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- VERSEVOID - A MARCA QUE TRANSFORMA MEMÓRIA AFETIVA EM ESTÉTICA AUTORAL
A Versevoid nasceu em 2017 como um brechó criado por Bruna Soares, movido pela paixão por moda sustentável e estética vintage. As peças únicas chamavam atenção, mas impossibilitavam a recompra. Quando Bruna e Vitor Amaral começaram a produzir camisetas, perceberam que ali havia algo maior que uma renda extra. Surgia uma comunidade fiel, que reconhecia de imediato o estilo Versevoid e transformou Bruna na versedona das redes. Photo: Marcelo Camacho A marca sempre se guiou por música, cinema e memória afetiva. Essa combinação se tornou o DNA das estampas: um universo que parece um filme indie com sua música favorita tocando ao fundo. As camisetas de turnê reforçaram essa ligação emocional. São lançamentos aguardados e usados em momentos importantes, guardados como lembranças afetivas. O processo artesanal de serigrafia é um dos pilares da marca. Cada peça é produzida manualmente para garantir qualidade e durabilidade, permitindo inclusive que clientes personalizem cores e tornem o produto ainda mais pessoal. A estética Versevoid é reconhecida pelos traços vintage, inspirados em pôsteres antigos, zines dos anos oitenta, noventa e dois mil e paletas nostálgicas. Nada é exagerado, tudo é pensado exclusivamente para o tecido. Photo: Marcelo Camacho Com o crescimento, o catálogo passou a incluir modelagens próprias, ecobags, moletons e acessórios. As referências do casal seguem alimentando a criatividade. São músicas, filmes e mais de cem shows que marcaram suas vidas e que acabam convertidos em estampas que o público vê como fan merch autêntico. O relacionamento com os clientes é parte essencial da marca. A troca constante de referências funciona como pesquisa viva e inspiração direta para novas coleções e projetos. Para o futuro, a Versevoid planeja ampliar esse universo com editoriais, zines, cápsulas temáticas e mais produtos autorais. Photo: Bruna Therolly A marca que começou como um brechó agora se consolida como uma comunidade criativa. Para muitos, a Versevoid é mais do que uma loja. É aquele amigo que compartilha músicas, filmes e estampas que carregam história. Confira entrevista com a fundadora: 1. A Versevoid nasceu como um brechó e evoluiu até se tornar uma marca com estética própria. Em que momento vocês perceberam que havia algo maior ali, algo que poderia ultrapassar a ideia inicial de renda extra? Com as peças de brechó percebemos que nossa curadoria e estética agradavam, porém por serem peças únicas não havia como ter recompra, e muitos clientes ficavam frustrados em não conseguir comprar, foi então que com as camisetas conseguimos além de atrair um público maior, criar uma comunidade e fidelizar. Photo: Marcelo Camacho 2. A música, o cinema e a memória afetiva são pilares claros na identidade da marca. Como esses elementos se transformam, na prática, em estampas e produtos com tanta personalidade? Por muito tempo nosso principal material de inspiração foi "Se eu gosto, eles (os clientes) vão gostar também" e dá certo, hoje o contrário também acontece "Se eles gostam, a gente vai gostar também" e aí tudo que fazemos é traduzir para nossa estética aquilo que já é gosto pessoal. Photo: Bruna Therolly 3. A produção manual em serigrafia é um diferencial importante da Versevoid. Por que manter um processo tão artesanal em um mercado que caminha cada vez mais para a produção rápida e industrial? Como nossas estampas carregam muita memória afetiva e identidade, é primordial que a qualidade delas seja a melhor possível, e a serigrafia é o melhor método do mercado, que pode ser artesanal para menor escala como a nossa, mas grandes marcas utilizam também com máquinas automatizadas. O principal aspecto é a durabilidade, serigrafia dura pra sempre, diferente de métodos mais novos que dependem de quantidade de lavagens para manter a mesma qualidade inicial e nós queremos que nossas peças, de fato, tenham vida longa. Photo: Bruna Therolly 4. Os clientes costumam identificar rapidamente um “estilo Versevoid”. O que vocês acham que define essa estética e como ela evoluiu desde o início da marca? Como o vintage permeia muito nosso trabalho, os anos garimpando peças de brechó moldou meu senso estético, então creio que esse estilo vem basicamente de uma era pré internet plena, sempre penso os designs para apenas uma mídia: o tecido, as referências passam por pôsteres antigos (muitas vezes também feitos com serigrafia) ou zines feitos nos anos 80/90/00, as paletas são definidas sem ser minimalista, mas também sem proporções ou cores exageradas. Eu costumo dizer que nostalgia é meu negócio, porque descobri que mais pessoas são como eu, rs, então tudo que for feito vai ter um toque vintage, retrô. Photo: Marcelo Camacho 5. As camisetas de turnê se tornaram itens muito esperados pelos consumidores. Como vocês enxergam essa relação emocional das pessoas com as peças e de que forma isso influencia a criação de novos produtos? A gente acha o máximo que as pessoas esperem lançarmos algo para usarem naquele momento especial e depois guardarem com maior carinho, então tentamos ao máximo traduzir a estética do artista/banda com as informações da turnê, bem como as camisetas antigamente que eram até vendidas pelos próprios artistas e hoje em dia são relíquias no mercado vintage. Photo: Ivan Flopes 6. Hoje a Versevoid é vista quase como um amigo que apresenta referências, músicas e filmes. Como vocês cultivam essa proximidade com o público e qual o impacto dessa troca criativa no futuro da marca? Funciona como uma retroalimentação, gosto de notar como os clientes nos mantêm atuais e relevantes. Percebemos altas de interesse por temas através deles, é praticamente nossa base de pesquisa e Coolhunting . Da mesma forma, muitos comentam que passaram a conhecer certos artistas por nossa causa. Para o futuro da marca, essa troca deve se refletir em mais coleções de artistas, mais produtos com a nossa marca e em projetos que ampliem esse universo; editoriais, zines, cápsulas temáticas e peças que traduzam diretamente o que observamos nessa conversa contínua com o público. Photo: Ivan Flopes Photo: Marcelo Camacho
- Eloaynne Santos e o ATOS: como um espaço de beleza se tornou um estudo sobre experiência, propósito e gestão feminina
'BUSINESS' EDITION COVER - DECEMBER 2025 ISSUE Photos: @tristhar.produções Na edição BUSINESS da Hooks Magazine, apresentamos Eloaynne Santos, empresária responsável pela criação do ATOS, um centro de beleza localizado em Cuiabá, no centro-oeste brasileiro, que vem chamando atenção pela forma como integra estética, bem-estar e experiência sensorial em um único ambiente. A estrutura que desenvolveu ajuda a ilustrar uma tendência global: consumidores buscando serviços de beleza que ofereçam não apenas resultados técnicos, mas um ambiente que una acolhimento, identidade e propósito. A trajetória de Eloaynne não começa no empreendimento em si, mas em sua vivência pessoal com temas como autocuidado, religiosidade, reconstrução emocional e maternidade. Essa combinação se tornou a base conceitual do ATOS. Segundo ela, o objetivo inicial não era criar mais um salão de beleza, mas um espaço onde diferentes dimensões da vida feminina pudessem ser reconhecidas e tratadas com a mesma relevância. A escolha do nome reforça essa intenção, remetendo à ideia de ações que marcam mudanças e inauguram novos ciclos. O design do espaço se inspira em elementos contemporâneos de estética mediterrânea, com paleta neutra, iluminação suave e formas orgânicas. Para além da estética, esse ambiente funciona como uma extensão da proposta da marca: proporcionar uma experiência mais lenta, sensorial e orientada à introspecção. A intenção é que clientes encontrem ali uma pausa na rotina urbana e um atendimento menos mecânico, baseado em escuta e orientação personalizada. Um dos pontos que diferencia o ATOS é a amplitude de serviços reunidos em um único local. Cabelo, estética facial, spa, maquiagem, podologia e loja compõem um ecossistema planejado para funcionar de forma integrada. Embora setups multifuncionais não sejam novidade no mercado de beleza mundial, Eloaynne estruturou cada área para operar com identidade própria sem perder coesão visual ou conceitual. Do ponto de vista de gestão, isso permite ampliar receita, otimizar circulação de clientes e fortalecer a marca como destino completo na categoria. Outro aspecto que reforça a proposta do espaço é o Pequenos Atos, área infantil criada com base na vivência da empresária como mãe. O ambiente conta com monitora, identificação individual de cada criança e sistema de alerta para a responsável, permitindo que mulheres com filhos pequenos usufruam dos serviços sem interrupções constantes. O modelo responde a uma demanda recorrente no setor: a dificuldade de conciliar autocuidado e maternidade. Para o público internacional, esse tipo de estrutura evidencia um movimento crescente na indústria de beauty & wellness, que busca formatos mais inclusivos e acessíveis. Ao falar sobre a criação do ATOS, Eloaynne descreve o projeto como uma forma de reconectar mulheres a uma percepção mais ampla de beleza, incorporando elementos de saúde emocional, espiritualidade e rotina prática. Ainda que sua abordagem tenha forte carga pessoal, o resultado se encaixa em discussões contemporâneas sobre bem-estar, mercado de serviços e o papel do design de experiência na fidelização de clientes. A presença de Eloaynne na edição BUSINESS representa um estudo de caso sobre como empreendedoras da nova geração têm reformulado o setor de beleza em mercados emergentes. Em vez de focar exclusivamente em expansão ou luxo, sua estratégia se apoia em propósito, sensorialidade, gestão orientada à experiência do usuário e compreensão das necessidades reais do público que atende. Para além do impacto local, o ATOS se insere em uma pauta global: a de que espaços de beleza podem funcionar como hubs de cuidado integral, combinando técnica, ambiente, identidade e funcionalidade. Confira entrevista exclusiva com Eloaynne Santos: O que motivou você a criar o ATOS e de onde surgiu a inspiração para desenvolver esse conceito de beleza completa e sensorial em Cuiabá? A criação do ATOS nasceu de um profundo desejo de entregar mais do que serviços de beleza: eu queria proporcionar experiência, propósito e presença. Sempre acreditei que a beleza verdadeira é um encontro entre o externo e o interno entre cuidado, identidade e reencontro. E foi justamente esse entendimento que me impulsionou. A inspiração veio da minha própria jornada. Vivi processos, desafios e renascimentos que me mostraram que cada mulher carrega um chamado, uma força e uma história única. Eu queria criar um espaço que honrasse isso. O nome ATOS não é apenas uma marca, ele carrega a ideia de movimento, destino e transformação atos que escrevem capítulos, viradas e novos começos. Em Cuiabá, eu sentia a ausência de um lugar que unisse beleza, sensorialidade e propósito. Um ambiente onde a mulher pudesse ser cuidada por completo: corpo, mente e fé. Então decidi criar o que não existia. Um espaço onde cada detalhe, textura, aroma, iluminação e atendimento conduzissem a uma experiência premium e significativa. O ATOS é a materialização daquilo que acredito: beleza que toca, cura e transforma. A estética grega contemporânea é o fio condutor do ambiente. Como essa referência ao Mediterrâneo influencia a experiência das clientes desde o momento em que entram no espaço? A estética grega contemporânea é mais do que uma escolha visual no ATOS ela é uma linguagem. Quando pensei no Mediterrâneo, pensei em essência, luz natural, arquitetura que respira, texturas que acolhem e a sensação de que o tempo desacelera. Essa atmosfera é exatamente o que eu queria entregar às mulheres que entram no nosso espaço. No ATOS, cada detalhe inspirado na Grécia tem um propósito sensorial. As formas orgânicas remetem ao fluxo da água e trazem leveza; a paleta neutra e terrosa transmite paz; o toque do branco com dourado representa pureza e realeza; e os elementos rústicos fazem com que cada cliente se sinta em um templo moderno dedicado ao autocuidado. Assim que elas atravessam a porta, já percebem que estão entrando em um lugar que não se parece com nada ao redor. Um ambiente que é, ao mesmo tempo, minimalista e acolhedor, sofisticado e com intenção. Essa estética prepara os sentidos, expande a respiração e convida a mulher a viver um momento dela com ela. Você fala muito sobre “atos” atos de beleza, de cuidado e de bem-estar. Como essa filosofia se traduz, na prática, em cada serviço oferecido no ATOS? Para mim, ‘atos’ não são apenas gestos: são movimentos intencionais que constroem quem somos. Essa filosofia está presente em cada detalhe do ATOS, porque acredito que beleza, cuidado e bem-estar são decisões diárias, quase espirituais, que transformam a mulher de dentro para fora. Na prática, isso significa que nenhum serviço aqui é apenas técnico. Tudo começa com presença. Escutamos a cliente, entendemos seu momento, suas dores, seus desejos. Cada atendimento é moldado para que ela viva um ato de servir e não apenas de serviços. Estamos aqui para servi-las. ATOS reúne múltiplas áreas cabelo, estética, spa, podologia, maquiagem e loja. Como foi o processo de integrar tudo isso mantendo propósito, fluidez e uma identidade única? Integrar tantas áreas dentro do ATOS nunca foi apenas sobre reunir serviços foi sobre construir um universo. Desde o início, eu sabia que cada departamento precisava conversar entre si, por tanto cada um tem um significado e são nomeados. Compartilhar propósito e transmitir a mesma sensação: a de uma experiência completa, fluida e profundamente intencional. O processo começou pelo propósito. Antes de decidir layout, profissionais ou cardápios de serviços, eu defini aquilo que não poderia ser negociado: excelência, sensorialidade, acolhimento e fé. A partir desses pilares, cada área foi moldada para que tivesse vida própria, mas respirasse o mesmo DNA. O Espaço Kids com monitora é um grande diferencial no estado. O que levou você a incluir essa proposta e como ela transforma a experiência das mães em busca de autocuidado? Como mãe, eu vivi na pele o desafio de conciliar autocuidado com rotina, prazos e filha pequena. Muitas vezes, a mulher abdica dela mesma porque não tem com quem deixar a criança ou porque não quer expor o filho a ambientes sem estrutura. E eu sabia que o ATOS não poderia ser apenas bonito ele precisava ser funcional, real, humano. Por isso nasceu o Pequenos Atos (Espaço Kids) com monitora: de uma necessidade verdadeira, minha e de tantas mães que conheço. Eu quis criar um ambiente seguro, acolhedor e lúdico, onde as crianças pudessem brincar, aprender e sentir-se bem, enquanto suas mães vivem um momento só delas, cada mãe recebe um monitor e cada criança um número, caso alguma criança precise da presença da mãe esse monitor irá vibrar e a mae pode ir até a sala. Algo totalmente diferente e inovador jamais visto em outro ambiente como este. O Espaço Kids não é apenas um diferencial: é um ato de respeito e cuidado especial com às mães É entender que beleza e bem-estar também passam pela liberdade emocional de ser cuidada sem preocupações. No ATOS, a mulher não se divide ela se integra. E isso muda tudo. Para você, o que significa inaugurar uma “nova era” de beleza em Cuiabá? Qual é o impacto que deseja gerar na vida das mulheres que passam pelo ATOS? Quando digo que o ATOS inaugura uma nova era de beleza em Cuiabá, não estou falando apenas de estrutura, serviços ou estética. Estou falando de consciência. De um novo olhar sobre o que é ser cuidada, honrada e valorizada. Para mim, essa nova era representa um movimento: o movimento de devolver à mulher aquilo que sempre foi dela dignidade, pertencimento, identidade e voz. No ATOS, a beleza não é tratada como vaidade, e sim como uma linguagem de amor próprio, de saúde emocional e de reencontro consigo mesma. O impacto que desejo gerar vai muito além de transformar o visual. Quero que cada mulher saia daqui se sentindo mais forte, mais alinhada com quem ela é, mais segura de suas escolhas e mais consciente do seu valor. Quero que ela encontre um espaço onde possa respirar fundo e lembrar que é merecedora de cuidado, descanso, propósito e beleza em todas as áreas da vida. O ATOS é sobre isso: elevar mulheres, curar histórias, fortalecer identidades e criar experiências que marcam. Se eu puder, através deste espaço, despertar em cada mulher um ato de amor por si mesma, então eu já terei inaugurado a nova era que eu sonhei, o meu propósito!
- Dra. Andrea Bowers: a advogada brasileira que se tornou referência na imigração nos Estados Unidos
Photos Disclosure Press Licenciada no Brasil e nos Estados Unidos, a Dra. Andrea Bowers, sócia do Andrade & Bowers Law Firm, figura hoje entre as profissionais mais respeitadas na área de imigração, reconhecimento que inclui sua nomeação como Top 10 Immigration Trial Lawyer nos EUA. Sua atuação se destaca pela combinação entre rigor técnico, visão estratégica e um comprometimento incomum com cada cliente marca que acompanha toda a sua trajetória. Formada em 2007 pela UNIJORGE (BA), Andrea construiu uma sólida carreira no direito empresarial no Brasil, período que inclui sua passagem por um dos maiores escritórios do estado, o MMC&Zariff, antes de inaugurar sua própria banca. A experiência robusta no ambiente corporativo seria o alicerce para a expansão internacional que viria na década seguinte. A mudança de chave acontece quando conquista o LL.M. em Direito Empresarial na Universidade do Texas em Austin, instituição que figura entre as 15 melhores escolas de direito dos Estados Unidos. No mesmo ano, alcança um feito raríssimo entre advogados estrangeiros: é aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Texas, comprovando domínio jurídico em duas jurisdições. Membro da Texas Bar e palestrante da AILA (American Immigration Lawyers Association), Dra. Andrea reúne fluência em português, inglês e espanhol, o que lhe permite atuar de forma direta e pessoal em casos de imigrantes de diferentes origens. Hoje, como sócia do Andrade & Bowers Law Firm, ela lidera a área de imigração do escritório, conduzindo processos complexos de defesas em cortes migratórias a petições de alta especialização além de auxiliar famílias e profissionais na conquista do sonho americano. Sua atuação é marcada por precisão técnica, ética e resultados consistentes, consolidando seu nome entre as vozes mais qualificadas do tema na comunidade jurídica internacional.
- Adidas Originals x Artemisi: quando o futuro ganha forma no presente
Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Há encontros criativos que não apenas materializam produtos, mas inauguram atmosferas. A parceria entre adidas Originals e Artemisi nasce exatamente nesse lugar entre o sensível e o tecnológico, onde moda deixa de ser superfície e passa a agir como manifesto. No dia 5 de dezembro, chega ao mercado brasileiro uma colaboração que ultrapassa o território do sneaker e adentra o campo simbólico do que significa criar no Brasil com vocabulário global. De um lado, a força histórica de adidas Originals, guardiã de códigos que moldaram culturas esportivas e urbanas. Do outro, a visão incandescente de Mayari Jubini, diretora criativa da Artemisi, cuja leitura de futuro não se ancora em clichês futuristas, mas em uma biologia imaginada, uma engenharia emocional, um corpo que se reinventa ao se fundir com a máquina. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Na collab, essa dualidade assume forma na releitura da silhueta Taekwondo. O clássico é reposicionado em direção a um novo horizonte, onde tridimensionalidade, efeitos metalizados e técnicas emergentes constroem uma sensação de armadura leve, elegante e viva. O tênis ganha linhas estruturais que evocam proteção e movimento, como se cada curva guardasse um segredo do tempo que ainda não chegou. A criação conduzida por Mayari nasce de um repertório marcado por biomecânica, pós-humanismo e fusões entre natureza e tecnologia temas que há anos pavimentam o imaginário da Artemisi e que agora encontram, na adidas Originals, a plataforma ideal para expansão. Segundo ela, o prata que percorre relevos e desenhos simboliza essa anatomia híbrida. Não é um brilho decorativo, mas um código: a metáfora de um corpo que existe entre mundos, humano e metálico, orgânico e engenheirado. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Se há poesia no conceito, há precisão quase cirúrgica na execução. A equipe da adidas dedicou-se a testes até chegar ao processo que tornaria possível transformar a visão estética da Artemisi em matéria. A solução veio por meio do HF Welding, técnica que une materiais sem cola ou costura e utiliza ondas de alta frequência para criar volumes tridimensionais impecáveis. O resultado é uma construção que respeita ergonomia e conforto sem renunciar à complexidade que define a marca brasileira. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Essa interseção entre rigor técnico e sensibilidade artística tornou a colaboração histórica. Jessica Silva, Gerente Sênior de Lifestyle na adidas Brasil, reforça o significado desse momento para o país. O encontro com Artemisi não é apenas sobre moda, mas sobre reconhecer a capacidade criativa de uma geração brasileira que dialoga com o mundo sem perder seu DNA. É sobre ocupar espaços que antes pareciam distantes. Para Mayari, a collab representa mais do que um lançamento: é um gesto simbólico. A primeira parceria da adidas Originals com uma marca brasileira de high fashion nasce justamente de uma estética que não se curva às lógicas tradicionais do luxo, mas que propõe outra temporalidade, outro ritmo, outra delicadeza. É a validação de um trabalho artesanal de precisão absoluta, que transborda dos tecidos para os materiais rígidos, das técnicas manuais para a impressão 3D, da moda para a arte. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Essa narrativa ganha corpo na campanha, dirigida pela própria Mayari e fotografada pela dupla Mar+Vin. Jade Picon protagoniza imagens que misturam força e fragilidade num mesmo frame. As peças emblemáticas da Artemisi corsets esculturais, superfícies metálicas e texturas tridimensionais convivem com itens adidas criados especialmente para o shooting, resultando em uma visualidade que parece suspensa entre o real e o imaginado. A presença de um totem exclusivo, criado manualmente para a campanha e para a instalação na loja conceito, aprofunda esse discurso. A peça transita entre sólido e líquido, refletindo a transição de um futuro em constante mutação. O tênis chega ao mercado por R$ 1.199,99, em numerações do 34 ao 42, nas lojas e plataformas oficiais da marca. Muito mais do que um produto, ele representa um capítulo na narrativa da moda brasileira um capítulo que fala sobre coragem criativa, sobre assumir o risco da inovação e sobre o poder da colaboração como ferramenta para construir o novo. A adidas Originals segue fiel à sua herança enquanto amplia a conversa com a cultura contemporânea. A Artemisi reafirma seu lugar como uma das marcas brasileiras mais potentes no cenário global, combinando maestria artesanal, pesquisa tecnológica e um olhar que desafia limites. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin Neste encontro, o futuro não é uma promessa. É presença. É matéria. É movimento. É Brasil. Deixo vocês agora com a mente genial e inspiradora por trás dessa criação, Porta-voz da ARTEMISI: Mayari Jubini - designer e diretora-criativa. 1. A collab parte de uma fusão entre biomecânica, pós humanismo e engenharia. Quando você pensa nesse “corpo híbrido” que guia a estética da Artemisi, que tipo de futuro você imagina estar ajudando a construir e o que esse futuro diz sobre a forma como queremos vestir força e sensibilidade ao mesmo tempo? Quando penso nesse “corpo híbrido”, imagino um futuro em que a relação entre o humano e a tecnologia deixa de ser separada e passa a coexistir como uma única forma. É um corpo que expande suas possibilidades – não um corpo substituído pela máquina, mas um corpo que dialoga com ela. Esse imaginário sempre esteve nas minhas pesquisas, e é nele que eu encontro maneiras de traduzir força, sensibilidade e proteção de uma forma não óbvia. A biomecânica, o pós-humanismo e a engenharia aparecem na Artemisi como símbolos desse futuro possível: linhas estruturais que lembram armaduras, relevos que evocam movimento, superfícies metálicas que têm ao mesmo tempo rigidez e delicadeza. Para mim, falar de futuro é falar dessas dualidades. A moda tem esse poder de transformar conceitos em corpo. E, nesse caso, o que apresentamos é quase uma nova anatomia, um híbrido que representa as infinitas possibilidades desse futuro que estamos construindo. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin 2. Este é o primeiro tênis da Artemisi e, ao mesmo tempo, a primeira collab da Adidas Originals com uma marca brasileira de high fashion. O que existiu nos bastidores desse encontro que você acredita que só uma marca com DNA brasileiro poderia entregar? Acredito que uma marca brasileira como Artemisi consegue entregar uma combinação muito particular de profundidade técnica e sensibilidade estética, trabalhamos com inovação e técnicas high fashion de um jeito muito especial e único. A Adidas nos procurou justamente por reconhecer esse diferencial – a maneira como a Artemisi trabalha o high fashion com precisão técnica, pesquisa conceitual e uma visão de futuro muito própria, mas também por enxergar algo que é profundamente brasileiro: essa capacidade de reinventar, de experimentar, de transformar materiais em looks icônicos. Nos bastidores, houve muita troca e diálogo, nós trouxemos nosso repertório de técnicas, pesquisa sobre futurismo e processos artesanais. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi / Photographed by the duo Mar+Vin 3. O Taekwondo Mei W carrega tridimensionalidade, relevo e metalização, mas ainda preserva leveza e ergonomia. Como foi transformar um símbolo técnico esportivo em uma peça de moda que conversa tanto com movimento quanto com escultura? A silhueta do Taekwondo já chegou definida na collab, e o desafio era justamente apresentar de um jeito que dialogasse com a linguagem da Artemisi. Trabalhamos com técnicas para criar relevos tridimensionais, com aspecto metálico que é tão característico da marca, mas sem comprometer a leveza original do modelo. Esse equilíbrio entre tecnologia e estética foi essencial: o tênis precisava ser uma peça de moda, mas também precisava se mover com o corpo. A Artemisi cria roupas que ultrapassam o território da vestimenta e entram no campo da arte. Com o Taekwondo, fizemos isso dentro de um tênis: transformamos o movimento esportivo em escultura, e transformamos a escultura em movimento. 4. A campanha reúne fotografia, direção criativa, casting e até um totem artístico desenvolvido especialmente para o projeto. Em que momento você percebeu que essa collab ultrapassaria o território do produto e se tornaria quase um manifesto visual sobre a convergência entre moda, arte e tecnologia? A própria essência da Artemisi já transita entre moda, arte e engenharia, então, quando entendemos a potência dessa parceria com a Adidas, ficou claro que a narrativa precisava ir além do produto. A campanha, que também assinei a direção criativa, surgiu desse entendimento, desde a fotografia, o casting, as escolhas das cores, a integração entre peças da Artemisi e Adidas, tudo foi pensado como um ecossistema visual. E a escultura (totem), que desenvolvi especialmente para o projeto, materializa essa convergência: ele representa o sólido se transformando em líquido, o metálico ganhando movimento, o corpo dialogando com a tecnologia. Nesse momento, ficou evidente que estávamos criando não só um tênis, mas uma arte. Um manifesto sobre como moda, arte e tecnologia podem coexistir e expandir a cultura. Photo Courtesy of Adidas Originals x Artemisi 5. O HF Welding permitiu criar formas precisas sem cola ou costura, quase como se o tênis fosse “crescido” em vez de montado. De que maneira essa tecnologia ecoa com o seu processo criativo, sempre tão ligado à experimentação de materiais e à ideia de engenharia poética? Essa tecnologia conversa diretamente com o que eu construo na Artemisi. Sempre busco formas de materializar conceitos que estão além do tempo sem recorrer ao óbvio, nisso conseguimos criar superfícies tridimensionais com precisão.Essa tecnologia nos permitiu imprimir no tênis a mesma linguagem que usamos em peças impressas em 3D, em metais, em construções manuais complexas. Foi a ponte perfeita entre a técnica da Adidas e a experimentação estética da Artemisi. 6. Você já colocou o Brasil em editoriais internacionais e em corpos icônicos ao redor do mundo. Agora, com uma collab global da Adidas, o que você sente que esta parceria simboliza para o cenário da moda brasileira, e, sobretudo, para a nova geração de criadores que enxerga a moda como linguagem, não apenas como produto? Essa parceria prova que o Brasil produz alta moda com técnicas inovadoras, visão contemporânea e força conceitual para dialogar globalmente. Então, ver uma collab como essa acontecer mostra que existe espaço para essa moda autoral, profunda e inovadora dentro do mercado internacional. Espero que essa parceria inspire outros criadores a acreditarem no próprio ponto de vista, a investirem em pesquisa, a explorarem técnicas e narrativas que vão além do convencional. Porque é isso que estamos mostrando aqui: quando há verdade estética, profundidade e inovação, o mundo presta atenção.
- Heloisa Guimarães: presença, precisão e o renascimento de uma mulher que transforma seus próprios ciclos
‘ITALY’ EDITION COVER - DECEMBER 2025 ISSUE Photo: @renatomoretti_ / Production: @bieljobs A edição ITALY da Hooks Magazine apresenta Heloisa Guimarães em uma capa que traduz o espírito da moda italiana. A imagem revela sensualidade precisa, elegância gráfica e uma estética que valoriza a força do corpo, a forma e a atitude. Fotografada em estúdio, Heloisa surge com impacto e serenidade ao mesmo tempo. A atmosfera é construída pela direção de arte, pela luz e pela postura. A foto evidencia a mulher que existe por trás da imagem. Em sua entrevista, Heloisa compartilha um momento especial. Este mês ela comemora seu aniversário em St. Moritz, um destino que carrega simbolismos profundos. “O Natal traz aquela energia de pausa, de olhar pra trás e agradecer, e a neve já anuncia o novo, o recomeço” , conta. Cercada por silêncio, frio e montanhas brancas, ela sente que está exatamente no lugar em que deveria estar. Depois disso, segue para Courchevel para celebrar o aniversário de uma amiga. Para Heloisa, essas viagens de esqui representam leveza, conexão e reencontro consigo mesma. “O esporte é meu reset mental” , afirma. Em meio a uma rotina cheia de projetos, compromissos e viagens, é no esforço físico que ela encontra clareza e liberdade. Yoga, pilates e o corpo como centro emocional Mesmo vivendo entre cidades, aeroportos e agendas intensas, Heloisa mantém uma disciplina diária sólida. São duas horas de yoga e pilates que se tornam seu fio terra, sua base emocional e física. “Se eu não cuidar da minha base, tudo desmorona” , revela. Ela enxerga esse hábito como um ritual de autoconsciência. É o momento em que desperta o corpo, organiza pensamentos e se prepara para o ritmo forte de sua vida em Milão. Milão e o estilo de vida que provoca e inspira Morando em Milão, Heloisa encontrou uma cidade que desafia e inspira. Ela conta que a estética milanesa encanta pela precisão e pelo movimento contínuo. Pessoas que acordam cedo, trabalham muito, cuidam da saúde e se vestem com elegância prática. Nada é teatral. Cada escolha da cidade tem propósito e ritmo. Esse estilo de vida influenciou sua forma de pensar e agir. “Aqui é permitido sonhar grande e também esperado trabalhar duro por isso” , diz. Milão a fez abraçar ambição com refinamento e velocidade com propósito. Raízes italianas como estrutura emocional Com descendência italiana e passaporte europeu, Heloisa carrega suas raízes como um espaço de pertencimento afetivo. Mesmo sendo brasileira de alma, sente que sua estrutura tem muito da Itália. Essa combinação lhe dá segurança e coragem para explorar o mundo. “Me ensinou que posso construir minha vida em qualquer lugar” , afirma. Moda consciente, afeto e o valor do artesanal Heloisa fala de sustentabilidade de forma prática e sensível. Separar o lixo é uma obrigação na Itália, mas o que ela considera essencial é outra coisa. Ela gosta de doar roupas e acredita na continuidade das histórias que cada peça carrega. “Sustentabilidade é usar o mundo sem exaurir o mundo. É estilo com responsabilidade.” Ela também tem uma conexão afetiva com o trabalho artesanal. Sua mãe faz fuxico, e Heloisa adora comprar crochês feitos por senhorinhas de sua cidade natal. Para ela, unir peças de luxo com itens feitos por mãos reais cria um estilo que tem alma. Confira agora entrevista exclusiva com Heloisa Guimarães: Este mês você comemora seu aniversário em meio a viagens especiais. Como é celebrar essa data em St. Moritz, unindo Natal, neve e um lugar tão marcante para você? Celebrar meu aniversário em St. Moritz é quase simbólico. O Natal traz aquela energia de pausa, de olhar pra trás e agradecer, e a neve já anuncia o novo, o recomeço. Eu sempre fui muito movida por ciclos. Estar ali, cercada de montanhas brancas, é como se o universo dissesse: “você está exatamente onde deveria estar”. É uma comemoração íntima, mesmo com o mundo ao redor — e eu amo isso. ⸻ Logo em seguida, você parte para Courchevel para o aniversário de uma amiga. O que essas duas viagens de esqui representam na sua vida e por que os esportes têm um papel tão forte no seu dia a dia? Essas viagens representam leveza e conexão. Depois de um ano intenso, estar com pessoas que eu amo, em lugares que me fazem bem, é quase terapêutico. E o esporte… ele me lembra quem eu sou quando tiro todas as camadas. Esquiando, treinando, suando — ali não existe rótulo, profissão, aparência ou identidade pública. Só eu, presente e viva. O esporte é meu reset mental, meu lugar de liberdade. ⸻ Você mantém uma rotina intensa de yoga e pilates, praticando duas horas por dia. Como essa disciplina influencia seu bem-estar e sua energia para encarar uma vida corrida em Milão? Yoga e pilates são meu fio-terra. Minha vida tem ritmo forte — trabalho, viagens, amigos, estudos, projetos. Então, se eu não cuidar da minha base, tudo desmorona. Essas duas horas não são luxo — são sobrevivência emocional. Quando eu treino, eu acordo minha força física, clareio minha cabeça e me reencontro. É o meu ritual para poder lidar com o mundo sem perder de vista quem eu sou. ⸻ Por falar em Milão, como é viver em uma cidade tão dinâmica, ligada ao design e cheia de inspirações? O que mais te encanta no estilo de vida milanês? Milão não deixa ninguém acomodar. A cidade cutuca, desafia, provoca. Todo mundo está criando, projetando, apostando em algo — inclusive você. O que mais me encanta é a estética do movimento: o milanês acorda cedo, trabalha muito, se cuida, se veste bem e tem uma elegância prática, nada teatral. Não existe ostentação exagerada, existe precisão — e eu admiro isso. Ao contrário do estereótipo, o milanês não janta tarde. A gente janta cedo porque os restaurantes fecham cedo. A cidade é intensa, mas funcional. Tudo tem ritmo. Viver em Milão me fez abraçar essa dinâmica: ambição com refinamento, velocidade com propósito. Aqui é permitido sonhar grande — e esperado trabalhar duro por isso. E eu me sinto muito em casa nesse equilíbrio. ⸻ Você também tem uma forte conexão com suas raízes italianas e até o passaporte italiano. De que forma essa descendência impacta quem você é hoje e suas escolhas pelo mundo? Minha descendência italiana sempre foi um porto invisível. Eu amo viajar, amo o mundo, mas nunca me sinto totalmente deslocada porque existe um lugar onde meu sobrenome, meu rosto e meu jeito fazem sentido. Essa raiz me deu coragem. Me ensinou que eu posso construir minha vida em qualquer lugar, que pertencimento pode ser múltiplo. Hoje, eu me sinto brasileira de alma e italiana de estrutura — e não quero ter que escolher. ⸻ Sua consciência ambiental aparece em hábitos muito concretos, como separar o lixo e abandonar absorventes descartáveis. O que despertou essa mudança e como você enxerga seu papel em práticas mais sustentáveis? Separar o lixo na Itália é lei — então é o básico. O que carrego como escolha pessoal é outra coisa: eu gosto de doar minhas roupas. Já fiz muitas doações na minha cidade, para pessoas próximas. Eu acredito no repasse. Se uma roupa fez parte da minha história, ela pode continuar vivendo na história de outra pessoa. Muita gente ainda acha que sustentabilidade é coisa de “hippie de crochê”. Eu não vejo assim. Pra mim, sustentabilidade é inteligência: é usar o mundo sem exaurir o mundo. É estilo com responsabilidade. E eu também tenho um lado afetivo com moda artesanal. Minha mãe costura com fuxico, e isso sempre fez parte da minha vida. Quando volto pra minha cidade natal, eu adoro comprar peças feitas por vovozinhas que fazem crochê. Moda feita por mãos reais tem alma — e misturar isso com peças de luxo é, pra mim, o auge do estilo.
- Jaque Nohatto: um olhar que transforma mundo, imagem e presença
'PARIS' EDITION COVER - DECEMBER 2025 ISSUE Photographer: @Joaocassioph / Beauty: @thiagopioli / Styling: @jessa_albuquerque A edição PARIS da Hooks Magazine chega com um nome que traduz elegância silenciosa, força estética e uma sensibilidade rara para enxergar o mundo: Jaque Nohatto. Na capa, ela não apenas posa. Ela interpreta. Ela comunica. Ela entrega exatamente o que Paris exige de suas musas: autenticidade, presença e uma visão de estilo que nasce muito antes da escolha do look. Desde pequena, Jaque descobriu na moda uma forma de sentir e de se expressar. Cores, texturas e combinações despertavam nela mais do que curiosidade estética; revelavam um entendimento precoce de que vestir é comunicar. Hoje, essa percepção amadureceu e se tornou assinatura. Seus looks transitam entre o clássico e o sensual com naturalidade, sempre alinhados ao humor, ao momento e à intenção. Jaque gosta de peças que falam antes dela, escolhas que equilibram simplicidade e força, como uma calça bem estruturada, um top limpo, acessórios de impacto ou o inevitável tubinho midi acompanhado por um par de Christian Louboutin. Para ela, elegância é sempre o ponto de partida e o destino. O mundo também ajudou a moldar sua narrativa estética. Entre todas as viagens, a Ásia ocupa um lugar especial. Xangai, em particular, marcou sua memória de forma vívida: um cenário que parece filme, uma cultura pautada por respeito e educação e uma sensação de segurança que transforma a experiência. A cidade vibra com moda durante o dia e brilha ainda mais à noite, um contraste que dialoga com a personalidade de Jaque: intensidade e contemplação no mesmo corpo. Essa mesma sensibilidade aparece na fotografia, uma de suas paixões mais profundas. Jaque observa o que passa despercebido para muitos. Ama detalhes, luzes, pequenos gestos e as histórias silenciosas que surgem de texturas e enquadramentos. Também se encanta por registrar pessoas, suas expressões genuínas e a maneira única como ocupam cada espaço. E, claro, lugares. Para ela, cada cenário guarda alma própria. Talvez por isso seu sonho seja fotografar no Lago de Como. Imagina a luz suave refletindo na água, vilas históricas ao fundo e uma elegância natural que transforma qualquer clique em cinema. Unir moda, fotografia e viagens não é um esforço calculado; é um fluxo natural que traduz seu estilo de vida. Moda expressa quem ela é, fotografia revela como ela vê o mundo e as viagens ampliam essa visão. Quando tudo se encontra, surge uma narrativa que transborda identidade. Em cada look alinhado ao cenário, em cada imagem que captura a essência de um destino, em cada experiência que se transforma em memória e estética. Confira entrevista exclusiva: Quando começou sua paixão pela moda e como ela aparece nas suas escolhas do dia a dia? Minha paixão pela moda começou desde pequena eu me encantava por cores, texturas e pela maneira como a roupa consegue transformar a forma como a gente se sente. Com o tempo, fui entendendo que moda não é só sobre vestir, é sobre comunicar, expressar e até proteger quem somos. Hoje, isso aparece nas minhas escolhas do dia a dia de várias formas: penso nas roupas como extensão do meu humor, adapto meus looks ao que quero transmitir e busco peças que unam estilo com conforto. Gosto de transmitir seriedade a uma pegada mais clássica, mas ao mesmo tempo uma pitada de sensual. Qual viagem te marcou mais até hoje e o que tornou essa experiência tão especial? A viagem que mais me marcou foi conhecer a Ásia. Fiquei apaixonada pela educação das pessoas, pela cultura e o respeito com o próximo, sem falar da segurança que transmite. Xangai foi uma das cidades mais lindas que conheci, me sentia em um filme, a cidade moda durante o dia e a noite mais ainda, parece um sonho. O que mais te encanta na fotografia: registrar detalhes, pessoas ou lugares? O que mais me encanta na fotografia é a possibilidade de capturar aquilo que muitas vezes passa despercebido. Gosto de registrar detalhes, pequenos gestos, luzes, texturas, porque eles contam histórias silenciosas. Mas também me fascina fotografar pessoas: expressões verdadeiras, emoções espontâneas e a forma única como cada indivíduo ocupa o espaço. E, claro, lugares têm sua magia, cada cenário carrega atmosfera, memória e identidade. No fundo, o que realmente me encanta é que a fotografia transforma instantes comuns em algo eterno, seja um detalhe, uma pessoa ou um lugar. Qual peça, estilo ou combinação você sente que traduz melhor a sua personalidade? A peça que mais traduz a minha personalidade é aquela que combina conforto com presença, algo que fala por mim antes mesmo de eu abrir a boca. Gosto de looks que unem simplicidade e força: uma calça bem estruturada, uma blusa limpa e atemporal e um acessório marcante que traz identidade, ou até mesmo um vestido tubinho mid com um sapato Christian Louboutin clássico que transmita sensualidade e elegância. Sempre busco pela elegância. Esse equilíbrio entre minimalismo e toque pessoal reflete exatamente quem eu sou: prática, autêntica e sempre atenta aos detalhes que fazem diferença. Se pudesse escolher qualquer lugar do mundo para fazer um ensaio fotográfico dos sonhos, qual seria? Se eu pudesse escolher qualquer lugar do mundo para um ensaio fotográfico dos sonhos, seria no Lago de Como, na Itália. O cenário tem uma elegância natural que mistura charme europeu, vilas históricas e uma luz suave que torna cada foto cinematográfica. Imagino poses à beira da água, entre jardins clássicos e casas em tons pastéis, ou em um barco cortando o lago ao entardecer. O Lago de Como transmite romantismo, sofisticação e aquela sensação de beleza calma que transforma qualquer ensaio em arte. Como você consegue unir moda, fotos e viagens em um estilo de vida que realmente faz sentido pra você? Eu consigo unir moda, fotografia e viagens porque, para mim, essas três coisas contam a mesma história, só mudam as formas. A moda expressa quem eu sou, a fotografia registra como eu vejo o mundo e as viagens ampliam minha visão, trazendo inspiração nova a cada lugar que conheço. Quando junto tudo isso, nasce um estilo de vida que flui naturalmente: escolho looks que combinam com cada cenário, busco capturar detalhes que traduzem a essência dos lugares e transformo cada experiência em memória, arte e identidade. No fim, não é sobre estar sempre viajando ou sempre fotografando, é sobre viver de um jeito que me inspira e que reflete minha autenticidade em cada imagem, cada escolha e cada destino.
- Mari Abdalla: a influenciadora que transforma estilo em assinatura
Photo Disclosure By Press No último fim de semana, durante um casamento que reuniu convidados influentes, um dos nomes mais comentados foi o de Mari Abdalla. Não apenas pelo vestido escolhido, mas pela construção completa de um look que rapidamente se tornou referência de elegância. Mari não apenas se vestiu — ela aconteceu. A influenciadora surgiu com um vestido vermelho de presença absoluta: intenso, sofisticado e marcante. A produção, por si só, já revelava sua estética refinada. Mas foi a escolha das joias — peças de esmeralda da @andreamuradjewelery — que transformou o visual. O verde iluminou o colo, acendeu o olhar e criou um contraste cinematográfico com o vermelho. Nada competia; tudo se harmonizava. Photo Disclosure By Press A clutch dourada da desap-egodanega e o cabelo alinhado reforçaram uma estética precisa, equilibrada e intencional, características que se tornaram assinatura de Mari Abdalla. Para ela, acessórios não existem para brilhar sozinhos, mas para ressaltar a melhor versão da mulher que os usa. Referência em composições elegantes, Mari leva esse olhar apurado também para sua consultoria. Seu método parte da ideia de que estilo não está apenas na roupa certa, mas no detalhe certo — aquele que transforma presença em identidade. É nesse encontro que o look deixa de ser apenas “arrumado” e se torna memorável. Entre influências, escolhas e sensibilidade, Mari Abdalla segue mostrando que elegância é sobre detalhe — e que ela domina essa linguagem com precisão.
- ANDRESSA MORAIS: A ESSÊNCIA MULTICULTURAL POR TRÁS DA CAPA “FRANCE” DA HOOKS MAGAZINE
'FRANCE' EDITION COVER - NOVEMBER 2025 ISSUE PHOTOS: Victor Ferreira - @victoor.ph Há capas que representam um momento. E há capas que representam uma trajetória, daquelas construídas com disciplina, sensibilidade e um olhar profundamente global. Andressa Morais , destaque da edição FRANCE da Hooks Magazine, pertence ao segundo grupo. Sua história é a prova viva de que identidade se constrói em movimento, misturando países, idiomas, experiências e paixões que, à primeira vista, parecem não conversar entre si, até que ela as une com naturalidade. Viajar por 28 países e falar quatro idiomas não apenas ampliou seu repertório. Redefiniu sua forma de existir no mundo. “Cada cultura que conheci me ensinou a ver a vida por diferentes perspectivas” , diz Andressa. Essa vivência multicultural moldou uma mulher curiosa, sensível, adaptável e segura de suas escolhas, uma presença que carrega o mesmo refinamento cosmopolita que inspira a atmosfera parisiense desta edição. Sua formação em Direito, somada a uma trajetória intensa no balé, na natação profissional e no vôlei competitivo, revela uma combinação rara. Força e delicadeza, estratégia e arte, mente precisa e corpo expressivo. “O balé me trouxe elegância e expressão; a natação me deu resistência e foco; e o Direito me ofereceu lógica e responsabilidade” , conta. É dessa fusão improvável que surge a versão mais autêntica de Andressa, disciplinada, emotiva e profundamente comprometida com o próprio crescimento. Durante suas viagens, ela descobriu também o universo dos vinhos, paixão que a levou a se tornar sommelier. Para Andressa, cada garrafa é uma passagem para outro lugar. “O vinho é história, cultura e identidade” , afirma. É uma forma de viajar sem sair do lugar e de conectar sensibilidade e conhecimento com elegância. Com nacionalidade italiana e dois anos vivendo fora do Brasil, Andressa aprendeu a se sentir pertencente ao mundo. Esse período abriu espaço para independência, coragem e um estilo de vida mais prático e europeu, guiado pela sofisticação do simples e pelo prazer dos detalhes. No esporte, especialmente no vôlei, que é seu favorito, ela encontrou grandes lições sobre foco, superação e trabalho coletivo. “Ninguém vence sozinho” , diz ao lembrar das equipes de alto rendimento pelas quais jogou, como Bradesco e Barueri. Ao reunir todas essas versões, viajante, atleta, artista, jurista, sommelier e cidadã do mundo, surge a resposta para quem busca entender quem é Andressa Morais: uma mulher movida por evolução. “O fio condutor é a busca constante pela minha melhor versão” , resume. É essa pluralidade, esse olhar expandido e essa presença elegante que fazem de Andressa não apenas a capa da edição FRANCE , mas a representação perfeita do que significa viver com autenticidade e propósito, no mundo e para o mundo. Confira entrevista exclusiva: 1. Você já visitou 28 países e fala quatro idiomas. Como essa vivência multicultural transformou sua visão de mundo e influenciou a mulher que você é hoje? Viajar por 28 países e me comunicar em quatro idiomas ampliou profundamente minha percepção sobre o mundo e sobre mim mesma. Cada cultura que conheci me ensinou a ver a vida por diferentes perspectivas, a valorizar a diversidade e a desenvolver uma empatia muito mais refinada. Essas experiências me tornaram uma mulher adaptável, aberta, curiosa e segura das minhas escolhas. Acredito que a convivência com diferentes realidades me trouxe maturidade, sensibilidade e uma visão global que levo para todas as áreas da minha vida. 2. Sua formação em Direito, unida a uma trajetória intensa no balé e na natação profissional, mostra uma combinação rara de disciplina e sensibilidade. Como essas áreas tão distintas conversam dentro da sua história pessoal? Apesar de parecerem distantes, todas essas áreas fazem parte da mesma estrutura que me formou: a disciplina da rotina, a sensibilidade do movimento e o compromisso com o meu próprio crescimento. O balé me trouxe elegância, postura e expressão; a natação me deu força, resistência e foco; e o Direito me ofereceu lógica, clareza e responsabilidade. Juntas, essas vivências moldaram meu caráter e me ensinaram que a excelência nasce da união entre técnica, emoção e determinação. 3. Além do esporte, você também é sommelier. Em que momento o universo dos vinhos entrou na sua vida e o que mais te encanta nessa arte? O universo dos vinhos entrou na minha vida de forma muito natural durante minhas viagens. Percebi que cada garrafa carregava história, cultura e identidade, e isso despertou minha curiosidade. Estudar vinhos se tornou uma paixão e, hoje, o que mais me encanta é justamente essa possibilidade de conhecer o mundo através dos aromas e sabores. Para mim, ser sommelier é unir sensibilidade, conhecimento e uma apreciação profunda pelas experiências que cada vinho proporciona. 4. Você viveu fora do Brasil por dois anos e possui nacionalidade italiana. De que forma essa experiência internacional impactou suas escolhas e seu estilo de vida atual? Viver fora do Brasil e ter nacionalidade italiana ampliaram meu senso de pertencimento ao mundo. Esses anos fora me ensinaram independência, coragem e a capacidade de recomeçar em qualquer lugar. Também influenciaram muito meu estilo de vida: hoje sou mais prática, cosmopolita, aberta a novas culturas e conectada a um estilo europeu de viver — equilibrado, elegante e com apreço pelas pequenas coisas. 5. O vôlei é o seu esporte favorito e você chegou a jogar profissionalmente em equipes como Bradesco e Barueri. O que esse período nas quadras te ensinou sobre foco, superação e trabalho em equipe? O vôlei me formou em muitos sentidos. Jogar em equipes de alto desempenho me ensinou a ter foco absoluto, a lidar com pressão e a entender que superação é um processo diário. Aprendi também que trabalho em equipe é sobre confiança, comunicação e respeito — ninguém vence sozinho, e cada vitória é construída coletivamente. Esses valores permanecem comigo até hoje e influenciam tudo o que faço. 6. Com tantas vivências diferentes — incluindo dança, esporte de alto rendimento, Direito, vinhos, viagens e idiomas — qual você sente que é o fio condutor que une todas essas versões da Andressa Morais? O fio condutor é a busca constante pela minha melhor versão. Tudo que faço nasce da vontade de evoluir, aprender e transformar cada experiência em crescimento. Eu sou movida pela curiosidade, pela disciplina e pela paixão por desafios. No fundo, todas essas áreas revelam a mesma essência: uma mulher determinada, versátil, sensível e sempre aberta a se reinventar.
- Onde autoridade encontra afeto: por que Pamela Massuia, entre estratégia, cuidado e alta performance, se tornou a cirurgiã querida das empresárias brasileiras
'HEALTH' EDITION COVER - NOVEMBER 2025 ISSUE Photo: @andersonmmacedo_ | @demmacedo / Beauty: @g.make.hair / Styling: @callmebylacerda / Video editor: @olivervideomaker_ Há trajetórias que não começam com certezas: começam com coragem. E há mulheres que, mesmo antes de saberem quem seriam no mundo, já carregavam dentro de si o gesto mais essencial da medicina: o cuidado. Ela é filha de uma Psicóloga e de um Engenheiro; cresceu entre conversas profundas, disciplina e afeto. Irmã mais velha de gêmeos engenheiros, taurina de alma firme, e hoje, aos 43 anos, olha para sua história com a serenidade de quem caminhou por estradas difíceis e ainda assim escolheu, sempre, continuar. A maternidade, a perda, a persistência, o amor e a vocação moldaram a mulher que se tornaria não apenas Cirurgiã Plástica, mas um lugar seguro para outras mulheres, especialmente mães, reencontrarem a própria autoestima. A medicina não foi um caminho reto. Foram anos de dúvidas, tentativas, vestibulares, mudanças, saudades, trabalhos intensos e dívidas que ultrapassaram meio milhão de reais. Mas havia algo que nunca se dissolveu: o chamado. O chamado para cuidar. Na residência, percebeu que seu olhar não era apenas técnico: era sensível. A reconstrução, as queimaduras, a anatomia e a delicadeza do detalhe a guiavam para a Cirurgia Plástica. E o Centro Cirúrgico, com seus ruídos, cheiros e rituais, tornou-se sinônimo de Pertencimento. Sua especialização mais profunda, no entanto, não nasceu em um hospital. Nasceu em casa. Valentina e Lucca: a revolução silenciosa da maternidade Com a chegada de Valentina e, depois, de Lucca, tudo mudou. Corpo, ritmo, prioridades e identidade foram reorganizados. E foi justamente nesse espelho íntimo, o mesmo onde tantas mulheres também se veem, que ela encontrou seu propósito mais humano. Ao vivenciar suas próprias mudanças pós-gestação, começou a receber outras mães que buscavam não apenas um corpo renovado, mas uma identidade reencontrada. Assim nasceu sua especialidade mais marcante: o mommy makeover , um gesto cirúrgico que devolve às mulheres não apenas formas, mas energia, pertencimento e autoestima. Pamela Massuia and Ricardo Desde 2018, ela e Ricardo, Neurocirurgião, marido e companheiro há 22 anos, transformaram RP & Clinic em um espaço onde ciência, cuidado e humanidade caminham lado a lado. Eles se conheceram no primeiro ano da faculdade. Ele foi sua força emocional, sua estrutura, seu apoio silencioso. Ela sempre diz que teve muitos anjos no caminho. E houve um anjo maior: seu pai. O Alzheimer chegou cedo, aos 54 anos. Ela acompanhou tudo. Cuidou dele até o último dia, o dia em que ele faleceu em seus braços depois de ela pedir, com amor e dor, que ele descansasse. Essa despedida moldou profundamente sua forma de ver a vida, o corpo, a beleza. Ela não acredita em exageros. Não acredita em procedimentos que deformam identidades. Não acredita em modismos estéticos que sacrificam saúde. Seu estilo é quiet luxury : resultados elegantes, discretos, minimalistas e profundamente respeitosos ao corpo de cada mulher. Na consulta, dedica mais de uma hora a cada paciente. Risca cada contorno. Desenha futuros. Elas saem marcadas. E riem. E se reconhecem. No pós-operatório, ela está lá, literalmente. Na hora de fechar os olhos. E na hora de abri-los. Entrega seu número pessoal. Responde tudo. Com dois filhos, vida corrida, consultas e cirurgias. Mas responde. Porque, como ela diz: “Elas me escolheram.” Para ela, beleza não nasce do Bisturi. Nasce da soma de atitudes, energia e presença. Há pessoas lindas que não sustentam essa beleza na convivência. E há pessoas comuns que se tornam extraordinárias pela generosidade, pela leveza, pelo caráter. O futuro da estética, para ela, cabe em uma palavra: harmonia . O simples. O elegante. O que permanece. A moda sempre esteve presente. Consumista assumida (hoje, um pouco menos por causa dos filhos, conta entre risos), acredita que vestir-se é um espelho emocional e que saúde estética também passa pela forma como nos movemos no mundo. Essa matéria não é sobre cirurgia plástica. É sobre coragem. Sobre uma mulher que atravessou dívidas, perdas, maternidade, cansaço e escolhas difíceis. É sobre alguém que encontrou na Medicina não apenas uma carreira, mas um espaço de cura emocional para si e para outras mulheres. A história dela não é bonita porque é perfeita. É bonita porque é real. E agora, depois de conhecê-la pela "lente" da narrativa, é hora de ouvir sua própria voz aquela que aprofunda, complementa e revela ainda mais sua trajetória. 1. Quando você olha para sua trajetória, qual é a primeira memória que te conecta com a medicina? Houve um “clique” em que você percebeu que a Cirurgia Plástica era o seu lugar no mundo? Medicina não foi a minha primeira escolha. Veterinária e Jornalismo eram as profissões que vinham na minha cabeça. Quando eu era pequena, tive um cachorrinho que sofria de convulsões. Eu ajudava a cuidar dele nas crises. Ele ficou comigo até os 18 anos e se chamava Luck. Eu sempre tive esse sentimento de cura e cuidado dentro de mim, mas sabia que não seria de animais, porque eu tinha muita dó deles. Não me imaginava operando um cachorro (risos). A plástica veio bem depois. Medicina foi uma conquista um caminho nada fácil. Prestei vestibular por três anos. Quando pensei em faculdades particulares, prestei também em Portugal. Morei lá por três meses, e foi uma experiência incrível, porém triste. A saudade da família e me ver sozinha todos os dias me angustiava. Voltei. Prestei Odontologia na Fuvest e particulares, pensando em conseguir uma bolsa e passei. No dia do trote, minha mãe chegou com uma toalhinha bordada com um dente. Fiquei muito triste. Não era aquele o futuro que eu queria. De tarde, depois do banho ainda tirando a tinta do trote entrei no site da PUC-SP e, para minha surpresa: passei! Foi uma mistura de alegria e tristeza. Liguei na hora para o meu pai. Ele me disse: “O que você quer, gatinha? ”E eu respondi: “Medicina.” Ali, a vontade apareceu como nunca antes. E assim foi. Alguns meses de ônibus Cometa de São Paulo a Sorocaba, dias inteiros de aula. Um cansaço enorme logo no início. Depois de três meses, vi que seria impossível continuar morando em São Paulo. Eu teria que morar em Sorocaba: mais um gasto. Meu pai teve condições de pagar apenas a primeira parcela da faculdade. O restante eu fui tentando por bolsas. Me formei com dívida da PUC e do FIES mais de 500 mil reais, com juros. Na faculdade, eu pensava o tempo todo em Ginecologia. No quarto ano, decidi fazer estágio na área: não gostei. Não seria isso que eu faria para a vida toda. Decidi então pensar em Cirurgia Geral e, depois, quem sabe Vascular ou Plástica? A plástica, desde os queimados às reconstruções, passando pelas cirurgias estéticas, sempre me encantou. Viver naquele ambiente era o que eu queria. O cheiro do centro cirúrgico, aquela roupa, tudo me encantava. Não foi fácil. Foram seis anos de faculdade, dois de Cirurgia Geral, três de Plástica. Depois, já de volta a São Paulo, decidi fazer mais uma pós-graduação em Face, Rinoplastia e Cosmiatria avançada. Porém, hoje, minha maior atuação veio da minha transformação como mãe. Depois da Valentina, meu mundo mudou: Tenho dois filhos, Valentina, que vai fazer oito anos, e Lucca, que fez cinco. O corpo mudou. O propósito também. Comecei a atrair mulheres que também tinham passado por transformações corporais e buscavam uma nova versão de si mesmas após a maternidade. Foi aí que surgiram as cirurgias de mommy makeover, que são as que mais realizo hoje. 2. Existe alguma frase, princípio ou filosofia que define a sua visão de beleza? Beleza, para mim, só é completa junto das atitudes. Quantas pessoas são lindas, mas a soma do contexto não as torna tão bonitas assim, não é? Ao contrário, algumas pessoas são tão carismáticas, agradáveis, cheias de boa energia, que se tornam especiais e bonitas, sim. 3. Como você equilibra Técnica, Ciência e Sensibilidade Estética no centro de cada procedimento? O exagero nunca fez parte da minha formação. Nunca gostei dos resultados exagerados que via de alguns chefes. Elegância e beleza sempre se somam. O belo, no contexto minimalista e sem extravagância, é onde eu me encontro. E não é fácil trabalhar nessa linha, porque é tênue. Muitas vezes eu digo “não” para pacientes e sim, perco a cirurgia, mas sigo fiel ao que acredito. Porque sei que talvez aquilo vai causar problemas naquele corpo, vai exagerar. Gosto de cuidar e dar segurança como se eu fosse a paciente, ou alguém da minha família. A cultura da minha clínica é baseada em princípios de Respeito, cuidado, Empatia e Nobreza. Minhas pacientes vêm até mim por causa disso não apenas pela técnica cirúrgica. É como se fosse: “uma mãe cuidando de mim e me ajudando a voltar melhor para a minha família”. 4. Na sua opinião, qual é o maior mito sobre cirurgia plástica que ainda precisa ser desconstruído? Que a cirurgia plástica vai dar a você uma mudança corporal que você não construiu ao longo da sua vida. Se você não mudar hábitos, vai sim perder tudo o que ela trouxe. Nós, Cirurgiões, fazemos um belo contorno corporal, mas nem todo o sucesso vem do Centro Cirúrgico. Metade é minha, metade é da paciente. Disciplina e constância precisam estar presentes para que o resultado se perpetue. 5. Como você acredita que sua abordagem te diferencia de outros profissionais da área? Sou conhecida por realmente dar muita atenção e muitos retornos. Sempre gostei de cuidar, ouvir e entender todas as fases do pós-operatório. Eu me diferencio em vários aspectos, desde a primeira consulta: fico mais de uma hora com a paciente. Já desenho no corpo dela tudo o que vou realizar no centro cirúrgico elas já saem todas riscadas da consulta (risos). Elas adoram! Eu estou presente no pós-operatório imediato. Estou na hora de fechar os olhos e quando elas abrem os olhos novamente. No pós, elas têm meu celular pessoal. Sou eu quem responde. Não é minha enfermeira ou fisioterapeuta: sou eu, ajudando em todos os aspectos. Mesmo com dois filhos e uma vida corrida de mãe e mulher, estou lá por elas. Elas me escolheram. 6. Você consegue lembrar de um caso específico em que percebeu a transformação emocional de um paciente além da estética? Tenho tantas histórias de mudanças e renascimentos dessa “nova mulher” que daria uma novela! Tanto que vamos lançar um quadro nas redes sociais chamado “Depois dos filhos, antes de mim”, onde vou contar esses casos de mudanças de hábitos, comportamentos, tudo após a cirurgia plástica. 7. O que você considera uma cirurgia bem-sucedida? É o resultado físico, o brilho no olhar, a autoconfiança? Para mim, uma cirurgia bem-sucedida é aquela sem intercorrências graves, quando no pós-operatório a paciente fica bem, sem dor, e vai percebendo dia após dia sua mudança e sentindo-se extremamente feliz. 8. Ser mulher na Medicina, especialmente como Cirurgiã, ainda é um desafio? Como foi conquistar seu espaço em um ambiente historicamente masculino? Hoje, a mulher ganhou muita notoriedade na Cirurgia Plástica, especialmente a Cirurgiã brasileira. Acredito que somos profissionais capazes, detalhistas e que, pelo olhar de segurança e cuidado, muitas pacientes preferem operar com mulheres. Esse olhar feminino dos detalhes, que só outra mulher enxerga e entende, faz diferença. Até pela vergonha, como nas cirurgias íntimas: muitas pacientes ainda não se sentem confortáveis com homens. 9. Você tem um estilo visual muito marcante. Moda e medicina se encontram no seu dia a dia? Como sua imagem comunica seu posicionamento? Moda e plástica têm tudo a ver. O corpo é moldado junto ao estilo de cada mulher. As queixas das pacientes vêm justamente do desconforto com roupas, decotes, caimentos. No meu dia a dia, gosto de transmitir o feminino, mas com elegância e cortes retos. Busco ao mesmo tempo autoridade e respeito, mas sem perder a feminilidade de mulher, mãe e profissional. Acredito que nosso posicionamento visual estimula outras mulheres e atrai aquelas que se conectam de alguma forma comigo. 10. Se pudesse resumir o futuro da beleza em uma palavra, qual seria? Harmonia. O simples, sem exageros. O quiet luxury. Assim como na moda, o exagero perde espaço para o elegante para o harmonioso. Pamela Massuia and Family 11. Que mensagem você gostaria de deixar para mulheres que desejam transformar a própria história, seja na estética, na carreira ou na vida? Na vida, o arrependimento sempre vem do que não fizemos. O que fizemos e deu errado vira aprendizado. Eu encorajo minha filha todos os dias a ser verdadeira consigo mesma: com suas vontades, sem machucar ou passar por cima de ninguém. O que é dela virá com esforço e Deus no caminho. E eu estarei aqui, torcendo e orando para que ela faça boas escolhas. Você, mulher, deve pensar sempre assim: Não procrastine. Esteja em movimento. O universo sempre estará ao seu favor. Compre abaixo a edição física da revista:
- Kamila e Juliana : as fundadoras da Studio Kaju e a nova arquitetura autêntica e expressiva!
Créditos: Fotografia: Niépce estúdio/ Francine Moraes Edição: Gabriel Maioral Produção hair e make: Clayton Alvarenga Kamila veste: Uz.atelier Assessoria: @connectcast Kamila e Juliana são as fundadoras da empresa Studio Kaju e se conhecem desde a adolescência, nascidas na mesma cidade, Campo Mourão, no Paraná. Algum tempo depois de se formarem e seguirem carreira solo, mesmo com estilos e personalidade diferentes, o desejo comum de levar uma nova visão da arquitetura para o mercado brasileiro e se destacarem, levaram elas a unificar o escritório de arquitetura, interiores e design. O nome inusitado que lembra uma fruta nasceu da junção das iniciais das sócias KA e JU, um conceito criado e refletido na marca da empresa e nas suas coleções, através do Fun Design. Em todos os projetos a equipe Kaju busca trazer a unicidade, elementos que contem a história do cliente ou da marca, ou seja, elas desenvolveram estratégias de criação através do storytelling, fazendo desse o maior diferencial da empresa resultado em projetos e design que são verdadeiras obras de arte. Um dos primeiros projetos criados, já como empresa, foi um escritório de advocacia onde após refletir toda a identidade da empresa no projeto, ainda não satisfeitas, as arquitetas criaram um elemento único no pé da mesa que remete às iniciais dos donos tornando a peça elemento destaque do projeto. Além disso, as autoras desenvolveram uma cadeira que também foi inspirada na identidade da advocacia, dando origem ao primeiro mobiliário criado que foi a queridinha Lichia Chair. A partir da experiência dessa primeira criação, veio a concepção de muitos outros mobiliários e de adornos únicos, devido a dificuldade que tinham de encontrar o estilo de design conceito no mercado de decoração brasileiro. Nasce então a Kaju Design, especializada em mobiliários e itens de decoração assinados com a missão de levar aos seus usuários peças conceituais únicas, com personalidade e assinatura nacional, assim como o Caju e a Kaju, nativas brasileiras. Todas as inspirações vêm das novas tendências do mercado, designers internacionais e novidades de dentro e fora do país, proporcionando uma experiência completa para os clientes. A idéia é chamar atenção com o design autêntico para atrair o espectador, que ao usar o mobiliário, vivencia a experiência de um conforto absoluto, convidando a estar e ficar ali, características do movimento escapista. As duas empresas formam o Grupo Kaju, cobrindo hoje projetos arquitetônicos e interiores voltados para o segmento comercial conceitual e residenciais, completando com o design, ambas empresas resultados da regra básica Kaju, abusar da criatividade sem abrir mão da sofisticação. Não deixe de conhecer melhor as duas beldades que além de excelentes profissionais esbanjam beleza e talento! 1- Kamila e Juliana, vocês se conheceram na adolescência e hoje são as fundadoras da Studio Kaju, que vem com a proposta única de proporcionar uma arquitetura mais expressiva de autêntica! Qual é o segredo para esse grande sucesso? Nós, Kamila e Juliana, e nossa equipe formamos a família Kaju. Trabalhamos de forma livre, sempre buscando usar o nível máximo de dedicação e criatividade em cada projeto. Como mentes criativas, sabemos que existem fases de exaustão, dias de bloqueio, e com isso aprendemos a respeitar e aproveitar também o ócio criativo. Nos inspiramos e estudamos diariamente, mas usamos essa bagagem como ferramenta para criar o novo, inovar, jamais copiar. 2- vocês já desenvolveram diversos projetos grandiosos, e um deles chamou muita atenção por ser o projeto da Boca Rosa Beauty, qual é a sensação de ver o quão longe vocês chegaram juntas? Nós temos a plena certeza do quanto nossa sociedade deu certo porque uma completa a outra. A Ka é o ponto de equilíbrio da Ju e vice versa. A Ju preenche as falhas da Ka e vice versa. Pra nós, definitivamente foi o casamento perfeito para uma sociedade de sucesso. 3- Sabemos que muitas vezes uma sociedade pode ser algo muito mais complexo do que parece, digamos que é quase um “casamento” o fato de vocês se conhecerem desde a adolescência facilita a relação de vocês? Acreditamos que não, o segredo definitivamente está no respeito mútuo. Mesmo nos conhecendo já há muito tempo, respeitamos o limite uma da outra, nunca houve uma discussão ou qualquer mágoa. Além disso, a fidelidade e transparência uma com a outra também são fatores essenciais. Fazendo uma análise, qualquer relacionamento (seja ele profissional ou pessoal) precisa desses fundamentos para dar certo, não é mesmo?! 4- Gostaríamos de saber um pouco mais sobre as peculiaridades de cada uma, quem são a Kamila e a Juliana? vamos lá: Juliana falando de Kamila e Kamila falando de Juliana! Kamila: A Ka é idealizadora, aquela pessoa que fantasia de modo perfeito, de criatividade inigualável, sempre em busca do melhor, seja para o escritório como também para os projetos. Ela é exatamente aquela pessoa que está a todo momento um passo à frente de todos. Workaholic, dedicada, e ambiciosa, resumindo, o meu par perfeito. Juliana: a Jú é aquela profissional que todo escritório amaria ter. Ela é criativa, inteligente, sabe sobre tudo e quando não sabe, busca saber. Ela é a personalidade mais racional da empresa e ela quem toma decisões importantes à frente do nosso setor financeiro. Literalmente tem a dose perfeita entre o racional e o emocional, entre o técnico e o criativo. 5- E por último mas não menos importante: Qual é a voz de vocês: o que vocês gostariam de gritar para o mundo se tivessem a Oportunidade? Nós, Kamila e Juliana, proprietárias do Studio Kaju, queremos influenciar as pessoas a buscarem cada vez mais autenticidade em seus projetos para que assim realmente se identifiquem com eles. Que fujam da padronização, tenham sede por algo único e exclusivo que reflita uma arquitetura afetiva, conectada por memórias, histórias e transborde essência. Afinal, sabemos o quanto sentimentos bons influenciam o humor, o bem estar, a produtividade, a convivência. Então, transmitir isso através de nossas criações é transmitir para o outro e fazer pelo outro o que tem de melhor em nossa profissão. Bye, bye!
- Glaucia Borges: a brasileira que está revolucionando o conceito de design de interiores e decoração
Fotógrafo: @glauberbassi Designer: @glauciaborgesdesign Makeup: @carlaoppes_makeup_hair Assistant: @milenavitoriaff Design Gráfico @directorhooks Glaucia Borges, a baiana que deixou o Brasil para se aventurar na Itália cheia de sonhos! Muito jovem, mal sabia o que o futuro havia reservado para ela, sem pretensão decidiu se "jogar" pois sabia que seu potencial era inesgotável, e depois de muito esforço e estudo, pois graduou-se em Milão, foi então que em 2018 nasceu o Studio Borges! Glaucia trabalha de maneira única e extremamente profissional, com valores sólidos, a brasileira aposta não somente no conceito de uma "casa bonita" mas sim em um estilo de vida, desde a parte de iluminação, projetação, arquitetura, obras, à organização, até a Coca Cola na geladeira (brinca ela), pois sua empresa abrange diversos nichos, e seu foco é entregar o projeto completo e com a maior qualidade necessária para que o cliente tenha uma experiência única e inovadora! Esse é o seu diferencial! E seus projetos vão muito além da própria Europa em si, pois já houveram projetos grandes feitos em Miami , como o projeto especial feito para Blaise Matuidi , o famoso jogador de futebol, projetos de maior dimensão para outras celebridades feitos na França, Inglaterra, Brasil, dentre outros... E seu portfólio não para de crescer, tudo isso devido à sua disciplina, resiliência, competência e seu dom! A brasileira sempre foi muito grata a Deus por ter conquistado tudo que conquistou até agora, e ainda almeja desbravar um caminho longo de vitórias, também gerando emprego e nunca esquecendo de passar à frente toda a benção que à ela foram concedidas, e que ainda tem muito que nos mostrar! Tivemos a oportunidade de conhecer melhor essa mulher excepcional, que tem muito a nos ensinar! Vem conosco! 1- O que te levou a trabalhar com design de interiores? Ouve alguma inspiração ou alguém em especial que te motivou a seguir o ramo? "Sempre gostei de decorações. Há 15 anos atrás comecei produzindo e planejando grandes eventos (no qual comecei a trabalhar com projetado de identidade visual para o evento) ate que em 2017/18 uma ciente pediu para que eu decorasse o quarto da sua filha que estava para nascer ( pois segundo ela eu decorava muito bem) e ela me deu esse desafio em mãos e eu aceitei! Tirei de letra , então ela me pediu para fazer a produção da sua casa, e procurei súbito uma formação para me aperfeiçoar no técnico. Tenho uma imensa gratidão por esse começo." 2- Trabalhar com projetos dessa magnitude significa transformar um sonho em realidade! Quão gratificante é “vender um sonho” para você? "Eu sempre tive essa responsabilidade em mãos desde de quando comecei a produzir eventos. E nas minhas empresas o lema e: Fazer como se fosse a ultima oportunidade, ou seja dar sempre o melhor. Tudo o que faço , faço como se fosse para mim. Gosto de apreciar a beleza e a beleza está em detalhes. E o fato de poder cristalizar somos me encanta. Adoro transformar tudo com excelência." 3- E por que Milão? O que te levou a deixar o Brasil para empreender? Era seu plano desde o início? "Nasci na Bahia, na época Salvador para mim era uma província. Tinha grandes objetivos e naquele momento a minha cidade não poderia me proporcionar o que os meus olhos almejavam. Conhecia uma amiga que morava em Milão há alguns anos, certo dia ela e disse: Se você quiser vir passar uns meses em Milão para conhecer, venha depois você vê (sem planos e sem organização) na louca mesmo. Mas estava disposta a enfrentar o frio e a saudade para viver meus sonhos." 4- Quais nichos sua empresa abrange? "Quando o Studio Borges nasceu eu sempre visionei a necessidade do meu "futuro" cliente. Me sentei e comecei a ver todas as dificuldades que as pessoas aqui enfrentam desde de um projeto para uma casa que uma mudança de casa . E hoje nós temos : design e arquitetura; restruturação, personal Organizer, personal shopper, consultoria ( para quem não pode pagar um projeto) e logística para mudanças." 5- Sempre tem um projeto que ganha nosso coração, não apenas por nos identificarmos, mas por ser desafiador! Qual projeto até agora em sua carreia que você se sentiu mais desafiada? "Olha, se eu falasse 1 em particular estaria me sabotando. Mas com certeza foi o primeiro, não pelo tamanho do projeto mas pela essência. Foi tudo muito orgânico e envolvia um sonho muito importante para aquela cliente, que era a vinda da sua primeira bebe. Foi uma responsabilidade muito grande ( isso marcou muito em mim.) e em relação a desafiador , já fiz muitos que me desafiaram, principalmente pelo fato da lojista de ser em outros países. não era do um projeto técnico, mas a execução real de todas elas, cada país tem sua legislação, suas regras. Isso e extremamente desafiador e de grandíssima responsabilidade. E EU ADORO!" 6- Você com certeza é uma vencedora! E inspira muitas pessoas pela trajetória até aqui! E para o futuro, o que te aguarda? "Tenho consciência de que em poucos anos fiz muito. Mas considero tudo em primeiro lugar um dom que Deus me deu. Não crio ansiedade para o futuro porem as expectativas (que são grandes) algumas ja estão acontecendo, e gosto de falar quando acontece." 7- E por último mas não menos importante, qual é a sua voz? O que você gostaria de gritar para o mundo se tivesse oportunidade? "Do ponto de vista humano, hoje com as redes sociais as pessoas estão ficando doentes em ver a " vida perfeita " online. Não é verdade todos nós temos todos os dias desafios, e o que eu digo e: VAMOS FOCAR MAIS NOS NOSSOS PLANEJAMENTOS E MENOS no sucesso do PRÓXIMO! Todos nós temos um lugarzinho especial nesse mundo. Tudo vai depender da nossa disciplina e coragem." "Os valores da minha marca são estes: Excelência, solução, referência, experiência e relacionamento."
- O Legado da Naturalidade: Dr. Leandro Rago e o Reconhecimento Internacional do MÉTODO LEANDRO RAGO
'BRASIL' EDITION COVER - NOVEMBER 2025 ISSUE Photos Disclosure By Press Em um universo onde a busca pela beleza padronizada frequentemente esbarra no excesso, um nome brasileiro tem se destacado por trilhar um caminho diferente: o Dr. Leandro Rago. Em uma recente e significativa premiação internacional, o Método Leandro Rago foi agraciado, selando o reconhecimento de uma filosofia que, em vez de moldar, busca realçar a beleza inata. Longe dos consultórios que parecem linhas de montagem, Leandro Rago construiu sua reputação com uma abordagem que é, ao mesmo tempo científica e profundamente humana. A jornada do Dr. Leandro Rago começou com um questionamento fundamental: por que a harmonização orofacial, um campo tão promissor, resultava com frequência em rostos padronizados e com aparência artificial?A resposta, segundo ele, estava na falta de personalização. " Meu objetivo sempre foi provar que é possível entregar resultados com naturalidade, respeitando a individualidade de cada rosto ", afirma. Foi a partir dessa insatisfação que ele começou, em 2009 , a desenvolver uma metodologia própria e autoral, fugindo das "fórmulas prontas" e dos exageros que, em sua visão, banalizavam a prática. O Método Leandro Rago é a concretização dessa filosofia. Ele se baseia em uma avaliação minuciosa da anatomia e das proporções faciais de cada paciente, utilizando técnicas avançadas e produtos de altíssima qualidade para promover um equilíbrio sutil e elegante. A premissa é simples, mas poderosa: o melhor resultado é aquele que as pessoas notam o rejuvenescimento e a melhora da aparência, mas não conseguem identificar o que foi feito. Em Estocolmo, na noite do dia 13 de junho deste ano, em que seu nome foi anunciado como vencedor do melhor caso clínico do ano do BTS Stockholm Award 2025, Leandro Rago não pensou apenas no troféu que segurava. Ele pensou nos rostos que passaram por suas mãos, nas histórias que ouviu em seus atendimentos e no desejo, lá no início da carreira, de provar que a harmonização orofacial poderia ser feita de outra maneira. " Sempre acreditei que a naturalidade é o único caminho da estética . Este prêmio confirma que valeu a pena seguir acreditando e que o mundo hoje se move em direção àquilo que sempre defendi” , afirma. Da Inquietação ao Método A trajetória do Dr. Leandro, com a sua máxima premissa “ NATURAL, MAS SIGNIFICATIVO!” não segue a lógica comum dos protocolos prontos. Ele sempre demonstrou incômodo com resultados artificiais e padrões impostos pela indústria estética. Essa inquietação o levou a desenvolver o MÉTODO LEANDRO RAGO — uma filosofia de trabalho que rejeita fórmulas pré-estabelecidas e valoriza a singularidade de cada rosto. O método nasce de uma tríade: escuta atenta, robusta fundamentação teórica e associação de técnicas ultra customizadas. Antes de qualquer procedimento, há um tempo dedicado a entender quem é o paciente, quais são suas dores, desejos e expectativas, bem como o mesmo se enxerga. Em seguida, vem a análise detalhada, que leva em consideração não apenas a harmonia facial, mas também, inegociavelmente, a preservação da identidade e fisionomia individual. “Não existe um molde universal de beleza. Existe o equilíbrio de cada indivíduo” , reforça o Dr. Rago. O Reconhecimento Internacional Ao receber a premiação internacional, o cirurgião celebrou não apenas uma conquista pessoal, mas a consolidação de um movimento que vem crescendo no Brasil e fora dele: o da estética ética e consciente. Seu pioneirismo na defesa da naturalidade foi reconhecido e valorizado, mostrando que sua visão sempre esteve à frente das tendências. Para ele, o reconhecimento é também coletivo. “Esse prêmio não é só meu. É de cada paciente que confiou em mim, de cada colega que se inspira nesse caminho e, principalmente, da minha família, que sempre esteve ao meu lado” , declara. O impacto foi imediato. Nas redes profissionais, seu nome circulou como referência de naturalidade em harmonização. Entre colegas, o método virou ponto de discussão e inspiração. “É a prova de que é possível unir técnica e humanidade sem perder de vista o propósito” , comenta um colega que acompanhou sua trajetória de perto. Impacto Além do Espelho O MÉTODO LEANDRO RAGO vai além da estética facial. Para muitos pacientes, significa recuperar a autoestima, a confiança e até mesmo a coragem de se reconhecer novamente no espelho. Não se trata apenas de preencher ou corrigir, mas de devolver expressões mais leves e preservar a individualidade de cada um Relatos comuns em consultório incluem pessoas que evitavam fotos, eventos sociais ou até momentos em família por insegurança. Após o tratamento, a mudança vai além do contorno facial: afeta a maneira como se relacionam com o mundo. “Quando um paciente me diz que voltou a sorrir em fotos, é a maior confirmação de que estou no caminho certo” , compartilha Rago. Inspiração para Profissionais Se para pacientes o método representa transformação pessoal, para profissionais ele aponta um novo horizonte. Cada vez mais colegas de profissão buscam se aprofundar na filosofia criada por Leandro. Sua defesa da naturalidade se tornou um contraponto às práticas padronizadas que dominam congressos e redes sociais. O reconhecimento internacional reforça essa influência. Muitos veem no prêmio não apenas a consagração de um profissional, mas a legitimação de uma abordagem que privilegia ciência, técnica e propósito. O Futuro da Harmonização O reconhecimento global e a adesão crescente ao MÉTODO LEANDRO RAGO sinalizam uma mudança na cultura da harmonização facial: Sutileza, elegância e individualidade tornam-se as novas métricas do sucesso. Nesse cenário, o Dr. Leandro Rago figura não apenas como referência, mas como agente de transformação, levando o Brasil ao topo do debate mundial sobre beleza, saúde e naturalidade. “O céu é o limite — para quem acredita em limites. Não é o nosso caso!” , afirma, com a convicção de quem enxerga longe. Mais do que consolidar um nome, sua missão é consolidar uma filosofia: a de que a verdadeira estética não é a que transforma um rosto em outra pessoa, mas a que permite que cada indivíduo se reconheça, autêntico e confiante, diante do espelho.












