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Rainer Cadete é a nova capa internacional da Hooks Magazine STARS

'STARS' EDITION COVER - JULY 2026 ISSUE

Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS
Photography: Isadora Relvas and Philipp Lavra - @relvas.oficial and @lavraphilipp / Beauty Direction: Victor Dargains - @vdargains / Styling: Rafa Pinta - @rafapinta_

Existem artistas que constroem uma carreira baseada na consistência. Outros se destacam pela versatilidade. Rainer Cadete reúne ambas as qualidades. Ator, cantor, escritor e produtor, ele atravessa diferentes linguagens artísticas com naturalidade, transformando cada novo projeto em uma oportunidade de explorar outras formas de contar histórias. Com mais de duas décadas de trajetória, consolidou-se como um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira, mantendo uma carreira marcada pela autenticidade, pela inquietação criativa e pelo desejo constante de se reinventar.


Agora, Rainer Cadete é a nova capa da edição internacional da Hooks Magazine STARS, celebrando um momento de intensa atividade profissional, no qual concilia televisão, streaming, teatro, literatura, música e cinema, ampliando continuamente sua presença na indústria cultural.


Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS

Atualmente, o ator integra o elenco de Quem Ama Cuida, novela das 21h da TV Globo escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, interpretando o dermatologista Dr. César. O personagem chega para ampliar uma galeria de papéis memoráveis construída ao longo de sua carreira, sempre marcada pelo equilíbrio entre grandes produções da televisão e projetos autorais.


Entre seus trabalhos mais lembrados estão o advogado Rafael Nero, de Amor à Vida, e o irreverente Visky, de Verdades Secretas, personagem que lhe rendeu o Prêmio Extra de Televisão e o Troféu Melhores do Ano. O sucesso da interpretação também levou Rainer a integrar a lista Forbes Under 30, reconhecimento que consolidou ainda mais sua projeção nacional.


Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS

Outro aspecto marcante de sua trajetória é a oportunidade de revisitar personagens que conquistaram o público. Visky retornou em Verdades Secretas II, enquanto Celso reapareceu em Êta Mundo Melhor!, quase dez anos depois de sua participação em Êta Mundo Bom!. Mais do que repetir interpretações, Rainer encara esses reencontros como novas possibilidades de construção artística.


Em entrevista exclusiva à Hooks Magazine, o ator explica que revisitar um personagem exige o mesmo nível de descoberta de criar alguém completamente novo.

"Eu não vejo tanta diferença entre criar um personagem novo e reencontrar um personagem que já faz parte da memória do público, porque nunca se trata da mesma história. Gosto muito de uma ideia do Heráclito: o rio pode ser o mesmo, mas as águas já são outras. Com os personagens acontece algo parecido. O Visky e o Celso têm uma história, uma identidade e uma memória afetiva com o público, mas eles reaparecem em outro tempo, atravessados por novas relações, novos conflitos e por tudo o que também mudou em mim como ator."
Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS

Essa visão sobre transformação também explica sua relação com a própria carreira. Para Rainer, cada projeto nasce de forma espontânea, sem seguir um planejamento rígido.

"Eu nunca sentei para fazer um plano de carreira dizendo: 'Agora vou escrever um livro', 'agora vou cantar', 'agora vou produzir'. As coisas acontecem porque algumas ideias simplesmente escolhem a linguagem em que querem nascer. Tem história que pede um palco. Tem história que pede uma canção. Tem história que pede uma câmera. E tem histórias que só cabem no silêncio de uma página."

Essa liberdade criativa o levou a expandir sua atuação para além da televisão. Nos palcos, está em cartaz com o musical Uma Babá Quase Perfeita, adaptação brasileira do sucesso da Broadway, além de integrar o elenco da montagem de Norma, dirigida por Guilherme Piva.


No cinema, soma participações em produções como Carcereiros, Intervenção, Virando a Mesa e a franquia Cine Holliúdy. Também esteve presente no Festival de Cannes com O Traidor, dirigido por Marco Bellocchio, e integra o elenco de Dia Útil, longa filmado em Brasília sob direção das irmãs Diniz.


Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS

O streaming também ocupa um espaço importante em sua trajetória. Rainer faz parte do elenco de Arcanjo Renegado, retornando para a quarta temporada e também para a quinta, prevista para 2026.


Na música, desenvolve ao lado de Renato Luciano o projeto Leves e Reflexivas, que combina música, poesia, humor e reflexão social para discutir temas como masculinidade, diversidade, afeto e relações humanas. O projeto ganhou destaque com o clipe da canção Esse Negócio de Ser Macho, dirigido por Duda Maia, além da parceria musical com Vanessa da Mata. Paralelamente, prepara um novo trabalho dedicado a clássicos da música brasileira.


Sua inquietação artística também encontrou espaço na literatura. Em 2024, ao lado do filho Pietro Cadete, lançou o livro Olhares que Filtram, obra que aborda afeto, identidade, ancestralidade e relações familiares sob a perspectiva de uma família multirracial. O livro passou a integrar projetos educacionais e debates sobre pertencimento, paternidade e questões raciais.


Esses temas aparecem de maneira recorrente em seus trabalhos, mas não como resultado de uma estratégia artística.

"Eu desconfio da arte que nasce para defender uma tese. Acho que ela perde força quando já sabe exatamente aonde quer chegar. O que me interessa são as histórias que fazem perguntas, não as que entregam respostas."
Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS

O ator explica que assuntos como masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares surgem naturalmente em seu processo criativo porque também fazem parte de sua própria experiência.


"São questões que continuam me atravessando como homem, como pai e como artista. Se esses projetos provocam conversas, fico muito feliz. Mas essa nunca foi a intenção principal. A intenção sempre foi compreender um pouco melhor o ser humano."

Pai de Pietro Cadete, Rainer também leva para sua produção artística reflexões sobre responsabilidade afetiva, relações familiares e as novas formas de compreender a masculinidade contemporânea, transformando experiências pessoais em narrativas capazes de dialogar com diferentes públicos.


Rainer Cadete Is the New International Cover Star of Hooks Magazine STARS

Ao conciliar televisão, streaming, teatro, cinema, música e literatura, Rainer Cadete demonstra que sua carreira não é definida por uma única linguagem, mas pela curiosidade permanente de experimentar novas formas de expressão. Sua trajetória revela um artista que prefere fazer perguntas a oferecer respostas prontas e que encontra na arte um espaço para provocar reflexão, sensibilidade e diálogo.


Confira entrevista exclusiva:


1.⁠ ⁠Sua carreira transita com naturalidade entre televisão, teatro, cinema, literatura e música. Como cada uma dessas linguagens alimenta a outra e de que forma essa diversidade influencia sua construção como artista?


Eu nunca sentei para fazer um plano de carreira dizendo: “Agora vou escrever um livro”, “agora vou cantar”, “agora vou produzir”. As coisas acontecem porque algumas ideias simplesmente escolhem a linguagem em que querem nascer. Tem história que pede um palco. Tem história que pede uma canção. Tem história que pede uma câmera. E tem histórias que só cabem no silêncio de uma página.

2.⁠ ⁠⁠Em Quem Ama Cuida, você interpreta o Dr. César, enquanto também revisita personagens marcantes como Visky e Celso em diferentes momentos da carreira. O que existe de mais desafiador em criar um novo personagem e, ao mesmo tempo, reencontrar figuras que já fazem parte da memória do público?


Eu não vejo tanta diferença entre criar um personagem novo e reencontrar um personagem que já faz parte da memória do público, porque nunca se trata da mesma história.
Gosto muito de uma ideia do Heráclito: o rio pode ser o mesmo, mas as águas já são outras. Com os personagens acontece algo parecido. O Visky e o Celso têm uma história, uma identidade e uma memória afetiva com o público, mas eles reaparecem em outro tempo, atravessados por novas relações, novos conflitos e por tudo o que também mudou em mim como ator.
Por isso, eu não encaro esses reencontros como uma repetição. É mais parecido com rever um velho amigo depois de muitos anos. Você reconhece alguma coisa imediatamente, mas também percebe que aquela pessoa já não é exatamente a mesma.
O desafio está em preservar o que faz o personagem ser quem ele é sem transformá-lo numa imitação de si mesmo. Seja com o Dr. César, com o Visky ou com o Celso, o trabalho é sempre descobrir qual é a verdade daquela história agora.
Talvez o maior desafio não seja equilibrar essas frentes, mas escutar o que cada ideia está pedindo. Quando uma inquietação aparece, procuro dar a ela a forma mais honesta possível.
Também não tenho medo de começar sem dominar completamente um território. Estudo, me preparo, erro, peço ajuda e sigo. Acho que a criatividade também é um exercício de coragem.
No fundo, todas essas linguagens são apenas maneiras diferentes de alimentar a mesma curiosidade.

3.⁠ ⁠⁠Projetos como Leves e Reflexivas e o livro Olhares que Filtram mostram um interesse em discutir masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares. Você acredita que a arte tem a responsabilidade de provocar essas conversas ou esse movimento acontece de forma mais espontânea no seu processo criativo?


Eu desconfio da arte que nasce para defender uma tese. Acho que ela perde força quando já sabe exatamente aonde quer chegar. O que me interessa são as histórias que fazem perguntas, não as que entregam respostas.
Talvez por isso temas como masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares apareçam tanto no meu trabalho. Não foi uma decisão de carreira. São questões que continuam me atravessando como homem, como pai e como artista.
Se esses projetos provocam conversas, fico muito feliz. Mas essa nunca foi a intenção principal. A intenção sempre foi compreender um pouco melhor o ser humano. E, curiosamente, quando a gente parte de uma pergunta honesta, outras pessoas acabam encontrando as próprias respostas.

4.⁠ ⁠⁠A paternidade ocupa um espaço importante na sua vida e também na sua produção artística. De que maneira seu filho Pietro transformou não apenas sua visão sobre a vida, mas também as histórias que você escolhe contar e os projetos que decide desenvolver?


O Pietro me ensinou que o amor também é revisão. Depois que ele nasceu, comecei a rever as minhas prioridades, a forma como eu lidava com o meu tempo, a minha escuta, as minhas curiosidades e até a minha relação com a vida. A paternidade me deixou mais disponível para construir perguntas do que para oferecer respostas.
Como o Pietro cresceu entre camarins, teatros, livros e música, a arte sempre fez parte das nossas conversas. E, de um jeito muito natural, muitas delas acabaram se transformando em projetos.
Olhares que Filtram nasceu exatamente desse lugar. Da vontade de compreender melhor as questões que atravessavam a nossa família multirracial e de transformar um diálogo muito íntimo entre pai e filho em uma conversa que pudesse chegar às salas de aula, às famílias e a qualquer pessoa interessada em refletir sobre identidade, afeto e relações étnico-raciais.
Eu nunca vou sentir exatamente o que o Pietro sente, porque eu não sou ele. Mas gosto de brincar que ele é o meu coração batendo fora do meu corpo. Talvez por isso escrever juntos tenha sido uma experiência tão transformadora. A literatura acabou se tornando mais uma forma de a gente conversar.
Hoje eu percebo que o Pietro não ampliou apenas o meu olhar sobre a vida. Ele ampliou também a minha forma de fazer arte.
Escrever juntos me fez entender que a arte talvez exista para isso: transformar perguntas íntimas em conversas coletivas. É muito ruim achar que a gente está sozinho no mundo. Quando uma história encontra outras pessoas, ela constrói pontes. E, de repente, aquilo que parecia só nosso passa a fazer sentido para muita gente também.

5.⁠ ⁠⁠Depois de mais de duas décadas de carreira, com reconhecimento na televisão, no teatro, no cinema e agora em novos projetos musicais e literários, o que ainda desperta sua curiosidade criativa e quais histórias você sente que ainda precisa contar nos próximos anos?


Acho que, com o tempo, os sonhos vão mudando de endereço. Antes eu pensava muito no próximo trabalho. Hoje penso mais nas histórias que ainda quero viver e contar.
Quero continuar encontrando personagens que desafiem as minhas certezas, escrever livros que provoquem boas conversas, produzir projetos que aproximem as pessoas e fazer um cinema que viaje pelo mundo sem perder o sotaque brasileiro.
Mas talvez o maior desafio seja continuar me transformando. Não quero repetir fórmulas nem achar que já sei fazer. Espero nunca perder o encantamento de estudante, de observar as pessoas, de mudar de ideia e de me deixar surpreender.
No fundo, não sonho com uma linha de chegada. Sonho em continuar encontrando histórias que me transformem antes de chegarem ao público. Enquanto isso acontecer, vou sentir que estou exatamente onde deveria estar.

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