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- MOCHER Studios redefine o streetwear com leveza, sofisticação e identidade própria
Em meio a um mercado onde muita coisa parece igual, a MOCHER Studios surge com uma proposta diferente. A marca vai além de roupas. Ela representa um estilo de vida, com uma estética que mistura liberdade, sofisticação e autenticidade. Photos By @phantoxefilmes A MOCHER nasceu de um desejo simples e verdadeiro. Criar peças que seus próprios fundadores gostariam de usar, mas não encontravam no mercado brasileiro. A partir disso, o que era algo pessoal começou a ganhar forma e conexão com outras pessoas. Os criadores da marca são irmãos gêmeos, que nem sempre foram próximos. Foi a moda que aproximou os dois. Com o tempo, começaram a trocar referências, ideias e opiniões sobre o que faltava no mercado. O momento decisivo aconteceu quando mostraram as primeiras peças. As pessoas começaram a perguntar onde poderiam comprar, se a marca iria lançar uma coleção, quando isso aconteceria. Esse retorno mostrou que não era só uma vontade pessoal. Existia um público que pensava igual. A MOCHER tem uma característica muito forte que vem dessa parceria. Um dos irmãos tem uma pegada mais streetwear, com influência urbana e modelagens mais amplas. Já Valentina traz um olhar mais sofisticado, elegante e com referências vintage. Essa mistura acontece de forma natural e é exatamente o que define a marca hoje. O resultado é um streetwear mais refinado, com identidade própria e longe do óbvio. A marca se inspira em lugares como Mônaco, Ibiza e o sul da França. Mas não pelo luxo exagerado. O foco está no estilo de vida. A leveza dos encontros, o fim de tarde com amigos, o jeito simples de viver bem. Esse estilo também conversa muito com o Brasil, principalmente com o clima, o litoral e a forma como as pessoas se relacionam. A MOCHER nasce justamente dessa conexão. Uma geração que valoriza liberdade, estilo e não sente necessidade de provar nada para ninguém. A marca carrega uma atitude, mas não de forma exagerada. A chamada rebeldia da MOCHER aparece de maneira mais sutil. Ela está na escolha de não seguir tendências só porque estão em alta. Está nos detalhes das peças, como bordados, recortes e estampas que têm significado. Também aparece na forma de comunicação, com fashion films e um universo visual próprio. As peças da MOCHER são criadas com atenção ao conforto, caimento e qualidade. A ideia é que sejam usadas em diferentes momentos e por muito tempo. A experiência do cliente é levada a sério. A marca costuma entrar em contato depois da compra para entender como foi, o que pode melhorar e como as peças estão sendo usadas. O objetivo não é vender por impulso. É criar uma relação com pessoas que realmente se identificam com a marca. A MOCHER ainda está em construção, mas com um caminho bem definido. A próxima coleção, prevista para julho, será inspirada em uma cidade italiana. Como já faz parte da identidade da marca, ela também virá acompanhada de um fashion film. O crescimento é pensado com calma. A ideia não é crescer rápido a qualquer custo, mas evoluir mantendo a essência. A MOCHER Studios mostra como o streetwear brasileiro pode evoluir. Com uma proposta mais consciente, estética bem definida e foco em identidade, a marca se posiciona como parte de um novo momento da moda. Um momento em que estilo e propósito caminham juntos. Confira entrevista exclusiva: 1. A MOCHER Studios nasce de um desejo muito pessoal de criar peças que vocês mesmos gostariam de usar. Em que momento vocês perceberam que essa vontade poderia se transformar em uma marca com identidade própria? A MOCHER nasceu de uma conexão que a moda nos deu. Eu e a Valentina somos irmãos gêmeos, mas o que realmente nos aproximou foi o interesse comum pela moda. Passamos a trocar ideias, debater referências, discutir o que faltava no mercado. Antes mal fazíamos algo juntos. O momento em que algo clicou foi quando apresentamos as primeiras peças. As pessoas começaram a perguntar onde compravam, se íamos produzir, quando lançaríamos as peças. Aquele feedback espontâneo nos mostrou que não estávamos criando algo só para nós, mas que na verdade havia um público que sentia a mesma falta que a gente. 2. Sendo fundada por dois irmãos com estilos diferentes, como essa dualidade criativa influencia o processo de criação e o resultado final das coleções? Essa dualidade é exatamente o que define a MOCHER. Eu venho do streetwear, gosto de volume e referências urbanas. A Valentina tem uma inclinação mais sofisticada, elegante e com referências vintage. Quando juntamos essas duas visões, o resultado é algo novo, com identidade própria e forte. O streetwear sofisticado que a MOCHER representa não foi uma decisão estratégica, foi uma consequência natural da junção de nós dois. 3. A marca traz referências do lifestyle europeu de lugares como Mônaco, Ibiza e o sul da França. Como vocês traduzem essa atmosfera leve e sofisticada para o contexto do streetwear brasileiro? O que nos atrai no lifestyle europeu é o ritmo: a leveza de um fim de tarde com amigos, a sofisticação sem esforço de quem vive bem sem precisar provar nada. Uma relação leve com o tempo e com o verão. Esse sentimento tem muito a ver com o Brasil também, com o litoral, com a nossa forma de socializar, com a nossa relação com o verão. A tradução acontece quando entendemos que existe uma geração brasileira vivendo algo próximo disso. A MOCHER nasce exatamente nesse ponto de encontro. Da ideia de levar a vida de forma leve e da consciência de não precisar provar nada a ninguém, liberdade. 4. Vocês mencionam uma "rebeldia sutil" na essência da MOCHER. Como essa atitude se manifesta nas peças e na comunicação da marca? A rebeldia da MOCHER não é barulhenta. Ela não precisa ser. Está em ocupar um espaço que o mercado brasileiro ainda não havia ocupado com consistência entre o streetwear e a sofisticação. Está na escolha de não seguir tendências, mas de construir uma estética própria. Nas peças, aparece nos detalhes, um bordado inesperado, um recorte, uma estampa que conta uma história. Na comunicação, aparece nos fashion films, no universo visual que construímos em cada coleção, algo único. É uma rebeldia de quem tem ponto de vista próprio e não precisa de aprovação para expressá-lo. 5. A escolha por modelagens amplas, tecidos de alta qualidade e atenção aos detalhes mostra um cuidado com longevidade e versatilidade. Qual é o papel da experiência do consumidor no desenvolvimento de cada coleção? É central. Temos o costume de entrar em contato pessoalmente com cada cliente após o recebimento do pedido. Não para vender mais, mas para entender se ele gostou, o que mudaria, como está usando. Não queremos compras por impulso. Queremos pessoas que escolheram a MOCHER conscientemente e que pretendem usar nossas peças por anos. Esse retorno direto dos clientes alimenta cada nova coleção. No conforto, no caimento e nos detalhes. 6. A MOCHER ainda está em fase de construção e evolução. Quais são os próximos passos estratégicos para consolidar a identidade da marca e expandir para novos mercados? Atualmente, estamos produzindo a nossa quarta coleção, prevista para julho, e é tudo que podemos revelar por enquanto… exceto que será inspirada em uma cidade italiana. A Mocher vai continuar entregando o que sempre entregou: produto com identidade, estética consistente e um fashion film com enredo sobre o universo da coleção. A construção da MOCHER é intencional e sem pressa. Preferimos crescer com consistência do que escalar sem identidade.
- Dia dos Namorados: DLK Modas tem o presente ideal para casais que gostam de praticar exercícios físicos
Marca conecta o conceito de uma vida ativa em casal à versatilidade dos looks para diferentes momentos do dia Photos Disclosure by press Ainda não sabe o que comprar para o seu namorado ou namorada no Dia dos Namorados? Para casais que gostam de treinar juntos, a DLK Modas surge como uma opção que une conforto, estilo e performance. Mais do que peças esportivas, a proposta da marca é incentivar uma rotina saudável a dois, transformando o treino em um momento de conexão. Os looks também se destacam pela versatilidade, podendo ser usados em diferentes momentos do dia, além da academia. A seguir, confira uma seleção de produtos com preços especiais para a data: ⸻ Para elas • Macaquinho fitness feminino com lateral canelada Motion Lines DLK R$ 103,49 no Pix ou boleto | R$ 114,99 em até 6x sem juros • Casaco feminino transpassado com amarração Motion Lines DLK R$ 80,09 no Pix ou boleto | R$ 88,99 em até 6x sem juros • Top fitness feminino modelo nadador DLK R$ 53,99 no Pix ou boleto | R$ 59,99 em até 6x sem juros • Short fitness feminino DLK R$ 59,39 no Pix ou boleto | R$ 65,99 em até 6x sem juros • Bolsa banana Soul DLK R$ 188,99 no Pix ou boleto | R$ 209,99 em até 6x sem juros • Tênis esportivo feminino com detalhe no solado DLK R$ 267,29 no Pix ou boleto | R$ 296,99 em até 6x sem juros ⸻ Para eles • Camiseta fitness masculina dry fit com recortes nas costas DLK R$ 110,69 no Pix ou boleto | R$ 122,99 em até 6x sem juros • Short fitness masculino com bolsos DLK R$ 127,79 no Pix ou boleto | R$ 141,99 em até 6x sem juros • Regata fitness masculina dry fit DLK R$ 100,79 no Pix ou boleto | R$ 141,99 em até 6x sem juros • Tênis esportivo masculino com detalhe no solado DLK (branco e preto) R$ 267,29 no Pix ou boleto | R$ 296,99 em até 6x sem juros
- Dra. Mariana Ribeiro: Biosubcision e a nova lógica da estética global
'BEAUTY' COVER EDITION - APRIL 2026 ISSUE Photographer: Hay Torres - @haytorres / Make: Hellen Souza - @hellenbeautyartist Há um momento silencioso em que uma indústria deixa de evoluir e começa a se reorganizar. A estética atravessa exatamente esse ponto. Não por tendência, mas por esgotamento de modelo. É nesse deslocamento que o nome de Mariana Ribeiro ganha relevância. Não pela repetição do que já funciona. Pela construção de uma lógica própria. Uma forma de pensar o corpo que abandona a fragmentação. Volume, textura e sustentação deixam de ser tratados como partes isoladas e passam a responder como sistema. A Biosubcision surge dessa virada. Mais do que um procedimento, ela propõe uma leitura estrutural. Atua na reorganização das camadas do tecido, na redistribuição de tensões e na forma como o olhar clínico interpreta o todo. O resultado deixa de ser soma de intervenções e passa a ser consequência de uma lógica integrada. Quando a leitura muda, o resultado deixa de ser ajuste. Passa a ser coerência. Durante o AMWC – Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress, em Mônaco, essa abordagem foi reconhecida entre as mais relevantes do mundo. Um sinal claro de mudança de eixo. O Brasil deixa de apenas acompanhar e passa a influenciar a direção da estética global. Ainda assim, o ponto central não está no reconhecimento. Está na decisão de transformar prática em método. Ao estruturar ensino, formar médicos e organizar um modelo replicável, Mariana desloca sua atuação para um território raro. Autoria com escala, sem diluição. Um campo em que a medicina deixa de ser apenas execução e passa a operar como arquitetura. É nesse ponto que sua trajetória se redefine. O que está em jogo não é apenas resultado estético. É percepção aplicada. Existe uma linha precisa entre alterar aparência e reorganizar identidade. Quando essa linha é atravessada com método, o impacto não se limita ao espelho. Ele se manifesta na forma como uma mulher sustenta presença, ocupa espaços e conduz decisões. O corpo deixa de ser superfície. Passa a ser linguagem. Depois de anos operando no excesso, o movimento da estética aponta para outra direção. Mais técnica. Mais silenciosa. E, justamente por isso, mais profunda. Menos intervenção como gesto. Mais intenção como critério. Não é sobre introduzir uma técnica. É sobre estabelecer um novo padrão de leitura. E quando o padrão muda, não é apenas o resultado que evolui. É a forma como a estética passa a ser entendida. E, a partir disso, nada permanece igual. A seguir, o pensamento por trás dessa construção. Sua trajetória nasce de um lugar íntimo, atravessado por memória, perda e propósito. Em que momento a medicina deixou de ser um sonho herdado e passou a ser, de fato, uma escolha sua? Eu creio que esse sonho nunca foi apenas herdado da minha história. Ele foi, na verdade, depositado por Deus. Antes mesmo de eu compreender o que era medicina, já existia uma direção. Meu avô foi quem profetizou que eu seria médica, e desde a minha mais tenra infância esse chamado nasceu dentro de mim de forma muito clara. Eu nunca cogitei outro caminho. Nunca dividi esse sonho com nenhuma outra possibilidade. Nunca houve dúvida. Mas, com o tempo, eu entendi que não se tratava apenas de seguir um destino, e sim de responder a um propósito. A medicina deixou de ser apenas algo que eu carregava desde criança e se tornou, de fato, uma escolha minha quando eu reconheci que aquele dom não era sobre mim. Era sobre o que Deus queria fazer através de mim. Foi nesse momento que deixou de ser herança e passou a ser entrega. Ao longo da sua prática, você percebeu que a estética impacta não apenas a aparência, mas a forma como uma mulher se posiciona no mundo. Até que ponto transformar o corpo é, na verdade, reconstruir identidade? Se a estética não fizesse parte da identidade de uma mulher, ela não teria tanto impacto na autoestima. E isso, na prática, fica muito claro. Porque autoestima não é algo superficial. Ela determina como essa mulher se enxerga e, a partir disso, como ela se posiciona no mundo. Uma autoestima fragilizada limita. Diminui a presença, a voz, as escolhas. Já uma autoestima fortalecida expande, reposiciona, autoriza essa mulher a viver de forma mais plena. E autoestima e identidade estão diretamente conectadas. Então, quando eu trato o corpo, eu sei que não estou lidando apenas com forma ou estética. Eu estou tocando em algo muito mais profundo: a forma como essa mulher se reconhece. Transformar o corpo, nesse contexto, não é criar uma nova identidade. É remover aquilo que distorce e permitir que ela volte a acessar quem sempre foi. Por isso o impacto é tão grande. Porque não termina no espelho. Se manifesta na forma como ela vive. Você desenvolveu uma abordagem própria, reconhecida internacionalmente. O que existe nela que vai além da técnica? Aquilo que o olhar comum não percebe, mas que define o resultado? O que diferencia a minha abordagem não é apenas a técnica em si. É a forma como ela foi pensada. A maioria dos tratamentos glúteos ainda atua de forma isolada. Ou foca em volume, ou trata a celulite de forma pontual, ou tenta melhorar a flacidez separadamente. Mas o corpo não funciona em partes. A Biosubcision nasce exatamente dessa quebra de lógica. É um tratamento integrado, que não ignora nenhuma queixa. Através da subcisão global, eu não estou apenas tratando pontos. Eu estou alterando a anatomia. Essa liberação global dos septos fibróticos remodela toda a estrutura do tecido. E isso muda tudo. Porque, diferente do que muitos pensam, o resultado não depende apenas do produto aplicado. Na verdade, ele depende muito mais da técnica. Mesmo utilizando produtos absorvíveis, a alteração estrutural promovida pela subcisão faz com que esse glúteo nunca mais volte a ser o mesmo. Por isso, é um procedimento totalmente operador-dependente. Não é sobre o produto. É sobre conhecimento. É sobre ciência. É sobre método. E, principalmente, sobre um olhar capaz de identificar todas as queixas e tratá-las de forma conjunta. É essa integração entre visão e execução que define o resultado. Sua trajetória começa a ultrapassar a prática clínica, com a formação de médicos e o licenciamento da sua técnica. Em que momento você percebeu que estava construindo algo maior do que a própria medicina? A harmonização glútea sempre foi um campo muito marginalizado, com pouca ciência e muitos resultados inconsistentes. Isso gerava uma frustração clara: pacientes investindo alto para receber resultados pouco expressivos e efêmeros. A Biosubcision nasce exatamente dessa inconformidade. Não como mais uma técnica, mas como uma resposta para elevar o padrão. O ponto de virada foi quando eu entendi que isso não podia ficar restrito às minhas mãos. A partir daí, a formação de médicos e o licenciamento passaram a ser essenciais. Não só para ensinar o procedimento, mas para levar uma nova forma de enxergar e tratar o paciente. E quando essa visão ganha validação científica, tudo muda. Ser reconhecida como um dos melhores procedimentos corporais não cirúrgicos do mundo dentro do AMWC – Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress não é só uma conquista pessoal. É a harmonização glútea sendo reposicionada no centro da medicina estética. Nesse momento, deixou de ser sobre mim. Passou a ser sobre transformar um mercado inteiro e deixar um legado. Em um cenário onde a estética ainda é frequentemente reduzida à superficialidade, o seu trabalho segue na direção oposta. O que você acredita que as pessoas ainda não compreenderam sobre o verdadeiro impacto da beleza? Que beleza nunca foi sobre aparência. Beleza é sobre alinhamento. Quando uma mulher está desalinhada com quem ela é, isso transparece. E quando ela se realinha, isso também transparece. O problema é que as pessoas ainda confundem estética com excesso, com artificialidade, com vaidade vazia. Mas a estética verdadeira, a que eu acredito e pratico, é silenciosa. Ela não grita. Ela não chama atenção pela mudança. Ela chama atenção pela harmonia. E o maior impacto não está no que os outros veem. Está no que a mulher passa a sentir sobre si mesma. Se pudesse ampliar sua voz para além da medicina e alcançar o mundo sem filtros, qual mensagem ainda precisa ser dita em voz alta? Que o propósito não é apenas terreno. Ele é eterno. Sim, Deus nos chama para viver um propósito aqui na Terra, para construir, servir, impactar vidas. Mas nada disso pode ocupar o lugar do que é principal: a salvação. Porque você pode alcançar tudo, crescer, prosperar, ser reconhecida e, ainda assim, estar distante daquilo que realmente importa. Eu entendi que o maior propósito não é o que eu faço aqui. É para onde eu estou indo. E viver alinhada com Deus não é só sobre cumprir um chamado profissional. É sobre viver uma vida que aponta para a eternidade. Se eu pudesse dizer algo ao mundo, seria isso: Não troque o eterno pelo temporário. Construa, conquiste, avance, mas não perca a sua alma no caminho. Porque, no final, não será sobre o que você realizou aqui, mas sobre ter vivido em alinhamento com Aquele que te chamou. E é nesse lugar que tudo ganha sentido. (Texto que reflete unicamente a opinião da convidada, sendo a revista apenas um canal de comunicação sem lado ou religião). Compre agora a revista impressa da edição pelo link abaixo. Enviado globalmente:
- JESUS LUZ E O NOVO MASCULINO
‘MAN’ COVER EDITION - GLOBAL ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ | @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Stylings: @diegobbueno & @eduardomurari / Studio: @openestudio / RP: @cmassessoriaoficial @iamclaudiamagalhaes Na intersecção entre música, moda e presença de palco, Jesus Luz constrói uma trajetória que ultrapassa a ideia tradicional de performance. Ele não apenas toca, ele conduz atmosferas, cria conexões e transforma cada apresentação em experiência. Como capa da edição MAN da Hooks Magazine, ele representa um masculino contemporâneo que combina força, sensibilidade e propósito. Com uma carreira internacional sólida, seu nome circula por alguns dos espaços mais exclusivos do mundo, de clubes icônicos em Nova York a eventos nas capitais da moda como Milão, Londres e Paris. Sua presença carrega intensidade e autenticidade, elementos que o tornaram referência tanto na música eletrônica quanto no universo fashion. Desde o início, Jesus compreendeu que o palco poderia ser mais do que visibilidade. Para ele, trata-se de conexão. Ele explica que sempre buscou ser um canal de energia positiva, deixando o ego de lado para entregar algo verdadeiro ao público. Essa escolha moldou sua relação com as pessoas e ajudou a construir uma carreira duradoura baseada em entrega genuína. Sua trajetória entre moda e música aconteceu de forma natural. Antes de se consolidar como DJ, ele já vivia o universo fashion como modelo. Essa vivência criou uma fusão orgânica entre som e imagem, que hoje se traduz em apresentações em eventos de grandes maisons como Dolce & Gabbana e Valentino. Para ele, moda e música caminham juntas, se complementam e potencializam experiências. Ao se apresentar em diferentes partes do mundo, Jesus desenvolveu uma habilidade essencial para um artista global. Ele entende que cada público é único. Seus sets são pensados de acordo com o contexto, incorporando referências locais e criando uma sensação de pertencimento. Essa leitura sensível transforma cada apresentação em algo exclusivo e fortalece sua conexão com o público. Além dos palcos, existe um compromisso que guia suas escolhas. Envolvido em causas sociais, ele utiliza sua visibilidade como ferramenta de transformação. Sua participação em ações com a Ampara Animal reforça sua visão de que a arte tem um papel fundamental na sociedade. Para ele, ajudar o outro é também uma forma de equilíbrio pessoal, um caminho que o mantém centrado em meio às exigências da carreira. Hoje, o que o move vai além da realização profissional. Existe uma responsabilidade com as pessoas ao seu redor, com sua família e com todos que fazem parte de sua trajetória. Ele encontra motivação em ver o impacto positivo do seu trabalho e em contribuir para o crescimento coletivo. Na Hooks Magazine, a edição MAN propõe uma reflexão sobre o novo masculino. Um homem que entende sua influência, valoriza conexões reais e encontra força no propósito. Jesus Luz traduz essa visão com naturalidade, mostrando que presença vai além da imagem e que sucesso ganha ainda mais sentido quando compartilhado. Confira entrevista exclusiva com Jesus Luz: 1. Você construiu uma carreira internacional sólida como DJ, passando por alguns dos clubes e eventos mais exclusivos do mundo. Em que momento percebeu que sua presença ia além da música e se tornava um verdadeiro espetáculo? "Olha, muito obrigado, primeiramente, pela pergunta número um, com esse super elogio. Eu acho que bem desde o começo, assim, eu já coloquei como, eu já tive esse insight de estar no palco e ser um canal de alegria para as pessoas, e ser um canal de música, de alegria, de energia, de luz. Eu tentava sempre o máximo eliminar o meu ego, eliminar aquela vaidade, né, aquele momento de estar no palco, que eu acho que todo artista passa por isso, ou quase todo, e simplesmente ser um canal. E isso me fortaleceu muito. Eu acho que as pessoas sentiam isso e isso me aproximava, sempre me aproxima muito do público, essa minha entrega. E eu, com o tempo, fui aperfeiçoando isso. Eu acho que isso também foi um fator decisivo para eu trabalhar com isso há tantos anos, até hoje. E todo lugar que eu vou, eu tenho o privilégio, assim, e a gratidão — sou muito grato a isso — eu sempre volto para todos os lugares que eu sou contratado. Então, mais uma vez, obrigado aí pelo super elogio e é isso." 2. Sua trajetória conecta música, moda e entretenimento de forma muito orgânica, especialmente com apresentações em eventos de grandes maisons. Como você enxerga essa intersecção entre o universo fashion e a música eletrônica hoje? “Eu já falei isso algumas vezes, em algumas entrevistas, né? A música e a moda, elas andam de mãos dadas, né? Então, eu ter começado como modelo e ter migrado pra cena eletrônica, né, pro mundo dos DJs, vamos dizer assim, foi, assim, algo muito natural e que fluiu, assim, sabe? Foi uma união muito boa. Eu já perdi a conta de, eu já perdi a conta de quantas vezes eu toquei e desfilei em um evento, sabe? Muita gente me contrata já nesse formato, porque já é uma coisa que funciona muito, sabe? E realmente foi, foi um grande privilégio, assim, eu ter isso já no sangue também. Eu tinha o DJ como uma figura, né, como um ídolo desde criança, né, desde mais novo. Assim, assim que eu tive contato com a figura do DJ, né, meus amigos que eram DJs, eu sempre brincava com eles, aprendia com eles um pouco, né? E isso tudo tava meio que entranhado na minha, no meu sangue, né, já. Minha família também, apesar dos meus pais não serem artistas, eles tinham uma veia, veia artística muito forte. Minha mãe dança todo tipo de dança até hoje, meu pai tocava vários instrumentos e cantava também. Então, eh, eu acho que foi também algo que foi acontecendo naturalmente dentro de mim." 3. Ao se apresentar para públicos tão diversos, de festivais globais a ambientes mais intimistas e exclusivos, como você adapta sua energia e seu set para criar experiências únicas em cada contexto? "Sim, com certeza, né? Eu faço também turnês na Europa, nos Estados Unidos, né? Há pouco tempo eu estive em Moçambique, eu estive em Luanda, na Angola. Então, ah, muda muito, de um lugar para outro. Até mesmo dentro do Brasil, ah, muda muito, assim. E eu tento também trazer um pouco da raiz do lugar que eu tô, fazer uma brincadeira ali, ah, tocar algum, alguma música que é muito específica daquela região, né? Eh, isso também é bem legal, fazer um remix, fazer uma brincadeira. Ah, isso faz, traz um pertencimento, as pessoas se sentem homenageadas ali, e traz uma conexão muito forte, né, com o artista. Obviamente não sou só eu que faço isso, né, isso eu aprendi também observando e, e há uma forma muito forte, assim, de se conectar. Então, basicamente, eh, cada lugar eu tenho um set único. Alguns vão variar mais, outros vão variar menos, dependendo de cada contexto." 4. Você também utiliza sua visibilidade para apoiar causas sociais, como sua participação em eventos da Ampara Animal. Qual é o papel da arte e da influência pública na construção de impacto social real? "Eu acho que o papel da arte é essencial e está intrínseco. Eu acho que desde que a arte nasceu, vamos dizer assim, ela já tem esse papel, né? Esse impacto social já faz parte da arte. Isso, por mais que, às vezes, as pessoas separem, ou tenham menos influência ou mais influência, a arte tem como propósito isso, né, transformação, né? É um dos propósitos da arte é a transformação social. E, para mim, tá, falando assim, mais de uma pegada, mais de uma visão espiritual, é uma grande oportunidade que eu tenho. Ah, como ser humano, é que meu trabalho, eh, me dê essa oportunidade. Ah, de eu trabalhar com ONGs, de eu fazer ações, ah, sociais, e isso, na verdade, para mim, é, eu falo brincando, até, pro pros meus amigos, assim, pra minha família, é minha salvação, sabe? Isso é meu, o meu equilíbrio. Quando eu tô muito obsecado com a minha carreira, obsecado comigo mesmo, autocentrado, o que me tira de qualquer tipo de depressão, ou de beirar uma depressão, ou de começar a ficar, eh, sabe, intoxicado com a minha fama, ou com com com as bênçãos da minha vida, que isso acontece com muita gente, é a caridade. É, é esse, essa troca social profunda, de transformar vidas, e que acaba transformando a minha vida, automaticamente. Então, eu aprendi isso desde cedo, também, com uma pessoa muito especial, que sempre que eu estivesse eh, beirando uma depressão, ou muito autocentrado, ou obsecado pela minha carreira, que eu sou capricorniano, também, né? Eh, eu buscasse ajudar o próximo. E isso sempre me tirou de qualquer fossa. Sempre." 5. Depois de tantas experiências internacionais e colaborações de alto nível, o que ainda te move criativamente hoje e quais são os próximos passos que você deseja explorar na sua carreira? "Eu acho que o que me move, hoje, é, é minha família. É, sabe? Eu tenho essa, esse... Eu não digo que é um peso, né? Essa, esse, esse fardo, né? As pessoas costumam muito levar para esse lado. Eu tenho essa responsabilidade, né, de, de cuidar da minha família. Tem muitas pessoas, tanto da minha família, né, quanto, ah, colaboradores que precisam que eu funcione hoje. O meu sucesso, hoje, ele contribui para vida de muitas pessoas, né, da minha família e fora da minha família. Então, ah, o que mais me motiva, hoje, é eu honrar a vida dessas pessoas. Honrar a minha própria vida, né, e atingir meus sonhos, meus objetivos, minhas ambições, ter essa satisfação pessoal. Ver o sorriso no rosto das pessoas satisfeitas com o meu trabalho. Aquele contratante que me abraça, me agradecendo, aquele fã que me abraça, aquele admirador, é, essa satisfação maravilhosa. E ver as pessoas, ah, progredindo, produzindo, evoluindo junto comigo, isso é o meu combustível, meu gás. Eh, o que me dá satisfação pessoal, né, e voltando lá para, para outra pergunta também, e a oportunidade de, ah, de poder ajudar socialmente alguma coisa, mesmo que seja pequeno, né? Eu tô falando de mega ações sociais, eu tô falando do básico, assim, do mínimo. Eh, isso tudo, ao meu, eh, se torna combustível motivacional, se torna ambição. Pequenas coisas, às vezes, que eu faço, se tornam grandes ambições na minha carreira. Pequenos atos."
- Apresentadora e influenciadora Luiza Malavazzi fecha parceira com a Maxfem
Ela falou sobre a praticidade do revolucionário Imunofem Gummy Photo Disclosure Press Cada vez mais, artistas e influenciadoras vêm investindo na praticidade na hora de cuidar da saúde íntima. A apresentadora Luiza Malavazzi acaba de anunciar uma parceria com a Maxfem. Através do Instagram, a influencer falou sobre o Imunofem Gummy, o primeiro probiótico para saúde íntima feminino em formato gummy do Brasil. O produto inaugurou uma nova categoria no mercado ao apresentar uma alternativa mastigável, saborosa e pensada especialmente para a saúde íntima e intestinal da mulher. Photo Disclosure Press "Eu achava que estava dando conta de tudo… até entender que o cuidado começa de dentro pra fora. Essa é a PRIMEIRA GUMMY com PROBIÓTICOS do Brasil que veio nos ajudar a cuidar mais da saúde íntima. Ela ajuda no equilíbrio da saúde íntima, na flora e ainda contribui pro bem-estar geral ✨ Prática, gostosa e ainda cuida do equilíbrio do corpo! Se você quiser testar também, tem meu CUPOM 🏷️LUIZA15 Você já cuida disso?", escreveu no vídeo. Diferente das cápsulas tradicionais, o Imunofem Gummy propõe uma experiência mais leve e fácil de manter no dia a dia — fator essencial para a eficácia dos probióticos. A fórmula combina 40 bilhões de unidades formadoras de colônia (UFCs) de uma mistura exclusiva de probióticos, além de cranberry e enzimas digestivas, ingredientes associados ao cuidado do trato urinário, equilíbrio intestinal e suporte à microbiota íntima. Photo Disclosure Press Luiza Malavazzi, 26 anos, é apresentadora, influenciadora, criadora de conteúdo, modelo e formada em Nutrição. Com uma comunicação leve, autêntica e estratégica, compartilha sua rotina, dicas de beleza, lifestyle, autocuidado e conteúdos de humor de identificação, gerando forte conexão com sua audiência. Com mais de 70 milhões de visualizações, transforma conteúdos em recomendações naturais que geram valor para as marcas. Photo Disclosure Press Seu trabalho já foi reconhecido pela imprensa consolidando sua credibilidade e relevância no mercado digital. Photo Disclosure Press
- JAQUELINE WALKER: A FORÇA DA AUTENTICIDADE NA EDIÇÃO SPAIN DA HOOKS MAGAZINE
‘SPAIN’ EDITION COVER - APRIL 2026 ISSUE Photos: Gabriel Herrera / Fashion Stylist: Katalina Csonka / Makeup: Diego Luna Na nova edição SPAIN da Hooks Magazine , a capa ganha um significado que vai além da estética. A escolha de Jaqueline Walker não é apenas sobre imagem, mas sobre presença, identidade e uma narrativa construída sem concessões. Em um mercado onde a construção visual muitas vezes se sobrepõe à essência, Jaqueline surge como um contraponto poderoso. Ela não interpreta a autenticidade, ela a revela. Desde cedo inserida no universo da moda, sua trajetória foi marcada por uma exposição intensa a padrões, críticas e expectativas. Foi nesse cenário que ela desenvolveu algo raro, consciência de si. “Autenticidade não se aprende, se revela”, afirma. Essa percepção, no entanto, não veio de forma imediata. Apenas após os 25 anos ela encontrou a segurança necessária para reconhecer sua própria potência, sem medo do julgamento externo. Essa maturidade não surgiu por acaso. Crescer dentro da indústria exigiu postura, resiliência e uma capacidade emocional incomum. A vivência precoce ensinou Jaqueline a lidar com críticas antes mesmo de estar completamente formada como indivíduo. Hoje, ela reconhece que essas experiências moldaram não apenas sua carreira, mas sua identidade. Existe nela uma presença que não se ensaia, se sustenta. Em um mercado onde a construção de personagens faz parte do processo, Jaqueline equilibra com precisão o papel e a verdade. Para ela, interpretar não significa perder a essência. “Podemos assumir personagens, mas isso não anula quem somos”, explica. Essa dualidade entre performance e autenticidade é justamente o que a torna magnética diante das câmeras. Sua visão sobre moda também rompe com o superficial. Para Jaqueline, vestir-se é comunicar. Cada escolha carrega uma leitura, um posicionamento e uma mensagem implícita. Não se trata apenas de estética, mas de narrativa. A imagem nunca é neutra, ela fala, provoca e direciona percepções. Sua estética, frequentemente descrita como algo que não pede permissão, já foi tanto um obstáculo quanto uma ponte. Desafios surgiram, portas se fecharam, mas muitas outras se abriram justamente pela coragem de não se moldar ao esperado. Em um mercado que valoriza o previsível, Jaqueline aposta no risco. Essa inquietação também se reflete na forma como enxerga a imagem. Ela busca narrativas visuais que não entregam respostas prontas, mas que instigam. “Gosto da dúvida, do enigma. Não permitir ser lida completamente é essencial”, diz. Existe em sua construção estética um desejo claro de provocar o olhar e criar imagens que não se esgotam no primeiro contato. Na capa da edição SPAIN da Hooks Magazine , Jaqueline Walker não apenas posa, ela se posiciona. Representa uma nova geração de modelos que entendem a moda como linguagem e identidade como potência. Em um cenário global cada vez mais saturado de imagens, sua presença reafirma algo simples e ao mesmo tempo revolucionário. Ser autêntico ainda é o maior ato de estilo. Confira entrevista completa: 1. Você afirma que “autenticidade não se aprende, se revela”. Em que momento da sua trajetória você percebeu isso de forma mais clara? Quando você se encontra e não tem medo das críticas, é onde você tem segurança de quem você é, e isso demorou muito! Após os 25 anos eu pude ter essa segurança de quem eu sou e reconhecer meu potencial. 2. Ter começado cedo no universo da moda moldou quem você é hoje. O que essa vivência precoce te ensinou sobre identidade e presença? Me ensinou a manter muita postura, experiências e maturidade precoce ao lidar com o mundo da moda desde muito pequena, lidar com críticas que talvez não saberia enfrentar sem essas experiências que o mundo da moda me trouxe. 3. Você diz que nunca aprendeu a fingir. Em um mercado onde muitas vezes a imagem é construída, como você mantém sua verdade intacta? Temos o papel de algum personagem, mas manter a sua autenticidade não diz que não possa gerar um papel se necessário. 4. Para você, moda vai além da estética e se torna posicionamento. Como traduz essa visão nas suas escolhas profissionais? A moda também transmite, por isso temos que ter claro que não é só uma imagem, a estética transmite uma leitura contextual. 5. Sua estética é descrita como algo que “não pede permissão”. Isso já te abriu mais portas ou gerou desafios no mercado? Me gerou muitos desafios, mas também abriu muitas oportunidades por tanta ousadia. 6. Você valoriza imagens que provocam e questionam. Qual tipo de narrativa visual mais te representa hoje? Eu gosto da imagem onde a dúvida te faz gerar inúmeros enigmas. Não permitir ser lida por outra pessoa é o essencial.
- Artemisi no palco global: quando a moda brasileira veste o futuro do pop
No exato ponto em que moda, tecnologia e cultura pop se encontram, a Artemisi reafirma seu lugar como uma das vozes mais relevantes da nova geração do high fashion brasileiro. Desta vez, o momento não aconteceu em uma passarela, mas em um dos territórios mais estratégicos da indústria contemporânea: o lançamento de um single de um dos grupos mais observados do pop global, o Katseye. Lara Raj — Photo: Reproduction/Instagram A escolha de um look da Artemisi por uma das integrantes do grupo não é apenas um styling. É um gesto simbólico que posiciona o Brasil dentro de uma narrativa estética internacional que valoriza inovação, identidade e, sobretudo, visão de futuro. Para a ocasião, a artista surge em um top verde produzido em impressão 3D, de formas orgânicas e esculturais, combinado a botas com pendentes na mesma paleta. O resultado não é apenas visualmente impactante, é conceitualmente preciso. A Artemisi não veste corpos, ela constrói extensões visuais de uma ideia. E, nesse caso, a ideia é clara: o futuro já tem assinatura brasileira. A presença da marca em um momento de lançamento musical amplifica algo que vem sendo consolidado silenciosamente nos últimos anos. A moda deixou de ser apenas suporte estético para se tornar parte ativa da construção de narrativas culturais. Ao vestir uma artista em um marco como esse, a Artemisi se insere diretamente na memória visual de uma nova era do pop. Mais do que um momento pontual, essa aparição reforça a crescente relevância da marca no circuito internacional. Em uma indústria onde imagem é linguagem e timing é estratégia, ocupar o guarda-roupa de um fenômeno global significa dialogar diretamente com novas audiências, novos mercados e, principalmente, novos códigos estéticos. Lara Raj — Photo: Reproduction/Instagram Por trás dessa ascensão está a visão de Mayari Jubini, que vem desenhando uma trajetória onde tecnologia e artesania não competem, mas coexistem. A Artemisi opera em um território híbrido, onde impressão 3D, materiais não convencionais e técnicas manuais se encontram para criar peças que desafiam categorias tradicionais da moda. O que está em jogo aqui não é apenas visibilidade internacional. É a reconfiguração do que entendemos como luxo brasileiro. Um luxo que não se ancora apenas na herança, mas na capacidade de imaginar o novo. Ao ocupar o palco de um lançamento global, a Artemisi não apenas veste uma artista. Ela projeta uma mensagem: o Brasil não é mais um espectador da moda internacional. É autor.
- Coco Bambu celebra 10 anos em Curitiba com o buffet mais desejado do Brasil
Curitiba entra no clima de celebração gastronômica com um marco importante. O Coco Bambu comemora uma década de sucesso na capital paranaense com uma ação especial que promete movimentar a cena gastronômica local e atrair apaixonados por boa comida. Photos Disclosure Press Reconhecido nacionalmente pelo seu cardápio farto e pela excelência em frutos do mar, o restaurante lança um buffet de almoço exclusivo com mais de 40 opções, pensado para celebrar sua trajetória na cidade. O grande destaque fica por conta do camarão à vontade, uma verdadeira assinatura da casa, agora acessível em uma experiência completa por um valor promocional. Durante o mês de abril de 2026, os clientes poderão desfrutar do buffet por R$ 69,90 por pessoa, de segunda a sexta-feira no almoço, nas unidades do Crystal e Park Barigui. Já aos finais de semana e feriados, o buffet completo passa a custar R$ 99,90 por pessoa, mantendo a variedade e a qualidade que consolidaram o nome do restaurante como referência nacional. A programação especial também inclui a tradicional feijoada aos sábados, um clássico brasileiro que ganha a sofisticação característica da marca. Para famílias, há ainda valores diferenciados para o público infantil, com preços ajustados tanto nos dias úteis quanto nos fins de semana, reforçando o posicionamento democrático e acolhedor do espaço. Mais do que uma promoção, a ação celebra uma história construída com consistência, inovação e uma forte conexão com o público curitibano. Ao longo desses 10 anos, o Coco Bambu se consolidou como um dos destinos gastronômicos mais desejados do Brasil, unindo ambiente sofisticado, atendimento de alto padrão e uma experiência culinária memorável. Agora, ao brindar essa década de sucesso, a marca convida o público a viver esse momento com sabor, variedade e um toque especial de celebração, provando que, quando o assunto é gastronomia, tradição e inovação podem caminhar lado a lado.
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em breve
- Caroline Mendes: a construção de uma marca global além da moda
‘DUBAI’ EDITION COVER - APRIL 2026 ISSUE Photographer: Ph Euzebio - @pheuzebio / Makeup: Cauê Marques - @cauefmarques Dubai é uma cidade onde o futuro se desenha em tempo real. É nesse cenário dinâmico que Caroline Mendes vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória. Estrela da capa da edição Dubai da Hooks Magazine, ela representa muito mais do que beleza e presença. Sua história fala sobre estratégia, reinvenção e visão de longo prazo. Diferente da maioria das modelos, Caroline iniciou sua carreira internacional aos 26 anos. Antes disso, formou-se em Publicidade e Marketing, com planos de seguir na área. A moda surgiu mais tarde, mas quando surgiu, ela decidiu apostar com seriedade. Seu primeiro destino foi a Índia, onde viveu por um ano e enfrentou desafios intensos que exigiram adaptação rápida e maturidade. A experiência internacional se expandiu por países como Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, China e Egito. Cada cultura trouxe aprendizados que foram além da profissão. Foram vivências que moldaram sua forma de enxergar o mundo, as pessoas e o próprio mercado. Hoje, é em Dubai que Caroline encontra maior estabilidade e reconhecimento profissional, em um ambiente onde seu perfil ganhou força e abriu novas oportunidades. Ao longo dos anos, algo começou a mudar em sua percepção de carreira. Caroline entendeu que sua trajetória como modelo poderia se transformar em algo maior. Mais do que representar marcas, ela queria construir a sua própria. Esse foi o ponto de virada. O digital se tornou um aliado estratégico nesse processo. Para ela, as redes sociais não são apenas vitrine, mas um espaço de construção. É onde testa ideias, compartilha experiências e fortalece seu posicionamento. Seu objetivo é claro. Construir uma presença que vá além da moda e se expanda para comunicação, negócios e projetos autorais. A vivência internacional teve papel fundamental nesse reposicionamento. O contato com diferentes culturas mostrou a importância da imagem, da linguagem e do comportamento na construção de conexão. Também reforçou valores pessoais, como a liberdade de expressão e a importância da identidade. Hoje, Caroline traduz essa bagagem em uma presença digital mais consciente, que combina estética com conteúdo e propósito. Esse novo momento também exige um olhar mais estratégico sobre si mesma. Durante anos, ela foi a imagem de campanhas. Agora, assume o papel de mente criativa por trás da própria marca. Une sua experiência prática na moda com sua formação acadêmica para construir uma carreira multiplataforma, que inclui redes sociais, futuros projetos em televisão, livros e palestras. Nas redes, Caroline compartilha muito mais do que o lado glamouroso da profissão. Mostra bastidores, desafios, mudanças culturais e crescimento pessoal. Seu conteúdo busca inspirar, mas também informar e preparar. Ela quer mostrar que é possível construir uma carreira internacional com disciplina, planejamento e visão. Foi justamente a falta de direcionamento no início da sua jornada que a motivou a criar um novo projeto voltado para iniciantes na carreira de modelo. Ao perceber que muitas pessoas não sabem por onde começar, decidiu transformar sua experiência em método. A proposta vai além de ensinar os primeiros passos. O foco está em mostrar a carreira como um negócio, com estrutura, estratégia e visão de longo prazo. Estampar esta capa representa mais do que um reconhecimento estético. Para Caroline, é um símbolo de maturidade e transição. Um reflexo de anos de dedicação, desafios e evolução constante. É também o marco de uma fase em que se sente mais segura sobre quem é e sobre o caminho que está construindo. Hoje, ela não pensa apenas em trabalhos como modelo. Pensa em posicionamento, marca pessoal e futuro. Esta capa não é apenas uma conquista. É o início de um novo capítulo, mais estratégico, mais consciente e com alcance global. Confira entrevista exclusiva com Caroline: Carol, você construiu uma carreira sólida como modelo internacional. Em que momento percebeu que era hora de se reinventar e olhar para o digital e para novos caminhos na comunicação e nos negócios? Percebi que era hora de me reinventar quando entendi que minha trajetória como modelo internacional poderia se transformar em uma plataforma de comunicação e negócios muito mais ampla. Mesmo viajando o mundo, sempre tive como objetivo construir uma marca pessoal sólida no Brasil não apenas como modelo, mas como comunicadora e empreendedora. O digital entrou nesse processo como um aliado estratégico: é o canal onde consigo testar ideias, me aproximar do público, validar narrativas e fortalecer meu posicionamento. Hoje, uso as redes para amplificar tudo o que vivi e aprendi, mas meu olhar vai além: estou construindo uma carreira que também possa estar em programas de TV, em livros, em palestras e em projetos próprios. O digital é a porta de entrada, não o limite. Você teve uma experiência intensa no exterior. Como essa vivência internacional influencia hoje a forma como você se posiciona como comunicadora, empreendedora e presença digital? Minhas experiências em países asiáticos e árabes transformaram profundamente a forma como enxergo pessoas, cultura e mercado. Conviver com realidades tão diferentes me mostrou o quanto imagem, linguagem e comportamento são fundamentais para criar conexão seja presencialmente ou no digital. Ver de perto a evolução da moda feminina em contextos mais conservadores reforçou em mim o valor da liberdade de expressão, algo que trago muito forte para o meu posicionamento como mulher, comunicadora e empresária. Hoje, uso essa bagagem internacional para construir uma presença digital mais consistente e responsável, que não fala apenas de estética, mas de história, identidade e visão de futuro. A internet, para mim, é um espaço onde eu traduzo essa vivência global em conteúdo, relacionamento e oportunidades de negócio. Você está passando por um reposicionamento importante. Como tem sido esse processo de transformar sua imagem de modelo em uma marca pessoal como comunicadora, empreendedora e referência no digital? Tem sido um processo muito estratégico e, ao mesmo tempo, de muito autoconhecimento. Como modelo, durante anos eu representei a mensagem de outras marcas; agora, meu foco é construir a minha própria marca, com voz, opinião e projetos autorais. Trago toda a disciplina, postura e entendimento de imagem que desenvolvi nas passarelas, mas hoje isso está a serviço do meu posicionamento como comunicadora e empreendedora. O digital é uma vitrine importante dessa nova fase: é onde eu mostro bastidores, compartilho reflexões, testo formatos, conto histórias e aproximo as pessoas da minha visão. Minha formação em Publicidade e Marketing sempre fez parte de quem eu sou, e agora ela ganha ainda mais força nesse reposicionamento. Estou unindo a experiência internacional na moda, a base técnica em comunicação e a presença digital estratégica para construir uma marca pessoal que seja multiplataforma: das redes sociais a um futuro programa de TV, de projetos de negócios a livros e palestras. Não sou apenas a imagem de uma campanha; estou me consolidando como mente criativa, estrategista e comunicadora por trás de tudo isso. Hoje, vemos você muito mais presente nas redes. O que você quer comunicar através do seu conteúdo no Instagram, TikTok e YouTube? Hoje, as redes sociais são uma extensão do meu trabalho e da minha vida. Através do meu conteúdo no Instagram, TikTok e YouTube, quero mostrar não só o lado glamouroso da carreira internacional, mas também a realidade, os bastidores, as viagens, as culturas que conheço e o crescimento pessoal e profissional que essa vida me proporcionou. Quero comunicar inspiração, disciplina e expansão de horizontes. Mostrar que é possível sair do Brasil, conquistar espaço no mundo, construir uma carreira, uma imagem e também uma mentalidade internacional. Além disso, quero cada vez mais compartilhar conhecimento, experiências e aprendizados que possam ajudar outras pessoas que sonham em trabalhar com moda, viajar ou construir uma carreira internacional. Seu curso “Como iniciar na carreira de modelo” nasce com um propósito claro. Qual foi a principal dor que você identificou nos iniciantes e que te motivou a criar esse projeto? A principal dor que identifiquei nos iniciantes foi a falta de informação correta e de direcionamento. Muitas pessoas querem começar na carreira de modelo, mas não sabem por onde começar, em quem confiar, como montar material, como falar com agências, como funcionam viagens, contratos, dinheiro, ou até mesmo como se comportar profissionalmente. No início da minha trajetória, eu precisei aprender tudo na prática: errei, acertei, viajei sozinha, passei por situações difíceis e fui entendendo o mercado quase na base da tentativa e erro. Isso me deu muita experiência, mas também me mostrou o quanto esse caminho poderia ser menos confuso e menos doloroso se eu tivesse tido acesso à orientação certa. Foi a partir desse olhar que nasceu a ideia do projeto, ainda não divulgaremos o nome mas é algo que terá uma visão empreendedora sobre um problema real do mercado. Meu objetivo com esse projeto é oferecer clareza, metodologia e estratégia. Mais do que explicar “como ser modelo”, eu quero ajudar as pessoas a enxergarem a carreira como um negócio, com estrutura, profissionalismo e visão de longo prazo. O curso mostra a realidade da profissão, os bastidores, os desafios e, principalmente, os passos concretos para construir uma trajetória sólida, inclusive em nível internacional. É a forma que encontrei de transformar a minha experiência em uma ferramenta de comunicação e desenvolvimento para uma nova geração de modelos. Essa capa de revista marca um novo capítulo na sua trajetória. O que esse momento representa para você, tanto profissional quanto pessoalmente? Essa capa representa um momento de transição e maturidade na minha trajetória. Profissionalmente, é como se fosse uma confirmação de muitos anos de trabalho, viagens, desafios, aprendizados e persistência dentro da carreira internacional. Não é apenas uma foto bonita, mas tudo o que existe por trás dela: disciplina, renúncias, adaptação a culturas diferentes e crescimento constante. Pessoalmente, representa uma fase em que me sinto mais segura sobre quem eu sou, sobre as minhas escolhas e sobre o caminho que estou construindo. Hoje eu não penso apenas em trabalhos como modelo, mas em marca pessoal, negócios, posicionamento e futuro. Então essa capa acaba simbolizando não só uma conquista, mas o início de uma nova fase mais estratégica, mais madura e com uma visão de longo prazo. Compre a revista impressa da edição clicando abaixo. Envio Global:
- Inteligência artificial já muda o jogo nas empresas e expõe líderes despreparados
A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar um divisor de águas na forma como empresas operam, tomam decisões e escalam produtividade. Para o especialista Claudio Teixeira, o momento atual não é apenas mais um ciclo tecnológico, mas uma transformação estrutural comparável à chegada da eletricidade nas indústrias. Photos Disclosure “A comparação mais honesta é com a eletricidade. Quando ela chegou nas fábricas, as empresas simplesmente trocaram o vapor pela tomada e demoraram anos para perceber que podiam redesenhar tudo do zero. É exatamente isso que está acontecendo agora com a IA”, afirma. Apesar da internet também ser uma referência importante, Claudio chama atenção para um fator determinante: a velocidade de adoção. “A eletricidade levou cerca de 40 anos para ser adotada em massa, a internet levou 15. O ChatGPT atingiu 100 milhões de usuários em dois meses. É outra escala, outro ritmo de transformação.” Da promessa à prática: onde a IA já impacta resultados A adoção da IA já é visível em áreas-chave das empresas, com impacto direto em eficiência e produtividade. “Atendimento ao cliente está sendo virado de cabeça para baixo. No desenvolvimento de software, profissionais usando copilotos estão entregando de 30% a 40% mais rápido. Marketing, jurídico e análise de contratos também já operam com apoio de IA no dia a dia.” Segundo ele, qualquer função baseada em leitura, síntese e produção de conteúdo já pode ser potencializada com ferramentas disponíveis hoje. Decisão mais rápida — e mais arriscada Se por um lado a IA acelera processos, por outro exige um novo nível de maturidade das lideranças. “O maior impacto está na velocidade de síntese. Um briefing que antes levava uma semana para ser estruturado por três analistas, hoje pode chegar pronto antes da reunião.” O risco está na confiança excessiva. “O modelo é convincente mesmo quando está errado. O líder que não desenvolve senso crítico corre o risco de tomar decisões equivocadas com muita confiança.” Os erros que estão travando a adoção Apesar do avanço, muitas empresas ainda tropeçam na implementação. “O erro mais comum é comprar ferramenta sem saber qual problema quer resolver. Aí vira vitrine.” Outro ponto crítico é a cultura organizacional. “Se o time acha que vai ser substituído, ele adota no papel, mas sabota na prática.” A base de dados também entra no radar. “IA em cima de dado ruim só acelera a bagunça.” Os riscos que líderes não podem ignorar Entre os principais riscos estratégicos, três se destacam: • Alucinação da IA, quando o modelo inventa informações com alta confiança • Vazamento de dados, especialmente com uso indevido de ferramentas públicas • Ilusão de produtividade, quando volume de conteúdo é confundido com resultado “Gerar mais output não significa gerar mais valor. Empresas que medem sucesso apenas por volume vão ter dificuldade de sustentar o investimento.” Quem vai liderar e quem vai ficar para trás Para Claudio, a vantagem competitiva não estará na tecnologia em si, mas na forma como ela é aplicada. “Todo mundo vai ter acesso às mesmas ferramentas. O que diferencia líderes de seguidores é clareza de problema, cultura de experimentação com responsabilidade e investimento nas pessoas.” Ele também destaca que a adaptação não é só das empresas. “Os profissionais precisam acompanhar esse movimento. Quem não se atualiza corre o risco de ficar irrelevante em pouco tempo.”
- DESconstrução: Quando a moda deixa de ser padrão e passa a ser encontro
Models: REAL WOMEN / Photography: @demmacedo @andersonmmacedo_ / Media: @anaterra.oli / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @diegobbueno / PR: @hooks.magazine @directorhooks @evelyoliveira / Studio: @nasulstudio / Support: @caetano3353 @karladelreimacedo_ @vilareencontrotiradentes / Looks: BAZAAR @institutohuman_org / Partnership: @likxy.br @eucamilamn / @prefsp / @smads_sp Em um cenário em que a moda ainda sustenta, muitas vezes de forma silenciosa, estruturas de exclusão, o Projeto DESconstrução emerge não apenas como proposta estética, mas como gesto político e sensível de ruptura. Mais do que questionar padrões, ele tensiona narrativas, desloca centros e reconfigura o olhar. Idealizado por Anderson Macedo, o projeto nasce de uma inquietação legítima diante da padronização da beleza, não apenas como imagem, mas como construção histórica, social e simbólica. Desde 2017, sua intenção se mantém precisa: ampliar o campo de visão, expandir o acesso e reposicionar os corpos e histórias que, por tanto tempo, foram mantidos à margem. Ao longo de sua trajetória, o DESconstrução se consolida como um manifesto visual que atravessa moda, arte e representatividade. Se, em seus primeiros movimentos, encontrou eco em artistas e influenciadores, com o tempo o projeto se aprofundou e, nesse processo, revelou novas urgências. Aproximar-se de realidades historicamente invisibilizadas não foi um desvio de rota, mas um desdobramento natural de sua essência. Nesta edição especial, realizada em parceria com o Programa Social de Moradia Transitória Vila Reencontro Tiradentes, o projeto se insere em um território atravessado por vulnerabilidade social, mas também por potência, resistência e reconstrução. Aqui, as imagens não operam como fuga da realidade, mas como ferramenta de reposicionamento dentro dela. O que se revela não é uma transformação superficial, mas um deslocamento interno. Um instante em que o espelho deixa de refletir ausência e passa a afirmar presença. Um momento em que essas mulheres se reconhecem a partir de um lugar que, por muito tempo, lhes foi negado: o centro. A presença de Ana Terra adiciona densidade a essa construção. Ao acompanhar o ensaio e conduzir diálogos com as participantes, sua escuta ativa estabelece uma ponte entre imagem e narrativa, entre estética e vivência. O resultado não é apenas visual, é relacional, é humano, atravessado por troca. Mais do que um ensaio, DESconstrução se afirma como território de encontro. Entre moda e verdade. Entre imagem e identidade. Entre o olhar externo e o reconhecimento íntimo. É a partir desse espaço que se inicia a conversa com seu idealizador. O projeto DESconstrução nasce de uma inquietação e de um encontro com realidades muito específicas. Como aconteceu essa aproximação com a moradia transitória e em que momento você percebeu que essas histórias precisavam se transformar em imagem? Conheci a Vila Transitória por meio de uma ação social em parceria com o Instituto Human. O que encontrei ali não foram apenas histórias de vulnerabilidade, mas narrativas de força, reconstrução e desejo de futuro. Havia uma potência latente e foi nesse momento que entendi que a moda e a imagem poderiam atuar como ferramentas de amplificação desse olhar. Não como solução, mas como possibilidade de reposicionamento de como essas mulheres se enxergam e são vistas. O nome DESconstrução carrega uma ideia potente. O que, na prática, está sendo desconstruído através dessas mulheres, dessas imagens e das narrativas construídas ao longo do projeto? O que buscamos desconstruir é, antes de tudo, a ideia restrita de quem pertence à moda. Durante muito tempo, ela foi apresentada como um território limitado, tanto na forma como é comunicada quanto em quem ocupa esse espaço. O projeto tensiona essa lógica. A cada ensaio, a cada encontro, o que vemos é uma mudança de postura, presença e percepção. As pessoas passam a se reconhecer dentro da imagem, não como exceção, mas como parte legítima dela. E isso transforma. Esta edição se insere em um contexto de vulnerabilidade, mas também de potência feminina. Como construir um olhar que não romantize essas vivências e, ao mesmo tempo, revele a força que existe nelas? Esse é um cuidado constante. Trabalhamos com uma equipe que entende profundamente a responsabilidade do projeto. Antes de qualquer direção estética, existe escuta, existe estudo. Cada pessoa é compreendida em sua individualidade, e a construção do ensaio parte dessa essência. A moda entra como linguagem, não como imposição. O objetivo nunca é suavizar a realidade, mas criar uma imagem que dialogue com ela de forma honesta e respeitosa. Trabalhar com pessoas fora do circuito tradicional da moda desloca o processo criativo. O que esse projeto exigiu de você como fotógrafo e diretor criativo, em termos de linguagem, escuta e construção estética? Exigiu presença. Mais do que técnica, esse projeto pede disponibilidade para ouvir, observar e adaptar. Cada ensaio traz uma dinâmica própria, e isso desloca qualquer fórmula pronta. A linguagem se constrói no encontro. A estética nasce da relação. Como diretor, meu papel é conduzir esse processo com sensibilidade, garantindo que a imagem final não seja apenas bonita, mas verdadeira. Existe uma linha tênue entre representar e expor. Durante o DESconstrução, como você construiu um ambiente de confiança para que essas mulheres se sentissem, de fato, vistas e não apenas retratadas? A confiança é construída no processo. Desde o primeiro contato até o momento do ensaio, tudo é feito com cuidado, transparência e respeito. Não existe distinção na forma como tratamos as pessoas. A experiência de set, direção e entrega é a mesma para todos. Isso cria um ambiente onde elas não estão sendo observadas, mas participando ativamente da construção da própria imagem. E isso faz toda a diferença. O projeto afirma que todos estão na moda e que a arte está em todos. Depois dessa experiência, o que essa ideia passou a significar para você na prática? Existe algum momento ou encontro que tenha redefinido essa percepção? Essa ideia sempre esteve presente na minha trajetória, mas o projeto aprofundou esse entendimento. Venho de um contexto familiar que já trazia essa sensibilidade, com uma mãe assistente social e um irmão envolvido em ações comunitárias. Sempre estive próximo de diferentes realidades. O DESconstrução materializa isso. Ele transforma um pensamento em prática. E, ao longo do caminho, cada encontro reforça que a beleza não está em um padrão, mas na singularidade de cada história.











