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  • Menos filtros, mais verdade: a mudança de estratégia que aproximou Lucas o Faxineiro do público

    Criador de conteúdo brasileiro radicado nos Estados Unidos afirma que deixou de buscar vídeos perfeitos para apostar em uma comunicação mais espontânea e conectada com a realidade dos seguidores. Photos by: Sue cervelin Em um cenário em que as redes sociais foram, durante anos, dominadas por produções impecáveis, fotos cuidadosamente editadas e uma busca constante pela perfeição, um movimento na direção oposta vem ganhando força. O Sprout Social Index 2025, um dos principais estudos sobre comportamento digital, aponta que a autenticidade está entre os fatores que mais influenciam a conexão entre criadores e audiência, enquanto conteúdos originais e espontâneos têm gerado mais identificação do que publicações excessivamente produzidas. Quem percebeu essa mudança na prática foi Lucas Galhano, conhecido nas redes sociais como Lucas o Faxineiro. Depois de conquistar milhões de seguidores compartilhando sua rotina de trabalho e de vida nos Estados Unidos, ele decidiu mudar a forma como produz conteúdo. Hoje, a prioridade deixou de ser a estética perfeita para dar espaço a registros mais naturais do cotidiano. “Essa era da vida perfeita, da foto perfeita e das peles editadas não convence mais. Quem vive uma vida real sabe que isso é mentira. O que conecta hoje são pessoas normais vivendo vidas reais”, afirma. Segundo Lucas, a mudança também trouxe mais leveza para sua rotina como criador de conteúdo. A preocupação com iluminação, edição e vídeos altamente produzidos foi substituída por uma linguagem mais próxima da realidade. “Hoje eu não ligo mais para conteúdo muito editado, iluminação perfeita e coisas desse tipo. Estou focando mais na pegada de vlog e em mostrar o cotidiano como ele realmente é, porque acredito que isso gera muito mais conexão com meus seguidores. Por conta disso, não sinto mais aquela pressão de precisar postar algo novo todos os dias sem perder minha essência.” A transformação também aconteceu na forma como ele administra a exposição da própria vida. Se antes compartilhava praticamente todos os detalhes do negócio e da rotina, hoje faz escolhas mais estratégicas sobre aquilo que decide tornar público. “Antigamente eu mostrava tudo: meu negócio, faturamento, clientes. Depois percebi que isso não me fazia tão bem. Hoje procuro ser verdadeiro, mas compartilhar aquilo que realmente agrega para quem me segue e também o que faz sentido para mim. Viagens, por exemplo, muitas vezes eu posto quando já estou voltando.” Lucas acredita que essa evolução fez com que o público passasse a conhecer a pessoa por trás dos vídeos. No início da carreira, a audiência enxergava apenas o profissional que mostrava faxinas e transformações de ambientes. Com o tempo, ele passou a dividir também momentos com a esposa, a filha e outros aspectos da vida pessoal. “No começo eu meio que me tornei um personagem sem perceber. As pessoas só viam as faxinas e os vídeos de antes e depois. Ninguém conhecia minha esposa, minha filha ou minha rotina. Existiam muitas especulações. Quando comecei a mostrar mais da minha vida, tudo ficou mais real. Hoje as pessoas conhecem o Lucas marido, pai, empresário, humorista, influenciador e também faxineiro.” Para ele, a influência nas redes sociais vai além do entretenimento. Lucas afirma que procura mostrar aos brasileiros que é possível construir novas oportunidades no exterior sem abrir mão da própria identidade. “Quero mostrar que o brasileiro pode conquistar seu espaço em qualquer lugar do mundo com verdade, respeito e responsabilidade. Também faço questão de mostrar que profissões como a faxina, muitas vezes pouco valorizadas no Brasil, podem representar um grande negócio em países como os Estados Unidos. O brasileiro pode aprender um novo idioma, se reinventar, construir uma nova história e, acima de tudo, nunca perder a essência.” Ao trocar a busca pela perfeição por uma comunicação mais espontânea, Lucas acredita ter encontrado uma forma ainda mais eficiente de se conectar com quem o acompanha. Em um ambiente digital cada vez mais competitivo, ele defende que autenticidade deixou de ser apenas uma característica desejável para se tornar um dos principais diferenciais de quem pretende construir uma comunidade fiel nas redes sociais.

  • Wedding Guest Fatigue ou desaparecimento da comunidade

    Photo Disclosure Pinterest Recentemente, recebi de uma noiva um artigo cujo título era "Wedding Guest Fatigue", ou "O Esgotamento do Convidado de Casamento" (tradução livre). O texto discute experiências comuns em casamentos recentes, que envolvem gastos elevados, participação em múltiplos eventos e diversas exigências ao longo da celebração. Entre elas, estão dress code black tie com delimitação de cores, viagens para outro país — ou até outro continente —, compra de presentes, participação em despedidas de solteiro, welcome parties com dress code, jantares de noivado e muito mais. Sem falar nos casais que esperam presentes específicos ou um alto investimento de convidados com famílias numerosas, que nem sempre têm condições financeiras para arcar com todos esses custos. Gerações anteriores costumavam realizar, no máximo, uma despedida de solteiro(a), o casamento ou um chá de panela. Além disso, a maior parte da organização ficava exclusivamente a cargo do casal e de alguns familiares dispostos a ajudar. É compreensível que muitas pessoas comecem a se sentir ansiosas diante da quantidade de compromissos e despesas envolvendo um casamento. Mas gostaria de lançar luz sobre outro aspecto dessa discussão. Vocês têm percebido que, principalmente após a pandemia, o senso de comunidade parece estar desaparecendo? E, junto com ele, os bons modos e a etiqueta nas relações interpessoais? Quando eu era criança, por exemplo, era impensável visitar a casa de alguém pela primeira vez de mãos vazias ou comparecer a um aniversário ou casamento sem levar um presente para o anfitrião. Quantas vezes amigos da minha família se ofereceram para dar aquela típica carona ao aeroporto. Será mesmo que o "esgotamento" do convidado deve ser atribuído exclusivamente aos casais? Ou também a essa nova forma, cada vez mais desapegada, de viver as relações? Não estou falando dos noivos que exigem presentes caros, trajes black tie e ainda esperam que convidados participem da arrecadação da gravata ou do sapato, mesmo quando claramente não têm condições para isso. Esses excessos existem e merecem ser discutidos. Mas levantar esse tema também nos coloca diante de uma reflexão importante sobre a forma como temos cuidado das nossas amizades e relações mais próximas. Qual foi a última vez que você se "incomodou" para ajudar alguém do seu círculo? Ofereceu uma carona? Reservou um espaço na agenda para ouvir um desabafo? Compareceu a um compromisso importante mesmo sem muita vontade? Esses pequenos "sacrifícios" fazem parte da vida em comunidade. Às vezes, é mais importante estar presente no aniversário da filha de uma amiga do que permanecer em casa descansando depois de um dia cansativo de trabalho, principalmente se você já havia confirmado presença. Será que, vinte anos atrás, quando já existiam despedidas de solteiro, casamentos, chás de bebê e chás de panela, haveria tantas reclamações por participar de uma celebração tão significativa na vida de alguém próximo? E será que, da mesma forma, os casais seriam tão desconsiderados com a realidade financeira de seus convidados a ponto de exigir investimentos incompatíveis com suas possibilidades? Deixo essa reflexão com vocês, mas faço um pedido: não permitam que um dos maiores patrimônios da América Latina desapareça. Estejam presentes. Acolham. Recebam. Permitam-se ser celebrados e acompanhados. Compartilhem a vida com os outros. Porque, no fim, uma alma humana não é nada sem o atravessamento de outra alma humana.

  • Além de Dubrovnik: Karen Lopes revela seis lugares surpreendentes para conhecer na Croácia

    Photo Dislosure Press Apaixonada por viagens e por descobrir destinos que fogem do roteiro tradicional, a influenciadora Karen Lopes acredita que a verdadeira essência da Croácia está muito além dos cartões-postais mais famosos. Entre vilarejos de pedra, praias de águas cristalinas e paisagens que parecem intocadas pelo tempo, ela reuniu seis lugares que merecem entrar no radar de quem busca uma experiência autêntica pelo país europeu. 1.⁠ ⁠Rovinj: o charme do Adriático em ritmo desacelerado Com ruas estreitas de paralelepípedos, fachadas coloridas e um pôr do sol digno de pintura, Rovinj, na península da Ístria, é um daqueles destinos que conquistam sem esforço. “É o tipo de lugar para caminhar sem pressa, descobrir galerias de arte e terminar o dia em um restaurante à beira-mar”, recomenda Karen. Photo Dislosure Press 2.⁠ ⁠Ilha de Vis: a Croácia mais preservada Durante décadas fechada para visitantes por motivos militares, Vis permaneceu praticamente intacta. Hoje, é um refúgio para quem procura praias paradisíacas, mar azul-turquesa e uma atmosfera tranquila, distante do turismo em massa. 3.⁠ ⁠Motovun: uma vila medieval cercada por vinhedos No alto de uma colina, Motovun impressiona pela arquitetura medieval e pela vista panorâmica da região da Ístria. Conhecida também pela produção de trufas e vinhos, a cidade combina gastronomia, cultura e paisagens em um único destino. Photo Dislosure Press 4.⁠ ⁠Parque Nacional de Mljet: natureza em estado puro Menos conhecido que os famosos Lagos de Plitvice, o Parque Nacional de Mljet encanta por seus lagos de água salgada, trilhas cercadas por vegetação preservada e um antigo mosteiro localizado em uma pequena ilha. “É um lugar que transmite paz desde o primeiro instante”, destaca a influenciadora. 5.⁠ ⁠Primošten: uma joia entre o mar e as vinhas Com um centro histórico cercado por muralhas e praias de águas cristalinas, Primošten reúne tradição e beleza natural em perfeita harmonia. O cenário ganha ainda mais charme com os vinhedos que desenham a paisagem ao redor da cidade. 6.⁠ ⁠Rastoke: o vilarejo das cachoeiras Antes de chegar aos famosos parques nacionais, vale fazer uma parada em Rastoke. Conhecida por suas casas históricas construídas sobre rios e pequenas cascatas, a vila oferece um cenário quase cinematográfico, onde natureza e arquitetura convivem em perfeita sintonia. Photo Dislosure Press Para Karen Lopes, viajar é também descobrir lugares capazes de surpreender. “A Croácia tem muito mais do que seus destinos famosos. São cidades pequenas, ilhas preservadas e paisagens que fazem você desacelerar e viver cada momento. São justamente esses lugares menos conhecidos que acabam se tornando as melhores lembranças da viagem”, afirma.

  • Casais homoafetivos ampliam procura por programas de gestação por substituição no exterior

    Avanços na reprodução assistida e maior segurança jurídica em alguns países ampliam as possibilidades de exercício da parentalidade Photo Disclosure A gestação por substituição tem sido uma alternativa cada vez mais procurada por casais homoafetivos masculinos que desejam exercer a parentalidade e ter um filho com vínculo genético com um dos pais. Segundo a Tammuz Family, empresa especializada no acompanhamento internacional desses programas, houve um crescimento na procura por esse tipo de atendimento. O movimento está relacionado aos avanços das técnicas de reprodução assistida, à existência de países com regras específicas para a realização desses programas e ao reconhecimento da diversidade das formações familiares. “Temos percebido um crescimento na procura por programas de gestação por substituição entre casais homoafetivos. Cada vez mais famílias encontram nesses programas uma possibilidade concreta de realizar o projeto da parentalidade”, afirma Ana Paula Del Padre, representante da Tammuz Family no Brasil. Como as regras sobre gestação por substituição variam de acordo com cada país, a primeira etapa do processo é a escolha do local onde o programa será realizado. Nessa decisão, são considerados aspectos médicos, jurídicos e administrativos. Em seguida, são selecionadas a doadora de óvulos e a gestante, que passam por avaliações médicas, psicológicas e jurídicas. Depois, é realizada a fertilização in vitro. Durante a gestação, a família recebe acompanhamento especializado e, após o nascimento, são iniciados os procedimentos necessários para o reconhecimento da filiação e a emissão dos documentos da criança. “O processo exige acompanhamento desde as primeiras etapas. Após a escolha do país, são definidas a doadora de óvulos e a gestante. Depois da fertilização e da gestação, são realizados os procedimentos legais para reconhecer a filiação e permitir que a família retorne ao Brasil com segurança”, explica Ana Paula. Ana Paula Del Padre, representative of Tammuz Family no Brasi Participação desde o planejamento familiar A possibilidade de acompanhar o processo desde o planejamento da gestação permite que os futuros pais participem de diferentes etapas da construção familiar. Com o desenvolvimento da reprodução assistida e a regulamentação desses programas em alguns países, casais homoafetivos masculinos passaram a contar com novas possibilidades para exercer a parentalidade. “Hoje, esses casais podem participar da experiência da parentalidade desde o planejamento da gestação. Essa possibilidade amplia as formas de constituição familiar e reconhece o desejo legítimo de construir uma família”, destaca Ana Paula Del Padre. Segundo a representante da Tammuz Family, o processo também contribui para ampliar a compreensão sobre as diferentes formas de exercer a parentalidade. “Uma família é construída por meio do vínculo, do cuidado, da responsabilidade e do compromisso com a criação de uma criança. A participação em todas as etapas do processo torna essa experiência ainda mais significativa para os futuros pais”, acrescenta. Acompanhamento jurídico traz mais segurança ao processo Para famílias brasileiras que realizam a gestação por substituição no exterior, o acompanhamento jurídico é importante para que todas as etapas ocorram de forma organizada e segura. Como cada país possui regras próprias, a orientação especializada começa ainda no planejamento, ajudando a família a compreender os procedimentos necessários e a preparar a documentação relacionada à filiação e ao nascimento da criança. “O acompanhamento jurídico permite que a família conheça previamente cada etapa do processo e tenha mais tranquilidade durante toda a jornada. Nosso trabalho é orientar os futuros pais e garantir que os procedimentos estejam alinhados às regras do país escolhido e às exigências brasileiras”, explica Larissa Mocelin Vaz, representante da área jurídica da Tammuz Family. Após o nascimento, a família recebe orientação para a emissão dos documentos da criança, o reconhecimento da filiação e o retorno ao Brasil. “Quando o processo é planejado desde o início, os futuros pais podem viver esse momento com mais segurança e concentrar suas atenções na chegada da criança e na construção da nova rotina familiar”, acrescenta Larissa. Com a ampliação do acesso às técnicas de reprodução assistida e a existência de programas estruturados em países que regulamentam a gestação por substituição, casais homoafetivos encontram novas possibilidades para concretizar o projeto de parentalidade. O crescimento dessa procura também reflete o reconhecimento de que as famílias podem ser constituídas de diferentes formas, sempre fundamentadas no cuidado, na responsabilidade e no compromisso com o bem-estar da criança.

  • Após estreia no Festival de Cannes e prêmio em Paris, Michelle Sodario volta às origens e realiza ensaio nos Lençóis Maranhenses

    Depois de viver um momento marcante em sua trajetória internacional, com a estreia no tapete vermelho do Festival de Cinema de Cannes e uma premiação em Paris, Michelle Sodario aproveitou uma pausa na agenda para retornar às suas origens. Natural do Maranhão e atualmente morando na Arábia Saudita, a influenciadora e empresária escolheu o estado onde nasceu para passar alguns dias de férias. Photo by Cássio Henrique Mesmo durante o período de descanso, Michelle conciliou momentos de lazer com compromissos profissionais e protagonizou um ensaio fotográfico nos Lençóis Maranhenses. As imagens, tendo como cenário um dos principais cartões-postais do Brasil, reforçam a conexão da criadora de conteúdo com sua terra natal, em contraste com a carreira internacional que vem construindo nos últimos anos. Photo by Cássio Henrique O retorno ao Maranhão acontece após uma sequência de conquistas importantes, que incluem sua estreia no red carpet do Festival de Cinema de Cannes e o reconhecimento em uma premiação realizada em Paris, consolidando sua presença em eventos de destaque no cenário internacional. Photo by Cássio Henrique Photo by Cássio Henrique Photo by Cássio Henrique

  • DLK apresenta Intimate, coleção de underwear que alia conforto, funcionalidade e versatilidade

    A nova coleção de moda íntima da marca foi criada para acompanhar todos os momentos da rotina Photo Disclosure DLK O conforto ganhou um papel definitivo na forma de vestir. Hoje, ele acompanha a mulher em todas as versões do dia: no trabalho, no treino, nos momentos de descanso e em tudo o que existe entre eles. É desse novo comportamento que nasce Intimate, uma coleção desenvolvida para oferecer bem-estar sem abrir mão do estilo. A coleção reúne peças essenciais, tecnológicas, funcionais e de design minimalista, pensadas para proporcionar liberdade de movimento e conforto prolongado. As modelagens vestem o corpo com leveza, seja como primeira camada ou como parte da composição do look. Afinal, algumas peças ficam escondidas. Outras fazem parte da produção. A Intimate foi criada para ser as duas coisas. A coleção chega com quatro modelagens para diferentes necessidades da rotina: sutiã triângulo sem bojo, calcinha fio duplo, calcinha boyshort e camiseta segunda pele. Photo Disclosure DLK Com acabamento discreto e caimento confortável, a proposta é oferecer praticidade para o uso diário, seja como primeira camada ou integrada à produção. Modelagens limpas, acabamento minimalista e caimento confortável fazem da coleção uma base versátil para diferentes ocasiões, acompanhando a mulher do primeiro compromisso ao fim do dia. Confeccionadas em poliamida, as peças têm toque macio, excelente elasticidade, secagem rápida e alta respirabilidade, características que garantem conforto durante o uso e acompanham a rotina sem limitar os movimentos. A cartela de cores aposta em três tons clássicos — preto, branco e chocolate —, escolhidos para facilitar combinações e atender a diferentes estilos. Atemporais, eles reforçam a proposta minimalista da coleção e se adaptam facilmente às mais diversas produções. Versatilidade nos detalhes A Intimate foi desenvolvida para ultrapassar os limites da moda íntima. O sutiã pode aparecer sob camisas, sobreposições e produções casuais. A camiseta segunda pele funciona como peça-chave para looks minimalistas, dias mais amenos e também como primeira camada durante os treinos. Já as calcinhas unem conforto e funcionalidade para acompanhar qualquer rotina. Photo Disclosure DLK Todas as peças foram criadas para transitar naturalmente entre diferentes momentos do dia, respeitando o movimento do corpo e o estilo de vida de quem as veste. Conforto também representa estilo A Intimate nasce de uma mudança no comportamento feminino. Hoje, vestir-se bem também significa sentir-se confortável. A coleção traduz essa nova forma de viver por meio de peças essenciais, funcionais e sofisticadas, desenvolvidas para acompanhar as diferentes versões da mesma mulher ao longo do dia. Com a Intimate, a DLK amplia seu portfólio e reforça o compromisso da marca com qualidade, conforto, funcionalidade e liberdade de movimento.

  • Mudança nas regras do seguro de saúde pode aumentar custos para milhares de brasileiros que vivem nos Estados Unidos

    Alterações previstas para 2027 podem restringir o acesso ao benefício que reduz o valor dos planos de saúde para parte dos imigrantes e exigem planejamento antecipado Photo Disclosure Press Brasileiros que vivem legalmente nos Estados Unidos podem precisar rever o planejamento financeiro a partir de 2027. Mudanças previstas nas regras do Marketplace, o mercado oficial de planos de saúde do país, devem alterar os critérios de acesso ao Premium Tax Credit, benefício federal que reduz o valor pago mensalmente pelo seguro de saúde. Dependendo da situação migratória de cada pessoa, a mudança poderá representar um aumento significativo no custo da cobertura. Para Edimara Dal Pozzo, especialista em seguros de saúde para brasileiros nos Estados Unidos, o principal desafio neste momento é a falta de informação. Segundo ela, muitas famílias sequer sabem que as novas regras podem impactar diretamente o orçamento. “Muitas pessoas ainda não perceberam que essa mudança pode alterar significativamente o valor que pagam pelo seguro de saúde. Dependendo da idade, da renda, do estado onde vivem e da composição familiar, o impacto pode representar centenas ou até milhares de dólares por mês. O primeiro passo é entender se a família realmente será afetada e quais alternativas estarão disponíveis.” Entre os grupos que podem sofrer impacto estão pessoas com visto de trabalho, visto de estudante e algumas categorias de proteção humanitária que atualmente utilizam o Marketplace com auxílio financeiro para reduzir o custo da mensalidade. Segundo a especialista, embora a mudança seja federal, os efeitos não serão iguais para todos. “Cada situação deverá ser analisada individualmente. Duas pessoas podem morar na mesma cidade e ter rendas parecidas, mas receber resultados completamente diferentes por causa do status migratório. Por isso, não existe uma resposta única para todos os brasileiros.” Photo Disclosure Press A recomendação é que a análise não seja deixada para o período de renovação dos planos. “Minha principal orientação é não esperar até o último momento. É importante revisar o status migratório, verificar se as informações cadastradas no Marketplace estão corretas e conversar com um agente certificado para entender como essa mudança poderá afetar especificamente a sua família.” Além da revisão da documentação, Edimara orienta que os brasileiros façam um planejamento financeiro para um possível aumento nas mensalidades e avaliem todas as alternativas de cobertura disponíveis antes da entrada em vigor das novas regras. “O planejamento permite comparar diferentes opções, entender os custos envolvidos e tomar decisões com mais tranquilidade. Muitas vezes, o plano com a menor mensalidade não é o mais adequado para aquela família. É preciso analisar cobertura, deductible, coparticipação, rede credenciada e o limite máximo de gastos antes de decidir.” Nos Estados Unidos, onde não existe um sistema público universal de saúde, despesas médicas podem atingir valores elevados. Uma internação, uma cirurgia ou um tratamento de alta complexidade podem gerar contas de dezenas ou até centenas de milhares de dólares, tornando o seguro de saúde uma importante ferramenta de proteção financeira. “O planejamento antecipado será essencial para evitar uma surpresa financeira em 2027. Quem entender as mudanças com antecedência terá mais tempo para avaliar alternativas e proteger a saúde e o patrimônio da família.”

  • Conhecida pela moda, Leticia Bradshaw Ledger também atua como CEO

    Mais conhecida por sua atuação na moda, a empresária mantém uma carreira discreta na liderança da DB Creative, empresa de marketing, tecnologia e inteligência artificial. Photo Disclosure Press Conhecida do público pela trajetória na moda, Leticia Bradshaw Ledger também desenvolve uma atuação voltada ao universo empresarial. Informações disponíveis em seus perfis profissionais mostram que ela ocupa o cargo de CEO e sócia da DB Creative, empresa especializada em marketing, tecnologia e inteligência artificial. Embora sua imagem esteja mais associada ao mercado fashion e ao lifestyle, a empresária participa da condução estratégica da companhia, acompanhando áreas como planejamento, operações, governança corporativa e desenvolvimento organizacional. No último ano, a empresa passou por um processo de reestruturação que marcou uma nova fase de expansão. Como resultado desse movimento, a operação registrou crescimento superior a 115% no primeiro ano após a reorganização. Photo Disclosure Press Outro aspecto que chama atenção é que a DB Creative integra o grupo de Meta Business Partners, reconhecimento concedido pela Meta a empresas com elevado nível de especialização em suas soluções e plataformas. Parte da experiência de Leticia na gestão empresarial foi construída a partir da atuação com posicionamento de marcas, e comunicação. Esse repertório passou a fazer parte de seu trabalho à frente da companhia. Discreta em relação à atuação empresarial, Leticia Bradshaw Ledger mantém esse lado da carreira distante dos holofotes. Enquanto sua imagem pública segue associada principalmente à moda e à comunicação digital, sua atuação como CEO revela uma faceta profissional menos conhecida, desenvolvida paralelamente ao universo fashion.

  • As suas madrinhas podem virar as suas piores inimigas

    Photo Disclosure Pinterest Para a surpresa de tantas mulheres, as suas melhores amigas podem te dar as maiores dores de cabeça do seu casamento. Diariamente escuto desabafos tristes de Noivas que esperavam apoio, suporte e amor das pessoas que escolheram para compor o seu círculo mais próximo de acompanhantes no Casamento, apenas para se frustrarem. Desde insatisfação com a cor escolhida para o vestido, inveja, mágoa por não convidar o seu parceiro (com quem está namorando há um mês) como padrinho, ausência física e emocional em momentos de preparação para compromissos de Noiva como chá de lingerie, despedida de solteira ou uma simples conversa sobre atualizações do dia... Já ouvi de tudo. O que mais dói, é a decepção de receber um tratamento hostil de quem menos se espera. Ninguém imagina que a sua amiga de infância vai te ignorar assim que você ficou noiva, ou que a sua grande amiga da faculdade vai trazer reclamações sem sentido sobre as suas funções do dia. Entendam que o assunto aqui, não são Noivas que exigem demais de suas madrinhas, como grandes viagens de despedida de solteira ou presentes extravagantes “só” por ocuparem um lugar no cortejo, esses são casos para outra matéria. Estamos falando de mulheres coerentes com as realidades de seus padrinhos, que sonhavam com se rodear de pessoas importantes na sua história para comemorarem juntas e marcarem presença nas etapas do noivado e casamento, seja com palavras de afeto, ajuda ou um ombro amigo nos momentos estressantes da comemoração. Uma das minhas Noivas trouxe como conselho algo que ela se arrepende sobre a sua experiência: convide apenas pessoas que estão alinhadas com o real significado do Casamento. É uma pessoa que ouviria sem julgamento uma discussão que você teve com seu parceiro ou parceira, ou pioraria a situação? É alguém com quem você compartilha valores sobre a vida e relacionamentos? É alguém com quem você pode contar em momentos difíceis? É alguém que você admira como exemplo de parceria? Se as respostas forem “sim”, você está em um bom caminho. Ela complementa o conselho com “convide o mais próximo do casamento”. Se você tem um noivado longo, de mais de um ano, muitas situações podem acontecer até o grande dia, e você terá tempo suficiente para analisar o caráter e tratamento das amigas que está considerando convidar. Infelizmente, nem sempre quem amamos, nos ama com a mesma reciprocidade e dedicação. Por outro lado, se prepare para ser muito acolhida e apoiada por pessoas que você nem esperava, e se aproximar de convidados que você nem imaginava serem tão maravilhosos e, talvez em um futuro próximo, se torne seu novo círculo de melhores amigos.

  • Além do diagnóstico: como a Dra. And Yara defende uma medicina que antecipa o futuro da saúde

    'HEALTH' EDITION COVER - JULY 2026 ISSUE Photo: @demmacedo / Beauty: @dariobion / Video: @olivervideomaker_ / Styling: @eduardomurari @diegobbueno / Studio: @openstudio Durante décadas, a medicina foi reconhecida por sua capacidade de tratar doenças. A evolução da ciência ampliou diagnósticos, refinou tratamentos e elevou a expectativa de vida da população. Hoje, porém, uma nova perspectiva começa a transformar essa lógica. A pergunta que orienta parte da medicina contemporânea já não é apenas como tratar melhor, mas como impedir que a doença aconteça. É nesse contexto que a atuação da Dra. And Yara Particelli Gelmini encontra seu propósito. Médica há mais de quinze anos, ela iniciou sua carreira na Radiologia, especialidade que lhe proporcionou um olhar preciso sobre o diagnóstico e a investigação das doenças. Durante esse período, consolidou uma carreira pautada pela análise criteriosa dos exames e pela busca de respostas para condições já estabelecidas. Com o tempo, no entanto, passou a questionar se o maior impacto da medicina deveria acontecer apenas quando a doença já estivesse instalada. Essa inquietação não surgiu apenas da evolução científica. Também nasceu de uma transformação pessoal que redefiniu sua maneira de compreender a saúde, o cuidado e o próprio papel do médico. Mais do que mudar de especialidade, ela decidiu reconstruir sua forma de exercer a medicina. Foi esse processo que a conduziu à Nutrologia, à Medicina Funcional Integrativa e, mais recentemente, à especialização internacional em Medicina da Longevidade, área que reúne alguns dos avanços mais relevantes da ciência ao integrar prevenção, tecnologia e personalização do cuidado. Hoje, sua prática está fundamentada na Medicina de Precisão, abordagem que considera fatores como genética, metabolismo, perfil hormonal, nutrição, estilo de vida e ambiente para compreender cada paciente de forma individual. Em vez de olhar apenas para a doença, o foco passa a ser a identificação precoce de riscos e a construção de estratégias capazes de preservar saúde, autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos. Essa filosofia ganha especial relevância na saúde da mulher, uma das principais áreas de atuação da Dra. And Yara. Durante fases como o climatério e a menopausa, ela propõe uma abordagem baseada em evidências científicas, respeitando a individualidade biológica de cada paciente para promover equilíbrio hormonal, bem-estar e longevidade. Outro importante eixo de seu trabalho é o tratamento do lipedema, condição crônica que afeta predominantemente mulheres e que ainda permanece subdiagnosticada em muitos casos. A partir de uma abordagem multidisciplinar, que integra controle da inflamação, equilíbrio metabólico, nutrição, exercício físico, terapias regenerativas e acompanhamento contínuo, seu objetivo é devolver funcionalidade, qualidade de vida e autoestima, mostrando que o cuidado vai muito além do controle dos sintomas. Sua atuação também contempla saúde metabólica, emagrecimento, reposição hormonal quando indicada e estratégias voltadas à prevenção de doenças crônicas. Embora essas áreas pareçam distintas, todas partem da mesma convicção: não é possível compreender a saúde analisando apenas um órgão, um exame ou um sintoma. Cada organismo é resultado da interação entre fatores biológicos, hormonais, metabólicos, emocionais e ambientais que tornam cada paciente único. Essa maneira de exercer a medicina acompanha um movimento que vem redesenhando o futuro da saúde. Ferramentas como inteligência artificial, testes genéticos, biomarcadores e medicina de precisão ampliam as possibilidades de investigação e prevenção, mas também reforçam um aspecto essencial. Quanto mais a tecnologia evolui, maior se torna o valor de uma medicina capaz de interpretar esses dados sem perder de vista a singularidade de quem está diante do consultório. Ao longo de sua carreira, a Dra. And Yara escolheu ocupar exatamente esse ponto de encontro entre ciência, inovação e cuidado humanizado. Seu trabalho reflete uma geração de médicos que compreende que longevidade não significa apenas acrescentar anos à vida, mas garantir que esses anos sejam vividos com autonomia, vitalidade e qualidade. Talvez essa seja a transformação mais profunda da medicina contemporânea. Durante muito tempo, acreditou-se que o sucesso de um médico era medido pela capacidade de diagnosticar e tratar doenças. Hoje, uma nova perspectiva começa a ganhar força. O verdadeiro avanço talvez esteja em construir uma medicina capaz de preservar a saúde antes que ela precise ser recuperada. Porque, no fim, o futuro da medicina pode não estar na forma como aprendemos a combater as doenças, mas na capacidade de fazer com que elas nunca tenham a oportunidade de mudar a história de uma vida. A seguir, em uma conversa exclusiva com a Hooks Magazine, a Dra. And Yara Particelli Gelmini compartilha sua visão sobre a transformação da medicina, o verdadeiro significado da longevidade, o impacto das novas tecnologias na prática clínica e por que acredita que o futuro da saúde será definido muito antes do primeiro diagnóstico. Durante décadas, o sucesso da medicina foi medido pela capacidade de tratar doenças. Hoje, prevenção e longevidade ocupam o centro do debate sobre saúde. Na sua visão, estamos apenas acompanhando uma evolução científica ou vivendo uma transformação definitiva na maneira como a medicina compreende o ser humano? Acredito que estamos vivendo uma transformação definitiva. Durante muito tempo, a medicina foi extraordinária em tratar as consequências das doenças, mas pouco se perguntava por que elas surgiam. Hoje entendemos que saúde não é simplesmente ausência de doença. É preservar função, autonomia, cognição, massa muscular, qualidade de vida e independência durante toda a vida. A medicina da longevidade não substitui a medicina tradicional, ela a complementa. Continuaremos tratando doenças quando elas aparecerem, mas o verdadeiro sucesso será fazer com que elas apareçam cada vez mais tarde ou, idealmente, nunca apareçam. Pela primeira vez, temos ferramentas para compreender que cada indivíduo envelhece de maneira diferente. Genética, estilo de vida, ambiente, metabolismo e comportamento interagem de forma única. Estamos deixando de tratar diagnósticos para cuidar de pessoas. Você costuma dizer que sua maior transformação aconteceu primeiro dentro de você e só depois se refletiu na sua prática médica. Em que momento percebeu que essa experiência deixaria de ser uma vivência pessoal para se tornar a base da filosofia que hoje orienta toda a sua carreira? A medicina mudou para mim quando eu percebi que eu mesma precisava mudar. Passei anos acreditando que o melhor médico era aquele que fazia o diagnóstico mais preciso. Afinal, eu era radiologista, mas eu não estava feliz. Por anos, tentei de tudo para me encaixar no cenário de conviver com doenças e em ambientes fechados, mas nada daquilo me satisfazia. Algo faltava. Foi quando a curiosidade falou mais alto e eu fui buscar qual curso tratava o ser humano como um todo. Na época, eu já sofria com endometriose e tive um diagnóstico errôneo de depressão. Então, eu vi a medicina me chamar. Eu precisei me enxergar por completo para sair do lugar em que estava. Precisei integrar corpo, mente, alma e espírito para poder me curar e sair daquele sofrimento. Foi nesse momento que cursei minha primeira pós-graduação em Nutrologia, há dez anos. Viver mais deixou de ser o único objetivo e passou a significar viver com mais autonomia, energia e qualidade. Ainda assim, muitas pessoas associam esse conceito apenas à estética ou à passagem do tempo. Como você acredita que a sociedade ainda interpreta de forma limitada o verdadeiro papel da medicina preventiva e do envelhecimento saudável? Existe uma grande confusão entre aparência e saúde. As pessoas imaginam que medicina da longevidade significa apenas parecer mais jovem. Na realidade, o maior objetivo é continuar vivendo plenamente aos 70, 80 ou 90 anos, mantendo independência, lucidez, força física e capacidade de fazer escolhas. O que realmente importa não é quantos anos teremos, mas como chegaremos até eles. O termo utilizado no mundo afora é healthspan. Prevenir não significa fazer exames infinitos ou tomar dezenas de suplementos. Significa entender, da forma mais precisa possível, o que cada organismo precisa para manter suas funções preservadas ao longo das décadas. A estética pode ser uma consequência. Mas a verdadeira longevidade é conseguir brincar com os netos, viajar, trabalhar, praticar esportes, manter a memória preservada e continuar vivendo com propósito. Vivemos uma era em que inteligência artificial, testes genéticos e medicina de precisão avançam em uma velocidade impressionante. Nesse cenário, qual será o maior diferencial do médico do futuro: dominar as novas tecnologias ou preservar a capacidade de compreender a individualidade de cada paciente? O médico do futuro precisará dominar ambos. A inteligência artificial será extraordinária para organizar informações, reconhecer padrões e acelerar diagnósticos. Os testes genéticos, os dispositivos vestíveis e a medicina de precisão nos permitirão conhecer cada paciente em uma profundidade jamais imaginada. Mas nenhuma tecnologia substitui algo essencial: a capacidade de ouvir, interpretar e compreender o ser humano, além do vínculo entre o médico e seu paciente. Eu, particularmente, não entendo o médico que não quer criar vínculos com seus pacientes. Os meus eu quero por perto, viram amigos. Médico tem que amar a vida e o ser humano. Dois pacientes podem ter exatamente o mesmo exame e precisar de tratamentos completamente diferentes. A tecnologia entrega dados. O médico transforma esses dados em decisões humanas. Por isso, acredito que o grande diferencial da medicina do futuro será justamente unir ciência de ponta com empatia, experiência clínica e personalização. Se uma pessoa de 40 anos lhe perguntasse hoje qual é a decisão mais importante para aumentar suas chances de envelhecer com saúde, qual seria a primeira orientação que você daria? Eu diria para ela parar de esperar os sintomas aparecerem. Priorize conhecer seu corpo, sua genética, utilize tecnologias e exames avançados para isso e, claro, dê muitas risadas. O bom humor e os vínculos sociais melhoram nossa expectativa de vida. A maioria das doenças crônicas leva anos ou até décadas para se desenvolver silenciosamente. Aos 40 anos, ainda existe tempo suficiente para mudar completamente a trajetória do envelhecimento. Minha orientação seria: conheça seu próprio corpo. Faça avaliações periódicas, cuide da composição corporal, preserve sua massa muscular, durma bem, controle o estresse, pratique atividade física, mantenha uma alimentação adequada e personalize suas decisões de acordo com suas características individuais. O maior erro é acreditar que saúde é algo que se recupera apenas quando se perde. Na verdade, ela precisa ser construída todos os dias. Toda grande trajetória é guiada por uma convicção capaz de inspirar outras pessoas. Se esta entrevista pudesse levar apenas uma mensagem sua ao mundo, qual seria? O que você gostaria que as pessoas nunca mais esquecessem quando o assunto é saúde, prevenção e qualidade de vida ao longo dos anos? Acredito que o maior legado que um médico pode deixar não é apenas aumentar a expectativa de vida, mas devolver às pessoas a oportunidade de viver plenamente. Como escreveu Viktor Frankl: "Quem tem um porquê enfrenta qualquer como." Quando entendemos que a saúde é o caminho para realizar nossos sonhos, percebemos que prevenir nunca foi sobre viver mais, mas sobre viver melhor.

  • SOUL MADE : Em uma era de inteligência artificial, Patrícia Fárhat acredita que o futuro pertence ao que ainda é feito com alma

    Em um momento cada vez mais acelerado pela inteligência artificial, onde quase tudo pode ser produzido em poucos segundos, aquilo que continua sendo feito à mão ganhou um novo significado. Não porque a tecnologia tenha deixado de encantar, mas porque ela tornou ainda mais evidente aquilo que continua sendo insubstituível: o tempo, a intenção e a sensibilidade de quem cria. Photography: Bruno Santos / Production: Patrícia Farhat Há dez anos, Patrícia Fárhat tomou uma decisão que continua definindo a identidade da Bungalow. Fundadora da marca, transformou sua paixão por joias autorais em um universo construído sobre significado. Mais do que adornos, suas peças acompanham conquistas, recomeços e capítulos importantes da vida de quem as escolhe. "Vivemos em uma época de velocidade, automação e inteligência artificial. Mas existe algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a intenção e a sensibilidade de quem cria." Essa convicção tornou-se o alicerce sobre o qual a Bungalow construiu sua identidade. Ao longo de uma década, a marca consolidou uma forma de criar que valoriza o tempo do processo, a liberdade criativa e a conexão entre quem faz e quem usa cada peça. Em um mercado orientado pela velocidade, Patrícia nunca tentou competir com quem produz mais. Preferiu construir uma marca que produz melhor, com mais tempo, intenção e verdade. Soul Made, coleção criada para celebrar os dez anos da Bungalow, nasce dessa filosofia. Model: Raíza Quenuffi O nome, escolhido pelas próprias clientes, traduz uma criação que privilegia a permanência em vez da urgência. "Uma joia vai muito além da beleza. Ela acompanha conquistas, recomeços e momentos em que uma mulher decide se reconectar com quem realmente é." Ao longo desses anos, suas clientes deixaram de ser apenas consumidoras para se tornarem parte da própria história da Bungalow. Inspiram coleções, participam de escolhas criativas e ajudam a construir, de forma colaborativa, os próximos capítulos da marca. Talvez seja justamente essa a diferença entre um objeto e um amuleto. O primeiro ocupa espaço. O segundo ocupa um lugar na nossa história. Talvez esse seja o paradoxo do nosso tempo: quanto mais a tecnologia acelera a criação, maior parece ser o desejo por aquilo que carrega autoria, memória e presença. Porque existem joias. E existem lembranças. As primeiras podem ser criadas em um ateliê. As segundas, apenas pela vida. 1. Há dez anos, você decidiu transformar uma paixão em propósito e construir algo próprio. Ao olhar para essa trajetória, quais foram os momentos que mais colocaram suas convicções à prova? E o que fez com que você continuasse evoluindo sem abrir mão da essência da Bungalow? Há dez anos, escolhi transformar o que amo em propósito. É essa liberdade de criar e viver daquilo em que acredito que continua me movendo todos os dias. O que me permitiu evoluir sem perder a essência da Bungalow foi permanecer fiel ao que sempre guiou a marca: a criação intuitiva e o feito à mão. Cada peça nasce do sentir, da liberdade de experimentar e da vontade de criar algo único, expressando a forma mais verdadeira de quem eu sou. Com o tempo, percebi que evoluir nunca significou mudar quem eu era, mas aprofundar aquilo em que sempre acreditei. 2. Ao longo dessa década, a Bungalow passou a ocupar um espaço que vai muito além das joias. O que você aprendeu observando a forma como as mulheres se conectam com peças que atravessam conquistas, recomeços e capítulos importantes de suas histórias? Acredito que a Bungalow faz parte dos recomeços das mulheres. Ela acompanha novas fases, novos caminhos e momentos em que elas decidem se reconectar com quem realmente são. Sempre enxerguei uma joia como algo que vai além da estética. Quando uma mulher escolhe uma peça da Bungalow, ela também escolhe carregar um significado. Ela pode marcar o primeiro dia de um novo trabalho, celebrar uma conquista ou representar simplesmente a decisão de olhar para si com mais carinho. É isso que dá sentido ao meu trabalho: saber que a minha arte acompanha histórias reais e faz com que cada mulher se sinta mais confiante, forte e conectada consigo mesma. 3. A coleção Soul Made nasce em um momento em que a tecnologia ocupa um espaço cada vez maior em nossas vidas. Na sua visão, por que o feito à mão, a intenção e a conexão humana se tornam ainda mais valiosos em uma era movida pela velocidade e pela automação? Não foi por acaso que escolhi, junto com as minhas clientes que carinhosamente chamo de deusas, o nome Soul Made para a coleção que celebra os dez anos da Bungalow. Esse nome traduz aquilo em que sempre acreditei. Vivemos em uma época de velocidade, automação e inteligência artificial. Mas existe algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a intenção e a sensibilidade de quem cria. Por isso continuo acreditando no feito com calma. Uma joia pode ser muito mais do que um objeto bonito. Ela guarda histórias, desperta emoções e acompanha as pessoas em momentos importantes da vida. Essa é a essência da Bungalow e é isso que quero preservar nos próximos anos. É por isso que continuo acreditando no feito à mão e também no feito com calma. Porque uma joia pode ser muito mais do que um objeto bonito. Ela pode guardar histórias, despertar emoções e acompanhar as pessoas em momentos importantes da vida. Essa é a essência da Bungalow e é isso que quero preservar nos próximos anos. Talvez o verdadeiro valor do futuro esteja justamente naquilo que continua sendo feito com alma. 4. Existe algo muito simbólico no fato de Soul Made ter sido um nome escolhido pelas próprias clientes. Em que momento você percebeu que estava construindo mais do que uma marca e havia criado, de fato, uma comunidade de mulheres que se reconhecem nos mesmos valores? Sempre gostei de incluir as minhas clientes no processo criativo. Elas participam da escolha dos cristais, ajudam a definir nomes para as coleções e, muitas vezes, inspiram novas peças. Foi nesse processo que percebi que estava construindo algo maior do que uma marca. Quando uma mulher sente que foi ouvida e que sua essência também está representada em uma criação, nasce uma conexão muito verdadeira. Ela deixa de ser apenas uma cliente e passa a fazer parte da história da Bungalow. É essa troca, construída com carinho e confiança ao longo dos anos, que transformou a marca em uma comunidade. 5. Empreender também significa atravessar incertezas, rever rotas e tomar decisões difíceis. Qual foi o desafio mais transformador da sua trajetória como fundadora e o que ele te ensinou sobre coragem, liderança e a importância de confiar na própria intuição? O maior desafio de quem empreende, especialmente em um pequeno negócio, é competir com um mercado que valoriza cada vez mais a rapidez e a produção em escala. Com o tempo, entendi que a Bungalow nunca existiu para disputar esse espaço. O que entregamos é outra coisa: tempo, cuidado, criação artesanal, significado e uma conexão verdadeira com quem escolhe usar as nossas peças. Esse caminho exige coragem e resiliência. Aprendi que empreender é confiar no propósito mesmo quando o caminho parece mais difícil. Hoje tenho a certeza de que sempre haverá espaço para aquilo que é feito com verdade, intenção e sensibilidade. 6. Se pudesse escrever uma carta para a Patrícia que começou essa jornada em 2016 e, ao mesmo tempo, para a mulher que escolherá uma peça da coleção Soul Made daqui a dez anos, o que você gostaria que ambas jamais esquecessem? Se eu pudesse escrever uma carta para mim mesma, lá no início da Bungalow, diria apenas uma coisa: não desista. Vai chegar um dia em que você olhará para trás com orgulho da história que construiu. Vai entender que cada desafio ajudou a formar quem você se tornou e que todas as pessoas que cruzaram o seu caminho fizeram parte dessa jornada. Continue acreditando na sua sensibilidade, na sua intuição e no seu propósito. A caminhada valerá a pena. E, se eu pudesse escrever uma carta para uma cliente ler daqui a dez anos, ela diria: "Olhe para essa joia. Ela esteve com você em tantos momentos da sua vida. Acompanhou conquistas, recomeços, desafios, celebrações e alegrias. Ela não é apenas uma peça; ela guarda memórias, sentimentos e capítulos da sua história. Espero que, ao olhar para ela, você se lembre de quem era quando a escolheu, de tudo o que viveu desde então e de tudo o que ainda está por vir. Que essa joia continue atravessando o tempo, carregando significado e, quem sabe, passando de geração em geração."

  • Rainer Cadete é a nova capa internacional da Hooks Magazine STARS

    'STARS' EDITION COVER - JULY 2026 ISSUE Photography: Isadora Relvas and Philipp Lavra - @relvas.oficial and @lavraphilipp / Beauty Direction: Victor Dargains - @vdargains / Styling: Rafa Pinta - @rafapinta_ Existem artistas que constroem uma carreira baseada na consistência. Outros se destacam pela versatilidade. Rainer Cadete reúne ambas as qualidades. Ator, cantor, escritor e produtor, ele atravessa diferentes linguagens artísticas com naturalidade, transformando cada novo projeto em uma oportunidade de explorar outras formas de contar histórias. Com mais de duas décadas de trajetória, consolidou-se como um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira, mantendo uma carreira marcada pela autenticidade, pela inquietação criativa e pelo desejo constante de se reinventar. Agora, Rainer Cadete é a nova capa da edição internacional da Hooks Magazine STARS, celebrando um momento de intensa atividade profissional, no qual concilia televisão, streaming, teatro, literatura, música e cinema, ampliando continuamente sua presença na indústria cultural. Atualmente, o ator integra o elenco de Quem Ama Cuida, novela das 21h da TV Globo escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, interpretando o dermatologista Dr. César. O personagem chega para ampliar uma galeria de papéis memoráveis construída ao longo de sua carreira, sempre marcada pelo equilíbrio entre grandes produções da televisão e projetos autorais. Entre seus trabalhos mais lembrados estão o advogado Rafael Nero, de Amor à Vida, e o irreverente Visky, de Verdades Secretas, personagem que lhe rendeu o Prêmio Extra de Televisão e o Troféu Melhores do Ano. O sucesso da interpretação também levou Rainer a integrar a lista Forbes Under 30, reconhecimento que consolidou ainda mais sua projeção nacional. Outro aspecto marcante de sua trajetória é a oportunidade de revisitar personagens que conquistaram o público. Visky retornou em Verdades Secretas II, enquanto Celso reapareceu em Êta Mundo Melhor!, quase dez anos depois de sua participação em Êta Mundo Bom!. Mais do que repetir interpretações, Rainer encara esses reencontros como novas possibilidades de construção artística. Em entrevista exclusiva à Hooks Magazine, o ator explica que revisitar um personagem exige o mesmo nível de descoberta de criar alguém completamente novo. "Eu não vejo tanta diferença entre criar um personagem novo e reencontrar um personagem que já faz parte da memória do público, porque nunca se trata da mesma história. Gosto muito de uma ideia do Heráclito: o rio pode ser o mesmo, mas as águas já são outras. Com os personagens acontece algo parecido. O Visky e o Celso têm uma história, uma identidade e uma memória afetiva com o público, mas eles reaparecem em outro tempo, atravessados por novas relações, novos conflitos e por tudo o que também mudou em mim como ator." Essa visão sobre transformação também explica sua relação com a própria carreira. Para Rainer, cada projeto nasce de forma espontânea, sem seguir um planejamento rígido. "Eu nunca sentei para fazer um plano de carreira dizendo: 'Agora vou escrever um livro', 'agora vou cantar', 'agora vou produzir'. As coisas acontecem porque algumas ideias simplesmente escolhem a linguagem em que querem nascer. Tem história que pede um palco. Tem história que pede uma canção. Tem história que pede uma câmera. E tem histórias que só cabem no silêncio de uma página." Essa liberdade criativa o levou a expandir sua atuação para além da televisão. Nos palcos, está em cartaz com o musical Uma Babá Quase Perfeita, adaptação brasileira do sucesso da Broadway, além de integrar o elenco da montagem de Norma, dirigida por Guilherme Piva. No cinema, soma participações em produções como Carcereiros, Intervenção, Virando a Mesa e a franquia Cine Holliúdy. Também esteve presente no Festival de Cannes com O Traidor, dirigido por Marco Bellocchio, e integra o elenco de Dia Útil, longa filmado em Brasília sob direção das irmãs Diniz. O streaming também ocupa um espaço importante em sua trajetória. Rainer faz parte do elenco de Arcanjo Renegado, retornando para a quarta temporada e também para a quinta, prevista para 2026. Na música, desenvolve ao lado de Renato Luciano o projeto Leves e Reflexivas, que combina música, poesia, humor e reflexão social para discutir temas como masculinidade, diversidade, afeto e relações humanas. O projeto ganhou destaque com o clipe da canção Esse Negócio de Ser Macho, dirigido por Duda Maia, além da parceria musical com Vanessa da Mata. Paralelamente, prepara um novo trabalho dedicado a clássicos da música brasileira. Sua inquietação artística também encontrou espaço na literatura. Em 2024, ao lado do filho Pietro Cadete, lançou o livro Olhares que Filtram, obra que aborda afeto, identidade, ancestralidade e relações familiares sob a perspectiva de uma família multirracial. O livro passou a integrar projetos educacionais e debates sobre pertencimento, paternidade e questões raciais. Esses temas aparecem de maneira recorrente em seus trabalhos, mas não como resultado de uma estratégia artística. "Eu desconfio da arte que nasce para defender uma tese. Acho que ela perde força quando já sabe exatamente aonde quer chegar. O que me interessa são as histórias que fazem perguntas, não as que entregam respostas." O ator explica que assuntos como masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares surgem naturalmente em seu processo criativo porque também fazem parte de sua própria experiência. "São questões que continuam me atravessando como homem, como pai e como artista. Se esses projetos provocam conversas, fico muito feliz. Mas essa nunca foi a intenção principal. A intenção sempre foi compreender um pouco melhor o ser humano." Pai de Pietro Cadete, Rainer também leva para sua produção artística reflexões sobre responsabilidade afetiva, relações familiares e as novas formas de compreender a masculinidade contemporânea, transformando experiências pessoais em narrativas capazes de dialogar com diferentes públicos. Ao conciliar televisão, streaming, teatro, cinema, música e literatura, Rainer Cadete demonstra que sua carreira não é definida por uma única linguagem, mas pela curiosidade permanente de experimentar novas formas de expressão. Sua trajetória revela um artista que prefere fazer perguntas a oferecer respostas prontas e que encontra na arte um espaço para provocar reflexão, sensibilidade e diálogo. Confira entrevista exclusiva: 1.⁠ ⁠Sua carreira transita com naturalidade entre televisão, teatro, cinema, literatura e música. Como cada uma dessas linguagens alimenta a outra e de que forma essa diversidade influencia sua construção como artista? Eu nunca sentei para fazer um plano de carreira dizendo: “Agora vou escrever um livro”, “agora vou cantar”, “agora vou produzir”. As coisas acontecem porque algumas ideias simplesmente escolhem a linguagem em que querem nascer. Tem história que pede um palco. Tem história que pede uma canção. Tem história que pede uma câmera. E tem histórias que só cabem no silêncio de uma página. 2.⁠ ⁠⁠Em Quem Ama Cuida, você interpreta o Dr. César, enquanto também revisita personagens marcantes como Visky e Celso em diferentes momentos da carreira. O que existe de mais desafiador em criar um novo personagem e, ao mesmo tempo, reencontrar figuras que já fazem parte da memória do público? Eu não vejo tanta diferença entre criar um personagem novo e reencontrar um personagem que já faz parte da memória do público, porque nunca se trata da mesma história. Gosto muito de uma ideia do Heráclito: o rio pode ser o mesmo, mas as águas já são outras. Com os personagens acontece algo parecido. O Visky e o Celso têm uma história, uma identidade e uma memória afetiva com o público, mas eles reaparecem em outro tempo, atravessados por novas relações, novos conflitos e por tudo o que também mudou em mim como ator. Por isso, eu não encaro esses reencontros como uma repetição. É mais parecido com rever um velho amigo depois de muitos anos. Você reconhece alguma coisa imediatamente, mas também percebe que aquela pessoa já não é exatamente a mesma. O desafio está em preservar o que faz o personagem ser quem ele é sem transformá-lo numa imitação de si mesmo. Seja com o Dr. César, com o Visky ou com o Celso, o trabalho é sempre descobrir qual é a verdade daquela história agora. Talvez o maior desafio não seja equilibrar essas frentes, mas escutar o que cada ideia está pedindo. Quando uma inquietação aparece, procuro dar a ela a forma mais honesta possível. Também não tenho medo de começar sem dominar completamente um território. Estudo, me preparo, erro, peço ajuda e sigo. Acho que a criatividade também é um exercício de coragem. No fundo, todas essas linguagens são apenas maneiras diferentes de alimentar a mesma curiosidade. 3.⁠ ⁠⁠Projetos como Leves e Reflexivas e o livro Olhares que Filtram mostram um interesse em discutir masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares. Você acredita que a arte tem a responsabilidade de provocar essas conversas ou esse movimento acontece de forma mais espontânea no seu processo criativo? Eu desconfio da arte que nasce para defender uma tese. Acho que ela perde força quando já sabe exatamente aonde quer chegar. O que me interessa são as histórias que fazem perguntas, não as que entregam respostas. Talvez por isso temas como masculinidade, afeto, ancestralidade e relações familiares apareçam tanto no meu trabalho. Não foi uma decisão de carreira. São questões que continuam me atravessando como homem, como pai e como artista. Se esses projetos provocam conversas, fico muito feliz. Mas essa nunca foi a intenção principal. A intenção sempre foi compreender um pouco melhor o ser humano. E, curiosamente, quando a gente parte de uma pergunta honesta, outras pessoas acabam encontrando as próprias respostas. 4.⁠ ⁠⁠A paternidade ocupa um espaço importante na sua vida e também na sua produção artística. De que maneira seu filho Pietro transformou não apenas sua visão sobre a vida, mas também as histórias que você escolhe contar e os projetos que decide desenvolver? O Pietro me ensinou que o amor também é revisão. Depois que ele nasceu, comecei a rever as minhas prioridades, a forma como eu lidava com o meu tempo, a minha escuta, as minhas curiosidades e até a minha relação com a vida. A paternidade me deixou mais disponível para construir perguntas do que para oferecer respostas. Como o Pietro cresceu entre camarins, teatros, livros e música, a arte sempre fez parte das nossas conversas. E, de um jeito muito natural, muitas delas acabaram se transformando em projetos. Olhares que Filtram nasceu exatamente desse lugar. Da vontade de compreender melhor as questões que atravessavam a nossa família multirracial e de transformar um diálogo muito íntimo entre pai e filho em uma conversa que pudesse chegar às salas de aula, às famílias e a qualquer pessoa interessada em refletir sobre identidade, afeto e relações étnico-raciais. Eu nunca vou sentir exatamente o que o Pietro sente, porque eu não sou ele. Mas gosto de brincar que ele é o meu coração batendo fora do meu corpo. Talvez por isso escrever juntos tenha sido uma experiência tão transformadora. A literatura acabou se tornando mais uma forma de a gente conversar. Hoje eu percebo que o Pietro não ampliou apenas o meu olhar sobre a vida. Ele ampliou também a minha forma de fazer arte. Escrever juntos me fez entender que a arte talvez exista para isso: transformar perguntas íntimas em conversas coletivas. É muito ruim achar que a gente está sozinho no mundo. Quando uma história encontra outras pessoas, ela constrói pontes. E, de repente, aquilo que parecia só nosso passa a fazer sentido para muita gente também. 5.⁠ ⁠⁠Depois de mais de duas décadas de carreira, com reconhecimento na televisão, no teatro, no cinema e agora em novos projetos musicais e literários, o que ainda desperta sua curiosidade criativa e quais histórias você sente que ainda precisa contar nos próximos anos? Acho que, com o tempo, os sonhos vão mudando de endereço. Antes eu pensava muito no próximo trabalho. Hoje penso mais nas histórias que ainda quero viver e contar. Quero continuar encontrando personagens que desafiem as minhas certezas, escrever livros que provoquem boas conversas, produzir projetos que aproximem as pessoas e fazer um cinema que viaje pelo mundo sem perder o sotaque brasileiro. Mas talvez o maior desafio seja continuar me transformando. Não quero repetir fórmulas nem achar que já sei fazer. Espero nunca perder o encantamento de estudante, de observar as pessoas, de mudar de ideia e de me deixar surpreender. No fundo, não sonho com uma linha de chegada. Sonho em continuar encontrando histórias que me transformem antes de chegarem ao público. Enquanto isso acontecer, vou sentir que estou exatamente onde deveria estar.

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