulas seguras — ao que “vende fácil”. A SHUI veio para romper com isso. Nosso design é expressão, identidade e futuro. Falta visão de mundo, falta conexão com a arte urbana global, com um storytelling autêntico. A SHUI é a ponte entre o Brasil e o mundo — com estética, com presença e com alma. Trazemos desde peças que reinterpretam o básico até designs autorais com shapes, cortes e caimentos que fogem do comum do mercado tradicional. Photo Disclosure SHUI 5. Com um time que cresceu de 5 para mais de 300 pessoas, como você mantém viva a essência familiar e o propósito original da SHUI? Crescer foi inevitável. Mas perder nossa essência nunca foi uma opção. Faço questão de estar presente, olhar nos olhos e lembrar cada pessoa do “porquê” por trás do que fazemos. A cultura da SHUI é um dos pilares que mais valorizo hoje. Mesmo com mais de 300 envolvidos, a mentalidade é de um só corpo, um só movimento. A gente não está apenas costurando roupas — estamos costurando uma história juntos. Como já dizem: “o olho do dono é que engorda o boi”. (risos) Photo Disclosure SHUI 6. Que tipo de impacto você deseja causar em quem veste SHUI? Quero que quem veste SHUI se sinta disruptivo, ousado, fora do convencional — carregando com orgulho nosso movimento e identidade. Que cada peça seja uma mensagem, representando liberdade e autenticidade. Não vendemos apenas roupas — vendemos um estilo de vida, um sentimento, um posicionamento. Quero que cada pessoa se olhe no espelho e enxergue uma versão mais potente de si mesma. SHUI é sobre se tornar poderoso, misterioso, alinhado com seus propósitos — flexível e adaptável para enfrentar qualquer adversidade do mundo. Photo Disclosure SHUI

  • Amanda Evelyn: Beleza, Moda e Futuro

    O que mais te fascina nesse universo e como ele tem impactado sua vida pessoal e profissional? O que mais me fascina é a capacidade que ela tem de transformar a vida das pessoas, não só a parte externa

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