GRANDES EMPRESAS NA LUTA CONTRA A HOMOFOBIA

Estamos em 2021 e sabemos que certos comportamentos e pensamentos não cabem mais nos dias de hoje. A homossexualidade sempre existiu em diversas culturas e épocas, e ao longo da história da humanidade estes comportamentos foram admirados, tolerados ou condenados.

Quando admirados era vistos como uma maneira de melhorar a sociedade, porém, em alguns casos eram considerados pecado ou até mesmo doença.

Mas, desde meados do século XX a homossexualidade tem sido gradualmente desclassificada como doença e discriminalizada em diversos países.

Por isso, não é correto utilizar o termo HOMOSSEXUALISMO, já que o sufixo "ismo" significa doença.

A data de hoje é um marco histórico, pois foi somente em 17 de maio de 1990 que a OMS

(Organização Mundial da Saúde), retirou a homossexualidade da classificação estatística de doenças e problemas relacionados à saúde.

O mundo está mudando em um ritmo cada vez mais acelerado.

Com a chegada de plataformas digitais e com a globalização, o acesso à informação está cada vez mais fácil.

Em razão deste pragmatismo do mundo moderno nada mais fica escondido. As mídias sociais têm um papel importante na vida daqueles que antes não tinham voz.

Hoje, cada indivíduo possui seu próprio espaço para que possa mostrar a sua forma de ser e pensar, criando uma rede de contatos com a mesma afinidade.

Grandes marcas já perceberam que este é o meio mais rápido de conversar com o público e muitas delas também ocupam um lugar especial na luta contra o preconceito.

Nada melhor do que escolhermos empresas que se posicionam assim, na hora de investirmos nosso dinheiro.

Conheça algumas delas.

ADIDAS

A segunda maior empresa de artigos esportivos do mundo, está sempre a frente de seu tempo. De acordo com informações do BuzzFeed News, à partir de agora os atletas patrocinados pela marca têm garantias contratuais de que eles podem tornar pública ( se assim quiserem) a sua sexualidade. Sejam eles gays,bissexuais ou transsexuais.


Adidas Pride. Foto/reprodução : internet

COCA COLA

A marca se posicionou através de uma mensagem exposta no transporte público de Amsterdã.

O slogan dizia: "Nós escolhemos a felicidade sobre a tradição".

Além de já ter exibido diversas peças publicitárias com casais do mesmo sexo, foi eleita a empresa com um dos melhores ambientes de trabalho para LGBTs nos EUA.


Foto/reprodução: internet

APPLE

Tim Kook, o CEO de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, saiu do armário e causou repercussão mundial.

Segundo ele, não se considera um ativista mas sabe que se beneficia do sacrifício de outros. Ele ainda afirma que sua atitude pode servir de inspiração e ajuda para quem estiver lutando e se sentindo sozinho. Ainda finaliza dizendo que sua privacidade não importa quando há uma luta séria.

Lembrando que a Apple já se posicionou contra a lei que restringe o conceito de família entre homens e mulheres nos EUA.


Foto/reprodução: internet

CHANEL

Em 2013, na semana de moda de Paris, duas mulheres vestidas de noiva juntamente com o sobrinho de Karl Lagerfeld, encerraram o show em tom de protesto.

O estilista desabafou dizendo que desde 1904, na França, a igreja e Estado já são separados.

Após alguns meses, a França aprovou o casamento gay se tornando o 14º país a legalizar a união e também a adoção por casais do mesmo sexo.


Foto/reprodução : internet

M.A.C

Logo que surgiu, o HIV era comumente atribuído à comunidade LGBT.

Em 1990, em meio a pandemia da Aids, a canadense MAC lançou o batom vermelho VIVA GLAM.

A iniciativa tem como objetivo arrecadar fundos com a venda dos batons, estes são direcionados para a Mac Aids Fund, que prioriza iniciativas de prevenção, tratamento e necessidades de pessoas vivendo com HIV em diversos países.

Para alavancar as vendas a marca conta sempre com o apoio de nomes conhecidos da indústria do entretenimento.


Foto/reprodução : internet

Fica a dica: vamos refletir antes de escolhermos qualquer empresa. Precisamos repensar nossa maneira de consumo e fazer com que tenha um propósito maior por trás disso.

Abraço

Raphael Lindeker

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