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  • Dr. Hiran Gasparini: A Coerência Como Forma de Excelência

    'BUSINESS' EDITION COVER - JUNE 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ / @demmacedo / Vídeo: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Stylings: @eduardomurari / @diegobbueno / Studio: @openstudio Nem toda disciplina produz rigidez. Algumas produzem clareza. Ao longo da conversa com Dr. Hiran Gasparini, essa talvez tenha sido a percepção mais marcante. Embora sua trajetória tenha sido construída em ambientes onde desempenho, resultado e precisão costumam ocupar o centro da narrativa, nada em seu discurso parece movido pela urgência. Existe método. Existe constância. Mas existe, sobretudo, consciência. É curioso perceber que a mesma pessoa que passou mais de uma década defendendo a Seleção Brasileira de Judô escolheu dedicar sua vida profissional a uma especialidade que exige não apenas técnica, mas sensibilidade para compreender algo profundamente humano: a forma como as pessoas se enxergam. E talvez seja justamente aí que sua história se torne interessante. Não na soma dos títulos. Mas na coerência. Muito antes da Medicina, vieram os tatames. Vieram os treinamentos repetidos à exaustão, os campeonatos nacionais e internacionais, a convocação para a seletiva pré-olímpica e uma década vestindo as cores do Brasil. Uma trajetória moldada pela disciplina silenciosa e pela compreensão de que crescimento verdadeiro raramente acontece onde existe conforto. Anos depois, já na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), uma das mais respeitadas instituições médicas do país, a lógica permaneceu a mesma. Mudaram os desafios. Mudaram as responsabilidades. Mas a busca pela excelência continuou menos associada à perfeição e cada vez mais conectada à profundidade. Talvez por isso sua visão sobre estética caminhe na direção oposta daquilo que domina grande parte das conversas contemporâneas. Em vez de transformar rostos em versões repetidas de um mesmo ideal, seu olhar parte daquilo que diferencia. Daquilo que torna cada pessoa reconhecível para si mesma. Ao longo desta conversa, fica evidente que sua relação com a Rinoplastia ultrapassa a técnica. Existe um interesse genuíno por aquilo que existe entre forma e significado, entre função e autoestima, entre aquilo que vemos no espelho e aquilo que escolhemos preservar. Recentemente, durante sua participação no Cairo Face Summit, no Egito, um dos principais encontros internacionais dedicados à Rinoplastia e à estética facial, essa percepção ganhou novas camadas. Cercado por uma das civilizações que mais influenciaram a compreensão humana sobre proporção, beleza e permanência, Hiran retornou a uma reflexão que parece acompanhá-lo desde o início: aquilo que atravessa o tempo raramente nasce da padronização. Porque, no fim, sua história fala menos sobre cirurgia, estética ou performance. Fala sobre construção. Sobre permanecer curioso mesmo depois das conquistas. Sobre continuar aprendendo mesmo depois do reconhecimento. Sobre crescer sem abrir mão de si mesmo. Foi a partir dessa perspectiva que a Hooks Magazine conversou com Dr. Hiran Gasparini sobre excelência, alta performance e a arte, cada vez mais rara, de evoluir sem se perder. 1. Sua trajetória transita entre o esporte de alta performance e uma medicina extremamente precisa e individualizada. Em uma era em que velocidade, excesso e imediatismo parecem dominar quase todos os setores, o que significa excelência para você hoje? Durante muito tempo, excelência esteve associada à perfeição. Hoje, para mim, ela tem muito mais relação com profundidade, consistência e responsabilidade. O esporte de alta performance e a Medicina me ensinaram que nenhuma construção verdadeira acontece com pressa. Vivemos uma era muito acelerada, marcada pelo excesso e pela necessidade constante de validação, mas tanto o Judô quanto a Rinoplastia me mostraram a importância do processo, da disciplina silenciosa e da evolução contínua. Dentro da Medicina, especialmente trabalhando com o rosto humano, aprendi que técnica sem sensibilidade perde sentido. Não estamos lidando apenas com estética, mas com identidade, funcionalidade e história individual. Acredito que excelência hoje seja justamente isso: evoluir constantemente sem perder humanidade, consciência e respeito pela individualidade humana. 2. Existe uma discussão cada vez mais presente sobre padronização estética e perda de identidade facial. Como você enxerga o desafio de preservar a individualidade em uma era marcada por referências visuais cada vez mais homogêneas? A individualidade é, justamente, aquilo que torna cada rosto interessante. O desafio da Medicina estética contemporânea talvez seja lembrar que beleza não deveria significar uniformidade. Vivemos um momento em que referências visuais circulam com velocidade e acabam criando padrões muitas vezes irreais. O problema não está em admirar determinadas características, mas em acreditar que existe apenas uma forma correta de ser belo. Dentro da Rinoplastia, procuro sempre compreender a história, as características e a identidade de cada paciente. Acredito que o objetivo não seja criar um novo rosto, mas revelar uma versão mais harmoniosa daquilo que já existe. Quando preservamos identidade, preservamos também autenticidade. E, para mim, a autenticidade continua sendo uma das formas mais sofisticadas de beleza. 3. O Judô, a corrida e a Medicina aparecem constantemente conectados na sua narrativa pessoal. Em quais momentos você percebeu que resistência emocional, silêncio e autocontrole se tornaram tão importantes quanto técnica dentro da sua profissão? Acho que o esporte me ensinou isso muito antes de eu compreender racionalmente. O Judô, principalmente, me mostrou desde cedo que força sem controle quase nunca leva alguém longe. Existe muita potência no silêncio, na disciplina e na capacidade de manter o equilíbrio emocional mesmo sob pressão. Mais tarde, na Medicina, percebi que essa habilidade se tornaria ainda mais importante. A técnica é fundamental, mas ela sozinha não sustenta uma trajetória sólida. Dentro da cirurgia, existem momentos que exigem precisão emocional tanto quanto precisão técnica. Saber manter calma, foco e clareza diante da responsabilidade de operar um rosto humano talvez seja uma das partes mais importantes da profissão. A corrida também reforçou isso em mim. Existe algo muito transformador em entender que resistência não significa acelerar o tempo inteiro, mas aprender a suportar processos longos sem perder constância e identidade. Hoje, vejo que maturidade emocional, autocontrole e silêncio não são apenas características complementares da minha trajetória; eles se tornaram parte essencial da forma como eu vivo, opero e me relaciono com as pessoas. 4. Recentemente, você participou do Cairo Face Summit, no Egito, um dos principais encontros internacionais voltados à rinoplastia e estética facial. Estar em um lugar historicamente associado à simetria, à arte e à construção estética através das civilizações despertou alguma mudança na sua forma de enxergar beleza, identidade e o futuro da Medicina? Sem dúvida. Estar no Egito foi uma experiência muito simbólica para mim, porque é impossível não refletir sobre como a humanidade sempre buscou compreender beleza, proporção e identidade ao longo das civilizações. Ao mesmo tempo em que o Cairo Face Summit apresentou tecnologias avançadas e discussões contemporâneas sobre Rinoplastia e estética facial, também existia ali uma sensação muito forte de permanência. As pirâmides, a arte e a própria história egípcia nos lembram que a verdadeira beleza atravessa o tempo justamente porque ela carrega identidade, e não padronização. Isso reforçou ainda mais uma visão que já faz parte da minha prática: a Medicina estética do futuro, na minha opinião, será cada vez mais personalizada, humana e consciente. A tecnologia continuará evoluindo de forma impressionante, mas acredito que o grande diferencial continuará sendo a sensibilidade de compreender a individualidade de cada rosto. No fim, beleza não deveria ser sobre transformar pessoas em versões iguais umas das outras. Para mim, beleza é quando técnica, equilíbrio e identidade conseguem coexistir de forma natural. 5. Vivemos uma era marcada pela exposição constante, pela comparação e por uma busca quase obsessiva por perfeição. Na sua visão, em que ponto evolução pessoal pode começar a se transformar em perda da própria identidade? Acredito que evolução pessoal deixa de ser saudável quando ela passa a nascer da rejeição de quem você é, e não do desejo genuíno de crescimento. Vivemos um momento em que as pessoas são expostas o tempo inteiro a padrões muitas vezes irreais, filtrados e extremamente homogêneos. Isso cria uma sensação constante de insuficiência, como se estar em evolução significasse se afastar cada vez mais da própria essência. Vejo isso muito claramente dentro da estética facial. Existe uma diferença importante entre aprimorar algo que impacta sua autoestima e tentar apagar completamente os próprios traços para se aproximar de um padrão externo. Quando a busca por perfeição começa a substituir identidade, existe um risco real de desconexão de si mesmo. Para mim, a verdadeira evolução deveria ampliar quem você é, e não apagar sua história, sua individualidade ou aquilo que torna seu rosto único. No fim, acredito que beleza, maturidade e felicidade têm muito mais relação com autenticidade do que com perfeição. 6. Por trás da disciplina, da técnica e da imagem construída ao longo dos anos, existe também uma voz pessoal, silenciosa e humana. Se você pudesse transformar toda a sua trajetória em uma única mensagem para o mundo, o que gostaria de dizer? Talvez a maior lição que eu tenha aprendido ao longo da minha trajetória seja que a verdadeira força não está na perfeição, mas na capacidade de continuar evoluindo sem perder sensibilidade, humanidade e identidade. O esporte me ensinou disciplina. A Medicina me ensinou responsabilidade. E a vida me ensinou que nenhuma conquista faz sentido se ela nos distancia de quem realmente somos. Se eu pudesse deixar uma única mensagem, seria justamente essa: não existe problema em querer evoluir, crescer ou se transformar. O importante é que esse processo aconteça sem apagar a sua essência. Acredito muito que cada pessoa carrega uma beleza, uma história e uma individualidade que merecem ser respeitadas. Talvez o verdadeiro sucesso esteja menos em se tornar alguém perfeito e mais em se tornar alguém inteiro. No fim, a melhor versão de nós mesmos nunca está pronta, ela está sempre em construção. Compre a revista impressa dessa edição clicando abaixo. Envio Global:

  • O Preço das Indicações: Quando a confiança entra na negociação

    Existe um grande segredo no mundo de eventos que até dá medo de expor, mas não para mim, porque eu estou sempre do lado da Noiva que está sendo enganada. PHOTO DISCLOSURE PINTEREST Você sabia que talvez esteja contratando um serviço que vale de 10% a 20% menos do que você pagou? Sim, isso acontece, bem mais do que você pensa, e em absolutamente qualquer lugar do mundo. Não importa quão boa possa ser a sua assessora, quão querida, quão ética, as probabilidades de ela estar recebendo comissão por indicação são altíssimas. Agora, será que isso é sempre errado? Vou te dar as diferentes situações nas quais essa comissão acontece e você me diz a sua conclusão. A primeira: a assessora recebe comissão, mas não obriga os Noivos a contratarem aquele fornecedor. Ela apenas o indica primeiro e com bastante ênfase no seu bom trabalho. Às vezes, esse fornecedor já seria a sua principal indicação por causa do ótimo serviço que entrega, e o importante aqui é a flexibilidade que ela tem de aceitar caso você opte por seguir com outro fornecedor. Neste caso, a comissão nem sempre está embutida no valor final, mas sai do próprio bolso do fornecedor como um agradecimento pela indicação, em dinheiro, presentes ou serviços concedidos a quem indicou. A segunda, a mais problemática, é quando o fornecedor inclui o valor da comissão no teu orçamento sem te avisar, e a assessora se opõe fortemente (quase te proibindo) caso você queira contratar outra pessoa. Na minha opinião, eu sou contra qualquer comissão que seja patrocinada pelos Noivos, e não pelo fornecedor contratado. Tanto a assessoria quanto a indicação estão erradas em agir pelas costas do casal e deixá-los pensar que tiveram livre-arbítrio na escolha e que foram orientados a contratar a melhor opção para o casamento deles. No entanto, existem profissionais que, mesmo indicando e recebendo comissão, somente recomendam um profissional quando realmente faz sentido para os Noivos. Em um mundo no qual é inevitável que isso aconteça, qual tipo de fornecedor você quer por perto? Aquela que sugere, mas está aberta a ouvir e aceitar caso vocês queiram contratar outra pessoa? Ou aquela que bate o pé e faz de tudo para que contratem somente um fornecedor, o preferido dela, sem motivos tão relevantes? Fiquem sempre atentos a isso: se ela defende ou não um profissional com embasamento. Eu mesma indico alguns profissionais com bastante “insistência”, porque sei que são os melhores na sua área e as chances das minhas Noivas se estressarem com eles são praticamente nulas, e não recebo nada além de um “obrigada pela indicação, Ma!”. Finalizo a reflexão de hoje com um conselho: se o teu coração bateu forte por um fornecedor e não existem contraindicações razoáveis para a sua contratação, a tua assessora não pode te proibir. Lembram-se do Fornecedor Estrelinha de algumas matérias atrás? Ela não passa de uma prestadora de serviço e quem paga por ele é você. Não se deixe coagir se suspeitar que a indicação não acontece de forma genuína. E, caso você seja minha Noiva, saiba que todas as minhas indicações e avisos são sempre baseados na minha experiência e no cuidado que tenho por você e pelo seu Noivo, sem exceções!

  • Rafael Cappellari: Duas Décadas de Elegância e Protagonismo na Moda Masculina

    Photo: @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @eduardomurari @diegobuenno / Studio: @openstudio Para celebrar uma trajetória marcada pela autenticidade e pela constante reinvenção, a Hooks Magazine apresenta Rafael Cappellari em um editorial exclusivo que traduz, em imagens, a essência de uma carreira construída com propósito, sofisticação e presença. Com mais de duas décadas dedicadas ao universo da moda masculina, Rafael consolidou seu nome como um profissional multifacetado, transitando entre passarelas, campanhas publicitárias e produção de conteúdo com naturalidade e consistência. Mais do que acompanhar tendências, ele construiu uma narrativa própria, na qual estilo e identidade caminham lado a lado. Fotografado por Anderson Macedo, o editorial propõe um olhar contemporâneo sobre a masculinidade, explorando diferentes nuances da imagem masculina por meio de uma estética refinada e atemporal. Cada registro revela não apenas a experiência de quem domina a linguagem da moda, mas também a maturidade de um profissional que compreende a imagem como uma poderosa ferramenta de comunicação e expressão. Entre novos projetos, campanhas internacionais e a expansão do Fashion Trip, iniciativa criada por Rafael para conectar marcas a experiências exclusivas ao redor do mundo, este novo trabalho reafirma seu protagonismo em um mercado que valoriza cada vez mais autenticidade, narrativa e conexão genuína. Mais do que revisitar uma carreira consolidada, este editorial celebra a evolução de um homem que transformou sua trajetória em inspiração, provando que elegância, propósito e relevância permanecem atemporais no universo da moda.

  • Do Octógono ao Altar: Murilo Ninja celebra uma das maiores conquistas de sua vida ao lado de Raquel Oliveira

    Photo: @laineweddings No último sábado, 20/06, o campeão de MMA Murilo Rua viveu um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória ao oficializar sua união com Raquel, em uma cerimônia intimista, repleta de emoção, significado e afeto. O evento reuniu familiares e amigos próximos no Ses Salines, um ambiente acolhedor e elegante, valorizando a essência dos laços que acompanham o casal ao longo de sua história. O Pastor Michel Piragine da Primeira Igreja Batista fez a cerimônia e trouxe uma reflexão de salmos 127 emocionando a todos os presentes. O visual dos noivos foi um dos destaques da celebração. Raquel surgiu deslumbrante em um vestido que combinava elegância e delicadeza, com caimento impecável e detalhes cuidadosamente trabalhados, traduzindo sofisticação e romantismo em perfeita harmonia. Já Murilo apostou em um terno de corte clássico e refinado, que evidenciou sua personalidade marcante e trouxe ainda mais imponência ao momento especial. A assinatura foi da Lachesis. A beleza dos noivos foi realçada pelo trabalho delicado da Neusa Almeida, beauty artist muito conceituada na capital por seu trabalho minuscioso, resultando em produções elegantes e naturais. A celebração ganhou ainda mais vida com a energia de uma banda envolvente Syd Vinicius que tocou clássicos dos anos 70 e 80 embalando os convidados na pista. Dj Tato Mueller comandou a pic up, mantendo a pista animada até o final. Marcos Fogaça Joias se fez presente na troca de alianças, fidelizando esse momento. Em clima de celebração e cumplicidade, o casal recebeu votos de felicidade, marcando o início de uma nova etapa pautada por amor, respeito e companheirismo. A sofisticação esteve presente em cada detalhe da produção. A decoração da DiDesigner Tecidos trouxe leveza e requinte ao ambiente, enquanto a equipe cerimonial da In Love Wedding produtora de casamentos, conduziu toda a programação com precisão e sensibilidade. O bolo e os doces encantaram os convidados com apresentação impecável e sabores memoráveis, trazendo uma experiência única valorizando ainda mais esse momento. Hayra Franco Doces Finos, cravou sua assinatura com maestria. Os registros da Dream Image, eternizou os momentos mais emocionantes da celebração, transformando cada instante em lembranças que acompanharão o casal por toda a vida. Laine Weddings realizou um trabalho essencial para preservar a emoção da celebração em movimento, registrando cada detalhe, gesto e sentimento de forma única. Encerrando o dia especial, os noivos seguiram para o Hotel Sonnet, em Curitiba, onde desfrutaram de uma noite de núpcias marcada por conforto, privacidade e romantismo, iniciando essa nova fase da vida a dois com ainda mais encanto. Uma celebração inesquecível, onde cada detalhe refletiu não apenas requinte, mas sobretudo a força de uma história construída com amor verdadeiro e inabalável. Viva os noivos!!! Ficha Técnica: Assessoria: GiO Prates @gio.prates Vídeo: @laineweddings Fotos: @_dreamimage Local: @ses_salinesbr Vestido e Traje dos noivos: @lachesis_locacoes @lachesis_ternos Beauty Artist: @almeida_neusa Alianças: Marcos Fogaça Joias Decoração: @didesignertecidos Cerimonial: @in.lovewedding Bolo e Doces: @hayrafrancodocesfinos Banda: @sydvinicius Dj: @_djtatomueller Noite de Núpcias: @hotelsonnet

  • Muito Além da Pele: Dra. Beatriz Kalil e a Coragem de Construir uma Beleza que Começa na Autenticidade

    'HEALTH' EDITION COVER - JUNE 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Studio: @openstudio Há algo curioso sobre a pele: embora seja a parte mais visível do corpo, raramente ela fala apenas sobre aparência. Durante anos, a beleza foi reduzida a uma conversa superficial. Um território frequentemente associado à vaidade, aos excessos e à necessidade quase permanente de justificar o próprio cuidado. Mas talvez o verdadeiro equívoco esteja justamente aí. Porque, por trás de cada olhar lançado ao espelho, existe uma história. E, quase sempre, ela tem muito menos a ver com estética do que imaginamos. Vivemos uma era marcada pela exposição constante. Nunca tivemos acesso a tantas referências, opiniões e expectativas sobre quem deveríamos ser. Em meio a filtros, tendências e padrões que mudam na velocidade de uma atualização de tela, cresce também uma busca silenciosa por algo que parece cada vez mais raro: verdade. Para a Dra. Beatriz Kalil, essa busca começou muito antes da medicina. Antes do consultório, dos congressos e da rotina clínica, existia uma menina fascinada pelos perfumes, cremes e rituais de beleza da mãe. Um interesse genuíno pelo universo do cuidado que, anos mais tarde, encontraria na dermatologia um caminho capaz de unir ciência, estética e propósito de maneira natural a quem ela sempre foi. Talvez seja justamente essa coerência que defina sua trajetória. Em um cenário onde ainda existe a expectativa de que mulheres suavizem partes da própria identidade para serem levadas a sério, Beatriz construiu seu espaço sem abrir mão daquilo que a torna única. Sua comunicação leve, espontânea e acessível desafia a ideia de que autoridade precisa ser distante. Ao contrário: mostra que conhecimento e humanidade podem caminhar lado a lado. Que sensibilidade não diminui competência. E que autenticidade continua sendo uma das formas mais poderosas de presença. Sua visão também questiona uma lógica amplamente romantizada na sociedade contemporânea: a de que sucesso exige exaustão. Em um mundo que frequentemente transforma cansaço em símbolo de realização, ela defende uma construção profissional baseada em consistência, propósito e equilíbrio. Uma ambição que não ignora a vida fora do trabalho, mas entende que uma trajetória sustentável depende justamente dela. Ao longo dos anos, a dermatologia lhe permitiu observar algo que vai muito além da superfície. Porque, por trás de uma acne, de uma cicatriz, de uma mancha ou da queda de cabelo, raramente existe apenas uma questão estética. Existem inseguranças silenciosas, histórias de comparação, tentativas de pertencimento e, muitas vezes, uma relação fragilizada com a própria imagem. Talvez por isso esta conversa não seja apenas sobre pele. É sobre identidade. Sobre a forma como aprendemos a nos enxergar em um mundo que constantemente tenta nos dizer quem devemos ser. Sobre a diferença entre buscar aprovação e construir confiança. E, acima de tudo, sobre a coragem de permanecer fiel a si mesma, mesmo quando seria mais fácil seguir caminhos já estabelecidos. Porque, no fim, nunca foi apenas sobre beleza. Nunca foi apenas sobre aparência. Nunca foi apenas sobre pele. Trata-se da relação que construímos com nós mesmos quando ninguém mais está olhando. E da liberdade que nasce quando entendemos que nosso valor não depende da validação de ninguém além de nós. Mais do que falar sobre dermatologia, esta é uma conversa sobre a forma como nos enxergamos, nos cuidamos e construímos nossa relação com o mundo. Entre ciência, sensibilidade e propósito, Dra. Beatriz Kalil compartilha as reflexões que moldam sua trajetória e sua visão sobre beleza, autoestima e autenticidade. 1. Em um momento em que o autocuidado se tornou, ao mesmo tempo, tendência e motivo de culpa, por que você acredita que tantas mulheres ainda sentem a necessidade de justificar o próprio cuidado? Acredito que muitas mulheres ainda sentem a necessidade de justificar o próprio cuidado porque, durante muito tempo, fomos ensinadas a colocar as necessidades dos outros à frente das nossas. Existe a ideia de que cuidar de si mesma pode ser algo superficial ou até egoísta, quando, na verdade, deveria ser visto como uma forma de respeito e amor-próprio. Para mim, autocuidado não está relacionado apenas à vaidade. Ele envolve bem-estar, autoestima e saúde. Quando uma mulher se sente bem consigo mesma, isso reflete em todas as áreas da sua vida. Estamos vivendo uma mudança importante nesse sentido, mas ainda há um caminho a percorrer para que o cuidado pessoal seja encarado sem culpa e sem a necessidade de aprovação externa. 2. Você costuma dizer que “a pele fala o tempo inteiro”. Depois de anos ouvindo pacientes, o que ela tem revelado sobre a forma como estamos vivendo hoje? A pele realmente fala o tempo inteiro, e uma das coisas que ela mais revela sobre os tempos atuais é a busca constante por resultados imediatos. Hoje, as pessoas chegam ao consultório carregando inúmeras referências das redes sociais e, muitas vezes, a expectativa de alcançar exatamente o resultado que viram em outra pessoa. Mas a realidade é que cada indivíduo possui uma anatomia, uma estrutura facial e características únicas. Não existe um padrão que possa simplesmente ser reproduzido. Também percebo que vivemos uma era de excesso de informação. Nunca tivemos tanto acesso a conteúdos sobre beleza e estética, mas, ao mesmo tempo, nunca nos comparamos tanto. Essa exposição constante acaba gerando inseguranças e fazendo com que muitas pessoas passem a enxergar defeitos que antes nem percebiam em si mesmas. As queixas que chegam ao consultório dizem muito sobre essa pressão estética e sobre a dificuldade que temos, atualmente, de respeitar os próprios processos. Em estética, assim como em qualquer área da vida, os melhores resultados exigem planejamento, acompanhamento profissional e, principalmente, tempo. A pressa raramente entrega excelência. Por isso, acredito que o papel do profissional vai muito além da realização de procedimentos. Também envolve orientar, alinhar expectativas e ajudar cada paciente a compreender que o objetivo não deve ser se parecer com outra pessoa, mas valorizar a sua melhor versão, respeitando a própria individualidade. 3. Sua trajetória une medicina e uma relação assumida com o universo da beleza. Em algum momento você sentiu que precisava provar sua competência por abraçar a própria feminilidade? Sinceramente, nunca duvidei da minha competência por abraçar minha feminilidade. Para mim, essas duas características jamais estiveram em lados opostos. Sempre acreditei que conhecimento, dedicação e profissionalismo são o que definem uma profissional, e não a forma como ela se veste, se expressa ou escolhe se apresentar ao mundo. Ao longo da minha trajetória, aprendi que não precisamos abrir mão da nossa identidade para sermos respeitadas. Nas redes sociais, por exemplo, nunca senti a necessidade de seguir um padrão ou assumir uma postura que não combinasse comigo apenas para parecer mais séria. Quando decidi mostrar meu lado espontâneo, bem-humorado e leve, percebi que isso se tornou um diferencial. Acredito que a informação não precisa ser distante para ser relevante. Muitas vezes, principalmente na área da saúde, existe uma tendência de comunicar de forma excessivamente formal, o que acaba criando barreiras com o público. Escolhi compartilhar conhecimento sendo quem eu sou, e acredito que essa autenticidade cria conexões genuínas. No fim das contas, feminilidade, personalidade e competência podem coexistir perfeitamente. Talvez seja justamente essa combinação que torne cada profissional única. 4. Vivemos uma cultura que frequentemente associa sucesso à exaustão. O que significa, para você, construir uma carreira de alta performance sem abrir mão da própria identidade? Vivemos em uma cultura que muitas vezes romantiza a exaustão, como se estar constantemente cansada fosse uma prova de comprometimento ou sucesso. Eu não acredito nisso. Para mim, alta performance não significa trabalhar sem parar, mas conseguir entregar resultados com consistência, propósito e inteligência. Sempre acreditei que existe uma diferença entre dedicação e excesso. Quando estou trabalhando, estou totalmente presente e comprometida. Mas também valorizo os momentos fora do consultório, porque são eles que me permitem recarregar, viver novas experiências e continuar evoluindo como profissional e como pessoa. Acredito muito em produtividade inteligente e qualidade de vida. Não vejo sentido em construir uma carreira de sucesso enquanto negligenciamos a própria saúde, os relacionamentos e tudo aquilo que nos faz bem. No longo prazo, isso simplesmente não é sustentável. Para mim, sucesso não é chegar ao limite da exaustão. É construir uma trajetória da qual eu me orgulhe, preservando minha essência e criando uma vida que faça sentido dentro e fora da profissão. 5. Ao longo da sua experiência como dermatologista, o que as inseguranças dos pacientes ensinaram sobre vulnerabilidade humana? Ao longo da minha trajetória, percebi que a pele raramente é apenas pele. Por trás de uma acne, de uma cicatriz, de uma mancha ou da queda de cabelo, muitas vezes existe uma história de insegurança, dor, comparação e busca por aceitação. Meus pacientes me ensinaram, e continuam me ensinando diariamente, que todos nós carregamos vulnerabilidades, inclusive aqueles que, por fora, parecem extremamente confiantes. Aprendi que a autoestima é muito mais delicada do que imaginamos e que pequenas mudanças podem representar grandes transformações na forma como alguém se enxerga e se posiciona no mundo. Essas histórias me tornaram uma profissional mais sensível, mas, acima de tudo, me transformaram como pessoa. Passei a ouvir mais e julgar menos. Entendi que cada indivíduo enfrenta batalhas que nem sempre são visíveis e que a empatia não é apenas uma qualidade necessária na medicina, mas uma forma de enxergar a vida. Hoje, além da dermatologia, valorizo muito mais a autenticidade do que a perfeição. Meus pacientes me lembram diariamente que cuidar da aparência também pode ser uma forma de cuidar da confiança, da saúde emocional e da maneira como nos relacionamos com nós mesmos. 6. Se você pudesse deixar apenas uma mensagem para as próximas gerações de mulheres, qual seria? Se eu pudesse deixar uma mensagem para as próximas gerações de mulheres, seria: não entreguem a ninguém o poder de definir o seu valor. O mundo sempre terá opiniões sobre como vocês devem parecer, agir, envelhecer, amar, trabalhar ou viver. Mas a verdadeira liberdade nasce quando entendemos que não precisamos caber nas expectativas de ninguém para sermos suficientes. Nunca esqueçam que a força de uma mulher não está na perfeição, mas na autenticidade. Está na coragem de ser quem é, mesmo quando isso contraria padrões, tendências ou julgamentos. Espero que vocês se permitam sonhar grande, ocupar espaços, mudar de ideia, recomeçar quantas vezes forem necessárias e construir uma vida que faça sentido para vocês, não para os outros. E, acima de tudo, nunca esqueçam que a beleza mais poderosa que uma mulher pode carregar é a confiança tranquila de quem conhece o próprio valor e não precisa que o mundo o valide.

  • Crianças no casamento: um debate que vai muito além do “sim” ou “não”

    Photo Disclosure Internet Esta semana, no grupo de WhatsApp com minhas noivas, surgiu uma pauta que sempre divide opiniões: convidar ou não crianças para o casamento. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que, em nenhum momento, a conversa passou pela ideia de simplesmente "não gostar de crianças". Pelo contrário. A discussão girou em torno de questões muito mais práticas, como a segurança dos espaços, a ausência de recreação infantil e a responsabilidade dos adultos diante de determinadas situações. O ponto que mais apareceu entre as noivas foi a preocupação com a postura de alguns pais em eventos sociais. Não pelas crianças em si, mas pela falta de intervenção dos responsáveis quando elas estão em situações que podem atrapalhar a cerimônia, comprometer o trabalho da equipe ou até mesmo colocá-las em risco. Sabemos que muitos espaços de casamento não são pensados para receber crianças pequenas sem supervisão constante. Piscinas, equipamentos de som, estruturas de iluminação, cabos aparentes e áreas de circulação intensa podem representar riscos que nem sempre são percebidos à primeira vista. Além disso, existe uma questão que envolve etiqueta e bom senso. Crianças pequenas ainda estão aprendendo a lidar com emoções, cansaço, sono e frustrações. Faz parte da infância. Em gerações anteriores, quando uma criança chorava durante uma cerimônia ou celebração mais silenciosa, era comum que os pais se retirassem por alguns minutos até que ela se acalmasse. Hoje, muitas noivas relatam perceber uma resistência maior a esse movimento, mesmo em ambientes que exigem silêncio e atenção coletiva. E aqui vale um lembrete importante: aprender a ouvir "não", respeitar limites e compreender diferentes contextos sociais também faz parte do desenvolvimento infantil. Não é uma questão de rigidez, mas de preparação para a vida em sociedade. Por isso, para as noivas que estão enfrentando essa decisão, compartilho uma dica valiosa que surgiu justamente durante nossa conversa. Se a sua preocupação está relacionada à segurança ou à estrutura do local, apresente essa questão aos convidados com sinceridade. Explique que a escolha não tem relação com afeto ou preferência, mas com a responsabilidade de garantir o bem-estar de todos. Se você deseja receber crianças, mas tem receio de situações que possam surgir durante a cerimônia, vale conversar previamente com os pais e pensar em soluções conjuntas. Reservar lugares próximos às saídas, disponibilizar um espaço de apoio ou investir em recreação infantil são alternativas que costumam funcionar muito bem. Agora, para quem é como eu e adora ver crianças participando desse momento tão especial, existem diversas formas de tornar a experiência mais agradável para elas. Bolhas de sabão para os momentos ao ar livre, lousas mágicas, livros de atividades, jogos para os maiores e até equipes de recreação podem fazer toda a diferença. No final, a decisão é exclusivamente dos noivos. O mais importante é que ela seja tomada com consciência, considerando a experiência que desejam proporcionar, a segurança das crianças presentes e a forma como essa escolha será comunicada. Porque, gostem ou não, sempre haverá alguém que discordará da sua decisão. E tudo bem. Faz parte da jornada de organizar um casamento aprender que algumas escolhas precisam apenas refletir aquilo que faz sentido para vocês.

  • As últimas horas como Noiva

    Você acorda no susto com o despertador. Percebeu que talvez aquela mistura de chá de melissa com camomila para acalmar os nervos não tenha sido tão leve quanto pensou que fosse. Se espreguiça, pega o celular, tira do modo avião e começam a chegar as mensagens mais esperadas dos últimos 540 dias de organização do casamento: “Chegou o grande dia!”. Photos Disclosure Internet Você se perde na quantidade de mensagens de amigas, familiares e fornecedores perguntando se você está tranquila, o que ironicamente te deixa mais ansiosa. Você decide que não consegue responder todo mundo e segue para as suas últimas atividades de Noiva. Café da manhã, banho, skincare, checklist de todos os itens que precisa levar para o local e, por último, uma ligação para o Noivo, para terem uma última conversa antes de se tornarem marido e mulher. Ao chegar no local do Casamento, se pergunta se realmente era necessário estar lá 6 horas antes da cerimônia, como a sua maquiadora pediu, mas confia nela e prioriza viver o seu dia com calma. Beijos e abraços à administradora do espaço, à decoradora que está lá desde cedo montado o cenário e se dirige ao quarto da Noiva. A caixinha de música está tocando apenas os hits:High School Musical, Hannah Montana, RBD e as melhores divas Pop. A sua maquiadora começa o dia com um spa maravilhoso -que você não quer que acabe-, e a maquiagem e penteado são feitos exatamente como vocês combinaram na prévia, em paz e com calma. Pausa para o almoço, trocam risadas e histórias de casamento com a equipe, mas começa a sentir um friozinho na barriga por saber que o horário da cerimônia está se aproximando! De repente, os fotógrafos chegam, finalmente começou o making of. Duas horas de fotos, poses (tanto planejadas como naturais) e o melhor momento, a chegada do presente do Noivo. Ele escolheu aquelas flores que você ama e aquela jóia que você estava namorando há meses pela internet. Para não perder a emoção do momento, logo depois é surpreendida pela chegada do seu buquê. Depois de tanto tempo, consegue ver com seus próprios olhos uma pequena versão de toda a sua decoração de casamento nas suas mãos. Agora sim, chegou o momento, estão te chamando para colocar o seu vestido. Com um calafrio na coluna, você aceita a ajuda da sua maquiadora para se vestir, já que o vestido tem aqueles lindos botões infinitos e um zíper difícil de fechar sozinha. Ao sair da sala, é recebida com suspiros, elogios e lágrimas, você nunca esteve tão radiante quanto hoje. Suas últimas fotos são tiradas com o acessório mais marcante de uma Noiva, o seu véu. Você se olha no espelho, assimila cada detalhe da sua versão de Noiva e tenta registrar na sua memória os últimos minutos antes de dizer “sim”. Repassa na sua cabeça os votos, as músicas e ordem do cortejo, e tenta se concentrar nas instruções da sua assessora sobre como entrar com o seu pai até o altar, mas a taquicardia começa a invadir o seu peito. Olha para seu pai, que está com lágrimas nos olhos, e pensa “não tinha visto ainda essas linhas perto dos seus olhos”. Percebe que o tempo está passando rápido demais, e ainda mais para ele, que ainda te vê com 10 anos no seu primeiro dia de aula, carregando uma mochila da Barbie Fairytopia. Lá no fundo você sabe, ainda é aquela menina sonhadora. Engatada nele e sua cauda sendo levada pela sua assessora, você começa a caminhar. A cada passo, cada nota das músicas do cortejo, cada cheirada no seu buquê de lírios, você se dá conta que todas as noites conversando sobre planejamento, as infinitas pastas no Pinterest desde os seus 15 anos e as economias para pagar tudo, valeram a pena. Afinal de contas, ao estar na frente da porta fechada pronta para entrar, entende que era esse o verdadeiro objetivo. Caminhar até o altar, encontrar a única pessoa no mundo com a qual você se vê envelhecendo e declarar o seu amor, com o apoio de todos os seus outros amores. O que acontece a seguir, minha querida, será uma surpresa que vou te conceder viver somente ao vivo, quando chegar a sua vez. A única coisa que posso te antecipar, é que não existe sentimento igual ao de caminhar por um longo corredor florido, vendo o seu futuro à sua frente, com os sentimentos de uma jovem apaixonada.

  • Brenner Longo: Muito Além do Espelho! Como a autoestima, a naturalidade e a conexão humana se tornaram os pilares de uma trajetória que transforma vidas

    'BEAUTY' EDITION COVER - JUNE 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ / @demmacedo / Beauty: @dariobion / Vídeo: @olivervideomaker_ / Styling: @diegobbueno @eduardomurari Vivemos em uma época em que a imagem ocupa um espaço cada vez maior em nossas vidas. Entre telas, filtros e versões cuidadosamente editadas de quem somos, olhar para o espelho deixou de ser um ato simples. Para muitos, tornou-se um exercício constante de comparação. Mas e se a verdadeira transformação não estivesse na tentativa de se tornar alguém diferente? E se ela começasse justamente no momento em que aprendemos a reconhecer, valorizar e respeitar aquilo que nos torna únicos? É nessa reflexão que a trajetória de Brenner Longo encontra seu significado mais profundo. Nascido em Bicas, uma cidade de aproximadamente 15 mil habitantes no interior de Minas Gerais, Brenner cresceu cercado pelos valores que ainda hoje definem sua forma de enxergar o mundo: proximidade, verdade e cuidado com as pessoas. Influenciado pelo pai, escolheu a Odontologia como profissão e seguiu o caminho que parecia natural para sua história. Mas foi em 2017, durante seu primeiro contato com a Harmonização Facial, que encontrou algo que mudaria completamente sua perspectiva sobre a carreira. Não foi a técnica que o impactou. Não foram os procedimentos. Foi a reação das pessoas. A alegria de quem voltava a sorrir com mais confiança. O brilho no olhar de quem passava a se enxergar de uma forma diferente. A percepção de que pequenas mudanças externas podiam despertar transformações muito maiores internamente. Desde então, Brenner construiu uma trajetória baseada em uma filosofia que vai na contramão dos excessos que frequentemente dominam o universo da estética. Em vez de transformar rostos, sua proposta sempre foi valorizar identidades. Em vez de seguir padrões, preservar individualidades. Para ele, a naturalidade não é apenas uma característica estética. É um compromisso. Em um cenário onde a busca pela perfeição se tornou quase uma exigência silenciosa, Brenner defende que a verdadeira beleza está na autenticidade. Que procedimentos devem respeitar a essência de cada paciente. E que saúde emocional, autoestima e bem-estar precisam caminhar lado a lado com qualquer transformação física. Talvez por isso sua história vá muito além da estética. Ao longo dos anos, ele compreendeu que o que realmente permanece não é o resultado visto no espelho, mas a confiança construída a partir dele. É o impacto que alcança relacionamentos, sonhos, oportunidades e a forma como cada pessoa escolhe ocupar seu espaço no mundo. Ao mesmo tempo, em uma trajetória marcada por crescimento e reconhecimento nacional, Brenner preserva aquilo que considera sua maior conquista: a família. Mesmo vivendo longe de suas origens, mantém o compromisso de estar presente na vida das pessoas que mais ama, lembrando diariamente que nenhum sucesso profissional pode substituir a importância dos laços que nos sustentam. Em um mercado frequentemente associado à aparência, sua mensagem é surpreendentemente simples. Antes de qualquer procedimento, existe uma história. Antes de qualquer mudança estética, existe um ser humano. E talvez seja justamente por isso que seu trabalho encontre tanta conexão com as pessoas. Porque, no fim, a verdadeira transformação nunca começa no rosto. Ela começa na forma como escolhemos nos enxergar. Em um lugar frequentemente guiado pela aparência, Brenner Longo escolheu construir sua trajetória a partir da essência. Nesta entrevista exclusiva para a Hooks Magazine, ele fala sobre origem, propósito, família, autoestima e a responsabilidade de enxergar cada paciente muito além do reflexo no espelho. 1. Você nasceu em uma cidade de cerca de 15 mil habitantes no interior de Minas Gerais e construiu uma trajetória que o levou a se tornar uma referência nacional em harmonização facial. Quando olha para trás, qual foi o momento decisivo em que percebeu que sua história poderia ir muito além da odontologia tradicional e dos limites da cidade onde cresceu? O momento decisivo, a verdadeira mudança de chave, aconteceu quando fiz meu primeiro curso de Harmonização Facial, em 2017. Meu primeiro contato com a estética foi algo maravilhoso e surpreendente, principalmente quando vi a reação dos pacientes logo após os procedimentos. A alegria, a confiança e a energia que surgiam naquele momento me marcaram profundamente. Ali nasceu a certeza de que eu poderia proporcionar às pessoas uma nova forma de se enxergarem, renovando a autoestima e o cuidado consigo mesmas. Foi o ponto de partida da minha jornada. Entendi que aquilo era apenas o começo e que eu precisava estar em um lugar onde pudesse levar uma estética natural, verdadeira e com propósito para o maior número de pessoas possível. 2. Muito se fala sobre estética como uma transformação externa, mas você costuma associar seu trabalho à autoestima e à forma como as pessoas se enxergam. Em uma sociedade marcada por redes sociais, filtros e padrões de beleza cada vez mais presentes, como a relação entre imagem, confiança e identidade tem evoluído nos últimos anos? Hoje, a nossa imagem tem um papel muito importante, não apenas na forma como somos vistos pelas pessoas ao nosso redor, mas principalmente na maneira como nos enxergamos. Quando nos sentimos bem e cuidamos de nós mesmos, isso gera impactos positivos em diversas áreas da vida. Uma coisa acaba levando à outra. Passamos a olhar para nós de forma mais ampla e, naturalmente, buscamos evoluir em diferentes aspectos. Por isso, acredito que todos merecem ter a oportunidade de se cuidar, independentemente da forma escolhida. Ter um momento dedicado à própria autoestima pode ser o início de uma transformação muito maior. 3. Você construiu sua carreira defendendo a naturalidade em um mercado muitas vezes impulsionado por excessos e tendências passageiras. O que significa, na prática, ajudar alguém a encontrar sua melhor versão sem perder aquilo que o torna único? A naturalidade nunca pode ser esquecida ou distorcida. Nossa essência e nossas características devem ser preservadas. A estética não vem para modificar quem somos, mas para valorizar aquilo que já existe de forma única em cada pessoa. Por isso, os procedimentos precisam ser individualizados, respeitosos e alinhados à identidade de cada paciente. Infelizmente, em muitos casos, essa visão acabou se perdendo devido à pressão dos padrões impostos pela sociedade. Mas eu sempre digo que, antes de realizar qualquer procedimento, precisamos enxergar o paciente como um todo e colocar a saúde acima de qualquer outra questão. Muitas vezes, precisamos cuidar da nossa mente antes mesmo de cuidar do nosso rosto. 4. Toda grande trajetória carrega desafios, renúncias e aprendizados. Qual foi o obstáculo mais marcante que você precisou superar para chegar onde está hoje, e como essa experiência influenciou a forma como você enxerga sucesso e realização? Sem dúvida, o maior desafio foi sair da minha cidade e deixar para trás a tranquilidade de uma vida menos acelerada. Hoje moro longe da minha família e do meu filho, mas tenho como compromisso inegociável estar presente na vida deles. Viajo todas as semanas de São Paulo para o interior para manter os laços mais importantes da minha vida. O convívio com minha família e com meu filho é algo essencial para mim. Esse é, talvez, o maior aprendizado da minha trajetória: nenhum sucesso profissional será maior do que o sucesso pessoal de estar perto e acompanhar aqueles que amamos. Família é tudo para mim, e isso jamais mudará. 5. Seu trabalho está diretamente ligado à aparência, mas muitos pacientes relatam mudanças que vão muito além do espelho, impactando confiança, relacionamentos, carreira e qualidade de vida. Na sua visão, qual é a maior diferença entre transformar um rosto e transformar uma vida? Transformar um rosto pode ser algo temporário para muitas pessoas. Como seres humanos, acabamos nos acostumando rapidamente com as coisas boas e, muitas vezes, continuamos buscando mais. Mas quando a mudança alcança não apenas a estética, e sim a forma como a pessoa se enxerga e vive, o impacto é muito maior. É nesse momento que vemos reflexos positivos na autoestima, na alegria, nos relacionamentos e em diversas áreas da vida. O cuidado consigo mesmo, a confiança e o amor-próprio são transformações que permanecem. São conquistas que ninguém pode tirar de nós. 6. Além de construir uma carreira de destaque, você se tornou uma referência para profissionais e pacientes em todo o país. Quando olha para tudo o que construiu até aqui, qual é o legado que deseja deixar? Se tivesse a atenção do mundo inteiro por alguns minutos, o que faria questão de dizer? Quero ser lembrado como um profissional que transmite verdade e que entende cada pessoa como única. Quando um paciente chega até mim, a última coisa sobre a qual conversamos é o procedimento em si. Antes disso, falamos sobre a vida. Procuro entender quem aquela pessoa é, o que a trouxe até ali e quais desafios ela enfrenta. A partir dessa compreensão, consigo construir um plano que realmente faça sentido para ela, olhando para todos os aspectos que podem estar impactando seu bem-estar. O próprio conceito de saúde nos ensina que ela representa um estado de completo bem-estar físico e psicológico. Por isso, sempre digo aos meus alunos que, quando lidamos com vidas, nossa obrigação é olhar para o ser humano de forma integral, e não enxergá-lo apenas como um procedimento ou uma fonte de lucro. Nossa maior recompensa não está em realizar tratamentos. Está em realizar sonhos, transformar histórias e ajudar cada pessoa a se sentir mais especial de alguma forma.

  • MARCOS PITOMBO: A ARTE DE PERMANECER EM MOVIMENTO

    ‘MAN’ EDITION COVER - JUNE 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ / @demmacedo / Beauty: @dariobion / Vídeo: @olivervideomaker_ / Styling: @diegobbueno @eduardomurari / Studio: @nasulstudio Em uma indústria que celebra o novo a cada temporada, permanecer relevante por mais de duas décadas exige muito mais do que talento. Exige reinvenção, consistência e, acima de tudo, autenticidade. Marcos Pitombo construiu sua trajetória exatamente sobre esses pilares. Dono de uma carreira sólida e multifacetada, o ator atravessou diferentes fases do audiovisual brasileiro sem jamais perder aquilo que o distingue: a capacidade de transformar cada personagem em uma experiência genuinamente humana. Ao longo de mais de vinte anos, Pitombo consolidou seu espaço como um dos artistas mais respeitados de sua geração. Entre televisão, cinema, streaming e teatro, desenvolveu uma carreira marcada pela versatilidade, transitando com naturalidade por diferentes formatos, gêneros e linguagens. Mais do que acumular trabalhos de sucesso, construiu uma trajetória pautada pela busca constante por evolução artística. Mas, para Marcos, o verdadeiro segredo da longevidade não está na experiência acumulada. Está na capacidade de continuar aprendendo. “Depois de mais de vinte anos de carreira, continuo descobrindo coisas novas sobre os personagens, sobre as pessoas e sobre mim mesmo”, revela. “Cada trabalho traz perguntas diferentes, exige um olhar diferente e me convida a sair das minhas certezas.” A fala sintetiza uma característica que acompanha toda sua jornada: a curiosidade permanente. Em uma profissão que exige observação, escuta e sensibilidade, Pitombo acredita que a evolução acontece justamente quando o artista se permite permanecer aberto ao desconhecido. Essa disposição para explorar novos territórios o levou a construir uma carreira diversa e consistente. Na televisão, conquistou o público em produções como Os Mutantes, Promessas de Amor, A História de Ester, Vidas em Jogo, Pecado Mortal, Vitória, Babilônia, Haja Coração, Orgulho e Paixão e Salve-se Quem Puder. Personagens distintos, universos narrativos variados e uma característica em comum: a entrega emocional que imprime verdade às histórias que conta. No cinema, ampliou seu repertório em produções como Jardim dos Girassóis e Os Farofeiros 2, demonstrando a capacidade de navegar entre registros dramáticos e cômicos com a mesma segurança. Já no streaming, acompanhou as transformações da indústria ao integrar projetos como Chuva Negra, reforçando sua sintonia com as novas formas de narrativa que vêm redefinindo o entretenimento contemporâneo. Apesar de sua presença consolidada nas telas, é nos palcos que Marcos tem vivido alguns dos momentos mais transformadores de sua trajetória recente. “O teatro me permite uma participação mais ampla no processo criativo”, afirma. “Existe um espaço maior para idealizar projetos, escolher histórias e construir algo de forma mais autoral.” Essa busca por uma participação mais ativa no processo artístico encontrou terreno fértil em trabalhos como Clarice e Nelson, espetáculo inspirado nas obras e reflexões de Clarice Lispector e Nelson Rodrigues, e mais recentemente em Poemas, texto de Gabriel Chalita que aborda temas universais como amor, memória, perdas e existência. No palco, sem cortes ou segundas tomadas, o ator encontra um tipo de conexão que nenhuma outra linguagem consegue reproduzir completamente. “Existe uma troca de energia muito poderosa entre atores e plateia. Cada apresentação é única. O teatro exige vulnerabilidade, disciplina e presença absoluta.” Essa entrega integral parece refletir o momento atual de sua carreira. Um período marcado menos pela busca por visibilidade e mais pela procura por significado. Ao falar sobre os critérios que orientam suas escolhas profissionais hoje, Pitombo demonstra a maturidade de quem compreende que sucesso e realização nem sempre caminham pelos mesmos caminhos. “Busco histórias que despertem curiosidade, que tragam reflexão e personagens que me desafiem. Não penso apenas na dimensão do projeto, mas na conexão que ele estabelece comigo e no que pode acrescentar à minha trajetória artística.” É uma visão que revela não apenas um artista experiente, mas alguém que compreende a importância da coerência em um mercado frequentemente pautado pela velocidade e pela exposição constante. Essa coerência também se manifesta fora dos palcos e das telas. Ao longo dos anos, Marcos construiu uma presença pública alinhada a valores como respeito, inclusão, diversidade e bem-estar animal. Em uma era em que autenticidade se tornou uma das moedas mais valiosas da vida contemporânea, sua postura reforça a ideia de que influência e responsabilidade caminham juntas. “Vivemos uma época em que a visibilidade vem acompanhada de responsabilidade”, reflete. “O papel do artista vai além dos personagens que interpreta. Também passa pelos espaços de diálogo que ocupa e pelos valores que escolhe defender.” Essa consciência sobre o impacto de sua voz ajuda a explicar por que sua trajetória permanece relevante após mais de duas décadas. Seu trabalho não se limita ao entretenimento; ele também promove reflexão, empatia e conexão humana. Quando questionado sobre o legado que deseja construir, sua resposta revela a essência de tudo o que edificou até aqui. “Nunca pensei em legado como algo que se constrói sozinho. Mas espero que minha trajetória seja lembrada pela coerência, pela autenticidade e pelo respeito ao público e à profissão que escolhi.” Talvez seja exatamente isso que torna Marcos Pitombo uma figura tão singular no cenário artístico brasileiro. Em um ambiente onde a permanência costuma ser um desafio, ele transformou a evolução em método, a curiosidade em combustível e a autenticidade em assinatura. Hoje, mais do que um ator reconhecido por seus personagens, Marcos representa uma geração de artistas que compreende a arte como um processo contínuo de descoberta. Um intérprete que segue expandindo horizontes, explorando novas linguagens e construindo pontes entre histórias e pessoas. Confira entrevista exclusiva com Marcos Pitombo: 1. Depois de mais de 20 anos de carreira, o que ainda faz a atuação te desafiar e te motivar diariamente? Acho que o que mais me motiva é justamente o fato de que a atuação nunca se esgota. Depois de mais de vinte anos de carreira, continuo descobrindo coisas novas sobre os personagens, sobre as pessoas e sobre mim mesmo. Cada trabalho traz perguntas diferentes, exige um olhar diferente e me convida a sair das minhas certezas. A arte da interpretação tem muito a ver com observação e escuta. Quanto mais experiências você acumula, mais repertório emocional você tem, mas também mais responsabilidade para contar histórias de forma verdadeira. Hoje me interessa muito a ideia e a possibilidade de compreender universos humanos distintos do meu. E também amplificar a minha voz. Talvez esse seja o maior desafio e, ao mesmo tempo, o maior privilégio da profissão: permanecer curioso. Acredito que o dia em que eu achar que já sei tudo sobre atuar será justamente o dia em que deixarei de evoluir. E essa busca permanente por descoberta é o que continua me movendo. 2. Entre televisão, cinema, streaming e teatro, qual formato mais tem despertado seu interesse atualmente e por quê? Tenho dificuldade em escolher um formato específico porque, no fim das contas, o que me move é o mesmo em todos eles: o trabalho do ator. Independentemente do veículo, estamos sempre diante do mesmo desafio, que é compreender o ser humano, construir personagens e contar histórias de forma verdadeira. Cada linguagem, naturalmente, tem suas particularidades. A televisão possui uma capacidade única de alcançar milhões de pessoas e criar uma relação muito próxima com o público ao longo do tempo. O cinema me encanta pela riqueza estética, pela força da imagem e pela possibilidade de eternizar uma história. O streaming ampliou as possibilidades narrativas, permitindo personagens mais complexos e formatos mais livres. Já o teatro oferece algo insubstituível: o encontro ao vivo, a troca imediata com a plateia e a sensação de que cada apresentação é única. Mas, apesar das diferenças técnicas e criativas, existe algo que une todas essas experiências. Em qualquer uma delas, o exercício continua sendo o mesmo: ouvir, observar, compreender emoções e emprestar um pouco de si para dar vida a outras histórias. Talvez por isso eu nunca tenha olhado para esses formatos como escolhas excludentes. Todos eles me interessam porque, de maneiras diferentes, alimentam a mesma paixão que me acompanha há mais de vinte anos: atuar. 3. O teatro tem ocupado um espaço importante na sua trajetória recente. O que os palcos te oferecem que outras linguagens não conseguem proporcionar? Acredito que o teatro ocupa um lugar especial neste momento da minha trajetória porque ele me permite uma participação mais ampla no processo criativo. Com o passar dos anos, é natural que muitos atores também passem a assumir um olhar de produtor e idealizador dos próprios projetos, participando mais ativamente das escolhas dos temas, dos textos e das histórias que desejam levar ao público. E o teatro oferece muito espaço para esse tipo de construção mais autoral. Além disso, existe uma dimensão do palco que nenhuma outra linguagem consegue reproduzir completamente: o encontro direto com o público. No teatro, tudo acontece em tempo real. Não há corte, edição ou segunda tomada. Existe uma troca de energia muito poderosa, em que atores e plateia compartilham a mesma experiência naquele exato momento. Também é uma linguagem que exige do intérprete uma entrega muito completa. O ator está ali com sua voz, seu corpo, sua presença e sua capacidade de se conectar com a narrativa do início ao fim. Tenho vivido isso de forma muito intensa nos meus trabalhos recentes. Em Poemas, por exemplo, além da interpretação, fui desafiado a explorar outras formas de expressão, como o canto, o movimento e uma relação ainda mais física com a cena. Foi um processo extremamente enriquecedor. Talvez por isso o teatro continue sendo um espaço tão fascinante para mim. Ele exige vulnerabilidade, disciplina e presença absoluta. É um exercício constante de escuta, de entrega e de descoberta. E, depois de mais de vinte anos de carreira, continuar encontrando lugares que me desafiem artisticamente é algo que valorizo cada vez mais. 4. Como você escolhe os projetos que deseja fazer hoje, em um momento de tanta maturidade profissional? Hoje, mais do que nunca, busco coerência nas minhas escolhas. Procuro histórias que me despertem curiosidade, que tragam alguma reflexão e, principalmente, personagens que me desafiem como ator. A maturidade profissional acaba nos dando uma compreensão mais clara do que faz sentido para o momento que estamos vivendo. Não penso apenas na dimensão do projeto ou no alcance que ele pode ter, mas na conexão que ele estabelece comigo e no que ele pode acrescentar à minha trajetória artística. No fim, continuo sendo movido pela mesma inquietação que me trouxe até aqui: a vontade de contar boas histórias e de encontrar personagens que me levem para lugares que eu ainda não conheço. 5. Qual legado você espera construir como artista para além dos personagens que interpreta? Nunca pensei muito em legado como algo que se constrói sozinho ou que possa ser planejado. Mas espero que minha trajetória seja lembrada pela coerência, pela autenticidade e pelo respeito ao público e à profissão que escolhi. Vivemos uma época em que a visibilidade vem acompanhada de responsabilidade. Acredito que o papel do artista vai além dos personagens que interpreta. Também passa pela forma como ele ocupa os espaços de diálogo, pelos valores que defende e pela maneira como utiliza sua voz para contribuir com reflexões importantes. Procuro fazer isso de forma genuína, tanto nos projetos dos quais participo quanto na minha vida pública. Se, ao longo da minha trajetória, eu conseguir inspirar mais empatia, respeito e sensibilidade através do meu trabalho e das minhas atitudes, já me sentirei realizado. No fim, acredito que as histórias que contamos têm valor, mas a forma como escolhemos viver e nos relacionar com o mundo também faz parte da nossa obra.

  • Fotógrafo das celebridades Nilo Siqueira celebra casamento na Itália

    Photos: @luigimatino_ Após oficializarem a união civil em Londres, no mês passado, Nilo Siqueira e Marco Altamura celebraram nesta sexta-feira (5) o aguardado casamento na Itália. O fotógrafo, conhecido por trabalhar com celebridades como Virginia Fonseca e Belle Silva, reuniu familiares e amigos para uma celebração marcada por sofisticação, experiências exclusivas e cenários deslumbrantes. As comemorações tiveram início na quinta-feira (4), com um pré-wedding realizado na Costa Amalfitana. Em clima descontraído, os convidados foram recebidos para um encontro à beira-mar que serviu como aquecimento para o grande dia. Já nesta sexta-feira, o casal protagonizou uma cerimônia repleta de emoção. Um dos momentos mais marcantes aconteceu logo após a troca de votos, quando uma explosão de fumaça colorida tomou conta do céu, criando um cenário vibrante para o beijo dos noivos. Entre os destaques da celebração estão as alianças Cartier Trinity, avaliadas em cerca de R$ 30 mil cada, além dos looks assinados pelo stylist brasileiro Rodolpho Rodrigo. Com investimento estimado em R$ 1,2 milhão, o casamento reforça a tendência de celebrações-destino e transformou a Itália no palco de um dos momentos mais especiais da trajetória do casal. “Estou vivendo um dos momentos mais felizes da minha vida. Ver pessoas que amamos vindo de diferentes partes do mundo para celebrar nossa história é algo que nos emociona profundamente. É uma honra reunir amigos e familiares em um lugar tão especial para compartilhar esse capítulo tão importante da nossa vida”, afirma Nilo Siqueira.

  • Camila Dias apresenta a Benuá: uma nova fase de amadurecimento, propósito e expansão no mercado de beleza

    A influenciadora e empresária Camila Dias está vivendo um novo capítulo em sua trajetória no empreendedorismo com o lançamento da Benuá, marca que surge após a evolução de um projeto anterior e marca um reposicionamento estratégico e emocional em sua carreira no segmento de perfumaria. Photo Disclosure Press Camila Dias A nova marca nasce não como ruptura, mas como continuidade de uma história de aprendizado, crescimento e adaptação ao mercado, incluindo também a necessidade de mudança de nome após uma ação judicial relacionada à similaridade com outra marca já existente. “Foi o meu primeiro sonho realizado. A primeira marca me permitiu entrar no mercado, aprender, errar, acertar e provar para mim mesma que eu era capaz. Mas ela cresceu e mostrou potencial para ir além do que foi pensado inicialmente. A Benuá nasce como uma evolução natural. Não é uma ruptura, é um amadurecimento”, explica Camila. Photo Disclosure Press Camila Dias Uma nova fase mais estratégica e madura Se a primeira fase foi marcada por coragem e experimentação, a Benuá representa um momento de mais clareza e posicionamento estratégico. Camila destaca que hoje compreende melhor o comportamento do consumidor e a importância de construir uma marca com visão de longo prazo. “Na primeira fase eu tinha paixão, coragem e vontade. Agora eu tenho isso, mas também experiência. Entendo melhor o mercado e a responsabilidade de construir algo sólido.” Photo Disclosure Press Camila Dias Uma marca alinhada ao momento pessoal e profissional A Benuá também reflete o momento atual da empresária, que se vê em uma fase mais consolidada como mulher e empreendedora. “Ela representa uma mulher que continua sonhando, mas já construiu muita coisa. Carrega sofisticação, propósito, identidade e ambição.” Posicionamento focado em desejo e conexão emocional A nova estratégia da marca aposta em um posicionamento aspiracional, com foco em conexão emocional e identificação com o público. “Não queremos apenas vender produtos. Queremos criar desejo, pertencimento e identificação. A comunicação é mais madura, mais estratégica e focada em construção de marca.” O desafio emocional da mudança Camila também destaca o impacto emocional de deixar para trás uma marca já reconhecida. Photo Disclosure Press Camila Dias “Foi difícil. Existe um apego enorme, porque representa uma fase muito importante da minha vida. Mas às vezes é preciso abrir mão do confortável para crescer. Foi uma decisão racional e emocional ao mesmo tempo.” Aprendizados que moldam o futuro Entre os principais aprendizados da trajetória anterior, a empresária reforça a importância da construção de marca e da experiência do consumidor. “Aprendi que produto é importante, mas marca é tudo. As pessoas não compram apenas um perfume, elas compram uma história, uma sensação e uma identidade.” Lançamento e resposta do público A Benuá foi oficialmente lançada no dia 6 e já teve boa recepção inicial do público, segundo Camila. “Foi emocionante. Recebemos muitas mensagens de apoio, expectativa e carinho. Isso mostra que existe uma comunidade acreditando no projeto.” Perfume como experiência e identidade Para Camila, o crescimento do mercado de perfumaria está diretamente ligado à busca por experiências e identidade. “As pessoas querem se sentir representadas. O perfume virou uma extensão da personalidade e da forma como alguém quer ser lembrado.” Uma marca com visão de expansão Embora a perfumaria seja o foco inicial, a Benuá já nasce com planos de expansão para o setor de beleza e bem-estar. “Estamos desenvolvendo hidratantes com as mesmas fragrâncias dos perfumes há mais de um ano, mas ainda não lançamos porque quero chegar em uma formulação que me agrade 100%.” Propósito e mensagem da Benuá Photo Disclosure Press Camila Dias Mais do que produtos, a marca busca transmitir uma mensagem de autoestima, fé e autenticidade. “Quero transmitir a sensação de que você merece viver uma vida bonita. Não perfeita. Bonita.” Múltiplos papéis na construção da marca Camila finaliza destacando a multiplicidade de funções que exerce no negócio. “Hoje me vejo como influenciadora, diretora criativa e empresária ao mesmo tempo. Cada papel fortalece o outro. É intenso, mas sigo fazendo o melhor que consigo.” A Benuá, portanto, surge como símbolo de uma nova fase: mais consciente, estratégica e alinhada à construção de uma marca que busca ir além do produto, para se tornar experiência, identidade e pertencimento.

  • RENATA SPALLICCI: A MULHER QUE TRANSFORMA PAIXÃO EM LEGADO

    ‘BRASIL’ EDITION COVER - JUNE 2026 ISSUE Photos: @picsmarioficial / Make And Hair: @ninaroiz / Look: @brunoliveira / Production: Team Bruno Oliveira / Advisor : @kaiocezzar_ Existem pessoas que constroem carreiras de sucesso. Outras constroem legados. Renata Spallicci pertence ao segundo grupo. Vice-Presidente Executiva da Apsen Farmacêutica, autora best-seller, empresária, ex-atleta de fisiculturismo e atualmente Rainha de Bateria da Império de Casa Verde, Renata representa uma nova geração de lideranças que desafia padrões e prova que é possível ocupar diferentes espaços sem abrir mão da própria essência. Com mais de duas décadas de atuação no setor farmacêutico, sua história é marcada por uma combinação rara entre visão estratégica, sensibilidade humana e capacidade de transformar desafios em oportunidades. Integrante da terceira geração da família fundadora da Apsen, ela compreendeu desde cedo que herdar uma empresa significava muito mais do que assumir uma posição. Significava assumir uma responsabilidade. Foi justamente essa visão que guiou sua trajetória profissional. Ao longo dos anos, buscou conhecer profundamente o negócio, atuando em diferentes áreas da companhia e participando ativamente da construção de um modelo de crescimento sustentável. Um dos momentos mais emblemáticos dessa jornada aconteceu entre 2015 e 2020, quando a empresa dobrou de tamanho, consolidando-se como uma das grandes referências do setor farmacêutico nacional. Mas para Renata, os números contam apenas parte da história. Seu maior orgulho está em ter participado da construção de uma cultura organizacional sólida, capaz de acompanhar o crescimento da empresa sem perder seus valores, sua identidade e sua essência. Para ela, resultados extraordinários acontecem quando pessoas, propósito e estratégia caminham juntos. Essa visão se reflete diretamente em sua forma de liderar. Renata acredita que nenhuma empresa alcança grandes resultados sem as pessoas certas. Por isso, faz da confiança, da autonomia e do desenvolvimento humano pilares fundamentais de sua gestão. Mais do que formar equipes competentes, busca construir times apaixonados, capazes de enxergar significado em suas jornadas profissionais. A inspiração para essa filosofia de liderança está presente em um dos seus livros mais conhecidos, Sucesso é o Resultado de Times Apaixonados. Na obra, ela compartilha um aprendizado que carrega desde a juventude: a importância de conectar sonhos. Para Renata, as pessoas entregam o melhor de si quando conseguem enxergar que seus objetivos pessoais podem crescer junto com os objetivos da organização. É dessa conexão entre propósito individual e propósito coletivo que surgem equipes capazes de gerar transformação verdadeira. Mas limitar Renata Spallicci ao universo corporativo seria ignorar a riqueza de sua trajetória. A literatura ocupa um espaço importante em sua vida. Autora de quatro livros, ela encontrou na escrita uma forma de ampliar seu impacto e compartilhar experiências capazes de inspirar outras pessoas. Suas obras abordam temas como liderança, gestão, cultura organizacional e desenvolvimento humano, sempre com uma abordagem prática e profundamente conectada às relações humanas. O esporte também desempenhou papel fundamental em sua formação. Como ex-atleta de fisiculturismo, aprendeu que disciplina, consistência e resiliência são construídas diariamente, muito antes de qualquer conquista se tornar visível aos olhos do público. Mais recentemente, foi o samba que trouxe uma nova dimensão à sua jornada. Coroada Rainha de Bateria da Império de Casa Verde, Renata abraçou um desafio que vai muito além do brilho da avenida. Sua chegada à escola representa sua participação em um projeto coletivo que une tradição, cultura, comunidade e transformação social. Ela acredita no poder do Carnaval como ferramenta de inclusão, pertencimento e desenvolvimento humano. Por isso, pretende utilizar sua atuação para fortalecer iniciativas ligadas à saúde, qualidade de vida e geração de oportunidades para a comunidade. A conexão com a escola ganhou ainda mais significado através do enredo que celebra a cultura caipira e homenageia Jaguariúna, cidade pela qual Renata possui grande carinho e onde viveu momentos marcantes de sua trajetória pessoal. Toda essa pluralidade faz dela uma figura singular no cenário brasileiro. Executiva, escritora, esportista, empresária e sambista. Em vez de escolher apenas um caminho, Renata decidiu ocupar todos os espaços que fazem sentido para sua essência. Essa postura também se reflete em sua defesa da liderança feminina. Embora reconheça os avanços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, ela acredita que ainda existem barreiras importantes a serem superadas. Para Renata, o futuro da liderança feminina passa pela construção de ambientes onde mulheres possam exercer seu potencial de forma autêntica, sem precisar se adaptar a modelos que não representam quem realmente são. Mais do que abrir portas para si mesma, ela acredita na responsabilidade de abrir caminhos para outras mulheres. Porque, em sua visão, quando uma mulher cresce sozinha existe uma conquista. Quando ela ajuda outras mulheres a crescerem, existe uma transformação. Ao olhar para tudo o que construiu até aqui, Renata não mede sua trajetória pelos cargos que ocupou, pelos livros que publicou ou pelos títulos que conquistou. Seu maior objetivo é deixar marcas positivas na vida das pessoas. Inspirar talentos. Desenvolver líderes. Criar oportunidades. Conectar sonhos. Talvez seja justamente por isso que sua história ultrapassa os limites do mundo corporativo e se transforma em algo maior. Uma história sobre propósito. Uma história sobre impacto. Uma história sobre legado. Confira agora entrevista completa com Renata: 1. Você construiu uma carreira de destaque na indústria farmacêutica. Qual foi a decisão mais importante para alcançar a posição de liderança que ocupa hoje? A decisão mais importante foi compreender muito cedo a responsabilidade que acompanhava o privilégio de fazer parte da terceira geração de uma empresa familiar. Desde jovem, entendi que meu papel não era simplesmente dar continuidade ao negócio fundado pela minha família, mas ajudar a garantir sua sustentabilidade e sua perenidade para as próximas gerações. Por isso, construí minha trajetória aprendendo o negócio de forma profunda, atuando em diferentes áreas e trabalhando lado a lado com meu pai, Renato Spallicci, que sempre foi uma grande referência para mim como líder e empreendedor. Um dos momentos mais marcantes da minha carreira foi o ciclo de crescimento que lideramos entre 2015 e 2020, quando a Apsen dobrou de tamanho. Mas o que mais me orgulha não é o crescimento em si. É o fato de termos conseguido crescer preservando aquilo que nos trouxe até aqui. Durante esse período, dedicamos uma atenção enorme ao fortalecimento da nossa cultura corporativa, à evolução da governança e à preparação da empresa para os próximos desafios. Meu foco sempre foi garantir que a cultura acompanhasse a velocidade do crescimento. Hoje, vivemos um novo ciclo e um novo desafio: preparar a Apsen para dobrar de tamanho mais uma vez. E continuo acreditando que crescimento sustentável acontece quando conseguimos equilibrar resultado, pessoas, cultura e visão de longo prazo. Mais do que ocupar uma posição de liderança, vejo minha missão como a de ajudar a construir o futuro de uma empresa que, aos 57 anos de história, continua sonhando grande sem perder sua essência. 2. Em um mercado cada vez mais competitivo, quais são os pilares que sustentam sua forma de liderar pessoas e equipes? Acredito que tudo começa pelas pessoas. Ao longo da minha trajetória, aprendi que uma empresa pode ter uma estratégia brilhante, processos bem estruturados e metas ambiciosas, mas nada disso acontece sem as pessoas certas. Por isso, um dos pilares da minha liderança é cercar-me de profissionais que compartilhem valores, propósito e vontade genuína de construir algo relevante. Competência é fundamental, mas atitude, caráter e alinhamento cultural fazem toda a diferença no longo prazo. O segundo pilar é a confiança. Eu acredito em dar autonomia, desenvolver talentos e criar um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para contribuir, inovar, aprender e crescer. Mas existe um terceiro pilar que talvez seja o mais especial para mim: a paixão. No meu segundo livro, Sucesso é o Resultado de Times Apaixonados, compartilho um aprendizado que recebi muito cedo do meu pai, Renato Spallicci, e que se tornou uma das bases da minha forma de liderar: conectar sonhos. As pessoas não dedicam seu melhor apenas por uma meta ou por um resultado financeiro. Elas se dedicam quando enxergam significado no que fazem. Por isso, sempre procurei conectar o sonho da Apsen aos sonhos individuais de cada colaborador. Quando uma pessoa percebe que pode crescer, se desenvolver e realizar seus próprios objetivos enquanto contribui para algo maior, o engajamento deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma escolha. É dessa combinação entre pessoas certas, confiança e paixão que nascem os times capazes de construir resultados extraordinários. 3. Além do universo corporativo, você também se destaca na literatura, no esporte e no samba. Como essas diferentes experiências contribuem para sua visão de sucesso? Cada uma dessas experiências me ensinou uma dimensão diferente da vida. O esporte me ensinou disciplina, consistência e resiliência. Aprendi que resultados extraordinários são construídos nas pequenas escolhas que fazemos todos os dias. A literatura me ensinou o poder da influência e das histórias. Escrever é uma forma de compartilhar aprendizados, provocar reflexões e ampliar impacto. Meus livros nasceram do desejo de transformar experiências vividas em conhecimento que possa ajudar outras pessoas em suas próprias jornadas. E o samba me ensinou algo muito valioso: ninguém constrói nada grandioso sozinho. O Carnaval é uma das maiores expressões de trabalho coletivo que existem. Ele nos ensina sobre pertencimento, respeito, paixão e construção em comunidade. Hoje, minha definição de sucesso é muito diferente daquela que eu tinha no início da carreira. Sucesso não é apenas o que conquistamos para nós mesmos. É quantas pessoas conseguimos inspirar, desenvolver e levar conosco ao longo da caminhada. 4. Como Rainha de Bateria da Império de Casa Verde, o que mais a inspira na cultura e na energia do Carnaval? O que mais me inspira neste momento é que minha chegada à Império de Casa Verde representa muito mais do que um posto ou uma coroa. Estou chegando para fazer parte de um projeto. Um projeto de Carnaval construído por muitas mãos, que une pessoas que já fazem parte da história da escola com profissionais que estão chegando agora para somar novas ideias, novas experiências e novas perspectivas. Existe algo muito bonito quando conseguimos equilibrar tradição e renovação. Preservar a cultura, os valores e a identidade da escola, ao mesmo tempo em que construímos juntos novos caminhos. E é exatamente isso que estamos fazendo. Claro que meu papel como Rainha de Bateria é estar ao lado da nossa bateria, apoiar o Mestre Zoinho, sua diretoria e os ritmistas, representando com muito respeito e dedicação essa comunidade tão apaixonada. Mas o que mais me encanta é a oportunidade de contribuir de uma forma ainda mais ampla. Sempre acreditei que o Carnaval tem um enorme potencial de transformação social. Por isso, quero estar próxima da comunidade, apoiando iniciativas ligadas à saúde, qualidade de vida, desenvolvimento humano e geração de oportunidades. Esse é um trabalho que faz muito sentido para mim e que conversa diretamente com minha trajetória profissional e pessoal. Fui recebida com um carinho extraordinário pela comunidade da Império, vivi uma coroação emocionante e estou verdadeiramente apaixonada por esse novo ciclo. E confesso que o enredo deste ano também tocou meu coração de forma especial. Falar sobre a cultura caipira, valorizar nossas raízes, nossas tradições e homenagear Jaguariúna, uma cidade pela qual tenho enorme carinho e onde vivi momentos muito felizes ligados ao universo sertanejo, tornou essa conexão ainda mais forte. Por tudo isso, vejo minha chegada à Império não apenas como um momento no Carnaval, mas como a oportunidade de fazer parte de algo muito maior. Um projeto construído com paixão, propósito e o sonho coletivo de levar a escola cada vez mais longe. 5. Você acredita que as mulheres ainda enfrentam desafios específicos para alcançar cargos de liderança? O que mudou e o que ainda precisa evoluir? Sem dúvida avançamos muito. Hoje vemos mais mulheres ocupando posições de destaque, liderando empresas, negócios e movimentos importantes para a sociedade. Mas ainda existem desafios relevantes. Muitas mulheres continuam enfrentando cobranças diferentes, julgamentos mais severos e a necessidade constante de provar sua competência. Acredito que a próxima grande evolução não será apenas aumentar o número de mulheres em posições de liderança, mas criar ambientes onde elas possam exercer sua liderança de forma autêntica, sem precisar se encaixar em modelos que não representam quem são. Diversidade não é apenas uma pauta social. É uma vantagem competitiva. Empresas mais diversas tomam decisões melhores, inovam mais e geram mais valor para a sociedade. Também acredito que nós, mulheres que chegamos a posições de liderança, temos a responsabilidade de abrir portas, criar oportunidades e apoiar outras mulheres em suas jornadas. Quando uma mulher cresce sozinha, existe uma conquista. Quando ela puxa outras mulheres junto, existe uma transformação. 6. Olhando para tudo o que já conquistou, qual é o legado que você deseja construir através da sua trajetória profissional e pessoal? Se existe algo que eu gostaria que permanecesse depois de mim, é a capacidade de inspirar pessoas a acreditarem no próprio potencial. Quero ser lembrada não pelos cargos que ocupei, pelos livros que escrevi ou pelos títulos que conquistei, mas pelas vidas que ajudei a transformar. Acredito profundamente que sucesso verdadeiro não é sobre o que acumulamos. É sobre o impacto que deixamos. Se eu puder contribuir para que mais pessoas encontrem seu propósito, desenvolvam seus talentos e construam uma vida com significado, então terei cumprido minha missão. Porque, no final das contas, o legado não está no que construímos para nós mesmos. Está no que deixamos nas pessoas, nas oportunidades que criamos e nos sonhos que ajudamos a realizar. Essa é a ideia que guia minha vida há muitos anos e que continua resumida na frase que carrego comigo: Busque seu propósito. Deixe seu legado.

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