top of page
HooksLogo.png

2103 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Dra. Juliana Mendonça revela protocolo para cuidar da pele após a menopausa

    Biomédica Esteta aponta como buscar a regeneração celular de maneira inteligente e progressiva. Texto Por Dra. Juliana Mendonça Photos Disclosure Press A PELE MADURA, O TEMPO E O CUIDADO QUE RESPEITA A ESSENCIA Ser mulher é carregar histórias. Elas vivem na memória, nas escolhas, nos afetos e nas experiencias que nos moldaram. Essas marcas já fazem parte de quem somos e não precisam, necessariamente, serem reafirmadas no espelho todos os dias. A estética, para mim, nunca foi sobre apagar a vida vivida. Sempre foi sobre permitir que a mulher se olhe e se reconheça com mais leveza. As marcas da vida já estão na nossa consciência, na nossa trajetória, naquilo que nos construiu. Elas não precisam permanecer na pele como um peso. Cuidar da aparência pode ser um gesto de conforto, de acolhimento e de amor-próprio. Uma escolha consciente de como queremos nos ver no presente. Eu falo disso não apenas como profissional, mas como mulher. Entrei na menopausa muito cedo e senti de forma intensa tudo aquilo que uma mulher de pele madura sente. As mudanças hormonais, a perda de viço, flacidez, a alteração da textura da pele, o impacto do envelhecimento celular acontecendo de forma acelerada. Foi no meu próprio corpo que eu compreendi o que muitas pacientes sentem. Foi na pele que eu aprendi. Foi na vivência que nasceu o meu olhar profissional voltado para a pele madura. Há mais de 10 anos escolhi me especializar na pele madura porque eu conheço esse caminho de dentro para fora. Eu sei o que significa olhar no espelho e sentir que algo mudou. E sei também o quanto um cuidado estético bem conduzido pode devolver firmeza, vitalidade, contorno e autoestima, sempre respeitando a essência. Foi a partir dessa escuta profunda da pele madura que nasceu o protocolo “Regenerate”. Um protocolo pensado para tratar a face da mulher de forma global, entendendo que a pele não é apenas superfície. O “Regenerate” trabalha todas as camadas: pele superficial, colágeno, estrutura muscular e sustentação facial, respeitando a anatomia, o tempo biológico e a individualidade de cada mulher. A base do protocolo é estimular a regeneração celular de maneira inteligente e progressiva. Combina-se a tecnologia Ultraformer MPT (Multi Micro Point Stimulation) que atua na musculatura da face com bioestimuladores e outras abordagens que favorecem a produção de colágeno, a firmeza da pele e a melhora do contorno facial. O objetivo nunca foi mudar traços ou criar excessos. O objetivo sempre foi devolver leveza. Leveza na pele, no contorno e no olhar. Um olhar aberto, mais descansado, mais luminoso e que reflita a mulher como ela se sente por dentro. Uma face mais firme, sem perder a naturalidade. Uma estética que não pesa, não endurece e não apaga identidades. No dia das mulheres, falar de estética é falar de autonomia. É afirmar que a mulher pode escolher cuidar de si sem culpa, sem justificativa e sem rótulos. É entender que o autocuidado é amor em ação. Ser mulher é amar, amar a própria história, amar as fases vividas, amar quem se tornou. A estética que eu acredito não apaga trajetórias. Ela acolhe fases, respeita a essência e ajuda a mulher a se reconhecer no espelho com gentileza. E isso, para mim, é beleza de verdade. A Dra. Juliana Mendonça é Biomédica Esteta, com especialização em Pele Madura.

  • Dr. Marcus Capanema: Entre Precisão e Identidade

    'BEAUTY' EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ - @demmacedo / Beauty: @dariobion / Stylings: @eduardomurari - @diegobbueno / Studio: @openestudio Há algo silencioso quando alguém volta a se reconhecer no espelho. Não é apenas um ajuste de traço ou proporção. É uma reorganização íntima da própria presença. A imagem deixa de ser conflito e passa a ser coerência. Para Dr. Marcus Capanema, a cirurgia plástica facial nunca foi sobre superfície. Ao longo da sua trajetória, o que mais o marca não são apenas os resultados visíveis, mas as mudanças que se revelam no comportamento. No retorno pós-operatório, a transformação não se limita à fotografia comparativa. Ela aparece na postura mais firme, no olhar que sustenta contato, na maneira como o paciente passa a ocupar espaços antes evitados. Em sua perspectiva, autoestima não é detalhe estético. É estrutura emocional. Quando alguém se reconhece com serenidade, decisões se tornam mais claras e a presença ganha consistência. A estética, quando conduzida com critério, funciona como alinhamento entre identidade interna e expressão externa. Esse alinhamento exige rigor. Na cirurgia facial, especialmente na rinoplastia, milímetros definem equilíbrio e permanência. A matemática orienta o planejamento, mas não determina um padrão. Ângulos, enxertos e vetores de tração são instrumentos técnicos. O diferencial está na leitura individual de cada rosto. Técnica só tem valor quando preserva singularidade. Naturalidade não significa ausência de intervenção, mas precisão aplicada com inteligência. Harmonia não é neutralizar características, é refiná-las com respeito. Modelos universais simplificam o processo, porém empobrecem o resultado. O compromisso está em manter intacta a identidade que torna cada paciente reconhecível para si mesmo. Parte dessa responsabilidade se manifesta na capacidade de contraindicar. Traduzir desejo em possibilidade exige maturidade e ética. A primeira consulta não é apenas avaliação técnica, é construção de consciência estética. Fotografias, simulações e diálogo transparente delimitam o que é viável dentro da anatomia apresentada. Referências visuais são interpretadas como linguagem simbólica do que o paciente considera belo, nunca como molde a ser reproduzido. Em um cenário digital saturado por filtros e edições irreais, preservar individualidade tornou-se posicionamento consciente. A câmera frontal distorce proporções e amplifica detalhes que o espelho nunca destacou. A exposição contínua a imagens manipuladas cria referências biologicamente inexistentes. Educar o olhar faz parte do exercício ético da profissão. Textura de pele, assimetrias discretas e particularidades faciais não são falhas. São marcas de autenticidade. Sua filosofia não promete perfeição. Propõe coerência. A melhor versão não é cópia de um padrão momentâneo, é evolução consistente da própria identidade. Precisão, nesse contexto, não redefine apenas formas. Redefine presença. E é a partir dessa visão que aprofundamos a conversa com Dr. Marcus Capanema, explorando os princípios que sustentam sua prática e sua compreensão sobre identidade, técnica e autoestima. 1. A estética transforma o que é visível, mas muitas vezes o que está em jogo é invisível. Ao longo da sua trajetória, o que o contato diário com pacientes lhe ensinou sobre identidade, autoestima e natureza humana? Embora muitos ainda enxerguem a busca pela cirurgia plástica apenas pelo viés da vaidade, a minha prática diária me provou que lidamos com algo muito mais profundo. Olhar-se no espelho e reconhecer a própria essência com amor e segurança não é um mero detalhe. Autoestima é, antes de tudo, saúde mental. O amor-próprio resgata a autoconfiança, e uma pessoa confiante se torna naturalmente mais radiante e atraente, abrindo portas em todos os seus ciclos sociais. O que mais me emociona é o momento do retorno pós-operatório. Muitas vezes comento com a minha equipe no consultório: “Vocês notaram como ela está diferente?”. E não me refiro apenas aos traços da face que aprimoramos, mas à postura. O sorriso ganha outra força, o jeito de caminhar e de olhar para o mundo muda. Acompanhar esse verdadeiro renascimento interno por meio da estética é a parte mais linda e emocionante do meu trabalho. 2. Na cirurgia facial, milímetros podem redefinir proporções, expressões e até a percepção de idade. Quais princípios orientam suas decisões para promover rejuvenescimento e embelezamento mantendo a naturalidade e a identidade de cada paciente? É a mais absoluta verdade: na estética facial, cada milímetro importa. Na rinoplastia, por exemplo, uma fração de milímetro na ponta nasal é o que separa a harmonia perfeita da desproporção. Costumo dizer que a rinoplastia e o lifting facial estão entre os procedimentos mais complexos da cirurgia plástica, exigindo o mais alto nível de refinamento técnico. Nós estudamos profundamente as proporções, os cálculos matemáticos e a precisão dos enxertos. No entanto, toda essa ciência deve servir apenas como uma bússola para o cirurgião. É aí que entra o verdadeiro diferencial: o olhar artístico e a sensibilidade para ler os traços únicos de cada pessoa. A matemática precisa ser aplicada de forma suave e estritamente individualizada. Afinal, a verdadeira beleza reside na singularidade. Operar seguindo uma “fórmula pronta” ou padronizada é o que faz o paciente perder a sua essência. O meu princípio fundamental é dominar a técnica com perfeição para, então, adaptá-la à identidade de quem está na minha frente. 3. Muitos pacientes chegam ao consultório com expectativas muito específicas, influenciadas por referências externas. Como é o processo de traduzir esse desejo em um resultado possível e, em alguns casos, orientar alguém a não realizar um procedimento? Um grande mestre que tive durante a residência médica costumava dizer: “Mais difícil do que indicar uma cirurgia é saber contraindicar”. Levei esse ensinamento como um pilar para a minha prática clínica. Para mim, dizer “não” a um procedimento quando identifico que as expectativas são irreais ou que o resultado não trará harmonia ao rosto é, acima de tudo, um ato de cuidado e ética. Meu maior compromisso é entregar autoestima e felicidade, e isso não se constrói sobre ilusões. Por isso, a nossa primeira consulta é tão detalhada. Realizo uma análise facial minuciosa, com fotos e simulações, para mostrar com total transparência o que é viável dentro da anatomia única daquela pessoa. Gosto, inclusive, de pedir que tragam fotos de rostos que consideram belos. Deixo muito claro que o objetivo não é “copiar” o que seria técnica e anatomicamente impossível, mas sim mapear o padrão de beleza do paciente. É fundamental entender o que os olhos daquela pessoa enxergam como belo para, então, traduzir esse desejo em um resultado real, seguro e feito sob medida para ela. 4. Ao longo da sua carreira, houve algum momento em que você percebeu de forma muito clara o impacto positivo da cirurgia na vida de um paciente? O que esses momentos revelam sobre o papel da autoestima na vida das pessoas? Inúmeros momentos. Meus colegas de outras especialidades costumam brincar comigo: “Marcus, eu trato doenças complexas e, muitas vezes, a relação termina na alta médica. Você trabalha com estética e, toda semana, recebe presentes, abraços e mensagens emocionadas de pacientes que já receberam alta há meses ou até anos”. Essa observação ilustra perfeitamente o poder transformador da autoestima. O conceito moderno de saúde vai muito além do bem-estar físico; ele engloba, fundamentalmente, o bem-estar mental e social. É exatamente nesse ponto que a cirurgia plástica facial atua. Vejo pacientes que antes eram tímidas, que evitavam fotos e interações e que, de repente, desabrocham. Um caso que me marcou profundamente foi o de uma jovem que sofria muito com as proporções do seu nariz. Ela havia sido vítima de bullying e de apelidos cruéis durante a fase escolar. Por conta desse trauma, tornou-se extremamente retraída, com enorme dificuldade para fazer amizades ou se relacionar. Ela sequer tinha redes sociais. Após a rinoplastia, a transformação interna foi tão impressionante que ela resgatou sua segurança, fez um ensaio profissional e hoje atua como modelo fotográfica. Ela sempre me marca nas fotos, e meu coração se enche de orgulho. Tenho uma caixa no consultório onde guardo com carinho todas as cartas de agradecimento que recebo. São elas que me provam, todos os dias, que estou no caminho certo. 5. Em um cenário onde as redes sociais reforçam padrões estéticos muitas vezes homogêneos, como preservar a individualidade e evitar que a beleza se torne padronizada? A minha primeira e principal recomendação, quase como uma prescrição para a saúde mental, é tentar se blindar dos impactos negativos das redes sociais abandonando o uso de filtros. Os filtros criam uma perspectiva completamente irreal do nosso próprio rosto. Como hoje passamos a nos olhar muito mais pela câmera frontal do celular do que pelo espelho, a nossa autoimagem acaba fragmentada. Aquilo que era um detalhe mínimo ganha um peso desproporcional. Por isso, evite qualquer recurso digital que altere seus traços e a textura da sua pele. Em segundo lugar, recomendo fazer um filtro na própria rede: deixe de seguir influenciadores que abusam de edições ou que tentam vender uma vida e uma estética “perfeitas”. A perfeição absoluta não existe na biologia humana. Pele sem poros, sem textura ou sem pequenas manchas simplesmente não é real. Consumir esse tipo de conteúdo diariamente só nos adoece e cria padrões inalcançáveis. O meu papel como cirurgião é justamente valorizar a beleza humana e real, fugindo completamente dessa padronização de avatares. 6. E, por último, mas não menos importante, qual é a sua voz? Depois de tudo o que aprendeu ao longo da sua trajetória, se tivesse a oportunidade de ser ouvido pelo mundo inteiro, que mensagem consideraria essencial transmitir? Se eu pudesse deixar uma única mensagem para o mundo, seria esta: amar a si mesmo e aceitar quem você é não significa, de forma alguma, que você não possa realizar procedimentos estéticos ou melhorar aquilo que lhe incomoda. O verdadeiro amor-próprio está em entender que a sua beleza é singular e que os seus traços o tornam especial. Amar o próprio rosto não é se obrigar a conviver com um nariz que afeta a sua autoconfiança, mas sim compreender que é possível aprimorá-lo com naturalidade, respeitando a anatomia e os limites do seu próprio corpo. O belo não é ser uma cópia da influenciadora do momento; o belo é abraçar a sua melhor versão. Uma pessoa com a autoestima em dia tem um brilho diferente, é notada, torna-se magnética e se destaca naturalmente porque é, acima de tudo, mais feliz. O meu grande propósito de vida é continuar transformando realidades, transbordando a minha caixa de cartas de agradecimento e vendo o mundo repleto de pacientes orgulhosos da sua própria e única beleza.

  • Alessandra Areias: A Narrativa Visual da Nova Londres

    ‘LONDON’ EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE Photos: Ricardo Sakai Na edição London da Hooks Magazine, Alessandra Areias ocupa a capa como símbolo de uma geração que não apenas veste a imagem, ela a constrói. Em uma cidade que respira tradição e vanguarda, como Londres , Alessandra representa o encontro preciso entre moda, cinema e pensamento criativo. Sua trajetória nasce no editorial, diante das câmeras, mas rapidamente ultrapassa o lugar da performance. Ao ser selecionada para projetos conceituais, nos quais a imagem precisava traduzir narrativa, identidade e intenção, sua atuação expandiu-se de forma orgânica. O que começou como interpretação visual tornou-se participação ativa na construção estética e narrativa dos projetos. Assim consolidou uma presença híbrida que une modelo e criadora, imagem e estrutura, rosto e conceito. Entre moda e cinema, Alessandra constrói um território próprio. Se a moda impacta de forma imediata, o cinema trabalha o tempo e a profundidade. Em seu trabalho, esses dois ritmos coexistem. A força visual do styling, da luz e do enquadramento dialoga com a lógica cinematográfica de narrativa e construção emocional. Seus editoriais e fashion films funcionam como fragmentos de histórias maiores. São imagens que impactam no primeiro olhar, mas permanecem pela consistência conceitual. Para Alessandra, todo projeto nasce da intenção narrativa. Antes da estética, vem a história. Emoção, conceito e imagem são organizados a partir de um propósito claro. Essa base estruturada garante coerência visual, ritmo preciso e decisões estéticas alinhadas à mensagem central. Seja em editoriais autorais, branded content ou produções audiovisuais, o método é o mesmo. A estética existe para servir à narrativa. Como produtora criativa, ela equilibra arte e estratégia com rigor profissional. Seu papel é traduzir a identidade das marcas em narrativas visuais sofisticadas e consistentes. Criatividade, para ela, não é improviso, é construção planejada. Cada projeto é desenvolvido para preservar integridade artística ao mesmo tempo em que atende objetivos comerciais e de posicionamento. A vivência internacional ampliou seu repertório e refinou sua leitura cultural. Trabalhando em diferentes países, Alessandra desenvolveu uma linguagem visual adaptável, atenta às nuances estéticas e simbólicas de cada contexto. Essa experiência fortalece sua capacidade de criar narrativas globais sem perder assinatura autoral, algo essencial em uma capital criativa como Londres. Hoje, estando tanto à frente quanto atrás das câmeras, Alessandra direciona seu próximo passo para a consolidação de uma liderança criativa ainda mais consistente no desenvolvimento de projetos audiovisuais. Fashion films, branded content e produções autorais deixam de ser apenas formatos e tornam-se plataformas de construção estética e narrativa. Confira entrevista exclusiva: 1. Você começou como modelo e hoje também trabalha criando projetos. Quando percebeu que queria ir além de posar e passar a participar da criação das histórias? Ao longo da minha atuação como modelo editorial, passei a ser selecionada com frequência para projetos conceituais, nos quais a imagem precisava comunicar narrativa, identidade e intenção. Nesse contexto, minha participação foi naturalmente se expandindo para além da performance diante da câmera, envolvendo contribuição direta no desenvolvimento de conceitos visuais, referências estéticas e construção narrativa. Esse movimento marcou a consolidação de uma atuação híbrida, na qual imagem e criação caminham juntas de forma profissional. 2. Moda e cinema têm tempos diferentes: a moda impacta rápido, o cinema constrói aos poucos. Como você une esses dois mundos no seu trabalho? No meu trabalho, utilizo a força imediata da moda como estrutura visual e a lógica narrativa do cinema como profundidade. Desenvolvo imagens e projetos que funcionam como fragmentos de uma narrativa maior, aproximando editoriais, fashion films e branded content da linguagem cinematográfica. Essa integração permite criar conteúdos que têm impacto estético imediato, mas também consistência narrativa e longevidade. 3. Quando começa um novo projeto, o que vem primeiro para você: a ideia, a imagem, a emoção ou a história que quer contar? O ponto de partida é sempre a intenção narrativa. A partir dela, emoção, conceito e imagem se organizam de forma coesa. Essa abordagem garante que as decisões estéticas — como enquadramento, ritmo, luz e styling — estejam a serviço da história que o projeto precisa comunicar. Esse método é aplicado tanto em trabalhos editoriais quanto em produções audiovisuais e projetos autorais. 4. Como produtora criativa, como você equilibra criatividade e as necessidades das marcas com as quais trabalha? Meu papel como produtora criativa é traduzir a identidade e os objetivos da marca em uma narrativa visual clara, sofisticada e consistente. O equilíbrio acontece por meio de um processo estruturado de concepção, no qual criatividade e estratégia caminham juntas. Dessa forma, os projetos mantêm integridade artística ao mesmo tempo em que atendem às necessidades comerciais e de posicionamento das marcas envolvidas. 5. Trabalhando em diferentes países, o que você aprende com cada cultura e como isso influencia sua forma de criar imagens? A atuação em contextos internacionais contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem visual adaptável e consciente de diferentes referências culturais. Cada experiência amplia meu repertório estético e narrativo, permitindo criar projetos que dialogam com públicos diversos sem perder coerência autoral. Essa vivência internacional fortalece minha capacidade de desenvolver narrativas visuais com alcance global. 6. Hoje você está na frente e atrás das câmeras. Qual é o próximo passo que deseja dar na sua trajetória? O próximo passo é aprofundar minha atuação no desenvolvimento e produção de projetos audiovisuais, consolidando uma posição de maior liderança criativa em fashion films, branded content e produções autorais. O objetivo é expandir a criação de narrativas visuais em contextos internacionais, integrando performance, concepção e produção como parte de uma trajetória artística contínua e consistente.

  • Produtora Ana Flávia Veiga expande carreira artística com produções de documentários e novos formatos

    Photos Disclosure Press Los Angeles, CA, fevereiro 2026 – Ana Flávia Veiga, produtora de cinema em Los Angeles conhecida por sua narrativa inclusiva e intercultural, continua a ganhar força nos espaços cinematográficos, digitais e de documentários. Após ser reconhecida em premiações internacionais com seu documentário mais recente, Palmas, Veiga entra em uma nova fase de sua carreira: transformando o projeto no longa-metragem intitulado Las Palmas e expandindo seu impacto como produtora de narrativas cinematográficas e de curta duração. A rota de Festivais internacionais O documentário de 2024 de Veiga, Palmas (dirigido por Aric Lopez), recebeu recentemente o prêmio Collegiate Filmmaker Spotlight no Burbank International Film Festival e o prêmio de Melhor Curta Documentário Estudantil no Glendale International Film Festival. Além disso, Palmas garantiu seleções oficiais em diversos outros festivais de destaque e qualificadores para o Oscar, incluindo: ● AmDocs (American Documentary and Animation Film Festival). ● San Diego Latino Film Festival . ● Mexican-American Film & Television Festival . ● Watsonville Film Festival . O filme explora a história de deslocamento em Los Angeles por meio das icônicas palmeiras da cidade, símbolos que testemunham transformações geracionais. Veiga e Lopez estão atualmente desenvolvendo a versão em longa-metragem, com o apoio de patrocínio fiscal da SMP Rise e do produtor executivo vencedor do Oscar, Doug Blush. Portfólio e Próximos projetos O curta independente de Veiga, My Father’s Wedding, estrelado por Ricky He (ator canadense conhecido por seus trabalhos com a Disney), continua conquistando seu espaço na indústria com a nomeação ao San Diego International Film Festival, após sua estreia no qualificador para o Oscar HollyShorts e no Middlebury New Filmmakers Festival. Outros projetos sob a produção de Veiga incluem: ● Wasabi (2025) : Filme de tese do MFA da USC, selecionado para o Martha’s Vineyard African American Film Festival (qualificador para o Oscar). ● Compas (2025) : Curta documentário premiado com o Prêmio do Público e Menção Honrosa no Highland Park Independent Film Festival. ● The Custodian (2024) : Exibido nos festivais de Middlebury e Watsonville e selecionado para o Beverly Hills Film Festival. ● Sueños Violentos (2023) : Seleção para o LA Shorts (qualificador para o BAFTA) e vencedor do prêmio de Melhor História pela Women in Cinematic Arts. ● The Things We Keep (2023) : Selecionado oficialmente por Sundance, Screamfest e pelo Beverly Hills Film Festival. O mercado do cinema vertical Photos Disclosure Press Além do cinema tradicional, Veiga redefiniu o engajamento do público por meio de produções verticais de alto impacto. Seus projetos recentes acumularam mais de 301 milhões de visualizações em plataformas móveis. O filme Pucked by My Brother's Rival, se tornou um fenômeno global no aplicativo DramaBox, acumulando 130 milhões de visualizações, e o viral Fake Dating My Rich Nemesis alcançou 120 milhões de visualizações. Outros títulos ainda carregam a marca de 46 e 40 milhões no aplicativo.

  • Gabi Lopes: do Carnaval brasileiro para Hollywood

    'STARS' COVER EDITION - GLOBAL ISSUE Photographer and Creative Direction: Matheus Coutinho / (All team credits at the end of the article) Ela começou aos oito anos em campanhas publicitárias e, ao longo de mais de duas décadas, construiu uma carreira multifacetada que atravessa televisão, cinema, streaming e negócios. Hoje, Gabi Lopes é capa da edição especial de Carnaval da revista STARS, celebrando sua trajetória que combina talento artístico, visão empreendedora e presença global. “Eu sempre fui movida a desafios e percebi que estava vivendo uma zona de conforto. Foi aí que decidi desenvolver minha carreira internacional, algo que sempre desejei desde criança” , conta Gabi. Sua mudança para Los Angeles, fluência em inglês e espanhol, dupla nacionalidade e experiência com produções premiadas no Brasil a prepararam para o salto no mercado global. Do sucesso em Malhação – Sonhos à atuação em séries como Sintonia e Samantha! , Gabi consolidou-se como uma atriz versátil. No cinema, participou de filmes aclamados como A Menina Que Matou os Pais e Moscow . Internacionalmente, foi premiada no FirstGlance Film Festival , em Los Angeles, e no Madras Film Festival , na Índia, e recentemente protagonizou o filme japonês Virtual Boyfriend , no qual também atuou como produtora. “Entender todas as áreas de uma produção me fez crescer como atriz. Hoje, meu trabalho é mais completo porque compreendo o todo do audiovisual. Cinema é um lugar coletivo, e ser curiosa sobre diferentes assuntos me tornou única” , explica Gabi, reforçando como a experiência de produtora e empresária influencia suas escolhas artísticas. O próximo passo da artista é estrear seu primeiro filme americano como protagonista. “Tudo que fiz até aqui foi um ensaio. Agora minha carreira internacional de fato começa. Me sinto completamente pronta e este projeto abrirá portas para outros trabalhos” , declara, lembrando que maturidade e experiência são diferenciais nesse momento. Além da atuação, Gabi é empresária e investidora. Ela é sócia da Marilyn Films, da agência Talent Wave, da ONG Belong e de negócios de gastronomia e turismo. Gabi acredita que a visão empreendedora fortalece sua carreira artística. “Empreendedorismo é uma forma de viver. Ele me ajuda a enxergar minha carreira de maneira estratégica e única, unindo visão artística e estratégica” , afirma. Para a capa, Gabi escolheu o Galpão da escola de samba Gaviões da Fiel , vestindo uma fantasia que celebra o Carnaval. “O Carnaval é o maior espetáculo do planeta terra e ele é brasileiro. Ele simboliza alegria, diversidade e energia alta, tudo que quero levar para o mundo” , afirma. Para Gabi, o Carnaval representa não só um marco da cultura nacional, mas também o início simbólico de sua jornada internacional. Com mais de 23 anos de carreira, prêmios internacionais e negócios diversificados, Gabi Lopes prova que talento, coragem e visão estratégica podem transformar uma trajetória nacional em um fenômeno global, sempre com a energia e o carisma do Brasil como marca registrada. Confira entrevista com Gabi Lopes: 1. Você começou na publicidade ainda criança e construiu uma trajetória sólida na televisão brasileira. Em que momento decidiu que era hora de transformar sua carreira em um projeto internacional? Eu sempre fui movida a desafios e comecei a perceber que já estava vivendo uma zona de conforto, sempre as mesmas situações, o mesmo estilo de trabalho. Eu estava sentindo falta de alguma novidade, algo diferente, e foi quando decidi, de fato, desenvolver mais a minha carreira internacional, que sempre foi um desejo desde criança. Inclusive, sempre falei vários idiomas. Eu nunca tive medo de me jogar para fora do Brasil e já morei em vários países. Já morei na Inglaterra, na África do Sul e na Austrália. Então, depois de 23 anos de carreira no Brasil, decidi que era hora de me desafiar e começar a construir algo externo. Eu me lembro que o filme no Japão me empoderou muito. Depois que fiz esse filme, percebi que realmente poderia trabalhar fora. Eu estou pronta! Me sinto pronta, consigo atuar em inglês e em outros idiomas. Todos os prêmios que ganhei, tanto na Índia quanto em Los Angeles, foram com filmes nacionais, então a minha carreira sempre apontou para o exterior, mesmo trabalhando no Brasil. Acho que também é importante interpretar os sinais da vida e perceber para onde o destino nos leva. 2. Ao longo dos anos, você transitou entre TV aberta, streaming, cinema e também assumiu funções de produção. Como essa visão ampla do audiovisual influencia suas escolhas artísticas hoje? Muitas pessoas costumam julgar, né? Elas falam: “Nossa, você faz de tudo, como consegue fazer tudo ao mesmo tempo?” Na verdade, eu exerço várias funções dentro do audiovisual, mas todas são muito complementares. Quando comecei a produzir, isso abriu muito a minha cabeça como atriz, porque eu entrava numa produção e entendia o todo daquilo, a complexidade de cada projeto. Isso me fez aumentar o respeito pelo trabalho e a consciência sobre o meu papel no processo. Para mim, sempre foi muito importante essa experiência, e hoje, com essa visão ampla, sinto que não só minhas escolhas artísticas são influenciadas, como também meu processo de criação de personagens. Hoje me sinto muito mais completa como atriz do que quando era criança, quando só entendia sobre atuação. Acho importante conhecer um pouco de tudo para compreender o seu papel no todo. Cinema é um espaço coletivo, complexo e versátil, onde trabalhamos em diferentes gêneros e exercemos funções variadas. Você pega um personagem, trabalha em uma profissão, e no dia seguinte pega outro personagem com outra profissão. Por isso, sempre digo que o território artístico é território de pessoas curiosas e interessadas, e o que faz uma pessoa interessante é justamente essa curiosidade por diferentes assuntos. Posso dizer que sempre fui muito curiosa e interessada em diferentes áreas e sempre estudei muito. Lembro que me formei em um curso de piloto de barco e tirei a carteira junto com a Marinha. Todo mundo perguntou por que eu estava fazendo isso. Depois desse curso, aprendi a pilotar muito melhor a minha própria vida. Acho que essa complexidade e multiplicidade que desenvolvi sempre foi o que me tornou única. 3. Mudar para Los Angeles representa não apenas uma mudança geográfica, mas estratégica. Como foi o processo de preparação para entrar no mercado americano? Me sinto muito sortuda por ter um empresário americano. Ele me direcionou durante todo esse primeiro ano em Los Angeles. Não cheguei sozinha, já cheguei com alguém me preparando e ajudando a entender o mercado. Este primeiro ano foi muito importante. Comecei a fazer testes, palestrar e trabalhar com clientes e marcas americanas. Foi fundamental para compreender a cultura do país. Para mim, esse ano foi literalmente um período de adaptação, porque mudar para outro país não significa apenas um novo mercado de trabalho, mas também uma nova cultura. Além disso, comecei a estudar no El en Pack, um conservatório de artes em Los Angeles. Fiz cursos de testes para filmes, TV e publicidade, e participei de um curso com o diretor de Pretty Little Liars, uma das maiores séries de jovens. Hoje saí do conservatório me sentindo completa, entendendo tanto a atuação quanto o business por trás de tudo. Agora, depois dessa temporada no Brasil, do Carnaval e das festas de fim de ano, volto para Los Angeles para gravar meu primeiro filme americana. Estou sem dúvidas pronta, compreendendo a cultura, o mercado e com inglês muito mais fluido. Estou preparada para tudo que está por vir. 4. Além de atriz, você é empresária e investidora. De que forma o pensamento empreendedor fortalece sua posição como artista no cenário global? Quando saí do programa O Aprendiz como vice-campeã, foi um momento importante para me reconhecer como empreendedora. Pessoas empreendedoras naturalmente têm uma mente visionária. Empreendedorismo não é só trabalho, é uma forma de viver. Independentemente do que esteja fazendo, estou sempre com a visão empreendedora. Não consigo desligar isso, nem quero. A partir do momento em que me reconheci como empreendedora e desenvolvi minhas habilidades, comecei a enxergar minha carreira de forma diferente, única e muito mais estratégica. Hoje, todas as minhas decisões são pautadas nessa visão. Acredito que isso contribuiu muito para a construção da minha carreira, principalmente no lado estratégico, e não apenas no artístico. Geralmente, pessoas com visão artística não têm visão empreendedora. Por isso, é ótimo conseguir unir esses dois lados, que se complementam. 5. Seus prêmios internacionais já sinalizavam esse movimento para fora do Brasil. O que significa estrear um filme americano como protagonista neste momento da sua carreira? Sem dúvida, significa um grande marco na minha carreira: minha primeira protagonista em um longa-metragem internacional e também um divisor de águas. Tudo que fiz até aqui foi uma preparação, um ensaio, e agora a carreira no exterior vai de fato começar. Esse é um momento muito especial da minha vida e da minha trajetória ao longo de 23 anos. Me sinto completamente pronta e tenho certeza de que este projeto abrirá portas para outros trabalhos. Já estou em negociação para novos filmes. Viver isso agora é além de um divisor de águas, também é o início do meu momento internacional. Estou muito feliz, realizada, vivendo tudo isso depois dos 30 anos, quando se tem mais maturidade. Acho que seria diferente se isso estivesse acontecendo aos 23 anos, talvez eu não estivesse pronta ou não tivesse maturidade suficiente. Tudo acontece no tempo certo. Depois de 23 anos trabalhando muito no Brasil e construindo uma imagem sólida, estou pronta para voos ainda maiores, não só nos Estados Unidos, mas no mundo. Me sinto pronta para atuar em qualquer idioma, daqui até meus 95 anos, se Deus quiser. Minha maior inspiração é Fernanda Montenegro. Pretendo atuar como ela, por muitos anos, acompanhando o crescimento da carreira e do ser humano. 6. Você escolheu o Galpão da escola de samba Gaviões da Fiel como cenário da capa, vestindo Carnaval, que é uma das maiores expressões culturais do Brasil. O que o Carnaval representa na sua trajetória pessoal e de que forma essa identidade brasileira influencia a artista que você leva para o mundo? Uma vez li uma frase que fez muito sentido: o Carnaval é o maior espetáculo do planeta terra e ele é brasileiro. Acho que é um espetáculo que transmite muito bem quem somos, nossa alegria, diversidade, carisma, simpatia, energia e vibração. Isso está muito ligado à nossa alma solar e carnavalesca. Sabemos que o brasileiro tem um carisma diferenciado, e esse é o lado que quero levar para o mundo. Quando recebi o convite para fotografar uma revista internacional, não pensei em nada além de poder exportar o Brasil na sua mais alta vibração, que é o Carnaval. O Carnaval sempre simbolizou minha trajetória pessoal. É o momento do ano em que fico mais feliz e empolgada, quando tudo é festa, mas também um marco de início. Sempre dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Tenho certeza de que minha carreira internacional vai começar de verdade agora. Esse momento marca tanto o início do ano no Brasil quanto meu início no território internacional. Por isso quis juntar as duas coisas. CRÉDITOS EQUIPE: ⁠⁠ Gabi Lopes - Modelo e Produção Executiva - @gabilopess •⁠ ⁠⁠ Matheus Coutinho - Fotógrafo e Direção Criativa - @matheuscoutinho •⁠ ⁠ Allison Valentim - Fotógrafo de Making Of - @allisonvalentim •⁠ ⁠ Rodrigo Pinheiro - Set Designer - @_ pinheirorodrigo_ •⁠ ⁠Brenda Fernandes - Assistente de Produção - @brendafernandees •⁠ ⁠Pedro Kioto - Filmmaker - @kiotoriu •⁠ ⁠ Ronaldo Júnior - Assistente Geral - @juniorpety01 •⁠ ⁠⁠ Hair Stylist - João Lom - @joaolom •⁠ ⁠⁠ Makeup Artist - Victor Hugo - @beautybyvictorh •⁠ ⁠⁠Diogo Carvalho - Assistente de beleza - @diogocarvalhomakeup •⁠ ⁠⁠Leticia Sampaio - Stylist - @lesampaioo •⁠ ⁠⁠ Heloísa Puca - Assistente de Stylist - @helopuca •⁠ ⁠⁠ Rafa Carneiro - Design de Looks - @rafacarneiro •⁠ ⁠⁠ Fabiana Arruda - Assessoria de Imprensa - @fabiarrudaup_ •⁠ ⁠⁠ Victor Santos - Produtor de Locação - @o_victtao •⁠ ⁠⁠ Agradecimentos especiais : @gavioesoficial Compre sua revista impressa da edição STARS com Gabi Lopes pelo link abaixo. Envio global pela gráfica internacional MagCloud. * Revista inteira em inglês.

  • MATHEUS COUTINHO E A ESTÉTICA QUE GERA IMPACTO

    Na nova economia da imagem, não basta ser bonito. Precisa ser memorável, estratégico e gerar resultado. É exatamente nesse ponto que Matheus Coutinho constrói sua trajetória. Photos Personal Archive / WNGZ Production Aos 37 anos e com mais de duas décadas de atuação no mercado audiovisual, o fotógrafo e diretor consolidou um nome que equilibra domínio técnico, repertório cinematográfico e sensibilidade estética apurada. Formado em Comunicação e com pós graduação em Cinema, ele transformou linguagem visual em ferramenta de posicionamento. Ao longo da carreira, fotografou e dirigiu grandes celebridades e construiu um estilo que une precisão e personalidade. Seu trabalho é refinado e técnico, mas também irreverente. Ele busca referências inesperadas, mistura linguagens e cria narrativas visuais com identidade própria. Cada imagem carrega conceito. Cada frame tem intenção. Quando perguntamos em que momento percebeu que tinha encontrado seu estilo, ele responde com maturidade criativa. Estilo não é algo que se encontra de uma vez, é algo que se constrói. Durante anos, absorveu referências, experimentou linguagens e testou limites. O reconhecimento veio quando as pessoas começaram a identificar uma imagem como “dele” antes mesmo de saber a autoria. A assinatura estava ali, na luz, na atmosfera, na direção. Para Matheus, técnica é ferramenta, nunca protagonista. O ponto de partida sempre é o conceito e a intenção da marca ou da história que precisa ser contada. Cinema, arte, música e cultura urbana entram como camadas narrativas que ampliam o impacto. Ele escolhe cada elemento pelo potencial de gerar emoção e relevância. No set, sua atuação vai além do clique ou do “ação”. Ele constrói atmosfera. Direção, para ele, também é gestão de energia. Da equipe. Do talento. Do ritmo da produção. Quando o ambiente está alinhado e imerso no conceito, o resultado transcende o técnico. Existe um detalhe que se tornou marca registrada. Sempre há uma playlist acompanhando o processo. A música dita a vibração do set, solta o corpo, conecta as pessoas e cria ritmo emocional. Parece detalhe, mas não é. Energia também é construção estética. Essa combinação entre rigor técnico e liberdade criativa se reflete nos resultados. Em seu portfólio estão marcas como O Boticário , Renault , Coca-Cola , L’Oréal , Netshoes  e Philips . Empresas que buscam mais do que campanhas, buscam construção de imagem e conexão real com o público. Mas Matheus entendeu que o mercado mudou. As marcas passaram a exigir visão integrada, pensamento 360 graus, narrativa e performance caminhando juntas. Foi desse movimento que nasceu a WNGZ. Mais do que uma produtora, a WNGZ é um movimento criativo. Uma boutique estratégica que integra narrativa, performance e relevância cultural. Com um time selecionado sob a curadoria de Matheus, mantém padrão estético e técnico elevado, enquanto ganha escala para atender campanhas, séries e produções de diferentes formatos. A proposta é clara. Creating Wings for the World. Criar asas para ideias, marcas e histórias, lançando tudo ao mundo com intensidade e propósito. Na entrevista à Hooks, ele reforça que impacto não vem apenas da estética, mas da coerência entre conceito, execução e propósito. Antes de qualquer clique, existe posicionamento. Existe entendimento profundo da marca. Existe estratégia. E há também pragmatismo. No fim do dia, ele lembra, trata se de publicidade. Trata se de resultado e conversão. Conectar é essencial. Vender também é. Seja produto, posicionamento ou imagem, o objetivo precisa ser claro. A base da WNGZ é direta: conceito alinhado, entrega impecável e conversão. Em uma era digital saturada e competitiva, as marcas precisam de impacto imediato e construção estratégica de longo prazo. Confira entrevista exclusiva: 1. Você trabalha com fotografia e direção há mais de 20 anos. Em que momento percebeu que tinha encontrado seu próprio estilo? Acho que estilo não é algo que você encontra de uma vez, é algo que você constrói ao longo do tempo. Durante muitos anos eu absorvi referências, experimentei linguagens, testei limites técnicos. Em determinado momento, percebi que as pessoas já identificavam uma imagem como “minha” antes mesmo de saber quem tinha feito. Quando sua estética começa a ter assinatura  seja na luz, na atmosfera ou na direção  você entende que encontrou uma identidade. E essa identidade continua evoluindo, mas sempre com uma base muito sólida. 2. Seu trabalho mistura técnica, cinema e referências diferentes. Como você escolhe o que usar em cada projeto? Tudo parte do conceito e da intenção da marca ou da história que precisa ser contada. A técnica é ferramenta, nunca protagonista. Eu gosto de mergulhar em referências que nem sempre são óbvias cinema, arte, música, cultura urbana e entender o que pode trazer uma camada a mais para aquele projeto específico. Meu trabalho é refinado e técnico, mas também irreverente. Eu escolho o que usar a partir do impacto que aquilo pode gerar, sempre buscando construir uma narrativa visual com identidade própria. 3. Você já fotografou e dirigiu grandes celebridades. O que muda quando está trabalhando com nomes tão conhecidos? Muda a responsabilidade, mas não muda a essência do processo. Celebridades já chegam com uma imagem consolidada, então meu papel é respeitar essa identidade e, ao mesmo tempo, revelar algo novo. Gosto de criar um ambiente em que elas se sintam seguras para experimentar e se expressar além do que o público já conhece. Para quem está na frente da minha câmera, a experiência precisa ser leve e divertida. Eu faço questão de tornar o processo mais fluido e confortável, simplificando o que muitas vezes pode parecer complexo. Quando existe confiança no set, tudo flui melhor  e o resultado ganha verdade. E verdade é o que realmente conecta. 4. No set, você é conhecido por criar uma energia própria. Como essa atmosfera influencia no resultado final das imagens? Influencia completamente. A imagem começa muito antes do clique ou do “ação”. Ela nasce na atmosfera. Eu acredito que direção é também gestão de energia  da equipe, do talento, do ritmo da produção. Quando o set está alinhado, confiante e imerso no conceito, isso aparece diretamente no resultado. Sempre tem uma playlist acompanhando o processo, porque a música dita a vibração e o som do set. Ela ajuda a construir o clima emocional da cena, solta o corpo, conecta as pessoas e cria ritmo. Parece detalhe, mas não é  energia é construção. Meu objetivo é transformar o processo em uma experiência. Quando todos estão conectados à mesma visão, o resultado transcende o técnico e se torna algo memorável. 5. A WNGZ nasceu como um movimento criativo. O que fez você sentir que era a hora de criar esse novo formato de produtora? O mercado mudou. As marcas passaram a precisar de visão integrada, pensamento 360º, narrativa e performance caminhando juntas. Eu senti que era o momento de expandir minha identidade criativa para além da minha atuação individual. A WNGZ nasce dessa necessidade  como um movimento, não apenas uma produtora. Ela é composta por um time curado por mim, profissionais que compartilham o mesmo padrão estético, técnico e estratégico. Isso nos permite escalar projetos mantendo qualidade e identidade. A WNGZ é, acima de tudo, um selo de qualidade. Não importa o tamanho do projeto  ele vai ter conceito, força e entrega premium. A régua é alta sempre. A WNGZ existe para criar asas para ideias e lançá-las ao mundo com intensidade e propósito. Creating Wings for the World é sobre isso movimento, impacto e identidade. 6. Hoje as marcas querem mais do que imagens bonitas, querem conexão com o público. Como você transforma ideia em algo que realmente gera impacto? Impacto não vem só da estética, vem da coerência entre conceito, execução e propósito. Eu sempre começo entendendo profundamente o posicionamento da marca e o que ela quer provocar no público. A partir disso, construo uma narrativa visual que não seja apenas bonita, mas que tenha intenção. Mas no final do dia, eu trabalho com publicidade. Estamos falando de resultado. Estamos falando de conversão. Conectar é essencial mas vender também é. Seja venda de produto, de posicionamento ou de imagem, o objetivo precisa ser claro. A base da WNGZ é simples: conceito alinhado, entrega impecável e conversão. Vivemos a era digital, onde tudo é rápido, competitivo e visualmente saturado. As marcas precisam de impacto imediato, mas também de construção estratégica. A WNGZ surge para preencher essa lacuna  unir estética forte, direção consistente e visão de negócio. Porque imagem hoje é linguagem, e quando você une técnica, identidade e estratégia, você cria algo que não apenas chama atenção, mas gera movimento real no mercado.

  • Dra. Mariana Bignardi Halla: O Tempo, o Corpo e a Nova Ideia de Luxo Contemporâneo

    'HEALTH' EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ | @demmacedo / Beauty: @g.make.hair / Studio: @openestudio Existe um novo tipo de luxo emergindo silenciosamente entre pessoas que já conquistaram autonomia, repertório e poder de escolha. Ele não se manifesta em excessos nem em promessas imediatas. Esse luxo é mais sutil, mais exigente e profundamente estratégico. Ele se chama tempo e a capacidade de habitá-lo com um corpo que sustenta a própria vida. É nesse território que a Dra. Mariana Bignardi Halla construiu sua trajetória. Médica com formação em ginecologia e obstetrícia, nutrologia, endocrinologia e medicina preventiva, além de especializações em lifestyle medicine e educação continuada em instituições de referência internacional, como Harvard, Mariana pertence a uma geração de profissionais da saúde que deixou de tratar apenas sintomas para pensar no corpo humano como um projeto de longo prazo. Embora sua atuação seja amplamente reconhecida pela excelência no cuidado com a saúde da mulher, sua prática clínica se expandiu naturalmente para homens que buscam o mesmo objetivo: envelhecer com autonomia, energia e clareza. Executivos, empreendedores, atletas amadores e pacientes que, assim como muitas mulheres, “funcionam” bem para o mundo, mas chegam ao consultório com sinais claros de exaustão, desorganização metabólica, queda de performance e perda de conexão com o próprio corpo. No consultório, o cuidado com o tempo nunca aparece como obsessão estética ou promessa de juventude eterna. Ele surge como organização da vida. Do sono, da energia, da massa muscular, da saúde hormonal, da relação com o alimento, do estresse e, sobretudo, da escuta do corpo. Mariana trabalha com pessoas que lidam diariamente com alta performance, responsabilidades múltiplas e decisões constantes. Pessoas que aprenderam a sustentar resultados, mas nem sempre aprenderam a sustentar a si mesmas. É aí que sua abordagem se diferencia. Antes de prescrever, ela observa. Antes de corrigir, ela entende. Pacientes relatam com frequência que se sentem vistos como indivíduos, não como diagnósticos. O atendimento não parte de um modelo ideal, mas da realidade de cada pessoa, suas demandas, limites, ambições e fases da vida. A medicina, nesse contexto, deixa de ser impositiva e passa a ser estratégica. Ao integrar ciência, prevenção e estilo de vida, Mariana questiona uma lógica ainda presente na saúde contemporânea: a fragmentação. Corpo de um lado, mente de outro. Hormônios tratados isoladamente. Sintomas normalizados como “fase”, “idade” ou “estresse”. Sua visão é contínua e aplicável a homens e mulheres. O que acontece aos 40 não começa aos 40. É resultado do que foi cuidado ou negligenciado aos 30, aos 25, aos 20. Por isso, o conceito de viver bem por mais tempo que ela defende não é abstrato nem exclusivo. Ele é prático, individualizado e construído com escolhas repetidas, não com soluções radicais. Com disciplina possível, não com rigidez punitiva. Com informação de qualidade, mas também com autonomia para decidir. Há algo profundamente contemporâneo nessa visão. Em um mundo que vende atalhos, ela fala de processos. Em uma cultura obcecada por aparência, ela fala de funcionalidade. Em uma sociedade que valoriza apenas o desempenho, ela resgata o valor da presença, da energia e da clareza mental como fundamentos de qualquer projeto de vida sustentável. Talvez por isso seu trabalho dialogue com um perfil cada vez mais diverso de pacientes. Pessoas que já entenderam que sucesso sem saúde cobra um preço alto demais. Que não querem escolher entre estética e bem-estar. Que não veem o passar do tempo como perda, mas como oportunidade de permanecer inteiros, produtivos e conscientes. No fim, o que a Dra. Mariana Bignardi Halla propõe não é apenas um novo olhar sobre saúde. É uma mudança de hierarquia. O tempo deixa de ser inimigo. O corpo deixa de ser obstáculo. E a longevidade deixa de ser promessa para se tornar valor. Porque, no mundo real, luxo não é ter mais. É sustentar-se bem por mais tempo. A seguir, em uma conversa franca e precisa, a Dra. Mariana Bignardi Halla aprofunda sua visão sobre corpo, tempo e escolhas, traduzindo a ciência em reflexões práticas para mulheres que pensam a saúde como um ativo de longo prazo. Hoje, longevidade deixou de ser apenas um conceito médico e passou a ocupar o imaginário do luxo e do poder. Em que momento, na sua trajetória, você percebeu que cuidar do tempo, do corpo, da mente e das escolhas era a forma mais sofisticada de riqueza? Não houve um momento único; foi uma somatória de experiências. A percepção começou em mim, quando deixei a função “única” de médica e passei a me ver também como empresária, esposa e mãe de duas meninas. No consultório, comecei a observar mulheres bem-sucedidas, com muitos resultados externos, mas sem energia, com sono ruim, dores e oscilação de humor. Percebi que nada disso faz sentido se o corpo e a mente não acompanham. Hoje, na minha opinião, a forma mais sofisticada de riqueza é ter tempo com autonomia, em um corpo que funciona bem, com clareza mental e liberdade para escolher como viver. Existe uma pressão silenciosa para que as mulheres “pareçam bem” em todas as fases da vida. Como médica e como mulher, como você diferencia a busca puramente estética da construção real de saúde, aquela que sustenta o corpo e a autonomia no longo prazo? Existe, sim, uma cobrança para que a mulher “esteja bem” o tempo todo. Isso é cruel. Eu vejo a diferença assim: a busca puramente estética foca em apagar sinais, caber em padrões e agradar ao olhar externo. A construção de saúde olha para energia, sono, força, desejo e prevenção de doenças. De dentro para fora, com saúde hormonal, suplementação e estilo de vida. A estética pode vir junto, mas como consequência. E isso também é importante. Conheço mulheres lindas, mas sem autoestima e sem saúde mental. O que me interessa, como médica e como mulher, é um corpo funcional e uma mente em paz, que sustentem a vida a longo prazo, não apenas uma imagem bonita no espelho. Sua prática clínica integra ciência, prevenção e estilo de vida. O que ainda é subestimado pela medicina tradicional quando falamos de saúde feminina de forma contínua e estratégica, especialmente após os 35 ou 40 anos? Ainda se subestima muito a transição hormonal a partir dos 35–40 anos. Alterações de ciclo, sono, libido, humor e metabolismo muitas vezes são tratadas apenas como “estresse” ou “idade”. Também se dá pouca atenção à massa muscular da mulher, à saúde metabólica de quem “parece saudável” e à sexualidade feminina de forma ampla. A saúde da mulher ainda é muito fragmentada; o que falta é uma visão contínua, estratégica e integrada ao longo das fases da vida. A mulher aprendeu a se calar e a esconder sua “fragilidade” para se manter competitiva no mercado de trabalho. Felizmente, isso tem mudado: nunca se falou tanto, na história, sobre menopausa e seus sintomas, sobre a importância de ingerir mais proteína na dieta. Vivemos em uma cultura que valoriza respostas rápidas e soluções imediatas. A experiência clínica e pessoal lhe mostrou a importância de processos, constância e consciência. Como construir disciplina sem rigidez e por que isso é essencial para um corpo que atravessa o tempo com vitalidade? A prática mostra que extremos não se sustentam. Dietas radicais e treinos punitivos trazem resultados rápidos, mas costumam ser seguidos de exaustão e frustração. Disciplina saudável é feita de hábitos possíveis, repetidos com constância, sem a ideia de perfeição. Enxergo disciplina como cuidado consistente, não como castigo. Isso é essencial para que o corpo atravesse as décadas com vitalidade, sem a sensação de estar sempre começando do zero. Quando pensamos em envelhecer com qualidade, autonomia e presença, quais hábitos, decisões ou valores você considera inegociáveis para uma mulher que deseja manter potência física, mental e emocional ao longo da vida? Para uma mulher que quer envelhecer com autonomia e presença, alguns pontos são inegociáveis: sono minimamente organizado, movimento regular com treino de força, alimentação que nutre e não apenas preenche manejo real do estresse, vínculos afetivos e prevenção ativa em saúde. Não se trata de viver em função disso, mas de entender que essas escolhas do dia a dia são o que preservam o corpo, a mente e a capacidade de decidir o próprio caminho. Se você tivesse um único espaço de escuta irrestrita, sem ruído ou concessões, qual mensagem sobre o corpo, o tempo e a saúde feminina você sente que ainda precisa ser dita em voz mais alta? Eu diria que o corpo não é um defeito a ser corrigido; é uma história a ser cuidada. Não tenha medo da terapia hormonal se você tem indicação e está apta a recebê-la. Beba água, no mínimo 40 ml por quilo de peso. Consuma proteína, pelo menos 1,6 g por quilo de peso ao dia. Durma de 7 a 8 horas. Não fume; isso é a pior coisa que você pode fazer pela sua saúde. Evite ou limite o consumo de álcool. Mexa-se pelo menos cinco vezes por semana. Estude sempre. Envelhecer não é perder valor, é uma oportunidade de se manter inteira. Você não precisa escolher entre vaidade e saúde, desde que a saúde venha primeiro. O tempo não é inimigo; inimigo é o abandono de si. Em resumo: cuide de você hoje como quem sabe que vai morar nesse corpo por muito tempo. Isso, para mim, é verdadeira virtude. Compre agora a revista impressa da edição HEALTH de fevereiro:

  • Elian Gallardo apresenta os conceitos do Calendário EGM 2026

    O Calendário EGM 2026 começa no alto em todos os sentidos. Idealizado e dirigido por Elian Gallardo, o projeto estreia com o tema Mountain, que inaugura a narrativa do ano apostando em altitude, contemplação e construção simbólica de carreira. Mais do que marcar datas, o calendário propõe um manifesto visual sobre tempo, corpo e posicionamento no mercado da moda. Photo Disclosure Press Fotografado em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, o primeiro capítulo do calendário transforma a paisagem natural em parte ativa da narrativa. Montanhas, floresta, rios, o clima serrano e a presença de um trailer compõem um cenário que ultrapassa a função estética e dialoga diretamente com os conceitos de ascensão, resistência e trajetória profissional. “Campos do Jordão reúne tudo o que o conceito pede: altitude, silêncio, força e contemplação. A natureza participa da imagem”, afirma Elian. O ensaio traz referências ao imaginário cinematográfico do filme O Segredo de Brokeback Mountain, evocando liberdade, introspecção e a conexão entre corpo e paisagem. Em cena, os modelos Otávio Gimenes, eleito Muso do Verão, e Luiz Ferrer, boxer e modelo, representam corpos que comunicam potência, disciplina e presença, valores centrais da Elian Gallardo Model. Reconhecido por descobrir e projetar talentos, Elian Gallardo assina a direção criativa e a fotografia do calendário, reforçando sua marca autoral ao construir narrativas visuais com alcance nacional e internacional. “O Calendário EGM 2026 não é sobre datas. É sobre tempo, força e posicionamento. Janeiro nasce em altitude porque carreira se constrói no topo, não no conforto”, resume. Photo Disclosure Press Mais do que um projeto editorial, o calendário também carrega um aspecto autobiográfico. A ideia de viver em um trailer, cercado pela natureza e pelas montanhas, sempre fez parte do imaginário do fotógrafo, um desejo de liberdade, essência e desaceleração que agora se materializa em imagem. “Esse projeto une um sonho pessoal, uma necessidade real do mercado e um resgate criativo que estava adormecido”, explica. O Calendário EGM 2026 surge como resposta à perda de espaço da imagem autoral na era digital acelerada. Elian propõe resgatar o impacto dos grandes calendários e editoriais produzidos entre o fim dos anos 1980, os anos 1990 e o início dos anos 2000, quando a fotografia tinha tempo, conceito e permanência. “Houve uma época em que a imagem tinha impacto e profundidade. Isso se perdeu. Eu quis trazer de volta, mas com uma nova roupagem”, afirma. O projeto dialoga com referências icônicas como os calendários da Pirelli, editoriais da V Magazine e antigos calendários olímpicos, além da influência direta de fotógrafos como Bruce Weber, Mario Testino e Steven Klein. Campanhas históricas da Abercrombie and Fitch e os grandes shows da Victoria’s Secret também ajudaram a moldar o olhar estético do diretor. “Eles não retratavam apenas beleza. Criavam identidade, atitude e personagens. Era isso que eu queria reviver”, diz. Outro ponto central do calendário está na curadoria dos modelos. Segundo Elian, a escolha vai muito além de padrão estético. “A seleção é profundamente estratégica e sensível. Não busco perfeição. Busco presença, atitude, verdade e coragem. O corpo é linguagem, é extensão da alma. Ele provoca, comunica e cria conexão”, explica. O Calendário EGM 2026 mistura nomes já consolidados com new faces, mantendo a proposta de renovação constante do mercado. Cada mês funciona como um capítulo independente, com conceitos próprios. Em média, de dois a quatro modelos participam de cada tema, em produções que exigem diárias completas de oito a doze horas, especialmente em locações externas. “O improviso só acontece depois que tudo foi pensado. Há um trabalho intenso de estudo de conceito, leitura corporal e entendimento do momento de carreira de cada modelo”, detalha. Em formato virtual, o calendário se apresenta como uma vitrine contemporânea que resgata a força editorial de uma era marcada pela permanência da imagem, agora reinterpretada com olhar atual, autoral e estratégico. “O Calendário EGM 2026 é memória em movimento. Um manifesto visual que honra o passado, provoca o presente e constrói o futuro”, finaliza Elian Gallardo.

  • Anamarya Roccha homenageia Carmen Miranda em look exclusivo no Baile da Vogue

    A médica e influenciadora Anamarya Roccha foi um dos destaques do Baile da Vogue 2026, realizado no último sábado (7), no tradicional Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O evento, que deu oficialmente o start no Carnaval, teve como tema “Carnavália” e reuniu personalidades de diferentes áreas em uma celebração que misturou moda, cultura e espetáculo. Photo @donaisaa_ Para a noite, Anamarya surgiu vestida de Carmen Miranda, em uma releitura sofisticada e contemporânea da icônica artista. O look sob medida foi assinado pelo estilista Charles Hermann, da Victoria Alta Costura, e chamou atenção pela riqueza de detalhes, acabamento artesanal e forte apelo cênico. O figurino trouxe um vestido estruturado com aplicações de pedrarias, plumas e franjas, evocando o glamour do período clássico de Carmen Miranda, aliado a uma estética atual e elegante. O adereço de cabeça com frutas coloridas, símbolo máximo da artista, reforçou a referência e dialogou diretamente com o espírito vibrante proposto pelo tema da edição. Photo @donaisaa_ Com presença marcante e visual impecável, Anamarya Roccha mostrou que o Baile da Vogue segue sendo uma das principais vitrines de moda e comportamento do país, além de consolidar o evento como o grande pontapé inicial do Carnaval brasileiro.

  • Nathana Sgobbi faz sua estreia na Semana de Alta Costura de Paris pela maison Franck Sorbier

    Photo Disclosure Press Pela primeira vez na passarela da Semana de Alta Costura de Paris, a brasileira Nathana Sgobbi marcou um novo capítulo em sua trajetória internacional ao desfilar para a maison Franck Sorbier. Embora já tenha participado de desfiles no exterior, esta foi sua estreia oficial no calendário da alta costura, um dos espaços mais seletivos da moda mundial. O desfile ocorreu nesta quarta feira e reuniu convidados e nomes importantes do circuito fashion internacional. Photo Disclosure Press Reconhecida por seu trabalho artesanal minucioso, a maison se destaca pela construção manual das peças e por uma estética que transforma moda em expressão artística. Conhecida por criar verdadeiras esculturas em tecido, a marca apresentou uma coleção marcada por bordados elaborados, volumes precisos e uma narrativa visual que reafirma o valor do feito à mão dentro da alta costura. Apaixonada por moda, Nathana viveu o momento como um marco pessoal e profissional. Representar o Brasil em uma das semanas de moda mais importantes do mundo teve um significado especial para a modelo. “Sempre fui apaixonada por moda e estar na Semana de Alta Costura, vestindo uma criação do Franck Sorbier, foi uma experiência indescritível. Representar o Brasil nesse espaço foi extremamente emocionante e simbólico para mim” , afirmou. Photo Disclosure Press Na primeira fila do desfile, a apresentadora Patrícia Poeta esteve entre os convidados, reforçando a presença brasileira no circuito internacional da moda e a conexão do país com as grandes casas de alta costura.

  • Thabatta Alegria: Liderança que Forma, Propósito que Sustenta

    'BUSINESS' EDITION COVER - JANUARY 2026 ISSUE Photographer: Trumpas Em um setor que cresceu em velocidade acelerada e sob os holofotes da estética contemporânea, poucas vozes conseguiram unir técnica, responsabilidade e visão de futuro com a mesma consistência. É nesse ponto de interseção entre conhecimento, ética e formação que se consolida a atuação da cirurgiã-dentista e mentora Thabatta Alegria. Sua trajetória não se limita ao exercício clínico. Ao longo dos anos, ela construiu um caminho que acompanha a própria maturidade da Harmonização Orofacial no Brasil, assumindo um papel que vai além da prática, o de formadora de profissionais e influenciadora dos padrões que sustentam a área. Em um cenário onde a visibilidade muitas vezes antecipa a preparação, sua voz se destaca por defender algo menos imediato e muito mais duradouro, estrutura, consciência e responsabilidade. Mais do que ensinar técnicas, Thabatta orienta carreiras. Sua atuação no ensino nasce de uma percepção clara de que o crescimento de um mercado exige também a formação de profissionais capazes de sustentá-lo com ética e visão de longo prazo. Essa mentalidade a posiciona em um espaço de liderança silenciosa, porém estrutural, aquela que molda não apenas resultados clínicos, mas trajetórias profissionais inteiras. Esse mesmo olhar orientado por propósito agora se expande para novas frentes. Ao investir na educação online e em conexões internacionais, Thabatta acompanha as transformações da formação profissional sem abrir mão da profundidade que sempre defendeu. Para ela, tecnologia amplia alcance, mas não substitui responsabilidade, método e presença. O futuro da educação na saúde, em sua visão, será híbrido, global e cada vez mais exigente, e é justamente para esse nível de exigência que ela prepara seus mentorados. É a partir dessa perspectiva que Thabatta Alegria participa desta edição da Hooks Magazine, compartilhando reflexões sobre responsabilidade profissional, formação ética e o papel da mentoria na construção de um setor mais consciente e preparado para o futuro. 1. Ao longo da sua trajetória, houve um momento específico em que você percebeu que suas decisões já não impactavam apenas pacientes, mas ajudavam a definir padrões de mercado, formação profissional e até expectativas sociais em torno da odontologia estética? Como lidou com o peso dessa responsabilidade? Houve, sim, um momento muito claro em que compreendi que minhas decisões já não impactavam apenas pacientes individualmente, mas também influenciavam a forma como a Harmonização Orofacial vinha sendo praticada, ensinada e percebida socialmente. Quando profissionais passaram a me procurar não apenas pela técnica, mas em busca de direção, posicionamento e referência, entendi a dimensão dessa responsabilidade. Isso me levou a me tornar ainda mais criteriosa, guiando minhas escolhas pelo que é ético, sustentável e consistente a longo prazo, e não apenas pelo que está momentaneamente em evidência no mercado. 2. A Harmonização Orofacial passou por uma expansão acelerada nos últimos anos, tanto em visibilidade quanto em demanda. Na sua análise, quais avanços mais transformaram a área e quais responsabilidades se tornaram inegociáveis para quem atua nesse cenário hoje? A Harmonização Orofacial evoluiu de forma acelerada, impulsionada por avanços científicos, novos materiais e um entendimento cada vez mais profundo da anatomia facial. Esses progressos ampliaram significativamente as possibilidades clínicas, mas também tornaram inegociável o compromisso com a segurança, o embasamento científico e a ética profissional. Hoje, atuar na HOF exige maturidade, responsabilidade e a consciência de que a visibilidade da área traz, junto com oportunidades, um dever ainda maior de zelo pelo paciente e pela profissão. 3. Como formadora desde os primeiros anos da regulamentação da HOF, você acompanhou diferentes perfis de profissionais. O que, na sua visão, distingue alguém tecnicamente habilidoso de um profissional verdadeiramente preparado para construir uma carreira sólida, ética e respeitada a longo prazo? A técnica é essencial, mas está longe de ser suficiente. Ao longo dos anos, ficou claro para mim que o que diferencia um profissional habilidoso de alguém verdadeiramente preparado para construir uma carreira sólida é a capacidade de tomar decisões responsáveis, respeitar limites, manter-se em constante atualização e construir reputação com consistência. Carreira se constrói com visão de longo prazo, disciplina e compromisso com princípios que sustentam o crescimento ao longo do tempo. 4. Sua comunicação incorpora fé, família e propósito de forma natural, elementos ainda pouco presentes no discurso empresarial da saúde. De que maneira esses valores moldam sua liderança, suas decisões e a forma como você orienta outros profissionais? Minha comunicação reflete quem eu sou. Fé, família e propósito fazem parte das minhas decisões, da minha liderança e da forma como ensino. Esses valores funcionam como um norte, orientando escolhas e posturas tanto na vida pessoal quanto na profissional. Acredito que o sucesso profissional precisa estar alinhado aos valores pessoais, porque somente assim ele se sustenta. Liderar, para mim, é também ajudar outros profissionais a encontrarem coerência entre vida, carreira e propósito. 5. Você vive um momento de expansão para o ambiente digital e de aproximação com conexões internacionais. Como enxerga o futuro da formação profissional na saúde e qual acredita ser o papel do Brasil dentro de um cenário cada vez mais global e interconectado? O futuro da formação profissional na saúde será cada vez mais integrado ao ambiente digital e conectado globalmente, sem abrir mão da profundidade e da qualidade. A tecnologia amplia o alcance, mas o verdadeiro diferencial continuará sendo a excelência na formação. O Brasil tem um papel relevante nesse cenário. Somos tecnicamente qualificados, criativos e adaptáveis. Com visão estratégica e compromisso ético, podemos ocupar um espaço de destaque internacional na educação em saúde. 6. Para finalizar, que mensagem sua trajetória lhe deu autoridade para defender hoje com mais convicção, especialmente diante das transformações que a área da saúde e da educação vêm atravessando? A principal mensagem que minha trajetória me deu autoridade para defender hoje é que técnica sem direção não sustenta carreira. Em um cenário de rápidas transformações na saúde e na educação, acredito que profissionais que constroem suas trajetórias com base em conhecimento, valores e responsabilidade conseguem atravessar mudanças com solidez, relevância e impacto duradouro. Compre sua edição da revista impressa, vendida e enviada globalmente pela gráfia MagCloud:

  • Brasileiros ampliam investimentos imobiliários na Flórida e seguem movimento já adotado por celebridades

    Photo Disclosure Press Busca por dolarização, proteção patrimonial e valorização no longo prazo transforma o estado americano em destino prioritário de investidores do Brasil Artistas brasileiros como Deborah Secco, Larissa Manoela, Anitta e Claudia Leitte ajudam a ilustrar um movimento que vem se consolidando de forma consistente nos últimos anos: o avanço dos investimentos imobiliários de brasileiros na Flórida. Mais do que uma escolha ligada ao estilo de vida, a decisão reflete uma estratégia clara de proteção e valorização do patrimônio fora do Brasil. Embora os nomes famosos chamem a atenção, eles representam apenas a face mais visível de um fenômeno que se espalhou entre empresários, profissionais liberais e famílias brasileiras. A lógica por trás dessas decisões passa pela dolarização do capital, pela segurança jurídica e pela busca por ativos resilientes frente à instabilidade econômica e política. Photo Disclosure Press Segundo Maqueli Florida, corretora brasileira especializada no mercado imobiliário da Flórida, o movimento é resultado de uma combinação rara de fatores. “Dolarizar patrimônio vai muito além de comprar dólares. Significa investir em ativos sólidos, em moeda forte. O imóvel permite exatamente isso, com a vantagem de ser um investimento que o brasileiro já conhece, confia e entende” , explica. A Flórida reúne características que tornam esse processo especialmente atrativo. O estado não cobra imposto de renda para pessoa física, oferece financiamento imobiliário para estrangeiros, inclusive brasileiros, em prazos longos e com taxas mais competitivas do que as praticadas no Brasil, além de permitir estratégias como o 1031 Exchange, que possibilita reinvestir o ganho de capital sem tributação imediata. Na prática, isso amplia a capacidade de crescimento do patrimônio ao longo do tempo. Photo Disclosure Press Outro fator determinante é a valorização histórica dos imóveis. Mesmo após fortes altas nos últimos anos, o mercado imobiliário americano mantém uma trajetória consistente no longo prazo. Dados das últimas décadas mostram que investidores obtiveram retorno positivo na maior parte do tempo, com períodos de retração pontuais e de curta duração. Na Flórida, essa dinâmica é ainda mais acentuada, impulsionada pelo crescimento populacional, pelo turismo constante e pelo fluxo migratório interno e internacional. A pandemia reforçou esse cenário. Regiões do estado registraram valorização expressiva em poucos anos, evidenciando a resiliência do ativo imobiliário mesmo em contextos globais adversos. “Imóvel é um investimento de primeira necessidade. As pessoas podem cortar gastos, mas não deixam de morar. Isso torna o setor especialmente forte em momentos de crise” , afirma Maqueli Florida. Photo Disclosure Press Hoje, o comprador brasileiro na Flórida se divide entre quem busca morar, quem investe à distância e quem utiliza o imóvel como instrumento de proteção patrimonial. Muitos iniciam com investimentos enquanto estruturam uma transição gradual para os Estados Unidos, mantendo negócios no Brasil. Outros permanecem no país e administram seus imóveis com facilidade, seja por meio de locações residenciais, seja com empresas especializadas em aluguel por temporada. Mesmo com a valorização recente, especialistas avaliam que ainda há oportunidades, sobretudo no segmento de imóveis voltados à moradia essencial, conhecidos como necessity homes. Atualmente, o mercado vive um momento mais favorável ao comprador, com maior oferta de imóveis, o que amplia o poder de negociação e atrai investidores atentos ao ciclo econômico. Mais do que um movimento pontual, o que se consolida é uma mudança estrutural na forma como o brasileiro enxerga o investimento imobiliário internacional. A Flórida deixou de ser apenas um destino turístico ou de segunda residência e passou a ocupar um papel central na estratégia de aplicação, proteção e internacionalização do patrimônio.

bottom of page