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707 resultados encontrados para "London Fashion Week"

  • Gabriela Rank: Elegância Atemporal e Inspiração Global

    'LONDON' COVER EDITION - JULY 24 ISSUE Photos: Arina Orlova - @arinaeagle Nesta edição especial temos

  • Chanel Primavera-Verão 2024: Um Desfile de Elegância e Despretensão

    Photos Courtesy Chanel A Chanel, uma Casa de tradição que reinventa seus códigos a cada estação, trouxe uma explosão de energia e criatividade para o desfile Primavera-Verão 2024. Os estampados emblemáticos, como as clássicas listras marinhas, e os tecidos icônicos da Maison, como o tweed, foram as estrelas deste espetáculo da moda. A mente por trás dessa coleção arrojada é Virginie Viard, diretora criativa da Chanel, que ousou combinar estampados e cores de maneiras quase impossíveis. O resultado? Looks que irradiam vitalidade e estilo, prontos para dominar a próxima temporada da moda. Uma das grandes surpresas foi a ascensão do rosa como uma das cores protagonistas da coleção. No entanto, isso não diminuiu em nada a importância da clássica combinação preto e branco, que continua a ser um pilar da elegância atemporal da Chanel. Mas esta coleção vai além das roupas. Viard encontrou inspiração na villa modernista Noailles, projetada por Robert Mallet-Stevens em 1923. Os jardins em terraços, canteiros de flores afundados e a piscina expansiva desse local extraordinário influenciaram a criação das peças de muitas maneiras. As silhuetas são leves e flexíveis, apresentando vestidos fluidos de comprimento variado, saias máxi franzidas na cintura, ternos sem forro e vestidos babydoll de organza. Roupas de praia, como maiôs e bermudas, convidam a desfrutar de um dia à beira-mar com estilo. O jogo intenso de padrões, cores e texturas contrastantes adiciona um toque de ousadia à coleção, que é definida por Viard como "elegância e despretensão" . É um equilíbrio entre sofisticação e informalidade, onde o tweed coexiste com o sportswear e a renda de forma harmoniosa. Esta coleção é um tributo à liberdade e ao movimento, como afirmado por Viard nas notas do desfile. Ela capturou a essência da villa Noailles, um cenário excepcional, e traduziu essa inspiração em roupas que refletem a leveza e a alegria de viver.

  • Clements Ribeiro apresenta seu Pre Fall 2022 em Londres

    Cashmere, arte e forró tomaram conta de prédio de 1770 O estilista Inacio Ribeiro apresentou o Pre Fall 2022 da Clements Ribeiro na segunda-feira (21/2) em evento em Londres. Trata-se da segunda coleção desta nova fase da marca, cuja Cruise 2022 já pode ser encontrada no site Net-a-Porter e na prestigiada loja Joseph, em Londres. A apresentação do Pre Fall foi realizada em uma construção de 1770 na Cavendish Square e contou com pinturas de Suzanne Clements, que, desde o encerramento da grife que tinha com seu marido, Inacio, há sete anos, tem se dedicado exclusivamente à carreira de artista plástica. O evento do Pre Fall contou com uma performance de dança da Pé Descalço Dance Academy, tendo o brasileiríssimo forró como trilha sonora. Uma instalação com flores assinada por Ragnhild Fruruseth do Studio Lupine trouxe poesia e beleza ao evento. Os convidados puderam apreciar de perto a coleção de knitwear em cashmere, confeccionada pela tradicional Maison Barrie, grife escocesa associada da Chanel, trazendo a afetuosidade única do brasileiro a Londres.

  • Débora Vitti: Conquistando o Mundo com Elegância - A História em Londres

    'LONDON' EDITION COVER - NOVEMBER ISSUE Model: Débora Vitti - @deboraavitti Photos: Manoel Max - @manoelmaxfoto Director: Matheus Lopes - @mathlopes Temos o prazer de apresentar nossa convidada especial para a edição 'LONDON

  • ISMEIOW: O PODER DE ILUMINAR O PRÓPRIO DESTINO

    'STARS' COVER EDITION - GLOBAL ISSUE Photo: @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Assistant: @eubillieb / Studio: @nasulstudio / Support: @sparapane_costumes Existem artistas que performam. E existem artistas que transbordam. Ismeiow , persona criada por Ismael, nascido em Anápolis, Goiás (Brasil), pertence à segunda categoria. Antes de ser um nome reconhecido na internet, ele foi o menino que arriscava os primeiros pontos de costura na máquina da mãe. Ainda criança, pintava rostos em festas e eventos comemorativos, juntando cada centavo como quem coleciona possibilidades. “Sempre senti que algo maior estava por vir” , lembra. Determinou-se cedo: aos 16 anos inaugurou seu primeiro canal, onde falava sobre maquiagem, costura e customização. Era menos sobre ensinar e mais sobre libertar a si mesmo e aos outros. Com o tempo, o público percebeu que ali não havia só habilidade técnica, mas um mundo sendo criado diante da câmera. O que começou tímido tornou-se uma comunidade de cerca de 7 milhões de seguidores e colaborações com grandes marcas como Disney, Opera, EBAC e outras. Ismeiow não nasceu de um dia para o outro. Ela foi lapidada na fricção entre desejo e coragem . Tivemos a oportunidade de conversar com Ismael e conhecer a mente por trás da genialidade que transborda. Vem com a gente. 1.⁠ ⁠Ismeiow nasce do encontro entre arte, identidade e performance. Quando você se transforma, o que muda primeiro: a forma como você se enxerga ou a forma como o mundo te vê? “Quando eu me transformo em Ismeiow, o que muda primeiro é o olhar o meu sobre mim. Antes do mundo me ver diferente, eu já estou me enxergando de outro jeito. É como se eu ligasse uma luz que sempre esteve ali, só que mais colorida, mais livre. Depois disso, o mundo não tem escolha a não ser ver também.” 2.⁠ ⁠Halloween é licença poética para criar outras realidades. Qual foi o personagem ou conceito mais desafiador que você já trouxe à vida e o que ele revelou sobre você? “A Yzma, sem sombra de dúvidas, foi um desafio pessoal. No dia do Baile da Sephora, eu tinha um desfile do SPFW para comparecer. Tomei chuva, corri de salto, entrei no carro de um estranho, perdi meu celular tudo isso pintada de roxo e ainda assim compareci ao evento. A Yzma me mostrou, mesmo que de forma indireta, que eu consigo fazer tudo que me predisponho.” 3.⁠ ⁠Você não apenas cria você possibilita criação. Fundar a Ismeiow Vídeo em 2022 foi um movimento ambicioso. Qual é o maior mito sobre ser criador de conteúdo no Brasil que você gostaria de derrubar? “Fundar a Ismeiow Vídeo foi sobre autonomia: criar meu próprio destino. Eu fui abençoado com uma equipe incrível de editores, e daí vem a Ismeiow Vídeo. De lá pra cá, milhares de vídeos editados para todas as plataformas do YouTube a serviços de streaming. O maior mito sobre ser criador que eu gostaria de derrubar? Acho que nenhum, sendo sincero. Só quero continuar trabalhando e fazendo o que eu gosto. Essa parte mais disruptiva, deixo para outros colegas criadores.” 4.⁠ ⁠A estética drag exige coragem e autocontrole: do pincel ao palco. Existe algum ritual antes de se transformar em Ismeiow? “Não sei se seria exatamente um ritual, mas eu sempre raspo a sobrancelha e logo em seguida tomo um banho bem longo. Me ajuda a relaxar.” 5.⁠ ⁠Se você pudesse deixar uma mensagem para jovens artistas que têm talento, mas ainda não encontraram coragem para se expor, qual seria sua verdade mais radical? “Ninguém vai te autorizar a ser quem você é. Esperar coragem é esperar demais. Faz mesmo com medo, faz tremendo, faz errando, porque a arte não nasce da perfeição, nasce da tentativa. Se você sente vontade, isso já é o começo.” 6.⁠ ⁠E por último: qual é a sua voz? O que você gostaria de gritar para o mundo se tivesse a oportunidade? “A minha voz é um lembrete de que o improvável também pode ser lindo. Não existe um jeito certo de existir, existe o seu. E, no meu caso, ele brilha, usa peruca e às vezes assusta um pouco.”

  • Winona: Arte, Resistência e Moda com Propósito

    Photo: Thamires Seus - @submergir Em meio ao turbilhão de 2021, quando o mundo parecia ter parado, nasceu a Winona, uma marca que carrega em seu DNA a fusão entre arte, moda e resistência. Criada por Victória Vacari de Brum, em Pelotas-RS, a Winona surgiu de um reencontro pessoal com a arte durante a pandemia, transformando ilustrações em peças de roupa que expressam memórias, cultura e ideais. Photo: Maria - @_dudaboninii O início foi tímido, quase despretensioso. Enquanto a faculdade de odontologia estava em pausa, Victória se entregou ao desenho, um hábito que cultivava desde a infância. A ideia de estampar suas criações em camisetas surgiu como um experimento, incentivado por amigos que viam potencial naquelas peças. Em agosto de 2021, a primeira coleção foi lançada, e embora o sucesso não tenha sido imediato, cada venda representava um passo rumo a algo maior. A decisão de aprender serigrafia e dominar o processo de produção têxtil trouxe à marca um toque artesanal e apaixonado, consolidando sua identidade ao longo dos meses. Photo: Maria - @_dudaboninii A virada de chave veio com a Ringer Tee, peça de corte retrô inspirada nos anos 70, que se tornou a assinatura da marca. Victória conta que o fascínio pelo estilo vintage foi despertado por uma camiseta do Pink Floyd, e dali nasceu o desejo de resgatar o passado para dialogar com o presente. “Com o tempo, notei que estava criando algo que, por si só, já remetia à identidade da Winona – sem precisar do nosso nome estampado, apenas pelo recorte e pelas golas coloridas”, diz ela. Mas nem tudo foi linear. Em 2023, a Winona enfrentou seu maior desafio: a perda do perfil no Instagram, seu principal canal de comunicação. O baque foi profundo, e Victória chegou a cogitar desistir. No entanto, o que manteve a marca viva foi o reconhecimento de que a Winona era mais do que um negócio – era um pedaço de sua essência, um espaço de expressão artística. Com o apoio da comunidade e amigos, o perfil foi reerguido, e o episódio trouxe uma nova perspectiva: “Hoje, tenho certeza de que só consegui recomeçar porque a Winona é muito mais do que uma marca; é um espaço de expressão artística e de ideais.” Essa visão se reflete no futuro da Winona, especialmente com o lançamento de uma coleção inspirada na América Latina, com foco no Brasil. Para Victória, a moda é também uma forma de resistência, e esta nova coleção busca valorizar o cinema, a música e a cultura nacional. “Quero valorizar o nosso cinema e a nossa música, que há décadas resistem. Teremos peças inspiradas em gêneros como MPB, bossa nova e samba, além de uma homenagem ao filme Ainda Estou Aqui , de Walter Salles”, revela. Photo: Maria - @_dudaboninii Mais do que vestir, a Winona provoca. A marca acredita que moda é política e utiliza suas criações para fomentar discussões sobre identidade, cultura e ideais. “Busco provocar reflexões e diálogos trazendo essas pautas para o perfil da marca e reforçando que vestir uma camiseta vai muito além de um estilo – é um ato de expressão.” Olhando para o futuro, a Winona segue comprometida em explorar o novo sem perder a conexão com o passado. Victória planeja colaborações que dialoguem com a essência da marca e reforcem seu papel como um elo entre arte, moda e resistência. A história da Winona está apenas começando, mas seu impacto já se faz sentir, um detalhe vintage de cada vez. Victoria Vacari, CEO Entrevista com a fundadora da marca, Victória Vacari de Brum: 1. Como foi o momento em que você percebeu que um hobby poderia se transformar em um negócio? Sempre fui muito interessada por arte – fiz aulas de ilustração quando criança e, durante a pandemia, enquanto estava completamente isolada com meus pais na Amazônia, em Rondônia, voltei a criar. Comecei a compartilhar minhas ilustrações com amigos, e, para minha surpresa, eles demonstraram interesse em comprá-las. Foi nesse momento que percebi que aquilo poderia ser mais do que um hobby – havia ali uma oportunidade real de transformar minha arte em um negócio. Photo: Maria - @_dudaboninii 2. A Ringer Tee se tornou a assinatura da marca. O que te inspirou a apostar nesse corte retrô e como acredita que essa peça conecta o público à essência da Winona? As primeiras peças que criei foram inspiradas em bandas dos anos 70 – a primeira camiseta da Winona, por exemplo, foi baseada em um merch do Pink Floyd, uma Ringer Tee de um show nos EUA. Isso despertou meu interesse pelo contexto da moda daquela época, e percebi que poderia resgatar esse estilo e conectá-lo a outros universos, como o cinema e a música pop atual. Com o tempo, notei que estava criando algo que, por si só, já remetia à identidade da Winona – sem precisar do nosso nome estampado, apenas pelo recorte e pelas golas coloridas. 3. Em 2023, a marca enfrentou a perda do perfil no Instagram, um momento crucial. O que te motivou a persistir e o que aprendeu com essa experiência? Para ser honesta, não fui uma pessoa muito forte durante esse período. Minha maior motivação veio quando percebi que não tinha perdido apenas um perfil ou um trabalho, mas uma parte de mim – a parte que levou anos para eu me reconectar: minha arte. Hoje, tenho certeza de que só consegui recomeçar porque a Winona é muito mais do que uma marca; é um espaço de expressão artística e de ideais. E esse retorno só foi possível porque tive o apoio de amigos e da comunidade, que, mesmo sem o perfil, continuou me enviando mensagens e comprando no site. Esse carinho me mostrou que a Winona já era maior do que qualquer rede social. Photo: Thamires Seus - @submergir 4. A nova coleção tem a América Latina, especialmente o Brasil, como tema central. O que te levou a escolher essa inspiração e como a cultura nacional será representada nas peças? Como mencionei anteriormente, as primeiras coleções da Winona tinham forte influência de bandas e do cinema, o que, inevitavelmente, fazia com que a cultura internacional estivesse mais presente. No entanto, diante do contexto atual – especialmente com o ressurgimento de políticas extremistas – senti a necessidade de criar uma coleção que honrasse a nossa cultura. Quero valorizar o nosso cinema e a nossa música, que há décadas resistem. Nesta coleção, traremos peças inspiradas nos gêneros que moldaram a identidade musical do Brasil, como MPB, bossa nova e samba. Além disso, teremos uma peça especial inspirada no filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, celebrando os mais de 126 anos do cinema nacional, que, só agora, começa a receber o reconhecimento que sempre mereceu fora do país. Gustavo P. Macedo 5. Você menciona que moda também é política. De que forma a Winona busca provocar reflexões e dialogar com questões culturais e sociais por meio de suas criações? Nos últimos anos, vimos um aumento na visibilidade de discursos de ódio, e meu propósito com a Winona sempre foi usar o alcance da marca para mostrar que a moda vai além da estética – ela também é uma forma de expressar não apenas a identidade, mas os ideais de cada pessoa. Busco provocar reflexões e diálogos trazendo essas pautas para o perfil da marca, incentivando discussões e novos olhares sobre essas questões. Além disso, faço questão de mostrar o porquê de cada peça que vendemos, reforçando que vestir uma camiseta vai muito além de um estilo – é um ato de expressão. Nossas peças carregam um contexto político e um ideal por trás, dando voz a mensagens que precisam ser ditas. Photo: Thamires Seus - @submergir 6. Olhando para o futuro, quais são os próximos passos da Winona? Existem novos projetos ou colaborações que podemos esperar? Nosso objetivo é continuar acompanhando as tendências da atualidade, mas sempre resgatando o que já foi moda um dia – especialmente quando há uma essência e um significado por trás. Acredito que revisitar o trabalho de grandes artistas que usaram a música, o cinema e a arte como formas de expressão, e trazer essa inspiração para as nossas coleções, também é um ato político. Queremos conciliar a moda contemporânea com referências retrô, aprofundando cada vez mais essa identidade e deixando nossa marca no mundo. Photo: Maria - @_dudaboninii

  • Pyde Studio: A Moda como Expressão de Singularidade e Propósito

    No cenário atual, onde o fast fashion domina, a Pyde Studio desafia o status quo ao oferecer peças carregadas identidade e autenticidade, desafiando a constante produção de roupas sem propósito que o mercado fast fashion

  • "DEconstruction": Exclusive Editorial with Brazilian Icon Cariúcha in Partnership with Hooks Magazine International

    Conceptualized by photographer Anderson Macedo, this project aims to create fashion and art content and through diversity and democratic beauty, showing through major media personalities that “EVERYONE IS IN FASHION penhamaia, @pontok - Marketing Director Hooks: @mathlopes - Editor In Chief Hooks: @directorhooks - Fashion Director Hooks: @evelyoliveira #cariucha #hooks #hooksmagazine #magazine #fashion #editorial

  • Carol Chafauzer: Reinventando-se na Moda e nos Esportes Radicais

    'FASHION' COVER - JUNE 24 ISSUE Photos: @photzmuller - Stylists: @igorgarrcia / @bymelzani - Make and ’s advisor: @kaiocezzar_ - Design Director Hooks: @mathlopes Carol Chafauzer é a estrela da edição FASHION Carol está cheia de novos projetos, todos focados em esportes radicais e novidades no mundo fashion. 33 anos, sinto que estou na minha melhor fase e decidi voltar a fotografar e me conectar com o mundo fashion Hooks Magazine tem orgulho de ter Carol Chafauzer na capa da edição FASHION, trazendo um olhar fresco

  • SHUI: O Streetwear que Se Transforma como a Força da Água

    Photo Disclosure SHUI Em um cenário de moda onde tudo parece mais do mesmo, a SHUI aparece como um respiro. Criada em 2020 por Ronaldo Pan Ye, a marca não nasceu de um plano de negócios ambicioso, mas sim de um momento difícil — em meio à pandemia, quando tudo parecia desmoronar. O que era caos virou força. E dessa força, nasceu uma marca com propósito, estilo e uma filosofia de vida. O poder da água Photo Disclosure SHUI SHUI vem do mandarim e significa “água”. A inspiração veio de uma frase que Ronaldo ouviu ainda na infância, em um filme de Bruce Lee: “ Be like water, my friend. ”  Seja como a água — que se adapta, muda de forma e resiste. Essa é a base de tudo o que a marca representa. “ Se você coloca a água num copo, ela vira o copo. Se você bebe, ela vira você. É assim que vejo a SHUI: uma marca que se adapta, que muda, mas que nunca perde sua essência ”, diz Ronaldo. Essa ideia vai muito além das roupas. Ela está presente na forma como a marca cria, se posiciona e se reinventa. Hoje, a SHUI é um movimento — feito para quem quer fugir do comum e usar a moda como forma de expressão. Photo Luma B - @lumabeninc No começo, a SHUI era formada por Ronaldo, seu pai e três costureiros, em um espaço de apenas 100m². Com muito esforço e criatividade, a marca cresceu. Hoje, tem um espaço dez vezes maior e envolve mais de 300 pessoas direta e indiretamente. E mesmo com esse crescimento, Ronaldo faz questão de manter o clima de família e o propósito original. “ A gente não está só costurando roupas. Estamos costurando uma história juntos ”, conta ele. Photo Luma B - @lumabeninc A SHUI une referências da cultura asiática com o streetwear urbano. São peças que fogem do óbvio, com cortes diferentes, modelagens criativas e um olhar apurado para o design. A marca tem linhas mais minimalistas, como a S.ESS, e outras mais ousadas — sempre com a proposta de transformar o básico em algo único. “Não vendemos só roupas. Vendemos atitude, estilo de vida e uma forma diferente de ver o mundo”, diz Ronaldo. Confira entrevista exclusiva com o fundador Ronaldo Pan Ye: Photo Disclosure SHUI 1. A SHUI nasceu em um momento de crise, mas se tornou um símbolo de superação. Como foi transformar a adversidade em um movimento de moda e identidade? A SHUI nasceu no meio do caos. Era um momento em que tudo parecia desmoronar — pessoalmente, financeiramente e emocionalmente. E foi ali que eu percebi que ou me deixava levar, ou transformava aquela dor em energia e arte. A SHUI é a resposta a tudo que disseram que não ia dar certo. Cada coleção foi uma carta de superação, cada peça um lembrete de que a gente pode se reinventar. Sempre com o olhar positivo, entendi que a crise não nos quebrou — nos moldou. Insatisfeito com o modo de se vestir convencional, preestabelecido pela sociedade, aproveitei o momento para preencher essa necessidade do mercado, trazendo inovação e referências asiáticas. Unindo minhas forças como influenciador no TikTok e Instagram, somando mais de 500 mil seguidores, levantei essa bandeira para levar o movimento adiante. 2. O conceito de “ser como a água” é o coração da SHUI. Como essa filosofia influencia não apenas as coleções, mas as decisões criativas e estratégicas da marca? “Ser como a água” é mais do que uma frase ou filosofia de vida — é uma forma de existir. A água pode fluir ou colidir, se adapta em qualquer circunstância, mas nunca perde sua essência. É essa filosofia que aplicamos desde as roupas até a cultura de liderança. Se o mercado ou as tendências mudam, a gente se adapta. Se a cultura pede algo novo, absorvemos e transformamos. E é isso que a SHUI representa: um movimento, um estilo de vida e uma forma de pensar. A flexibilidade e a adaptação estão traduzidas de forma implícita nos nossos designs e recortes contemporâneos — mostrando que é possível sair do convencional sem perder a força. Photo Disclosure SHUI 3. Você cresceu em meio à luta dos seus pais e aprendeu com a resiliência do comércio de rua. Como essas raízes ainda se refletem no que a SHUI é hoje? Minha origem são as raízes da minha resiliência. Crescer no comércio de rua me ensinou sobre esforço real — sobre dar valor a cada venda, cada cliente, cada detalhe. Meus pais são minha referência de persistência. Eles não tinham tempo para sonhar alto, mas me deram tudo para que eu pudesse sonhar por eles. Mesmo sem formação acadêmica, dinheiro ou uma qualidade de vida que hoje seria considerada minimamente saudável, se esforçavam ao máximo para sustentar a família — e sempre me inseriram nesse meio como uma forma de aprendizado. Hoje, eu sei como é desde fazer um carreto debaixo do sol ardente da tarde até desenvolver uma landing page para uma campanha de tráfego. Por tudo que vivi desde a infância no comércio de rua, entendo que cada desafio de hoje é apenas mais uma etapa rumo ao meu objetivo. Photo Disclosure SHUI 4. A SHUI se posiciona contra a mesmice do vestuário nacional. O que, na sua visão, falta na moda brasileira atual, e como vocês estão preenchendo esse vazio? Falta ousadia e conhecimento. A moda brasileira ainda se prende a fórmulas seguras — ao que “vende fácil”. A SHUI veio para romper com isso. Nosso design é expressão, identidade e futuro. Falta visão de mundo, falta conexão com a arte urbana global, com um storytelling autêntico. A SHUI é a ponte entre o Brasil e o mundo — com estética, com presença e com alma. Trazemos desde peças que reinterpretam o básico até designs autorais com shapes, cortes e caimentos que fogem do comum do mercado tradicional. Photo Disclosure SHUI 5. Com um time que cresceu de 5 para mais de 300 pessoas, como você mantém viva a essência familiar e o propósito original da SHUI? Crescer foi inevitável. Mas perder nossa essência nunca foi uma opção. Faço questão de estar presente, olhar nos olhos e lembrar cada pessoa do “porquê” por trás do que fazemos. A cultura da SHUI é um dos pilares que mais valorizo hoje. Mesmo com mais de 300 envolvidos, a mentalidade é de um só corpo, um só movimento. A gente não está apenas costurando roupas — estamos costurando uma história juntos. Como já dizem: “o olho do dono é que engorda o boi”. (risos) Photo Disclosure SHUI 6. Que tipo de impacto você deseja causar em quem veste SHUI? Quero que quem veste SHUI se sinta disruptivo, ousado, fora do convencional — carregando com orgulho nosso movimento e identidade. Que cada peça seja uma mensagem, representando liberdade e autenticidade. Não vendemos apenas roupas — vendemos um estilo de vida, um sentimento, um posicionamento. Quero que cada pessoa se olhe no espelho e enxergue uma versão mais potente de si mesma. SHUI é sobre se tornar poderoso, misterioso, alinhado com seus propósitos — flexível e adaptável para enfrentar qualquer adversidade do mundo. Photo Disclosure SHUI

  • Amanda Evelyn: Beleza, Moda e Futuro

    O que mais te fascina nesse universo e como ele tem impactado sua vida pessoal e profissional? O que mais me fascina é a capacidade que ela tem de transformar a vida das pessoas, não só a parte externa

  • Gucci FW22 + Adidas Originals/ #MFW22

    refazer a realidade, foi a ideia usada pelo @alessandro_michele para a coleção FW22 da @gucci na Milão Fashion Week. mirror to remake reality, was the idea used by @alessandro_michele for @gucci's FW22 collection at Milan Fashion Week. with the collaboration of @adidasoriginals presented today on the catwalk, a combination of classic fashion

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