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Search results for "Paris Fashion Week"

781 resultados encontrados para "Paris Fashion Week"

  • Pyde Studio: A Moda como Expressão de Singularidade e Propósito

    No cenário atual, onde o fast fashion domina, a Pyde Studio desafia o status quo ao oferecer peças carregadas identidade e autenticidade, desafiando a constante produção de roupas sem propósito que o mercado fast fashion

  • Off-White™ x Church's: uma das últimas collabs de Virgil Abloh

    Spaceship Earth: an Imaginary Experience”, apresentação de Outono-Inverno 2022/23 da marca durante a Paris Fashion Week. 62 lojas de varejo de propriedade direta e operadas agora abrangem o mundo, com locais em Londres, Paris

  • "DEconstruction": Exclusive Editorial with Brazilian Icon Cariúcha in Partnership with Hooks Magazine International

    Conceptualized by photographer Anderson Macedo, this project aims to create fashion and art content and through diversity and democratic beauty, showing through major media personalities that “EVERYONE IS IN FASHION penhamaia, @pontok - Marketing Director Hooks: @mathlopes - Editor In Chief Hooks: @directorhooks - Fashion Director Hooks: @evelyoliveira #cariucha #hooks #hooksmagazine #magazine #fashion #editorial

  • Se encante com Michelly Santos, dona de uma trajetória inspiradora de muito esforço e dedicação

    COVER PARIS EDITION - APRIL ISSUE 23 MODEL: @eumichellysantos PHOTOS: @glauberbassi MAKE AND STYLE: @natykuprian TEAM HOOKS ISSUE PARIS: @mathlopes @directorhooks @diasnubia Michelly Nayara Alves O empreendimento estará localizado em um dos bairros mais requisitados de Paris, o "Paris 8ème". Atualmente, ela reside em Deauville, que fica próximo a Paris. "Paris 8ème".

  • SHUI: O Streetwear que Se Transforma como a Força da Água

    Photo Disclosure SHUI Em um cenário de moda onde tudo parece mais do mesmo, a SHUI aparece como um respiro. Criada em 2020 por Ronaldo Pan Ye, a marca não nasceu de um plano de negócios ambicioso, mas sim de um momento difícil — em meio à pandemia, quando tudo parecia desmoronar. O que era caos virou força. E dessa força, nasceu uma marca com propósito, estilo e uma filosofia de vida. O poder da água Photo Disclosure SHUI SHUI vem do mandarim e significa “água”. A inspiração veio de uma frase que Ronaldo ouviu ainda na infância, em um filme de Bruce Lee: “ Be like water, my friend. ”  Seja como a água — que se adapta, muda de forma e resiste. Essa é a base de tudo o que a marca representa. “ Se você coloca a água num copo, ela vira o copo. Se você bebe, ela vira você. É assim que vejo a SHUI: uma marca que se adapta, que muda, mas que nunca perde sua essência ”, diz Ronaldo. Essa ideia vai muito além das roupas. Ela está presente na forma como a marca cria, se posiciona e se reinventa. Hoje, a SHUI é um movimento — feito para quem quer fugir do comum e usar a moda como forma de expressão. Photo Luma B - @lumabeninc No começo, a SHUI era formada por Ronaldo, seu pai e três costureiros, em um espaço de apenas 100m². Com muito esforço e criatividade, a marca cresceu. Hoje, tem um espaço dez vezes maior e envolve mais de 300 pessoas direta e indiretamente. E mesmo com esse crescimento, Ronaldo faz questão de manter o clima de família e o propósito original. “ A gente não está só costurando roupas. Estamos costurando uma história juntos ”, conta ele. Photo Luma B - @lumabeninc A SHUI une referências da cultura asiática com o streetwear urbano. São peças que fogem do óbvio, com cortes diferentes, modelagens criativas e um olhar apurado para o design. A marca tem linhas mais minimalistas, como a S.ESS, e outras mais ousadas — sempre com a proposta de transformar o básico em algo único. “Não vendemos só roupas. Vendemos atitude, estilo de vida e uma forma diferente de ver o mundo”, diz Ronaldo. Confira entrevista exclusiva com o fundador Ronaldo Pan Ye: Photo Disclosure SHUI 1. A SHUI nasceu em um momento de crise, mas se tornou um símbolo de superação. Como foi transformar a adversidade em um movimento de moda e identidade? A SHUI nasceu no meio do caos. Era um momento em que tudo parecia desmoronar — pessoalmente, financeiramente e emocionalmente. E foi ali que eu percebi que ou me deixava levar, ou transformava aquela dor em energia e arte. A SHUI é a resposta a tudo que disseram que não ia dar certo. Cada coleção foi uma carta de superação, cada peça um lembrete de que a gente pode se reinventar. Sempre com o olhar positivo, entendi que a crise não nos quebrou — nos moldou. Insatisfeito com o modo de se vestir convencional, preestabelecido pela sociedade, aproveitei o momento para preencher essa necessidade do mercado, trazendo inovação e referências asiáticas. Unindo minhas forças como influenciador no TikTok e Instagram, somando mais de 500 mil seguidores, levantei essa bandeira para levar o movimento adiante. 2. O conceito de “ser como a água” é o coração da SHUI. Como essa filosofia influencia não apenas as coleções, mas as decisões criativas e estratégicas da marca? “Ser como a água” é mais do que uma frase ou filosofia de vida — é uma forma de existir. A água pode fluir ou colidir, se adapta em qualquer circunstância, mas nunca perde sua essência. É essa filosofia que aplicamos desde as roupas até a cultura de liderança. Se o mercado ou as tendências mudam, a gente se adapta. Se a cultura pede algo novo, absorvemos e transformamos. E é isso que a SHUI representa: um movimento, um estilo de vida e uma forma de pensar. A flexibilidade e a adaptação estão traduzidas de forma implícita nos nossos designs e recortes contemporâneos — mostrando que é possível sair do convencional sem perder a força. Photo Disclosure SHUI 3. Você cresceu em meio à luta dos seus pais e aprendeu com a resiliência do comércio de rua. Como essas raízes ainda se refletem no que a SHUI é hoje? Minha origem são as raízes da minha resiliência. Crescer no comércio de rua me ensinou sobre esforço real — sobre dar valor a cada venda, cada cliente, cada detalhe. Meus pais são minha referência de persistência. Eles não tinham tempo para sonhar alto, mas me deram tudo para que eu pudesse sonhar por eles. Mesmo sem formação acadêmica, dinheiro ou uma qualidade de vida que hoje seria considerada minimamente saudável, se esforçavam ao máximo para sustentar a família — e sempre me inseriram nesse meio como uma forma de aprendizado. Hoje, eu sei como é desde fazer um carreto debaixo do sol ardente da tarde até desenvolver uma landing page para uma campanha de tráfego. Por tudo que vivi desde a infância no comércio de rua, entendo que cada desafio de hoje é apenas mais uma etapa rumo ao meu objetivo. Photo Disclosure SHUI 4. A SHUI se posiciona contra a mesmice do vestuário nacional. O que, na sua visão, falta na moda brasileira atual, e como vocês estão preenchendo esse vazio? Falta ousadia e conhecimento. A moda brasileira ainda se prende a fórmulas seguras — ao que “vende fácil”. A SHUI veio para romper com isso. Nosso design é expressão, identidade e futuro. Falta visão de mundo, falta conexão com a arte urbana global, com um storytelling autêntico. A SHUI é a ponte entre o Brasil e o mundo — com estética, com presença e com alma. Trazemos desde peças que reinterpretam o básico até designs autorais com shapes, cortes e caimentos que fogem do comum do mercado tradicional. Photo Disclosure SHUI 5. Com um time que cresceu de 5 para mais de 300 pessoas, como você mantém viva a essência familiar e o propósito original da SHUI? Crescer foi inevitável. Mas perder nossa essência nunca foi uma opção. Faço questão de estar presente, olhar nos olhos e lembrar cada pessoa do “porquê” por trás do que fazemos. A cultura da SHUI é um dos pilares que mais valorizo hoje. Mesmo com mais de 300 envolvidos, a mentalidade é de um só corpo, um só movimento. A gente não está apenas costurando roupas — estamos costurando uma história juntos. Como já dizem: “o olho do dono é que engorda o boi”. (risos) Photo Disclosure SHUI 6. Que tipo de impacto você deseja causar em quem veste SHUI? Quero que quem veste SHUI se sinta disruptivo, ousado, fora do convencional — carregando com orgulho nosso movimento e identidade. Que cada peça seja uma mensagem, representando liberdade e autenticidade. Não vendemos apenas roupas — vendemos um estilo de vida, um sentimento, um posicionamento. Quero que cada pessoa se olhe no espelho e enxergue uma versão mais potente de si mesma. SHUI é sobre se tornar poderoso, misterioso, alinhado com seus propósitos — flexível e adaptável para enfrentar qualquer adversidade do mundo. Photo Disclosure SHUI

  • Mariah Fernandez: Uma Viagem Internacional nos Ritmos da Moda e da Música

    Gerais, Brasil, sua jornada transita de uma cidade tranquila para os centros pulsantes de São Paulo e Paris em uma família modesta, Mariah superou obstáculos para, aos 19 anos, trocar o interior de Minas por Paris À medida que equilibra sua presença internacional entre São Paulo e Paris, Mariah vislumbra um futuro Aos 19 anos, surgiu a oportunidade de deixar o interior de Minas e embarcar para Paris. Minha jornada é verdadeiramente intensa, uma constante alternância entre as cidades de Paris, Milão e

  • Carol Chafauzer: Reinventando-se na Moda e nos Esportes Radicais

    'FASHION' COVER - JUNE 24 ISSUE Photos: @photzmuller - Stylists: @igorgarrcia / @bymelzani - Make and ’s advisor: @kaiocezzar_ - Design Director Hooks: @mathlopes Carol Chafauzer é a estrela da edição FASHION Carol está cheia de novos projetos, todos focados em esportes radicais e novidades no mundo fashion. 33 anos, sinto que estou na minha melhor fase e decidi voltar a fotografar e me conectar com o mundo fashion Hooks Magazine tem orgulho de ter Carol Chafauzer na capa da edição FASHION, trazendo um olhar fresco

  • Amanda Evelyn: Beleza, Moda e Futuro

    O que mais te fascina nesse universo e como ele tem impactado sua vida pessoal e profissional? O que mais me fascina é a capacidade que ela tem de transformar a vida das pessoas, não só a parte externa

  • Babi Montello: A Arte de Transformar Estilo e Autoestima

    'FASHION' COVER EDITION - SEPTEMBER 24 ISSUE Photos: Levi Cruz - @oficiallevicruz Hair: Talita Alves dos Santos - @tatasanntoro Looks: Agilita and Sant Nesta edição 'FASHION' da Hooks Magazine, a consultora se mantém atualizada seguindo tendências internacionais, observando de perto os desfiles das maiores fashion weeks e buscando novas fontes de inspiração, como o curso de tendências que planeja fazer em Milão, weeks e inclusive está nos meus planos viajar para Milão para fazer um curso de tendências.

  • DES PREZO: A Marca Que Está Mudando a Forma de Pensar Moda

    Creative direction - Guilherme Menegat / Photo - Otavio Conci / Make - Débora Camassola / Models - Eric Pauli and Pedro Martini / Set assistants - Rodrigo Santos and Martina Cambruzzi Desde que foi lançada em outubro de 2022, a DES PREZO tem chamado atenção por ser muito mais do que uma marca de roupas. Ela nasceu da vontade de seu fundador Guilherme Menegat , um designer apaixonado por artes visuais e música, de criar algo único e cheio de significado. Inspirada no movimento punk e na cena eletrônica underground, a marca combina rebeldia, estilo e uma visão bem pessoal sobre como a moda pode contar histórias e provocar reflexões. O nome “DES PREZO” reflete bem essa ideia. Ele representa tanto o rompimento com o que é velho e sem sentido quanto a valorização do que é novo e autêntico. Essa essência aparece em todas as peças da marca, que são feitas com muito cuidado em seu próprio estúdio. Lá, uma equipe pequena e super dedicada cria cada detalhe, desde calças com cortes elaborados até bonés bordados e jaquetas com acabamentos únicos. A DES PREZO não segue tendências passageiras ou produz roupas em massa. Cada coleção é pensada para durar e oferecer algo especial, seja nos tecidos, na modelagem ou nos acabamentos. A marca já lançou peças de couro, jeans, malharia e até itens com técnicas inovadoras de estamparia e lavanderia. Esses produtos têm conquistado clientes exigentes e ligados em moda, que buscam algo mais exclusivo e com personalidade. Embora as vendas sejam feitas principalmente online, a DES PREZO já conquistou um público fiel ao redor do mundo. Suas peças são especialmente populares entre artistas e pessoas que procuram um visual diferente para festas ou para o dia a dia, misturando sofisticação e atitude. O sucesso da última coleção foi tão grande que, em apenas dois meses, as vendas superaram o faturamento de todo o ano anterior. Agora, a marca está focada em expandir sua presença e quer levar suas criações para novos mercados. A DES PREZO é para quem não tem medo de ser diferente e busca peças que vão além do comum. Mais do que roupas, a marca oferece uma forma de expressão e um convite para repensar a moda de uma maneira mais profunda e verdadeira. ENTREVISTA COM GUILHERME MENEGAT BIONDO - DES PREZO: A Des Prezo desafia padrões convencionais. Quais são os principais desafios que você enfrenta ao criar uma marca tão disruptiva em um mercado competitivo como o da moda? Desde o início da marca, enfrentei diversos desafios, mas acredito que o principal deles ocorreu logo no começo. Meu objetivo era produzir um produto diferenciado, que se destacasse no mercado de moda brasileiro, oferecendo um olhar mais minucioso para detalhes como recortes, aviamentos, materiais e técnicas de finalização. Durante a primeira coleção, uma cápsula, tentei terceirizar a produção com confecções externas, mas o resultado ficou muito aquém do esperado. A partir da segunda coleção, decidimos internalizar quase todo o processo de produção. Hoje, cerca de 80% das etapas são realizadas por nós: modelagem, corte, costura, design e finalização. Esse controle interno foi fundamental para alcançar o nível de qualidade e estética que buscamos desde o início. Esse foi, sem dúvida, um dos maiores desafios no começo da marca. Outro grande desafio, especialmente para marcas novas no Brasil, é conquistar a aceitação e o reconhecimento do público. Como uma marca que surgiu sem grande histórico ou referência, enfrentamos a barreira natural do consumidor em dar um voto de confiança. Muitas pessoas precisam ver outras usando ou ter experiências positivas para se sentirem seguras em comprar de uma marca nova. Além disso, o mercado está saturado de marcas emergentes, e algumas experiências negativas podem tornar o consumidor mais cauteloso. Furar essa bolha e demonstrar que nosso produto é diferente, que oferecemos qualidade e trabalhamos com uma estética em constante crescimento, tem sido uma tarefa desafiadora. No entanto, acredito que, com mais um ano de atuação, conseguimos consolidar nossa posição no mercado e superar muitas dessas barreiras iniciais. Por fim, é importante destacar que empreender no Brasil, especialmente no setor de moda, é um desafio diário. A cada dia aprendemos e nos adaptamos, sempre buscando aprimorar nosso trabalho e fortalecer nossa marca no mercado. A essência da Des Prezo está profundamente ligada à autenticidade e à individualidade. Como você traduz esses conceitos nas coleções e nos processos criativos da marca? A ideia de ter uma marca não surgiu da noite para o dia. Desde que comecei a imaginar essa possibilidade, há cerca de 10 anos, percebi que seria um processo muito mais profundo e desafiador do que apenas criar peças ou postar fotos na internet. Foi uma jornada de autoconhecimento e amadurecimento. Como criativo, precisei exercitar a paciência e entender os momentos certos para realizar cada etapa do projeto. Há cerca de 10 anos, tive uma experiência inicial ao criar algumas camisetas com amigos. Naquela época, ficou claro que construir uma marca exigiria muito mais do que eu imaginava. Foi nesse período que comecei a compreender o verdadeiro significado de desenvolver um negócio criativo. Entre esse início e a concretização da marca, tive a oportunidade de me formar e trabalhar em diferentes lugares, onde aprendi muito com as pessoas ao meu redor. Essas experiências foram fundamentais para moldar minha visão e me preparar para dar os próximos passos. Quando finalmente decidi que era o momento certo para desenvolver as peças que eu realmente queria criar, percebi que, mesmo achando que estava preparado, o processo prático revelou o quanto ainda havia para aprender. Esse aspecto é, para mim, uma das partes mais interessantes: o constante desafio de se reinventar, buscar informações novas, descobrir fornecedores, testar diferentes tecidos, explorar técnicas de lavanderia, acabamento e estamparia. Cada uma dessas etapas contribui para diferenciar um profissional que se acomoda no mercado daqueles que buscam se aprimorar continuamente. Acredito que essa dedicação ao desenvolvimento contínuo é o que realmente define o sucesso no setor de moda. Não é apenas sobre criar roupas, mas sobre construir um processo que permita inovar e evoluir constantemente. Essa busca diária por melhoria é o que torna a jornada desafiadora, mas também incrivelmente gratificante. Você mencionou que “Des Prezo” simboliza resistência e renovação. Como esses valores se refletem na jornada da marca desde sua fundação em 2022? Acredito que o nome da marca, por si só, já carrega uma força muito significativa: DES PREZO. Para responder essa pergunta, acho importante explicar um pouco sobre o porquê dessa escolha. O “DES” me remete ao passado. É um prefixo de negação, e, para mim, simboliza a rejeição a ideias e conceitos impostos pela sociedade com os quais muitas vezes não concordo. Já o “PREZO” representa o futuro. Ele está associado ao que desejamos, ao que almejamos criar e construir. Essa dualidade entre passado e futuro é um pilar essencial da marca. Quando penso no meu trabalho, busco desenvolver estampas e artes que provoquem, que intriguem, e que façam as pessoas refletirem. Quero que elas sintam que há algo mais por trás, algo que as convide a questionar. Mesmo quando a mensagem parece desconfortável ou negativa à primeira vista, tento transformar esse sentimento em algo que faça o espectador parar e repensar. Essa abordagem se reflete também nas nossas campanhas e na identidade visual da marca, que foge do convencional. Talvez, à primeira impressão, nem todos entendam ou gostem, mas quem mergulha mais fundo percebe o propósito e a coerência por trás de cada escolha. Para mim, a DP é mais do que apenas roupas ou design. Ela é um espaço onde posso expressar minhas vivências e inquietações. Desde a adolescência, sempre tive sentimentos e ideias que, naquela época, não conseguia externalizar ou discutir. Hoje, através da marca, consigo transformar essas experiências e dar voz ao que antes estava reprimido. Mas faço isso de uma maneira transformadora, porque já não olho para o meu passado com os mesmos olhos. Além disso, não dá para falar de moda sem pensar na dimensão social. Todos sabemos que o mercado da moda pode ser cruel e injusto, especialmente para quem trabalha nos bastidores. Quando decidimos criar nossa própria linha de produção, fizemos questão de estabelecer um ambiente de trabalho onde as pessoas fossem valorizadas, bem remuneradas e tivessem prazer em colaborar conosco. Para mim, isso vai muito além da roupa. A DP tornou-se um ecossistema. É um reflexo dos valores que eu defendo e do impacto que quero deixar. No fim das contas, a DP é uma junção de sentimentos antigos e visões futuras. É um projeto construído com alma, onde cada detalhe reflete o desejo de criar algo único e significativo, tanto para mim quanto para quem escolhe fazer parte dessa história. Com foco em coleções limitadas e de alta qualidade, como a Des Prezo equilibra o desejo de exclusividade com a necessidade de expandir sua base de clientes? Estamos entrando no nosso segundo ano no mercado, e posso dizer que o primeiro ano foi muito um período de testes. Muitas respostas ainda não estavam claras, e a forma como trabalhávamos era baseada em tentativa e erro, no que imaginávamos que poderia funcionar. Nossa produção, especialmente a partir da segunda coleção, ainda era pequena. Quando desenhávamos e produzíamos, tudo era feito dentro das nossas possibilidades, sem volumes grandes ou certezas sobre o que realmente performaria. Com o tempo, principalmente no início e metade deste ano, começamos a analisar os dados de vendas das coleções. Descobrimos algo interessante: as peças de entrada, como camisetas e bonés, tinham uma ótima aceitação e vendiam tanto quanto as peças mais elaboradas. Porém, por termos uma estrutura enxuta, não conseguíamos produzir muitas unidades de cada peça. Essa experiência nos fez entender melhor o público da marca. Percebemos que muitos clientes buscam algo mais além de produtos de entrada – há uma procura por peças com design diferenciado e um trabalho mais elaborado. Esse aprendizado nos levou a repensar o mix de coleção. Diferente do modelo tradicional, que sugere que coleções tenham uma pequena porcentagem de peças mais ousadas, acabamos brincando um pouco com essa lógica. Do ano passado para cá, nossa produção praticamente triplicou. Com mais pessoas na equipe, ganhamos liberdade para ampliar tanto a quantidade de peças quanto a variedade de produtos que oferecemos. Hoje, ao desenhar uma coleção, temos a vantagem de produzir tudo internamente, o que nos dá um controle muito maior. Conseguimos testar diferentes tecidos, aprovar peças em menos tempo e garantir a qualidade e o acabamento que queremos. Esse controle interno nos permite reagir rapidamente às demandas e ajustar detalhes que seriam mais difíceis em produções terceirizadas. Atualmente, aumentamos gradativamente a quantidade de produtos de entrada, como camisetas e bonés, devido à alta demanda. Paralelamente, também estamos ampliando a produção de peças mais complexas e elaboradas, sempre buscando equilíbrio entre volume e qualidade. Nos próximos anos, nossa meta é continuar expandindo a produção interna. Queremos crescer de forma consistente, mantendo a precisão, o controle e a identidade que construímos, para oferecer aos nossos clientes não apenas produtos, mas experiências únicas e autênticas. A cena punk e o underground eletrônico são inspirações marcantes para a Des Prezo. Como esses movimentos influenciam não apenas o design das peças, mas também a narrativa da marca? Assim como a Des Prezo, minha ideia de criação bebe muito da influência de movimentos que questionam e se opõem ao sistema. Se analisarmos os movimentos punk e o underground eletrônico, eles têm em comum essa quebra de padrões e uma rejeição ao que é imposto. Trata-se de buscar algo diferente, algo que provoque e desconstrua. Minhas referências criativas nascem diretamente dessa conexão com a contracultura. Para desenvolver meus trabalhos, dedico muito tempo a pesquisar artes, posters e flyers de bandas punk dos anos 80. Também mergulho em livros e trabalhos de artistas que exploraram o universo das raves e festas eletrônicas dos anos 90 e 2000. Além disso, minha vivência pessoal tem grande peso: frequento shows punk e festas eletrônicas, e acredito que essa experiência direta é essencial para o meu processo criativo. A criação, para mim, também é um exercício de autoconhecimento. É sobre entender o que gosto, descobrir as mensagens que quero transmitir e encontrar formas de unir dois mundos aparentemente distintos, mas que considero altamente complementares. Essa fusão de referências – do punk à cena eletrônica – é o que molda minha visão e o que tento expressar através do meu trabalho. Com quase dois anos de trajetória, como você enxerga o futuro da Des Prezo em termos de expansão e inovação, especialmente no contexto da moda nacional e internacional? No início, é difícil sonhar muito alto, mas sempre soube onde queria chegar e trabalho diariamente para alcançar esse objetivo. Com dois anos de projeto, confesso que não imaginava estar onde estou hoje. A aceitação tem sido muito positiva, e isso me motiva a seguir em frente. Recentemente, estive em São Paulo e tive a oportunidade de conversar com pessoas que ainda não conhecia. Fiquei surpreso ao perceber que a marca é mais conhecida lá do que na minha cidade, no sul do país, em uma região do interior. Isso é muito gratificante, pois mostra que, mesmo sem me conhecerem pessoalmente, as pessoas estão descobrindo a Des Prezo e reconhecendo o trabalho que estamos fazendo. Para mim, esse é apenas o começo. Quero continuar aprimorando a marca, aprendendo e crescendo a cada dia. Amo o que faço, e é extremamente recompensador receber mensagens de elogio e ver que nosso trabalho está alcançando as pessoas. Isso nos dá forças para continuar evoluindo. Acredito que estamos crescendo no ritmo certo, construindo uma base sólida e sem saltos arriscados. O ano de 2025 já começa com oportunidades e mudanças significativas que vão abrir novas portas para nós. Algumas metas que estabeleci no início já foram alcançadas, enquanto outras ainda exigem mais esforço, mas estou comprometido em continuar aprendendo e me reinventando diariamente. Minha visão para o futuro é levar a Des Prezo além das fronteiras do Brasil. Espero que, em alguns anos, possamos estar presentes nas principais cidades de moda do mundo. Esse é um grande sonho, mas acredito que, com trabalho consistente e dedicação, é possível torná-lo realidade.

  • Gucci FW22 + Adidas Originals/ #MFW22

    refazer a realidade, foi a ideia usada pelo @alessandro_michele para a coleção FW22 da @gucci na Milão Fashion Week. mirror to remake reality, was the idea used by @alessandro_michele for @gucci's FW22 collection at Milan Fashion Week. with the collaboration of @adidasoriginals presented today on the catwalk, a combination of classic fashion

  • Lu Soares: uma mulher à frente de um império de autoestima e inovação

    BEAUTY COVER EDITION - MAY 2025 ISSUE Photos: @marigraudin / Production: @talitaaribeiro / Make: @anellacasagrande / Press: @gio.prates Visionária, determinada e impulsionada por um propósito claro, Lu Soares estampa a capa da edição Beauty  da Hooks Magazine  — um número especial que celebra os grandes nomes da beleza e da estética que estão redefinindo o setor no Brasil. À frente da Peach Up, Lu personifica uma nova geração de líderes que unem inteligência estratégica, sensibilidade e coragem para construir marcas com impacto real. A trajetória de Lu não começou no universo da beleza, mas em uma corretora de seguros — uma experiência decisiva, onde aprendeu sobre metas, gestão e, principalmente, o valor das conexões humanas. Esses fundamentos se tornaram pilares na construção da Peach Up, hoje referência nacional por sua proposta ousada: devolver autoestima às mulheres por meio de produtos com performance comprovada e um discurso autêntico. O maior símbolo dessa revolução é o BoomBoom Up , creme corporal que rapidamente se tornou um fenômeno no mercado. Com resultados visíveis em até sete dias, ele vai além da promessa estética. O produto é tratado pela marca — e pelas consumidoras — como um convite à reconexão com o corpo, à aceitação e ao empoderamento diário. Para Lu, a beleza não está em moldes inatingíveis. Está no reconhecimento de si mesma. E é a partir dessa filosofia que a Peach Up constrói cada campanha, cada atendimento e cada nova fórmula: com escuta ativa, bom humor e conexão genuína com sua comunidade. A marca não fala para  a mulher, ela fala com  ela. A empresária, que vem ganhando destaque em eventos de e-commerce e inovação ao lado dos maiores nomes do varejo nacional, leva à Peach Up uma mentalidade orientada por dados e movida por alma. A tecnologia está presente nas decisões estratégicas da empresa, mas sempre aliada à sensibilidade do olhar feminino que enxerga nas consumidoras muito mais do que números. Agora, os planos se expandem para além das fronteiras brasileiras. Lu mira a internacionalização da Peach Up, levando sua fórmula de autoestima e verdade para outros mercados. Em um setor onde muitas marcas ainda se sustentam por ilusões, Lu aposta em um caminho sólido: beleza com propósito, produtos com resultados reais e um legado construído com coragem. A edição Beauty  da Hooks Magazine  celebra não apenas o sucesso de uma empresária, mas o impacto de uma mulher que decidiu transformar sua história — e, com ela, a de milhares de outras. Confira entrevista exclusiva com Lu Soares para a Hooks Magazine: 1. Você começou sua carreira em uma corretora de seguros. Como essa experiência influenciou a forma como você lidera a Peach Up hoje? Essa vivência me deu base em gestão, vendas e foco em resultado. Aprendi a lidar com metas, pressão e principalmente com pessoas. Trouxe essa bagagem para a Peach Up com uma mentalidade de performance, mas sem perder a essência da marca: proximidade e verdade. 2. O BoomBoom Up se tornou um fenômeno. Em que momento você percebeu que estava criando mais do que um produto — e sim uma experiência de empoderamento feminino? Quando comecei a receber relatos de mulheres se olhando com mais carinho no espelho, se sentindo confiantes de novo. A gente não vende só um creme, a gente entrega autoestima. E autoestima muda tudo. 3. Você costuma dizer que beleza é sobre reconhecimento. Como essa visão se traduz na cultura da sua marca e no relacionamento com as consumidoras? A Peach Up nasceu para reconhecer a beleza real das mulheres, sem filtro. A gente fala com verdade, com humor e com conexão. Cada produto, cada campanha, cada atendimento é sobre fazer a mulher se sentir vista, ouvida e valorizada. 4. Muitas empreendedoras enfrentam resistência ao tentar inovar em um mercado saturado. Que conselhos você daria para quem deseja criar algo disruptivo com propósito? Não espere validação. O mercado vai dizer que não vai dar certo — até você provar o contrário. Seja autêntica, estude o que ninguém está fazendo e entre com coragem. Propósito sem ousadia é só intenção. 5. Seu nome tem ganhado destaque em eventos de e-commerce e varejo. Qual é o papel da tecnologia e dos dados nas decisões estratégicas da Peach Up? Total. A gente usa dados o tempo todo para entender o comportamento da nossa comunidade, antecipar demandas e melhorar a experiência. Mas sem perder a escuta ativa com a consumidora — é tecnologia com alma. 6. O que você enxerga como o próximo grande passo — tanto para a Peach Up quanto para o mercado de beleza como um todo? Para a Peach Up, é internacionalizar. Levar nossa fórmula de autoestima além do Brasil. E para o mercado, vejo um movimento forte de beleza mais consciente, com produtos que entregam resultado real e marcas com posicionamento autêntico. Quem não for verdadeiro, não se sustenta.

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