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- Após estreia no Festival de Cannes e prêmio em Paris, Michelle Sodario volta às origens e realiza ensaio nos Lençóis Maranhenses
Depois de viver um momento marcante em sua trajetória internacional, com a estreia no tapete vermelho do Festival de Cinema de Cannes e uma premiação em Paris, Michelle Sodario aproveitou uma pausa na agenda para retornar às suas origens. Natural do Maranhão e atualmente morando na Arábia Saudita, a influenciadora e empresária escolheu o estado onde nasceu para passar alguns dias de férias. Photo by Cássio Henrique Mesmo durante o período de descanso, Michelle conciliou momentos de lazer com compromissos profissionais e protagonizou um ensaio fotográfico nos Lençóis Maranhenses. As imagens, tendo como cenário um dos principais cartões-postais do Brasil, reforçam a conexão da criadora de conteúdo com sua terra natal, em contraste com a carreira internacional que vem construindo nos últimos anos. Photo by Cássio Henrique O retorno ao Maranhão acontece após uma sequência de conquistas importantes, que incluem sua estreia no red carpet do Festival de Cinema de Cannes e o reconhecimento em uma premiação realizada em Paris, consolidando sua presença em eventos de destaque no cenário internacional. Photo by Cássio Henrique Photo by Cássio Henrique Photo by Cássio Henrique
- DLK apresenta Intimate, coleção de underwear que alia conforto, funcionalidade e versatilidade
A nova coleção de moda íntima da marca foi criada para acompanhar todos os momentos da rotina Photo Disclosure DLK O conforto ganhou um papel definitivo na forma de vestir. Hoje, ele acompanha a mulher em todas as versões do dia: no trabalho, no treino, nos momentos de descanso e em tudo o que existe entre eles. É desse novo comportamento que nasce Intimate, uma coleção desenvolvida para oferecer bem-estar sem abrir mão do estilo. A coleção reúne peças essenciais, tecnológicas, funcionais e de design minimalista, pensadas para proporcionar liberdade de movimento e conforto prolongado. As modelagens vestem o corpo com leveza, seja como primeira camada ou como parte da composição do look. Afinal, algumas peças ficam escondidas. Outras fazem parte da produção. A Intimate foi criada para ser as duas coisas. A coleção chega com quatro modelagens para diferentes necessidades da rotina: sutiã triângulo sem bojo, calcinha fio duplo, calcinha boyshort e camiseta segunda pele. Photo Disclosure DLK Com acabamento discreto e caimento confortável, a proposta é oferecer praticidade para o uso diário, seja como primeira camada ou integrada à produção. Modelagens limpas, acabamento minimalista e caimento confortável fazem da coleção uma base versátil para diferentes ocasiões, acompanhando a mulher do primeiro compromisso ao fim do dia. Confeccionadas em poliamida, as peças têm toque macio, excelente elasticidade, secagem rápida e alta respirabilidade, características que garantem conforto durante o uso e acompanham a rotina sem limitar os movimentos. A cartela de cores aposta em três tons clássicos — preto, branco e chocolate —, escolhidos para facilitar combinações e atender a diferentes estilos. Atemporais, eles reforçam a proposta minimalista da coleção e se adaptam facilmente às mais diversas produções. Versatilidade nos detalhes A Intimate foi desenvolvida para ultrapassar os limites da moda íntima. O sutiã pode aparecer sob camisas, sobreposições e produções casuais. A camiseta segunda pele funciona como peça-chave para looks minimalistas, dias mais amenos e também como primeira camada durante os treinos. Já as calcinhas unem conforto e funcionalidade para acompanhar qualquer rotina. Photo Disclosure DLK Todas as peças foram criadas para transitar naturalmente entre diferentes momentos do dia, respeitando o movimento do corpo e o estilo de vida de quem as veste. Conforto também representa estilo A Intimate nasce de uma mudança no comportamento feminino. Hoje, vestir-se bem também significa sentir-se confortável. A coleção traduz essa nova forma de viver por meio de peças essenciais, funcionais e sofisticadas, desenvolvidas para acompanhar as diferentes versões da mesma mulher ao longo do dia. Com a Intimate, a DLK amplia seu portfólio e reforça o compromisso da marca com qualidade, conforto, funcionalidade e liberdade de movimento.
- Mudança nas regras do seguro de saúde pode aumentar custos para milhares de brasileiros que vivem nos Estados Unidos
Alterações previstas para 2027 podem restringir o acesso ao benefício que reduz o valor dos planos de saúde para parte dos imigrantes e exigem planejamento antecipado Photo Disclosure Press Brasileiros que vivem legalmente nos Estados Unidos podem precisar rever o planejamento financeiro a partir de 2027. Mudanças previstas nas regras do Marketplace, o mercado oficial de planos de saúde do país, devem alterar os critérios de acesso ao Premium Tax Credit, benefício federal que reduz o valor pago mensalmente pelo seguro de saúde. Dependendo da situação migratória de cada pessoa, a mudança poderá representar um aumento significativo no custo da cobertura. Para Edimara Dal Pozzo, especialista em seguros de saúde para brasileiros nos Estados Unidos, o principal desafio neste momento é a falta de informação. Segundo ela, muitas famílias sequer sabem que as novas regras podem impactar diretamente o orçamento. “Muitas pessoas ainda não perceberam que essa mudança pode alterar significativamente o valor que pagam pelo seguro de saúde. Dependendo da idade, da renda, do estado onde vivem e da composição familiar, o impacto pode representar centenas ou até milhares de dólares por mês. O primeiro passo é entender se a família realmente será afetada e quais alternativas estarão disponíveis.” Entre os grupos que podem sofrer impacto estão pessoas com visto de trabalho, visto de estudante e algumas categorias de proteção humanitária que atualmente utilizam o Marketplace com auxílio financeiro para reduzir o custo da mensalidade. Segundo a especialista, embora a mudança seja federal, os efeitos não serão iguais para todos. “Cada situação deverá ser analisada individualmente. Duas pessoas podem morar na mesma cidade e ter rendas parecidas, mas receber resultados completamente diferentes por causa do status migratório. Por isso, não existe uma resposta única para todos os brasileiros.” Photo Disclosure Press A recomendação é que a análise não seja deixada para o período de renovação dos planos. “Minha principal orientação é não esperar até o último momento. É importante revisar o status migratório, verificar se as informações cadastradas no Marketplace estão corretas e conversar com um agente certificado para entender como essa mudança poderá afetar especificamente a sua família.” Além da revisão da documentação, Edimara orienta que os brasileiros façam um planejamento financeiro para um possível aumento nas mensalidades e avaliem todas as alternativas de cobertura disponíveis antes da entrada em vigor das novas regras. “O planejamento permite comparar diferentes opções, entender os custos envolvidos e tomar decisões com mais tranquilidade. Muitas vezes, o plano com a menor mensalidade não é o mais adequado para aquela família. É preciso analisar cobertura, deductible, coparticipação, rede credenciada e o limite máximo de gastos antes de decidir.” Nos Estados Unidos, onde não existe um sistema público universal de saúde, despesas médicas podem atingir valores elevados. Uma internação, uma cirurgia ou um tratamento de alta complexidade podem gerar contas de dezenas ou até centenas de milhares de dólares, tornando o seguro de saúde uma importante ferramenta de proteção financeira. “O planejamento antecipado será essencial para evitar uma surpresa financeira em 2027. Quem entender as mudanças com antecedência terá mais tempo para avaliar alternativas e proteger a saúde e o patrimônio da família.”
- Conhecida pela moda, Leticia Bradshaw Ledger também atua como CEO
Mais conhecida por sua atuação na moda, a empresária mantém uma carreira discreta na liderança da DB Creative, empresa de marketing, tecnologia e inteligência artificial. Photo Disclosure Press Conhecida do público pela trajetória na moda, Leticia Bradshaw Ledger também desenvolve uma atuação voltada ao universo empresarial. Informações disponíveis em seus perfis profissionais mostram que ela ocupa o cargo de CEO e sócia da DB Creative, empresa especializada em marketing, tecnologia e inteligência artificial. Embora sua imagem esteja mais associada ao mercado fashion e ao lifestyle, a empresária participa da condução estratégica da companhia, acompanhando áreas como planejamento, operações, governança corporativa e desenvolvimento organizacional. No último ano, a empresa passou por um processo de reestruturação que marcou uma nova fase de expansão. Como resultado desse movimento, a operação registrou crescimento superior a 115% no primeiro ano após a reorganização. Photo Disclosure Press Outro aspecto que chama atenção é que a DB Creative integra o grupo de Meta Business Partners, reconhecimento concedido pela Meta a empresas com elevado nível de especialização em suas soluções e plataformas. Parte da experiência de Leticia na gestão empresarial foi construída a partir da atuação com posicionamento de marcas, e comunicação. Esse repertório passou a fazer parte de seu trabalho à frente da companhia. Discreta em relação à atuação empresarial, Leticia Bradshaw Ledger mantém esse lado da carreira distante dos holofotes. Enquanto sua imagem pública segue associada principalmente à moda e à comunicação digital, sua atuação como CEO revela uma faceta profissional menos conhecida, desenvolvida paralelamente ao universo fashion.
- As suas madrinhas podem virar as suas piores inimigas
Photo Disclosure Pinterest Para a surpresa de tantas mulheres, as suas melhores amigas podem te dar as maiores dores de cabeça do seu casamento. Diariamente escuto desabafos tristes de Noivas que esperavam apoio, suporte e amor das pessoas que escolheram para compor o seu círculo mais próximo de acompanhantes no Casamento, apenas para se frustrarem. Desde insatisfação com a cor escolhida para o vestido, inveja, mágoa por não convidar o seu parceiro (com quem está namorando há um mês) como padrinho, ausência física e emocional em momentos de preparação para compromissos de Noiva como chá de lingerie, despedida de solteira ou uma simples conversa sobre atualizações do dia... Já ouvi de tudo. O que mais dói, é a decepção de receber um tratamento hostil de quem menos se espera. Ninguém imagina que a sua amiga de infância vai te ignorar assim que você ficou noiva, ou que a sua grande amiga da faculdade vai trazer reclamações sem sentido sobre as suas funções do dia. Entendam que o assunto aqui, não são Noivas que exigem demais de suas madrinhas, como grandes viagens de despedida de solteira ou presentes extravagantes “só” por ocuparem um lugar no cortejo, esses são casos para outra matéria. Estamos falando de mulheres coerentes com as realidades de seus padrinhos, que sonhavam com se rodear de pessoas importantes na sua história para comemorarem juntas e marcarem presença nas etapas do noivado e casamento, seja com palavras de afeto, ajuda ou um ombro amigo nos momentos estressantes da comemoração. Uma das minhas Noivas trouxe como conselho algo que ela se arrepende sobre a sua experiência: convide apenas pessoas que estão alinhadas com o real significado do Casamento. É uma pessoa que ouviria sem julgamento uma discussão que você teve com seu parceiro ou parceira, ou pioraria a situação? É alguém com quem você compartilha valores sobre a vida e relacionamentos? É alguém com quem você pode contar em momentos difíceis? É alguém que você admira como exemplo de parceria? Se as respostas forem “sim”, você está em um bom caminho. Ela complementa o conselho com “convide o mais próximo do casamento”. Se você tem um noivado longo, de mais de um ano, muitas situações podem acontecer até o grande dia, e você terá tempo suficiente para analisar o caráter e tratamento das amigas que está considerando convidar. Infelizmente, nem sempre quem amamos, nos ama com a mesma reciprocidade e dedicação. Por outro lado, se prepare para ser muito acolhida e apoiada por pessoas que você nem esperava, e se aproximar de convidados que você nem imaginava serem tão maravilhosos e, talvez em um futuro próximo, se torne seu novo círculo de melhores amigos.
- Além do diagnóstico: como a Dra. And Yara defende uma medicina que antecipa o futuro da saúde
'HEALTH' EDITION COVER - JULY 2026 ISSUE Photo: @demmacedo / Beauty: @dariobion / Video: @olivervideomaker_ / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Studio: @openstudio Durante décadas, a medicina foi reconhecida por sua capacidade de tratar doenças. A evolução da ciência ampliou diagnósticos, refinou tratamentos e elevou a expectativa de vida da população. Hoje, porém, uma nova perspectiva começa a transformar essa lógica. A pergunta que orienta parte da medicina contemporânea já não é apenas como tratar melhor, mas como impedir que a doença aconteça. É nesse contexto que a atuação da Dra. And Yara Particelli Gelmini encontra seu propósito. Médica há mais de quinze anos, ela iniciou sua carreira na Radiologia, especialidade que lhe proporcionou um olhar preciso sobre o diagnóstico e a investigação das doenças. Durante esse período, consolidou uma carreira pautada pela análise criteriosa dos exames e pela busca de respostas para condições já estabelecidas. Com o tempo, no entanto, passou a questionar se o maior impacto da medicina deveria acontecer apenas quando a doença já estivesse instalada. Essa inquietação não surgiu apenas da evolução científica. Também nasceu de uma transformação pessoal que redefiniu sua maneira de compreender a saúde, o cuidado e o próprio papel do médico. Mais do que mudar de especialidade, ela decidiu reconstruir sua forma de exercer a medicina. Foi esse processo que a conduziu à Nutrologia, à Medicina Funcional Integrativa e, mais recentemente, à especialização internacional em Medicina da Longevidade, área que reúne alguns dos avanços mais relevantes da ciência ao integrar prevenção, tecnologia e personalização do cuidado. Hoje, sua prática está fundamentada na Medicina de Precisão, abordagem que considera fatores como genética, metabolismo, perfil hormonal, nutrição, estilo de vida e ambiente para compreender cada paciente de forma individual. Em vez de olhar apenas para a doença, o foco passa a ser a identificação precoce de riscos e a construção de estratégias capazes de preservar saúde, autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos. Essa filosofia ganha especial relevância na saúde da mulher, uma das principais áreas de atuação da Dra. And Yara. Durante fases como o climatério e a menopausa, ela propõe uma abordagem baseada em evidências científicas, respeitando a individualidade biológica de cada paciente para promover equilíbrio hormonal, bem-estar e longevidade. Outro importante eixo de seu trabalho é o tratamento do lipedema, condição crônica que afeta predominantemente mulheres e que ainda permanece subdiagnosticada em muitos casos. A partir de uma abordagem multidisciplinar, que integra controle da inflamação, equilíbrio metabólico, nutrição, exercício físico, terapias regenerativas e acompanhamento contínuo, seu objetivo é devolver funcionalidade, qualidade de vida e autoestima, mostrando que o cuidado vai muito além do controle dos sintomas. Sua atuação também contempla saúde metabólica, emagrecimento, reposição hormonal quando indicada e estratégias voltadas à prevenção de doenças crônicas. Embora essas áreas pareçam distintas, todas partem da mesma convicção: não é possível compreender a saúde analisando apenas um órgão, um exame ou um sintoma. Cada organismo é resultado da interação entre fatores biológicos, hormonais, metabólicos, emocionais e ambientais que tornam cada paciente único. Essa maneira de exercer a medicina acompanha um movimento que vem redesenhando o futuro da saúde. Ferramentas como inteligência artificial, testes genéticos, biomarcadores e medicina de precisão ampliam as possibilidades de investigação e prevenção, mas também reforçam um aspecto essencial. Quanto mais a tecnologia evolui, maior se torna o valor de uma medicina capaz de interpretar esses dados sem perder de vista a singularidade de quem está diante do consultório. Ao longo de sua carreira, a Dra. And Yara escolheu ocupar exatamente esse ponto de encontro entre ciência, inovação e cuidado humanizado. Seu trabalho reflete uma geração de médicos que compreende que longevidade não significa apenas acrescentar anos à vida, mas garantir que esses anos sejam vividos com autonomia, vitalidade e qualidade. Talvez essa seja a transformação mais profunda da medicina contemporânea. Durante muito tempo, acreditou-se que o sucesso de um médico era medido pela capacidade de diagnosticar e tratar doenças. Hoje, uma nova perspectiva começa a ganhar força. O verdadeiro avanço talvez esteja em construir uma medicina capaz de preservar a saúde antes que ela precise ser recuperada. Porque, no fim, o futuro da medicina pode não estar na forma como aprendemos a combater as doenças, mas na capacidade de fazer com que elas nunca tenham a oportunidade de mudar a história de uma vida. A seguir, em uma conversa exclusiva com a Hooks Magazine, a Dra. And Yara Particelli Gelmini compartilha sua visão sobre a transformação da medicina, o verdadeiro significado da longevidade, o impacto das novas tecnologias na prática clínica e por que acredita que o futuro da saúde será definido muito antes do primeiro diagnóstico. Durante décadas, o sucesso da medicina foi medido pela capacidade de tratar doenças. Hoje, prevenção e longevidade ocupam o centro do debate sobre saúde. Na sua visão, estamos apenas acompanhando uma evolução científica ou vivendo uma transformação definitiva na maneira como a medicina compreende o ser humano? Acredito que estamos vivendo uma transformação definitiva. Durante muito tempo, a medicina foi extraordinária em tratar as consequências das doenças, mas pouco se perguntava por que elas surgiam. Hoje entendemos que saúde não é simplesmente ausência de doença. É preservar função, autonomia, cognição, massa muscular, qualidade de vida e independência durante toda a vida. A medicina da longevidade não substitui a medicina tradicional, ela a complementa. Continuaremos tratando doenças quando elas aparecerem, mas o verdadeiro sucesso será fazer com que elas apareçam cada vez mais tarde ou, idealmente, nunca apareçam. Pela primeira vez, temos ferramentas para compreender que cada indivíduo envelhece de maneira diferente. Genética, estilo de vida, ambiente, metabolismo e comportamento interagem de forma única. Estamos deixando de tratar diagnósticos para cuidar de pessoas. Você costuma dizer que sua maior transformação aconteceu primeiro dentro de você e só depois se refletiu na sua prática médica. Em que momento percebeu que essa experiência deixaria de ser uma vivência pessoal para se tornar a base da filosofia que hoje orienta toda a sua carreira? A medicina mudou para mim quando eu percebi que eu mesma precisava mudar. Passei anos acreditando que o melhor médico era aquele que fazia o diagnóstico mais preciso. Afinal, eu era radiologista, mas eu não estava feliz. Por anos, tentei de tudo para me encaixar no cenário de conviver com doenças e em ambientes fechados, mas nada daquilo me satisfazia. Algo faltava. Foi quando a curiosidade falou mais alto e eu fui buscar qual curso tratava o ser humano como um todo. Na época, eu já sofria com endometriose e tive um diagnóstico errôneo de depressão. Então, eu vi a medicina me chamar. Eu precisei me enxergar por completo para sair do lugar em que estava. Precisei integrar corpo, mente, alma e espírito para poder me curar e sair daquele sofrimento. Foi nesse momento que cursei minha primeira pós-graduação em Nutrologia, há dez anos. Viver mais deixou de ser o único objetivo e passou a significar viver com mais autonomia, energia e qualidade. Ainda assim, muitas pessoas associam esse conceito apenas à estética ou à passagem do tempo. Como você acredita que a sociedade ainda interpreta de forma limitada o verdadeiro papel da medicina preventiva e do envelhecimento saudável? Existe uma grande confusão entre aparência e saúde. As pessoas imaginam que medicina da longevidade significa apenas parecer mais jovem. Na realidade, o maior objetivo é continuar vivendo plenamente aos 70, 80 ou 90 anos, mantendo independência, lucidez, força física e capacidade de fazer escolhas. O que realmente importa não é quantos anos teremos, mas como chegaremos até eles. O termo utilizado no mundo afora é healthspan. Prevenir não significa fazer exames infinitos ou tomar dezenas de suplementos. Significa entender, da forma mais precisa possível, o que cada organismo precisa para manter suas funções preservadas ao longo das décadas. A estética pode ser uma consequência. Mas a verdadeira longevidade é conseguir brincar com os netos, viajar, trabalhar, praticar esportes, manter a memória preservada e continuar vivendo com propósito. Vivemos uma era em que inteligência artificial, testes genéticos e medicina de precisão avançam em uma velocidade impressionante. Nesse cenário, qual será o maior diferencial do médico do futuro: dominar as novas tecnologias ou preservar a capacidade de compreender a individualidade de cada paciente? O médico do futuro precisará dominar ambos. A inteligência artificial será extraordinária para organizar informações, reconhecer padrões e acelerar diagnósticos. Os testes genéticos, os dispositivos vestíveis e a medicina de precisão nos permitirão conhecer cada paciente em uma profundidade jamais imaginada. Mas nenhuma tecnologia substitui algo essencial: a capacidade de ouvir, interpretar e compreender o ser humano, além do vínculo entre o médico e seu paciente. Eu, particularmente, não entendo o médico que não quer criar vínculos com seus pacientes. Os meus eu quero por perto, viram amigos. Médico tem que amar a vida e o ser humano. Dois pacientes podem ter exatamente o mesmo exame e precisar de tratamentos completamente diferentes. A tecnologia entrega dados. O médico transforma esses dados em decisões humanas. Por isso, acredito que o grande diferencial da medicina do futuro será justamente unir ciência de ponta com empatia, experiência clínica e personalização. Se uma pessoa de 40 anos lhe perguntasse hoje qual é a decisão mais importante para aumentar suas chances de envelhecer com saúde, qual seria a primeira orientação que você daria? Eu diria para ela parar de esperar os sintomas aparecerem. Priorize conhecer seu corpo, sua genética, utilize tecnologias e exames avançados para isso e, claro, dê muitas risadas. O bom humor e os vínculos sociais melhoram nossa expectativa de vida. A maioria das doenças crônicas leva anos ou até décadas para se desenvolver silenciosamente. Aos 40 anos, ainda existe tempo suficiente para mudar completamente a trajetória do envelhecimento. Minha orientação seria: conheça seu próprio corpo. Faça avaliações periódicas, cuide da composição corporal, preserve sua massa muscular, durma bem, controle o estresse, pratique atividade física, mantenha uma alimentação adequada e personalize suas decisões de acordo com suas características individuais. O maior erro é acreditar que saúde é algo que se recupera apenas quando se perde. Na verdade, ela precisa ser construída todos os dias. Toda grande trajetória é guiada por uma convicção capaz de inspirar outras pessoas. Se esta entrevista pudesse levar apenas uma mensagem sua ao mundo, qual seria? O que você gostaria que as pessoas nunca mais esquecessem quando o assunto é saúde, prevenção e qualidade de vida ao longo dos anos? Acredito que o maior legado que um médico pode deixar não é apenas aumentar a expectativa de vida, mas devolver às pessoas a oportunidade de viver plenamente. Como escreveu Viktor Frankl: "Quem tem um porquê enfrenta qualquer como." Quando entendemos que a saúde é o caminho para realizar nossos sonhos, percebemos que prevenir nunca foi sobre viver mais, mas sobre viver melhor.
- SOUL MADE : Em uma era de inteligência artificial, Patrícia Fárhat acredita que o futuro pertence ao que ainda é feito com alma
Em um momento cada vez mais acelerado pela inteligência artificial, onde quase tudo pode ser produzido em poucos segundos, aquilo que continua sendo feito à mão ganhou um novo significado. Não porque a tecnologia tenha deixado de encantar, mas porque ela tornou ainda mais evidente aquilo que continua sendo insubstituível: o tempo, a intenção e a sensibilidade de quem cria. Photography: Bruno Santos / Production: Patrícia Farhat Há dez anos, Patrícia Fárhat tomou uma decisão que continua definindo a identidade da Bungalow. Fundadora da marca, transformou sua paixão por joias autorais em um universo construído sobre significado. Mais do que adornos, suas peças acompanham conquistas, recomeços e capítulos importantes da vida de quem as escolhe. "Vivemos em uma época de velocidade, automação e inteligência artificial. Mas existe algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a intenção e a sensibilidade de quem cria." Essa convicção tornou-se o alicerce sobre o qual a Bungalow construiu sua identidade. Ao longo de uma década, a marca consolidou uma forma de criar que valoriza o tempo do processo, a liberdade criativa e a conexão entre quem faz e quem usa cada peça. Em um mercado orientado pela velocidade, Patrícia nunca tentou competir com quem produz mais. Preferiu construir uma marca que produz melhor, com mais tempo, intenção e verdade. Soul Made, coleção criada para celebrar os dez anos da Bungalow, nasce dessa filosofia. Model: Raíza Quenuffi O nome, escolhido pelas próprias clientes, traduz uma criação que privilegia a permanência em vez da urgência. "Uma joia vai muito além da beleza. Ela acompanha conquistas, recomeços e momentos em que uma mulher decide se reconectar com quem realmente é." Ao longo desses anos, suas clientes deixaram de ser apenas consumidoras para se tornarem parte da própria história da Bungalow. Inspiram coleções, participam de escolhas criativas e ajudam a construir, de forma colaborativa, os próximos capítulos da marca. Talvez seja justamente essa a diferença entre um objeto e um amuleto. O primeiro ocupa espaço. O segundo ocupa um lugar na nossa história. Talvez esse seja o paradoxo do nosso tempo: quanto mais a tecnologia acelera a criação, maior parece ser o desejo por aquilo que carrega autoria, memória e presença. Porque existem joias. E existem lembranças. As primeiras podem ser criadas em um ateliê. As segundas, apenas pela vida. 1. Há dez anos, você decidiu transformar uma paixão em propósito e construir algo próprio. Ao olhar para essa trajetória, quais foram os momentos que mais colocaram suas convicções à prova? E o que fez com que você continuasse evoluindo sem abrir mão da essência da Bungalow? Há dez anos, escolhi transformar o que amo em propósito. É essa liberdade de criar e viver daquilo em que acredito que continua me movendo todos os dias. O que me permitiu evoluir sem perder a essência da Bungalow foi permanecer fiel ao que sempre guiou a marca: a criação intuitiva e o feito à mão. Cada peça nasce do sentir, da liberdade de experimentar e da vontade de criar algo único, expressando a forma mais verdadeira de quem eu sou. Com o tempo, percebi que evoluir nunca significou mudar quem eu era, mas aprofundar aquilo em que sempre acreditei. 2. Ao longo dessa década, a Bungalow passou a ocupar um espaço que vai muito além das joias. O que você aprendeu observando a forma como as mulheres se conectam com peças que atravessam conquistas, recomeços e capítulos importantes de suas histórias? Acredito que a Bungalow faz parte dos recomeços das mulheres. Ela acompanha novas fases, novos caminhos e momentos em que elas decidem se reconectar com quem realmente são. Sempre enxerguei uma joia como algo que vai além da estética. Quando uma mulher escolhe uma peça da Bungalow, ela também escolhe carregar um significado. Ela pode marcar o primeiro dia de um novo trabalho, celebrar uma conquista ou representar simplesmente a decisão de olhar para si com mais carinho. É isso que dá sentido ao meu trabalho: saber que a minha arte acompanha histórias reais e faz com que cada mulher se sinta mais confiante, forte e conectada consigo mesma. 3. A coleção Soul Made nasce em um momento em que a tecnologia ocupa um espaço cada vez maior em nossas vidas. Na sua visão, por que o feito à mão, a intenção e a conexão humana se tornam ainda mais valiosos em uma era movida pela velocidade e pela automação? Não foi por acaso que escolhi, junto com as minhas clientes que carinhosamente chamo de deusas, o nome Soul Made para a coleção que celebra os dez anos da Bungalow. Esse nome traduz aquilo em que sempre acreditei. Vivemos em uma época de velocidade, automação e inteligência artificial. Mas existe algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a intenção e a sensibilidade de quem cria. Por isso continuo acreditando no feito com calma. Uma joia pode ser muito mais do que um objeto bonito. Ela guarda histórias, desperta emoções e acompanha as pessoas em momentos importantes da vida. Essa é a essência da Bungalow e é isso que quero preservar nos próximos anos. É por isso que continuo acreditando no feito à mão e também no feito com calma. Porque uma joia pode ser muito mais do que um objeto bonito. Ela pode guardar histórias, despertar emoções e acompanhar as pessoas em momentos importantes da vida. Essa é a essência da Bungalow e é isso que quero preservar nos próximos anos. Talvez o verdadeiro valor do futuro esteja justamente naquilo que continua sendo feito com alma. 4. Existe algo muito simbólico no fato de Soul Made ter sido um nome escolhido pelas próprias clientes. Em que momento você percebeu que estava construindo mais do que uma marca e havia criado, de fato, uma comunidade de mulheres que se reconhecem nos mesmos valores? Sempre gostei de incluir as minhas clientes no processo criativo. Elas participam da escolha dos cristais, ajudam a definir nomes para as coleções e, muitas vezes, inspiram novas peças. Foi nesse processo que percebi que estava construindo algo maior do que uma marca. Quando uma mulher sente que foi ouvida e que sua essência também está representada em uma criação, nasce uma conexão muito verdadeira. Ela deixa de ser apenas uma cliente e passa a fazer parte da história da Bungalow. É essa troca, construída com carinho e confiança ao longo dos anos, que transformou a marca em uma comunidade. 5. Empreender também significa atravessar incertezas, rever rotas e tomar decisões difíceis. Qual foi o desafio mais transformador da sua trajetória como fundadora e o que ele te ensinou sobre coragem, liderança e a importância de confiar na própria intuição? O maior desafio de quem empreende, especialmente em um pequeno negócio, é competir com um mercado que valoriza cada vez mais a rapidez e a produção em escala. Com o tempo, entendi que a Bungalow nunca existiu para disputar esse espaço. O que entregamos é outra coisa: tempo, cuidado, criação artesanal, significado e uma conexão verdadeira com quem escolhe usar as nossas peças. Esse caminho exige coragem e resiliência. Aprendi que empreender é confiar no propósito mesmo quando o caminho parece mais difícil. Hoje tenho a certeza de que sempre haverá espaço para aquilo que é feito com verdade, intenção e sensibilidade. 6. Se pudesse escrever uma carta para a Patrícia que começou essa jornada em 2016 e, ao mesmo tempo, para a mulher que escolherá uma peça da coleção Soul Made daqui a dez anos, o que você gostaria que ambas jamais esquecessem? Se eu pudesse escrever uma carta para mim mesma, lá no início da Bungalow, diria apenas uma coisa: não desista. Vai chegar um dia em que você olhará para trás com orgulho da história que construiu. Vai entender que cada desafio ajudou a formar quem você se tornou e que todas as pessoas que cruzaram o seu caminho fizeram parte dessa jornada. Continue acreditando na sua sensibilidade, na sua intuição e no seu propósito. A caminhada valerá a pena. E, se eu pudesse escrever uma carta para uma cliente ler daqui a dez anos, ela diria: "Olhe para essa joia. Ela esteve com você em tantos momentos da sua vida. Acompanhou conquistas, recomeços, desafios, celebrações e alegrias. Ela não é apenas uma peça; ela guarda memórias, sentimentos e capítulos da sua história. Espero que, ao olhar para ela, você se lembre de quem era quando a escolheu, de tudo o que viveu desde então e de tudo o que ainda está por vir. Que essa joia continue atravessando o tempo, carregando significado e, quem sabe, passando de geração em geração."
- Rainer Cadete é a nova capa internacional da Hooks Magazine STARS
'STARS' EDITION COVER - JULY 2026 ISSUE Photography: Isadora Relvas and Philipp Lavra - @relvas.oficial and @lavraphilipp / Beauty Direction: Victor Dargains - @vdargains / Styling: Rafa Pinta - @rafapinta_ Existem artistas que constroem uma carreira baseada na consistência. Outros se destacam pela versatilidade. Rainer Cadete reúne ambas as qualidades. Ator, cantor, escritor e produtor, ele atravessa diferentes linguagens artísticas com naturalidade, transformando cada novo projeto em uma oportunidade de explorar outras formas de contar histórias. Com mais de duas décadas de trajetória, consolidou-se como um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira, mantendo uma carreira marcada pela autenticidade, pela inquietação criativa e pelo desejo constante de se reinventar. Agora, Rainer Cadete é a nova capa da edição internacional da Hooks Magazine STARS, celebrando um momento de intensa atividade profissional, no qual concilia televisão, streaming, teatro, literatura, música e cinema, ampliando continuamente sua presença na indústria cultural. Atualmente, o ator integra o elenco de Quem Ama Cuida, novela das 21h da TV Globo escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, interpretando o dermatologista Dr. César. O personagem chega para ampliar uma galeria de papéis memoráveis construída ao longo de sua carreira, sempre marcada pelo equilíbrio entre grandes produções da televisão e projetos autorais. Entre seus trabalhos mais lembrados estão o advogado Rafael Nero, de Amor à Vida, e o irreverente Visky, de Verdades Secretas, personagem que lhe rendeu o Prêmio Extra de Televisão e o Troféu Melhores do Ano. O sucesso da interpretação também levou Rainer a integrar a lista Forbes Under 30, reconhecimento que consolidou ainda mais sua projeção nacional. Outro aspecto marcante de sua trajetória é a oportunidade de revisitar personagens que conquistaram o público. Visky retornou em Verdades Secretas II, enquanto Celso reapareceu em Êta Mundo Melhor!, quase dez anos depois de sua participação em Êta Mundo Bom!. Mais do que repetir interpretações, Rainer encara esses reencontros como novas possibilidades de construção artística. Em entrevista exclusiva à Hooks Magazine, o ator explica que revisitar um personagem exige o mesmo nível de descoberta de criar alguém completamente novo. "Eu não vejo tanta diferença entre criar um personagem novo e reencontrar um personagem que já faz parte da memória do público, porque nunca se trata da mesma história. Gosto muito de uma ideia do Heráclito: o rio pode ser o mesmo, mas as águas já são outras. Com os personagens acontece algo parecido. O Visky e o Celso têm uma história, uma identidade e uma memória afetiva com o público, mas eles reaparecem em outro tempo, atravessados por novas relações, novos conflitos e por tudo o que também mudou em mim como ator." Essa visão sobre transformação também explica sua relação com a própria carreira. Para Rainer, cada projeto nasce de forma espontânea, sem seguir um planejamento rígido. "Eu nunca sentei para fazer um plano de carreira dizendo: 'Agora vou escrever um livro', 'agora vou cantar', 'agora vou produzir'. As coisas acontecem porque algumas ideias simplesmente escolhem a linguagem em que querem nascer. Tem história que pede um palco. Tem história que pede uma canção. Tem história que pede uma câmera. E tem histórias que só cabem no silêncio de uma página." Essa liberdade criativa o levou a expandir sua atuação para além da televisão. Nos palcos, está em cartaz com o musical Uma Babá Quase Perfeita, adaptação brasileira do sucesso da Broadway, além de integrar o elenco da montagem de Norma, dirigida por Guilherme Piva. No cinema, soma participações em produções como Carcereiros, Intervenção, Virando a Mesa e a franquia Cine Holliúdy. Também esteve presente no Festival de Cannes com O Traidor, dirigido por Marco Bellocchio, e integra o elenco de Dia Útil, longa filmado em Brasília sob direção das irmãs Diniz. O streaming também ocupa um espaço importante em sua trajetória. Rainer faz parte do elenco de Arcanjo Renegado, retornando para a quarta temporada e também para a quinta, prevista para 2026. Na música, desenvolve ao lado de Renato Luciano o projeto Leves e Reflexivas, que combina música, poesia, humor e reflexão social para discutir temas como masculinidade, diversidade, afeto e relações humanas. O projeto ganhou destaque com o clipe da canção Esse Negócio de Ser Macho, dirigido por Duda Maia, além da parceria musical com Vanessa da Mata. Paralelamente, prepara um novo trabalho dedicado a clássicos da música brasileira. Sua inquietação artística também encontrou espaço na literatura. Em 2024, ao lado do filho Pietro Cadete, lançou o livro Olhares que Filtram, obra que aborda afeto, identidade, ancestralidade e relações familiares sob a perspectiva de uma família multirracial. O livro passou a integrar projetos educacionais e debates sobre pertencimento, paternidade e questões raciais. Esses temas aparecem de maneira recorrente em seus trabalhos, mas não como resultado de uma estratégia artística. "Eu desconfio da arte que nasce para defender uma tese. Acho que ela perde força quando já sabe exatamente aonde quer chegar. O que me interessa são as histórias que fazem perguntas, não as que entregam respostas." O ator explica que assuntos como masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares surgem naturalmente em seu processo criativo porque também fazem parte de sua própria experiência. "São questões que continuam me atravessando como homem, como pai e como artista. Se esses projetos provocam conversas, fico muito feliz. Mas essa nunca foi a intenção principal. A intenção sempre foi compreender um pouco melhor o ser humano." Pai de Pietro Cadete, Rainer também leva para sua produção artística reflexões sobre responsabilidade afetiva, relações familiares e as novas formas de compreender a masculinidade contemporânea, transformando experiências pessoais em narrativas capazes de dialogar com diferentes públicos. Ao conciliar televisão, streaming, teatro, cinema, música e literatura, Rainer Cadete demonstra que sua carreira não é definida por uma única linguagem, mas pela curiosidade permanente de experimentar novas formas de expressão. Sua trajetória revela um artista que prefere fazer perguntas a oferecer respostas prontas e que encontra na arte um espaço para provocar reflexão, sensibilidade e diálogo. Confira entrevista exclusiva: 1. Sua carreira transita com naturalidade entre televisão, teatro, cinema, literatura e música. Como cada uma dessas linguagens alimenta a outra e de que forma essa diversidade influencia sua construção como artista? Eu nunca sentei para fazer um plano de carreira dizendo: “Agora vou escrever um livro”, “agora vou cantar”, “agora vou produzir”. As coisas acontecem porque algumas ideias simplesmente escolhem a linguagem em que querem nascer. Tem história que pede um palco. Tem história que pede uma canção. Tem história que pede uma câmera. E tem histórias que só cabem no silêncio de uma página. 2. Em Quem Ama Cuida, você interpreta o Dr. César, enquanto também revisita personagens marcantes como Visky e Celso em diferentes momentos da carreira. O que existe de mais desafiador em criar um novo personagem e, ao mesmo tempo, reencontrar figuras que já fazem parte da memória do público? Eu não vejo tanta diferença entre criar um personagem novo e reencontrar um personagem que já faz parte da memória do público, porque nunca se trata da mesma história. Gosto muito de uma ideia do Heráclito: o rio pode ser o mesmo, mas as águas já são outras. Com os personagens acontece algo parecido. O Visky e o Celso têm uma história, uma identidade e uma memória afetiva com o público, mas eles reaparecem em outro tempo, atravessados por novas relações, novos conflitos e por tudo o que também mudou em mim como ator. Por isso, eu não encaro esses reencontros como uma repetição. É mais parecido com rever um velho amigo depois de muitos anos. Você reconhece alguma coisa imediatamente, mas também percebe que aquela pessoa já não é exatamente a mesma. O desafio está em preservar o que faz o personagem ser quem ele é sem transformá-lo numa imitação de si mesmo. Seja com o Dr. César, com o Visky ou com o Celso, o trabalho é sempre descobrir qual é a verdade daquela história agora. Talvez o maior desafio não seja equilibrar essas frentes, mas escutar o que cada ideia está pedindo. Quando uma inquietação aparece, procuro dar a ela a forma mais honesta possível. Também não tenho medo de começar sem dominar completamente um território. Estudo, me preparo, erro, peço ajuda e sigo. Acho que a criatividade também é um exercício de coragem. No fundo, todas essas linguagens são apenas maneiras diferentes de alimentar a mesma curiosidade. 3. Projetos como Leves e Reflexivas e o livro Olhares que Filtram mostram um interesse em discutir masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares. Você acredita que a arte tem a responsabilidade de provocar essas conversas ou esse movimento acontece de forma mais espontânea no seu processo criativo? Eu desconfio da arte que nasce para defender uma tese. Acho que ela perde força quando já sabe exatamente aonde quer chegar. O que me interessa são as histórias que fazem perguntas, não as que entregam respostas. Talvez por isso temas como masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares apareçam tanto no meu trabalho. Não foi uma decisão de carreira. São questões que continuam me atravessando como homem, como pai e como artista. Se esses projetos provocam conversas, fico muito feliz. Mas essa nunca foi a intenção principal. A intenção sempre foi compreender um pouco melhor o ser humano. E, curiosamente, quando a gente parte de uma pergunta honesta, outras pessoas acabam encontrando as próprias respostas. 4. A paternidade ocupa um espaço importante na sua vida e também na sua produção artística. De que maneira seu filho Pietro transformou não apenas sua visão sobre a vida, mas também as histórias que você escolhe contar e os projetos que decide desenvolver? O Pietro me ensinou que o amor também é revisão. Depois que ele nasceu, comecei a rever as minhas prioridades, a forma como eu lidava com o meu tempo, a minha escuta, as minhas curiosidades e até a minha relação com a vida. A paternidade me deixou mais disponível para construir perguntas do que para oferecer respostas. Como o Pietro cresceu entre camarins, teatros, livros e música, a arte sempre fez parte das nossas conversas. E, de um jeito muito natural, muitas delas acabaram se transformando em projetos. Olhares que Filtram nasceu exatamente desse lugar. Da vontade de compreender melhor as questões que atravessavam a nossa família multirracial e de transformar um diálogo muito íntimo entre pai e filho em uma conversa que pudesse chegar às salas de aula, às famílias e a qualquer pessoa interessada em refletir sobre identidade, afeto e relações étnico-raciais. Eu nunca vou sentir exatamente o que o Pietro sente, porque eu não sou ele. Mas gosto de brincar que ele é o meu coração batendo fora do meu corpo. Talvez por isso escrever juntos tenha sido uma experiência tão transformadora. A literatura acabou se tornando mais uma forma de a gente conversar. Hoje eu percebo que o Pietro não ampliou apenas o meu olhar sobre a vida. Ele ampliou também a minha forma de fazer arte. Escrever juntos me fez entender que a arte talvez exista para isso: transformar perguntas íntimas em conversas coletivas. É muito ruim achar que a gente está sozinho no mundo. Quando uma história encontra outras pessoas, ela constrói pontes. E, de repente, aquilo que parecia só nosso passa a fazer sentido para muita gente também. 5. Depois de mais de duas décadas de carreira, com reconhecimento na televisão, no teatro, no cinema e agora em novos projetos musicais e literários, o que ainda desperta sua curiosidade criativa e quais histórias você sente que ainda precisa contar nos próximos anos? Acho que, com o tempo, os sonhos vão mudando de endereço. Antes eu pensava muito no próximo trabalho. Hoje penso mais nas histórias que ainda quero viver e contar. Quero continuar encontrando personagens que desafiem as minhas certezas, escrever livros que provoquem boas conversas, produzir projetos que aproximem as pessoas e fazer um cinema que viaje pelo mundo sem perder o sotaque brasileiro. Mas talvez o maior desafio seja continuar me transformando. Não quero repetir fórmulas nem achar que já sei fazer. Espero nunca perder o encantamento de estudante, de observar as pessoas, de mudar de ideia e de me deixar surpreender. No fundo, não sonho com uma linha de chegada. Sonho em continuar encontrando histórias que me transformem antes de chegarem ao público. Enquanto isso acontecer, vou sentir que estou exatamente onde deveria estar.
- O Preço do Pinterest: quando o casamento dos sonhos encontra a realidade do orçamento
Já vi isso acontecer mil vezes. Você tem aquela pasta no Pinterest cuidadosamente curada, com detalhes milimetricamente selecionados desde os seus 15 anos, cheia de inspirações para o casamento dos seus sonhos. O que te surpreende no momento de pedir orçamento para a decoração é descobrir que aquela referência digna de Crepúsculo custa uns R$ 50 mil a mais do que você tem disponível. Photo Disclosure Internet Ou até mesmo aquele lindo buquê que você imaginou levar consigo até o altar, mas que é feito com flores europeias e totalmente fora de época. Sabe aquele vestido incrível que você encontrou na internet e jurou que se casaria com ele? Eu sei que você se frustrou ao descobrir que era um Carlos Bacchi. Não quero nem imaginar como será quando o casamento da Taylor Swift for divulgado e as noivas começarem a pedir um jardim de flores igualzinho, mas por até R$ 20 mil. Eu sei que casar nem sempre é fácil, independentemente do orçamento que você tenha. Mesmo que você tenha R$ 1 milhão para este evento, ainda assim é um orçamento de R$ 1 milhão, e não de dois ou três milhões. O estresse financeiro que muitos casais enfrentam durante a organização acontece muito mais pela falta de conhecimento do que por má organização ou até mesmo escassez de recursos. Como tudo ainda é muito sigiloso dentro deste mercado, você só entende o real custo do seu sonho quando entra em contato com os fornecedores escolhidos. Em média, para fazer um casamento tradicional, com tudo o que tem direito, de excelente qualidade e sem limitar demais as suas opções, você precisa ter em torno de R$ 100 mil. Repito: em média, ok? Existem cidades e estados em que esse valor pode variar para mais ou para menos. Photo Disclosure Internet Eu sei que este período da sua vida pode ser complicado, uma mistura entre euforia e preocupação. Então, minha sugestão de amiga é a seguinte: comece fazendo uma lista de convidados e definindo um orçamento inicial. Não contrate o espaço ainda! Mesmo que você saiba ler contratos, talvez ainda não saiba avaliar se aquele local é realmente o melhor para o que você está imaginando para o seu grande dia. Vai por mim. Depois de definir esses dois pontos, comece a orçar a assessoria. Uma boa assessora vai te mostrar o quanto do seu sonho é possível realizar dentro do orçamento disponível, permitindo que você se prepare emocionalmente para as decisões que virão. Crie também uma lista de “luxos desejados”. Esses seriam itens não essenciais, como uma cabine de fotos, um segundo vestido para a festa, um bar de café ou qualquer outro detalhe que você e o seu noivo ou noiva gostariam de ter a mais. Nunca se sabe quando algum de vocês pode receber um aumento no trabalho ou quando aquela tia generosa decide presentear vocês com algum fornecedor do casamento. Lembre-se de que esse dia é um rito de celebração do amor e do comprometimento entre vocês. Claro, é superlegal poder oferecer gelato durante a festa, mas é ainda melhor poder se casar feliz, sem estresse, sem dívidas e sem discussões intermináveis com seu companheiro ou companheira sobre o que foi preciso fazer para alcançar esse sonho. Acredite em mim: os milagres dos casamentos são reais e vão acontecer com você também.
- Winona revisita a era de ouro dos quadrinhos em nova colaboração com a DC
Entre bancas de jornal, capas históricas e páginas amareladas pelo tempo, existe um imaginário coletivo que atravessa gerações. Foi justamente nesse território entre memória, cultura pop e nostalgia que a Winona encontrou a inspiração para sua nova coleção licenciada em parceria com a DC. Photos: Thamires Seus - @submergir A nova linha resgata a estética vintage que acompanhou diferentes décadas dos quadrinhos, trazendo para o vestuário a linguagem gráfica que marcou a era de ouro das publicações da editora. Artes clássicas, texturas envelhecidas e referências visuais inspiradas nas impressões originais transformam cada peça em algo próximo de um item de colecionador encontrado décadas depois em uma antiga loja especializada. Mais do que simplesmente estampar personagens icônicos, a proposta da coleção foi voltar às origens desse universo. Batman, Superman, Mulher-Maravilha e Supergirl aparecem sob um olhar que privilegia a história construída ao longo de décadas de publicações, homenageando momentos que ajudaram a consolidar esses personagens como símbolos permanentes da cultura pop mundial. Para a fundadora da Winona, a coleção nasceu da vontade de recuperar a sensação de descobrir uma camiseta rara em meio a um acervo esquecido. “Acreditamos que a DC faz parte da memória afetiva de muita gente. Mais do que super-heróis, estamos falando de personagens que atravessaram gerações e ajudaram a construir o imaginário da cultura pop.” Segundo ela, a equipe buscou fugir das releituras contemporâneas mais óbvias e mergulhou diretamente nos quadrinhos clássicos, nas bancas de jornal e nas revistas vintage que marcaram diferentes períodos da editora. “Na Winona, sempre gostamos de transformar referências culturais em peças que parecem ter uma história. Queríamos criar algo que conversasse tanto com quem cresceu lendo essas histórias quanto com quem descobriu esse universo recentemente.” Essa decisão criativa levou naturalmente à estética vintage que define toda a coleção. O processo de pesquisa incluiu uma extensa imersão em materiais históricos da editora, incluindo uma das publicações mais importantes da história dos quadrinhos: a Action Comics #1, lançada oficialmente em 1938 e reconhecida como a primeira aparição do Superman. “A essência da coleção estava muito mais na história desses personagens do que em releituras modernas. Nossa proposta foi imaginar como seria encontrar um lote esquecido de camisetas inspirado nesses quadrinhos clássicos, como se essas peças tivessem sido produzidas décadas atrás e apenas agora fossem descobertas e lançadas.” Entre todos os personagens presentes na coleção, a Supergirl ocupa um papel especialmente simbólico. A heroína surgiu pela primeira vez em 1959, na edição Action Comics #252, e retorna agora ao centro das atenções em meio à nova fase cinematográfica do estúdio. “A Supergirl representa exatamente a proposta da coleção: resgatar um grande clássico e fazê-lo viver um novo momento. Em vez de reinterpretar a personagem apenas sob uma estética atual, decidimos voltar às suas origens e às HQs que definiram sua identidade.” A escolha também dialoga diretamente com o atual momento vivido pela DC nos cinemas. Enquanto novos filmes inauguram uma nova era para o estúdio, a Winona decidiu olhar para trás para celebrar as histórias que tornaram esse universo possível. “Enquanto o cinema aponta para o futuro, a Winona escolheu olhar para o passado. A coleção cria uma ponte entre esses dois momentos e mostra que, para construir novos capítulos, também é importante celebrar o legado que permitiu que esses personagens atravessassem tantas gerações.” Esse sentimento de continuidade está presente em cada detalhe da coleção. A intenção da marca é que vestir uma das peças signifique vestir também parte da história dos quadrinhos. “Queremos que os fãs sintam que estão usando um pedaço da história da DC. Cada estampa foi criada para transmitir a sensação de encontrar uma revista antiga ou um item de colecionador preservado por décadas.” Embora tenha sido desenvolvida como uma edição limitada, a colaboração pode representar apenas o início de uma relação mais longa entre os dois universos criativos. “O universo da DC é extremamente rico, com personagens, histórias e diferentes fases que continuam inspirando novas ideias. Nossa intenção é continuar explorando esse legado e celebrando esse universo de novas formas, sempre respeitando sua história e trazendo o olhar criativo da Winona.” Com tiragem limitada, a coleção já está disponível através do e-commerce oficial da marca e surge como um encontro entre moda, memória e narrativa visual, transformando algumas das páginas mais importantes da história dos quadrinhos em peças capazes de atravessar o tempo da mesma forma que seus personagens. Confira entrevista completa com a marca: 1. O que motivou a Winona a criar uma coleção inspirada no universo da DC? Acreditamos que a DC faz parte da memória afetiva de muita gente. Mais do que super-heróis, estamos falando de personagens que atravessaram gerações e ajudaram a construir o imaginário da cultura pop. Quando começamos a desenvolver essa coleção, queríamos fugir do caminho mais óbvio e voltar às origens. A maior inspiração veio justamente dos quadrinhos antigos, das revistas vintage, das bancas de jornal e das artes clássicas que marcaram a história da DC. Na Winona, sempre gostamos de transformar referências culturais em peças que parecem ter uma história. Então, essa coleção nasceu dessa vontade de resgatar a estética dos quadrinhos de antigamente, trazendo estampas com aspecto envelhecido, cores inspiradas nas impressões da época e uma linguagem que conversa tanto com quem cresceu lendo essas histórias quanto com quem aprecia esse universo hoje. É uma coleção que celebra a nostalgia sem deixar de ser contemporânea, traduzindo a identidade da Winona através de um olhar vintage sobre um dos maiores universos dos quadrinhos. 2. Como surgiu a ideia de apostar na estética vintage para essa colaboração? A estética vintage surgiu de forma muito natural durante o processo de criação. Quando começamos a mergulhar no universo da DC, tivemos acesso a uma enorme quantidade de quadrinhos antigos e materiais que contam a trajetória desses personagens desde o início. Uma das maiores inspirações foi justamente a Action Comics #1, publicada oficialmente em 1938, considerada a primeira HQ do Superman. A partir daí, percebemos que a essência da coleção estava muito mais na história desses personagens do que em releituras modernas. Nossa proposta foi imaginar como seria encontrar um lote esquecido de camisetas inspirado nesses quadrinhos clássicos, como se essa coleção tivesse sido criada décadas atrás e só agora fosse descoberta e lançada pela Winona. 3. Qual personagem da coleção melhor representa a essência da parceria entre Winona e DC, e por quê? A Supergirl representa muito bem a essência dessa parceria porque ela traduz exatamente a proposta da coleção: resgatar um grande clássico e fazê-lo viver um novo momento. A personagem apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em 1959, em Action Comics #252, e mais de seis décadas depois continua conquistando novas gerações. Isso conversa diretamente com a ideia da coleção. Em vez de reinterpretar a personagem apenas sob uma estética atual, voltamos às suas origens, pesquisando as HQs clássicas e trazendo essa linguagem vintage para as peças. Além disso, com o novo filme da Supergirl despertando novamente o interesse do público, sentimos que era o momento ideal para celebrar sua trajetória. 4. De que forma a nova fase da DC nos cinemas influenciou o lançamento desta coleção? A nova fase da DC nos cinemas teve um papel importante na criação da coleção porque marca um momento de renovação para a marca. Quando vimos personagens como Superman e Supergirl inaugurando essa nova fase, sentimos que era a oportunidade perfeita para fazer a nossa homenagem às origens desse universo. Enquanto o cinema aponta para o futuro, a Winona escolheu olhar para o passado. No fim, a coleção cria uma ponte entre esses dois momentos. De um lado, a DC inicia um novo capítulo nas telas; do outro, nós revisitamos as histórias que deram origem a tudo isso. É uma forma de mostrar que, para construir o futuro, também é importante celebrar o legado que fez esses personagens atravessarem tantas gerações. 5. O que vocês esperam que os fãs sintam ao vestir uma peça dessa colaboração? Esperamos que os fãs sintam que estão vestindo um pedaço da história da DC. Queremos que cada peça seja uma conexão com a origem de tudo: com as primeiras HQs, as capas clássicas e os personagens que deram início a um dos maiores universos da cultura pop. Desde o início, nossa intenção foi criar peças que transmitissem essa sensação de descoberta, como encontrar uma revista antiga ou um item de colecionador preservado por décadas. Cada estampa foi pensada para homenagear esse legado e resgatar a estética que marcou gerações de leitores. 6. A coleção tem edição limitada. Existe a possibilidade de novas coleções da Winona com a DC no futuro? Sim. Mesmo que esta coleção seja uma edição limitada, enxergamos essa colaboração como o início de uma relação que ainda tem muito potencial para evoluir. O universo da DC é extremamente rico, com personagens, histórias e diferentes fases que continuam inspirando novas ideias. Nossa intenção é seguir explorando esse legado e continuar celebrando esse universo de outras formas, sempre respeitando sua história e trazendo o olhar criativo da Winona.
- Erro silencioso na preparação para a Reforma Tributária pode custar caro às empresas, alerta especialista
A transição para o novo modelo de arrecadação no Brasil avança em ritmo acelerado, mas um comportamento de risco começa a preocupar especialistas: muitas empresas ainda tratam a Reforma Tributária como uma simples atualização burocrática, restrita aos escritórios de contabilidade. Photo Disclosure Press Segundo Eduardo Dias, especialista em gestão tributária, contabilidade consultiva e CEO da Alldax Contabilidade e Consultoria, essa visão fragmentada ignora uma transformação que afetará diretamente a governança, a competitividade e a sustentabilidade operacional dos negócios. O cenário regulatório ganhou caráter mais concreto com a publicação do Decreto nº 12.955, em abril deste ano, levando a discussão para uma fase prática. Embora as alíquotas de teste implementadas em 2026 possam transmitir uma sensação de tranquilidade, o calendário estabelece o dia 1º de agosto de 2026 como marco para a aplicação de penalidades relacionadas ao descumprimento de obrigações acessórias do IBS e da CBS. A nova etapa exige adequação imediata dos sistemas, revisão de processos internos e maior integração entre as diferentes áreas das empresas. Na prática, os impactos devem atingir com mais intensidade as organizações optantes pelo Simples Nacional e os setores intensivos em mão de obra. Como a folha de pagamento não gera créditos tributários, muitas empresas poderão precisar recalcular custos, margens e modelos comerciais para não perder competitividade. As novas regras também podem alterar o comportamento de compra das empresas, que tendem a priorizar fornecedores capazes de gerar melhor aproveitamento de créditos fiscais ao longo da cadeia produtiva. “O maior erro que vejo é tratar a Reforma Tributária como um problema exclusivo da contabilidade. Na realidade, ela altera a dinâmica financeira, operacional e estratégica das empresas. Quem não entender isso desde agora poderá pagar um preço alto nos próximos anos”, alerta Eduardo Dias. Photo Disclosure Press Um dos principais pontos de atenção está no impacto sobre o caixa. A introdução de novos mecanismos de recolhimento pode reduzir a quantidade de recursos que antes permanecia disponível nas contas das empresas, exigindo uma gestão de fluxo de caixa mais rigorosa e maior planejamento do capital de giro. “O empresário costuma pensar apenas no imposto, quando o verdadeiro impacto pode aparecer no caixa, na formação de preços, na integração dos sistemas e até na competitividade do negócio”, explica o especialista. Para Eduardo Dias, empresas com grande volume de transações precisam avaliar desde já se haverá necessidade de reforçar o capital de giro. “Quem deixar para analisar esse impacto somente quando o sistema estiver plenamente em funcionamento poderá precisar recorrer a crédito bancário em condições menos favoráveis”, afirma. A modernização do sistema tributário também exigirá maior integração entre sistemas de gestão, meios de pagamento, plataformas financeiras e emissão de documentos fiscais eletrônicos. Falhas operacionais ou incompatibilidades na transmissão de dados podem comprometer o aproveitamento de créditos e reduzir a rentabilidade das empresas. Além das adequações tecnológicas, o especialista defende que a Reforma Tributária seja acompanhada por uma estrutura multidisciplinar dentro das organizações. “Se eu pudesse dar apenas uma orientação aos empresários, seria criar um comitê permanente da Reforma Tributária. A mudança envolve financeiro, operações, tecnologia, jurídico, contabilidade e liderança”, recomenda. Segundo ele, empresas que acompanharem essa transição de forma organizada terão mais chances de reduzir riscos, identificar oportunidades e se adaptar antes dos concorrentes. “Quem esperar a implementação definitiva terá menos alternativas, custos maiores e muito menos margem para corrigir o rumo”, conclui Eduardo Dias.
- Aretha Alves Shares Her Entrepreneurial Journey and Celebrates the Global Success of AA Connect
Entrepreneurship requires vision, strategy, and the courage to turn challenges into opportunities. This journey defines the story of Rio de Janeiro-born entrepreneur Aretha Alves, who has been establishing her name on the international stage through AA Connect, an agency recognized for connecting brands, talents, and business opportunities across global markets. Photo Disclosure Press Born in Rio de Janeiro, Brazil, Aretha built her career on the belief that meaningful relationships and strategic communication are the foundation of sustainable success. What began as a single insight has evolved into a solid business model that connects companies, influencers, artists, and entrepreneurs with projects that have international reach. As the founder and CEO of AA Connect, Aretha is celebrating a period of remarkable growth and recognition, reinforcing the agency’s position as a leader in strategic networking, brand management, partnership development, and the creation of opportunities that transcend borders. Photo Disclosure Press “Entrepreneurship has never been just about starting a business. It has always been about building bridges between people, ideas, and opportunities. AA Connect was born from that purpose, and today I am proud to see this vision expanding into different markets around the world,” says Aretha. The agency’s success reflects a management approach focused on innovation, strategic planning, and the cultivation of long-lasting relationships. Over the years, AA Connect has expanded its international presence, participating in projects that strengthen brands and create valuable connections in an increasingly globalized business environment. Photo Disclosure Press Beyond the company’s growth, Aretha has also become an inspiration for women pursuing entrepreneurship. Her story demonstrates how female leadership, creativity, and determination can open doors in highly competitive industries. According to Aretha, success is never achieved overnight but is built through discipline, consistency, and the ability to recognize opportunities where others see obstacles. “The impact we strive to create goes far beyond numbers. Our greatest achievement is building meaningful connections, delivering value to our clients, and helping businesses and professionals reach new international markets,” she explains. Looking ahead, Aretha Alves remains focused on expanding AA Connect’s global footprint by investing in innovation, technology, and the continuous growth of its international network, further strengthening the company’s position in the global marketplace. Photo Disclosure Press Her entrepreneurial journey demonstrates that outstanding businesses are built on well-executed ideas and leadership driven by purpose and results. Today, AA Connect represents more than a growing agency—it has become a strategic ecosystem that empowers brands and professionals to thrive on the international stage. In an increasingly competitive world, Aretha Alves continues to transform networking into tangible opportunities, reinforcing her reputation as one of Brazil’s rising entrepreneurs making a lasting impact beyond national borders.












