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  • Cauane Rocha: A Arte da Imagem e Estilo

    ‘NEW YORK’ COVER EDITION - NOVEMBER 24 ISSUE Photos: Ariane Gorib - @arianegoribstudio Press: Igor Magalhães Nesta edição especial de Hooks Magazine, com a vibrante Nova York como pano de fundo, apresentamos Cauane Rocha , consultora de imagem e influenciadora de moda. Cauane é uma profissional dedicada a traduzir a personalidade de seus clientes através de cores, texturas e estilos que falam por eles. Com sua abordagem refinada e sensível, ela ajuda pessoas a expressarem quem são e a se sentirem mais confiantes – em todos os aspectos de suas vidas. Desde o início, sua curiosidade pela moda e pelo impacto das cores levou Cauane a explorar o mundo da imagem de forma profunda. Ela acredita que a escolha das cores e das peças que vestimos é um poderoso reflexo de nossa identidade, influenciando nossa confiança e nossa energia. Em sua trajetória, o fascínio pela psicologia das cores e pelas formas de expressão pessoal tornaram-se os alicerces da sua carreira, um percurso que ela descreve como uma jornada para ajudar pessoas a encontrarem, através da moda, um novo nível de autoconfiança e autenticidade. Atendendo clientes em Nova York e Nova Jersey , Cauane enxerga as nuances de estilo entre essas regiões, que revelam características distintas de personalidade. Nova York, com sua sofisticação ousada e urbanidade afiada, inspira looks mais alinhados e atentos às tendências globais. Já Nova Jersey, segundo Cauane, oferece uma atmosfera mais leve, onde o casual e o confortável ganham espaço. No entanto, ambas as cidades têm algo em comum: o desejo de imprimir personalidade no visual, algo que ela acredita ser essencial para uma imagem forte e autêntica. Para Cauane, um dos grandes desafios de seus clientes é alinhar a imagem pessoal e profissional sem perder a essência. Ela trabalha para encontrar esse equilíbrio, ajudando as pessoas a se expressarem com verdade e a alcançarem seus objetivos, seja em um ambiente corporativo ou em suas vidas pessoais. Em vez de moldar seus clientes em padrões rígidos, ela defende uma consultoria de imagem que celebra o autoconhecimento e a autenticidade. A influenciadora, sempre conectada com o mundo da moda, também compartilha suas percepções e conselhos com milhares de seguidores. Em suas redes sociais, ela inspira aqueles que estão descobrindo seu próprio estilo, incentivando-os a experimentar e a valorizar o que realmente faz sentido para cada um. Segundo Cauane, é no autoconhecimento que nascem as escolhas mais significativas, e é ele que cria uma base para o estilo pessoal que se torna uma assinatura única. Quanto às tendências para o próximo ano, Cauane nos revela um horizonte colorido e inspirado pela natureza. Tons terrosos se misturam com verdes esmeralda, roxos profundos e amarelos solares, trazendo vida e equilíbrio. Peças utilitárias e tecidos naturais prometem ganhar ainda mais espaço, e Cauane enfatiza a importância de adaptar as tendências ao que faz sentido para cada pessoa, seja escolhendo cores em harmonia com o tom de pele ou incorporando o estilo de maneira personalizada. Confira agora entrevista exclusiva: 1: Como  você descobriu sua paixão pela consultoria de imagem e decidiu transformar isso em sua carreira? Acredito que minha paixão pela consultoria de imagem nasceu da minha observação de como as roupas e as cores que usamos podem impactar nossa confiança e a percepção dos outros sobre nós. Eu sempre tive uma curiosidade intensa sobre a linguagem das cores, dos estilos, e como tudo isso pode se alinhar à nossa personalidade. Decidi transformar isso em carreira quando percebi que podia ajudar pessoas a expressarem melhor quem são e a se sentirem mais confiantes, alinhando a imagem ao estilo de vida e aos objetivos. 2: Em sua experiência, como a escolha das cores pode influenciar a confiança e a autoestima das pessoas no dia a dia? A escolha das cores tem um papel fundamental na forma como nos sentimos. Cores mais vibrantes podem trazer energia e transmitir otimismo, enquanto cores mais suaves proporcionam calma e sofisticação. Ao identificar as cores que valorizam o tom de pele e o estilo de cada pessoa, ela se sente mais bonita, valorizada e autêntica. Isso, sem dúvida, eleva a autoestima e a confiança para enfrentar desafios diários, tanto pessoais quanto profissionais. 3: Você trabalha com clientes tanto em New Jersey quanto em New York – quais são as principais diferenças de estilo e imagem que você observa entre essas regiões? Sim, atendo clientes em ambas as regiões, e há nuances interessantes entre elas. Em Nova York, o estilo tende a ser mais ousado, urbano e sofisticado, com bastante foco em cores neutras e looks mais estruturados. Já em Nova Jersey, noto uma preferência por um visual mais casual e confortável, mas sempre com personalidade. NJ permite mais leveza e menos formalidade, enquanto NY muitas vezes exige um visual mais alinhado e atento às tendências globais. 4: Quais são os principais desafios que as pessoas enfrentam ao tentar alinhar sua imagem com seus objetivos pessoais e profissionais? Um dos maiores desafios é conciliar autenticidade com adequação. Muitas vezes, as pessoas sentem que precisam mudar completamente seu estilo para se encaixar em um ambiente profissional ou para alcançar uma meta específica, o que pode resultar em desconforto e insegurança. Acredito que o papel da consultoria de imagem é encontrar um equilíbrio, mantendo elementos que refletem a essência da pessoa, mas que também estejam alinhados com o ambiente ou com o objetivo. 5: Como influenciadora, você compartilha muito sobre moda e estilo. Qual conselho você daria para alguém que quer começar a encontrar seu próprio estilo pessoal? A minha principal dica é: autoconhecimento. Entenda quais são suas referências de moda, mas também observe o que faz você se sentir confortável e confiante. Experimente, teste diferentes combinações e preste atenção em como você se sente com cada uma delas. Com o tempo, você vai perceber que certas cores, peças e estilos falam mais sobre quem você é. Encontre uma base que seja sua assinatura e acrescente toques pessoais para deixar o visual único e autêntico. 6: Quais são as tendências de cores e estilo para o próximo ano, e como você aconselharia seus clientes a adaptá-las ao estilo único de cada um? Para o próximo ano, veremos uma mistura interessante de tons terrosos e vibrantes, como os verdes esmeralda, roxos profundos e amarelos solares. Na questão de estilo, o conforto continua em alta, com peças utilitárias e tecidos naturais. Meu conselho é sempre priorizar o que faz sentido para você: se uma cor da moda não favorece seu tom de pele, pode ser usada em acessórios, por exemplo. E, para os estilos, é possível adaptar a essência das tendências ao seu próprio estilo, valorizando o que faz você se sentir bem.

  • Bonny: A Gaúcha que Conquistou o Mundo com Lives e se Tornou a “Rainha do TikTok”

    'INFLUENCER' COVER EDITION - NOVEMBER 24 ISSUE Photo: André Giorgi De um Passado Difícil ao Sucesso Global A trajetória de Bonny poderia ser o enredo de um filme. Aos 24 anos, a influenciadora se consolidou como uma das maiores personalidades do TikTok, conhecida não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Suas lives renderam a ela um faturamento que ultrapassa os 10 milhões de reais, e, num feito sem precedentes, Bonny se tornou a única brasileira no Top 8 global da plataforma. Em apenas alguns minutos de transmissão, ela chegou a faturar impressionantes 215 mil reais, garantindo seu título como a recordista brasileira em arrecadação por lives em um único dia. De uma Infância Marcada por Desafios a um Novo Caminho Nascida no interior do Rio Grande do Sul, Bonny enfrentou a perda de sua mãe em um acidente de carro aos três anos e cresceu sob os cuidados dos avós. Aos cinco anos, sofreu uma tentativa de sequestro que forçou a família a se mudar para o interior, onde, mesmo em meio a dificuldades, ela sempre sonhou em ter uma vida melhor. A adolescência trouxe novos desafios: aos 17 anos, Bonny foi diagnosticada com uma rara doença no intestino, que exigia tratamentos caros e constantes. Seus avós usaram todas as economias para garantir sua saúde, o que deixou a família em uma situação financeira complicada. A Virada: O Convite para o Mundo das Lives Aos 19 anos, Bonny encontrou uma oportunidade inesperada no mundo das lives. Apesar das dificuldades iniciais para atrair seguidores, ela rapidamente aprendeu como cativar o público e transformar suas transmissões em um verdadeiro espetáculo. Com muita determinação, Bonny passou a se destacar e, ao focar no TikTok aos 23 anos, viu seu trabalho ganhar uma proporção inimaginável. O Sucesso no TikTok: Conquista Internacional e Recorde Financeiro Ao dedicar-se intensamente ao TikTok, Bonny conquistou uma audiência fiel e obteve um reconhecimento que a colocou entre as maiores influenciadoras da plataforma. Ela também foi premiada internacionalmente no TikTok Live Fest Global em Miami, onde recebeu o troféu de “Global Best Creator” das mãos de Terry Crews, tornando-se uma referência global. SuperNova: Criando uma Agência para uma Nova Geração de Streamers Com o sucesso consolidado, Bonny fundou a SuperNova, uma agência para ajudar novos streamers a transformar suas lives em uma fonte de renda. A agência oferece mentoria e treinamento para aqueles que querem fazer do streaming uma carreira promissora. “Quero que outros possam ter a mesma chance que eu tive de construir uma vida de sucesso” , afirma Bonny. Um Exemplo de Superação e Inspiração A jornada de Bonny serve como inspiração para milhares de pessoas que sonham em alcançar o sucesso no mundo digital. Com uma história de superação que atravessou grandes desafios, ela se destaca pela humildade e gratidão, desejando proporcionar uma vida melhor para seus avós e para aqueles que acreditam em seu potencial. O Futuro: De Recordista Brasileira a Ícone Global do TikTok Com um público fiel e uma carreira consolidada, Bonny agora é uma referência mundial para a próxima geração de influenciadores. Seu nome está marcado na história do entretenimento digital, provando que com garra e visão, qualquer um pode realizar seus sonhos e deixar uma marca no mundo.

  • Izaias Pertrelly destaca avanços da Blue Saúde na Empreenda Summit Portugal

    Photos Disclosure Press Lisboa recebeu esta semana o Empreenda Summit Portugal, evento que reúne líderes e inovadores de diversas áreas para discutir o futuro dos negócios. Entre os destaques estava o CEO da Blue Saúde, Izaias Pertrelly, que participou como palestrante, apresentando o case da operadora de planos de saúde focada em inteligência artificial e prevenção, um modelo que vem se tornando referência no Brasil e começa a chamar a atenção do mercado europeu. Durante sua apresentação, Izaias compartilhou o percurso de crescimento da Blue Saúde, incluindo o desenvolvimento do primeiro supercomputador de inteligência artificial voltado à saúde privada no Brasil, a criação de mini clínicas autônomas em São Paulo, além de iniciativas pioneiras, como o reajuste negativo dos planos, uma medida inédita no setor. “Foi incrível apresentar nosso case no Empreenda Summit, mostrando como o Brasil está liderando em tecnologia aplicada à saúde privada, servindo de referência para Portugal e Europa. Compartilhar não apenas nossos resultados, mas também nossa visão de futuro foi uma experiência extremamente gratificante,” afirmou o CEO. Izaias destacou ainda a importância de uma abordagem inovadora e preventiva no mercado de saúde, reforçando o compromisso da Blue Saúde em tornar o acesso à saúde mais eficiente e acessível. A participação da empresa no evento solidifica seu posicionamento como referência em saúde inteligente, colocando o Brasil na vanguarda global do setor.

  • Julia Adam: A Modelo e Personalidade da TV que Conquistou o Chile

    ‘CHILE’ COVER EDITION - NOVEMBER 24 ISSUE Location: Valle Nevado Ski Center Photographer: Ignacio Rojas - @nachonal Style: Macarena Hamilton - @macahamilton Makeup: Humberto Moya -  @humbertomoyav Nesta edição especial da Hooks Magazine, a nossa capa é Julia Adam, a modelo internacional e personalidade da TV que transformou sua carreira ao conquistar os corações do público chileno. Julia, que começou nas passarelas, encontrou seu verdadeiro palco na televisão, onde hoje é uma das figuras mais queridas e reconhecidas do Chile. Com carisma, autenticidade e um espírito adaptável, ela conseguiu transformar desafios culturais em oportunidades de aprendizado e conexão profunda com seu público. Sua jornada na televisão chilena começou de forma inesperada, após ser descoberta por um olheiro que a levou para São Paulo, onde trabalhou com grandes agências, até que surgiu a chance de uma nova aventura no Chile. Lá, Julia foi rapidamente catapultada para o estrelato com sua participação no reality show Amor a Prueba , uma experiência que abriu inúmeras portas no meio televisivo e trouxe visibilidade imediata. Mas, como em toda grande mudança, a adaptação não foi simples. Julia precisou não apenas dominar o idioma, mas também entender o estilo de vida e as sutilezas da cultura chilena, que muitas vezes exigem uma abordagem mais reservada. Com isso, ela aprendeu a ajustar seu estilo pessoal para refletir a cultura local, ganhando a admiração do público por sua capacidade de se reinventar sem perder sua essência. Julia descreve com entusiasmo a televisão chilena, que tem uma proximidade única com o público. O tamanho compacto do país e o carinho genuíno dos telespectadores criam uma conexão direta entre as personalidades da TV e as pessoas. Essa troca, segundo Julia, é uma das características mais gratificantes de sua carreira, e ela reconhece a importância de cada fã que a acompanha ao longo dos anos, considerando-os uma parte fundamental de sua trajetória. Confira agora entrevista exclusiva: 1: Julia, como foi o início da sua carreira de modelo? Teve algum momento ou oportunidade que marcou o começo do seu sucesso? O início da minha carreira foi quando um olheiro me descobriu em uma cidade no interior do Mato Grosso e me levou para trabalhar em São Paulo na agência François, depois fui para a Mega, que me levou ao chile… onde minha carreira na televisão começou… a maior oportunidade que eu tive foi poder fazer meu primeiro reality show no chile “Amor a prueba” o que mudou completamente a minha história. 2: Você conquistou um grande reconhecimento no Chile. Quais foram os maiores desafios e aprendizados dessa experiência? Acredito que o maior desafio em trabalhar na televisão, em um país que não é o seu por nascença, é conhecer os artistas, muitas vezes ter que entrevistar artistas que eu não conhecia a importância da sua trajetória, ou também entender as piadas internas… todos os dias eu aprendo alguma coisa nova, sempre me surpreendo. 3: Como foi a adaptação em viver e trabalhar fora do Brasil? Houve alguma dificuldade em se adaptar à cultura chilena? Tive que me adaptar não somente ao idioma, mas também a cultura, em 2014 quando eu fiz minha primeira aparição na televisão fui completamente proibida de falar sobre minha bissexualidade. Tambem muito julgada por usar biquíni fio dental. O chile ainda não estava preparado para uma Brasileira, as pessoas ficaram imprecionadas com minha mentalidade tão aberta, bom e mal ao mesmo tempo, acredito que a alegria do povo brasileiro e nossa sinceridade é o que me mantém até hoje vigente na televisão chilena. 4: A TV chilena é diferente da brasileira em vários aspectos. Como você vê essas diferenças? O que mais te surpreendeu no jeito de fazer TV no Chile? Nada se compara a televisão Brasileira, nosso povo tem uma mentalidade muito mais aberta que o resto da América Latina, mas o chile também é muito interesante, o que mais me surpreende aqui é a proximidade que os “famosos” tem com as pessoas, por ser um país muito pequeno, 19 milhões de habitantes no total, a proximidade da televisão com as pessoas é muito bonita, os canais recebem muitas visitas… eu me sinto muito bem podendo compartilhar com as pessoas que me seguem a tantos anos, são uma parte importante da minha vida. 5: Em relação ao público e à cultura, como você lida com o fato de que os chilenos são conhecidos por serem mais reservados? Essa diferença impacta a sua atuação na TV? Eu sinto que sou uma pessoa completamente diferente quando vou ao Brasil ou qualquer outra parte do mundo, no Chile frente as câmeras trato de me comportar de uma maneira mais “recatada” por assim dizer, o que me incomodava muito no princípio mas já me considero adaptada, a final eu sou a intrusa, e devo me adaptar ao seu costumes… 6: O que você diria que aprendeu, tanto pessoal quanto profissionalmente, ao trabalhar na televisão fora do Brasil? Há algo que leva consigo para sua carreira? Eu poderia dizer que errei tanto, cometi tantos erros, e graças a esses erros eu sou a grande mulher que eu sou hoje, não tenho medo de errar, mas tenho medo de não aprender com meus erros, sou uma pessoa muito aberta a opiniões e gosto de escutar, mas também não sou tão fácil de convencer… como diria Raul Seixas, “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, Obrigada.

  • Dra. Élide Reis: A Cirurgiã Vascular que Transforma Vidas e Inspira Gerações

    'HEALTH' COVER EDITION - NOVEMBER 24 ISSUE Photos Disclosure Press Nesta edição especial da Hooks Magazine, apresentamos a Dra. Élide Reis, capa da seção ‘Health’ e exemplo de dedicação, determinação e superação. Médica cirurgiã vascular e formada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública em 2005, Dra. Élide é uma especialista reconhecida em cirurgia vascular e ecografia vascular, com títulos conferidos pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e pela Sociedade Brasileira de Radiologia. Ela construiu uma trajetória de sucesso ao longo dos anos, vencendo obstáculos e abrindo portas para futuras gerações de mulheres negras na medicina. Dra. Élide é movida por um propósito: promover saúde e bem-estar, dedicando-se ao tratamento moderno e minimamente invasivo de varizes, além do cuidado integral com todas as doenças circulatórias. Em seu consultório, ela vê pacientes que chegam muitas vezes com baixa autoestima, por vergonha das pernas marcadas por varizes, e testemunha a transformação que esses tratamentos proporcionam. Para ela, mais do que tratar doenças, seu trabalho permite que essas mulheres recuperem a liberdade de se vestirem como quiserem, livres das inseguranças que as limitavam. A trajetória até aqui não foi fácil. Vinda de uma família humilde, Dra. Élide sempre contou com uma base emocional sólida, e desde jovem mostrou-se determinada a alcançar seus objetivos, por mais desafiadores que fossem. O início na medicina foi marcado por dificuldades financeiras, que quase a impediram de completar o curso. Na época, sem acesso ao financiamento estudantil, sua família precisou vender a casa para que ela continuasse estudando. Só mais tarde, com a conquista do FIES, conseguiu aliviar parte dessa pressão, quitando o financiamento ao longo de nove anos após a formatura. A residência em cirurgia vascular também trouxe seus próprios desafios, exigindo não só conhecimento técnico, mas muita resiliência para manter-se firme diante das pressões. Como uma mulher negra em uma área tradicionalmente ocupada por homens brancos, Dra. Élide teve que enfrentar o preconceito, mas essa experiência fortaleceu sua determinação. Seu exemplo já inspirou muitas jovens negras e estudantes, que veem nela uma inspiração de que também podem conquistar seus sonhos, seja na medicina ou em outras áreas. O futuro é promissor para Dra. Élide. Seus planos incluem a ampliação de sua clínica de cirurgia vascular, com o objetivo de atender a um número ainda maior de pacientes e ajudar mais pessoas a viverem sem dores nas pernas e com autoestima renovada. Ela deseja expandir seu legado, continuar promovendo saúde e mostrar que mulheres negras podem ser o que quiserem ser. Na capa desta edição, celebramos essa profissional dedicada que transformou desafios em força, e que usa essa força para mudar vidas e inspirar uma nova geração. Confira entrevista exclusiva: Como você define o seu trabalho?   Promovo saúde e bem-estar. Ofereço tratamento moderno e minimamente invasivo para varizes, além de cuidados com todas as doenças circulatórias. Realizo sonhos e elevo a autoestima de pacientes que sentem vergonha de vestir roupas curtas por causa das varizes, devolvendo a liberdade de usar o que desejarem. Como você se definiria em algumas palavras? Uma mulher determinada, persistente e batalhadora. Quais caminhos você trilhou para chegar onde está hoje? Venho de uma família humilde, de poucos recursos financeiros, porém bem estruturada emocionalmente. Sempre batalhei muito, fui muito estudiosa e responsável, e tive todo o apoio dos meus pais para conseguir estudar e atingir meus objetivos. Realizamos juntos esse grande sonho. Além das dificuldades financeiras iniciais, sempre tive que enfrentar o preconceito por ser uma mulher negra que escolheu uma área onde há tantos homens brancos em destaque. Teve algum momento em que pensou em desistir da sua carreira? Sim, em um primeiro momento, quando não consegui o financiamento estudantil, quase não conseguimos pagar a faculdade de medicina para que eu pudesse continuar os estudos. Foi necessário vender a casa onde morávamos para que eu pudesse me manter estudando. Posteriormente, conseguimos o FIES, e paguei esse financiamento durante nove anos após a formatura. A residência médica em cirurgia também exige muito do jovem médico e não é fácil se manter sempre confiante; algumas vezes dá vontade de desistir. De que maneira você acha que influencia a vida das pessoas? Com meu trabalho, ajudo a melhorar a saúde e a autoestima de muitas pessoas. Muitas pessoas que conhecem e acompanham minha trajetória me têm como inspiração, por eu ser uma mulher negra e uma boa profissional em uma área predominantemente ocupada por pessoas brancas. Muitas jovens negras e estudantes se espelham em mim para chegar onde querem. Quais são os seus planos para o futuro?   Ampliar minha clínica de cirurgia vascular, atender uma quantidade maior de pacientes, ajudar mais pessoas a sentir menos dores nas pernas e melhorar a autoestima. Quero continuar inspirando jovens mulheres negras a ser o que elas quiserem ser.

  • Julia Ottoni: Empoderamento e Posicionamento

    ‘FASHION’ COVER EDITION - NOVEMBER 24 ISSUE Photos: Sabrina Luz - @sabrinaluzph A edição "FASHION" da Hooks Magazine apresenta Julia Ottoni como capa, uma especialista em posicionamento de imagem e arquétipos que revolucionou sua carreira e inspira milhares de mulheres. Com uma jornada digital iniciada em 2010, Julia acumulou experiência em agências de publicidade e gestão de redes sociais. No entanto, foi ao mergulhar no estudo do posicionamento de imagem e aplicar a teoria dos arquétipos que sua carreira decolou. Hoje, com mais de 136 mil seguidores no Instagram e 89 mil inscritos no YouTube, Julia lidera um grupo de mais de 15 mil alunas em 27 países. Sua metodologia de posicionamento estratégico e autêntico nas redes sociais transformou a vida de milhares de mulheres, ajudando-as a alcançar desafios e alavancar seus negócios. Julia define seu trabalho como uma jornada de autoconhecimento e propósito, guiando mulheres a ativar seu poder pessoal e valorizar sua identidade única. Com um alcance de 30 milhões de visualizações, Julia inspira uma nova geração de empreendedoras a viverem vidas mais leves e prósperas. Para Julia, o segredo do sucesso está em viver o processo e transformar vidas através do conhecimento. Seu recado para quem deseja seguir sua profissão é simples: seja autêntico, viva o processo e empodere os outros. Julia Ottoni é um exemplo inspirador de como o posicionamento de imagem e arquétipos podem transformar carreiras e vidas, lembrando-nos de que o verdadeiro poder está em ser autêntico e empoderar os outros. Confira entrevista exclusiva com Julia: Como você define o seu trabalho? Hoje eu lidero e direciono um grupo de empreendedoras (de áreas de atuação como saúde, estética, arquitetura…) e as ajudo a aumentarem o faturamento e lucro dos seus negócios com a minha metodologia de posicionamento estratégico e autêntico nas redes sociais, que tem como base a teoria dos arquétipos.  Como você escolheu a sua profissão atual? Comecei no digital produzindo meus próprios conteúdos em 2010. Após alcançar meus primeiros 100 mil seguidores (ainda não ganhando dinheiro na época) comecei a trabalhar em agências de publicidade e depois a prestar serviços como Social Media (gestora de redes sociais) de forma independente para profissionais liberais. Ao longo desses anos percebi que mesmo tendo seguidores e experiência na área não era valorizada financeiramente como eu merecia (tanto quando trabalhei para empresas, quanto quando vendia meus serviços de forma independente). E depois de começar a estudar sobre posicionamento de imagem, entendi que não bastava ser boa, mas que eu também precisava parecer boa. Aprendi a gerar percepção de valor e criar conexão nas redes sociais e na hora da venda. E após  aplicar isso em minha nova rede social (comecei uma totalmente do zero) e faturar infinitamente mais do que antes, vi na prática que isso realmente funcionava! Por esse motivo decidi ensinar tudo que sei para outras mulheres que também merecem viver tudo isso! Como era a sua vida antes e como está agora? Antes eu vivia uma vida limitada, tinha uma rotina que me desgastava e não trazia um retorno financeiro equivalente. Ficava o dia todo "matando" demandas e trabalhava apenas pelo dinheiro. Hoje tenho uma rotina leve, com obrigações, é claro, mas agora cada atividade, cada hora de trabalho é por um propósito maior. Meu brilho no olho voltou e o retorno financeiro é 10x maior do que a energia que eu coloco no dia a dia de trabalho. De que maneira você acha que influencia a vida das pessoas? Torno a vida profissional das mulheres mais leve e próspera, as ajudo a realizar sonhos, e o principal: as guio no caminho de entender quem elas são e de ativarem seu maior poder pessoal, suas identidades. Como você definiria seus métodos de trabalho? A base da criação de posicionamento é sempre os arquétipos. Eles são padrões de comportamento do ser humano que estão em nosso inconsciente coletivo. Por isso, quando usados,  geram identificação e conexão instantâneas. Esses padrões tem uma forte ligação com os 4 desejos fundamentais humanos (pertencimento, poder, segurança e realização), e por isso são perfeitos para gerar desejo de compra no cliente. A partir da escolha de seu arquétipo, partimos para a aplicação prática, trazendo-os através de símbolos visuais que os representam e que são fáceis de serem interpretados de uma mesma forma por nosso inconsciente. Você tem algum recado para quem deseja seguir a sua profissão? Para ensinar sobre posicionamento primeiro você precisa viver isso na prática. Não seja um empreendedor de palco. Viva o processo, e depois transforme vidas através do seu conhecimento.

  • The Coffee: A Marca que Revolucionou o Café com Influência Japonesa

    Photos Courtesy The Coffee A The Coffee nasceu em 2018 em Curitiba, fruto da visão empreendedora dos irmãos Alexandre, Carlos e Luis Fertonani, que buscaram inspiração no Japão para criar um modelo de cafeteria único no Brasil. Com a ideia de combinar o sabor do café brasileiro com a tecnologia e o design minimalista característicos do Japão, eles idealizaram uma experiência inovadora e moderna. A proposta “to go”, ainda pouco explorada no país, exigiu uma adaptação do público brasileiro, que rapidamente passou a apreciar o formato prático e o atendimento eficiente oferecidos pela The Coffee. A primeira loja em Curitiba foi o ponto de partida para um crescimento exponencial. Com o sucesso no Brasil, a marca abriu-se para franquias e expandiu-se rapidamente, conquistando o mercado internacional. Em apenas cinco anos, a The Coffee já possui mais de 200 unidades em países como Portugal, Espanha, México, Emirados Árabes Unidos e Tailândia. A internacionalização da marca foi impulsionada pela combinação de uma operação inovadora e de uma experiência de consumo diferenciada, que despertaram o interesse de investidores no exterior. Cada nova unidade da rede adapta-se aos hábitos culturais locais, mantendo o alto padrão de qualidade que define a marca. O modelo de negócios da The Coffee é uma das razões para seu sucesso contínuo. A empresa aposta na integração de tecnologias, como tablets e aplicativos, que agilizam o atendimento e oferecem uma experiência prática e moderna aos clientes. Recentemente, a marca expandiu seu cardápio com um brunch disponível durante todo o dia, atraindo um público que busca não apenas o café, mas um espaço confortável para trabalhar e socializar. Esse ambiente versátil e acolhedor, aliado à qualidade dos produtos, atrai consumidores que buscam uma alternativa diferenciada no mercado de cafeterias. O futuro da The Coffee está focado em uma expansão ainda mais robusta, com ênfase em unidades Premium que proporcionem uma experiência ainda mais completa, com ambientes mais amplos e menus diversificados. A marca também planeja incorporar novos elementos de interação digital, reforçando seu compromisso com a inovação e mantendo-se alinhada às expectativas de consumidores modernos. Combinando qualidade e adaptação constante às demandas do mercado, a The Coffee consolidou-se como uma marca de sucesso no Brasil e no exterior, e continua a se expandir e evoluir com uma visão global e inovadora. Entrevista com Lorenza Vieira, Coordenadora de Branding da The Coffee: 1. Como surgiu a ideia de combinar o conceito de cafés brasileiros com a influência japonesa em tecnologia e design minimalista? A ideia surgiu após várias viagens dos fundadores ao Japão, onde foram impactados pela cultura de tecnologia avançada e o design minimalista característico do país. Inspirados por essa experiência, eles visualizaram uma oportunidade de criar um conceito único no Brasil, unindo a qualidade dos cafés brasileiros com uma abordagem tecnológica e estética que trouxesse modernidade e praticidade para os clientes. Essa combinação não só criou um diferencial, mas também ofereceu uma nova experiência para os consumidores de café. 2. Quais foram os maiores desafios que vocês enfrentaram ao abrir a primeira unidade em Curitiba? Ao abrir a primeira unidade, um dos maiores desafios foi educar o público sobre o conceito inovador, especialmente o modelo to go, que ainda era pouco explorado no Brasil. Além disso, a construção da identidade visual e a implementação de tecnologias de autoatendimento exigiram um planejamento cuidadoso. Outro desafio foi garantir que a qualidade do café e o atendimento minimalista, mas eficiente, fossem bem recebidos pelo público local, ajustando a operação para tornar a experiência atrativa. 3. A expansão para o exterior ocorreu de forma planejada ou foi uma consequência do sucesso no Brasil? Como foi o processo de internacionalização? A expansão para o exterior foi uma consequência natural do sucesso no Brasil, aliado ao crescente interesse de investidores e a vontade dos sócios em levar a marca para o exterior. O modelo de negócios atrativo, com foco em inovação e experiência do cliente, chamou a atenção de empreendedores em outros países. O processo de internacionalização incluiu a adaptação da operação para mercados diversos, mantendo a identidade e os padrões de qualidade, ao mesmo tempo em que se respeitavam as preferências locais dos consumidores em cada novo mercado. 4. O que torna o modelo de negócios da The Coffee inovador no mercado de cafeterias e por que você acredita que ele se tornou tão atrativo para investidores e clientes? O modelo de negócios da The Coffee se destaca pela integração de tecnologia, como o uso de tablets e aplicativos para facilitar pedidos, e pelo design minimalista, que otimiza o espaço e proporciona uma experiência visual marcante. Além disso, a ênfase em um ambiente confortável e em um cardápio diversificado – como o recente brunch all day – atende à demanda por espaços de convivência e trabalho. Esses elementos inovadores são atrativos para investidores, pela escalabilidade do modelo, e para clientes, pela praticidade e qualidade consistentes. 5. Como vocês garantem a consistência na experiência do cliente e na qualidade dos produtos, considerando a expansão global da marca? Para garantir essa consistência, a The Coffee investe em padrões rigorosos de treinamento para colaboradores e na escolha criteriosa de ingredientes. Cada unidade segue diretrizes estabelecidas para garantir que o cliente tenha a mesma experiência de qualidade, independente do país. Além disso, a estrutura de franquias e o suporte centralizado possibilitam a manutenção de padrões elevados, seja no preparo dos produtos, no atendimento ou na ambientação das lojas. 6. Quais são os próximos passos para a The Coffee? Existem planos para expandir ainda mais a rede ou implementar novos elementos na experiência dos clientes? A The Coffee planeja continuar expandindo a rede, com foco em unidades no modelo Premium, que proporcionam uma experiência mais completa para o cliente, com ambientes confortáveis e cardápios ampliados. A marca também estuda incorporar novos elementos que possam enriquecer ainda mais a experiência, como produtos exclusivos e uma interação digital aprimorada, garantindo que a experiência The Coffee continue inovadora e alinhada com as expectativas dos consumidores modernos.

  • Cafellow: A Revolução do Café em Sachê com Sabores Inovadores

    Photos: Sapo Alado Project - Paula Veloso, founder of the brand, with boxes of Cafellow Cafellow é uma marca emergente no cenário cafeeiro brasileiro que continua avançando com soluções inovadoras e cativantes. Fundada por Paula Veloso , a Cafellow é mais do que uma marca de café, é uma experiência completa que combina a tradição familiar com uma visão moderna e criativa. Herdeira de uma família que cultiva café há mais de 50 anos, Paula aproveitou o legado deixado pelo avô e pelas gerações anteriores para criar alguns produtos novos e únicos. Paula tem uma trajetória única. Cresceu no mundo do café, desenvolvendo sua paixão através do estudo e da experiência profissional ao longo dos anos. Desde adolescente ele sabia que queria trabalhar com comércio exterior e conectar o café da família com o mundo. Ainda jovem, Paula representou a família em Nova York, onde fez networking com importadores e participou de exposições internacionais. Porém, quando a pandemia atrapalhou as exportações, ela buscou outras experiências e passou quatro anos trabalhando no mercado financeiro do Brasil e dos Estados Unidos, o que ampliou seus horizontes empreendedores. Foi esta combinação de experiência estrangeira e bancária que impulsionou a criação da Cafellow. Durante os anos de trabalho no escritório, Paula percebeu a falta de opções de cafés práticos e deliciosos para pessoas com estilo de vida ativo. A situação a inspirou a criar uma alternativa que oferecesse qualidade e praticidade: o café ensacado. Práticos, rápidos e sustentáveis, os sacos de fibra de milho da Cafellow são ideais para preparar café coado de alta qualidade sem a necessidade de equipamentos adicionais, uma solução inovadora que atende ao ritmo acelerado dos consumidores. Cafellow se destaca por sua estética colorida e nostálgica, e seu café não segue as normas tradicionais. Combinando ingredientes surpreendentes e sabores inusitados, a marca foge dos padrões do café expresso e do café amargo, oferecendo uma torra média que mantém a doçura e a acidez naturais do café. A marca procura criar uma imagem que alie criatividade e diversão, posicionando-se como um toque de magia e energia no dia a dia dos clientes. A educação do consumidor tem sido prioridade, principalmente por se tratar de um produto novo no mercado brasileiro. A Cafellow utiliza suas embalagens, redes sociais e site para explicar o modo de preparo ideal na sacola, garantindo uma experiência de sabor incomparável. Para atrair um público mais jovem, a marca criou os “fellows” , charmosos mascotes que simbolizam criatividade, determinação e sensualidade – qualidades fundamentais do Cafellow. Inicialmente focada no mercado brasileiro, Paula viu a marca continuar a crescer e planeja expandir sua linha de produtos com novos produtos e colaborações interessantes. O futuro da Cafellow promete mais inovações, sabores inesperados e experiências que celebram a herança do café brasileiro, agora reinventado para uma nova geração. Confira agora entrevista exclusiva com a fundadora da marca, Paula Veloso: 1.⁠ ⁠Você vem de uma família com um legado de mais de 50 anos na cafeicultura. Como foi crescer com essa herança e o que inspirou a decisão de criar a própria marca, a Cafellow, voltada para o consumo no Brasil? A cafeicultura sempre foi muito presente na minha vida. Eu nasci em BH mas morei na fazenda até os 3 anos de idade, na época da colheita o que eu mais amava era brincar no terreiro em que o café fica secando, com certeza as melhores lembranças da minha infancia! Sempre fui apaixonada por café, sempre me interessei e busquei aprender com meu avô, e antes mesmo de entrar na faculdade decidi fazer cursos para aprofundar tecnicamente. Eu sabia desde o começo do ensino médio que queria fazer comercio exterior para poder trabalhar com exportação de café, porque naquela época a maioria do café de qualidade era exportado, e o consumido no Brasil eram "as sobras", isso foi em 2017, hoje o cenário mudou bastante e a cultura do café especial vem se popularizando. Depois de ter tido experiencia com exportação de café e mercado financeiro eu tive a certeza que minha paixão era o café, mas que eu tinha a ambição de empreender e criar algo meu, em que eu pudesse explorar minha criatividade (essas duas experiencias foram muito institucionais e quadradas, eu sentia falta de trabalhar com algo que pudesse ser inovador, fora da caixa e divertido). E foi ai que eu decidi criar a Cafellow, para poder trazer o café da minha familia para o mercado brasileiro! 2.⁠ ⁠Sua trajetória é marcada por experiências no mercado financeiro, tanto no Brasil quanto em Nova York, antes de fundar a Cafellow. Como essas vivências influenciaram sua visão empreendedora e a construção da marca? Essas duas vivencias foram essenciais para o nascimento da Cafellow. Foi trabalhando em banco por 4 anos que percebi como é difícil tomar um bom café em escritórios (tanto nos EUA quanto no Brasil). O café que é servido em maquina de escritório é sempre horrível, de péssima qualidade. Geralmente também tem maquina de espresso, mas eu particularmente não gosto do sabor do espresso - acho muito forte e amargo - e percebi que muitos colegas de trabalho tinham essa mesma opinião, só tomavam pela praticidade. Foi então que comecei a questionar, por que não existe uma maneira tão pratica de tomar um bom café? E então comecei a pesquisar, e encontrei esse método dos saches feitos de fibra de milho, que é a solução perfeita para fazer um café "filtrado" que é extremamente pratico e saboroso. Ter morado 5 anos nos Estados Unidos contribuiu para perceber o quanto o mercado de café no Brasil é tradicional e senhoril, enquanto lá existem várias marcas jovens, divertidas, fora da caixa e inovadoras que conversam muito com as novas gerações. Quando fiz faculdade em Nova York todos os meus colegas tinham sua marca de café favorita, e percebi esse gap no mercado do Brasil, eu mesma que amo café não tinha apego com marca alguma. Por isso decidi criar uma marca com uma comunicação divertida e nostálgica, que merece fazer parte da sua rotina, pra ser a preferida dos jovens entusiastas de café! 3.⁠ ⁠A Cafellow se destaca pela proposta de trazer inovação ao café tradicional, com sabores diferenciados, uma identidade visual vibrante e uma abordagem nostálgica. Como você desenvolveu essa identidade única para a marca? O Brasil é o país com a maior produção de café do mundo, e consequentemente, o mercado de café também é muito saturado. A Cafellow surgiu com um anseio enorme de se diferenciar através da criatividade, originalidade e inovação! Por isso, escolhemos uma identidade visual bem colorida, combinação de ingredientes poderosos com o café, e sabores completamente diferenciados e inusitados. Nossa comunicação é nostálgica, porque queremos ser uma marca que trás magia além de energia para os consumidores. Entendemos que quem toma café, consome todos os dias, e queremos ser uma marca que vai agregar na sua rotina: com embalagens divertidas e alegres, com conteúdos legais e criativos, para sempre trazer entretenimento e diversão pro dia a dia dos nossos consumidores. 4.⁠ ⁠O mercado de café no Brasil é extremamente saturado, e a Cafellow busca se diferenciar com o café em sachê e os “fellows” como símbolos. Quais foram os principais desafios e como você vê a recepção do público a essa proposta inovadora? Nosso maior desafio com certeza é educar o mercado em como consumir os fellows. Buscamos ressignificar o termo "chafe", que no Brasil é associado de forma muito negativa. Eu acho um desafio muito interessante, primeiramente porque é a primeira vez que estamos preparando o café como se fosse um chá, é muito pratico mas no começo a gente estranha essa mudança do habito. E também o brasileiro esta acostumado a tomar um café muito forte, porque por muitas décadas o café no Brasil era de péssima qualidade, e para disfarçar a industria torrava muito escuro e assim o brasileiro acostumou o seu paladar com café extra forte e acha que esse que é o gosto tradicional do café. Mas na verdade o café é uma fruta doce, e a bebida ideal tem doçura e acidez balanceada, muito diferente desse amargor do café extra forte. O pior é que muita gente tende a acreditar que quanto mais forte o café, mais cafeina tem, sendo que quanto mais se torra o grão mais cafeina ele perde. Então temos que educar o consumidor também sobre o paladar, porque nosso café é de torra média, mais suave que um café tradicional de mercado. 5.⁠ ⁠A marca tem um foco em praticidade e qualidade para consumidores com rotinas dinâmicas, especialmente no ambiente de trabalho. Quais são as vantagens dos sachês da Cafellow e como vocês estão educando os consumidores para o preparo ideal? O modo de preparo é bem simples, é o jeito mais pratico de fazer café, então o trabalho educacional é realmente só nesse começo para que as pessoas aprendam as únicas 3 peculiaridades que são essenciais para o melhor resultado: quantidade e temperatura da água, e esperar 5 minutos para que ocorra a infusão e o café chegue na intensidade perfeita! e para isso, colocamos o modo de preparo em todas as nossas embalagens, tanto na caixa quanto nos saches individuais. Nosso site tem uma pagina que fala tudo sobre o método. Postamos pelo menos 3x por semana no instagram um video ou gráfico que contem o modo de preparo, no TikTok também estamos sempre ensinando como fazer. E todos os videos que vemos as pessoas postarem no instagram eu respondo perguntando o que a pessoa achou e me certificando que ela fez da maneira correta! 6.⁠ ⁠Quais são suas metas para o futuro da Cafellow? Você imagina expandir a marca para fora do Brasil ou explorar novos produtos e sabores que continuem a trazer magia e inovação ao mercado de café? Nesse momento o nosso foco está totalmente voltado para o mercado brasileiro, queremos explorar ao máximo e aprofundar a clientela nacional, vemos que é onde temos mais espaço para crescer ja que somos a primeira marca a trazer esse método inovador de café em sache, e focada em proporcionar magia e diversão para as novas gerações. Temos muitos planos legais para 2025, estamos comprometidos em continuar sendo a marca de café mais inovadora e divertida do Brasil! Por isso estamos produzindo conteúdos super elaborados e autênticos para proporcionar entretimento com muita magia para os nossos consumidores. Também teremos collabs com marcas incríveis que admiramos muitos, eventos que proporcionam sensualidade, criatividade e determinação. E vamos desenvolver novos produtos próprios, inclusive em breve nascerá um novo fellow, com um sabor inusitado combinado a outro ingrediente super poderoso!

  • Pingo! Studios: Criatividade e Arte que Transformam o Cotidiano

    Photo: Breno Da Matta - Pingo Mattar and Silvia Figueiredo, Founders of Pingo Studios Com o intuito de transformar objetos cotidianos em peças de arte interativas, Pingo! Studios nasceu em um dos períodos mais desafiadores do nosso tempo: a pandemia. O isolamento intensificou a relação das fundadoras, Pingo e Silvia , com o ambiente doméstico, e despertou nelas uma visão sobre como a casa pode ser um reflexo de bem-estar, arte e criatividade. Com uma abordagem que combina humor e arte, elas propõem uma nova experiência para os lares, trazendo objetos que não só decoram, mas convidam à reflexão e à conexão emocional. Pingo! Studios se define como um “laboratório de criatividade” , um espaço onde as ideias fluem de forma espontânea e o processo de criação envolve colaboração, experimentação e um olhar cuidadoso sobre cada detalhe. Pingo e Silvia projetaram o estúdio como um refúgio criativo dentro de São Paulo, onde a equipe e marcas parceiras se encontram em um ambiente de troca contínua de ideias, gerando peças que, além de versáteis, proporcionam momentos de pausa e contemplação. Com um manifesto que celebra o cotidiano e o transforma em algo singular, a marca acredita que o lar é uma extensão de nós mesmos e que a arte está presente nos pequenos detalhes. Os produtos da Pingo! Studios, como os icônicos Pingos – pequenos pratinhos de porcelana multifuncionais – representam essa filosofia. Essas peças podem ser usadas de diversas maneiras, conforme a criatividade e a necessidade de cada pessoa. Seja como porta-joias, peças decorativas, porta-copos ou até cinzeiros, os Pingos são uma expressão pessoal e única, adaptáveis a qualquer propósito. Uma das primeiras coleções da marca, inspirada por desenhos de cogumelos, carrega um significado profundo para Pingo e Silvia. Os cogumelos, presentes em quase 80% dos produtos, remetem à renovação, ao movimento e ao ciclo natural da vida, resgatando uma conexão com a ancestralidade e a natureza. Para Pingo, o ciclo de vida dos cogumelos, que inclui decomposição e renovação, é um símbolo poderoso de transformação e crescimento pessoal. Esta coleção se destaca não apenas pela estética, mas pela carga simbólica que carrega, sendo uma lembrança constante da nossa relação com o ambiente e com a própria existência. Na visão das fundadoras, a incorporação de humor em cada peça proporciona leveza ao lar, enquanto a arte desperta sensações e dá um toque especial ao ambiente. Pingo e Silvia acreditam que objetos com propósito artístico podem ser transformadores, quebrando a rotina e trazendo beleza para o dia a dia. Em vez de limitar esses momentos a ocasiões especiais, elas incentivam as pessoas a apreciarem a beleza nas pequenas coisas, como preparar uma mesa com um toque especial para o café da manhã ou acender uma vela para relaxar ao final do dia. Confira entrevista exclusiva com as fundadoras da marca: 1. Como foi o processo de criação da marca durante um período tão intenso como a pandemia? O que inspirou vocês a desenvolverem objetos que levassem humor e arte para os lares? Pingo:  Com tanto tempo em casa, acabei desenvolvendo novos hobbies, sendo a arte um deles. Comecei a estudar artes plásticas, e aos poucos meu interesse por esse universo cresceu. Minha sensibilidade estética se expandiu profundamente. A pandemia foi um período de autodescoberta e expressão pra mim, tanto interna quanto externa; o ambiente ganhou um novo significado e minha casa se tornou um templo, um lugar sagrado. Foi um período de medo e incerteza para todos, não é? Meu antídoto para esses sentimentos desagradáveis foi encontrar beleza e alegria nos pequenos detalhes do dia a dia em casa; isso alimentava a minha esperança. Aos poucos, fui criando minhas próprias imagens de esperança. A Pingo Studios vai além de levar beleza para os lares; ela também promove a interação. Afinal, estética não se resume à aparência, ela envolve profundidade. E poucas coisas são tão profundas quanto relações humanas cheias de risadas e diversão que os jogos e o humor proporcionam. Silvia:  levou mais de um ano pra gente chegar na “fórmula” da Pingo para lançar.. Mas foi muito natural, as coisas foram se encaixando.. o porquê estava muito claro: você coloca energia na sua casa e ela te devolve! Nesse momento de pandemia, manter a casa aconchegante era essencial. 2. Vocês definem o estúdio como um “laboratório de criatividade”. Como funciona o dia a dia nesse espaço, e como as ideias se transformam em peças interativas e versáteis para o público? Pingo:  Na Pingo Studios, o ambiente incentiva a troca constante de ideias, experimentação e colaboração entre a equipe e marcas parceiras. As ideias fluem de maneira muito orgânica. Silvia: O próprio espaço físico em que é o nosso escritório já é um oásis dentro de São Paulo e ajuda muito nessa fluidez das ideias.   3. O manifesto da marca fala sobre transformar o que é banal em algo singular e inusitado. Qual é o papel do humor e da arte no design de objetos cotidianos? Pingo:  Ao incorporar humor, cada peça ganha leveza e convida à descontração, enquanto a arte adiciona uma dimensão estética que desperta emoções e chama a atenção para um olhar mais sensível. Uma vez que sentimos estas sensações, o objetivo é que elas transbordem de dentro de você para o mundo. De pingo em pingo um copo transborda. Silvia: Receber os amigos em casa e tirar aquela louça linda do armário (que está lá trancada há 5 anos) é lindo, e faz parte.. Mas e montar uma mesa de café pra você todos os dias? Acender uma vela? Nossa proposta é que os seus momentos diários, tenham a mesma beleza e atenção! 4. A coleção de cogumelos se destaca como uma das principais inspirações da marca. Como surgiu essa ideia, e o que esses elementos representam para vocês em termos de conexão com a natureza e ancestralidade? Pingo:  Os cogumelos estão frequentemente associados ao crescimento espiritual, iluminação e renascimento. Seu ciclo de vida, sua capacidade decompor e reciclar, simboliza a natureza cíclica da vida, da morte e da transformação. Eles são um poderoso lembrete de renovação e do potencial para a evolução pessoal. Além disso, Pingo Studios faz parte de um grupo de pessoas e marcas que quebra tabus pela conscientização.   5. Como vocês enxergam a relação entre a arte e a rotina? De que forma acreditam que objetos com propósito artístico podem transformar o dia a dia das pessoas? Pingo: A Pingo Studios desenvolve objetos que não apenas embelezam o ambiente, mas também estimulam a criatividade e promovem momentos de conexão emocional. Ao integrar a arte na rotina, as pessoas podem encontrar doses de alegria constantemente. Nossa marca registrada, os Pingos (os pratinhos de porcelana), incorpora o conceito de “seus pingos, suas regras” . Nossos clientes utilizam os Pingos de diversas maneiras: fixados na parede, como porta-copos, porta-joias, como objetos decorativos e, em alguns casos, até como cinzeiros. Essas peças são versáteis e se adaptam ao propósito de cada indivíduo, permitindo que cada um expresse sua criatividade e personalidade. Silvia:  A vida é muito corrida! As vezes passamos semanas em um ritmo de trabalhar/comer/dormir, vivendo em automático.. A ideia é que algo descomplicado, como um “simples pires”  no seu café da manhã, te faça parar e enxergar beleza. É ter pontos de fuga pela casa que vão te trazer pro “agora” .. Ler uma frase antes de sair de casa que desperte uma reflexão ou um cheiro que faça você sentir um abraço ao retornar de um dia cansativo.. 6.   Quais são os planos e próximos passos para o futuro da marca? Há novas coleções ou temáticas que estão ansiosas para explorar? Pingo: Os planos para o futuro da Pingo Studios é continuar inovando, mantendo nosso compromisso com a estética e a funcionalidade, enquanto convidamos as pessoas a experimentar a arte de maneiras inesperadas no seu dia a dia, sempre incentivando conversas tão criativas quanto os produtos nas interações humanas. Silvia : Estamos bem animadas para a nossa coleção de 3 anos da marca “se não for pra transbordar, eu nem pingo” , que virá no primeiro semestre do ano que vem. É uma coleção com menos cores, mas nem por isso, menos divertida. É diferente de tudo o que já fizemos até agora!

  • Modelo Táty VIP rouba a cena no Halloween de Philipp Plein com fantasia impecável de Elvira

    'HALLOWEEN' COVER EDITION - NOVEMBER 24 ISSUE Photos: Marcello Rossi - @marcello_rossi26 / Makeup: Carlotta - @itslottie.mua / Designer: Antonio Oliver - @antonio_oliverfashiondesigner A modelo Táty VIP impressionou no evento de Halloween de Philipp Plein ao encarnar a icônica personagem Elvira, de “Elvira, a Rainha das Trevas.” Conhecida pelo estilo marcante e visual extravagante, a personagem ganhou vida através de Táty em um look de tirar o fôlego, combinando elementos de mistério e ousadia que definem a famosa Rainha das Trevas. Com uma produção impecável, Táty caprichou nos detalhes, incorporando o vestido preto justo e decotado, uma das características mais emblemáticas de Elvira, assim como a maquiagem dramática e o penteado volumoso que remetem à personagem dos anos 80. Durante o evento de Philipp Plein, ela atraiu olhares admirados de convidados que se impressionaram com a autenticidade e estilo com os quais trouxe o clima de Halloween e o ar gótico de Elvira. A escolha da fantasia de Elvira reflete a personalidade de Táty VIP e seu talento para criar momentos únicos e memoráveis. Sempre antenada nas tendências e com um olhar afiado para moda e cultura pop, Táty vai além das expectativas, transformando cada aparição em um evento. Este Halloween, com certeza, entrou para a lista de momentos icônicos da modelo, consolidando ainda mais sua imagem como referência de estilo e originalidade.

  • A Tributação no E-commerce: Desafios e Importância do Planejamento Fiscal

    Photos Disclosure Press O crescimento exponencial do e-commerce no Brasil, especialmente impulsionado pela pandemia, trouxe à tona novos desafios para as empresas em relação às suas obrigações tributárias. O setor, que experimentou um aumento de 47% em abril de 2024, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), segue em expansão e demanda uma atenção especial ao cumprimento das regulamentações fiscais. Para muitos empresários, manter-se em conformidade com as complexas normas tributárias do país tornou-se essencial para o sucesso dos negócios online. “O comércio eletrônico tem se expandido de maneira expressiva, especialmente após o período pandêmico, o que tornou as questões tributárias relacionadas ao setor ainda mais complexas” , destaca o Dr. Tiago Juvêncio, especialista em Direito Tributário. Ele observa que as recentes iniciativas governamentais para intensificar a fiscalização no e-commerce aumentam a relevância do tema, impactando especialmente empresas dos setores de tecnologia, varejo e logística. No Brasil, o sistema tributário é conhecido por sua complexidade e alta carga de impostos, sendo um dos mais onerosos do mundo, conforme aponta o Banco Central. O principal tributo que incide sobre as atividades de comércio eletrônico é o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que cobre a movimentação de mercadorias e o transporte intermunicipal. Com o crescimento das vendas online ultrapassando as fronteiras estaduais, foi implementado, em 2016, o Diferencial de Alíquota de ICMS. Esse diferencial estabelece uma divisão entre a alíquota do estado de origem e o estado de destino, o que aumenta a complexidade na hora de calcular o valor devido. Além do ICMS, outros tributos como o PIS e a COFINS também são aplicáveis, assim como o ICMS no regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), que pode incidir nas transações entre pessoas jurídicas. “Uma gestão fiscal eficiente e o adequado acompanhamento das obrigações tributárias são essenciais para o sucesso de qualquer empresa” , enfatiza o Dr. Tiago Juvêncio. “No âmbito do comércio eletrônico, essa necessidade se intensifica, uma vez que um planejamento fiscal bem estruturado é indispensável para alcançar resultados econômicos satisfatórios nesse modelo de negócios.” Para se manterem competitivas e evitar problemas fiscais, as empresas de e-commerce precisam investir em planejamento fiscal e compliance. Entre as medidas recomendadas estão os investimentos em marketing, o uso de ferramentas digitais avançadas e a contratação de consultoria jurídica para monitorar questões fiscais. A implementação de uma gestão administrativa eficiente é também fundamental para a continuidade e o crescimento das operações. Em resumo, o setor de e-commerce no Brasil oferece vastas oportunidades, mas também exige que os empresários estejam atentos às obrigações tributárias e fiscais. Com o planejamento fiscal adequado e a orientação de especialistas, as empresas conseguem enfrentar os desafios tributários e assegurar seu sucesso em um mercado cada vez mais dinâmico e regulado.

  • A Fati Studios: Moda e Filosofia em Sintonia para o Streetwear

    Photos: Victoria Versiani - @vicversiani / Courtesy Fati Studios Na cena da moda independente, a Fati Studios surge como uma marca que combina inovação com o respeito pela tradição. Fundada em dezembro de 2023, a marca rapidamente se destacou ao trazer ao público não apenas roupas, mas uma filosofia de vida inspirada no conceito “Amor Fati” de Nietzsche – a aceitação do destino e das adversidades da vida. Esse é o alicerce do qual surge cada peça da Fati, que busca transformar moda em expressão pessoal, misturando o estilo urbano com uma estética vintage. Em um ano de atuação, a marca já lançou duas coleções marcantes que traduzem seu propósito. A primeira coleção, “Love Language”, convida o público a uma jornada de autoconhecimento e amor-próprio. Com peças cuidadosamente projetadas para valorizar a silhueta, traz modelagens exclusivas e estampas que comunicam mensagens positivas e autênticas. O design é pensado para refletir a beleza da simplicidade e a valorização das imperfeições, com detalhes que vão desde frases em japonês até símbolos sutis de amor. Materiais de qualidade e cortes confortáveis completam o look e fazem com que cada peça seja única e carregada de significado. Já em “Stallion Sunset Gardens”, a Fati adentra o universo western, reinterpretando o estilo cowboy sob uma lente moderna e urbana. Inspirada pela liberdade da vida no campo e pela cultura do velho oeste, a coleção explora o jeans cru, detalhes em couro e cortes ousados para revisitar o conceito do “caubói urbano”. Esse mix entre o western e o streetwear oferece uma experiência autêntica e resgata o espírito livre que define o público da marca – aqueles que veem a moda como uma extensão da identidade e uma maneira de contar histórias. A Fati Studios diferencia-se não só pelo design exclusivo, mas pela dedicação aos detalhes. Todo o processo de criação é feito internamente, desde o desenvolvimento de estampas até a escolha dos materiais, garantindo a alta qualidade e durabilidade das peças. A marca é direcionada a um público exigente, que busca mais do que roupas: quer uma expressão visual de autenticidade e liberdade. Apesar de seu sucesso inicial, a Fati não quer parar por aqui. O futuro reserva novas coleções e desafios, entre eles o lançamento de uma linha de verão com inspiração no “Oásis Tropical”, que promete capturar a essência e beleza do verão brasileiro. Além disso, o fundador já pensa em expandir a Fati Studios, explorando novos mercados e estilos, com um olhar sempre atento à inovação e fidelidade ao espírito da marca. Confira agora entrevista com Pedro Brandão, fundador da marca: 1. Como surgiu a ideia de fundar a Fati Studios, e como o conceito de “Amor Fati” influencia as coleções e a identidade da marca? Sempre gostei de me vestir bem e sentia que isso melhorava muito minha autoestima. Em 2018, no final da faculdade de Publicidade e Propaganda, com a influência de um professor da matéria de Gestão de Negócios, tive a ideia de um dia fundar minha própria marca de roupas. Desse período até de fato iniciar o processo, aprofundei-me mais no mundo da moda e, um dia, me deparei com o conceito de Amor Fati . Identifiquei-me muito com ele e senti que retratava bem a mensagem principal que sempre quis transmitir por meio da moda: uma forma de se sentir bem e aprender o amor próprio por meio do estilo. Além disso, a Fati busca sempre transmitir mensagens de amor em suas peças e estampas e trazer modelagens que valorizem o corpo das pessoas e as façam se sentir bem. 2. Quais foram os maiores desafios e aprendizados desde a criação da marca em dezembro de 2023 até o lançamento das duas primeiras coleções? Os maiores desafios até agora foram de gestão da empresa e de recursos em si. Pela Fati ser uma marca independente, tive que aprender muito e resolver problemas em diversas áreas diferentes, como marketing, tráfego, comunicação, construção e gestão de site, redes sociais, contabilidade, organização, etc. Além disso, também acho que a experiência ajudou muito no processo criativo de melhorar como designer e buscar acertar mais ainda nas peças, levando em consideração tanto a identidade da marca quanto a necessidade dos consumidores. 3. A primeira coleção, “Love Language,” foca no amor-próprio e na beleza das imperfeições. Como essa mensagem se reflete nos designs e na escolha dos materiais? Nessa coleção buscamos trazer algumas mensagens de amor às pessoas, em algumas frases nas estampas, bordados e signos que usamos na comunicação, como o coração usado em algumas peças, a frase em japonês 愛の言葉 (que significa palavras de amor), entre outros. Além disso, buscamos trazer modelagens e materiais sobretudo confortáveis, com caimentos que valorizam e fazem as pessoas se sentirem bem vestindo as roupas. 4. “Stallion Sunset Gardens” mistura o estilo western com o streetwear urbano. O que inspirou essa combinação e como você vê a aceitação desse conceito pelo público? Enquanto buscava referências para a construção da segunda coleção da Fati, tive a ideia de fazer uma coleção inspirada no western, que era um tema que estava em alta tanto na moda quanto em vários outros tipos de mídia e sempre me intrigou muito. Fiz uma pesquisa para entender a cultura e as vestimentas da região e da época do velho oeste e criei uma releitura disso, aplicando para o contexto do streetwear. Dessa forma, imaginei a forma como o caubói moderno se vestiria, criando a modelagem da nossa calça jeans, os moletons, a combinação de cores, detalhes e referências presentes na coleção. Acredito que teve uma ótima aceitação do público, pelo fato de ser uma criação fundamentada em peças que o mesmo já tem costume de usar, mas com a identidade da marca e infundidas no tema. 5. A Fati Studios se diferencia pelo design exclusivo e pela qualidade. Como é o processo de criação das peças e de escolha dos materiais para garantir essa autenticidade? O processo de criação é feito todo internamente, onde tentamos sempre inovar e desenvolvemos todas as modelagens, estampas e detalhes. Além disso, todos os tecidos e aviamentos são selecionados com cuidado, usando apenas materiais de muita qualidade e durabilidade e todas as peças são pilotadas e testadas antes da produção. Acredito que assim conseguimos transmitir melhor a identidade da marca em cada peça e trazer um selo de qualidade para clientes de um mercado exigente como o streetwear brasileiro, que vem crescendo muito e sendo constantemente inovado. 6. Como você enxerga a marca no futuro? Há planos de expandir para novos mercados ou lançar novas coleções que explorem outras temáticas ou estilos? Enxergo que a Fati apesar de já ter conquistado um público significativo ainda é uma marca que está no começo e tem muito para crescer e expandir. Já temos uma nova coleção sendo produzida para o verão que trará um tema de Oasis Tropical, explorando o calor e a beleza e retratando o verdadeiro paraíso que é o Brasil. Além disso, temos planos para o futuro de trabalhar com peças ainda mais diferentes como bolsas, algumas modelagens e peças ainda não exploradas e sempre buscar inovar e trazer produtos de qualidade. Pretendemos expandir cada vez mais a marca e nos consolidar no mercado nacional e até mesmo fora do país um dia.

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