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Alessandra Areias: A Narrativa Visual da Nova Londres

‘LONDON’ EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE

Photos: Ricardo Sakai
Photos: Ricardo Sakai

Na edição London da Hooks Magazine, Alessandra Areias ocupa a capa como símbolo de uma geração que não apenas veste a imagem, ela a constrói. Em uma cidade que respira tradição e vanguarda, como Londres, Alessandra representa o encontro preciso entre moda, cinema e pensamento criativo.


Sua trajetória nasce no editorial, diante das câmeras, mas rapidamente ultrapassa o lugar da performance. Ao ser selecionada para projetos conceituais, nos quais a imagem precisava traduzir narrativa, identidade e intenção, sua atuação expandiu-se de forma orgânica. O que começou como interpretação visual tornou-se participação ativa na construção estética e narrativa dos projetos. Assim consolidou uma presença híbrida que une modelo e criadora, imagem e estrutura, rosto e conceito.


Entre moda e cinema, Alessandra constrói um território próprio. Se a moda impacta de forma imediata, o cinema trabalha o tempo e a profundidade. Em seu trabalho, esses dois ritmos coexistem. A força visual do styling, da luz e do enquadramento dialoga com a lógica cinematográfica de narrativa e construção emocional. Seus editoriais e fashion films funcionam como fragmentos de histórias maiores. São imagens que impactam no primeiro olhar, mas permanecem pela consistência conceitual.



Para Alessandra, todo projeto nasce da intenção narrativa. Antes da estética, vem a história. Emoção, conceito e imagem são organizados a partir de um propósito claro. Essa base estruturada garante coerência visual, ritmo preciso e decisões estéticas alinhadas à mensagem central. Seja em editoriais autorais, branded content ou produções audiovisuais, o método é o mesmo. A estética existe para servir à narrativa.


Como produtora criativa, ela equilibra arte e estratégia com rigor profissional. Seu papel é traduzir a identidade das marcas em narrativas visuais sofisticadas e consistentes. Criatividade, para ela, não é improviso, é construção planejada. Cada projeto é desenvolvido para preservar integridade artística ao mesmo tempo em que atende objetivos comerciais e de posicionamento.



A vivência internacional ampliou seu repertório e refinou sua leitura cultural. Trabalhando em diferentes países, Alessandra desenvolveu uma linguagem visual adaptável, atenta às nuances estéticas e simbólicas de cada contexto. Essa experiência fortalece sua capacidade de criar narrativas globais sem perder assinatura autoral, algo essencial em uma capital criativa como Londres.


Hoje, estando tanto à frente quanto atrás das câmeras, Alessandra direciona seu próximo passo para a consolidação de uma liderança criativa ainda mais consistente no desenvolvimento de projetos audiovisuais. Fashion films, branded content e produções autorais deixam de ser apenas formatos e tornam-se plataformas de construção estética e narrativa.


Confira entrevista exclusiva:


1. Você começou como modelo e hoje também trabalha criando projetos. Quando percebeu que queria ir além de posar e passar a participar da criação das histórias?


Ao longo da minha atuação como modelo editorial, passei a ser selecionada com frequência para projetos conceituais, nos quais a imagem precisava comunicar narrativa, identidade e intenção. Nesse contexto, minha participação foi naturalmente se expandindo para além da performance diante da câmera, envolvendo contribuição direta no desenvolvimento de conceitos visuais, referências estéticas e construção narrativa. Esse movimento marcou a consolidação de uma atuação híbrida, na qual imagem e criação caminham juntas de forma profissional.

2. Moda e cinema têm tempos diferentes: a moda impacta rápido, o cinema constrói aos poucos. Como você une esses dois mundos no seu trabalho?


No meu trabalho, utilizo a força imediata da moda como estrutura visual e a lógica narrativa do cinema como profundidade. Desenvolvo imagens e projetos que funcionam como fragmentos de uma narrativa maior, aproximando editoriais, fashion films e branded content da linguagem cinematográfica. Essa integração permite criar conteúdos que têm impacto estético imediato, mas também consistência narrativa e longevidade.

3. Quando começa um novo projeto, o que vem primeiro para você: a ideia, a imagem, a emoção ou a história que quer contar?


O ponto de partida é sempre a intenção narrativa. A partir dela, emoção, conceito e imagem se organizam de forma coesa. Essa abordagem garante que as decisões estéticas — como enquadramento, ritmo, luz e styling — estejam a serviço da história que o projeto precisa comunicar. Esse método é aplicado tanto em trabalhos editoriais quanto em produções audiovisuais e projetos autorais.

4. Como produtora criativa, como você equilibra criatividade e as necessidades das marcas com as quais trabalha?


Meu papel como produtora criativa é traduzir a identidade e os objetivos da marca em uma narrativa visual clara, sofisticada e consistente. O equilíbrio acontece por meio de um processo estruturado de concepção, no qual criatividade e estratégia caminham juntas. Dessa forma, os projetos mantêm integridade artística ao mesmo tempo em que atendem às necessidades comerciais e de posicionamento das marcas envolvidas.

5. Trabalhando em diferentes países, o que você aprende com cada cultura e como isso influencia sua forma de criar imagens?


A atuação em contextos internacionais contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem visual adaptável e consciente de diferentes referências culturais. Cada experiência amplia meu repertório estético e narrativo, permitindo criar projetos que dialogam com públicos diversos sem perder coerência autoral. Essa vivência internacional fortalece minha capacidade de desenvolver narrativas visuais com alcance global.

6. Hoje você está na frente e atrás das câmeras. Qual é o próximo passo que deseja dar na sua trajetória?


O próximo passo é aprofundar minha atuação no desenvolvimento e produção de projetos audiovisuais, consolidando uma posição de maior liderança criativa em fashion films, branded content e produções autorais. O objetivo é expandir a criação de narrativas visuais em contextos internacionais, integrando performance, concepção e produção como parte de uma trajetória artística contínua e consistente.

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