699 resultados encontrados para "London Fashion Week"
- Babi Montello: A Arte de Transformar Estilo e Autoestima
'FASHION' COVER EDITION - SEPTEMBER 24 ISSUE Photos: Levi Cruz - @oficiallevicruz Hair: Talita Alves dos Santos - @tatasanntoro Looks: Agilita and Sant Nesta edição 'FASHION' da Hooks Magazine, a consultora se mantém atualizada seguindo tendências internacionais, observando de perto os desfiles das maiores fashion weeks e buscando novas fontes de inspiração, como o curso de tendências que planeja fazer em Milão, weeks e inclusive está nos meus planos viajar para Milão para fazer um curso de tendências.
- DES PREZO: A Marca Que Está Mudando a Forma de Pensar Moda
Creative direction - Guilherme Menegat / Photo - Otavio Conci / Make - Débora Camassola / Models - Eric Pauli and Pedro Martini / Set assistants - Rodrigo Santos and Martina Cambruzzi Desde que foi lançada em outubro de 2022, a DES PREZO tem chamado atenção por ser muito mais do que uma marca de roupas. Ela nasceu da vontade de seu fundador Guilherme Menegat , um designer apaixonado por artes visuais e música, de criar algo único e cheio de significado. Inspirada no movimento punk e na cena eletrônica underground, a marca combina rebeldia, estilo e uma visão bem pessoal sobre como a moda pode contar histórias e provocar reflexões. O nome “DES PREZO” reflete bem essa ideia. Ele representa tanto o rompimento com o que é velho e sem sentido quanto a valorização do que é novo e autêntico. Essa essência aparece em todas as peças da marca, que são feitas com muito cuidado em seu próprio estúdio. Lá, uma equipe pequena e super dedicada cria cada detalhe, desde calças com cortes elaborados até bonés bordados e jaquetas com acabamentos únicos. A DES PREZO não segue tendências passageiras ou produz roupas em massa. Cada coleção é pensada para durar e oferecer algo especial, seja nos tecidos, na modelagem ou nos acabamentos. A marca já lançou peças de couro, jeans, malharia e até itens com técnicas inovadoras de estamparia e lavanderia. Esses produtos têm conquistado clientes exigentes e ligados em moda, que buscam algo mais exclusivo e com personalidade. Embora as vendas sejam feitas principalmente online, a DES PREZO já conquistou um público fiel ao redor do mundo. Suas peças são especialmente populares entre artistas e pessoas que procuram um visual diferente para festas ou para o dia a dia, misturando sofisticação e atitude. O sucesso da última coleção foi tão grande que, em apenas dois meses, as vendas superaram o faturamento de todo o ano anterior. Agora, a marca está focada em expandir sua presença e quer levar suas criações para novos mercados. A DES PREZO é para quem não tem medo de ser diferente e busca peças que vão além do comum. Mais do que roupas, a marca oferece uma forma de expressão e um convite para repensar a moda de uma maneira mais profunda e verdadeira. ENTREVISTA COM GUILHERME MENEGAT BIONDO - DES PREZO: A Des Prezo desafia padrões convencionais. Quais são os principais desafios que você enfrenta ao criar uma marca tão disruptiva em um mercado competitivo como o da moda? Desde o início da marca, enfrentei diversos desafios, mas acredito que o principal deles ocorreu logo no começo. Meu objetivo era produzir um produto diferenciado, que se destacasse no mercado de moda brasileiro, oferecendo um olhar mais minucioso para detalhes como recortes, aviamentos, materiais e técnicas de finalização. Durante a primeira coleção, uma cápsula, tentei terceirizar a produção com confecções externas, mas o resultado ficou muito aquém do esperado. A partir da segunda coleção, decidimos internalizar quase todo o processo de produção. Hoje, cerca de 80% das etapas são realizadas por nós: modelagem, corte, costura, design e finalização. Esse controle interno foi fundamental para alcançar o nível de qualidade e estética que buscamos desde o início. Esse foi, sem dúvida, um dos maiores desafios no começo da marca. Outro grande desafio, especialmente para marcas novas no Brasil, é conquistar a aceitação e o reconhecimento do público. Como uma marca que surgiu sem grande histórico ou referência, enfrentamos a barreira natural do consumidor em dar um voto de confiança. Muitas pessoas precisam ver outras usando ou ter experiências positivas para se sentirem seguras em comprar de uma marca nova. Além disso, o mercado está saturado de marcas emergentes, e algumas experiências negativas podem tornar o consumidor mais cauteloso. Furar essa bolha e demonstrar que nosso produto é diferente, que oferecemos qualidade e trabalhamos com uma estética em constante crescimento, tem sido uma tarefa desafiadora. No entanto, acredito que, com mais um ano de atuação, conseguimos consolidar nossa posição no mercado e superar muitas dessas barreiras iniciais. Por fim, é importante destacar que empreender no Brasil, especialmente no setor de moda, é um desafio diário. A cada dia aprendemos e nos adaptamos, sempre buscando aprimorar nosso trabalho e fortalecer nossa marca no mercado. A essência da Des Prezo está profundamente ligada à autenticidade e à individualidade. Como você traduz esses conceitos nas coleções e nos processos criativos da marca? A ideia de ter uma marca não surgiu da noite para o dia. Desde que comecei a imaginar essa possibilidade, há cerca de 10 anos, percebi que seria um processo muito mais profundo e desafiador do que apenas criar peças ou postar fotos na internet. Foi uma jornada de autoconhecimento e amadurecimento. Como criativo, precisei exercitar a paciência e entender os momentos certos para realizar cada etapa do projeto. Há cerca de 10 anos, tive uma experiência inicial ao criar algumas camisetas com amigos. Naquela época, ficou claro que construir uma marca exigiria muito mais do que eu imaginava. Foi nesse período que comecei a compreender o verdadeiro significado de desenvolver um negócio criativo. Entre esse início e a concretização da marca, tive a oportunidade de me formar e trabalhar em diferentes lugares, onde aprendi muito com as pessoas ao meu redor. Essas experiências foram fundamentais para moldar minha visão e me preparar para dar os próximos passos. Quando finalmente decidi que era o momento certo para desenvolver as peças que eu realmente queria criar, percebi que, mesmo achando que estava preparado, o processo prático revelou o quanto ainda havia para aprender. Esse aspecto é, para mim, uma das partes mais interessantes: o constante desafio de se reinventar, buscar informações novas, descobrir fornecedores, testar diferentes tecidos, explorar técnicas de lavanderia, acabamento e estamparia. Cada uma dessas etapas contribui para diferenciar um profissional que se acomoda no mercado daqueles que buscam se aprimorar continuamente. Acredito que essa dedicação ao desenvolvimento contínuo é o que realmente define o sucesso no setor de moda. Não é apenas sobre criar roupas, mas sobre construir um processo que permita inovar e evoluir constantemente. Essa busca diária por melhoria é o que torna a jornada desafiadora, mas também incrivelmente gratificante. Você mencionou que “Des Prezo” simboliza resistência e renovação. Como esses valores se refletem na jornada da marca desde sua fundação em 2022? Acredito que o nome da marca, por si só, já carrega uma força muito significativa: DES PREZO. Para responder essa pergunta, acho importante explicar um pouco sobre o porquê dessa escolha. O “DES” me remete ao passado. É um prefixo de negação, e, para mim, simboliza a rejeição a ideias e conceitos impostos pela sociedade com os quais muitas vezes não concordo. Já o “PREZO” representa o futuro. Ele está associado ao que desejamos, ao que almejamos criar e construir. Essa dualidade entre passado e futuro é um pilar essencial da marca. Quando penso no meu trabalho, busco desenvolver estampas e artes que provoquem, que intriguem, e que façam as pessoas refletirem. Quero que elas sintam que há algo mais por trás, algo que as convide a questionar. Mesmo quando a mensagem parece desconfortável ou negativa à primeira vista, tento transformar esse sentimento em algo que faça o espectador parar e repensar. Essa abordagem se reflete também nas nossas campanhas e na identidade visual da marca, que foge do convencional. Talvez, à primeira impressão, nem todos entendam ou gostem, mas quem mergulha mais fundo percebe o propósito e a coerência por trás de cada escolha. Para mim, a DP é mais do que apenas roupas ou design. Ela é um espaço onde posso expressar minhas vivências e inquietações. Desde a adolescência, sempre tive sentimentos e ideias que, naquela época, não conseguia externalizar ou discutir. Hoje, através da marca, consigo transformar essas experiências e dar voz ao que antes estava reprimido. Mas faço isso de uma maneira transformadora, porque já não olho para o meu passado com os mesmos olhos. Além disso, não dá para falar de moda sem pensar na dimensão social. Todos sabemos que o mercado da moda pode ser cruel e injusto, especialmente para quem trabalha nos bastidores. Quando decidimos criar nossa própria linha de produção, fizemos questão de estabelecer um ambiente de trabalho onde as pessoas fossem valorizadas, bem remuneradas e tivessem prazer em colaborar conosco. Para mim, isso vai muito além da roupa. A DP tornou-se um ecossistema. É um reflexo dos valores que eu defendo e do impacto que quero deixar. No fim das contas, a DP é uma junção de sentimentos antigos e visões futuras. É um projeto construído com alma, onde cada detalhe reflete o desejo de criar algo único e significativo, tanto para mim quanto para quem escolhe fazer parte dessa história. Com foco em coleções limitadas e de alta qualidade, como a Des Prezo equilibra o desejo de exclusividade com a necessidade de expandir sua base de clientes? Estamos entrando no nosso segundo ano no mercado, e posso dizer que o primeiro ano foi muito um período de testes. Muitas respostas ainda não estavam claras, e a forma como trabalhávamos era baseada em tentativa e erro, no que imaginávamos que poderia funcionar. Nossa produção, especialmente a partir da segunda coleção, ainda era pequena. Quando desenhávamos e produzíamos, tudo era feito dentro das nossas possibilidades, sem volumes grandes ou certezas sobre o que realmente performaria. Com o tempo, principalmente no início e metade deste ano, começamos a analisar os dados de vendas das coleções. Descobrimos algo interessante: as peças de entrada, como camisetas e bonés, tinham uma ótima aceitação e vendiam tanto quanto as peças mais elaboradas. Porém, por termos uma estrutura enxuta, não conseguíamos produzir muitas unidades de cada peça. Essa experiência nos fez entender melhor o público da marca. Percebemos que muitos clientes buscam algo mais além de produtos de entrada – há uma procura por peças com design diferenciado e um trabalho mais elaborado. Esse aprendizado nos levou a repensar o mix de coleção. Diferente do modelo tradicional, que sugere que coleções tenham uma pequena porcentagem de peças mais ousadas, acabamos brincando um pouco com essa lógica. Do ano passado para cá, nossa produção praticamente triplicou. Com mais pessoas na equipe, ganhamos liberdade para ampliar tanto a quantidade de peças quanto a variedade de produtos que oferecemos. Hoje, ao desenhar uma coleção, temos a vantagem de produzir tudo internamente, o que nos dá um controle muito maior. Conseguimos testar diferentes tecidos, aprovar peças em menos tempo e garantir a qualidade e o acabamento que queremos. Esse controle interno nos permite reagir rapidamente às demandas e ajustar detalhes que seriam mais difíceis em produções terceirizadas. Atualmente, aumentamos gradativamente a quantidade de produtos de entrada, como camisetas e bonés, devido à alta demanda. Paralelamente, também estamos ampliando a produção de peças mais complexas e elaboradas, sempre buscando equilíbrio entre volume e qualidade. Nos próximos anos, nossa meta é continuar expandindo a produção interna. Queremos crescer de forma consistente, mantendo a precisão, o controle e a identidade que construímos, para oferecer aos nossos clientes não apenas produtos, mas experiências únicas e autênticas. A cena punk e o underground eletrônico são inspirações marcantes para a Des Prezo. Como esses movimentos influenciam não apenas o design das peças, mas também a narrativa da marca? Assim como a Des Prezo, minha ideia de criação bebe muito da influência de movimentos que questionam e se opõem ao sistema. Se analisarmos os movimentos punk e o underground eletrônico, eles têm em comum essa quebra de padrões e uma rejeição ao que é imposto. Trata-se de buscar algo diferente, algo que provoque e desconstrua. Minhas referências criativas nascem diretamente dessa conexão com a contracultura. Para desenvolver meus trabalhos, dedico muito tempo a pesquisar artes, posters e flyers de bandas punk dos anos 80. Também mergulho em livros e trabalhos de artistas que exploraram o universo das raves e festas eletrônicas dos anos 90 e 2000. Além disso, minha vivência pessoal tem grande peso: frequento shows punk e festas eletrônicas, e acredito que essa experiência direta é essencial para o meu processo criativo. A criação, para mim, também é um exercício de autoconhecimento. É sobre entender o que gosto, descobrir as mensagens que quero transmitir e encontrar formas de unir dois mundos aparentemente distintos, mas que considero altamente complementares. Essa fusão de referências – do punk à cena eletrônica – é o que molda minha visão e o que tento expressar através do meu trabalho. Com quase dois anos de trajetória, como você enxerga o futuro da Des Prezo em termos de expansão e inovação, especialmente no contexto da moda nacional e internacional? No início, é difícil sonhar muito alto, mas sempre soube onde queria chegar e trabalho diariamente para alcançar esse objetivo. Com dois anos de projeto, confesso que não imaginava estar onde estou hoje. A aceitação tem sido muito positiva, e isso me motiva a seguir em frente. Recentemente, estive em São Paulo e tive a oportunidade de conversar com pessoas que ainda não conhecia. Fiquei surpreso ao perceber que a marca é mais conhecida lá do que na minha cidade, no sul do país, em uma região do interior. Isso é muito gratificante, pois mostra que, mesmo sem me conhecerem pessoalmente, as pessoas estão descobrindo a Des Prezo e reconhecendo o trabalho que estamos fazendo. Para mim, esse é apenas o começo. Quero continuar aprimorando a marca, aprendendo e crescendo a cada dia. Amo o que faço, e é extremamente recompensador receber mensagens de elogio e ver que nosso trabalho está alcançando as pessoas. Isso nos dá forças para continuar evoluindo. Acredito que estamos crescendo no ritmo certo, construindo uma base sólida e sem saltos arriscados. O ano de 2025 já começa com oportunidades e mudanças significativas que vão abrir novas portas para nós. Algumas metas que estabeleci no início já foram alcançadas, enquanto outras ainda exigem mais esforço, mas estou comprometido em continuar aprendendo e me reinventando diariamente. Minha visão para o futuro é levar a Des Prezo além das fronteiras do Brasil. Espero que, em alguns anos, possamos estar presentes nas principais cidades de moda do mundo. Esse é um grande sonho, mas acredito que, com trabalho consistente e dedicação, é possível torná-lo realidade.
- A Fati Studios: Moda e Filosofia em Sintonia para o Streetwear
Photos: Victoria Versiani - @vicversiani / Courtesy Fati Studios Na cena da moda independente, a Fati Studios surge como uma marca que combina inovação com o respeito pela tradição. Fundada em dezembro de 2023, a marca rapidamente se destacou ao trazer ao público não apenas roupas, mas uma filosofia de vida inspirada no conceito “Amor Fati” de Nietzsche – a aceitação do destino e das adversidades da vida. Esse é o alicerce do qual surge cada peça da Fati, que busca transformar moda em expressão pessoal, misturando o estilo urbano com uma estética vintage. Em um ano de atuação, a marca já lançou duas coleções marcantes que traduzem seu propósito. A primeira coleção, “Love Language”, convida o público a uma jornada de autoconhecimento e amor-próprio. Com peças cuidadosamente projetadas para valorizar a silhueta, traz modelagens exclusivas e estampas que comunicam mensagens positivas e autênticas. O design é pensado para refletir a beleza da simplicidade e a valorização das imperfeições, com detalhes que vão desde frases em japonês até símbolos sutis de amor. Materiais de qualidade e cortes confortáveis completam o look e fazem com que cada peça seja única e carregada de significado. Já em “Stallion Sunset Gardens”, a Fati adentra o universo western, reinterpretando o estilo cowboy sob uma lente moderna e urbana. Inspirada pela liberdade da vida no campo e pela cultura do velho oeste, a coleção explora o jeans cru, detalhes em couro e cortes ousados para revisitar o conceito do “caubói urbano”. Esse mix entre o western e o streetwear oferece uma experiência autêntica e resgata o espírito livre que define o público da marca – aqueles que veem a moda como uma extensão da identidade e uma maneira de contar histórias. A Fati Studios diferencia-se não só pelo design exclusivo, mas pela dedicação aos detalhes. Todo o processo de criação é feito internamente, desde o desenvolvimento de estampas até a escolha dos materiais, garantindo a alta qualidade e durabilidade das peças. A marca é direcionada a um público exigente, que busca mais do que roupas: quer uma expressão visual de autenticidade e liberdade. Apesar de seu sucesso inicial, a Fati não quer parar por aqui. O futuro reserva novas coleções e desafios, entre eles o lançamento de uma linha de verão com inspiração no “Oásis Tropical”, que promete capturar a essência e beleza do verão brasileiro. Além disso, o fundador já pensa em expandir a Fati Studios, explorando novos mercados e estilos, com um olhar sempre atento à inovação e fidelidade ao espírito da marca. Confira agora entrevista com Pedro Brandão, fundador da marca: 1. Como surgiu a ideia de fundar a Fati Studios, e como o conceito de “Amor Fati” influencia as coleções e a identidade da marca? Sempre gostei de me vestir bem e sentia que isso melhorava muito minha autoestima. Em 2018, no final da faculdade de Publicidade e Propaganda, com a influência de um professor da matéria de Gestão de Negócios, tive a ideia de um dia fundar minha própria marca de roupas. Desse período até de fato iniciar o processo, aprofundei-me mais no mundo da moda e, um dia, me deparei com o conceito de Amor Fati . Identifiquei-me muito com ele e senti que retratava bem a mensagem principal que sempre quis transmitir por meio da moda: uma forma de se sentir bem e aprender o amor próprio por meio do estilo. Além disso, a Fati busca sempre transmitir mensagens de amor em suas peças e estampas e trazer modelagens que valorizem o corpo das pessoas e as façam se sentir bem. 2. Quais foram os maiores desafios e aprendizados desde a criação da marca em dezembro de 2023 até o lançamento das duas primeiras coleções? Os maiores desafios até agora foram de gestão da empresa e de recursos em si. Pela Fati ser uma marca independente, tive que aprender muito e resolver problemas em diversas áreas diferentes, como marketing, tráfego, comunicação, construção e gestão de site, redes sociais, contabilidade, organização, etc. Além disso, também acho que a experiência ajudou muito no processo criativo de melhorar como designer e buscar acertar mais ainda nas peças, levando em consideração tanto a identidade da marca quanto a necessidade dos consumidores. 3. A primeira coleção, “Love Language,” foca no amor-próprio e na beleza das imperfeições. Como essa mensagem se reflete nos designs e na escolha dos materiais? Nessa coleção buscamos trazer algumas mensagens de amor às pessoas, em algumas frases nas estampas, bordados e signos que usamos na comunicação, como o coração usado em algumas peças, a frase em japonês 愛の言葉 (que significa palavras de amor), entre outros. Além disso, buscamos trazer modelagens e materiais sobretudo confortáveis, com caimentos que valorizam e fazem as pessoas se sentirem bem vestindo as roupas. 4. “Stallion Sunset Gardens” mistura o estilo western com o streetwear urbano. O que inspirou essa combinação e como você vê a aceitação desse conceito pelo público? Enquanto buscava referências para a construção da segunda coleção da Fati, tive a ideia de fazer uma coleção inspirada no western, que era um tema que estava em alta tanto na moda quanto em vários outros tipos de mídia e sempre me intrigou muito. Fiz uma pesquisa para entender a cultura e as vestimentas da região e da época do velho oeste e criei uma releitura disso, aplicando para o contexto do streetwear. Dessa forma, imaginei a forma como o caubói moderno se vestiria, criando a modelagem da nossa calça jeans, os moletons, a combinação de cores, detalhes e referências presentes na coleção. Acredito que teve uma ótima aceitação do público, pelo fato de ser uma criação fundamentada em peças que o mesmo já tem costume de usar, mas com a identidade da marca e infundidas no tema. 5. A Fati Studios se diferencia pelo design exclusivo e pela qualidade. Como é o processo de criação das peças e de escolha dos materiais para garantir essa autenticidade? O processo de criação é feito todo internamente, onde tentamos sempre inovar e desenvolvemos todas as modelagens, estampas e detalhes. Além disso, todos os tecidos e aviamentos são selecionados com cuidado, usando apenas materiais de muita qualidade e durabilidade e todas as peças são pilotadas e testadas antes da produção. Acredito que assim conseguimos transmitir melhor a identidade da marca em cada peça e trazer um selo de qualidade para clientes de um mercado exigente como o streetwear brasileiro, que vem crescendo muito e sendo constantemente inovado. 6. Como você enxerga a marca no futuro? Há planos de expandir para novos mercados ou lançar novas coleções que explorem outras temáticas ou estilos? Enxergo que a Fati apesar de já ter conquistado um público significativo ainda é uma marca que está no começo e tem muito para crescer e expandir. Já temos uma nova coleção sendo produzida para o verão que trará um tema de Oasis Tropical, explorando o calor e a beleza e retratando o verdadeiro paraíso que é o Brasil. Além disso, temos planos para o futuro de trabalhar com peças ainda mais diferentes como bolsas, algumas modelagens e peças ainda não exploradas e sempre buscar inovar e trazer produtos de qualidade. Pretendemos expandir cada vez mais a marca e nos consolidar no mercado nacional e até mesmo fora do país um dia.
- Lu Soares: uma mulher à frente de um império de autoestima e inovação
BEAUTY COVER EDITION - MAY 2025 ISSUE Photos: @marigraudin / Production: @talitaaribeiro / Make: @anellacasagrande / Press: @gio.prates Visionária, determinada e impulsionada por um propósito claro, Lu Soares estampa a capa da edição Beauty da Hooks Magazine — um número especial que celebra os grandes nomes da beleza e da estética que estão redefinindo o setor no Brasil. À frente da Peach Up, Lu personifica uma nova geração de líderes que unem inteligência estratégica, sensibilidade e coragem para construir marcas com impacto real. A trajetória de Lu não começou no universo da beleza, mas em uma corretora de seguros — uma experiência decisiva, onde aprendeu sobre metas, gestão e, principalmente, o valor das conexões humanas. Esses fundamentos se tornaram pilares na construção da Peach Up, hoje referência nacional por sua proposta ousada: devolver autoestima às mulheres por meio de produtos com performance comprovada e um discurso autêntico. O maior símbolo dessa revolução é o BoomBoom Up , creme corporal que rapidamente se tornou um fenômeno no mercado. Com resultados visíveis em até sete dias, ele vai além da promessa estética. O produto é tratado pela marca — e pelas consumidoras — como um convite à reconexão com o corpo, à aceitação e ao empoderamento diário. Para Lu, a beleza não está em moldes inatingíveis. Está no reconhecimento de si mesma. E é a partir dessa filosofia que a Peach Up constrói cada campanha, cada atendimento e cada nova fórmula: com escuta ativa, bom humor e conexão genuína com sua comunidade. A marca não fala para a mulher, ela fala com ela. A empresária, que vem ganhando destaque em eventos de e-commerce e inovação ao lado dos maiores nomes do varejo nacional, leva à Peach Up uma mentalidade orientada por dados e movida por alma. A tecnologia está presente nas decisões estratégicas da empresa, mas sempre aliada à sensibilidade do olhar feminino que enxerga nas consumidoras muito mais do que números. Agora, os planos se expandem para além das fronteiras brasileiras. Lu mira a internacionalização da Peach Up, levando sua fórmula de autoestima e verdade para outros mercados. Em um setor onde muitas marcas ainda se sustentam por ilusões, Lu aposta em um caminho sólido: beleza com propósito, produtos com resultados reais e um legado construído com coragem. A edição Beauty da Hooks Magazine celebra não apenas o sucesso de uma empresária, mas o impacto de uma mulher que decidiu transformar sua história — e, com ela, a de milhares de outras. Confira entrevista exclusiva com Lu Soares para a Hooks Magazine: 1. Você começou sua carreira em uma corretora de seguros. Como essa experiência influenciou a forma como você lidera a Peach Up hoje? Essa vivência me deu base em gestão, vendas e foco em resultado. Aprendi a lidar com metas, pressão e principalmente com pessoas. Trouxe essa bagagem para a Peach Up com uma mentalidade de performance, mas sem perder a essência da marca: proximidade e verdade. 2. O BoomBoom Up se tornou um fenômeno. Em que momento você percebeu que estava criando mais do que um produto — e sim uma experiência de empoderamento feminino? Quando comecei a receber relatos de mulheres se olhando com mais carinho no espelho, se sentindo confiantes de novo. A gente não vende só um creme, a gente entrega autoestima. E autoestima muda tudo. 3. Você costuma dizer que beleza é sobre reconhecimento. Como essa visão se traduz na cultura da sua marca e no relacionamento com as consumidoras? A Peach Up nasceu para reconhecer a beleza real das mulheres, sem filtro. A gente fala com verdade, com humor e com conexão. Cada produto, cada campanha, cada atendimento é sobre fazer a mulher se sentir vista, ouvida e valorizada. 4. Muitas empreendedoras enfrentam resistência ao tentar inovar em um mercado saturado. Que conselhos você daria para quem deseja criar algo disruptivo com propósito? Não espere validação. O mercado vai dizer que não vai dar certo — até você provar o contrário. Seja autêntica, estude o que ninguém está fazendo e entre com coragem. Propósito sem ousadia é só intenção. 5. Seu nome tem ganhado destaque em eventos de e-commerce e varejo. Qual é o papel da tecnologia e dos dados nas decisões estratégicas da Peach Up? Total. A gente usa dados o tempo todo para entender o comportamento da nossa comunidade, antecipar demandas e melhorar a experiência. Mas sem perder a escuta ativa com a consumidora — é tecnologia com alma. 6. O que você enxerga como o próximo grande passo — tanto para a Peach Up quanto para o mercado de beleza como um todo? Para a Peach Up, é internacionalizar. Levar nossa fórmula de autoestima além do Brasil. E para o mercado, vejo um movimento forte de beleza mais consciente, com produtos que entregam resultado real e marcas com posicionamento autêntico. Quem não for verdadeiro, não se sustenta.
- Rumo ao Mundo: A Ascensão Internacional de Débora Saraiva
FRANCE COVER EDITION - MAY 2025 ISSUE Makeup and Photo: Renan Saran - @renan.saran / Dress: @idealdresses_brasil / Model: @deborasaraiva_ Débora Saraiva é uma daquelas mulheres que inspira só de ouvir a história. Nascida em uma cidade pequena na Bahia, ela foi conquistando espaço passo a passo — primeiro em São Paulo, depois nas passarelas e campanhas da Europa. Hoje, ela é capa da edição France da Hooks Magazine e representa a beleza, força e autenticidade de uma nova geração de modelos brasileiras. Tudo começou com um sonho e muita coragem. Quando chegou em São Paulo com sua primeira campanha grande fechada, Débora sentiu que algo especial estava acontecendo. E estava mesmo. Em pouco tempo, ela começou a trabalhar com marcas importantes como Intimissimi , Fabulous Agilità , Shop2gether e Charth . Mas por trás das fotos lindas e da vida glamourosa, existe muito esforço, disciplina e noites mal dormidas. Ela mesma conta que, para chegar onde está, foi preciso amar cada parte do processo — até os bastidores difíceis. Um dos momentos mais marcantes da carreira foi a campanha para a The Closet , que a fez enxergar o quanto a imagem é poderosa. Mais do que aparência, ela entendeu que moda comunica sentimentos, valores e estilo de vida. Foi aí que percebeu o quanto sua autenticidade poderia conectar e inspirar outras pessoas. Na fase internacional, Débora já passou por lugares como Milão, Roma, Paris e até as Maldivas. Em cada cidade, ela se redescobriu. Longe da sua zona de conforto, viu nascer uma força interior que nem sabia que tinha. Aprendeu a se adaptar, a desacelerar, e a valorizar momentos simples. Essa nova etapa está sendo uma grande escola — não só para a carreira, mas também para a vida. Mesmo vivendo tantas mudanças, Débora nunca esqueceu suas raízes. Sua mãe é sua maior inspiração e o que aprendeu com ela está presente em todas as suas escolhas. Respeito, humildade, generosidade e coragem são valores que ela carrega para onde for. Para outras meninas que sonham alto, Débora deixa um recado claro: não espere o momento perfeito. Comece com o que você tem e vá com coragem. Sonhar grande é uma forma de mostrar ao mundo quem você é — e sim, é possível chegar muito longe sem perder a essência. Confira entrevista completa com Débora Saraiva: 1- Débora, sair de uma cidade pequena na Bahia para conquistar espaço em São Paulo e agora no exterior é uma jornada poderosa. Em que momento você percebeu que seu sonho estava realmente se tornando realidade? Nossa… foram muitos momentos marcantes, mas acho que um deles foi quando pisei em São Paulo com a primeira campanha grande fechada. Ali me deu um estalo: “Meu Deus, está acontecendo mesmo.” E depois, estar em lugares como Milão ou Paris, representando marcas que sempre admirei, foi como se a ficha caísse de vez. Mas sabe… mesmo vivendo tudo isso, ainda me pego surpresa. Porque vir de uma cidade pequena na Bahia e ver onde cheguei me lembra todos os dias que sonhar grande vale a pena — e que ainda tem muita estrada linda pela frente. 2- Você mencionou que a campanha com a The Closet foi uma virada de chave na sua carreira. O que essa experiência te ensinou sobre o poder da imagem e da influência? A campanha com a The Closet realmente foi um divisor de águas para mim. Me mostrou, na prática, o quanto a imagem vai além da estética — ela comunica valores, personalidade e até estilo de vida. Aprendi também sobre o poder da influência: como uma mensagem bem construída pode inspirar, conectar e até transformar percepções. Foi um momento em que percebi que cada escolha visual tem impacto, e que autenticidade é o que realmente gera conexão. 3- Hoje, você representa marcas de peso como Intimissimi, Fabulous Agilità, Shop2gether e Charth. Como é equilibrar o glamour das campanhas com os bastidores de tanto trabalho e disciplina? Ah… é um equilíbrio diário, viu? Muita gente vê só o glamour das campanhas, os eventos, os looks incríveis… mas por trás tem muita correria, organização e disciplina mesmo. Representar marcas como Intimissimi, Fabulous Agilità, Shop2gether e Charth é uma honra, mas também uma responsabilidade enorme. Tem dia que eu tô exausta, mas sigo firme porque sei que cada detalhe conta. No fim, acho que o segredo é amar o processo — até os bastidores cheios de planilhas, reuniões e noites mal dormidas. 4- Ao viver essa nova fase internacional em lugares como Milão, Roma, Paris e até as Maldivas, o que mais tem te surpreendido sobre você mesma? Nossa, essa nova fase tem sido uma descoberta atrás da outra. Estar nesses lugares me tirou da minha zona de conforto de um jeito que eu nunca imaginei. O que mais tem me surpreendido em mim mesma é a minha capacidade de me adaptar, de me reinventar, mesmo longe do que era familiar. Descobri uma força que talvez sempre esteve ali, mas que só agora eu realmente enxerguei. E também aprendi a desacelerar, observar mais, curtir o silêncio… coisas simples. 5- Você fala com muita admiração da sua mãe. Como os valores que ela te passou influenciam suas escolhas profissionais e pessoais hoje? Minha mãe é meu alicerce. Sempre foi. Os valores que ela me passou — como respeito, humildade, força e generosidade — estão em tudo o que eu faço, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ela sempre me ensinou que ser verdadeira com a gente mesma é o que nos mantém firmes, mesmo quando o mundo tenta nos empurrar para outro caminho. Nas minhas escolhas, penso muito no que ela faria, no que ela diria… e isso me guia. É como se ela estivesse sempre comigo. 6- Acreditar em si mesma, não se acomodar e seguir em frente são partes marcantes da sua narrativa. Qual conselho você daria para outras meninas que sonham em crescer além das suas origens? Eu diria: acredite em você, mesmo quando ninguém mais acreditar. Não espere o momento perfeito — comece com o que você tem, onde está. “Crescimento não exige perfeição, exige movimento.” Crescer além das suas origens não é negar de onde você veio, é justamente honrar esse caminho com coragem. Vai ter medo, vai ter dúvida, mas não se acomode. Vai um passo de cada vez, com verdade, com entrega. E, acima de tudo, se cerque de quem te apoia, porque ninguém cresce sozinha. Sonhar grande é um ato de resistência — e você pode, sim, ir muito além.
- Letícia Ledger: Atriz e criadora de conteúdo faz suas apostas no hype do momento! A moda futurista!
Filmes (inclusive com apelo fashion!)
- Bárbara Falcão: Brilho, Arte e Reinvenção
‘CELEBRITY’ COVER EDITION - SEPTEMBER 2025 ISSUE Photographer: Lucas Santana - @lucassantanafoto / Style: Juan Patrick / Manager: Marlon Henrique - @marlonpordec Poucos nomes conseguem reunir a força da tradição, o encanto da arte e a ousadia da reinvenção. Bárbara Falcão é um deles. Mais do que musa do Carnaval, ela se transformou em um símbolo de poder, elegância e movimento. Agora, com a capa da edição CELEBRITY da Hooks Magazine, Bárbara inicia um novo capítulo em sua trajetória. O reencontro com a Sapucaí A Sapucaí sempre foi palco de momentos inesquecíveis na carreira de Bárbara. Este ano, seu retorno à avenida tem um significado especial. Musa da Unidos do Jacarezinho, ela revive a emoção do desfile, trazendo consigo a intensidade de quem carrega a arte no corpo e na alma. Cada passo e cada gesto refletem sua conexão profunda com a cultura popular e com o Carnaval brasileiro. Um novo som, um novo ciclo O retorno à Sapucaí é apenas uma parte de sua renovação artística. Bárbara prepara o lançamento de um projeto musical inédito , que promete surpreender pelo frescor e pela ousadia. A proposta une o Brasil ao mundo em um feat internacional que desperta curiosidade e expectativa. A artista prova que sua arte não conhece limites, combinando ritmos, culturas e histórias de forma única. A força da mulher por trás da artista Além dos palcos, Bárbara é mãe, empresária e CEO da INTHIA COMPANY . Sua trajetória vai muito além do espetáculo. Ela lidera, inspira e abre caminhos para novas gerações de artistas, consolidando-se como símbolo de reinvenção e poder feminino. Cada passo na carreira empresarial reforça sua capacidade de transformar talento e criatividade em oportunidades concretas. Reinvenção e legado Cada etapa da carreira de Bárbara é marcada por coragem e transformação. O retorno que marca este momento não é apenas artístico, mas também simbólico. É uma nova fase de criatividade, emoção e conexão global. O público é convidado a acompanhar uma artista que transforma sua história em legado, mostrando que é possível unir tradição, inovação e liderança.
- Gabi Martins, a força emocional por trás de “Errado Perfeito”
joaocerqueiramakeup / Press Office: Kaio - @kaiocezzar_ / Editor-In-Chief: Matheus Hooks - @directorhooks / Fashion
- APHASE: O MINIMALISMO ATEMPORAL QUE CELEBRA O PODER DA COMUNIDADE
Photo Collection Sports Community / Photographer Mateus Aguiar Com aproximadamente um ano de atuação, a Aphase já se destaca como uma marca que vai além de tendências, concentrando-se na criação de peças que equilibram funcionalidade, estética e materiais de alta qualidade. Sob a liderança do fundador e diretor criativo Rafael Galeano, a marca tem ganhado espaço no mercado de moda brasileiro ao oferecer peças que não apenas acompanham o ritmo da vida moderna, mas que também possuem um forte apelo emocional e cultural. Photo Collection Sports Community / Photographer Mateus Aguiar A nova coleção Sports Community da Aphase, inspirada no estilo de vida esportivo vintage, ultrapassa o simples resgate de estilos do passado. Ela se conecta a algo maior: o poder das comunidades esportivas na formação de laços sociais e na promoção do bem-estar coletivo. “As comunidades esportivas têm uma relevância imensa em nossas vidas, seja no esporte ou no dia a dia. Essa conexão social é algo que procuramos refletir em nossas criações e no relacionamento com os clientes,” observa Galeano. Photo Collection Sports Community / Photographer Mateus Aguiar Com técnicas que incluem tingimentos exclusivos, desgastes naturais e texturas cuidadosamente elaboradas, a coleção reflete uma estética nostálgica que dialoga com a modernidade, promovendo um design que celebra tanto a individualidade quanto a coletividade. Photo Experimental Collection - Drop3 / Photographer Diego Rodrigues Nesta entrevista exclusiva, Rafael Galeano compartilha os desafios, as inspirações e os valores que guiaram o primeiro ano da Aphase, além de suas perspectivas para o futuro da marca. Entrevista com o fundador e diretor criativo Rafael Galeano: 1. A Aphase tem se destacado por suas peças atemporais e de design minimalista. O que o inspirou a adotar essa abordagem na criação da marca e como você equilibra tendências com a durabilidade estética? A inspiração pra criação da Aphase está muito ligada a roupas que eu gostaria de usar, representando muito meu estilo próprio em cada coleção. Buscamos criar peças que vão alem dos modismos passageiros e que possam ser facilmente integradas em diferentes estilos e ocasiões. Pra isso, a funcionalidade e a estética desses produtos precisam estar sempre em harmonia. Também precisamos selecionar e desenvolver materiais que garantam longevidade a esses produtos, permitindo que os clientes possam utilizar por muitos anos. Photo Experimental Collection - Drop3 / Photographer Diego Rodrigues 2. A nova coleção explora o lifestyle esportivo vintage e o poder da comunidade por trás do esporte. Como essa inspiração foi traduzida em termos de design e escolha de materiais? De certa forma as peças que fazem parte dessas nossas coleções sempre existiram em algum período da historia e o que fizemos foi ressignificar. Técnicas de tingimento, desgastes, puídos aliados a versatilidade das bases em algodão pudemos transmitir essa estética vintage aos produtos. 3. Você mencionou a importância das comunidades esportivas na formação de laços sociais e no incentivo à prática física. Como a Aphase busca refletir esses valores em suas coleções e no relacionamento com os clientes? As comunidades tem uma importância gigantesca em nossas vidas, não só no esporte mas em quase tudo que fazemos no dia a dia. Seja no lazer ou na vida profissional. Pra uma marca hoje em dia é extremamente importante entender isso, não só para fidelizar o cliente e fazer ele se sentir parte de algo maior, mas também constitui muito da identidade da marca, e isso é o que vai te diferenciar dos demais. Photo Collection Sports Community / Photographer Mateus Aguiar 4. Quais foram os maiores desafios enfrentados pela Aphase no primeiro ano de atuação e como você lidou com eles para consolidar a identidade da marca? Posso dizer com tranquilidade que o maior desafio não só nesse inicio mas sempre estará presente na nossa jornada, é a confecção das peças. Quem já teve ou tem uma marca sabe a dificuldade de fabricar produtos de alta qualidade no Brasil e ainda por cima com valores que sejam coerentes pra um inicio. Outro grande desafio nesse primeiro ano foi conseguir se posicionar junto a diversas marcas que estão no cenário há muito mais tempo e estão apresentando trabalhos incríveis. Pra que isso fosse possível tivemos que estruturar muito bem a nossa identidade e nossa proposta, juntamente com o design e a qualidade dos produtos. 5. O conceito de atemporalidade é central para a Aphase. Como você enxerga a relação entre moda sustentável e o consumo consciente no contexto das suas criações? Acredito que o ponto de partida é focar em peças que permaneçam relevantes e desejáveis ao longo do tempo. Quando você prioriza peças bem construídas e versáteis reduz a necessidade de compras frequentes. Um ponto que é fundamental nas nossas criações é manter uma harmonia entre as coleções, mesmo que possuam temáticas diferentes, as peças mais antigas possam se complementar com as mais novas e gerar um guarda roupa mais duradouro e sustentável. Photo Collection Sports Community / Photographer Mateus Aguiar 6. Pensando no futuro, quais são seus planos para a Aphase em termos de expansão, novas coleções ou colaborações? Há algo específico que você gostaria de explorar? Um dos nossos sonhos é abrir nossa própria loja física na cidade de São Paulo. Mais do que pensar em vendas, poder ter um contato mais direto com os nossos clientes é algo que agrega demais pro crescimento de uma marca. Queremos também explorar muito outros universos dentro de colaborações com os mais variados segmentos. Poder juntar diferentes visões e ideias em prol da criatividade é algo que só tem a somar. Photo Experimental Collection - Drop3 / Photographer Diego Rodrigues
- Celebrities wear Anthony Vaccarello's Saint Laurent during the week
At Hooks, you discover which pieces celebrities are wearing in their day-to-day lives and at major events. In partnership with Saint Laurent, we provide the links to the pieces here. Rosie Huntington-Whiteley in Tokyo on April 11th. Photo Courtesy Saint Laurent COTTON TWILL JUMPSUIT SMALL MANHATTAN IN GLOSSY LEATHER WITH CROCODILE EMBOSSED Nicole Richie before entering The Kelly Clarkson Show in New York on April 10th. Photo Courtesy Saint Laurent SL 276 MICA DRAPED LONG JERSEY VOILE DRESS BLAKE SLINGBACK PUMPS IN PATENT LEATHER
- Moda Genderless : a moda “sem gênero”
nascidas na década de 92.010 é importante muito ressaltar de que essa polêmica não é nova no mundo fashion
- Essense Company: Minimalismo Autoral e Inovação que Redefinem a Moda Contemporânea
Photos Disclosure Essense Company Fundada em 2020, a Essense Company rapidamente conquistou seu lugar no cenário da moda contemporânea com uma proposta autoral que une minimalismo, design urbano e exclusividade. Com silhuetas oversized, cortes assimétricos e tecidos de alta qualidade, a marca cria peças que transitam entre a elegância funcional e a inovação estética. A Puffer Jacket: Um Ícone de Identidade e Técnica A Puffer Jacket é a peça emblemática da Essense, símbolo do compromisso da marca com o design robusto e singular. Desenvolvida sem referências diretas ou orientações externas, ela representa a perseverança e a capacidade técnica da marca de enfrentar desafios complexos. Mais do que uma jaqueta, a Puffer é um manifesto: uma prova de que é possível inovar com autonomia, criando produtos sofisticados e duráveis que dialogam com as maiores referências internacionais. Produção Interna e Valorização do Artesanal A Essense mantém um rigoroso controle de qualidade ao operar com uma equipe interna dedicada, valorizando os processos manuais em um mercado cada vez mais terceirizado. Embora essa escolha envolva custos operacionais maiores e crescimento gradual, ela garante exclusividade e inovação constante. O contato direto com a produção permite experimentar materiais e técnicas que ampliam as possibilidades criativas, consolidando a marca como referência em moda autoral. Moda, Arte e Comportamento: Uma Fusão Criativa Cada coleção da Essense nasce de uma narrativa profunda, onde moda, arte e comportamento se entrelaçam. As campanhas visuais são cuidadosamente pensadas para refletir essa integração, com locações impactantes e temas que conectam a estética ao contexto cultural. Desde a coleção filmada na Islândia, a marca demonstra seu compromisso em contar histórias que vão além do vestuário, criando uma experiência sensorial e conceitual única. Athletic Studios: A Expansão do Minimalismo para o Universo do Treino A linha Athletic Studios marca a entrada da Essense no segmento performance, trazendo peças que unem funcionalidade e estética minimalista. Pensada para quem valoriza o momento do treino como uma experiência pessoal e social, a coleção preserva o DNA da marca em cada detalhe, do design à escolha dos materiais, oferecendo uma alternativa sofisticada e autêntica no universo fitness. Comunidade e Exclusividade: Construindo Relações Verdadeiras A Essense cultiva uma comunidade engajada que acompanha de perto o desenvolvimento da marca, com acesso exclusivo a lançamentos e conteúdos especiais. Essa proximidade cria um vínculo genuíno entre marca e consumidor, valorizando a transparência e o trabalho artesanal. Para a Essense, cada cliente é parte da família, fortalecendo uma cultura de autenticidade e troca constante. Confira entrevista exclusiva: 1. A Essense nasceu com uma proposta autoral e minimalista, e rapidamente conquistou espaço com peças de forte identidade. Como vocês definem o DNA criativo da marca hoje, cinco anos após o lançamento? Uma das propostas da marca desde o início era manter a identidade própria do começo ao fim, preservando todas as ideias, conceitos e principalmente a sua proposta autoral. Hoje, enxergamos que no mercado da moda ou você se adapta as tendências ou você sofre com a escolha de optar por ter sua identidade própria. Na Essense optamos pelo pelo caminho mais difícil, de sustentar a identidade durante o início da marca e preservar a ideia inicial. Depois de 5 anos de existência, estamos colhendo os frutos, sendo reconhecidos pelos princípios que defendemos no início. 2. A Puffer Jacket se tornou um verdadeiro ícone da Essense. O que essa peça representa para vocês e como ela traduz os valores estéticos e conceituais da marca? Desenvolver essa peça foi um desafio, muito mais difícil do que pensávamos, e muito gratificante olhar para trás e saber que ela se tornou o registro da marca. Criar um produto complexo, que vemos em marcas grandes como a Moncler, The North Face, sem termos tido nenhuma orientação de como fazer, apenas colocando a vontade e dedicação, e chegarmos nesse resultado incrível, é muito legal. Essa peça foi o que nos fez ter nossa própria facção, nosso próprio espaço, pois a dificuldade de desenvolver produtos elaborados em PL no Brasil é extremamente alta. Ela representa nossa dedicação, nossa persistência, nossa vontade de sermos diferentes. Ela nos fez ver que nós somos uma marca de inverno, que somos uma marca que podemos criar qualquer coisa, que somos capazes de fazer o diferente. 3. A escolha por manter a produção interna e valorizar os processos manuais é cada vez mais rara na moda contemporânea. Quais os desafios e vantagens desse modelo? Tudo tem o lado positivo e negativo, nós optamos por este modelo pois é a única forma de produzir peças tão elaboradas. Estar em contato diário com nosso processo criativo e testes em novos materiais nos faz olhar para um futuro sem barreiras, e isso só é possível por termos tudo de forma interna. O lado negativo sem dúvida é ter um custo operacional mais elevado e uma capacidade produtiva que só conseguimos crescer aos poucos, pois para essa proposta, você precisa valorizar seu time. O trabalho dascostureiras tem se tornado cada vez mais artesanal e raro no país e a mão de obra para esse serviço cada vez mais cara, por isso, o desafio é manter os colaboradores sempre engajados com a empresa. 4. A marca é reconhecida por suas campanhas visuais impactantes. Como nasce a narrativa de uma coleção na Essense, e de que forma moda, arte e comportamento se entrelaçam nesse processo? Desde a primeira campanha fora do país, quando fizemos a coleção de inverno de 2022 na Islândia, nós entendemos que queríamos seguir esse formato. Trazer campanhas dessa forma, só é possível pois conseguimos internalizar o máximo possível, usando o mínimo de recurso externo. A narrativa inicia desde o desenvolvimento da primeira peça, quando criamos todo o escopo da campanha, a escolha do destino, a história a ser contada, o tema e o que a campanha terá como principal elemento. Sempre optamos por lugares onde trazem alguma conexão com a marca, lugares nada comuns, onde a história impacta de alguma forma. Do nosso ponto de vista, a moda, a arte e o comportamento são uma única coisa, andam juntos, e quando conseguimos desenvolver uma coleção onde mostramos os três elementos de forma única, é porque o trabalho foi feito com sucesso. 5. A recente criação da linha Athletic Studios marca uma expansão do universo da marca para o universo do treino. Como foi o processo de desenvolvimento dessa linha e quais elementos da Essense vocês fizeram questão de preservar? A paixão pelo esporte é muito forte na vida do Mauro Farinetti e do Guilherme Padroni. Incluímos alguns drops de treino nos últimos dois anos da Essense e foi uma prova de que em breve teríamos que planejar algo maior. A ATHE`TIC. STUDIOS surgiu na hora certa, uma marca de treino para quem ama treinar e que o objetivo principal não necessariamente é performance, mas sim, apenas ama estar ali no momento curtindo asua modalidade, seu eu interior, o momento entre você e seu corpo ou o momento entre você e seus amigos. Criar a A`S. é um sonho, uma válvula de escape para sair da rotina, alcançar novos ares, novas pessoas. Preservamos a identidade minimalista da marca, a brincadeira na logo com a referência à Essense, o processo criativo, os materiais de alto nível, o processo sendo totalmente interno, seguindo as raízes da marca mãe, Essense Company. 6. Em tempos de moda acelerada e consumo em massa, a Essense opta por tiragens limitadas e uma conexão mais profunda com seu público. Como vocês constroem essa comunidade fiel e engajada em torno da marca? A proximidade que temos com nossos clientes, acabou se tornando um dos pilares mais fortes da marca. Hoje temos milhares de membros que optam por estarem próximos de nós através de grupos do WhatsApp, e ali recebem comunicação sobre campanhas, descontos e ações especiais, então existe uma troca benéfica para ambos os lados. Existem peças que são lançadas apenas para esse grupo seleto de fãs, e que nunca saem dali, nunca chegam efetivamente a serem lançados para o público geral. O engajamento e a comunidade apenas aconteceram, tudo surgiu de forma orgânica, como uma demanda de pessoas que gostavam da marca e queriam se aproximar do processo produtivo, entender mais sobre o dia a dia e a construção de algo que é de certa forma artesanal. Nós contamos histórias, mostramos nossa verdade, nosso lado handmade, o poder de fazer muito com pouco. Acho que a verdade no trabalho cria uma conexão muito forte entre marca e cliente. Tratamos nossos clientes como nossa família, como parte da nossa equipe.












