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  • A Ciência de Escutar o Invisível: Como a fisioterapeuta e pesquisadora Carina Bezerra amplia a forma como a área da saúde compreende o zumbido

    Photo: @andersonmmacedo_ @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Styling: @eduardomurari - @diegobbueno / Studio: @openstudio / Existem carreiras que seguem caminhos previsíveis dentro de uma profissão. E existem aquelas que começam com uma inquietação silenciosa, quase impossível de ignorar. No caso da fisioterapeuta e pesquisadora Carina Bezerra, tudo parece ter começado com uma recusa íntima em aceitar respostas prontas. Ainda no início da formação, havia uma sensação clara de que repetir caminhos já completamente explorados não seria suficiente. A curiosidade intelectual parecia empurrá-la na direção oposta, para perguntas que ainda não haviam sido totalmente formuladas. Esse impulso a levou ao estudo das disfunções temporomandibulares, um campo que conecta musculatura, dor e função mandibular. Foi nesse território clínico que uma pergunta inesperada começou a surgir. Se músculos e articulações da face podem influenciar tantas funções do corpo, por que não poderiam também influenciar algo aparentemente distante, como o zumbido? Hoje essa pergunta parece natural dentro da literatura científica. Mas quando ela começou a explorá-la, o território ainda era difuso e pouco investigado. Com o tempo, aquela curiosidade inicial deixaria de ser apenas uma intuição clínica e passaria a se transformar em pesquisa. Um de seus primeiros estudos sobre a relação entre estruturas musculoesqueléticas e o zumbido ajudou a ampliar a discussão sobre o chamado zumbido somatossensorial, campo que investiga como diferentes sistemas do corpo podem influenciar a percepção do zumbido. A repercussão daquele estudo ultrapassou o ambiente acadêmico de forma inesperada. O trabalho acabou sendo citado pelo The New York Times, levando uma investigação conduzida por uma fisioterapeuta brasileira a circular em um dos maiores jornais do mundo. Para ela, no entanto, o impacto mais profundo da pesquisa não se mede apenas pela visibilidade. Ele aparece no consultório. Ao longo de mais de duas décadas atendendo pacientes com zumbido, uma realidade passou a se repetir com frequência inquietante. Muitas pessoas chegam após uma longa jornada em busca de respostas, carregando exames, diagnósticos e uma frase que ouviram inúmeras vezes ao longo do caminho. A de que o zumbido não tem tratamento. Foi ouvindo essas histórias que sua investigação deixou de ser apenas científica e passou a assumir uma dimensão profundamente humana. A própria pesquisadora gosta de se descrever por meio de uma metáfora curiosa. A da cabra-montesa, animal conhecido pela precisão com que escolhe cada passo e pela capacidade de avançar por terrenos onde poucos se aventuram. Hoje, a trajetória de Carina Bezerra atravessa três frentes que se alimentam mutuamente. A clínica, onde pacientes buscam alívio para um sintoma frequentemente negligenciado. A ciência, que procura compreender melhor os mecanismos que o sustentam. E a educação, por meio da qual ela forma profissionais e compartilha conhecimento sobre um tema que ainda desafia muitas certezas da medicina. Se durante muito tempo o zumbido foi tratado como um território sem respostas, sua trajetória aponta para outra possibilidade. A de que compreender certos sintomas exige algo que a ciência e a medicina nem sempre exercitam com tempo suficiente. Escuta. Escutar o corpo. Escutar o paciente. Escutar aquilo que existe além do ruído. Depois de construir uma trajetória sólida entre clínica, ciência e formação de profissionais, Carina Bezerra tornou-se uma das vozes mais consistentes na investigação do zumbido dentro da área da saúde. Conversamos com a pesquisadora sobre ciência, escuta e os caminhos que ainda precisam ser explorados. Sua trajetória como fisioterapeuta pioneira na área de zumbido atravessa mais de duas décadas entre pesquisa científica, prática clínica e formação de profissionais. Em algum momento dessa jornada você percebeu que estava construindo um novo modo de compreender o zumbido dentro da área da saúde? Desde muito cedo na minha formação eu tinha um receio muito claro: o de cair naquilo que gosto de chamar de melancolia intelectual, o território do “mais do mesmo”. Eu não queria me tornar uma profissional de um livro só. Essa inquietação surgiu ainda no final da graduação, quando fui escolher o tema do meu trabalho de conclusão de curso. Procurei algo que flertasse com meu interesse clínico, mas que ao mesmo tempo explorasse um território pouco percorrido pelos meus colegas. Foi assim que comecei a estudar a atuação do fisioterapeuta nas disfunções temporomandibulares. Pouco tempo depois, o zumbido entrou na minha vida de forma inesperada. E rapidamente me encantei com a ideia de pesquisar dentro desta área. Havia sido criado um fio condutor na minha cabeça entre a via somatossensorial (muscular) e a via auditiva (zumbido), mesmo sem eu nunca ter lido nenhum artigo na literatura científica. O verdadeiro ponto de virada aconteceu em 2008, quando publiquei o primeiro artigo científico sobre zumbido escrito por um fisioterapeuta. Naquele momento percebi que estávamos abrindo um novo campo de discussão sobre como esse sintoma poderia ser compreendido, avaliado e tratado. A repercussão foi muito maior do que eu imaginava. O estudo acabou sendo citado pelo The New York Times, e ali ficou claro para mim que aquele caminho de investigação tinha potencial para ampliar a forma como o zumbido vinha sendo abordado dentro da área da saúde. Isso tudo foi um bom despertar. Um grande turning point. Seu trabalho ajudou a consolidar o conceito de zumbido somatossensorial, conectando sistemas do corpo que por muito tempo foram estudados de maneira isolada. O que essa descoberta revelou para você sobre os limites de uma medicina excessivamente fragmentada e sobre a importância de olhar o corpo humano de forma mais integrada? Quando iniciei minhas pesquisas, entrei em contato com o trabalho do médico neurologista Robert Levine, que havia levantado a hipótese de uma interação entre a via somatossensorial e o zumbido. Aquilo foi revelador para mim, porque mostrou que essa conexão entre sistemas nunca esteve ausente. Ela sempre existiu. O que faltava era percepção clínica para reconhecê-la. O verdadeiro problema não era a ausência de conhecimento, mas a sua desidratação dentro da prática clínica. Porque ciência que permanece confinada ao papel sofre um processo silencioso de fossilização. Costumo explicar o surgimento do zumbido usando a metáfora de um copo. A base desse copo geralmente é a perda auditiva ou alguma alteração na via auditiva. Mas o nível do líquido vai subindo à medida que diferentes fatores se acumulam. Influências musculares, emocionais e sistêmicas podem aumentar esse nível até que o copo transborde e o zumbido se torne perceptível para o paciente. Essa perspectiva me revelou algo importante: reduzir o paciente com zumbido a uma única estrutura anatômica é um tipo de miopia clínica. O corpo humano não funciona em compartimentos isolados. Ele opera como uma rede viva de interdependências fisiológicas. Muitas pessoas que convivem com zumbido descrevem uma jornada marcada por frustração, incerteza e, muitas vezes, pela sensação de invisibilidade dentro do próprio sistema de saúde. Ao longo da sua carreira, houve encontros ou histórias de pacientes que transformaram profundamente a forma como você passou a compreender esse sofrimento? Ao longo desses anos aprendi que o zumbido pode assumir muitas faces. Desde pacientes dominados por pensamentos catastróficos até aqueles que convivem com o sintoma sem sofrimento algum. Todos eles ensinam algo e deixam sua marca. São mais de duas décadas atendendo cerca de cinquenta pacientes com zumbido por semana. Crianças, adultos, idosos. Histórias muito diferentes atravessando o mesmo sintoma. Já me emocionei profundamente ouvindo relatos complexos. Já celebrei com entusiasmo os casos de remissão completa. Mas existe algo que ainda me inquieta profundamente: a frequência com que esses pacientes chegam ao consultório carregando a mesma frase que ouviram repetidas vezes ao longo do caminho, a de que o zumbido não tem nenhum tratamento. Esse tipo de afirmação cria algo silencioso dentro da medicina: uma forma de invisibilidade clínica. O zumbido talvez seja um dos sintomas que mais sofrem com o reducionismo clínico dentro da medicina. Uma das bandeiras que levanto com mais convicção é justamente combater esse estreitamento conceitual. O zumbido não pode continuar aprisionado em um pensamento monotemático, e muito menos em um pressuposto falacioso. Além da pesquisa e da prática clínica, você também se tornou uma educadora ao formar profissionais e compartilhar conhecimento. Em que momento percebeu que seu trabalho também significava construir uma comunidade de profissionais com expertise em zumbido capazes de olhar para o sintoma com mais profundidade, escuta e sensibilidade? Essa percepção surgiu de duas experiências muito marcantes. A primeira foi começar a ouvir os resultados clínicos dos meus alunos e perceber que muitos de seus pacientes também estavam alcançando a remissão completa do zumbido. Naquele momento ficou claro para mim que o conhecimento havia deixado de ser algo concentrado e começava a se tornar algo vivo, em expansão. A segunda transformação aconteceu quando passamos a discutir casos clínicos em um verdadeiro diálogo entre pares. Aos poucos deixei de me ver como a única fisioterapeuta navegando nesse território e comecei a reconhecer uma geração de profissionais profundamente comprometidos com o cuidado desses pacientes. Durante muito tempo caminhei praticamente sozinha nesse território. Hoje vejo algo que me emociona: um ecossistema crescente de clínicos investigando o zumbido com mais profundidade, mais escuta e mais sensibilidade humana. E é esse ecossistema que eu quero preservar. A espinha dorsal da minha missão é simples: ampliar, ano após ano, o número de pacientes que conseguem alcançar a remissão do zumbido. E isso só acontece quando o conhecimento e as conquistas deixam de ser patrimônio individual e passam a circular entre profissionais preparados para enxergar o paciente para além do sintoma. A construção de uma carreira científica raramente segue um caminho linear. Ao investigar um tema que durante muito tempo recebeu pouca atenção dentro da área da saúde, houve momentos de dúvida, resistência ou até isolamento intelectual? O que sustentou sua decisão de continuar? Depois de tantos anos dedicados à pesquisa, ao cuidado com pacientes e à formação de novos profissionais, qual você sente que é hoje a sua voz dentro desse campo? Uma analogia que eu costumo fazer com a minha personalidade, e que sempre me agradou, é a da cabra-montesa. Não apenas pela persistência, pela precisão ao escolher cada passo ou pela capacidade de sobreviver em ambientes hostis, mas principalmente por uma característica muito particular: ela vai exatamente onde quase ninguém vai. E eu escolhi um território que muitos profissionais preferem evitar. E para percorrer esse território eu sabia que não bastava curiosidade. Era preciso resistência. O zumbido é um pouco assim. Um território clínico complexo e frequentemente negligenciado. Durante muito tempo, a resposta mais comum oferecida aos pacientes foi simplesmente que não havia muito a fazer. Isso cria um tipo silencioso de abandono dentro da própria área da saúde. Eu senti que precisava subir esta montanha. E foi o encontro com tantos pacientes desamparados que sustentou minha decisão de continuar. Pacientes que não sofriam apenas com um sintoma, mas com a sensação de não serem compreendidos. Foi ali que percebi que desistir desse campo seria a escolha mais fácil, mas não necessariamente a mais responsável. Curiosamente, eu costumo dizer que não fui eu quem escolheu o zumbido. De certa forma, foi ele que me escolheu. As coisas que são nossas acabam achando a gente. Toda a minha vida profissional acabou orbitando esse tema: minha prática clínica, pesquisas, a formação de profissionais e também a educação que compartilho nas redes sociais. Há ainda dois fatos curiosos nessa história. Eu mesma tive um episódio de zumbido há cerca de dez anos, que depois entrou em remissão completa. E minha filha se chama Melissa, um nome de origem grega que significa abelha. Gosto de pensar nisso como um símbolo involuntário de algo que constrói, pouco a pouco. Hoje sinto que minha voz dentro desse campo não está em apenas um lugar. Ela existe na interseção entre clínica, ciência e educação. Para transformar a vida de um paciente no consultório, preciso do estudo e da pesquisa bem conduzida. Para ensinar outros profissionais, preciso da pesquisa e da experiência clínica. E nas redes sociais procuro cumprir um papel igualmente importante: disseminar informação básica, clara e responsável. Porque no zumbido, muitas vezes, o tratamento começa antes de qualquer intervenção. Ele começa quando o paciente finalmente recebe informação correta. Se pudesse amplificar uma única mensagem para o mundo sobre o zumbido e sobre a forma como lidamos com esse sofrimento, qual gostaria que fosse realmente ouvida e compreendida? Se eu pudesse amplificar uma única mensagem sobre o zumbido para o mundo, seria esta: zumbido tem tratamento. Tratar o zumbido não significa apenas alcançar a remissão total do sintoma. Na prática clínica existem muitos tons de cinza entre o sofrimento intenso e o silêncio absoluto. Reduzir o volume do zumbido é tratar. Torná-lo intermitente é tratar. Diminuir o sofrimento do paciente também é tratar. O zumbido é um sintoma exigente. Ele exige muito de quem sofre, mas também de nós, profissionais de saúde. Por isso, pacientes precisam buscar profissionais com experiência real no tema. E aos profissionais de saúde deixo um apelo. Poucas frases são tão devastadoras para um paciente quanto ouvir que “zumbido não tem tratamento”. Quando não soubermos conduzir um caso, encaminhar é um ato de responsabilidade e respeito. Porque na área da saúde, retirar a esperança de um paciente nunca pode ser mais fácil do que buscar caminhos para ajudá-lo.

  • Vitória Guarizo: a voz da diversidade que estrela a edição STARS da Hooks Magazine

    ‘STARS’ EDITION COVER - MARCH 2026 ISSUE Photography:  @johnnymoraesph / Creative Direction:  @vitoriaguarizo / Art Direction:  @gagumsilvestre / Set Design:  @raphaelguaceroni / Set Design Assistants:  @cosmicnath, @maadjr, @raffffff000000 / Beauty:  @barbtwoo / Photo Assistant:  @_vininiv / Styling:  @m4theusguedes / Backstage:  @ilumi.nath / Art Object:  @cauastevaux Alternative Cover Criadora de conteúdo, ativista e empreendedora social, Vitória Guarizo , também conhecida como Vicki Demito, é a capa da nova edição STARS da Hooks Magazine , destacando uma trajetória marcada pela defesa da diversidade, pela criação de oportunidades e pela ampliação de narrativas sobre identidade e inclusão. Com uma presença crescente nas redes sociais e em projetos de impacto social, Vitória transformou sua própria história em uma plataforma de diálogo e inspiração. Sua atuação busca ampliar debates sobre cidadania, representatividade e acesso ao mercado de trabalho para pessoas trans. À frente do Selo Vitória , iniciativa que fundou, ela desenvolve projetos que conectam talentos trans a oportunidades reais de trabalho, educação e desenvolvimento pessoal, além de promover eventos e ações sociais voltadas à autonomia e à dignidade da comunidade. Segundo Vitória, a percepção de que sua voz poderia impactar outras pessoas surgiu de forma natural ao longo de sua trajetória. “Como uma mulher trans presente nas redes e em espaços públicos, percebi que compartilhar minha história não impactava apenas a minha vida, mas também inspirava outras pessoas”, afirma. “Muitas vezes recebo mensagens de pessoas dizendo que se sentiram mais fortes ou confiantes ao ver alguém vivendo sua verdade com autenticidade.” Esse retorno do público reforçou sua decisão de utilizar a visibilidade digital como instrumento de transformação social. O Selo Vitória  nasceu justamente da necessidade de criar pontes concretas entre talento e oportunidade. Para a ativista, um dos maiores desafios foi estruturar o projeto de forma profissional e sustentável, mostrando às empresas que a diversidade pode fortalecer ambientes de trabalho e estimular inovação. “O Selo Vitória nasceu de um sonho muito simples, mas muito poderoso: criar pontes reais entre talentos trans e oportunidades no mercado”, explica. “Ver pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade conquistando espaço ou recuperando a autoestima é algo que me emociona profundamente.” Para Vitória, o setor empresarial e a indústria criativa possuem um papel fundamental na construção de um mercado de trabalho mais inclusivo. A presença de diversidade em ambientes profissionais, campanhas publicitárias e produções audiovisuais contribui para transformar percepções e ampliar possibilidades. “As empresas têm um papel essencial nessa transformação. Quando vemos mais diversidade no audiovisual, na publicidade e nas lideranças, isso ajuda a mudar percepções e ampliar horizontes para toda a sociedade.” Paralelamente à sua atuação social, Vitória também investe em sua formação artística. Atualmente, ela estuda atuação na Academia Internacional de Cinema , aprofundando sua pesquisa em interpretação e narrativa audiovisual. Para ela, a arte é uma ferramenta poderosa para construir empatia e contar histórias que ainda precisam ganhar espaço. “A arte tem a capacidade de conectar pessoas com realidades diferentes das suas. O audiovisual e o teatro ajudam a construir novas narrativas sobre identidade, diversidade e humanidade.” Transitanto entre projetos sociais, comunicação digital e o universo artístico, Vitória acredita que essas plataformas se complementam na missão de gerar impacto. “As redes sociais permitem um diálogo direto com o público, enquanto o audiovisual amplia esse alcance por meio da arte e da narrativa. Quando essas linguagens se encontram, conseguimos gerar não apenas visibilidade, mas também impacto emocional e social.” O futuro, segundo ela, inclui a expansão do Selo Vitória , com novas parcerias empresariais, programas de formação e oportunidades para talentos trans em diferentes áreas. Entre os planos também está levar a iniciativa para outros países e criar conexões internacionais de colaboração. No campo artístico, Vitória pretende continuar explorando o audiovisual e participar de projetos que tragam mais representatividade e sensibilidade para o debate sobre identidade e diversidade. Entrevista: 1.⁠ ⁠Sua trajetória combina ativismo, empreendedorismo social e presença digital. Em que momento você percebeu que sua voz poderia se transformar também em uma ferramenta de transformação coletiva? Acho que esse entendimento veio de forma muito natural ao longo da minha própria trajetória. Como uma mulher trans que sempre esteve presente nas redes e em espaços públicos, percebi que compartilhar a minha história não impactava apenas a minha vida, mas também inspirava outras pessoas. Muitas vezes recebo mensagens de pessoas dizendo que se sentiram mais fortes ou mais confiantes ao ver alguém vivendo sua verdade com autenticidade. Foi aí que entendi que a minha voz poderia ir além da expressão pessoal e se tornar também uma ferramenta de transformação coletiva. 2.⁠ ⁠O Selo Vitória nasce com a proposta de conectar talentos trans a oportunidades reais. Quais foram os maiores desafios para estruturar esse projeto e quais impactos já te emocionaram mais ao longo do caminho? O Selo Vitória nasceu de um sonho muito simples, mas muito poderoso: criar pontes reais entre talentos trans e oportunidades no mercado. Um dos maiores desafios foi justamente estruturar esse projeto de forma profissional e sustentável, mostrando para empresas que inclusão não é apenas uma pauta social, mas também uma oportunidade de inovação e diversidade dentro das equipes. O projeto foi idealizado por uma grande amiga minha, Fada. Ao longo do caminho, algumas histórias me emocionaram muito. Ver pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade conquistando espaço, sendo valorizadas ou simplesmente recuperando a autoestima é algo que me toca profundamente. Esses momentos reforçam que estamos no caminho certo. 3.⁠ ⁠A empregabilidade ainda é um dos grandes desafios enfrentados pela comunidade trans. Na sua visão, qual é o papel das empresas e da indústria criativa na construção de um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo? As empresas têm um papel fundamental nessa transformação. A inclusão verdadeira começa quando as oportunidades são abertas de forma concreta, não apenas no discurso. A indústria criativa, em especial, tem uma força enorme porque trabalha com narrativas, representações e imaginários coletivos. Quando vemos mais diversidade nos ambientes de trabalho, na publicidade, no audiovisual e nas lideranças, isso ajuda a mudar percepções e ampliar horizontes para toda a sociedade. 4.⁠ ⁠Além da atuação social, você também investe na formação artística e estuda atuação na Academia Internacional de Cinema. Como a arte e a interpretação podem contribuir para ampliar narrativas e mudar percepções sobre identidade e diversidade? A arte tem uma capacidade única de gerar empatia. Quando interpretamos uma história ou assistimos a uma narrativa bem construída, conseguimos nos conectar com realidades que muitas vezes são diferentes das nossas. Estudar atuação na Academia Internacional de Cinema tem sido uma experiência muito enriquecedora para mim, porque amplia minhas ferramentas de comunicação e expressão. Acredito que o audiovisual e o teatro têm um papel muito importante na construção de novas narrativas sobre identidade, diversidade e humanidade, permitindo que histórias mais plurais sejam contadas e reconhecidas. 5.⁠ ⁠Você transita entre projetos sociais, comunicação digital e agora também o audiovisual. De que forma essas diferentes plataformas se complementam na sua missão de gerar impacto e visibilidade? Para mim, essas plataformas se complementam de maneira muito natural. As redes sociais me permitem dialogar diretamente com o público e compartilhar reflexões, experiências e iniciativas sociais. Já o audiovisual e a atuação ampliam esse alcance por meio da arte e da narrativa. Quando essas linguagens se encontram, conseguimos gerar não apenas visibilidade, mas também impacto emocional e social. É uma forma de comunicar ideias, inspirar pessoas e abrir novas conversas sobre inclusão e diversidade. 6.⁠ ⁠Ao olhar para o futuro, quais são os próximos passos do Selo Vitória e quais histórias ou projetos você ainda sonha em levar para o público, seja no campo social, digital ou artístico? O Selo Vitória ainda tem muitos caminhos pela frente. Queremos ampliar as parcerias com empresas, criar mais programas de formação e abrir novas oportunidades para talentos trans em diferentes áreas. Também sonho em levar o projeto para outros países e construir pontes internacionais de colaboração e impacto social. No campo artístico, desejo continuar explorando o audiovisual e contar histórias que tragam mais representatividade e sensibilidade para o debate sobre identidade e diversidade. Acredito que quando unimos arte, propósito e diálogo, conseguimos construir transformações reais e duradouras.

  • Estilista Charles Hermann assina vestido de debutante em festa avaliada em mais de R$ 1,5 milhão

    Photo Disclosure Press O estilista Charles Hermann, da Victoria Alta Costura, foi o nome escolhido para criar o vestido da debutante Maria Antônia Araújo, filha de Tarcila Araújo, 46, e Ricardo Araújo, 51, que celebrou seus 15 anos em grande estilo em uma festa luxuosa realizada na Na Casa Giardino. O evento, que reuniu familiares e convidados em uma noite marcada por sofisticação e emoção, teve produção grandiosa e foi avaliado em mais de R$ 1,5 milhão. Para a ocasião, Charles desenvolveu um vestido exclusivo pensado especialmente para refletir a personalidade da aniversariante. O modelo, que chamou atenção pela elegância e riqueza de detalhes, foi um dos pontos altos da noite. Photo Disclosure Press “Criamos um vestido com o DNA da Maria Antônia. A ideia foi traduzir a essência dela em cada detalhe, desde a escolha do tecido até o desenho final. Foi um processo muito especial”, destacou o estilista. A celebração também contou com uma atração musical de peso: a dupla Matheus & Kauan, que comandou o show da noite e animou os convidados com seus grandes sucessos. Photo Disclosure Press Entre decoração sofisticada, produção impecável e momentos emocionantes, a festa entrou para a memória dos convidados como uma das celebrações mais marcantes da temporada. O vestido assinado por Charles Hermann, por sua vez, reafirma o talento do estilista à frente da Victoria Alta Costura na criação de peças únicas para ocasiões especiais. A assessoria e organização da celebração ficaram a cargo de Andrea Nabeta, responsável por coordenar os detalhes do evento. Photo Disclosure Press Photo Disclosure Press

  • Na contramão das estatísticas, 58% dos cargos de liderança da DLK Modas são ocupados por mulheres

    Photo Disclosure Pesquisas apontam que as mulheres ganham, em média, 19,4% a menos que os homens e ocupam apenas 35% dos cargos de liderança em todo Brasil. Apesar dos avanços no mercado de trabalho, a desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste. O 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial de 2024 revelou que as mulheres ganham, em média, 19,4% a menos que os homens. Um levantamento da Diversitera, empresa especializada em promover diversidade, equidade e inclusão (DEI) dentro das organizações, revelou que apenas 35% dos cargos de liderança (gerência executiva, diretoria e C-level) são ocupados por mulheres, enquanto elas representam 70% das funções operacionais, como recepção e limpeza. Mas algumas empresas apostam na diversidade e equidade. 60% do quadro de funcionários da DLK Modas é formado por mulheres. 58% dos cargos de liderança são ocupados por elas. As mulheres estão no centro das decisões que movem a marca. Na DLK, a promoção e valorização da mulher não aparecem somente em datas comemorativas. Está nas ideias, nas criações, nas decisões estratégicas, no cuidado com cada detalhe das coleções e na energia que move o cotidiano da marca. Mulheres estão presentes onde a direção é definida e onde as próximas conquistas começam a ser construídas. "Celebramos todas que se movimentam com coragem, visão e disciplina, porque cada passo dado por uma mulher abre caminho para muitas outras! "DLK é potência feminina em movimento", afirma a empresa.

  • Eduarda Gomez: Conquista Corações e Inspira Milhares de Seguidores

    “INFLUENCER” EDITION COVER - JUNE ISSUE Photos: Carlos Moura - @ carlosmoura Look: @ fashionnova @ prettylittlething Team Hooks Fashion Director: Matheus Hooks - @directorhooks Marketing director: Matheus Lopes - @mathlopes Descubra o Estilo Autêntico, os Desafios Superados e os Planos Futuros da Influenciadora Brasileira em uma Entrevista Exclusiva. Eduarda Cury, uma influenciadora e youtuber brasileira, tem conquistado seguidores com seu estilo autêntico e mensagens inspiradoras. Em uma entrevista exclusiva para a Hooks Magazine, Eduarda compartilha sua jornada como influenciadora, sua transição para o YouTube e como tem deixado sua marca nas redes sociais. Sua autenticidade é seu ponto forte, destacando-se entre outros influenciadores. Eduarda não segue padrões, vestindo-se conforme sua vontade e se sentindo confortável em sua própria pele. Ela equilibra sua luz interior com sua sombra, mostrando confiança multifacetada em seu conteúdo. No YouTube, Eduarda encontrou um novo público e interação, valorizando o apoio das mulheres e abordando assuntos femininos. Ela compartilha os desafios de construir sua marca pessoal. Como embaixadora de marcas, Eduarda busca sincronicidade e liberdade para personalizar seus conteúdos. Em seu canal, aborda temas conscientes, experiências de vida e momentos descontraídos. Eduarda celebra seu reconhecimento internacional como capa da Hooks Magazine e revela que está trabalhando em projetos emocionantes, mantendo-os em segredo para surpreender seus seguidores. Confira entrevista: 1. Como você descreveria o seu estilo pessoal e como ele influencia o seu conteúdo nas redes sociais? "Meu estilo é muito autêntico e eu acredito que é o meu ponto positivo nas redes sociais. Não sigo padrão, visto uma saia curta à tarde e à noite um vestido longo, e ainda assim me sinto eu. Eu sempre falo sobre equilibrar a minha luz interior com a minha sombra, e esse é o meu super poder! Não me limito a nenhum padrão! Sou uma camaleoa." 2. Com a transição para o YouTube, quais são as principais diferenças que você tem notado em relação ao seu público e interação com os seguidores? "Muita interação com o público feminino, estou amando demais. Antes eu produzia conteúdo apenas para o público masculino, o que ainda gosto... mas estou amando me conectar com as meninas, falar sobre assuntos femininos, e meu público tem crescido cada vez mais." 3. Conte-nos sobre a sua jornada como influenciadora. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao construir sua marca pessoal? "Eu estou sentindo portas se abrirem e estou agradecendo até pelas que se fecharam. Não era pra ser. Acredito que o universo tem o melhor pra mim e vibro positivo. Nessa nova fase, eu dou graças a tudo e sempre vejo as dificuldades como lição!" 4. Você é embaixadora de algumas marcas. Como você seleciona as marcas e produtos com as quais você colabora? "Eu escolho bastante isso, pois nem todas as marcas que me enviam propostas fazem meu estilo. E acredito que não ficaria legal fazer um trabalho que não é minha cara... então busco manter uma sincronicidade com as marcas e peças que uso, para que fique bem a minha cara e meu público consiga sentir isso. Quais são os critérios mais importantes para você ao estabelecer parcerias? Gosto quando a marca me deixa à vontade para dar meu toque pessoal no conteúdo, para ficar mais original e personalizado. Quando tentam engessar demais, eu raramente topo. Gosto de conversar antes e alinhar tudo, para que fique algo prazeroso de se trabalhar tanto para o contratante quanto para mim." 5. Qual é o tema principal e o foco dos vídeos que você está criando para o seu canal no YouTube? Você poderia compartilhar um pouco sobre os tipos de conteúdo que seus seguidores podem esperar encontrar lá? "Lá é o meu lado mais consciente. Porém, quero falar sobre coisas diversas, experiências de vida, espiritualidade, e também trazer feminices para descontrair. Com pouco tempo de canal, estou buscando sempre perguntar para meus seguidores e seguidoras o que eles querem ver, e são respostas diversas... mas o meu intuito mesmo é passar conhecimento com minha experiência de vida para pessoas em geral. " 6. A capa da Hooks Magazine é uma conquista incrível. Como você se sente sendo reconhecida internacionalmente como uma influenciadora de moda? "Super feliz! Um sonho realizado." 7. Quais são seus planos futuros como influenciadora e YouTuber? Existe algum projeto especial em que você está trabalhando e que possa compartilhar conosco? "Eu adoraria compartilhar, mas como uma boa escorpiana que sou... prefiro deixar para servir o bolo pronto! Mas estou com novos projetos sim e que com certeza irão ser um sucesso. Aguardem. Gratidão."

  • Estrutura Como Método: Como o Dr. Lucas Luquetti Está Redefinindo a Estética Médica

    'BRASIL' EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ / @demmacedo / Video: @olivervideomaker_ / Beauty: @dariobion / Stylings: @eduardomurari @diegobbueno / Studio: @nasulstudio Durante décadas, a estética médica foi conduzida como vitrine de soluções rápidas. Tecnologias surgem, ativos são lançados, promessas são amplificadas. O resultado imediato tornou-se métrica de sucesso. Raramente de sustentação. Foi nesse ambiente que o Dr. Lucas Alves Luquetti identificou uma fratura silenciosa no modelo. Formado em Medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul e com especialização em Nutrologia e Longevidade pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, Lucas construiu sua prática entre dois territórios que raramente dialogam com profundidade: procedimento e metabolismo. Dominava a técnica. Compreendia a fisiologia sistêmica. Ainda assim, algo não fechava. O incômodo não estava no ato técnico. Estava no depois. Resultados impactantes no curto prazo, frágeis no longo. Intervenções corretas inseridas em lógicas incompletas. A pergunta que redirecionou sua trajetória não foi qual procedimento entrega mais impacto, mas qual fundamento governa a transformação corporal. A mudança parecia sutil. Não era. Enquanto o mercado fragmentava o corpo em queixas isoladas, ele passou a enxergá-lo como sistema adaptativo. Metabolismo, inflamação crônica de baixo grau, composição muscular, qualidade tecidual e estratégia nutricional deixaram de ser acessórios. Tornaram-se premissas. Essa compreensão não nasceu apenas do consultório privado. Durante a pandemia de COVID-19, atuando no Sistema Único de Saúde, Lucas vivenciou um cenário em que a fisiologia não era variável estética, mas determinante clínico. Inflamação, metabolismo e resposta orgânica deixaram de ser conceitos acadêmicos e tornaram-se eixo de sobrevivência. Ali, a fragmentação da estética tornou-se ainda mais evidente. O problema nunca foi a tecnologia. Foi a ausência de coerência biológica. Enquanto o setor operava por tendência, ele passou a operar por fundamento. Essa transição não foi reposicionamento. Foi reorganização intelectual. À frente da Clínica Nova Anália Estética Avançada, em São Paulo, estruturou um modelo clínico baseado em critérios objetivos, sequência estratégica e decisão orientada por fisiologia, não por modismo. Nascia o embrião do que se consolidaria como Protocolo Michelangelo. O nome não é ornamento conceitual. Michelangelo não adicionava matéria ao mármore; revelava a forma contida na estrutura. O protocolo parte do mesmo princípio. Não se trata de criar artificialmente, mas de reorganizar biologicamente. O Protocolo Michelangelo não depende de um equipamento específico nem de uma tendência de mercado. Parte de uma premissa clara: resultado estético sustentável exige coerência metabólica. Sem regulação inflamatória, há paliativo. Sem proporção estrutural, há instabilidade. Sem raciocínio sistêmico, há fragilidade. O diferencial não está na imagem final. Está na arquitetura invisível que a sustenta. Ao transformar raciocínio clínico em método ensinável e replicável, Lucas amplia sua atuação para além da prática individual. Professor, palestrante e formador de médicos, estrutura um modelo cuja escalabilidade nasce da clareza conceitual, não da repetição mecânica. Replicabilidade exige lógica. Escala exige fundamento. Sustentação exige biologia. Em um mercado movido por espetáculo, ele escolheu ciência. Em um ambiente guiado por tendência, escolheu fisiologia. Em um setor que vende transformação rápida, construiu permanência. Hoje, o Protocolo Michelangelo não se apresenta como mais uma técnica. Propõe uma reorganização da lógica da estética médica. Não se trata de esculpir corpos. Trata-se de respeitar tecidos, modular processos e sustentar saúde. No fim, sua tese permanece simples e radical: A estética só é legítima quando nasce da biologia. E quando fundamento se torna método, tendência se torna irrelevante. No fim, sua tese permanece simples e profundamente disruptiva: A estética só é legítima quando nasce da biologia. E talvez seja exatamente essa premissa que esteja redefinindo o futuro do setor. Mas como essa lógica se traduz na prática clínica, na tomada de decisão e nos resultados que se sustentam ao longo do tempo? A seguir, o Dr. Lucas Luquetti detalha os fundamentos, as escolhas estratégicas e a visão que sustenta o Protocolo Michelangelo. 1. Sua trajetória reúne prática cirúrgica, nutrologia, liderança clínica e formação de novos profissionais. Em que momento você percebeu que não queria apenas executar procedimentos, mas redefinir a própria lógica estrutural da estética médica no Brasil? Houve um momento muito claro na minha trajetória. Eu já tinha técnica, já tinha resultado e reconhecimento clínico. Mas comecei a perceber que muitos resultados eram bons no curto prazo e frágeis no longo. Isso me incomodava profundamente. Entendi que o problema não era o procedimento, era o modelo mental da estética médica. A estética estava sendo conduzida como execução isolada de técnicas, e não como medicina estruturada. Eu não queria ser apenas um operador de protocolos industriais. Eu queria redefinir a lógica por trás deles. Foi ali que começou a transição de executor para construtor de modelo. 2. Ao longo da carreira, você estruturou um ecossistema que integra clínica, ensino e desenvolvimento de ativos próprios. O que surgiu primeiro: o desejo de construir algo verdadeiramente autoral ou a inconformidade com os modelos tradicionais que dominavam o mercado? A inconformidade veio antes. Eu via um mercado extremamente reativo: lançava-se um produto e todos corriam para usar; surgia uma tecnologia e virava tendência; prometia-se resultado rápido e vendia-se volume. Mas faltava base. Faltava metabolismo, faltava fisiologia, faltava visão sistêmica. A partir dessa inconformidade nasceu o desejo autoral. Eu não queria seguir tendências. Eu queria criar uma estrutura em que cada decisão tivesse fundamento metabólico, inflamatório e biomecânico. O autoral nasceu da responsabilidade. 3. A estética consolidou-se como um campo fortemente guiado por tendências, tecnologias e promessas de resultado imediato. Onde estava o erro estrutural dessa abordagem e por que o mercado permaneceu por tanto tempo negligenciando metabolismo, inflamação e fisiologia como fundamentos centrais da prática estética? O erro estava na superficialidade. A estética foi conduzida por muito tempo como correção de volume, redução de gordura localizada e tratamento de flacidez, mas quase nunca como regulação sistêmica. Ignoraram metabolismo, inflamação crônica de baixo grau, composição corporal como órgão funcional e o músculo como pilar de longevidade. O mercado negligenciou a fisiologia porque fisiologia não é “instagramável”. Mas é ela que sustenta o resultado. Procedimento sem base metabólica é intervenção sem sustentação biológica. E isso, para mim, sempre foi inaceitável. 4. O Protocolo Michelangelo nasce como resposta à fragmentação do tratamento corporal. Desenvolver um método estruturado e replicável exige anos de validação clínica, refinamento técnico e coerência científica. Qual foi o ponto de inflexão que transformou uma inquietação conceitual em um modelo clínico sólido? O ponto de inflexão foi quando eu parei de perguntar “qual técnica funciona melhor?” e comecei a perguntar “qual lógica estrutural governa o resultado corporal?”. Foi quando integrei estrutura corporal, volume e proporção, inflamação sistêmica, qualidade tecidual, composição muscular e estratégia nutricional e metabólica, organizando tudo isso em um método. Não como um conjunto de procedimentos, mas como um sistema clínico com ordem, critérios e sequência estratégica. Quando a estrutura ficou clara, o modelo deixou de ser inquietação e virou ciência aplicada. 5. Muitos falam em inovação, mas poucos constroem algo capaz de sustentar relevância no longo prazo. Quando você afirma que o Protocolo Michelangelo representa uma nova era da estética médica, o que efetivamente o diferencia do que já existia e o que o tornou, na prática, clinicamente replicável e estrategicamente escalável? O Protocolo Michelangelo é estruturado, não circunstancial. Ele não depende de um único produto ou tecnologia. Ele parte da fisiologia, e não da tendência, o que o torna atemporal. E é ensinável, porque existe lógica, protocolo, critério e algoritmo clínico. Replicabilidade não nasce da repetição mecânica, nasce da clareza estrutural. Escalabilidade só é possível quando o método é maior do que a pessoa que o criou. O Protocolo Michelangelo não é um procedimento; é um raciocínio clínico organizado. Isso muda completamente o jogo. 6. Se tivesse agora a atenção de uma geração inteira de médicos, pacientes e líderes da saúde ao redor do mundo, qual princípio inegociável sobre medicina, verdade científica e responsabilidade humana deixaria como legado? A medicina não pode se tornar espetáculo. Resultado sem verdade científica é marketing. Procedimento sem responsabilidade é vaidade. Tecnologia sem fisiologia é ilusão. Meu princípio inegociável é que a estética só é legítima quando nasce da biologia. Nós não esculpimos corpos, respeitamos tecidos, modulamos processos e sustentamos saúde. O médico que entende isso constrói legado. O que ignora isso constrói tendência. E tendência passa. Estrutura permanece. Compre sua revista impressa com Dr. Lucas Luquetti, enviada globalmente. Clique no link abaixo e adquira a sua:

  • Dra. Juliana Mendonça revela protocolo para cuidar da pele após a menopausa

    Biomédica Esteta aponta como buscar a regeneração celular de maneira inteligente e progressiva. Texto Por Dra. Juliana Mendonça Photos Disclosure Press A PELE MADURA, O TEMPO E O CUIDADO QUE RESPEITA A ESSENCIA Ser mulher é carregar histórias. Elas vivem na memória, nas escolhas, nos afetos e nas experiencias que nos moldaram. Essas marcas já fazem parte de quem somos e não precisam, necessariamente, serem reafirmadas no espelho todos os dias. A estética, para mim, nunca foi sobre apagar a vida vivida. Sempre foi sobre permitir que a mulher se olhe e se reconheça com mais leveza. As marcas da vida já estão na nossa consciência, na nossa trajetória, naquilo que nos construiu. Elas não precisam permanecer na pele como um peso. Cuidar da aparência pode ser um gesto de conforto, de acolhimento e de amor-próprio. Uma escolha consciente de como queremos nos ver no presente. Eu falo disso não apenas como profissional, mas como mulher. Entrei na menopausa muito cedo e senti de forma intensa tudo aquilo que uma mulher de pele madura sente. As mudanças hormonais, a perda de viço, flacidez, a alteração da textura da pele, o impacto do envelhecimento celular acontecendo de forma acelerada. Foi no meu próprio corpo que eu compreendi o que muitas pacientes sentem. Foi na pele que eu aprendi. Foi na vivência que nasceu o meu olhar profissional voltado para a pele madura. Há mais de 10 anos escolhi me especializar na pele madura porque eu conheço esse caminho de dentro para fora. Eu sei o que significa olhar no espelho e sentir que algo mudou. E sei também o quanto um cuidado estético bem conduzido pode devolver firmeza, vitalidade, contorno e autoestima, sempre respeitando a essência. Foi a partir dessa escuta profunda da pele madura que nasceu o protocolo “Regenerate”. Um protocolo pensado para tratar a face da mulher de forma global, entendendo que a pele não é apenas superfície. O “Regenerate” trabalha todas as camadas: pele superficial, colágeno, estrutura muscular e sustentação facial, respeitando a anatomia, o tempo biológico e a individualidade de cada mulher. A base do protocolo é estimular a regeneração celular de maneira inteligente e progressiva. Combina-se a tecnologia Ultraformer MPT (Multi Micro Point Stimulation) que atua na musculatura da face com bioestimuladores e outras abordagens que favorecem a produção de colágeno, a firmeza da pele e a melhora do contorno facial. O objetivo nunca foi mudar traços ou criar excessos. O objetivo sempre foi devolver leveza. Leveza na pele, no contorno e no olhar. Um olhar aberto, mais descansado, mais luminoso e que reflita a mulher como ela se sente por dentro. Uma face mais firme, sem perder a naturalidade. Uma estética que não pesa, não endurece e não apaga identidades. No dia das mulheres, falar de estética é falar de autonomia. É afirmar que a mulher pode escolher cuidar de si sem culpa, sem justificativa e sem rótulos. É entender que o autocuidado é amor em ação. Ser mulher é amar, amar a própria história, amar as fases vividas, amar quem se tornou. A estética que eu acredito não apaga trajetórias. Ela acolhe fases, respeita a essência e ajuda a mulher a se reconhecer no espelho com gentileza. E isso, para mim, é beleza de verdade. A Dra. Juliana Mendonça é Biomédica Esteta, com especialização em Pele Madura.

  • Dr. Marcus Capanema: Entre Precisão e Identidade

    'BEAUTY' EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ - @demmacedo / Beauty: @dariobion / Stylings: @eduardomurari - @diegobbueno / Studio: @openestudio Há algo silencioso quando alguém volta a se reconhecer no espelho. Não é apenas um ajuste de traço ou proporção. É uma reorganização íntima da própria presença. A imagem deixa de ser conflito e passa a ser coerência. Para Dr. Marcus Capanema, a cirurgia plástica facial nunca foi sobre superfície. Ao longo da sua trajetória, o que mais o marca não são apenas os resultados visíveis, mas as mudanças que se revelam no comportamento. No retorno pós-operatório, a transformação não se limita à fotografia comparativa. Ela aparece na postura mais firme, no olhar que sustenta contato, na maneira como o paciente passa a ocupar espaços antes evitados. Em sua perspectiva, autoestima não é detalhe estético. É estrutura emocional. Quando alguém se reconhece com serenidade, decisões se tornam mais claras e a presença ganha consistência. A estética, quando conduzida com critério, funciona como alinhamento entre identidade interna e expressão externa. Esse alinhamento exige rigor. Na cirurgia facial, especialmente na rinoplastia, milímetros definem equilíbrio e permanência. A matemática orienta o planejamento, mas não determina um padrão. Ângulos, enxertos e vetores de tração são instrumentos técnicos. O diferencial está na leitura individual de cada rosto. Técnica só tem valor quando preserva singularidade. Naturalidade não significa ausência de intervenção, mas precisão aplicada com inteligência. Harmonia não é neutralizar características, é refiná-las com respeito. Modelos universais simplificam o processo, porém empobrecem o resultado. O compromisso está em manter intacta a identidade que torna cada paciente reconhecível para si mesmo. Parte dessa responsabilidade se manifesta na capacidade de contraindicar. Traduzir desejo em possibilidade exige maturidade e ética. A primeira consulta não é apenas avaliação técnica, é construção de consciência estética. Fotografias, simulações e diálogo transparente delimitam o que é viável dentro da anatomia apresentada. Referências visuais são interpretadas como linguagem simbólica do que o paciente considera belo, nunca como molde a ser reproduzido. Em um cenário digital saturado por filtros e edições irreais, preservar individualidade tornou-se posicionamento consciente. A câmera frontal distorce proporções e amplifica detalhes que o espelho nunca destacou. A exposição contínua a imagens manipuladas cria referências biologicamente inexistentes. Educar o olhar faz parte do exercício ético da profissão. Textura de pele, assimetrias discretas e particularidades faciais não são falhas. São marcas de autenticidade. Sua filosofia não promete perfeição. Propõe coerência. A melhor versão não é cópia de um padrão momentâneo, é evolução consistente da própria identidade. Precisão, nesse contexto, não redefine apenas formas. Redefine presença. E é a partir dessa visão que aprofundamos a conversa com Dr. Marcus Capanema, explorando os princípios que sustentam sua prática e sua compreensão sobre identidade, técnica e autoestima. 1. A estética transforma o que é visível, mas muitas vezes o que está em jogo é invisível. Ao longo da sua trajetória, o que o contato diário com pacientes lhe ensinou sobre identidade, autoestima e natureza humana? Embora muitos ainda enxerguem a busca pela cirurgia plástica apenas pelo viés da vaidade, a minha prática diária me provou que lidamos com algo muito mais profundo. Olhar-se no espelho e reconhecer a própria essência com amor e segurança não é um mero detalhe. Autoestima é, antes de tudo, saúde mental. O amor-próprio resgata a autoconfiança, e uma pessoa confiante se torna naturalmente mais radiante e atraente, abrindo portas em todos os seus ciclos sociais. O que mais me emociona é o momento do retorno pós-operatório. Muitas vezes comento com a minha equipe no consultório: “Vocês notaram como ela está diferente?”. E não me refiro apenas aos traços da face que aprimoramos, mas à postura. O sorriso ganha outra força, o jeito de caminhar e de olhar para o mundo muda. Acompanhar esse verdadeiro renascimento interno por meio da estética é a parte mais linda e emocionante do meu trabalho. 2. Na cirurgia facial, milímetros podem redefinir proporções, expressões e até a percepção de idade. Quais princípios orientam suas decisões para promover rejuvenescimento e embelezamento mantendo a naturalidade e a identidade de cada paciente? É a mais absoluta verdade: na estética facial, cada milímetro importa. Na rinoplastia, por exemplo, uma fração de milímetro na ponta nasal é o que separa a harmonia perfeita da desproporção. Costumo dizer que a rinoplastia e o lifting facial estão entre os procedimentos mais complexos da cirurgia plástica, exigindo o mais alto nível de refinamento técnico. Nós estudamos profundamente as proporções, os cálculos matemáticos e a precisão dos enxertos. No entanto, toda essa ciência deve servir apenas como uma bússola para o cirurgião. É aí que entra o verdadeiro diferencial: o olhar artístico e a sensibilidade para ler os traços únicos de cada pessoa. A matemática precisa ser aplicada de forma suave e estritamente individualizada. Afinal, a verdadeira beleza reside na singularidade. Operar seguindo uma “fórmula pronta” ou padronizada é o que faz o paciente perder a sua essência. O meu princípio fundamental é dominar a técnica com perfeição para, então, adaptá-la à identidade de quem está na minha frente. 3. Muitos pacientes chegam ao consultório com expectativas muito específicas, influenciadas por referências externas. Como é o processo de traduzir esse desejo em um resultado possível e, em alguns casos, orientar alguém a não realizar um procedimento? Um grande mestre que tive durante a residência médica costumava dizer: “Mais difícil do que indicar uma cirurgia é saber contraindicar”. Levei esse ensinamento como um pilar para a minha prática clínica. Para mim, dizer “não” a um procedimento quando identifico que as expectativas são irreais ou que o resultado não trará harmonia ao rosto é, acima de tudo, um ato de cuidado e ética. Meu maior compromisso é entregar autoestima e felicidade, e isso não se constrói sobre ilusões. Por isso, a nossa primeira consulta é tão detalhada. Realizo uma análise facial minuciosa, com fotos e simulações, para mostrar com total transparência o que é viável dentro da anatomia única daquela pessoa. Gosto, inclusive, de pedir que tragam fotos de rostos que consideram belos. Deixo muito claro que o objetivo não é “copiar” o que seria técnica e anatomicamente impossível, mas sim mapear o padrão de beleza do paciente. É fundamental entender o que os olhos daquela pessoa enxergam como belo para, então, traduzir esse desejo em um resultado real, seguro e feito sob medida para ela. 4. Ao longo da sua carreira, houve algum momento em que você percebeu de forma muito clara o impacto positivo da cirurgia na vida de um paciente? O que esses momentos revelam sobre o papel da autoestima na vida das pessoas? Inúmeros momentos. Meus colegas de outras especialidades costumam brincar comigo: “Marcus, eu trato doenças complexas e, muitas vezes, a relação termina na alta médica. Você trabalha com estética e, toda semana, recebe presentes, abraços e mensagens emocionadas de pacientes que já receberam alta há meses ou até anos”. Essa observação ilustra perfeitamente o poder transformador da autoestima. O conceito moderno de saúde vai muito além do bem-estar físico; ele engloba, fundamentalmente, o bem-estar mental e social. É exatamente nesse ponto que a cirurgia plástica facial atua. Vejo pacientes que antes eram tímidas, que evitavam fotos e interações e que, de repente, desabrocham. Um caso que me marcou profundamente foi o de uma jovem que sofria muito com as proporções do seu nariz. Ela havia sido vítima de bullying e de apelidos cruéis durante a fase escolar. Por conta desse trauma, tornou-se extremamente retraída, com enorme dificuldade para fazer amizades ou se relacionar. Ela sequer tinha redes sociais. Após a rinoplastia, a transformação interna foi tão impressionante que ela resgatou sua segurança, fez um ensaio profissional e hoje atua como modelo fotográfica. Ela sempre me marca nas fotos, e meu coração se enche de orgulho. Tenho uma caixa no consultório onde guardo com carinho todas as cartas de agradecimento que recebo. São elas que me provam, todos os dias, que estou no caminho certo. 5. Em um cenário onde as redes sociais reforçam padrões estéticos muitas vezes homogêneos, como preservar a individualidade e evitar que a beleza se torne padronizada? A minha primeira e principal recomendação, quase como uma prescrição para a saúde mental, é tentar se blindar dos impactos negativos das redes sociais abandonando o uso de filtros. Os filtros criam uma perspectiva completamente irreal do nosso próprio rosto. Como hoje passamos a nos olhar muito mais pela câmera frontal do celular do que pelo espelho, a nossa autoimagem acaba fragmentada. Aquilo que era um detalhe mínimo ganha um peso desproporcional. Por isso, evite qualquer recurso digital que altere seus traços e a textura da sua pele. Em segundo lugar, recomendo fazer um filtro na própria rede: deixe de seguir influenciadores que abusam de edições ou que tentam vender uma vida e uma estética “perfeitas”. A perfeição absoluta não existe na biologia humana. Pele sem poros, sem textura ou sem pequenas manchas simplesmente não é real. Consumir esse tipo de conteúdo diariamente só nos adoece e cria padrões inalcançáveis. O meu papel como cirurgião é justamente valorizar a beleza humana e real, fugindo completamente dessa padronização de avatares. 6. E, por último, mas não menos importante, qual é a sua voz? Depois de tudo o que aprendeu ao longo da sua trajetória, se tivesse a oportunidade de ser ouvido pelo mundo inteiro, que mensagem consideraria essencial transmitir? Se eu pudesse deixar uma única mensagem para o mundo, seria esta: amar a si mesmo e aceitar quem você é não significa, de forma alguma, que você não possa realizar procedimentos estéticos ou melhorar aquilo que lhe incomoda. O verdadeiro amor-próprio está em entender que a sua beleza é singular e que os seus traços o tornam especial. Amar o próprio rosto não é se obrigar a conviver com um nariz que afeta a sua autoconfiança, mas sim compreender que é possível aprimorá-lo com naturalidade, respeitando a anatomia e os limites do seu próprio corpo. O belo não é ser uma cópia da influenciadora do momento; o belo é abraçar a sua melhor versão. Uma pessoa com a autoestima em dia tem um brilho diferente, é notada, torna-se magnética e se destaca naturalmente porque é, acima de tudo, mais feliz. O meu grande propósito de vida é continuar transformando realidades, transbordando a minha caixa de cartas de agradecimento e vendo o mundo repleto de pacientes orgulhosos da sua própria e única beleza.

  • Alessandra Areias: A Narrativa Visual da Nova Londres

    ‘LONDON’ EDITION COVER - FEBRUARY 2026 ISSUE Photos: Ricardo Sakai Na edição London da Hooks Magazine, Alessandra Areias ocupa a capa como símbolo de uma geração que não apenas veste a imagem, ela a constrói. Em uma cidade que respira tradição e vanguarda, como Londres , Alessandra representa o encontro preciso entre moda, cinema e pensamento criativo. Sua trajetória nasce no editorial, diante das câmeras, mas rapidamente ultrapassa o lugar da performance. Ao ser selecionada para projetos conceituais, nos quais a imagem precisava traduzir narrativa, identidade e intenção, sua atuação expandiu-se de forma orgânica. O que começou como interpretação visual tornou-se participação ativa na construção estética e narrativa dos projetos. Assim consolidou uma presença híbrida que une modelo e criadora, imagem e estrutura, rosto e conceito. Entre moda e cinema, Alessandra constrói um território próprio. Se a moda impacta de forma imediata, o cinema trabalha o tempo e a profundidade. Em seu trabalho, esses dois ritmos coexistem. A força visual do styling, da luz e do enquadramento dialoga com a lógica cinematográfica de narrativa e construção emocional. Seus editoriais e fashion films funcionam como fragmentos de histórias maiores. São imagens que impactam no primeiro olhar, mas permanecem pela consistência conceitual. Para Alessandra, todo projeto nasce da intenção narrativa. Antes da estética, vem a história. Emoção, conceito e imagem são organizados a partir de um propósito claro. Essa base estruturada garante coerência visual, ritmo preciso e decisões estéticas alinhadas à mensagem central. Seja em editoriais autorais, branded content ou produções audiovisuais, o método é o mesmo. A estética existe para servir à narrativa. Como produtora criativa, ela equilibra arte e estratégia com rigor profissional. Seu papel é traduzir a identidade das marcas em narrativas visuais sofisticadas e consistentes. Criatividade, para ela, não é improviso, é construção planejada. Cada projeto é desenvolvido para preservar integridade artística ao mesmo tempo em que atende objetivos comerciais e de posicionamento. A vivência internacional ampliou seu repertório e refinou sua leitura cultural. Trabalhando em diferentes países, Alessandra desenvolveu uma linguagem visual adaptável, atenta às nuances estéticas e simbólicas de cada contexto. Essa experiência fortalece sua capacidade de criar narrativas globais sem perder assinatura autoral, algo essencial em uma capital criativa como Londres. Hoje, estando tanto à frente quanto atrás das câmeras, Alessandra direciona seu próximo passo para a consolidação de uma liderança criativa ainda mais consistente no desenvolvimento de projetos audiovisuais. Fashion films, branded content e produções autorais deixam de ser apenas formatos e tornam-se plataformas de construção estética e narrativa. Confira entrevista exclusiva: 1. Você começou como modelo e hoje também trabalha criando projetos. Quando percebeu que queria ir além de posar e passar a participar da criação das histórias? Ao longo da minha atuação como modelo editorial, passei a ser selecionada com frequência para projetos conceituais, nos quais a imagem precisava comunicar narrativa, identidade e intenção. Nesse contexto, minha participação foi naturalmente se expandindo para além da performance diante da câmera, envolvendo contribuição direta no desenvolvimento de conceitos visuais, referências estéticas e construção narrativa. Esse movimento marcou a consolidação de uma atuação híbrida, na qual imagem e criação caminham juntas de forma profissional. 2. Moda e cinema têm tempos diferentes: a moda impacta rápido, o cinema constrói aos poucos. Como você une esses dois mundos no seu trabalho? No meu trabalho, utilizo a força imediata da moda como estrutura visual e a lógica narrativa do cinema como profundidade. Desenvolvo imagens e projetos que funcionam como fragmentos de uma narrativa maior, aproximando editoriais, fashion films e branded content da linguagem cinematográfica. Essa integração permite criar conteúdos que têm impacto estético imediato, mas também consistência narrativa e longevidade. 3. Quando começa um novo projeto, o que vem primeiro para você: a ideia, a imagem, a emoção ou a história que quer contar? O ponto de partida é sempre a intenção narrativa. A partir dela, emoção, conceito e imagem se organizam de forma coesa. Essa abordagem garante que as decisões estéticas — como enquadramento, ritmo, luz e styling — estejam a serviço da história que o projeto precisa comunicar. Esse método é aplicado tanto em trabalhos editoriais quanto em produções audiovisuais e projetos autorais. 4. Como produtora criativa, como você equilibra criatividade e as necessidades das marcas com as quais trabalha? Meu papel como produtora criativa é traduzir a identidade e os objetivos da marca em uma narrativa visual clara, sofisticada e consistente. O equilíbrio acontece por meio de um processo estruturado de concepção, no qual criatividade e estratégia caminham juntas. Dessa forma, os projetos mantêm integridade artística ao mesmo tempo em que atendem às necessidades comerciais e de posicionamento das marcas envolvidas. 5. Trabalhando em diferentes países, o que você aprende com cada cultura e como isso influencia sua forma de criar imagens? A atuação em contextos internacionais contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem visual adaptável e consciente de diferentes referências culturais. Cada experiência amplia meu repertório estético e narrativo, permitindo criar projetos que dialogam com públicos diversos sem perder coerência autoral. Essa vivência internacional fortalece minha capacidade de desenvolver narrativas visuais com alcance global. 6. Hoje você está na frente e atrás das câmeras. Qual é o próximo passo que deseja dar na sua trajetória? O próximo passo é aprofundar minha atuação no desenvolvimento e produção de projetos audiovisuais, consolidando uma posição de maior liderança criativa em fashion films, branded content e produções autorais. O objetivo é expandir a criação de narrativas visuais em contextos internacionais, integrando performance, concepção e produção como parte de uma trajetória artística contínua e consistente.

  • Produtora Ana Flávia Veiga expande carreira artística com produções de documentários e novos formatos

    Photos Disclosure Press Los Angeles, CA, fevereiro 2026 – Ana Flávia Veiga, produtora de cinema em Los Angeles conhecida por sua narrativa inclusiva e intercultural, continua a ganhar força nos espaços cinematográficos, digitais e de documentários. Após ser reconhecida em premiações internacionais com seu documentário mais recente, Palmas, Veiga entra em uma nova fase de sua carreira: transformando o projeto no longa-metragem intitulado Las Palmas e expandindo seu impacto como produtora de narrativas cinematográficas e de curta duração. A rota de Festivais internacionais O documentário de 2024 de Veiga, Palmas (dirigido por Aric Lopez), recebeu recentemente o prêmio Collegiate Filmmaker Spotlight no Burbank International Film Festival e o prêmio de Melhor Curta Documentário Estudantil no Glendale International Film Festival. Além disso, Palmas garantiu seleções oficiais em diversos outros festivais de destaque e qualificadores para o Oscar, incluindo: ● AmDocs (American Documentary and Animation Film Festival). ● San Diego Latino Film Festival . ● Mexican-American Film & Television Festival . ● Watsonville Film Festival . O filme explora a história de deslocamento em Los Angeles por meio das icônicas palmeiras da cidade, símbolos que testemunham transformações geracionais. Veiga e Lopez estão atualmente desenvolvendo a versão em longa-metragem, com o apoio de patrocínio fiscal da SMP Rise e do produtor executivo vencedor do Oscar, Doug Blush. Portfólio e Próximos projetos O curta independente de Veiga, My Father’s Wedding, estrelado por Ricky He (ator canadense conhecido por seus trabalhos com a Disney), continua conquistando seu espaço na indústria com a nomeação ao San Diego International Film Festival, após sua estreia no qualificador para o Oscar HollyShorts e no Middlebury New Filmmakers Festival. Outros projetos sob a produção de Veiga incluem: ● Wasabi (2025) : Filme de tese do MFA da USC, selecionado para o Martha’s Vineyard African American Film Festival (qualificador para o Oscar). ● Compas (2025) : Curta documentário premiado com o Prêmio do Público e Menção Honrosa no Highland Park Independent Film Festival. ● The Custodian (2024) : Exibido nos festivais de Middlebury e Watsonville e selecionado para o Beverly Hills Film Festival. ● Sueños Violentos (2023) : Seleção para o LA Shorts (qualificador para o BAFTA) e vencedor do prêmio de Melhor História pela Women in Cinematic Arts. ● The Things We Keep (2023) : Selecionado oficialmente por Sundance, Screamfest e pelo Beverly Hills Film Festival. O mercado do cinema vertical Photos Disclosure Press Além do cinema tradicional, Veiga redefiniu o engajamento do público por meio de produções verticais de alto impacto. Seus projetos recentes acumularam mais de 301 milhões de visualizações em plataformas móveis. O filme Pucked by My Brother's Rival, se tornou um fenômeno global no aplicativo DramaBox, acumulando 130 milhões de visualizações, e o viral Fake Dating My Rich Nemesis alcançou 120 milhões de visualizações. Outros títulos ainda carregam a marca de 46 e 40 milhões no aplicativo.

  • Gabi Lopes: do Carnaval brasileiro para Hollywood

    'STARS' COVER EDITION - GLOBAL ISSUE Photographer and Creative Direction: Matheus Coutinho / (All team credits at the end of the article) Ela começou aos oito anos em campanhas publicitárias e, ao longo de mais de duas décadas, construiu uma carreira multifacetada que atravessa televisão, cinema, streaming e negócios. Hoje, Gabi Lopes é capa da edição especial de Carnaval da revista STARS, celebrando sua trajetória que combina talento artístico, visão empreendedora e presença global. “Eu sempre fui movida a desafios e percebi que estava vivendo uma zona de conforto. Foi aí que decidi desenvolver minha carreira internacional, algo que sempre desejei desde criança” , conta Gabi. Sua mudança para Los Angeles, fluência em inglês e espanhol, dupla nacionalidade e experiência com produções premiadas no Brasil a prepararam para o salto no mercado global. Do sucesso em Malhação – Sonhos à atuação em séries como Sintonia e Samantha! , Gabi consolidou-se como uma atriz versátil. No cinema, participou de filmes aclamados como A Menina Que Matou os Pais e Moscow . Internacionalmente, foi premiada no FirstGlance Film Festival , em Los Angeles, e no Madras Film Festival , na Índia, e recentemente protagonizou o filme japonês Virtual Boyfriend , no qual também atuou como produtora. “Entender todas as áreas de uma produção me fez crescer como atriz. Hoje, meu trabalho é mais completo porque compreendo o todo do audiovisual. Cinema é um lugar coletivo, e ser curiosa sobre diferentes assuntos me tornou única” , explica Gabi, reforçando como a experiência de produtora e empresária influencia suas escolhas artísticas. O próximo passo da artista é estrear seu primeiro filme americano como protagonista. “Tudo que fiz até aqui foi um ensaio. Agora minha carreira internacional de fato começa. Me sinto completamente pronta e este projeto abrirá portas para outros trabalhos” , declara, lembrando que maturidade e experiência são diferenciais nesse momento. Além da atuação, Gabi é empresária e investidora. Ela é sócia da Marilyn Films, da agência Talent Wave, da ONG Belong e de negócios de gastronomia e turismo. Gabi acredita que a visão empreendedora fortalece sua carreira artística. “Empreendedorismo é uma forma de viver. Ele me ajuda a enxergar minha carreira de maneira estratégica e única, unindo visão artística e estratégica” , afirma. Para a capa, Gabi escolheu o Galpão da escola de samba Gaviões da Fiel , vestindo uma fantasia que celebra o Carnaval. “O Carnaval é o maior espetáculo do planeta terra e ele é brasileiro. Ele simboliza alegria, diversidade e energia alta, tudo que quero levar para o mundo” , afirma. Para Gabi, o Carnaval representa não só um marco da cultura nacional, mas também o início simbólico de sua jornada internacional. Com mais de 23 anos de carreira, prêmios internacionais e negócios diversificados, Gabi Lopes prova que talento, coragem e visão estratégica podem transformar uma trajetória nacional em um fenômeno global, sempre com a energia e o carisma do Brasil como marca registrada. Confira entrevista com Gabi Lopes: 1. Você começou na publicidade ainda criança e construiu uma trajetória sólida na televisão brasileira. Em que momento decidiu que era hora de transformar sua carreira em um projeto internacional? Eu sempre fui movida a desafios e comecei a perceber que já estava vivendo uma zona de conforto, sempre as mesmas situações, o mesmo estilo de trabalho. Eu estava sentindo falta de alguma novidade, algo diferente, e foi quando decidi, de fato, desenvolver mais a minha carreira internacional, que sempre foi um desejo desde criança. Inclusive, sempre falei vários idiomas. Eu nunca tive medo de me jogar para fora do Brasil e já morei em vários países. Já morei na Inglaterra, na África do Sul e na Austrália. Então, depois de 23 anos de carreira no Brasil, decidi que era hora de me desafiar e começar a construir algo externo. Eu me lembro que o filme no Japão me empoderou muito. Depois que fiz esse filme, percebi que realmente poderia trabalhar fora. Eu estou pronta! Me sinto pronta, consigo atuar em inglês e em outros idiomas. Todos os prêmios que ganhei, tanto na Índia quanto em Los Angeles, foram com filmes nacionais, então a minha carreira sempre apontou para o exterior, mesmo trabalhando no Brasil. Acho que também é importante interpretar os sinais da vida e perceber para onde o destino nos leva. 2. Ao longo dos anos, você transitou entre TV aberta, streaming, cinema e também assumiu funções de produção. Como essa visão ampla do audiovisual influencia suas escolhas artísticas hoje? Muitas pessoas costumam julgar, né? Elas falam: “Nossa, você faz de tudo, como consegue fazer tudo ao mesmo tempo?” Na verdade, eu exerço várias funções dentro do audiovisual, mas todas são muito complementares. Quando comecei a produzir, isso abriu muito a minha cabeça como atriz, porque eu entrava numa produção e entendia o todo daquilo, a complexidade de cada projeto. Isso me fez aumentar o respeito pelo trabalho e a consciência sobre o meu papel no processo. Para mim, sempre foi muito importante essa experiência, e hoje, com essa visão ampla, sinto que não só minhas escolhas artísticas são influenciadas, como também meu processo de criação de personagens. Hoje me sinto muito mais completa como atriz do que quando era criança, quando só entendia sobre atuação. Acho importante conhecer um pouco de tudo para compreender o seu papel no todo. Cinema é um espaço coletivo, complexo e versátil, onde trabalhamos em diferentes gêneros e exercemos funções variadas. Você pega um personagem, trabalha em uma profissão, e no dia seguinte pega outro personagem com outra profissão. Por isso, sempre digo que o território artístico é território de pessoas curiosas e interessadas, e o que faz uma pessoa interessante é justamente essa curiosidade por diferentes assuntos. Posso dizer que sempre fui muito curiosa e interessada em diferentes áreas e sempre estudei muito. Lembro que me formei em um curso de piloto de barco e tirei a carteira junto com a Marinha. Todo mundo perguntou por que eu estava fazendo isso. Depois desse curso, aprendi a pilotar muito melhor a minha própria vida. Acho que essa complexidade e multiplicidade que desenvolvi sempre foi o que me tornou única. 3. Mudar para Los Angeles representa não apenas uma mudança geográfica, mas estratégica. Como foi o processo de preparação para entrar no mercado americano? Me sinto muito sortuda por ter um empresário americano. Ele me direcionou durante todo esse primeiro ano em Los Angeles. Não cheguei sozinha, já cheguei com alguém me preparando e ajudando a entender o mercado. Este primeiro ano foi muito importante. Comecei a fazer testes, palestrar e trabalhar com clientes e marcas americanas. Foi fundamental para compreender a cultura do país. Para mim, esse ano foi literalmente um período de adaptação, porque mudar para outro país não significa apenas um novo mercado de trabalho, mas também uma nova cultura. Além disso, comecei a estudar no El en Pack, um conservatório de artes em Los Angeles. Fiz cursos de testes para filmes, TV e publicidade, e participei de um curso com o diretor de Pretty Little Liars, uma das maiores séries de jovens. Hoje saí do conservatório me sentindo completa, entendendo tanto a atuação quanto o business por trás de tudo. Agora, depois dessa temporada no Brasil, do Carnaval e das festas de fim de ano, volto para Los Angeles para gravar meu primeiro filme americana. Estou sem dúvidas pronta, compreendendo a cultura, o mercado e com inglês muito mais fluido. Estou preparada para tudo que está por vir. 4. Além de atriz, você é empresária e investidora. De que forma o pensamento empreendedor fortalece sua posição como artista no cenário global? Quando saí do programa O Aprendiz como vice-campeã, foi um momento importante para me reconhecer como empreendedora. Pessoas empreendedoras naturalmente têm uma mente visionária. Empreendedorismo não é só trabalho, é uma forma de viver. Independentemente do que esteja fazendo, estou sempre com a visão empreendedora. Não consigo desligar isso, nem quero. A partir do momento em que me reconheci como empreendedora e desenvolvi minhas habilidades, comecei a enxergar minha carreira de forma diferente, única e muito mais estratégica. Hoje, todas as minhas decisões são pautadas nessa visão. Acredito que isso contribuiu muito para a construção da minha carreira, principalmente no lado estratégico, e não apenas no artístico. Geralmente, pessoas com visão artística não têm visão empreendedora. Por isso, é ótimo conseguir unir esses dois lados, que se complementam. 5. Seus prêmios internacionais já sinalizavam esse movimento para fora do Brasil. O que significa estrear um filme americano como protagonista neste momento da sua carreira? Sem dúvida, significa um grande marco na minha carreira: minha primeira protagonista em um longa-metragem internacional e também um divisor de águas. Tudo que fiz até aqui foi uma preparação, um ensaio, e agora a carreira no exterior vai de fato começar. Esse é um momento muito especial da minha vida e da minha trajetória ao longo de 23 anos. Me sinto completamente pronta e tenho certeza de que este projeto abrirá portas para outros trabalhos. Já estou em negociação para novos filmes. Viver isso agora é além de um divisor de águas, também é o início do meu momento internacional. Estou muito feliz, realizada, vivendo tudo isso depois dos 30 anos, quando se tem mais maturidade. Acho que seria diferente se isso estivesse acontecendo aos 23 anos, talvez eu não estivesse pronta ou não tivesse maturidade suficiente. Tudo acontece no tempo certo. Depois de 23 anos trabalhando muito no Brasil e construindo uma imagem sólida, estou pronta para voos ainda maiores, não só nos Estados Unidos, mas no mundo. Me sinto pronta para atuar em qualquer idioma, daqui até meus 95 anos, se Deus quiser. Minha maior inspiração é Fernanda Montenegro. Pretendo atuar como ela, por muitos anos, acompanhando o crescimento da carreira e do ser humano. 6. Você escolheu o Galpão da escola de samba Gaviões da Fiel como cenário da capa, vestindo Carnaval, que é uma das maiores expressões culturais do Brasil. O que o Carnaval representa na sua trajetória pessoal e de que forma essa identidade brasileira influencia a artista que você leva para o mundo? Uma vez li uma frase que fez muito sentido: o Carnaval é o maior espetáculo do planeta terra e ele é brasileiro. Acho que é um espetáculo que transmite muito bem quem somos, nossa alegria, diversidade, carisma, simpatia, energia e vibração. Isso está muito ligado à nossa alma solar e carnavalesca. Sabemos que o brasileiro tem um carisma diferenciado, e esse é o lado que quero levar para o mundo. Quando recebi o convite para fotografar uma revista internacional, não pensei em nada além de poder exportar o Brasil na sua mais alta vibração, que é o Carnaval. O Carnaval sempre simbolizou minha trajetória pessoal. É o momento do ano em que fico mais feliz e empolgada, quando tudo é festa, mas também um marco de início. Sempre dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Tenho certeza de que minha carreira internacional vai começar de verdade agora. Esse momento marca tanto o início do ano no Brasil quanto meu início no território internacional. Por isso quis juntar as duas coisas. CRÉDITOS EQUIPE: ⁠⁠ Gabi Lopes - Modelo e Produção Executiva - @gabilopess •⁠ ⁠⁠ Matheus Coutinho - Fotógrafo e Direção Criativa - @matheuscoutinho •⁠ ⁠ Allison Valentim - Fotógrafo de Making Of - @allisonvalentim •⁠ ⁠ Rodrigo Pinheiro - Set Designer - @_ pinheirorodrigo_ •⁠ ⁠Brenda Fernandes - Assistente de Produção - @brendafernandees •⁠ ⁠Pedro Kioto - Filmmaker - @kiotoriu •⁠ ⁠ Ronaldo Júnior - Assistente Geral - @juniorpety01 •⁠ ⁠⁠ Hair Stylist - João Lom - @joaolom •⁠ ⁠⁠ Makeup Artist - Victor Hugo - @beautybyvictorh •⁠ ⁠⁠Diogo Carvalho - Assistente de beleza - @diogocarvalhomakeup •⁠ ⁠⁠Leticia Sampaio - Stylist - @lesampaioo •⁠ ⁠⁠ Heloísa Puca - Assistente de Stylist - @helopuca •⁠ ⁠⁠ Rafa Carneiro - Design de Looks - @rafacarneiro •⁠ ⁠⁠ Fabiana Arruda - Assessoria de Imprensa - @fabiarrudaup_ •⁠ ⁠⁠ Victor Santos - Produtor de Locação - @o_victtao •⁠ ⁠⁠ Agradecimentos especiais : @gavioesoficial Compre sua revista impressa da edição STARS com Gabi Lopes pelo link abaixo. Envio global pela gráfica internacional MagCloud. * Revista inteira em inglês.

  • MATHEUS COUTINHO E A ESTÉTICA QUE GERA IMPACTO

    Na nova economia da imagem, não basta ser bonito. Precisa ser memorável, estratégico e gerar resultado. É exatamente nesse ponto que Matheus Coutinho constrói sua trajetória. Photos Personal Archive / WNGZ Production Aos 37 anos e com mais de duas décadas de atuação no mercado audiovisual, o fotógrafo e diretor consolidou um nome que equilibra domínio técnico, repertório cinematográfico e sensibilidade estética apurada. Formado em Comunicação e com pós graduação em Cinema, ele transformou linguagem visual em ferramenta de posicionamento. Ao longo da carreira, fotografou e dirigiu grandes celebridades e construiu um estilo que une precisão e personalidade. Seu trabalho é refinado e técnico, mas também irreverente. Ele busca referências inesperadas, mistura linguagens e cria narrativas visuais com identidade própria. Cada imagem carrega conceito. Cada frame tem intenção. Quando perguntamos em que momento percebeu que tinha encontrado seu estilo, ele responde com maturidade criativa. Estilo não é algo que se encontra de uma vez, é algo que se constrói. Durante anos, absorveu referências, experimentou linguagens e testou limites. O reconhecimento veio quando as pessoas começaram a identificar uma imagem como “dele” antes mesmo de saber a autoria. A assinatura estava ali, na luz, na atmosfera, na direção. Para Matheus, técnica é ferramenta, nunca protagonista. O ponto de partida sempre é o conceito e a intenção da marca ou da história que precisa ser contada. Cinema, arte, música e cultura urbana entram como camadas narrativas que ampliam o impacto. Ele escolhe cada elemento pelo potencial de gerar emoção e relevância. No set, sua atuação vai além do clique ou do “ação”. Ele constrói atmosfera. Direção, para ele, também é gestão de energia. Da equipe. Do talento. Do ritmo da produção. Quando o ambiente está alinhado e imerso no conceito, o resultado transcende o técnico. Existe um detalhe que se tornou marca registrada. Sempre há uma playlist acompanhando o processo. A música dita a vibração do set, solta o corpo, conecta as pessoas e cria ritmo emocional. Parece detalhe, mas não é. Energia também é construção estética. Essa combinação entre rigor técnico e liberdade criativa se reflete nos resultados. Em seu portfólio estão marcas como O Boticário , Renault , Coca-Cola , L’Oréal , Netshoes  e Philips . Empresas que buscam mais do que campanhas, buscam construção de imagem e conexão real com o público. Mas Matheus entendeu que o mercado mudou. As marcas passaram a exigir visão integrada, pensamento 360 graus, narrativa e performance caminhando juntas. Foi desse movimento que nasceu a WNGZ. Mais do que uma produtora, a WNGZ é um movimento criativo. Uma boutique estratégica que integra narrativa, performance e relevância cultural. Com um time selecionado sob a curadoria de Matheus, mantém padrão estético e técnico elevado, enquanto ganha escala para atender campanhas, séries e produções de diferentes formatos. A proposta é clara. Creating Wings for the World. Criar asas para ideias, marcas e histórias, lançando tudo ao mundo com intensidade e propósito. Na entrevista à Hooks, ele reforça que impacto não vem apenas da estética, mas da coerência entre conceito, execução e propósito. Antes de qualquer clique, existe posicionamento. Existe entendimento profundo da marca. Existe estratégia. E há também pragmatismo. No fim do dia, ele lembra, trata se de publicidade. Trata se de resultado e conversão. Conectar é essencial. Vender também é. Seja produto, posicionamento ou imagem, o objetivo precisa ser claro. A base da WNGZ é direta: conceito alinhado, entrega impecável e conversão. Em uma era digital saturada e competitiva, as marcas precisam de impacto imediato e construção estratégica de longo prazo. Confira entrevista exclusiva: 1. Você trabalha com fotografia e direção há mais de 20 anos. Em que momento percebeu que tinha encontrado seu próprio estilo? Acho que estilo não é algo que você encontra de uma vez, é algo que você constrói ao longo do tempo. Durante muitos anos eu absorvi referências, experimentei linguagens, testei limites técnicos. Em determinado momento, percebi que as pessoas já identificavam uma imagem como “minha” antes mesmo de saber quem tinha feito. Quando sua estética começa a ter assinatura  seja na luz, na atmosfera ou na direção  você entende que encontrou uma identidade. E essa identidade continua evoluindo, mas sempre com uma base muito sólida. 2. Seu trabalho mistura técnica, cinema e referências diferentes. Como você escolhe o que usar em cada projeto? Tudo parte do conceito e da intenção da marca ou da história que precisa ser contada. A técnica é ferramenta, nunca protagonista. Eu gosto de mergulhar em referências que nem sempre são óbvias cinema, arte, música, cultura urbana e entender o que pode trazer uma camada a mais para aquele projeto específico. Meu trabalho é refinado e técnico, mas também irreverente. Eu escolho o que usar a partir do impacto que aquilo pode gerar, sempre buscando construir uma narrativa visual com identidade própria. 3. Você já fotografou e dirigiu grandes celebridades. O que muda quando está trabalhando com nomes tão conhecidos? Muda a responsabilidade, mas não muda a essência do processo. Celebridades já chegam com uma imagem consolidada, então meu papel é respeitar essa identidade e, ao mesmo tempo, revelar algo novo. Gosto de criar um ambiente em que elas se sintam seguras para experimentar e se expressar além do que o público já conhece. Para quem está na frente da minha câmera, a experiência precisa ser leve e divertida. Eu faço questão de tornar o processo mais fluido e confortável, simplificando o que muitas vezes pode parecer complexo. Quando existe confiança no set, tudo flui melhor  e o resultado ganha verdade. E verdade é o que realmente conecta. 4. No set, você é conhecido por criar uma energia própria. Como essa atmosfera influencia no resultado final das imagens? Influencia completamente. A imagem começa muito antes do clique ou do “ação”. Ela nasce na atmosfera. Eu acredito que direção é também gestão de energia  da equipe, do talento, do ritmo da produção. Quando o set está alinhado, confiante e imerso no conceito, isso aparece diretamente no resultado. Sempre tem uma playlist acompanhando o processo, porque a música dita a vibração e o som do set. Ela ajuda a construir o clima emocional da cena, solta o corpo, conecta as pessoas e cria ritmo. Parece detalhe, mas não é  energia é construção. Meu objetivo é transformar o processo em uma experiência. Quando todos estão conectados à mesma visão, o resultado transcende o técnico e se torna algo memorável. 5. A WNGZ nasceu como um movimento criativo. O que fez você sentir que era a hora de criar esse novo formato de produtora? O mercado mudou. As marcas passaram a precisar de visão integrada, pensamento 360º, narrativa e performance caminhando juntas. Eu senti que era o momento de expandir minha identidade criativa para além da minha atuação individual. A WNGZ nasce dessa necessidade  como um movimento, não apenas uma produtora. Ela é composta por um time curado por mim, profissionais que compartilham o mesmo padrão estético, técnico e estratégico. Isso nos permite escalar projetos mantendo qualidade e identidade. A WNGZ é, acima de tudo, um selo de qualidade. Não importa o tamanho do projeto  ele vai ter conceito, força e entrega premium. A régua é alta sempre. A WNGZ existe para criar asas para ideias e lançá-las ao mundo com intensidade e propósito. Creating Wings for the World é sobre isso movimento, impacto e identidade. 6. Hoje as marcas querem mais do que imagens bonitas, querem conexão com o público. Como você transforma ideia em algo que realmente gera impacto? Impacto não vem só da estética, vem da coerência entre conceito, execução e propósito. Eu sempre começo entendendo profundamente o posicionamento da marca e o que ela quer provocar no público. A partir disso, construo uma narrativa visual que não seja apenas bonita, mas que tenha intenção. Mas no final do dia, eu trabalho com publicidade. Estamos falando de resultado. Estamos falando de conversão. Conectar é essencial mas vender também é. Seja venda de produto, de posicionamento ou de imagem, o objetivo precisa ser claro. A base da WNGZ é simples: conceito alinhado, entrega impecável e conversão. Vivemos a era digital, onde tudo é rápido, competitivo e visualmente saturado. As marcas precisam de impacto imediato, mas também de construção estratégica. A WNGZ surge para preencher essa lacuna  unir estética forte, direção consistente e visão de negócio. Porque imagem hoje é linguagem, e quando você une técnica, identidade e estratégia, você cria algo que não apenas chama atenção, mas gera movimento real no mercado.

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