VICTORIA'S SECRET E O FIM DAS ANGELS

Já faz algum tempo em que a falta de diversidade nos desfiles da Victoria's Secret vem sendo debatida.

A marca é conhecida por seus desfiles em formato de show onde modelos com corpos considerados "perfeitos" desfilam suas peças de lingerie ao som de nomes conhecidos da indústria musical.

Porém, o que começou a se notar é que para se tornar uma "angel" as modelos deveriam atender à um padrão e todas pareciam ter saído de uma forma com o mesmo molde.

Corpos bronzeados, cabelos esvoaçantes e maquiagem super iluminada faziam parte do combo que dava vida à este "universo da perfeição", reforçando a ideia de um estereótipo inalcançável.

Isso fez com que a marca perdesse grande parte do público consumidor, já que hoje vivemos em um mundo mais inclusivo e que valoriza a individualidade.


Doutzen Kroes, Miranda Kerr, Candice Swanepoel e Alessandra Ambrosio. Foto: internet

Em junho deste ano, o vice-presidente do grupo, Stuart Burgdoerfer, anunciou uma mudança de estratégia e reposicionamento de mercado da marca. Segundo ele, a Victoria's Secret irá continuar se comunicando com suas consumidoras mas não será nada grandioso como os desfiles.

Muitas pessoas ainda acham triste que tal decisão só tenha sido tomada após cancelamentos e baixa audiência de seus desfiles. Além disso, muitos sabem que a marca perpetuou o ideal do corpo perfeito no mundo inteiro, muitas vezes com consequências sérias para o próprio casting de modelos, já que as mesmas passavam por horas de exercícios pesados e dietas restritivas que causavam até distúrbios alimentares.


Foto/ divulgação : internet

As marcas precisam entender que a falta de diversidade e não inclusão não são mais uma realidade atual e que certos padrões precisam ser rompidos de uma vez por todas.

O reposicionamento de mercado da Victoria's